ANS anuncia 9,3% como teto de reajuste dos planos de saúde individuais; FenaSaúde argumenta

vera valente fenasaude

Fonte: Fenasaúde

Nesta segunda-feira, 12/06, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou o índice máximo de 9,63% de reajuste para os planos individuais e familiares. O teto se aplica a planos regulamentados e adaptados à Lei nº 9.656/98 e tem vigência de maio/2023 a abril/2024. Diante da publicação, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representativa de operadoras de planos de saúde, aponta a inflação da saúde, representada pela evolução do custo de assistência; a insegurança e a instabilidade regulatória; o aumento da judicialização; e o aumento expressivo da ocorrência de fraudes contra os planos de saúde como sendo os principais fatores que influenciam no cálculo do reajuste.

“Vivemos uma crise sistêmica, que está atemorizando toda a cadeia de prestação de serviços de saúde privada. Além dos fatores estruturais, temos ainda fatores conjunturais importantes que afetam a sustentabilidade do setor, como mudanças institucionais, regulatórias e legislativas profundas nas regras que regem o setor de saúde suplementar nos últimos dois anos”, analisa diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente. A entidade ressalta que o reajuste anual é fundamental para recompor os custos e, consequentemente, manter o equilíbrio financeiro do setor, que fechou o ano de 2022 com R$ 10,7 bilhões de prejuízo operacional.

A saúde suplementar vem sofrendo efeitos diretos do aumento da inflação na saúde e dos custos dos tratamentos, medicamentos, procedimentos hospitalares e terapias. Já no âmbito regulatório, os últimos anos foram marcados por mudanças legislativas e regulatórias que impactaram diretamente na sustentabilidade do setor, como exemplo da Lei 14.454/2022, que modificou o caráter taxativo do rol, criando condicionantes frágeis e muito subjetivas para obrigar planos a cobrir itens fora da lista. Isso também está relacionado com outro fator bastante conhecido, a judicialização, que é prejudicial a todo o sistema de saúde. E, por fim, o aumento expressivo das fraudes contra os planos é outro ponto de alerta e que igualmente recai sobre o aumento dos custos na saúde.

Em 2020, o reajuste de planos individuais e familiares foi negativo, de – 8,19%, e, em 2021, teve teto de 15,5%. Com o reajuste de 9,63%, anunciado nesta segunda-feira (12/06), a média considerando os últimos três anos foi de 5,64%. No mesmo período, a média de aumento do IPCA foi de 6,79%. Atualmente, os planos individuais respondem por 17% do total de beneficiários em planos de assistência médica, cerca de 9 milhões de usuários. Na avaliação da FenaSaúde, essa oferta poderia ser aumentada com a revisão da atual fórmula de reajuste. 

“Hoje, a forma de reajuste dos planos individuais não considera parâmetros importantes como a sinistralidade das carteiras, a diferença entre modalidades de negócios, a regionalização de produtos, o fim da limitação de terapias e a velocidade da incorporação de procedimentos e medicamentos na lista de coberturas obrigatórias. Portanto, o índice acaba ficando descolado do avanço real de custos verificado no setor”, analisa Vera Valente. A diretora ressalta, ainda, a necessidade de revisão do atual marco legal do setor, que data de 1998, de forma a ilustrar as mudanças pelas quais a sociedade brasileira passou nos últimos 25 anos, promovendo, assim, a ampliação da oferta de planos individuais no mercado. 

Em 2022, os planos de saúde responderam por 83% das receitas dos principais hospitais privados do país, segundo a Anahp, e mais de 50% das receitas dos laboratórios de medicina diagnóstica, de acordo com a Abramed. A saúde suplementar movimenta cerca de 3% do PIB e emprega quase 5 milhões de pessoas, que atuam em 165 mil estabelecimentos de saúde. Só em 2021, dado mais recente disponibilizado pela ANS, os planos de saúde cobriram mais de 1,6 bilhão de procedimentos, entre consultas, exames, internações, terapias e cirurgias.

Porto avança no descarte inteligente de bens no seguro residencial

Jarbas Medeiros Fenseg

O que fazer com aquele eletrodoméstico que depois de uma tempestade que causou aquele vai e volta de energia queimou seu computador e o custo das peças e mão de obra do técnico não compensa o conserto?  Se for cliente Porto Seguro, o problema será resolvido de forma sustentável. Basta ligar na central do cliente ou mandar uma mensagem, que uma equipe irá retirar e encaminhar o bem para um descarte inteligente.

“As pessoas estão cada dia mais conscientes sobre as coberturas, serviços e benefícios do seguro residencial. A Porto Seguro descartou entre novembro de 2022 e maio deste ano, de forma ecologicamente correta, mais de 2,9 toneladas de resíduos eletrônicos, totalizando 537 itens, evitando que esses produtos fossem despejados em terrenos, rios, represas, esquinas”, conta Jarbas Medeiros, diretor de ramos elementares e transportes da Porto Seguro.

Trata-se de um serviço contratado pela Porto da empresa GM&C, de São Jose dos Campos (SP), como objetivo de recolher bens danificados que são retirados pela Porto na casa de segurados e levados para um galpão. Após a coleta e avaliação, o material é separado e é dado o encaminhamento adequado para o seu descarte ou reciclagem com um destino correto pela prestadora de serviços. 

Segundo Medeiros, este é só o começo do projeto que começou em novembro do ano passado e que ainda está concentrado apenas na capital e grande São Paulo, região que representa 56% dos processos de indenizações na carteira de seguro residencial e, paulatinamente será estendido para clientes de todo o Brasil. “O pootencial estimado é de 50 mil itens e 275 mil toneladas com Programa de Coleta de Resíduos em Sinistros”, informa. 

Líder de mercado em vendas de seguro residencial no Brasil, com 23% de market share, a Porto Seguro já acumula números relevantes com o refino da sua atuação levando em consideração aspectos sociais, ambientais e de governança, resumidos nas letras ESG, em inglês, ou ASG em português. “Temos muito espaço para crescer neste tema específico, pois o volume de residências seguradas no Brasil é de apenas 17% e o de veículos atinge menos de 30% da frota circulante. Os consumidores estão mais sensíveis aos riscos que podem afetar o planeta e, consequentemente, mais propensos a adquirir seguros de empresas nesta mesma sintonia”, citou.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) publicou em 27 de junho de 2022, a Circular Nº 666, que obriga a adoção de instrumentos para a gestão de riscos ambientais, sociais e climáticos pelas seguradoras. Um dos trechos cita que as seguradoras devem criar critérios de precificação que levem em conta o histórico de comprometimento do cliente no gerenciamento dos riscos de sustentabilidade, além de sua capacidade e disposição de mitigar tais riscos. Desta forma, os seguros passam a atuar como indutores de mitigação de riscos.

Mas bem antes disso, a Porto já acumulava diversas ações para contribuir como uma sociedade mais equilibrada. O descarte inteligente de equipamentos eletrônicos e de automóveis é apenas uma parte da agenda ESG da Porto, que desde 2013, é signatária dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, na sigla em inglês), compostos por quatro princípios voltados à inserção de questões ambientais, sociais e de governança na tomada de decisão, na relação com clientes e governo, além de transparência na divulgação de práticas e resultados. 

São mais de 26 ações detalhadas no portal de Sustentabilidade voltadas ao social, ambiental e governança, que resultam em mais de 20 mil toneladas de peças automotivas com destinação correta por meio da Renova Ecopeças, desde 2014, 31 ml inscritos no programa de educação do Instituto Porto desde 2005, R$ 57 milhoes doados por meio de investimento privado para instituições parceiras, desde 2015, e mais de 600 mil atendimentos por meio de mutirão em saúde para crianças e adolescentes atendidos pelo Porto Educa, desde 2017.

Medeiros acredita que o setor segurador contribuirá para a difusão de práticas sustentáveis para outros setores da economia, tendo em vista os papeis que desempenha enquanto gestor e tomador de riscos e investidor institucional.

Sabemi promove segundo evento do ciclo de palestras “Olhar Futuro” 

Fonte: Sabemi

O ciclo de palestras “Olhar Futuro”, que comemora o cinquentenário da Sabemi, já tem seu segundo evento confirmado. No dia 22 de junho, a partir das 18h30, o cardiologista Dr. Cláudio Domênico falará sobre o tema “Viva mais e melhor: renúncias conscientes, escolhas transformadoras”. Com entrada gratuita, a palestra acontece no Teatro do CIEE, em Porto Alegre. “É uma grande alegria, para a Sabemi, receber convidados tão renomados e levar um conteúdo de tamanha qualidade para os nossos colaboradores, parceiros, convidados e público em geral. Dr. Claudio nos trará histórias que vivencia no seu cotidiano médico, identificando hábitos prejudiciais e, sobretudo, escolhas e ferramentas fundamentais para alcançar o bem-estar duradouro”, afirma o diretor-presidente da Sabemi, Antonio Tulio Lima Severo. 

Especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Cláudio Domênico é fellow das sociedades americana e europeia da especialidade. Fez residência em clínica médica e cardiologia no Hospital Pedro Ernesto (UERJ), mestrado e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e MBA em Saúde no COPPEAD/UFRJ. É cardiologista clínico e coordenador do setor de Cardio-oncologia do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro. Domênico também é autor de livros que abordam a prática de um estilo de vida mais equilibrado, como “Te cuida! Guia prático para uma vida saudável” e “Em suas mãos: escolhas e renúncias para viver melhor e com mais saúde” – este último será o tema da palestra em Porto Alegre.  

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site: https://bit.ly/OlharFuturoClaudioDomenico.  

Olhar Futuro – “Viva mais e melhor: renúncias conscientes, escolhas transformadoras” 

Palestrante: Dr. Cláudio Domênico 

Data: 22 de junho de 2023 

Horário: das 18h30 às 20h30 

Local: Teatro do CIEE | R. Dom Pedro II, 861 – São João, Porto Alegre – RS  

Inscrições gratuitas (vagas limitadas): Sympla – https://bit.ly/OlharFuturoClaudioDomenico 

Austral Seguradora corre para conquistar seguros relevantes em grandes riscos

A Austral Seguradora aposta suas fichas para crescer diante de tantas oportunidades que vislumbra para o crescimento do setor de seguros de grandes riscos e de garantia nos próximos anos, depois de quase uma década de poucos negócios em grandes riscos diante da paralisação dos investimentos em setores como petróleo e gás, por exemplo.

“Apostamos muito no segmento de petróleo, que tem muitas frentes para crescer nos próximos anos”, afirma Carlos Frederico Ferreira, CEO da Austral Seguradora, controlada pelo fundo Vinci Partners, que também é acionista da Austral Resseguradora. Juntas, faturaram R$ 3 bilhões em 2022. A seguradora faturou 1,2 bilhão, sendo o seguro garantia responsável por 50% do resultado e 30% das vendas.

Ferreira acrescenta que em setores como o de petróleo, há um ciclo relevante de investimentos à frente, com infraestruturas de exploração e produção que exigirão seguros. “Temos um horizonte de quatro, cinco anos de investimentos que devem continuar a acontecer no Brasil. Antes tínhamos só a Petrobras e agora temos vários nomes investindo neste segmento em que o Brasil é um competidor importante. Do ponto de vista de seguros, sermos um país fora da rota de catástrofes naturais como furacões, por exemplo, é uma grande vantagem”, comentou em entrevista ao Sonho Seguro.

Serão mais de R$ 50 bilhões de investimentos até 2028 em operações de descomissionamento (desativação) de instalações de exploração e produção de petróleo e gás natural previsto na Resolução ANP nº 854/2021. E os contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural determinam, além da própria obrigação de conduzir o abandono e a desativação das instalações, a obrigação apresentar garantias financeiras para assegurar os recursos necessários para este fim.

Em termos de regulamentações, que podem atrasar os projetos neste e em outros segmentos em stand by há tempos, como de geração de energia, Ferreira afirma que muitos clientes sinalizam interesse de investimentos parrudos e que certamente a demanda impõe um tom de urgência. O tema está na pauta no governo, mas ainda sem uma sinalização muito clara como foi o caso envolvendo a Petrobras com exploração de petróleo na Amazônia.

Ferreira cita também o potencial em seguro garantia judicial, com o julgamento do voto de qualidade do Cade (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) estima que existam 93 mil processos do gênero no Carf. Destes, 162 representam receita de R$ 453 bilhões, de mais de R$ 1 trilhão que aguardam julgamento. À medida em que se tem o voto de qualidade, ou seja, a favor da União, é esperado um aumento de judicialização, pois as empresas vão buscar resolver a questão na Justiça e isso pode elevar a procura do seguro garantia judicial.

Sem falar na entrada em vigor da Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) em substituição à Lei nº 8.666/93, que deveria começar em abril deste ano, mas foi postergada para janeiro de 2024 pela falta de tempo dos gestores públicos na adaptação aos novos termos. Para as seguradoras, a principal mudança será a a obrigatoriedade de garantias nos contratos públicos do atual patamar de 5% para até 30% em obras com valores acima de R$ 200 milhões, além do step in, ferramenta introduzida na nova lei, pela qual a seguradora se torna interveniente anuente, ou seja, passa a fazer parte do contrato principal.

“O governo vem acertando vários pontos da politica e da economia. Tenho certeza de que será um ano mais estável e previsível, o que é bom para os negócios pois trás um cenário mais propicio aos investimentos que estão represados”, aposta. Enquanto a situação macroeconômica do país se arranja, a Austral se prepara. Em maio, Ferreira e Bruno Freire, CEO da Austral Resseguradora, comemoraram a avaliação A- (excelente), concedida para o grupo Austral pela agência global de avaliação de riscos AM Best, especializada no setor de seguros e resseguros.

Também vem desenvolvendo iniciativas de tecnologia e inovação para melhorar a experiência de seus parceiros comerciais e clientes. Depois de lançar a primeira apólice interativa do mercado segurador, com aprimoramento da arquitetura de informações em um menu navegável criado a partir das estratégias de Legal Design e Visual Law, a companhia agora está conectada aos sistemas de corretoras para simplificar o processo de contratação de Seguro Garantia – um dos produtos “carro-chefe” da empresa. 

O projeto Plug-in permite a otimização de processos e a contratação de apólices de forma cada vez mais simplificada, em poucos minutos. Dados da empresa mostram que, somente no primeiro quadrimestre, a Austral registrou um aumento significativo nas emissões de apólices do seguro garantia judicial que, a partir do projeto, já ultrapassam com 1,7 mil emissões. O mesmo levantamento mostra que, observando apenas o mês de maio, houve um crescimento de 31% nas contratações.

“A implementação do projeto Plug-in veio para facilitar ainda mais o dia a dia dos nossos atuais clientes. Produtos com grande volume de emissões, que anteriormente demandavam um alto esforço operacional de Subscrição, atualmente são processados de forma muito ágil com todos os parâmetros de aceitação de risco e controles da companhia”, explica a gerente de Subscrição Garantia, Camila Jarlicht Chut.

Segundo ela, as ações estruturadas estão alinhadas com a estratégia de digitalização da Austral Seguradora. “Há um avanço significativo já que essa solução traz grandes benefícios a todas as partes, gerando ainda mais valor no processo de emissão usual, favorecendo não só celeridade e ganho de escala, como maior contato com nossos parceiros”, complementa Camila.

O Seguro Garantia é um dos produtos que tem maior volume de emissões diárias. Para avaliar a qualidade das APIs e aprimorar o relacionamento, a Austral também promove reuniões semanais com as corretoras parceiras, quando há um intercâmbio de informações sobre possíveis melhorias, impressões de uso do sistema e demandas dos tomadores. “Nós somos especialistas nas áreas que atuamos e esse contato próximo com o cliente sempre foi um diferencial de mercado, que agora também traz um ganho em agilidade, já que a redução no tempo de fechamento do negócio foi exponencial”, exemplifica o gerente de Produtos, Kevin Holtz, que também faz parte do projeto.

A expectativa é de que a carteira esteja completamente plugada até o fim do ano e que a Austral avance para outras linhas de negócios, alavancando as vendas e criando mais facilidades aos clientes e corretores. As ações acontecerão por meio da tecnologia, possibilitando novos negócios e abrindo portas para outras emissões de produtos que ainda não são disponibilizados no formato digital.

FF>>Seguros realiza encontro para debater questões sobre Diversidade e Inclusão

bruno Camargo fairfax

Fairfax Brasil (FF>>Seguros) realizará na próxima quinta-feira (16/06) o primeiro de uma série de encontros que fazem parte da programação do recém-criado Comitê de Diversidade. Denominado “Rumo Ao Território Do Nós”, o evento tem por objetivo debater questões de diversidade e inclusão e o combate permanente de preconceitos, desigualdades e exclusões. 

O Comitê de Diversidade da FF Seguros tem a missão de contribuir para a mudança de atitude dos nossos colaboradores, tornando as pessoas mais respeitosas. A proposta é que o grupo assuma uma posição contrária a toda e qualquer forma de discriminação, intolerância e preconceito. A estruturação do Comitê de Diversidade foi liderada pelo CEO da FF Seguros, Bruno Camargo, e pela Chief Human  Resource Officer (CHRO), Isabel Alves Azevedo, com o propósito de engajar os colaboradores e abrir espaço para que temas relacionados a questões como raça/etnia, LGBTQIA+, participação das mulheres, etarismo, deficientes, entre outros possam gerar discussões relevantes, contribuindo para promover a transformação cultural corporativa da companhia. 

Para o CEO da FF Seguros, investir na diversidade e na inclusão “é um fator primordial para o nosso negócio. Não é só sobre posicionamento, mas sobre responsabilidade e atitudes reais de como liderar e lidar com diversidade e inclusão que é, para além de um evento e sim uma mudança cultural exigindo novos repertórios de todas as pessoas envolvidas”, ressalta Bruno Camargo.

Segundo Isabel Azevedo, o encontro contará com as presenças de executivos do mercado de seguros, consultores e líderes nas áreas de gestão e ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance), como Eduardo Takahashi, CEO da Willis Towers Watson, Thais Blanco, sócia-fundadora  da Evolure Consultoria, Solange Guimarães, da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros, Andréia Roma, CEO da editora Leader e coordenadora da série de livros sobre “Mulheres no Seguro”, Maria do Carmo Esteves da Cunha, especialista em RH e fundadora do projeto “Envelhecer com Estilo”, entre outras personalidades.

Agenda

O encontro prevê a realização de seis painéis de debates na seguinte ordem:

09:30: Abertura 

10:00: Painel CEOs

Bruno Camargo, Isabel Azevedo, Denise Bueno, Eduardo Takahashi, Thais Blanco

10:30: Painel Raça e Etnia 

Solange Guimarães, Idalcelmo Vieira, Wellington Teixeira, Natalia Cunha, Edson Tada

11:00: Painel Gênero

Paula Lopes, Andreia Roma, Thais Rosa, Juliana Menezes, Thais Mathias

11:30: Painel LGBTQI+ 

Fernanda Chilotti, Henrique Manoel, Rodrigo Nogueira, Pâmela Costa , Gustavo Mercadante

12:00: Almoço 

13:30: Painel Etarismo 

Maria do Carmo, Maria Cristina, Stella Santos, Lilian Menini, Eduardo Silvestre

14:00: Painel Pessoa com Deficiência

Incluir, Ricardo Squillaci, Aline Alves, Andressa Santos, Sheila Garcia

14:30: Encerramento | Isabel Azevedo

Do dente quebrado à acupuntura: como funciona o seguro para cuidar dos pets?

podcast infomoney Ta Seguro

Fonte: Infomoney

As famílias brasileiras estão cada vez mais multiespécies. Uma pesquisa recente do Datafolha estima que 60% dos brasileiros com mais de 16 anos têm algum animalzinho em casa. O mesmo levantamento aponta que 34 milhões de lares tem ao menos um cão. O gasto dos tutores, como são chamadas as pessoas que cuidam dos animais, é significativo e passa de R$ 200 por mês.

Esse valor pode crescer nos meses em que há alguma emergência com a saúde do pet. O cuidado com os animais domésticos é o tema do episódio desta quinta-feira (8) do videocast Tá Seguro? (disponível no canal do InfoMoney no YouTube e nas plataformas de podcast, como o Spotify).

O criador de conteúdo Leonardo Bagarolo, tutor de duas cachorras (Madalena e Bica) e uma gata (Lola), detalha na entrevista os “sustos” que ele já passou — principalmente com a duplinha canina. “Eu costumo dizer que elas são um parque de diversões em casa. São muitas emoções, não necessariamente positivas”, brinca.

Uma desses casos foi quando uma brincadeira com uma bolinha resultou acidentalmente em um dentinho quebrado da pinscher Bica, de 8 anos. “Eu não reparei no dia, só no seguinte. Fui gravar um vídeo, ela bocejou e o dente tava atravessado, bem o dente da frente. Eu fiquei bastante desesperado porque eu não sabia o que deveria fazer naquela situação. Logo na sequência, a gente a levou na clínica e teve que tirar o restante, a raiz, que não podia ficar lá porque podia dar outras complicações”, explica Bagarolo.

Já a “irmã”, Madalena, que tem 4 anos e é da raça buldogue inglês, já passou por situações emergenciais e outras que exigem um acompanhamento perene. Um dos sustos que Bagarolo contou no programa ocorreu quando ele foi visitar a mãe no interior paulista.

Ao voltar da casa da tia, ele se deparou com o muro, daqueles “chapiscados”, em vermelho da metade pra baixo. “Eu perguntei se ela tinha pintado o muro, porque era uma quantidade muito absurda de vermelho que tinha, e ela disse que não, e aquilo não era tinta, era sangue. Quando eu olhei para a cara da Madalena, ela tava toda ensanguentada. Apesar de não ter muitos problemas de pele, ela se coça muito, começou a coçar ali e viu que era gostoso, só que ela não tem limite, coçou até acabar com a cara e o focinho, que ficou em carne viva dos lados. Foi desesperador, apesar de ter sido mais superficial”, relata.

Outra situação foi a descoberta da artrose, doença sem cura, mas com tratamento. A última “saga” vivida por Madalena foi detectada quando ela começou a mancar. Mesmo tomando remédios para a dor, a situação não melhorou.

Por isso, a pet passou por uma bateria de exames (teve até ressonância) para descobrir o problema. Hoje, o tratamento inclui fisioterapia e acupuntura. “Ela tem um cuidado médico que é muito maior do que eu tenho comigo e que eu já fiz na minha vida inteira”, brinca o tutor da Madalena. A outra cachorrinha, a Bica, além do caso emergencial ocorrido com o dente, também faz acompanhamento veterinário periódico para monitorar uma gastrite e uma condição cardíaca.

Atendimentos recorrentes

Débora Ayres, veterinária, sócia e diretora clínica do Árbol Hospital Veterinário, explica que a medicina veterinária está muito próxima da medicina humana. Dentro de um hospital veterinário, o serviço acaba dividido entre o “pronto atendimento”, no qual se encaixam as emergências, e o de rotina, que tem um viés mais preventivo.

Ela explica que os casos mais frequentes que chegam para atendimento vão desde situações envolvendo quedas, atropelamentos, além de problemas com a saúde bucal. “Se o cão estiver, por exemplo, com um dente amolecido, algo assim, ele não tem como falar, então é comum chegar para nós, veterinários, aquilo que já poderia ter sido identificado antes”, conta Débora.

Na avaliação da veterinária, a evolução da medicina e os planos de saúde voltados aos bichinhos certamente contribuíram para que mais tutores passassem a se preocupar com check-ups. “Já é muito comum receber os pacientes que realmente seguem o calendário preventivo. As especialidades, hoje, também estão muito em alta. Temos pacientes sendo acompanhados por nefrologistas, cardiologistas e gastroenterologistas, que é minha especialidade. Estamos saindo de um cenário no qual o paciente só vai para o hospital ou clínica quando não é mais possível segurar em casa, para um cenário onde é tudo pensado”, disse a especialista.

Da emergência ao check-up

Para Fabiano Lima, CEO da área de saúde da Pet Love, a pandemia de Covid-19, em 2020, foi um dos principais aceleradores da demanda por seguros ou planos de saúde voltados aos pets. “As pessoas passaram a conviver mais tempo perto dos pets e começaram a perceber os comportamentos deles, quando ficam mais quietinho num dia ou mais ativo no outro e passaram a cuidar melhor da saúde deles”, observa.

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Os planos para pets funcionam de forma similar aos planos para humanos, partindo de opções mais básicas que cobrem toda a “parte ambulatorial”, contemplando atendimentos de emergência, realização de alguns exames, consultas e vacinação. E existem também os planos mais completos, que cobrem internação, cirurgia e até acupuntura e fisioterapia.

Lima destacou que a estimativa é a da existência de 85 milhões de cães e gatos de estimação no país. Já o número de pets cobertos por algum plano de saúde é estimado em cerca de 230 mil. “Não existe um número oficial, mas fazemos uma estimativa que passa perto disso, que é 0,3% de penetração. Então ainda é algo muito incipiente, que tá só no começo. Quando abordamos as pessoas para falar sobre o plano, de maneira online ou via corretores de seguros, a primeira reação de mais de 60% delas é ‘mas existe isso?’, conta.

De acordo com o executivo, a maior parte dos tutores que busca o plano de saúde para o pet acaba visando situações emergenciais e internações. Contudo, a realização de check-ups vem ganhando espaço. “A prevenção é algo importante que a gente tenta incentivar”, pontua.

A média de uso do plano, observada pela Pet Love, é de 2,9 vezes por ano — idas ao veterinário para consulta, sem contar os eventuais exames. Já quem não tem o plano costuma visitar o veterinário “no máximo uma vez por ano”, a não ser quando os tutores observam alguma anomalia no comportamento do bichinho.

Leonardo Bagarolo diz que também começou a se preocupar mais com a saúde das cachorras na pandemia, quando ficou mais em casa e pôde acompanhar mais de perto as duas. Com o trabalho desenvolvido com elas nas redes sociais, o viés preventivo só aumentou.

Ele compara que o cenário mudou muito em relação aos cães que já teve, porque não havia esse olhar mais preventivo, e os cães acabavam vivendo menos do que hoje. “Estávamos acostumados com uma rotina completamente diferente. Tento sempre passar para os nossos seguidores que têm pets, que são apaixonados por pets, o quanto é importante fazer check-ups e exames que vão facilitar também o tempo que o seu pet vai passar junto com você”, comenta.

Os cuidados em cada etapa da vida do bichinho podem variar. Segundo Débora, quando filhote, a principal preocupação é com o calendário vacinal e com doenças congênitas, que podem ter reflexos no futuro. Outra preocupação com um cão mais jovem é a castração.

Já para os cães adultos e idosos, é importante avaliar mais de perto questões como a limpeza de tártaro, muito influenciada pelo tipo de alimentação. “É preciso entender as particularidades da raça e do indivíduo. Como funciona o organismo, se existe alguma alteração ou algo que precisa de uma maior atenção. E, a partir daí, montar o calendário preventivo, que vai englobar os exames que devem ser feitos em cada etapa da vida do animal”, indica a veterinária.

Os avanços do mercado pet se equipara ao praticado pelo mercado de planos de saúde para humano em alguns pontos. Por exemplo, Lima conta que recentemente a Pet Love criou um programa de cuidados especiais para os pacientes crônicos. Foram selecionados 191 pets diabéticos que estão sendo acompanhados há cerca de 4 meses. “Vimos pets diabéticos que não faziam um hemograma há dois anos. Isso precisa ser acompanhado com uma frequência muito maior, então passamos a incentivar o cuidado”.

Custos

O executivo da Pet Love explica que o cálculo do preço do plano leva em conta variáveis como a frequência de uso e a severidade. Não costumam entrar a idade ou a raça do animal, nem a pré-existência de doenças. Por outro lado, existem carências para alguns procedimentos, como a castração, e a coparticipação, na qual o tutor paga uma parte do procedimento.

Para Débora, o hospital veterinário vem olhando com outros olhos para o plano de saúde pet. Ela conta que, durante muito tempo, os veterinários enxergavam os planos como concorrentes, além do patamar de valores repassados. Mas, atualmente, ela ressalta que muitas pessoas já chegam perguntando se o hospital vai atender o plano pet. Além disso, ao ser credenciado como rede de atendimento do plano, muitos tutores acabam conhecendo a clínica por meio desse “canal”.

Saúde dos pets

Veja 3 dicas dos especialistas para manter a saúde do seu animal em dia. Confira:

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• Observe se há mudança de comportamento e não espere muito para procurar atendimento veterinário se notar algo errado;
• Busque manter o cãozinho sempre ativo com diferentes atividades, visando a saúde física e mental;
• Ao contratar um plano de saúde pet, observe se estão contempladas as coberturas adequadas ao bichinho, sempre levando em conta o momento de vida e as suas particularidades.

“Acho que é um mercado que tem muito a crescer. Apesar de ser extremamente grande, a maior fatia é voltada para a parte de nutrição, mas não tanto para a parte de saúde. Esperamos ver nos próximos anos a fatia da saúde crescer e ver as pessoas realmente investirem e entenderem que se o animal é um ‘filho’, ele merece cuidados e saúde de um filho”, acrescenta Lima, da Pet Love.

Medida que obriga contratação de seguro por danos à carga transportada vai para sanção presidencial

seguro transporte

Fonte: InfoMoney

A jornalista Jamille Niero conta no Infomoney que o proprietário da mercadoria poderá exigir do transportador cópia da apólice com o prêmio e o gerenciamento de risco contratados Mudanças relacionadas ao seguro de cargas foram aprovadas pelo Senado na Medida Provisória 1153/2022, que trata de alterações ao Código de Trânsito Brasileiro, e encaminhada para a sanção presidencial como Projeto de Lei de Conversão (PLV) 10/2023. O PLV precisa ser sancionado ainda em junho, até o dia 22.

Uma delas é a explicitação da contratação obrigatória por parte dos transportadores, prestadores do serviço de transporte rodoviário de cargas, dos seguros de:

Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), para cobertura de perdas ou danos causados à carga transportada em consequência de acidentes com o veículo transportador; Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RC-DC), para cobertura de roubo ou furto da carga durante o transporte; Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V), para cobertura de danos corporais e materiais causados a terceiros pelo veículo utilizado no transporte rodoviário de cargas.

Segundo Bia Kowalewski, coordenadora do núcleo de M&A, ESG e Governança Corporativa da Silveiro Advogados, o texto deixou claro qual parte deverá, de fato, contratar a proteção. “Hoje, eles estão explicitando que no caso de uma transportadora subcontratar um transportador autônomo de carga (TAC), leia-se um caminhoneiro avulso, ele não vai precisar pagar esses seguros. Quem vai pagar o contrato de seguro, nesse caso, são os contratantes do serviço. Acho que essa é a maior mudança da legislação”, diz a advogada. O valor do seguro também não poderá ser descontado do frete do TAC.

Para Marcos Siqueira, vice-presidente da Comissão de Transporte de Carga da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), representante das seguradoras, o mercado vê com “bons olhos” as mudanças.

Ele ressalta que outro ponto que vale reforçar é que o Senado “tirou a proibição do embarcador contratar o seguro em nome do transportador”. Apesar de algumas coberturas serem de contratação obrigatória do transportador, nada impede que o embarcador também compre as coberturas que julgar necessárias para a sua carga.

Além disso, o PLV enviado para sanção indica ainda que o proprietário da mercadoria poderá, na contratação do frete, exigir do transportador a cópia da apólice de seguro com as condições, o prêmio e o gerenciamento de risco contratados.

Plano de Gerenciamento de risco

Siqueira explica ainda que outra mudança relevante trazida pelo texto aprovado no Senado é a “formalização” em lei do Plano de Gerenciamento de Risco (PGR), algo que já era adotado pelo mercado. O PLV especifica que os seguros relacionados à carga (RCTR-C e RC-DC) deverão estar vinculados ao plano que, por sua vez, deverá ser estabelecido de comum acordo entre o transportador e sua seguradora, observado que o contratante do serviço de transporte poderá exigir obrigações ou medidas, mas arcando com todos os custos e despesas inerentes a elas.

O representante da FenSeg conta que cada PGR é desenhado conforme a necessidade da carga e, por isso, cada um terá um custo diferente. “Tem que entender a operação do segurado, do transportador. Baseado nisso, você vai montar um plano de gerenciamento de risco no qual vai se investir mais ou menos”, diz. Isso inclui, por exemplo, saber:

O tipo de mercadoria que ele transporta; a origem e o destino; os horários; tipo de caminhão que será utilizado; tipo de embalagem utilizada nos produtos transportados, entre outros.

Siqueira destaca que o Plano de Gerenciamento de Riscos não serve somente para evitar roubos, mas também para que a carga chegue ao destino no tempo certo e sem acidentes. Neste último caso, é pensado como impedir possíveis contaminações de solo e água caso a carga seja composta por produtos químicos, até como preservar a vida do motorista, uma vez que o plano pode contemplar o controle de velocidade, com monitoramento ponto a ponto e envio de alertas caso haja perigo.

Hoje, quem mais utiliza os PGRs no transporte são os segmentos cujas mercadorias estão mais expostas a roubos e acidentes, como produtos eletrônicos (celulares, notebooks, etc) e medicamentos, que costumam ser produtos com alto valor agregado e facilidade de comercialização.

Na avaliação de Bia Kowalewski, a medida relacionada ao PGR certamente impactará “mais os transportadores maiores”. “Em suma a gente tá tirando o risco tanto do transportador autônomo, que não paga mais o custo, porque quem paga o custo é a transportadora que o subcontrata ou direto o contratante do carreto. E quando eu tenho uma transportadora e uma empresa em uma relação, e essa empresa exige da transportadora um cuidado maior com a carga, essa despesa de mudança de operação, o gerenciamento vai para a empresa contratante e não fica só com a transportadora. No fundo, eu acho que a maior mudança é: quem vai arcar com esse custo extra? Provavelmente vai ser o consumidor final”, opina a advogada.

Daniel Marcus, especialista em Direito Securitário e sócio do escritório Schalch Sociedade de Advogados (SSA), comenta que a maior crítica em relação ao assunto diz respeito ao formato. “Há quem defenda a inconstitucionalidade da Medida Provisória ao passo que não apresenta o requisito obrigatório da urgência, vez que a matéria por ela tratada já conta com regulação própria e esparsa e tem um projeto de lei pendente de aprovação há anos, além de permitir a interpretação de que ofende os princípios e fundamentos constitucionais da livre iniciativa, da livre concorrência, da propriedade privada e da liberdade de contratação”.

Marcus pontua, contudo, que é “louvável a intenção do legislador no sentido de conferir maior liberdade aos transportadores”, especialmente aos autônomos, que seria a parte envolvida com menores condições de negociação frente aos contratantes dos serviços de transporte. O especialista avalia como positivo também simplificar algumas regras para o setor.

Siqueira, da FenSeg, observa ainda que com a lei sancionada, o próximo passo será estreitar laços com a Susep (Superintendência de Seguros Privados) para possível regulamentação.

Seguro de Transporte

Segundo dados recém-divulgados pela Susep de janeiro a abril deste ano, o segmento de Seguro Transporte arrecadou R$ 1,81 bilhão em prêmios (valor pago para se ter direito à cobertura), cifra 4% maior em relação ao apurado no mesmo período de 2022. O segmento corresponde a 4,7% de todos os seguros de “danos”, que reúnem ramos como o automóvel (45%) e o rural (10%), entre outros.

Chubb apoia a maior troca de dívida do mundo para projeto de conservação marinha nas Ilhas Galápagos, Equador

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Fonte: Chubb

A Chubb anunciou seu apoio ao Galapagos Marine Bond, maior troca de dívida para a conservação marinha do mundo, envolvendo uma parceria com o Governo do Equador, a U.S. International Development Finance Corporation (DFC), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Credit Suisse, a Oceans Finance Company e a Pew Bertarelli Ocean Legacy.

Através de sua subsidiária Sovereign Risk Insurance Limited e da Chubb Global Markets, a divisão de wholesale e especializada do mercado de Londres da empresa, juntamente com outras seguradoras privadas, a Chubb forneceu mais de US$ 390 milhões em resseguro para a DFC em uma transação inovadora de seguro de risco político projetada para ajudar o Equador a reduzir sua dívida externa governamental, financiar a conservação marinha e fazer pagamentos anuais de dotação ao Galapagos Life Fund (GLF).

A DFC fornece cobertura de seguro de risco político de US$ 656 milhões para o empréstimo, enquanto o BID fornece uma garantia de US$ 85 milhões. A Chubb, juntamente com outras seguradoras privadas, está fornecendo 60% de resseguro para viabilizar o projeto. Por meio dessa troca de dívida, o Equador obterá uma economia de mais de US$ 1,12 bilhão em virtude da redução dos custos de serviço da dívida.

Com esse empréstimo, o Equador pôde recomprar e liquidar uma parte substancial de sua dívida comercial externa, criar um fluxo de caixa anual significativo para a conservação marinha e estabelecer um fundo de dotação para o Galapagos Life Fund, a fim de financiar a conservação marinha para as futuras gerações.

Essa transação representa a maior reestruturação de dívida voltada para a conservação marinha até o momento e é a segunda troca de dívida para a conservação marinha concluída pela DFC.

“O mercado privado de seguro de risco político está satisfeito em apoiar a DFC nessa transação tão importante para o Galapagos Marine Bond “, disse Julian M. Edwards, diretor global de Risco Político e Crédito da Chubb Global Markets.

Natalie Chiaramonte, presidente da Divisão de Seguro de Risco Soberano, acrescentou que “este é um excelente exemplo de uma parceria público-privada que continua a oferecer redução da dívida e compromissos substanciais com a conservação marinha. Não estamos apenas ajudando a tornar possível um importante projeto de conservação, mas também estamos apoiando o desenvolvimento econômico sustentável e a resiliência comunitária por meio do alívio da dívida”.

Bradesco Seguros prepara seu primeiro relatório com resultados de iniciativas sustentáveis

bradesco seguros valdirene

Fonte: Bradesco

Na semana que acontece o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho, o Grupo Bradesco Seguros reforça seu compromisso com as práticas ESG (sigla em inglês para Environmental, Social and Governance). Em 2019, a companhia revisou sua Estratégia de Sustentabilidade, considerando os principais desafios e tendências globais, a percepção dos stakeholders, os objetivos dos negócios da Organização, e as principais agendas nacionais e internacionais de desenvolvimento sustentável – especialmente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Todas as medidas atendem aos pilares estratégicos de sustentabilidade: negócios sustentáveis, mudanças climáticas, relacionamento com o cliente, diversidade e inclusão, inovação e investimento social.

“Estamos elaborando o nosso 1º Relatório de Sustentabilidade que será publicado em breve, consolidando o compromisso do grupo com os critérios ASG e as práticas de sustentabilidade. Neste documento relatamos mais sobre compromissos e iniciativas do Grupo, como a adesão ao TCFD (Task Force on Climate Related Financial Disclosures) em 2022, que traz uma evolução na agenda do setor de seguros para os próximos anos, fortalecendo a gestão e implementando estratégias, processos e oportunidades relacionados ao tema. E também sobre o alinhamento com as novas exigências divulgadas pela SUSEP para o setor por meio da Circular nº 666 – que estabelece o cumprimento de ações para gestão dos riscos climáticos, sociais e ambientais.” – destacou, Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Ouvidoria.

A Bradesco Seguros também faz parte do primeiro grupo de seguradoras que aderiram em 2012 aos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI), procurando desenvolver ações que promovam o crescimento sustentável dos negócios de acordo com os princípios vigentes. Além de ser signatário do Pacto Global da ONU com ações alinhadas aos ODS, a seguradora também participa como membro do Comitê Diretivo Global, representando a América Latina no Setor de Seguros. “O grupo busca agregar valor e contribuir para o desenvolvimento sustentável, fazendo a diferença não só aos nossos públicos, mas para toda a sociedade”, complementa Valdirene.

Em relação aos compromissos assumidos, diversas ações voltadas ao ESG já são trabalhadas na Bradesco Seguros.

Negócios Sustentáveis

  • Descarte ecológico: O projeto Sinistro Sustentável, que compõe a ação, tem como objetivo recolher bens danificados na casa dos clientes Auto e Residencial e dar um destino socioambiental correto ao resíduo. O projeto visa evitar que estes resíduos sejam destinados de forma indevida. Se no modelo econômico linear o descarte é o estágio final da vida útil dos produtos, nos projetos da seguradora, fases como o reparo, o reuso, a remanufatura e a reciclagem são o recomeço. Em 2022, a Bradesco Seguros viabilizou a coleta de mais de 132 toneladas de materiais e evitou que fossem destinados de maneira indevida, poluindo o solo e reduzindo o uso de recursos naturais.
  • Fundo de Previdência Privada ASG:No segmento de Previdência, a Bradesco Vida e Previdência oferece três fundos formados por empresas com alto grau de comprometimento ambiental, responsabilidade social e governança corporativa, seguindo os princípios ESG: ‘Bradesco Princípios ESG Equities Global PGBL/VGBL’, voltado para a renda variável; e ‘Bradesco Princípios ESG Global Fixed Income Crédito Privado PGBL/VGBL’ e Ágora Princípios ESG Global Fixed Income, que concentram investimentos em renda fixa. Todos contemplam alocação em ativos locais e internacionais. Os dois primeiros são administrados pela Bradesco Asset Management, e o terceiro, pela Ágora Investimentos.

Mudanças Climáticas

  • Operação Calamidade:Em casos de alta demanda de chamados emergenciais dos segurados, a Bradesco Seguros promove Planos de Contingência e a Operação Emergencial de Tratamento de Sinistros, desenvolvida para quantificar e indenizar segurados envolvidos em tragédias naturais no menor prazo possível. Esta mobilização, em caráter especial, é estendida até a normalização do número de sinistros na região atingida.

Investimento Social

  • Semana de Educação Financeira: A seguradora desde 2019 marca sua participação na Semana Nacional de Educação Financeira, promovida pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira, com conteúdo que abordam planejamento e resiliência financeira para a população brasileira. 
  • Projeto Integração Empresa-Escola (PIEE):Mantido desde 2004 pelo Grupo Bradesco Seguros, o Projeto Integração Empresa Escola (PIEE), atua conjuntamente com a Fundação Bradesco, com foco nas crianças do entorno de comunidades no bairro do Rio Comprido, na cidade do Rio de Janeiro, buscando incentivar o desenvolvimento e a prática de atividades culturais e esportivas. Atualmente, o projeto conta com 858 vagas e, desde a sua criação, várias ações foram desenvolvidas no PIEE, cujo enfoque foi a Ecoeficiência, o Voluntariado e a Diversidade;
  • Longevidade: O tema sempre foi tratado como prioridade no grupo segurador. Por isso, levamos conhecimento sobre aspectos sociais, financeiros e de saúde a todos os segurados, em linha com os temas: Finanças, Conhecimento, Convivência, Saúde e Bem-estar.

ANP aprova novo modelo de seguro garantia para descomissionamento

Fonte: ANP

A Diretoria Colegiada da ANP aprovou hoje (7/6) a alteração do modelo de seguro-garantia utilizado em operações de descomissionamento (desativação) de instalações de exploração e produção de petróleo e gás natural previsto na Resolução ANP nº 854/2021. O objetivo é adaptá-lo à nova regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre o assunto. Devido a essa alteração, o prazo para que as empresas apresentem garantias financeiras que assegurem o descomissionamento foi prorrogado por 90 dias, passando de 30/6 par a 2/10/23. 

Também foi aprovada a realização de consulta pública de 45 dias, seguida de audiência pública, sobre as alterações realizadas nesse trecho da resolução, permitindo a participação dos interessados e a inclusão de outros aprimoramentos. 

A antiga minuta de seguro-garantia aprovada pela ANP, como anexo III da Resolução ANP nº 854/2021, utilizava a Circular Susep nº 477/2013 para construção das suas cláusulas. Com a revogação desta circular, a partir de 1/1/2023, o instrumento passou a ser regido pela Circular Susep nº 662/2022, sendo necessário a adequação do modelo de seguro-garantia de descomissionamento à nova norma.

Uma vez publicado o novo modelo de seguro garantia, as seguradoras poderão emitir novas apólices de seguro, em plena conformidade com as mais novas regulamentações da Susep. 

Descomissionamento

O descomissionamento é o conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos, à recuperação ambiental da área e à preservação das condições de segurança de navegação local.

Esta atividade é uma obrigação contratual, e é realizada ao final da vida produtiva do campo, quando a produção já não é suficiente para sustentar os custos de operação.

O descomissionamento requer que os contratados realizem gastos, exatamente em um momento em que o campo já não apresenta retorno financeiro. Por isso, os contratos para exploração e produção de petróleo e gás natural determinam, além da própria obrigação de conduzir o abandono e a desativação das instalações, a obrigação apresentar garantias financeiras para assegurar os recursos necessários para este fim.