86% dos consumidores priorizam marcas que demonstram cuidado genuíno, mostra pesquisa da Zurich

Lucia zurich seguros

A empatia é um valor central para os consumidores brasileiros. De acordo com o estudo global “Addressing the Empathy Gap”, realizado pela Zurich Insurance Group em parceria com o instituto YouGov, 86% dos brasileiros afirmam que é importante ou muito importante que uma empresa demonstre empatia e se preocupe genuinamente com suas necessidades. Trata-se de um dos percentuais mais altos entre os países pesquisados, atrás apenas do Chile (89%) e ao lado de Portugal (86%). 

Além disso, o Brasil ocupa a segunda posição global entre os países com maior disposição de pagar mais por produtos ou serviços de marcas que demonstram empatia, com 60% dos entrevistados declarando que aceitariam esse custo adicional. O país fica atrás apenas da Malásia (65%) e supera mercados como Chile (58%), Austrália (50%), Portugal (49%), Itália (40%), Alemanha (39%), Emirados Árabes Unidos (36%), Espanha (34%), Reino Unido (32%) e Estados Unidos (29%). 

No setor de seguros, a empatia também se mostrou um critério decisivo: o Brasil está entre os três países com maior disposição de pagar mais por seguradoras percebidas como empáticas. 

O estudo foi desenvolvido em colaboração com o professor Jamil Zaki, diretor do Laboratório de Neurociência Social da Universidade de Stanford. Foram ouvidos mais de 11.500 consumidores em 11 países, com o objetivo de mostrar que o cliente valoriza profundamente o cuidado e a escuta ativa, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade. 

“As organizações precisam incorporar conexões humanas genuínas como base de confiança, lealdade e crescimento sustentável. Na Zurich, enxergamos a empatia como uma habilidade que pode ser desenvolvida e que fortalece o vínculo com o cliente em cada interação”, afirma Conny Kalcher, Chief Customer Officer da Zurich Insurance Group. 

“A empatia é um fio condutor em toda a minha pesquisa acadêmica. Estudos consistentes mostram que ela fortalece a confiança, a cooperação e o sucesso no longo prazo. Esse relatório mostra como a empatia aparece no contexto corporativo e por que ela deve ser incorporada à experiência do cliente”, complementa o professor Jamil Zaki, diretor do Stanford Social Neuroscience Laboratory. 

Os sinais mais reconhecidos de empatia entre os brasileiros, segundo o estudo, são: 

  • Tratar os clientes com respeito 
  • Ser transparente sobre preços e serviços 
  • Oferecer atendimento acessível e humanizado 
  • Demonstrar preocupação com causas sociais e ambientais 

Além dos números, a pesquisa também capturou relatos de consumidores que vivenciaram experiências positivas com marcas empáticas. Um dos exemplos citados foi o de um motorista de aplicativo no Brasil que devolveu pessoalmente um item esquecido por um passageiro, reforçando o poder do gesto humano na construção da confiança. 

Empatia como competência treinável

No Brasil, a Zurich também tem investido na formação de seus colaboradores para fortalecer a empatia em todas as etapas da jornada do cliente. Desde 2024 até o momento, a companhia já acumulou mais de 3.700 horas de treinamentos com foco especial nas equipes de atendimento e operação. As ações incluem palestras, podcasts internos, workshops presenciais, ativações durante as comemorações ao Dia do Consumidor e Dia do Cliente, e trilhas online sobre comunicação com empatia.  

Essas ações fazem parte da estratégia da Zurich de consolidar a empatia e o tom de voz como competências transversais, com foco em respeito, clareza e acolhimento nas relações com clientes, corretores e parceiros. 

“O estudo reforça aquilo que temos buscado na prática no Brasil: ser uma empresa empática significa ouvir de verdade, adaptar soluções às realidades locais e construir uma cultura de cuidado que permeia todas as áreas da organização. Isso se reflete no modo como atendemos nossos clientes, como nos comunicamos com os corretores e parceiros, e como fortalecemos nossa escuta ativa interna. A empatia é uma competência estratégica que impacta diretamente a experiência do cliente e a reputação da marca”, destaca Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich Seguros. 

Metodologia

Pesquisa realizada pela YouGov Plc com 11.560 adultos entre os dias 12 e 28 de maio de 2025 em 11 países: Austrália, Brasil, Chile, Portugal, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Malásia e Espanha. Os dados foram ponderados e são representativos da população adulta (18+) de cada mercado analisado. 

Sobre os parceiros

Dr. Jamil Zaki

Professor de Psicologia em Stanford, Zaki é referência mundial em empatia, cooperação e confiança. Autor de livros e palestras TED, é defensor da empatia como competência que pode ser treinada e aplicada. 

YouGov
Uma das maiores empresas globais de pesquisa e análise de dados, com atuação nos EUA, Américas, Europa, Oriente Médio, Índia e Ásia-Pacífico. 

Seguradora Prudential do Brasil anuncia renovação à tenista Bia Haddad Maia

A Prudential do Brasil anuncia a renovação do patrocínio à tenista brasileira Bia Haddad Maia, um dos maiores nomes do tênis feminino mundial. A parceria entre a seguradora e a atleta, que teve início em janeiro de 2023, segue agora por mais um ciclo. Bia Haddad se prepara para retornar às quadras em 2026, com participação confirmada no WTA 500 de Adelaide, a partir de 12 de janeiro, dando início à temporada internacional.

Ao longo desses anos, a Prudential celebrou momentos históricos da carreira de Bia, como sua chegada ao Top 10 do ranking mundial da WTA, uma marca inédita para o tênis feminino do Brasil na Era Aberta, e conquistas expressivas em torneios de nível mundial.

“Para a Prudential, apoiar Bia é também apoiar as mulheres que transformam desafios em oportunidades. A trajetória dela, marcada por superação, resiliência e amor ao esporte, reflete os valores que defendemos como cuidar de pessoas e do futuro”, afirma Fernanda Riezemberg, diretora de Marketing da Prudential do Brasil.

Bia Haddad reforça a importância de ter ao seu lado marcas que refletem os valores que acredita. “O tênis me ensinou que evolução é resultado de constância, trabalho e resiliência. Ter ao meu lado uma marca que acredita nesse processo faz diferença em momentos decisivos da carreira”, reforça.

Planejamento financeiro durante a gestação exige medidas de proteção adicionais, pontua Generali Seguros 

O Brasil registra cerca de 7 mil nascimentos por dia, segundo dados do IBGE. Por trás de cada um desses números, existe um planejamento financeiro focado no enxoval, no quarto e no parto. Mas quantos desses casais estão protegidos contra os imprevistos que não aparecem no ultrassom? Um seguro gestacional que cobre ambos os pais não é sobre prever tragédias, é sobre garantir que o projeto mais importante da sua vida nunca fique desamparado
 

Um exemplo é a solução pensada pela Generali Brasil, que desenvolveu um produto que garante indenização em caso de falecimento de qualquer um dos membros do casal, mesmo que um deles não seja o titular da apólice. Essa proteção adicional assegura suporte imediato ao parceiro e ao recém-nascido, evitando vulnerabilidade financeira em situações inesperadas.
 

“Nosso objetivo é ampliar a segurança das famílias e oferecer soluções que realmente façam diferença. A cobertura Gestão Protegida reforça nosso compromisso de estar ao lado dos clientes quando eles mais precisam”, afirma Conrado Gordon, Diretor Técnico e de Sinistros da Generali Brasil.
 

Esse tipo de seguro oferece à família indenização imediata após abertura do sinistro, sem necessidade de aguardar o parto; e proteção estendida para ambos os pais, incluindo compensação adicional em caso de falecimento da gestante.


Essa iniciativa nasce da cultura de colocar o cliente no centro das decisões e responde a uma demanda crescente por benefícios que apoiem famílias em momentos críticos.
 

A Generali é um dos maiores grupos de seguros e gestão de ativos do mundo. Fundada em 1831, está presente em mais de 50 países, com um total de prêmios de 95,2 bilhões de euros. No Brasil há 100 anos, a companhia oferece soluções em seguros de vida, patrimoniais e massificados.

Manny Padilla é nomeado presidente da RIMS para 2026

RIMS (Risk Management Society) anunciou que Manuel “Manny” Padilla assumirá a presidência da entidade no mandato de 2026, com início em 1º de janeiro. Ele será o 70º presidente da RIMS e o primeiro de origem hispânica a ocupar o cargo.

Atualmente, Manny Padilla é vice-presidente de Gestão de Riscos e Seguros da MacAndrews & Forbes Incorporated, holding com atuação em um portfólio diversificado de negócios, que já incluiu setores como cosméticos, cinema e entretenimento digital, jogos e sistemas de loteria, serviços bancários, mídia impressa, equipamentos militares, mineração e biotecnologia. Desde que ingressou na empresa, em 1992, é responsável pela análise, contratação e gestão de diferentes frentes de risco, incluindo a condução de sinistros de primeira e terceira parte.

A trajetória de Padilla na gestão de riscos começou ainda como estudante, quando recebeu uma bolsa para participar da conferência anual da RIMS, em 1992, em Nova Orleans — evento que hoje é conhecido como RISKWORLD®. Desde então, manteve participação ativa na entidade, ocupando cargos de liderança no Conselho, além de funções de destaque no Comitê de Políticas Públicas da RIMS e no RISK PAC.

“Este é o momento de os profissionais de risco assumirem a liderança e ajudarem a construir culturas corporativas que capacitem os líderes empresariais a fazer investimentos inteligentes e estratégicos, capazes de impulsionar inovação, crescimento e rentabilidade”, afirmou Padilla. “Mas, para exercer esse papel, os profissionais de risco precisam, antes de tudo, investir em si mesmos.”

Segundo ele, esse investimento pessoal exige paciência, dedicação e perseverança. “Meu objetivo como presidente da RIMS é garantir que a Sociedade continue criando oportunidades para que profissionais de risco, em todo o mundo, façam esse investimento de forma consistente e, de maneira colaborativa, avancem a profissão.”

Além de sua atuação na RIMS, Padilla é co-chair do Lloyd’s Counsel of Risk Owners, professor adjunto da Maurice Greenberg School of Risk Management, Insurance and Actuarial Science, da St. John’s University, e integra o comitê de riscos de um family office privado. Ele também já foi membro do comitê de riscos da New York Navy League, no conselho executivo da organização.

Antes de seguir carreira na área de gestão de riscos, Padilla serviu na Marinha dos Estados Unidos entre 1982 e 1988, atuando principalmente em funções de engenharia embarcada. Nesse período, serviu a bordo dos navios USS Carl Vinson, USS Kitty Hawk e USS Mount Baker, além de ter sido assistente de Master at Arms do Esquadrão de Caça 124, em San Diego. Desde 2003, é membro da Guarda Costeira Auxiliar dos Estados Unidos, tendo atuado anteriormente como comandante da Divisão 11, em Brooklyn, Nova York. Ele possui diversas qualificações em segurança marítima e recebeu o título AuxOp, além de várias condecorações.

Mitos e verdades sobre o seguro de vida: o que você precisa saber

Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência
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A Bradesco Vida e Previdência reforça seu compromisso com a educação financeira e com a disseminação de informações claras para ampliar o conhecimento e o acesso ao seguro de vida, em um cenário em que a desinformação ainda limita a compreensão desse tipo de proteção no Brasil, apesar de sua evolução. 

Em 2025, o mercado de seguros manteve trajetória de crescimento, com destaque para os seguros de vida, que avançaram 12,13% até setembro, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ainda assim, apesar do aumento da demanda por soluções de proteção financeira, a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida aponta que apenas 18% da população possui o produto. 

De acordo com Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência, o tema proteção financeira tem ganhado espaço nas decisões das famílias brasileiras, e o seguro de vida surge como uma ferramenta cada vez mais reconhecida por sua acessibilidade, flexibilidade e eficiência nesse cenário. “Mesmo assim, a informação acerca do tema ainda é baixa e a presença de alguns mitos também dificultam o entendimento sobre o papel dessa cobertura no dia a dia”, ressalta o executivo. 

Pensando nisso, a Bradesco Vida e Previdência reuniu os principais mitos que ainda cercam o seguro de vida, e as verdades que ajudam a mostrar como ele pode ser um importante aliado em diferentes fases da vida. 

“A indenização do seguro de vida é isenta de imposto”.   

É verdade. O valor recebido pelos beneficiários não sofre incidência de Imposto de Renda e não precisa passar pelo processo de inventário. Isso significa que o recurso é liberado de forma mais rápida, sem burocracia, garantindo o suporte financeiro necessário em um momento delicado. 

“Seguro de vida é só para quem tem herdeiros”. 

É mito. A escolha dos beneficiários é livre: pode indicar familiares, amigos ou até instituições. O seguro de vida permite cuidar de quem realmente importa, independentemente do vínculo legal. É uma forma de garantir apoio financeiro a pessoas ou causas com as quais o beneficiário tem afinidade. 

“Se eu cancelar o seguro, perco tudo que paguei”.   

É mito. Existem planos que oferecem a possibilidade de resgatar parte do valor investido, dependendo do tipo de cobertura contratada e do tempo de contribuição. Essa flexibilidade é importante para quem busca uma proteção que também possa ser adaptada a mudanças de cenário ao longo da vida. 

“Existem coberturas que podem ser utilizadas em vida”.   

É verdade. O seguro de vida moderno não se limita a coberturas de morte. Hoje, há planos que contemplam situações como diagnóstico de doenças graves, invalidez permanente, internação hospitalar, desemprego involuntário e até assistência para cuidados com a saúde mental. Essas proteções permitem que o segurado utilize os benefícios enquanto está vivo, quando mais precisa. 

“Seguro de vida é inacessível para a maioria das pessoas”. 

É mito. O mercado oferece uma ampla variedade de planos, com coberturas personalizáveis e valores que cabem no orçamento. Em muitos casos, é possível contratar um seguro de vida por um valor mensal comparável ao de pequenas despesas do dia a dia, tornando-o uma alternativa viável para diferentes perfis.

“Quanto mais cedo eu contratar, melhor”.   

É verdade. Iniciar o seguro mais cedo permite ajustar e ampliar as coberturas ao longo do tempo, de acordo com as mudanças na vida pessoal, familiar e profissional. 

Saúde suplementar projeta 2026 desafiador, mas com potencial de avanços para 53 milhões de beneficiários 

Raquel reis sulamerica

O setor de saúde suplementar brasileiro se prepara para um ano de desafios em 2026, mas também com oportunidades de avanços significativos para os 53 milhões de beneficiários. Para a FenaSaúde, a recuperação recente das operadoras, após anos de resultados negativos no período pós-pandemia, precisa ser analisada com cautela, considerando a preponderância dos resultados financeiros no resultado total e as desigualdades estruturais que ainda afetam principalmente pequenas operadoras em cidades menores do Norte e Nordeste. 


Cenário macroeconômico pressiona rentabilidade do setor 


Entre 2021 e 2023, as despesas do setor superaram as receitas em mais de R$ 17 bilhões, deixando cicatrizes profundas. É importante destacar que, apesar dos sinais de retomada, o lucro líquido das operadoras médico-hospitalares registrou variação de -14,1% em relação ao trimestre anterior, passando de R$ 5,5 bilhões para R$ 4,8 bilhões. 


Merece atenção o fato de que o lucro líquido do 3º trimestre de 2025 teve contribuição do resultado operacional (R$ 2,0 bilhões), mas principalmente do resultado financeiro (R$ 4,2 bilhões), muito relacionado ao cenário macroeconômico, no qual a taxa básica de juros da economia, a taxa Selic, se mantém em patamares elevados. Por fim, o setor apresenta grande heterogeneidade, e 1 a cada 4 operadoras apresenta resultado líquido negativo. 


A margem de lucro também apresentou mudança, variando de 6,7% para 5,6%. O índice combinado, que representa a relação entre as despesas operacionais (administrativas, de comercialização e assistenciais) e as receitas provenientes das contraprestações efetivas, apresentou aumento de 1,1 p.p., passando de 94,2% para 95,3%. 


Além disso, as operadoras de planos de saúde com resultado operacional negativo aumentaram desde o início do ano: eram pouco menos de 1/3 (202 operadoras — 31,7%) no 1T25 e já são quase metade agora (315 operadoras — 49,2%). Ao todo, 8,65 milhões de beneficiários estão em operadoras com resultado operacional negativo. 


Perspectivas e desafios para o setor em 2026 


“Para 2026, projetamos um setor de saúde suplementar com foco em sustentabilidade, inovação e ampliação do acesso à população. É fundamental avançar em modelos de financiamento equilibrados, adotar novas tecnologias como inteligência artificial, fortalecer a coordenação do cuidado e a atenção primária, e implementar soluções como franquias para tornar os planos mais acessíveis. Precisamos também combater fraudes e reduzir a judicialização excessiva, garantindo que a expansão ocorra de forma responsável e com qualidade”, afirma Raquel Reis, CEO da SulAmérica e Presidente da FenaSaúde. 


“A saúde suplementar é um ambiente complexo e sua boa condição econômico-financeira é essencial para o equilíbrio do sistema de saúde brasileiro como um todo. Quando o setor 

funciona bem, o SUS também se beneficia”, destaca Bruno Sobral, Diretor- Executivo da FenaSaúde. “O desafio de 2026 será ampliar o acesso de forma responsável garantindo que a incorporação de novas tecnologias não comprometa a sustentabilidade do setor principalmente para os beneficiários de pequenas cidades e regiões mais vulneráveis.” 


Para a entidade, a expansão da oferta de planos de saúde em 2026 dependerá de preços acessíveis, especialmente para pequenas empresas, segmento considerado termômetro do crescimento do setor. No entanto, o cenário permanece complexo: a regra de reajuste dos planos individuais limita a oferta desse produto, concentrando o mercado nos planos coletivos, que representam hoje mais de 83% das contratações. 


O crescimento da saúde suplementar seguirá atrelado ao desempenho econômico do país, ainda de acordo com a FenaSaúde. Entre janeiro e setembro de 2025, foram criados 1,7 milhão de empregos formais, elevando para 48,9 milhões o número de vínculos ativos, o que tende a impulsionar a contratação de planos de saúde no próximo ano. 


O envelhecimento populacional e a incorporação de tecnologias de alto custo continuam pressionando os sistemas de saúde no Brasil e no mundo, tornando a racionalização das despesas assistenciais uma prioridade para 2026. Além disso, a ANS deixará para o próximo ano discussões regulatórias estruturantes, como reajuste de planos coletivos, coparticipação, oferta de planos segmentados e revisão do marco regulatório da Lei nº 9.656/1998. 


Apesar das incertezas, o setor tem potencial para avanços significativos, desde que as decisões sejam tomadas de forma ampla, transparente e baseada em evidências, equilibrando a ampliação do acesso com a sustentabilidade do sistema. 

MAPFRE e BBM lançam seguro para cobertura de riscos climáticos atrelado à CPR

A seguradora MAPFRE, em parceria com a  Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), acaba de desenvolver um novo seguro agrícola voltado à proteção contra riscos climáticos sobre produtos vinculados à Cédula de Produto Rural (CPR). O produto chega para reforçar a segurança das operações de crédito agrícola e ampliar a confiança de produtores, financiadores e agentes do setor.

De acordo com Cesar Henrique Bernardes Costa, diretor geral da BBM, a nova proteção agrícola fortalece o uso da CPR, um dos principais títulos do agronegócio, ao ampliar a proteção do credor frente aos riscos climáticos, reforçando a segurança e a confiança no financiamento da produção agrícola. “É uma resposta concreta a uma demanda do mercado e um avanço importante para o crédito do agronegócio brasileiro”, afirmou o dirigente.
 

Conforme as duas entidades, uma das inovações do seguro é que, em caso de sinistro, o beneficiário da indenização será o credor da CPR, garantindo proteção direta ao financiador e mitigando riscos financeiros. Além disso, o seguro pode se beneficiar da subvenção federal ao prêmio do seguro rural, reduzindo o custo da apólice e tornando a contratação mais atrativa. No Estado de São Paulo, os produtores rurais também contam com a subvenção estadual.
 

Segundo o diretor territorial São Paulo da MAPFRE, Leonardo Marins, o crescimento do crédito privado no agronegócio trouxe escala, mas também a necessidade de tratar o risco de forma estruturada. “A CPR passou a ter papel central nessas operações e, diante da maior instabilidade climática, não faz sentido que o risco fique de fora. Quando organizado tecnicamente, a CPR ganha previsibilidade e o mercado passa a enxergar o título com mais confiança”, destacou Marins. 
 

O produto estará disponível a partir de fevereiro de 2026, contemplando a produção e financiamento da safra 2026/2027. Segundo a BBM, a iniciativa atende a uma demanda do mercado por instrumentos que reforcem a segurança jurídica e financeira das operações lastreadas em CPR, fortalecendo o crédito do agronegócio.
 

Parceria iniciou em 2024
 

A MAPFRE e a BBM firmaram parceria no início de 2024 para impulsionar o setor de seguros no agronegócio, voltado para o segmento de seguro florestal com coberturas e condições diferenciadas. A MAPFRE é uma das líderes no mercado de seguro rural com soluções para lavoura, pecuária e maquinários, enquanto a BBM amplia o acesso a coberturas do campo através da plataforma BolsaAgro Seguros, além de fornecer ao mercado uma plataforma para o registro eletrônico de CPRs.

Quando liderar no setor de seguros deixa de ser sobre gênero e passa a ser sobre impacto

mulheres no comando em seguros

Durante anos, o debate sobre mulheres em posições de liderança oscilou entre dois polos igualmente limitantes: a demonização do masculino ou a vitimização do feminino. As entrevistas reunidas nesta série mostram, com clareza e maturidade, que essa fase ficou para trás. As mulheres que hoje comandam seguradoras, resseguradoras, corretoras, entidades setoriais e empresas de previdência no Brasil não constroem suas trajetórias por oposição — constroem por entrega.

O setor de seguros tem hoje 15 mulheres em posição de comando, e 11 delas deram entrevista ao Sonho Seguro, que traz uma série sobre o tema.

AXA Brasil – Erika Medici, CEO

Brasilprev Seguros e Previdência – Angela Beatriz de Assis, Diretora-Presidente

CesceBrasil Seguros de Garantia e Crédito – Cristina Rocco Salazar, Diretora Executiva

CNP Seguros Holding Brasil – Sany Silveira, CEO

Coface – Marcele Lemos, CEO Latin America Region

Latin America Re – Maria Eduarda Bomfim, CEO

Marsh Brazil – Paula Lopes, CEO

Porto Seguro – Patricia Chacon, COO (e presidente do SINDSEG)

Prudential do Brasil – Patricia Freitas, Presidente e CEO

Sancor Seguros Brasil – Claudia Lopes, CEO

Starr Insurance Companies – Cristina Domingues, CEO & General Manager

SulAmérica Saúde & Odonto – Raquel Reis, CEO

Swiss Re Brasil – Juliana Alves, Presidente

SindSeg MG/GO/MT/DF – Andreia Padovani, presidente

Lloyd’s of London Brasil – Rafaela Barrada

O levantamento realizado a partir dessas conversas revela um ponto comum e relevante para o debate econômico: a liderança feminina no setor de seguros e resseguros não se afirma por contraste com o masculino, mas por complementaridade. Há rigor técnico, disciplina financeira, visão de risco, governança e leitura macroeconômica — combinados com empatia, escuta ativa, desenvolvimento de pessoas e responsabilidade social. Não se trata de um “novo modelo” que substitui o anterior, mas de um equilíbrio mais completo de gestão, sustentado pelo respeito a si, ao outro e à sociedade.

Ao longo das entrevistas, ficou evidente que a sustentabilidade dos negócios não nasce apenas de capital, tecnologia ou regulação. Ela é construída diariamente pelas pessoas — e pelas lideranças que criam ambientes onde elas podem crescer, errar, aprender e entregar resultados consistentes.

Na Prudential do Brasil, a CEO Patricia Freitas trouxe a perspectiva de quem entrou no setor por escolha e desafio. Sua liderança conecta propósito, acesso à proteção financeira e desenvolvimento de talentos, evidenciando que resultados sustentáveis são consequência direta de times diversos, bem preparados e orientados por dados.

Patricia Chacon, CEO da Porto Seguro a partir de janeiro, trouxe uma leitura clara sobre o desafio estrutural da representatividade feminina nos espaços de decisão. Sua visão conecta diversidade à estratégia de crescimento, hipersegmentação, digitalização e resposta aos riscos climáticos, mostrando como inclusão, inovação e escala podem caminhar juntas em um mercado cada vez mais competitivo.

Erika Medici, CEO da AXA, acrescentou ao debate a perspectiva de longo prazo. Ao defender diversidade como alavanca de performance, ela conecta gestão climática, simplificação, seguros inclusivos e governança a um mesmo eixo: crescimento com impacto positivo e relevância social, sem perder disciplina econômica.

Juliana Alves, CEO da Swiss Re no Brasil, colocou foco em um ponto-chave para o futuro do setor: progressão de carreira, redes de influência e disciplina técnica em um ambiente regulatório mais exigente. Sua visão conecta capital global, subscrição rigorosa e o uso responsável de inteligência artificial.

Angela Beatriz Assis, CEO da Brasilprev, sintetizou a série ao unir resultado, tecnologia e humanidade. Sua liderança mostra que inovação — seja em IA, canais digitais ou novos modelos de distribuição — só gera valor quando respeita pessoas, trajetórias e contextos.

Paula Lopes, presidente da Marsh Brasil, conectou gestão de riscos, inovação e estratégia econômica. Sua atuação reforça o papel do seguro como pilar de estabilidade para o middle market, para cadeias produtivas e para a adaptação climática — temas centrais da agenda de crescimento do país.

Duda Bomfim, CEO da Latin Re, destacou a construção de eficiência em um ciclo de mercado ainda marcado por excesso de capacidade e compressão de taxas. Resiliência, curiosidade e tecnologia própria aparecem como instrumentos concretos de competitividade, ao lado de uma defesa clara da diversidade como ganho econômico coletivo.

Rafaela Barrada, presidente do Lloyd’s of London no Brasil, apresentou um retrato realista da ascensão em ambientes altamente competitivos: avanços, recuos, escolhas difíceis e responsabilidade ampliada. Sua visão reforça que pluralidade não é discurso — é condição para inovação, especialmente em um mercado pressionado por riscos climáticos, cibernéticos e regulatórios.

Sany Silveira, à frente da CNP Seguros Holding Brasil, mostrou que liderança é mobilização genuína. Sua trajetória orgânica, guiada pela paixão pelo trabalho e pela comunicação clara, reforça que engajamento e pertencimento são ativos estratégicos tão relevantes quanto números e balanços.

Beatriz Protasio, CEO da Aon Re, ampliou o olhar para o cenário global. Em um mundo onde volatilidade deixou de ser exceção para se tornar estrutural, sua fala conecta dados, capital, clima e pessoas, mostrando que inclusão e colaboração são diferenciais competitivos mensuráveis.

Andreia Padovani, presidente do SindSeg MG/GO/MT/DF e diretora da Tokio Marine, trouxe o peso da governança, da meritocracia e da consistência técnica. Sua trajetória reforça que decisões sustentáveis continuam ancoradas em ética, processos robustos e liderança responsável.

Há ainda um fio simbólico que atravessa essas histórias. Não como metáfora religiosa, mas como referência cultural: valores tradicionalmente associados à figura de Maria — coragem silenciosa, capacidade de cuidar sem se anular, firmeza sem dureza, força sem arrogância. Liderar por presença, não por imposição. Sustentar propósito sem disputar protagonismo. Essa combinação aparece, de forma concreta, nas decisões e estilos das executivas entrevistadas.

Liderança, regulação e o ciclo de 2026

Esse conjunto de visões ganha ainda mais relevância quando inserido no contexto macroeconômico e regulatório que se desenha para 2026. O setor de seguros e resseguros entra em um novo ciclo marcado pela implementação do novo marco legal dos seguros, por exigências regulatórias mais rigorosas, pela pressão contínua por rentabilidade, pela intensificação dos riscos climáticos e pelo uso cada vez mais estruturante de dados e inteligência artificial.

Nesse ambiente, liderança deixa de ser um atributo simbólico e passa a ser um fator econômico. A capacidade de tomar decisões com base em dados, equilibrar risco e capital, desenvolver pessoas, dialogar com reguladores e adaptar modelos de negócio será determinante para a sustentabilidade do setor.

As entrevistas desta série mostram que as mulheres hoje no comando estão plenamente inseridas — e preparadas — para esse novo ciclo. Não por ocuparem um espaço de exceção, mas por contribuírem de forma concreta para a estabilidade, a inovação e a relevância econômica do mercado de seguros.

Este é um convite à leitura das entrevistas individuais. Não para celebrar gênero, mas para compreender como bons negócios são construídos quando liderança, pessoas e estratégia caminham juntas — exatamente o que o setor exigirá em 2026 e além.

Patricia Freitas: sua liderança amplia acesso, propósito e representatividade no seguro de vida

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A chegada de Patricia Freitas ao cargo de CEO da Prudential do Brasil carrega um significado que vai além da ascensão profissional. Sua trajetória não começou no setor de seguros, mas foi justamente o desafio de ingressar em uma indústria tradicional e altamente regulada que despertou seu senso de propósito. Ao aceitar o convite para integrar a companhia, ela enxergou a oportunidade de fazer diferença, aprender rapidamente e ocupar novos espaços com representatividade. Para Patricia, liderar nunca foi apenas sobre o cargo, mas sobre dar sentido à própria jornada e construir impacto real a partir das pessoas.

Essa visão molda uma liderança orientada por propósito, colaboração e desenvolvimento de talentos. Patricia acredita que o crescimento profissional acontece quando há energia para fazer acontecer, preparo contínuo e resiliência para enfrentar contextos adversos. Em sua gestão, os resultados são consequência do esforço coletivo e da construção de times diversos, engajados e alinhados. Colocar as pessoas no centro das decisões, segundo ela, é o caminho para gerar impacto positivo e deixar um legado de desenvolvimento, inclusão e transformação no setor.

A experiência como mulher influenciou diretamente seu estilo de liderança, especialmente na forma de ouvir e agir. Para Patricia, a escuta ativa é indispensável, mas precisa estar orientada à ação concreta. Criar ambientes seguros, onde as pessoas se sintam confortáveis para contribuir e se desenvolver, faz parte de sua agenda diária. Ao longo da carreira, também aprendeu a importância da resiliência diante das mudanças constantes e das adversidades, além da necessidade de combinar direção clara com flexibilidade para ajustar rotas. Comunicação transparente e corajosa é, em sua visão, um pilar essencial para garantir confiança, entendimento e engajamento das equipes.

Mesmo com avanços relevantes na agenda de diversidade, Patricia avalia que o principal desafio para mulheres em posições de alta liderança ainda está no acesso às oportunidades. Não se trata de falta de competência ou preparo, mas de garantir visibilidade, participação em projetos estratégicos e trajetórias de desenvolvimento mais estruturadas ao longo da carreira. Para acelerar esse avanço, ela defende que diversidade deixe de ser apenas um discurso e passe a integrar, de forma concreta, a cultura e a estratégia das empresas.

Nesse contexto, iniciativas de diálogo e colaboração ganham relevância. Patricia destaca encontros periódicos entre CEOs mulheres e a Susep, promovidos duas vezes ao ano, como espaços fundamentais para ampliar a representatividade e fortalecer redes de liderança feminina. Quando regulador, entidades setoriais e empresas se unem em torno dessa agenda, surgem condições reais para transformar o setor. A Prudential, segundo ela, apoia essas ações por acreditar que diversidade é um elemento-chave para a evolução sustentável do mercado e para ampliar o acesso dos brasileiros à proteção financeira.

Olhando para 2026, Patricia enxerga o setor de seguros em plena transformação estrutural. A combinação entre evolução regulatória, uso intensivo de dados, inteligência artificial e a intensificação dos riscos climáticos e de saúde tende a redefinir tanto o desenho dos produtos quanto a relação do cliente com o seguro. Um dos movimentos estratégicos mais relevantes nesse processo é o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, liderado pela CNseg em parceria com as seguradoras, com o objetivo de ampliar o alcance da proteção no país, fortalecer a gestão de riscos e aproximar o setor das necessidades reais da sociedade brasileira.

Na Prudential, essa transformação passa, antes de tudo, por pessoas e liderança. A companhia segue investindo de forma consistente no desenvolvimento de seus times, em tecnologia, inovação e produtos, sempre com foco nas necessidades dos clientes. Um reflexo concreto dessa estratégia é o fato de que cerca de 90% dos benefícios pagos atualmente pela seguradora acontecem em vida, reforçando o compromisso de oferecer soluções personalizadas que acompanham os clientes ao longo de suas trajetórias.

Para as mulheres que almejam posições executivas, especialmente na indústria de seguros, Patricia destaca competências que considera fundamentais: pensamento estratégico, capacidade analítica, tomada de decisão baseada em dados e habilidade para liderar equipes diversas e intergeracionais. Mas ressalta que atitudes e escolhas também são decisivas. Coragem para assumir riscos, aprendizado contínuo, curiosidade intelectual e networking estratégico são fatores que ampliam repertório, fortalecem a visão de negócios e contribuem para uma liderança mais consistente.

Ao refletir sobre o início de sua carreira, Patricia afirma que gostaria de ter ouvido que liderança é uma construção diária. Investir em autoconhecimento, manter consistência nas entregas e alinhar propósito com impacto social são, para ela, elementos que fazem toda a diferença para quem deseja ocupar posições executivas com relevância e transformar, de forma duradoura, o setor de seguros.

Rafaela Barreda afirma que a liderança feminina abriu caminhos no resseguro brasileiro

Chegar à presidência do Lloyd’s of London no Brasil e da Fenaber (Federação Nacional das Empresas de Resseguro) no Brasil foi, para Rafaela Barreda, o resultado de uma trajetória intensa, marcada por esforço, escolhas difíceis e aprendizados constantes. “Chegar até aqui significou muito esforço, dedicação, comprometimento, aprendizado, entrega e escolhas difíceis. Uma verdadeira montanha-russa, com altos e baixos”, resume. Ao longo do caminho, houve momentos de avanço e também de recuo estratégico, algo que, segundo ela, faz parte de qualquer processo real de crescimento.

Cada porta aberta trouxe também um senso ampliado de responsabilidade. “A cada porta que abri, sei que fui exemplo para outras mulheres de que o caminho era possível”, afirma. Como mulher, Rafaela precisou aprender a navegar ambientes corporativos onde sua presença nem sempre era esperada ou naturalizada, especialmente em um setor historicamente masculino como o de seguros e resseguros.

Essa vivência moldou um estilo de liderança baseado em escuta, firmeza e construção coletiva. “Desenvolvi uma escuta ativa muito apurada, a capacidade de construir consensos sem perder firmeza, muita paciência e perseverança”, conta. Ao longo da carreira, também desenvolveu uma sensibilidade especial para identificar talentos que fogem do chamado perfil tradicional. “Muitas vezes, são pessoas que não se encaixam no molde esperado, mas que têm enorme potencial.” Para ela, liderar é, sobretudo, criar espaço para que diferentes vozes contribuam. “A pluralidade de ideias contribui com soluções inovativas.”

Apesar de avanços recentes em diversidade e inclusão, Rafaela é direta ao apontar que os desafios estruturais ainda são profundos. Ela lembra que, embora o Brasil tenha uma maioria feminina entre chefes de família, essa condição muitas vezes está ligada a contextos de abandono e sobrevivência. No mundo corporativo, os obstáculos se manifestam de outras formas. “A persistência de vieses inconscientes continua influenciando decisões de promoção, distribuição de projetos estratégicos e avaliações de performance”, afirma.

Segundo ela, a falta de flexibilidade organizacional, a ausência de redes de apoio e de patrocínio executivo e a sobrecarga das rotinas familiares criam um cenário desigual. “Diferente dos homens, as mulheres não contam com redes de apoio e, muitas vezes, precisam provar competência repetidas vezes para alcançar o mesmo nível de confiança”, diz.

Para acelerar a mudança, Rafaela defende que as empresas avancem além de políticas formais. “É necessário treinamento e responsabilização por comportamentos inadequados”, afirma. Outro ponto central é o papel do patrocínio. “Precisamos de sponsors executivos que coloquem nomes femininos em destaque e de lideranças que entendam diversidade como estratégia de negócio, não como iniciativa isolada.” Criar ambientes onde mulheres possam assumir riscos, errar, aprender e crescer é, para ela, um passo essencial. “Exatamente como sempre foi permitido aos homens.”

O ano de 2026, na avaliação da executiva, representa um ponto de inflexão para o setor. No Brasil, a nova lei de seguros e as mudanças regulatórias exigirão adaptações rápidas, aprendizado contínuo e ajustes de processos até que haja maior previsibilidade. No cenário global, somam-se pressões regulatórias e de capital, com maior rigor em solvência e interoperabilidade.

Os riscos climáticos intensificados já impactam sinistralidade e precificação, enquanto a tecnologia e a inteligência artificial ganham protagonismo. “Ferramentas de subscrição baseada em dados, produtos paramétricos e automação de processos ajudam na identificação, gerenciamento e mitigação de riscos”, explica. Ao mesmo tempo, o risco cibernético se torna cada vez mais relevante. “Ataques mais sofisticados, ransomware como serviço e vulnerabilidades nas cadeias de fornecedores colocam o risco cibernético entre os principais desafios para empresas e seguradoras.”

Diante desse cenário, Rafaela resume o espírito do próximo ciclo: “2026 exigirá velocidade, resiliência e capacidade de antecipação.” A preparação, segundo ela, passa por investimentos consistentes em tecnologia, pessoas e governança.

Para quem deseja crescer na indústria de seguros e resseguros, Rafaela destaca a importância do conhecimento técnico em subscrição, sinistros, modelos de risco, capital e comercialização, aliado à compreensão do funcionamento do setor e de suas tendências futuras. “Construir uma rede de relacionamento e patrocínio, dentro e fora da empresa, é fundamental, assim como desenvolver aptidão digital e saber navegar ambientes complexos.”

Ao olhar para trás, ela deixa conselhos claros para o início da carreira: “Ambiente e gestor importam tanto quanto o cargo. Documente suas conquistas e seja consistente com suas entregas. Não espere estar 100% pronta para dar o próximo passo.” E completa com um alerta essencial: “Cuide de si — da saúde, do apoio e do equilíbrio. A vida sempre exigirá mais, mas sua trajetória será construída pela combinação de competência, consistência e coragem.”