Operação de seguros representa quase 25% do ganho do Itaú

O Itaú Unibanco divulgou registrou alta de 25% no resultado de seguros, previdência e capitalização, para R$ 7,4 bilhões em 2022. No acumulado de 2022, o banco Itaú obteve lucro recorrente gerencial de R$ 30,7 bilhões, alta de 14,5% na comparação com 2021. Numa comparação grotesca, o resultado de seguros, previdencia e capitalização representou quase 25% do lucro recorrente do banco.

Os prêmios ganhos atingiram R$ 5,5 bilhões em 2022 e o resultado recorrente gerencial alcançou R$ 2,2 bilhões, com crescimentos de 19,9% e 48,3%, respectivamente, em relação à 2021. “A agenda de seguros de bancassurance continua evoluindo, contribuindo para formação de carteira futura e oferta de proteção aos clientes”, afirmou em nota.

Segundo o banco, o bom desempenho está relacionado com as maiores vendas em todas as carteiras de seguros, principalmente vida, acidentes pessoais, prestamista e habitacional, além das maiores receitas de capitalização. Também tivemos aumento da margem financeira gerencial, devido a maior remuneração de nossos ativos, aumento da receita de serviços, em função de maiores vendas de seguros de terceiros, e redução de sinistros retidos, mesmo com o crescimento da carteira de seguros, devido a menores acionamentos relacionados a COVID-19.

O crescimento do resultado de seguros, previdência e capitalização no quarto trimestre está relacionado ao aumento de prêmios ganhos por maiores vendas nas carteiras de seguros de vida, acidentes pessoais, prestamista e habitacional; ao aumento da margem financeira gerencial, devido à maior remuneração de nossos ativos em previdência; e com o aumento das receitas de prestação de serviços, principalmente por maiores vendas de seguros de terceiros. Estes efeitos foram parcialmente compensados pela constituição de provisão com o teste de adequação de passivos realizado em previdência.

Fenasaúde completa 16 anos na defesa do acesso aos planos de saúde

Vera Valente FenaSaúde

Fonte: Fenasaude

Fundada no Rio de Janeiro em 7 de fevereiro de 2007, a FenaSaúde surgiu com o propósito de representar os planos e seguros de saúde e odontológicos na defesa de seus pleitos perante os poderes constituídos e órgãos oficiais. Hoje, a entidade representa 13 grandes operadoras, que juntas fornecem acesso à saúde a cerca de 27 milhões de brasileiros.

Ao longo de seus 16 anos, a FenaSaúde participou de marcos do setor, regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A criação da agência, em 1999, trouxe mais transparência às relações de consumo entre operadoras e beneficiários, abrindo a oportunidade de contribuições públicas para a regulamentação do setor. Nesse sentido, a FenaSaúde colaborou com a agência para o aperfeiçoamento da Saúde Suplementar em momentos importantes como a criação das regras de portabilidade, de reajuste e de solvência; instituição das ouvidorias; e regulamentação das juntas médicas e odontológicas. 

Mais recentemente, a Federação tem se destacado pela sua atuação na área de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), para melhor organização do processo de análise, visando a segurança do paciente e a melhor eficiência de uso de recursos. Também vem empenhando esforços constantes para a redução da judicialização, participando de iniciativas diversas com este objetivo. Outro destaque é sua atuação na prevenção e combate às fraudes em saúde, mobilizando diversos agentes da cadeia e investindo em estrutura interna e denúncias de práticas que lesam o sistema. A entidade também se mostrou atuante no processo de regulamentação da telessaúde, apresentando uma série de argumentos técnicos em diversas instâncias, em defesa da liberação da prática da modalidade de atendimento em todo o território nacional. 

Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde, destaca a capacitação técnica dos profissionais da FenaSaúde como um dos principais diferenciais da entidade. “Nosso time é multidisciplinar, composto, entre outros, por profissionais da área médica, jurídica, econômica e de pesquisa com ampla experiência na saúde pública e suplementar. Essa diversidade, aliada ao expertise técnico, nos permite fazer uma entrega estruturada e de alta qualidade no que tange a avaliação de cenários e busca de soluções que garantam a sustentabilidade do setor, em benefício de todos os seus usuários”, afirma a advogada e engenheira, que desde 2019 ocupa o cargo. 

Destaca-se também, nesses últimos anos, o protagonismo da FenaSaúde em campanhas de comunicação e conscientização, além da participação em eventos públicos e fóruns privados com autoridades sobre temas centrais para o desenvolvimento do setor, como financiamento do sistema de saúde, ampliação do acesso à saúde, integração com o sistema público, incorporação de tecnologias, interoperabilidade, saúde digital e modelos de pagamento. Para os próximos anos, a FenaSaúde prevê uma agenda intensa de colaboração com a ANS, debates técnicos e atuação constante junto ao Legislativo, Executivo e Judiciário para encarar o desafio de garantir a sustentabilidade do setor em meio às profundas transformações sociais, econômicas e tecnológicas pelas quais o setor atravessa.

Lucro da Chubb recua para US$ 5,31 bilhões em 2022

chubb compra hartford

A Chubb Limited divulgou lucro líquido de US$ 5,31 bilhões em 2022, contra US$ 8,54 bilhões no ano anterior. O lucro operacional alcançou o recorde de US$ 6,46 bilhões, com um crescimento de 15,9%. Para o trimestre encerrado em 31 de dezembro de 2022, o lucro foi de US$ 1,31 bilhão, ou US$ 3,13 por ação, e lucro operacional de US$ 1,70 bilhão, ou US$ 4,05 por ação. O lucro líquido no trimestre foi afetado negativamente pela realização de perdas líquidas ajustadas de US$ 363 milhões após os impostos, principalmente devido ao impacto da marcação a mercado em private equity.

Os prêmios retidos consolidados do ano foram de US$ 41,8 bilhões, um aumento de 10,3% ou 13,0% em dólares constantes. Os prêmios retidos de P&C cresceram 7,7% ou 10,3% em dólares constantes, com aumento de 11,0% nas linhas comerciais e de 8,4% nas linhas de consumo/produtos ao consumidor. Os prêmios retidos de seguro de vida no ano cresceram 47,1% ou 52% em dólares constantes, num total de US$ 3,64 bilhões, impactados por seis meses da aquisição dos negócios da Cigna na Ásia.

A América do Norte cresceu 9,7%, com avanço de 10,6% nas linhas comerciais e 6,2% nas linhas pessoais, e as operações internacionais cresceram 3,2% ou 11,4% em dólares constantes, com crescimento de 11,8% nas linhas comerciais e 10,8% nas linhas de produtos ao consumidor.

O lucro de P&C no ano foi um recorde de US$ 4,56 bilhões, um aumento de 23,2%, levando a um índice combinado de P&C de 87,6% em comparação com 89,1% no ano anterior. A lucratividade do ano de subscrição de P&C excluindo perdas por catástrofes foi um recorde de US$ 5,86 bilhões, um aumento de 13,3%, levando a um índice combinado recorde de 84,2% em comparação com 84,8% no ano anterior.

O índice combinado de P&C foi de 88% em comparação com 85,5% no ano anterior, e o índice combinado de P&C do ano excluindo perdas por catástrofes foi de 85,6% em comparação com 83,9% no ano anterior. O resultado dos investimentos antes dos impostos no ano foi de US$ 3,74 bilhões, alta de 8,3%, e o ganho ajustado de investimentos foram de US$ 4,02 bilhões, alta de 8,2%. Ambos foram recordes. O ROE do ano foi de 9,6% e o ROE operacional ficou em 11,2%.

Alfa Seguros contrata Livio Bellandi para área de vida

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A Alfa Seguros, empresa pertencente ao Conglomerado Financeiro Alfa, anuncia Livio Bellandi como novo superintendente de Vida. Com mais de 30 anos de atuação no mercado segurador, o executivo terá a missão de reforçar no mercado, junto aos corretores, os diferenciais dos produtos de Pessoas do Alfa, principalmente nos segmentos de Acidentes Pessoais e de seguros para Convenções Coletivas e Sindicatos, além de integrar a equipe em todas as áreas da seguradora. 

Formado em ciências atuariais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em gestão empresarial pela Universidade de Alcalá e MBA em finanças e atuarial pela Universidade de São Paulo (USP), acumula longa experiência no mercado segurador com passagens pela Generali Brasil Seguros, Zurich Insurance, Mapfre Seguros,  entre outras. 

“Entre os meus objetivos na Alfa Seguros, buscarei sempre propiciar as melhores práticas, levando em consideração a minha experiência no mercado, com um olhar voltado às necessidades dos clientes, além de uma visão empreendedora no reposicionamento dos produtos, para torná-los mais atrativos e eficientes. Além disso, asexpectativas em assumir esse desafio são enormes, pois é necessário considerar os objetivos definidos de maior penetração no mercado, para todos os canais de distribuição e atingimento de metas desafiadoras e  positivas voltadas aos seguros de pessoas. Quanto à nossa equipe, pretendo oferecer conhecimento, comunicação fluida e uma gestão participativa, transparente e comprometida com as nossas estratégias”, ressalta o executivo.

Livio Bellandi explica ainda que, para os objetivos definidos e a serem alcançados, o papel dos corretores de seguros será fundamental para as metas da empresa. A intermediação e a consultoria pelos corretores de seguros oferecem a tranquilidade na conclusão dos contratos de seguros para a Alfa Seguros e para os clientes. “Assim, além de aprimorar ainda mais os canais de comunicação que temos com os corretores, avalio que será fundamental seguirmos, divulgando os benefícios de nossos produtos, coberturas e desenvolver proteções alinhadas às demandas e necessidades que os corretores trazem e, também, na transformação dos processos de cotação, contratação e renovação dos seguros”, finaliza.

Seguradora HDI Global investe em serviços para tornar o risco cibernético segurável

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Em 2022, a associação digital da Alemanha Bitkom estimou que a economia alemã sofreu perdas de cerca de 203 bilhões de euros como resultado de ataques cibernéticos a empresas. Quase todas as empresas preveem um aumento de ataques cibernéticos no futuro. No entanto, apesar dessa expectativa, as empresas frequentemente falham em contratar um seguro adequado para se proteger contra riscos cibernéticos. A HDI Global oferece aos clientes uma variedade de Serviços de Valor Agregado (VAS) personalizados para aumentar a conscientização sobre ameaças cibernéticas.

“O desenvolvimento dinâmico dos riscos cibernéticos requer uma abordagem correspondente por parte das empresas. Na HDI Global, trabalhamos em conjunto com nossos clientes para torná-los mais resilientes no mundo digital. A chave para isso é: fortalecer a prevenção por parte dos clientes em um diálogo contínuo de risco com nossos especialistas em engenharia de risco. Isso permite que as empresas reduzam significativamente seus riscos cibernéticos antes de se tornarem vítimas de um ataque”, comentou Meike Röllecke, chefe de cibersegurança da HDI Global, em comunicado.

“Mas se houver um ataque cibernético real, fornecemos suporte por meio de nossa experiência, garantindo uma resposta rápida e eficaz para que os efeitos nos negócios do cliente sejam mantidos o mais baixo possível e os sistemas de TI do cliente sejam mais capazes de resistir a futuras ataques cibernéticos.”

Os serviços englobam três categorias que vão além da área clássica de transferência de riscos e melhoram a defesa contra riscos dentro da empresa: “Human Firewall”, “Segurança Organizacional e Processual” e “Segurança Tecnológica e Ofensiva”. Todos esses serviços são baseados em análises de necessidades realizadas pelo HDI, e são adaptados individualmente aos requisitos atuais, além de serem revisados regularmente quanto à sua eficácia. Essa abordagem significa que a HDI Global se concentra na qualidade do risco em clientes com o objetivo único de melhoria.

“Com base em nossa experiência em VAS, visamos tornar as empresas e seus riscos cibernéticos seguráveis. Nossos clientes se beneficiam da melhoria na qualidade do risco. O objetivo é usar o VAS para apoiar nossos clientes no aumento da resiliência em suas atividades principais”, disse Mukadder Erdönmez, membro do conselho da HDI Global. “O mercado global de seguros cibernéticos oferece um enorme potencial de crescimento – mas, ao mesmo tempo, riscos que algumas seguradoras evitam. Utilizamos os Serviços de Valor Agregado para criar a plataforma para continuar oferecendo apólices de seguro cibernético aos nossos clientes. Além disso, unimos forças com nossos clientes para estabelecer as bases para tornar um dos riscos mais importantes de nossa era mais gerenciável para eles”, finalizou Erdönmez.

Terremoto na Turquia: baixa exposição das resseguradoras; impactos econômicos podem ultrapassar US$ 1 bilhão

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Fonte: Artemis

Fatalidades e danos significativos foram relatados depois que o sul da Turquia foi atingido por um grande terremoto de magnitude 7,8 nesta manhã perto de Gaziantep, perto da fronteira com a Síria. O US Geological Survey (USGS) dá 78% de chance de que o impacto econômico chegue a mais de US$ 1 bilhão. O norte da Síria também sofreu danos significativos, com mais de 200 mortos relatados no país.

Este terremoto é um dos maiores já registrados no sul da Turquia, embora a região seja particularmente ativa sismicamente. Já foi relatado que o número de mortos aumentou para mais de 500 pessoas, com a expectativa de que esse número aumente muito mais e os dados do USGS Pager sugerem uma chance de 47% de mais de 1.000 mortes terem ocorrido devido ao terremoto.

Mais de 1.700 edifícios foram danificados ou destruídos somente na Turquia, de acordo com um comunicado do vice-presidente, com algumas cidades particularmente afetadas. Kahramanmaras, uma cidade de mais de 1 milhão de pessoas, foi duramente atingida, assim como Malatya, região de Hayat e relatórios sugerem até 10 grandes cidades fortemente afetadas por prédios em colapso.

Steve Bowen, diretor de ciências da corretora de resseguros Gallagher Re, comentou que um terremoto de magnitude 6,7 na mesma região em janeiro de 2020 custou cerca de US$ 600 milhões.

A penetração de seguros está aumentando na Turquia e há capital de resseguro em risco para este evento. No entanto, é provável que a maior parte da perda econômica desse terremoto devastador não seja protegida, resultando em perdas para a indústria de seguros e talvez de resseguros relativamente pequenas em comparação.

O Grupo Turco de Seguros contra Catástrofes (o TCIP) é uma instituição pública responsável pelo fornecimento de Seguro Compulsório contra Terremotos ao público, ajudando a garantir um nível mínimo de cobertura de forma bastante ampla.

O TCIP compra um programa de resseguro e transfere parte de suas responsabilidades para resseguros internacionais e mercados de capitais, embora o pool de seguros contra catástrofes não tenha renovado seu título contra catástrofes 144A desde a emissão do Bósforo em 2015.

Em novembro de 2021, o TCIP renovou seu resseguro que, juntamente com sua retenção, lhe deu uma capacidade de pagamento de sinistros próxima a US $ 2,5 bilhões.

A Munich Re e a Swiss Re detinham as maiores participações dessa torre de resseguros TCIP, que somavam cerca de US$ 260 milhões e cobriram prejuízos de cerca de US$ 2 bilhões, entendemos, enquanto outras grandes resseguradoras do mercado de Londres e Bermudas também participavam.

O resseguro foi renovado no quarto trimestre de 2022, mas não temos detalhes dessa torre, informou.

Há uma forte possibilidade de que o TCIP recorra ao apoio do resseguro para pagar as indenizações deste terremoto, caso os danos econômicos ultrapassem a marca de US$ 1 bilhão, como sugere o USGS.

O risco de terremoto na Turquia é uma exposição menor dentro de uma série de transações pendentes de títulos de catástrofe retrocessionais, mas para qualquer um deles ser problemático, provavelmente seria necessário um terremoto com epicentro mais próximo da maior cidade de Istambul.

Corretora de seguros AON registra receita de US$ 12,5 bi e lucro de US$ 2,5 bi em 2022

A Aon Plc registrou receita de US$ 12,5 bilhões em 2022, com crescimento orgânico de 6%. O lucro líquido saltou para US$ 2,5 bilhões, de US$ 1,2 bilhão em 2021. Em teleconferência de resultados, o CEO Gregg Case disse que a unidade apresentou crescimento de dois dígitos no Canadá e na América Latina, além de observar um forte crescimento na Europa, no Reino Unido e na região da Ásia-Pacífico. Case referiu-se ao ciclo de renovações de resseguro de 1º de janeiro como “desafiador”. Christa Davies, diretora financeira, disse que a Aon continua esperando crescimento orgânico de meio dígito este ano e no longo prazo, bem como expansão contínua de margem.

Corretora de seguros Marsh & McLennan regista alta de 5% na receita em 2022, para US$ 20,7 bi; lucro cai

John Doyle, Marsh McLennan

A Marsh & McLennan Cos. Inc. registou queda de 2% na receita total no quarto trimestre de 2022. O lucro líquido do trimestre caiu 42%, para US$ 466 milhões, diante de encargo de US$ 233 milhões relacionado a atividades de reestruturação, incluindo número de empregados e redução de propriedades, até do impacto cambial e dos ventos contrários nos mercados de capitais. A receita anual aumentou 5%, para US$ 20,7 bilhões, avanço de 9% em relação a 2021. O lucro líquido caiu 3%, para US$ 3,01 bilhões. A perspectiva econômica é incerta, disseram executivos seniores da Marsh McLennan em teleconferência com analistas, segundo publicou o portal Business Insurance.

A Marsh LLC, seu principal braço de corretagem, reportou US$ 2,71 bilhões em receita, uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior e um aumento de 6% em uma base subjacente. Os negócios da Marsh nos EUA e no Canadá registraram US$ 1,53 bilhão em receita, alta de 5% no geral e de 5% em uma base subjacente. Os negócios nos EUA enfrentaram comparações difíceis devido ao Special Purpose Acquisition Company (SPAC) elevado e à atividade Fusões & Aquisições no 4º trimestre de 2021, disseram executivos seniores.

Seus negócios na Europa, Oriente Médio e África registraram US$ 703 milhões em receita, uma queda de 1% no geral, mas um aumento de 7% em uma base subjacente. Seus negócios na Ásia-Pacífico relataram US$ 318 milhões em receita, uma queda geral de 43% devido a um ganho relacionado à consolidação da Marsh Índia no trimestre do ano anterior, mas um aumento de 12% em uma base subjacente.

O braço de corretagem de resseguros Guy Carpenter & Co. LLC reportou US$ 171 milhões em receita trimestral, um aumento de 1% em relação ao período do ano anterior e de 5% em uma base subjacente.

As condições do mercado de resseguros e seguros continuam difíceis para os compradores, disseram executivos seniores da Marsh McLennan. Nas renovações de resseguro de 1º de janeiro, os aumentos nas taxas de resseguro de bens e responsabilidades (Property & Casulty- P&C) variaram de 25% a 60%, com clientes impactados por perdas frequentes, disse Doyle. Nas propriedades dos EUA, os aumentos nas taxas de catástrofes foram os mais altos em 17 anos, “geralmente em uma faixa de 40% a 60%”, disse ele.

“Os preços de P&C continuam a subir em média em muitas linhas e geografias, disse Doyle, acrescentando que o mercado de resseguro apertado pode ter efeitos indiretos, principalmente para as taxas de seguro corporativos.

Os preços e pontos de fixação aumentaram substancialmente para muitos clientes, não apenas nos EUA, mas em todas as regiões em 1º de janeiro, disse Dean Klisura, Presidente e CEO da Guy Carpenter. “Nossos clientes foram forçados a assumir mais riscos, mais volatilidade em seus balanços patrimoniais, em termos de padrões de compra”, disse Klisura.

O Marsh Global Insurance Market Index mostrou aumentos de preços de 4% no quarto trimestre, o 21º trimestre consecutivo de aumentos de tarifas.

O aumento da taxa de acidentes se estabilizou em 3%, enquanto Property acelerou para 7%. “Prevemos que isso continuará até o 1º trimestre do próximo ano”, à medida que o custo das perdas por catástrofes e os custos de resseguro são absorvidos, disse Martin South, Presidente e CEO da Marsh.

A taxa de D&O aumentou moderadamente para 6% devido ao declínio na atividade SPAC e à entrada de nova capacidade no mercado. As taxas cibernéticas avançaram 28%, uma desaceleração em relação ao 3º trimestre do ano passado.

O negócio de gestão cativa da Marsh cresceu quase 2 dígitos no trimestre e no ano, pois os clientes retiveram mais riscos, disse South.

Mapfre reordena o negócio de seguros na América Latina para ganhar maior eficiência; Brasil segue independente

A seguradora Mapfre decidiu reorganizar sua estrutura corporativa na América Latina, dando maior peso ao México devido ao seu crescimento como mercado. O Brasil continuará a ser uma área regional independente devido ao seu peso no Mercado Regional. Por seu lado, o México alcançou o mesmo nível de independência devido ao seu “crescente peso e potencial de desenvolvimento”.

O objetivo é reunir grande parte dos restantes países sob uma única cadeia de comando. Seguro comunicado, o objetivo desse movimento é simplificar a estrutura, aumentar a eficiência, aproveitar as sinergias entre os diferentes países e se adequar às peculiaridades de cada um deles.

O restante dos 15 países em que a seguradora atua, incluindo mercados como Argentina, Chile ou Colômbia, deixa de ser dividido em Latam Norte e Latam Sur para se tornar Latam Sur-Centro, com sede no Panamá. O CEO desta última divisão será Renzo Calda, atual CEO regional da Latam Sur. As três subestruturas regionais se reportarão diretamente ao CEO da América Latina, Jesús Martínez Castellanos.

Para reforçar a eficiência, serão criados núcleos técnicos especializados com uma estrutura flexível que lhes permita se adaptar rapidamente à evolução do negócio e apoiar o lançamento de produtos, o controle técnico e a definição do portfólio. Em 2023, os polos previstos são para Automóveis, Seguros Gerais e Resseguros e para o ramo Vida.

Em termos de Mercado Individual, a Mapfre decidiu que o atual CEO da Colômbia, Pablo Jackson Alvarado, substituirá Julián Trinchet como CEO do Peru, uma vez que se incorpora à Mapfre España. O cargo que Alvarado deixa na Colômbia será ocupado por Rafael Prado González, atual Diretor Financeiro e Vice-Presidente Executivo de Finanças da Rimac, Seguros e Resseguros no Peru.

Grupo MDS inaugura novo escritório no Rio de Janeiro

Ariel Couto brokerslink

Fonte: MDS

Após fechar o ano de 2022 com o anúncio do término do processo de venda para o grupo inglês Ardonagh e a aquisição da corretora Brokers, o grupo inaugurou seu novo escritório no Rio de Janeiro (RJ), na última quarta-feira (25). Com um conceito moderno, pensado para oferecer a melhor infraestrutura para o time, parceiros e clientes, o espaço, localizado na moderna Torre Almirante, traz conforto e ambientes que visam a colaboração – integrando o mundo físico ao digital.

O escritório, com capacidade para mais de 160 colaboradores, acompanha a linha adotada no projeto da matriz da MDS Brasil, em São Paulo. “A MDS passa a contar com um escritório no padrão que o mercado do Rio de Janeiro, com toda a sua importância estratégica para a empresa, merece. O novo espaço está preparado para suportar não só a nossa operação atual, como também a expansão dos nossos negócios na região”, afirma Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Américas Regional Manager da Brokerslink.

Além do Rio de Janeiro e São Paulo, a MDS mantém escritórios também em Minas Gerais (Belo Horizonte), Bahia (Salvador), Santa Catarina (Blumenau, Jaguaré do Sul e Brusque), Paraná (Curitiba) e Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Carazinho e Cruz Alta).