Furacão Melissa devasta a Jamaica e deve acionar título de catástrofe de US$ 150 milhões

Denise Bueno com agências internacionais

O furacão Melissa, primeiro de categoria 5 da temporada de 2025 no Atlântico, devastou a Jamaica nesta semana, marcando o mais poderoso evento climático a atingir a ilha desde o furacão Gilbert, em 1988. De acordo com a AM Best, as perdas seguradas devem permanecer modestas, mas o volume principal dos prejuízos recairá sobre as resseguradoras, refletindo a forte dependência de resseguro das companhias caribenhas.

A agência estima que as perdas econômicas totais alcancem bilhões de dólares, embora ainda leve tempo para dimensionar o impacto completo da tempestade, que chegou à ilha com ventos acima de 250 km/h. Com penetração de seguros inferior a 5%, apenas uma pequena parcela das propriedades jamaicanas está coberta, o que limita a compensação via apólices e amplia o custo social do desastre.

“As parcerias de resseguro são o alicerce que permite que seguradoras caribenhas assumam riscos de propriedade. Resta saber como esse evento afetará o preço do resseguro daqui em diante”, afirmou Bridget Maehr, diretora da AM Best.

Para Sridhar Manyem, diretor sênior de pesquisa e análise da agência, o mapeamento de riscos no Caribe continua desafiador. “Os modelos precisam considerar correlações entre geografias, já que um evento catastrófico pode se propagar por toda a região”, observou.

Entre as companhias com maior exposição estão as que atuam em seguros patrimoniais, fortemente dependentes de resseguro para manter capacidade de subscrição diante de riscos climáticos cada vez mais severos.

Título paramétrico deve ser acionado

Segundo a Aon, o título de catástrofe de US$ 150 milhões estruturado para a Jamaica — o IBRD CAR Jamaica 2024, com vigência até 2027 — deve ser acionado após a passagem do furacão Melissa. O instrumento faz parte do programa de seguros paramétricos do Banco Mundial, criado para oferecer resposta financeira rápida a países vulneráveis a desastres naturais.

“O furacão Gilbert continua sendo a tempestade mais custosa da história da Jamaica, com perdas econômicas ajustadas pela inflação de US$ 4,1 bilhões e apenas US$ 215 milhões segurados”, lembrou Dan Hartung, chefe global de resposta a eventos da Aon. “Essa diferença mostra o desafio persistente da baixa penetração de seguros, que expõe comunidades ao impacto financeiro total dos desastres.” Hartung destacou que mecanismos como os títulos de catástrofe ajudam a fechar essa lacuna ao oferecer financiamento imediato e pré-acordado após grandes eventos.

Já Chris Lefferdink, chefe de seguros vinculados a títulos (ILS) para a América do Norte na Aon, afirmou que o título jamaicano “transfere o risco da tempestade para investidores globais, permitindo acesso rápido a fundos de recuperação”. Dados iniciais do Centro Nacional de Furacões indicam pressão atmosférica abaixo de 900 milibares, intensidade suficiente para acionar pagamento integral do título, caso confirmada por revisão independente.

“O mercado de cat bonds cresceu mais de 50% desde o fim de 2022, alcançando quase US$ 55 bilhões, o que mostra a confiança dos investidores e a relevância dessa ferramenta para reduzir a lacuna de proteção”, completou Lefferdink.

A AM Best continua monitorando os impactos de Melissa na Jamaica e em outras ilhas do Caribe, incluindo Bahamas Orientais e Turks & Caicos, reforçando que o evento deve reabrir o debate sobre resiliência climática e proteção financeira nas economias mais expostas da região.

Bradesco Seguros lucra R$ 7,3 bi até setembro e responde por 35% do resultado do banco

O Grupo Bradesco Seguros encerrou os nove primeiros meses de 2025 com lucro líquido de R$ 7,3 bilhões, um avanço de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024. No 3º trimestre, o conglomerado de seguros registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, alta de 10,3% sobre o 2T25 e 6,5% em relação ao mesmo período de 2024.

O resultado do grupo de seguros representa cerca de 35% do lucro líquido recorrente consolidado do Bradesco, que somou R$ 6,2 bilhões no 3º trimestre e R$ 17,5 bilhões de janeiro a setembro de 2025. A rentabilidade (ROAE) do braço segurador atingiu 21,5%, quase 7 pontos percentuais acima da rentabilidade média do banco, de 14,7%.

As receitas de prêmios, contribuições de previdência e capitalização totalizaram R$ 30 bilhões no trimestre e R$ 89 bilhões no acumulado do ano, com leve retração de 0,9% frente a 2024, em linha com a política de foco em produtos de maior rentabilidade. Nas receitas de prêmios, contribuições de previdência e receitas de capitalização no terceiro trimestre de 2025, frente ao mesmo período do ano passado. Vale destacar os segmentos de Seguro de Vida (9%), Saúde (9,4%) e Ramos Elementares (16%), este último impulsionado pelos seguros Empresarial e Residencial, que evoluíram 21% e 16%, respectivamente.

“O resultado reflete a maior conscientização da população quanto à importância do seguro para a proteção de suas vidas, lares e negócios. Para atender essa demanda crescente, estamos sempre investindo na inovação dos nossos produtos e no aprimoramento da jornada dos nossos clientes”, destaca Ivan Gontijo, presidente do Grupo Bradesco Seguros.

Segundo o executivo, atualmente, sem prejuízo das coberturas tradicionais, o seguro de vida é um produto cada vez mais voltado ao uso em vida, principalmente por conta das inúmeras assistências que proporcionam conveniência e tranquilidade no caso de imprevistos.

“Já o seguro empresarial traz soluções completas e adaptáveis para diferentes perfis de negócio, enquanto o Residencial oferece coberturas personalizadas e uma rede robusta de serviços emergenciais. Mas, para além disso, a proteção do seguro representa um compromisso com a continuidade e a sustentabilidade, valores indispensáveis para o desenvolvimento do país e a construção de um futuro mais previsível, próspero e inclusivo”, acrescenta.

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As provisões técnicas chegaram a R$ 435 bilhões, crescimento de 10,5% em 12 meses. O resultado operacional subiu 28,6% no comparativo anual, enquanto o resultado financeiro aumentou 11,4%, refletindo o bom desempenho das aplicações e o cenário de juros ainda elevados.

Bradesco Saúde manteve liderança no mercado corporativo, com crescimento sustentável e controle do sinistro médico-hospitalar. No trimestre, a Bradesco Saúde aprimorou o processo de pagamento dos pequenos negócios com a criação, no App, da Área do Contratante, agilizando a obtenção da fatura. Também inovou na acessibilidade, ao estender, a pessoas com deficiência visual, o uso de biometria facial no App para solicitação de reembolso. A operadora Mediservice, por sua vez, superou a marca de 780 mil beneficiários no acumulado até setembro, crescimento de 22% frente ao mesmo período de 2024, impulsionada pelo compartilhamento de rede.

Bradesco Auto/RE avançou em rentabilidade, apoiada por ajustes de precificação e ganho de eficiência operacional, especialmente no seguro de automóveis. Em Auto, a Bradesco Seguros deu início à parceria com o Grupo EcoRodovias para complementar a frota de guinchos de atendimento aos usuários na Rodovia Castello Branco, em São Paulo, e avançou no projeto Oficina Sustentável, em parceria com a Ecoassist, que oferece às oficinas parceiras consultoria técnica especializada para coleta e gestão de resíduos. Em Ramos Elementares, a Bradesco Seguros e a Swiss Re Corporate Solutions apresentaram a nova versão do Seguro Patrimonial Empresarial Digital, elevando o Limite Máximo de Garantia Agregado (LMGA) por apólice, de R$ 50 milhões para R$ 100 milhões.

Bradesco Vida e Previdência ampliou as reservas e o volume de contribuições, acompanhando a valorização dos ativos financeiros e a retomada da poupança previdenciária. Em Seguro de Vida, vale destacar a parceria estratégica com o Banco Bradesco para implantação do seguro prestamista na carteira de crédito E-agro, plataforma digital do Banco que oferece soluções para o agronegócio, garantindo a quitação de empréstimos contratados pelo produtor rural por meio de CPR, em caso de morte ou invalidez permanente total por acidente.

Já em Previdência Privada, a Bradesco Vida e Previdência desenvolveu novos produtos e efetuou ajustes para adequar-se à instituição da cobrança de IOF sobre aportes em planos VGBL a partir de determinados valores. Como resultado, a arrecadação em produtos PGBL foi ampliada em 50%, e o faturamento com produtos de cobertura de risco, como pensão e pecúlio, também aumentou.   

Bradesco Capitalização teve alta superior a 20% nas receitas, com bom desempenho dos produtos populares e das campanhas de sorteio e registrou alta de 11% no faturamento pelos canais digitais no trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A empresa lançou no período as campanhas de engajamento Clube Max Pontos Dia dos Pais e Mês do Clientes, esta última com foco no segmento Prime e no público massificado, oferecendo, em ambos os casos, página de benefícios com diversos descontos e cashbacks. 

Outro destaque fica com a Atlântica D’Or – parceria da Atlântica Hospitais e Participações com a Rede D’Or –, que iniciou a construção de unidade hospitalar em Ribeirão Preto (SP) e chegou à cidade do Rio de Janeiro, onde assumirá a gestão do Hospital Glória D’Or, sétima unidade da parceria. Em outra frente, a Croma Oncologia, parceria entre Atlântica, Grupo Fleury e Beneficência Portuguesa de São Paulo, que adota um modelo inovador de cuidado coordenado no tratamento de câncer, consolidou o início de suas operações em São Paulo, com unidades nos bairros da Lapa, Morumbi e Tatuapé.

A divisão de seguros, previdência e capitalização foi o único segmento do conglomerado que superou o guidance de crescimento anual (9% a 13%), alcançando alta de 21,7% no acumulado de 2025. Segundo o banco, o desempenho reflete a combinação de diversificação de portfólio, eficiência operacional e sinergia entre as áreas bancária e seguradora, além do fortalecimento da base de clientes — hoje com 37,9 milhões de correntistas — e o avanço na digitalização dos canais de atendimento e venda.

Caixa Seguridade anuncia Gustavo Portela como presidente

gustavo portela caixa

A Caixa Seguridade Participações comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que o Conselho de Administração da Companhia, em reunião realizada nesta data, elegeu
Gustavo Portela para ocupar o cargo de diretor-presidente da Caixa Seguridade. Segundo fato relevante, o executivo é formado em Direito e possui MBA em Gestão e Marketing e ingressou na Caixa Económica Federal em 1999, onde ocupou diversos cargos estratégicos na área de atacado do banco, como Superintendente-Executivo Diretor-Executivo e Vice-Presidente interino, contribuindo para a modernização e eficiência da instituição. Entre 2018 e 2020, atuou no Banco PAN como Chief Human Resources Officer (CHRO) e Chief Marketing Officer (CMO). Posteriormente, atuou como Diretor-Executivo na Wiz Corporate no período de 2020 a desde 2024, ocupa a posição de Diretor de Investimentos e Participações da Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF).

CNseg e Anfavea debatem Descarbonização e o Futuro da Mobilidade na COP30

Com o objetivo de debater as iniciativas desenvolvidas pela indústria automotiva para descarbonização da frota nacional, e como o setor de seguros pode ser um aliado nesse processo, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), estão organizando o “Fórum da Indústria Automotiva & Seguros na COP30. 
 

O evento, que será realizado no dia 13 de novembro, na Casa do Seguro, em Belém, reunirá executivos dos setores automotivo e segurador para debater, além da descarbonização do setor, o tratamento de salvados como vetor de inovação e sustentabilidade, fortalecendo práticas de reaproveitamento, reciclagem e redução de impactos ambientais, e as convergências e contribuições para o desenvolvimento econômico sustentável.
 

Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a transição energética na indústria automotiva impulsiona uma revolução também no setor de seguros. Novas tecnologias de motorização e mobilidade sustentável requerem novos produtos e precificação de risco diferenciada. “O ‘Fórum Indústria Automotiva & Seguros’ é a plataforma ideal para entendermos as necessidades da Anfavea e, juntos, criarmos um ecossistema de seguros robusto que não apenas acompanhe, mas viabilize a modernização da frota. Nosso objetivo é transformar o risco de inovar em segurança de investir, assegurando um futuro de mobilidade mais limpa e protegida para o Brasil”, disse Dyogo.
 

Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, a ação conjunta das duas entidades é uma grande oportunidade de debater temas de grande interesse desses setores. “Temos a questão da reciclagem, da renovação de frota, da segurança veicular, da descarbonização em prol do controle dos efeitos climáticos, entre outros. Estamos muito empolgados com todas as ações que a Anfavea terá para levar uma mensagem ao mundo, de que o Brasil já tem a frota mais limpa do mundo em termos de CO2, e que podemos ir além. Sem dúvida o dia 13 de novembro na Casa do Seguro será histórico.”
 

A Casa do Seguro é uma realização da CNseg, com o objetivo de posicionar o setor de seguros como um ator estratégico e fundamental na busca por soluções relacionadas à adaptação e mitigação das mudanças climáticas, consolidando o reconhecimento da importância do setor e fazendo com que ele seja citado no documento final da COP30.
 

Os interessados em participar deste e dos demais eventos da Casa do Seguro, podem se inscrever clicando aqui.

MAPFRE leva à COP30 estudo sobre o custo dos desastres climáticos 


A MAPFRE será uma das protagonistas da ‘Casa do Seguro’, espaço criado pela CNSeg (Confederação Nacional de Seguros) durante a programação da COP30, em Belém. A companhia promoverá, no dia 18 de novembro, às 10h, dois painéis que reunirão especialistas, economistas, cientistas e lideranças empresariais para discutir o papel do seguro e das finanças sustentáveis na construção de uma economia mais resiliente e de baixo carbono.
 

O primeiro encontro, “Adaptação Climática e Finanças Sustentáveis: Caminhos para a Resiliência”, parte da constatação de que os eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes e custosos. O debate se baseará em estudo inédito da MAPFRE Economics, que analisa os impactos econômicos da crise climática e a chamada “brecha de proteção”, diferença entre as perdas provocadas por catástrofes e o que é efetivamente coberto por seguros.
 

O levantamento irá mostrar que, à medida que o clima se torna mais instável, a lacuna entre o dano e a cobertura cresce, afetando famílias, empresas e governos. O relatório aponta que novos instrumentos financeiros, como seguros paramétricos, cat bonds e parcerias público-privadas, podem ajudar a reduzir a vulnerabilidade e ampliar a resiliência social.
 

Participam do painel Ricardo González García, diretor de análise e estudos setoriais da MAPFRE Economics Espanha e coautor do estudo; o físico Paulo Artaxo, professor da USP e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC); e Carlos “Cacá” Takahashi, chairman da BlackRock Brasil e vice-presidente da ANBIMA. A moderação será feita por Mónica Zuleta, diretora corporativa de sustentabilidade da MAPFRE.
 

MAPFRE lança produto voltado a créditos de carbono 
 

O segundo painel, “O Papel do Setor de Seguros na Consolidação do Mercado de Carbono”, ampliará o debate sobre como o seguro pode dar lastro e integridade ambiental às transações de créditos de carbono. A mesa contará com David Canassa, CEO do Reservas Votorantim, Flora Bitancourt, diretora da World Climate Foundation no Brasil e Aloísio Lopes Pereira de Melo, secretário nacional de mudança do clima no Ministério do Meio Ambiente, sob a moderação de Fabio Damasceno, diretor técnico de seguro rural da MAPFRE.
 

Durante o encontro, a MAPFRE apresentará pela primeira vez um novo modelo de seguro ambiental, voltado à proteção de florestas em projetos de reflorestamento não comercial. “O Brasil tem a chance de liderar uma nova economia, em que conservar é também investir no futuro. O seguro também pode ser parte da solução climática, apoiando políticas e investimentos baseados em dados, inovação e cooperação”, destaca a diretora de sustentabilidade da MAPFRE Brasil, Fátima Lima. 
 

Com presença em mais de 100 países e operação focada em sustentabilidade, a MAPFRE integra o movimento global que busca alinhar o setor financeiro aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) e foi eleita a seguradora mais sustentável no Ranking da Atuação Socioambiental de Instituições Financeiras (RASA) em 2025. No Brasil, a companhia tem como meta compensar toda a sua pegada de carbono até 2028 e se tornar net zero em 2030.

CNseg e iCS debatem os desafios climáticos durante a COP30

dyogo oliveira cnseg

O cenário global de mudanças climáticas requer ações concretas para adaptação e mitigação dos impactos ambientais na sociedade. O setor segurador tem um papel estratégico, ao oferecer instrumentos que reduzem a vulnerabilidade de setores essenciais para o desenvolvimento econômico, como agronegócio, florestal e infraestrutura. Com o objetivo de debater os instrumentos existentes e explorar soluções inovadoras, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) promoverão, no próximo dia 14 de novembro, na Casa do Seguro, em Belém, o evento “Diálogos COP30: Seguros, Clima e Natureza”.
 

O evento contribuirá para agenda de ação da COP30 e contará com a participação de especialistas na agenda do clima, lideranças de seguradoras, representantes da sociedade civil e do setor financeiro, além dos órgãos reguladores e imprensa, gerando um ambiente de diálogo e cooperação voltado à promoção do papel dos seguros na agenda climática global.
 

“A crise climática exige inovação e ação imediata de todos os setores. Em parceria com o iCS, este fórum nos permite aprofundar o debate sobre como o seguro pode ir além da cobertura de perdas. Precisamos urgentemente de novos produtos e mecanismos que incentivem e viabilizem grandes investimentos na transição para uma economia verde e justa. O setor segurador está comprometido em ser um alicerce sólido para essa transformação, traduzindo riscos em oportunidades de investimento e impulsionando a resiliência do Brasil e do mundo”, afirma o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.
 

Maria Netto, diretora executiva do iCS, ressalta que a lacuna de proteção securitária ainda é multo alta e que as seguradoras têm um papel relevante na construção de mecanismos para reduzir os impactos gerados pelas mudanças climáticas. “Para citar um caso brasileiro, as enchentes no Rio Grande do Sul de 2024 resultaram em perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões, com o dado alarmante de que apenas 6% desse valor estava devidamente assegurado. Esse é um exemplo recente que evidencia que a crise climática já traz impactos econômicos concretos e de curto prazo, exigindo novas formas de planejar, compartilhar e precificar os riscos climáticos. A parceria do ICS com a CNseg, na COP30, pretende dar luz ao debate e encorajar soluções para esse desafio”, concluiu.
 

O fórum está dividido em três painéis, Reflexo do Clima no Setor de Seguros, Seguros para Soluções Baseadas na Natureza (SbN) e Promoção de Iniciativas de Seguros Inovadores, que contarão com a participação de nomes como Jean Ometto, Pesquisador, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Pedro Farme, CEO, Guy Carpenter Brasil, Butch Bacani, Head de Seguros da UNEP FI (PSI), Mabyr Valderrama, Diretora de Sustentabilidade da Federação Colombiana de Seguradoras (Fasecolda), entre outros.
 

A Casa do Seguro é uma realização da CNseg, com o objetivo de posicionar o setor de seguros como um ator estratégico e fundamental na busca por soluções relacionadas à adaptação e mitigação das mudanças climáticas, consolidando o reconhecimento da importância do setor e fazendo com que ele seja citado no documento final da COP30.
 

A Casa do Seguro se localiza na Tv. Alferes Costa, 2828 – Pedreira – Belém/PA

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MAG é destaque em evento com discussões sobre o futuro da previdência privada

O Grupo MAG, especializado em vida e previdência e com 190 anos de atuação ininterrupta no país, foi um dos destaques no 46º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP), que aconteceu entre 22 e 24 de outubro de 2025, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. No estande da companhia, especialistas estiveram presentes para tirar dúvidas, apresentar o portfólio de produtos e criar novas conexões. Um dos destaques do evento foi a presença de Gleisson Rubin, diretor de Previdência do Grupo MAG e diretor do Instituto de Longevidade MAG, que palestrou em duas oportunidades.

O primeiro painel, apresentado no dia 22, teve como tema “Longevidade Digna e Segura”. Ao longo da apresentação, Gleisson abordou tópicos como o aumento da expectativa de vida, os desafios e a necessidade de aprimoramento da gestão previdenciária, cultura geracional, comparativo da taxa de natalidade do Brasil frente a outras nações, saúde e propósito, a importância da previdência complementar para famílias de todas as classes sociais, sobretudo na criação de ecossistemas de cuidado e inclusão, entre outros.

Em um momento da palestra, Gleisson mostrou ao público dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um deles com projeção da estimativa de vida da população brasileira nas próximas décadas: em 2020 o país contava com 20 milhões de pessoas na faixa entre 65 anos ou mais, e, para 2060, a estimativa é que esse público seja de 58,4 milhões, o que deve impactar o sistema previdenciário.

“Temos que olhar a longevidade como tema que diz respeito a todos nós. É um assunto de interesse aos indivíduos, famílias, empresas e ao país. Olhando para frente, precisamos pensar em uma nação que vai deixar de ser jovem em um curto espaço de tempo, portanto, é preciso desmistificar diversas questões relacionadas à longevidade aos jovens de hoje. A Previdência deveria ser assunto tratado nos bancos das escolas”, disse o executivo.

Já no dia 23, Gleisson Rubin participou do painel “Ciência da Longevidade: Implicações para a Sociedade e para os Fundos de Pensão Desta Nova Fronteira do Conhecimento”. A apresentação teve como foco as profundas transformações que a ciência da longevidade está promovendo, tornando mais provável que as pessoas alcancem os 100 anos com saúde física e cognitiva. Entre os tópicos abordados, destaque para a discussão das consequências dessa projeção de cenário para os fundos de pensão e para a sociedade como um todo, passando pelas implicações da longevidade para o planejamento financeiro e social.

Segundo ele, o sistema previdenciário funcionou bem até o final dos anos 90, quando a expectativa de sobrevida a partir dos 60 anos se manteve relativamente estável, em torno de 15 anos. No entanto, as projeções para as próximas décadas são de avanço na longevidade. “Há uma estimativa de crescimento na sobrevida humana que está relacionada à melhoria de condições de atenção primária à saúde, nutrição e aos avanços da ciência. Hoje, quem chega aos 60 anos tem em torno de 22 anos a mais de expectativa de sobrevida”, comentou. O aumento da estimativa de vida atrelado ao múltiplo de contribuintes por beneficiários é um fator preocupante, uma vez que ao longo das décadas a contribuição vem encolhendo. “Nos anos 90 eram 8 contribuintes para 1 beneficiário, hoje é de 1,7 para 1. Em 2060, o Brasil terá mais aposentados que trabalhadores contribuintes”, complementou.

Para ajudar na equação, Gleisson Rubin apontou a Previdência Complementar e a educação como caminhos a serem seguidos. “A Previdência Complementar é imprescindível, necessária e impositiva para quem quiser se manter em atividade no momento da aposentadoria. No entanto, esse cenário só será possível se as pessoas compreenderem a importância da educação e planejamento financeiro a longo prazo, pois a educação previdenciária é um dos componentes cruciais neste processo”, concluiu o diretor de Previdência do Grupo MAG e do Instituto de Longevidade MAG.

Anbima, CNseg e Febraban debatem o papel do sistema financeiro na transição climática global durante a COP30

Apresentar estratégias de financiamento para a transição climática, destacando soluções inovadoras, instrumentos financeiros sustentáveis e a construção de novas parcerias nacionais e internacionais para apoiar a transição para uma economia de baixo carbono. Esse é o objetivo do Fórum de Finanças Sustentáveis, que será promovido no dia 12 de novembro, a partir das 14h30, na Casa do Seguro, em Belém (PA), como parte da programação paralela à COP 30. 

O encontro reunirá de forma inédita as três maiores entidades do setor financeiro nacional: a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban); que uniram forças para construir um caminho estruturado para mobilização, capacitação e engajamento, fortalecendo o papel do Brasil como referência global em finanças sustentáveis.

A abertura do evento contará com as presenças de Carlos André, presidente da Anbima; Dyogo Oliveira, presidente da CNseg; e Isaac Sidney, presidente da Febraban.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, fará a abertura do painel que discutirá como canalizar recursos – públicos e privados – para a conservação e restauração de ecossistemas florestais, conciliando proteção ambiental e desenvolvimento econômico. 

Já o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Coorporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, abre o painel sobre financiamento da transição climática, com foco nos desafios estruturais para transição para uma economia de baixo carbono.

No painel sobre as contribuições do setor financeiro para o plano de transformação ecológica, o campeão de Alto Nível da COP 30, Dan Ioschpe, participa como debatedor para falar como os setores de finanças e seguros têm papel decisivo para a implementação efetiva do plano, mobilizando capital em escala, precificando riscos ambientais e impulsionando cadeias produtivas sustentáveis.

Para Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, o Fórum de Finanças Sustentáveis é um marco pois reúne, além de bancos, seguradoras e investidores, parceiros estratégicos como Climate Champions, FIN, GFANZ, Pacto Global, BID Invest, PRI e UNEP FI para troca de experiências com vistas à transição para uma economia de baixo carbono. “Além do importante diálogo com o poder público, presente em todos os painéis do Fórum, esse espaço tem como objetivo primordial estimular o alinhamento multissetorial para aceleração de ações de adaptação e resiliência”, avalia.

O presidente da Anbima ressalta que desde 2024 todas as COPs são sobre financiamento, com foco muito grande nas questões econômico-financeiras. “A união de forças dos mercados de capitais, bancário e de seguros é o caminho para maximizar a canalização de recursos para projetos ligados aos temas ESG, acelerando a transição para uma economia de baixo carbono”, diz Carlos André. 

Isaac Sidney, presidente da Febraban, destaca que o Brasil tem condições únicas de liderar a transição climática e se tornar um hub global de soluções e oportunidades, mas precisamos transformar potencial em liderança concreta, com instrumentos financeiros inovadores e uma forte cooperação público-privada. “Os bancos criaram taxonomia própria para medir os fluxos de financiamento para a economia verde, regras de autorregulação para gerenciar o risco de desmatamento ilegal em setores estratégicos, e têm participado ativamente na emissão de títulos de dívida e concessão de crédito ESG – até agosto de 2025, bancos brasileiros já captaram mais de R$58 bilhões em operações com impacto ambiental, social e climático positivos. Os bancos estão prontos para em conjunto com o Estado, sociedade civil e outros setores da economia, somar esforços, construir soluções e apoiar iniciativas como a Taxonomia Sustentável Brasileira e a regulamentação do Mercado Regulado de Carbono, que contribuirão para o desenvolvimento da nova economia.”

A Casa do Seguro se localiza na Tv. Alferes Costa, 2828 – Pedreira – Belém/PA.

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Justos anuncia parceria com a Segfy e amplia acesso de corretores a soluções inovadoras

A Justos anuncia uma nova parceria com a Segfy, plataforma referência em gestão e distribuição de seguros no Brasil. O acordo reforça o compromisso das duas empresas em oferecer mais agilidade, inovação e oportunidades de negócios para os corretores de seguros em todo o país.

Com mais de três décadas de mercado e um ecossistema que conecta mais de 5.400 corretoras e 11 mil usuários ativos diariamente, a Segfy é hoje um dos principais canais de distribuição de seguros do país. A integração com a Justos chega em um momento de expansão estratégica da empresa, que tem investido em soluções tecnológicas para simplificar o dia a dia dos profissionais do setor.

“A parceria com a Justos fortalece ainda mais nosso propósito de sermos um canal de distribuição completo, que oferece tecnologia de ponta para melhorar a jornada e os resultados do corretor de seguros. 2025 tem sido um ano de grandes entregas estratégicas para a Segfy, e essa conquista reforça nossa missão de conectar seguradoras e corretores com inovação e eficiência”, afirma Marcos Villa, CEO da Segfy.

A novidade marca também o lançamento do Foxfy, novo produto da Segfy que utiliza inteligência artificial para tornar a cotação de seguros mais simples e interativa. A solução permite que o corretor realize cotações diretamente pelo celular, com interação via WhatsApp e envio de informações por voz, imagem ou texto, uma inovação que promete transformar a experiência de cotação e atendimento no setor.

Segundo Luciano Lima, Diretor Comercial da Justos, a parceria representa um avanço importante na estratégia da seguradora de estreitar laços com os corretores e facilitar o acesso às suas soluções. “A Segfy tem um papel fundamental no ecossistema de seguros, e estar presente nessa plataforma significa oferecer aos corretores mais autonomia e eficiência para atender seus clientes. Acreditamos que a combinação entre a tecnologia da Justos e a capilaridade da Segfy vai elevar o nível de conveniência e competitividade para todo o mercado”, destaca o executivo.

Com essa integração, os corretores que utilizam a Segfy passam a ter acesso facilitado ao seguro auto da Justos, reconhecido por sua precificação inteligente baseada no comportamento do motorista, atendimento 100% digital e programa de recompensas que valoriza a direção consciente. A iniciativa reforça a visão da Justos de transformar o seguro auto em uma experiência mais justa, transparente e centrada nas pessoas.

Chubb registra lucro líquido de US$ 7,1 bilhões até setembro e resultado operacional recorde

A Chubb Limited encerrou os nove primeiros meses de 2025 com lucro líquido de US$ 7,1 bilhões, alta de 20,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, equivalente a US$ 17,61 por ação. O lucro operacional básico atingiu US$ 6,97 bilhões, ou US$ 17,29 por ação, avanço de 28,7% sobre 2024. No trimestre encerrado em setembro, o lucro líquido foi de US$ 2,8 bilhões e o lucro operacional básico somou US$ 3 bilhões, ambos recordes históricos para a companhia.

Segundo o CEO Evan G. Greenberg, os resultados refletem “crescimento sólido e diversificado, com melhoria das margens de subscrição, desempenho excepcional dos investimentos e avanço expressivo no segmento de vida”. A companhia reforçou que continuará ampliando o programa de recompra de ações, ao mesmo tempo em que fortalece sua base de capital e mantém disciplina na gestão de riscos em meio a um ambiente global de incertezas.

Os prêmios líquidos consolidados totalizaram US$ 14,9 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 7,5%, com destaque para o avanço de 5,3% em Property & Casualty (P&C) e 24,6% no segmento de seguros de vida. No acumulado de janeiro a setembro, a divisão Overseas General cresceu 9,7%, impulsionada por altas de 15,5% nos seguros de consumo e 5,8% nos corporativos — com destaque regional para Ásia (+14,3%), América Latina (+10,6%) e Europa (+4,8%).

O resultado de subscrição P&C também foi o melhor da história da Chubb, alcançando US$ 2,26 bilhões no trimestre, alta de 55%, com índice combinado recorde de 81,8%. Excluindo perdas por catástrofes, o lucro de subscrição do ano corrente foi de US$ 2,18 bilhões, crescimento de 10,3%. As perdas por catástrofes antes de impostos somaram US$ 285 milhões, contra US$ 765 milhões no mesmo período de 2024, refletindo uma sinistralidade mais controlada.

O resultado líquido de investimentos antes de impostos totalizou US$ 1,65 bilhão, aumento de 9,3%, e o resultado ajustado atingiu US$ 1,78 bilhão, avanço de 8,3%, ambos recordes. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 15,9%, enquanto o ROE operacional foi de 16,3% e o ROTE atingiu 24,5%, demonstrando robustez na rentabilidade.