AXA traz diversidade e inclusão como em conversa com corretor

Fonte: AXA

Corretor Pro “Roda de Negócios” chega ao seu quinto e último tema desta edição falando sobre Diversidade e Inclusão. A série de conteúdos da AXA tem como objetivo transmitir conhecimentos práticos e estimular o aprimoramento dos corretores parceiros ao tratar de assuntos ligados ao seu negócio e assim auxiliá-los no dia a dia com seus clientes e no desenvolvimento profissional. 

A convidada desta última leva de 4 episódios é a advogada e especialista em seguros Bárbara Bassani, responsável pelo pilar de gênero do Instituto pela Diversidade e Inclusão no Mercado de Seguros (IDIS). Com mais de 13 anos de experiência, Bárbara é também doutora em Direito Civil pela Universidade de São Paulo, sócia na área de seguros e resseguros no escritório Tozzini Freire, ministra aulas e workshops e é autora de diversos artigos e livros sobre o tema.

Conduzidos pela jornalista Kelly Lubiato, os episódios abordam temas como colocar na prática uma política de diversidade e inclusão  dentro das corretoras e como isso impacta seus colaboradores, a percepção do consumidor quanto às empresas que praticam de fato esses valores e as questões sobre o Social da sigla ASG. 

Os outros temas já tratados por essa série especial do Corretor Pro incluem Gestão de Negócios, com Boris Ber; Marketing Digital, com Edney Souza; Gestão de Riscos, com Marcos Aurélio Couto e Sucessão Familiar, com Ana Rita Bittencourt. 

Genildo Lins assume nova diretoria na Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)


A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) remodelou o quadro diretor e agora passa a contar com a mais nova Diretoria de Assuntos Corporativos e Relações Institucionais e Sindicais (DICOR), sob a titularidade de Genildo Lins. A DICOR será responsável pelo relacionamento com o Poder Executivo e os Sindicatos, bem como pelas atividades financeiras e administrativas da Confederação.

Lins acumula passagens por vários cargos públicos relevantes, entre os quais: secretário-executivo do Ministério das Comunicações, secretário de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações e chefe de gabinete do Ministro do Planejamento.  Além disso, o executivo também atuou como presidente do Conselho de Administração da GEAP Saúde.


Genildo Lins ainda foi conselheiro de administração de diversas empresas, entre elas: Empresa de Correios e Telégrafos, BNDES, BB Seguridade SS, Telebrás AS, Dataprev e Alcântara Cyclone Space – ACS. 

Governo indica ex-ministro Maurício Quintella Lessa para presidência do conselho do IRB (RE)

Num momento em que o IRB (RE) vem recuperando resultados e a confiança do mercado de seguros e analistas, o governo sinaliza uma intervenção na companhia, valendo-se da sua Golden Share. Segundo informa a edição de hoje da Folha de São Paulo, depois de uma tentativa frustrada de ser nomeado no Ministério das Cidades, o ex-deputado federal e ex-ministro Maurício Quintella Lessa (MDB) foi indicado para a presidência do Conselho do IRB.

Há votos contras e a favor do político para o cargo no maior ressegurador do Brasil, que tem como principais acionistas Bradesco (15,9%), Itaú Seguros (11,6%) e BlackRock (5%). Segundo comunicado do IRB Re, a União, na qualidade de detentora da “golden share” na companhia, indicou o ex-ministro para ocupar o cargo de presidente do conselho de administração da resseguradora, atualmente ocupado por Antônio Cássio dos Santos.

A substituição ocorrerá mediante eleição em assembleia geral a ser oportunamente convocada uma vez obtida a aprovação regulatória necessária perante a Superintendência de Seguros Privados (Susep), afirmou o IRB, acrescentando que está adotando as providências para a obtenção da referida aprovação.

A resseguradora acrescentou que Antônio Cássio, que foi diretor presidente do IRB Re, e tem sido, nos últimos três anos, presidente do conselho, está conduzindo o processo de integração do futuro presidente, “de forma que a transição seja feita de maneira célere e visando o melhor interesse da companhia”.

Os resultados do primeiro trimestre deste ano sinalizam o saneamento do ressegurador. O lucro líquido da companhia alcançou R$ 8,6 milhões, mas poderia ter sido de R$ 34 milhões se a empresa não tivesse desembolsado R$ 25,4 milhões para encerrar um potencial processo pelo Departamento de Justiça nos EUA. Entre os destaques dos números, uma subscrição positiva de R$ 3,7 milhões ante um prejuízo de R$ 96,4 milhões no mesmo período de 2022.

Tanto o CEO Marcos Falcão como o vice-presidente de subscrição, Daniel Castillo, afirmaram em recente entrevista que o empenho de todos é de que o ressegurador volte a ter um balanço positivo em 2023 é voltar ao território positivo. Além de todo o esforço em corrigir carteiras deficitárias que tiveram decisões de receita e nao de resultados, o número de funcionários foi reduzido com o programa de demissão voluntária, para pouco mais de 300. “Também temos ventos a nosso favor, com a taxa de juros alta e um mercado internacional de resseguros muito duro, com falta de capacidade e, consequentemente, com reajustes substanciais de preço “, comenta Castillo.

Cresce a participação dos meios digitais para a contratação de seguros

Fonte: Infomoney

A jornalista Gilmara Santos, do Infomoney, conta que o mobile banking foi o canal com maior evolução na contratação de seguros em 2022, com alta de 64% nas aquisições por essa plataforma, na comparação com 2021. ATMs foram o segundo canal com mais crescimento (22%) e na sequência aparece o internet banking, com expansão de 13%.

Os dados são da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023, divulgada pela federação do bancos nesta quarta-feira (28) durante a Febraban Tech — evento de tecnologia no setor.

De acordo com o levantamento, a contratação de seguros por meio da central de atendimento foi a que apresentou a maior queda (-35%), seguida por correspondente bancário (-25%) e agências (-14%), na comparação entre 2022 e 2021.

Baixe de graça a planilha de controle financeiro com todos os cálculos para monitorar seus gastos mensaisE-mail: Concordo que os dados pessoais fornecidos acima serão utilizados para envio de conteúdo informativo, analítico e publicitário sobre produtos, serviços e assuntos gerais, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados.

O relatório divulgado pela federação destaca que “a crescente popularidade dos canais digitais para a contratação de seguros não exclui a necessidade de recorrer à expertise de um advisor especializado em transações mais complexas, muitas vezes, encontrada apenas em agências ou por meio de correspondentes”.

A contratação de seguros, continua o texto, envolve a proteção de ativos valiosos, como automóveis, residências e saúde e, neste sentido, os clientes podem preferir um atendimento mais pessoal, no qual têm a oportunidade de tirar suas dúvidas diretamente com um especialista.

O estudo mostra ainda que no ano passado foram contratados 55,2 milhões de novos produtos de seguro, sendo que apenas 25% do total de contas ativas contrataram ao menos um produto de seguridade.

“Este cenário demonstra a oportunidade de penetração de outros produtos de seguros em clientes bancários”, finaliza o relatório.

Capitalização alcança mais de R$ 9 bilhões de receita no quadrimestre

Fonte: Fenacap

Segundo números da Susep (Superintendência de Seguros Privados), analisados pela FenaCap (Federação Nacional de Capitalização), o setor de Capitalização alcançou um bom desempenho no primeiro quadrimestre deste ano. Ao todo, o setor conquistou mais de R$9 bilhões de receita e R$7,4 bilhões foram injetados na economia, por meio de sorteios e resgates.

A FenaCap acredita que o resultado se deve à popularização da Capitalização e aos lançamentos cada vez mais diversificados. “Temos desde a compra do Título para guardar recursos em prol da realização de um projeto até grandes contratos sendo fechados, utilizando a Capitalização como garantia. Representamos um segmento maduro da economia, com mais de 90 anos de atuação e números expressivos”, comenta Denis Morais, Presidente da FenaCap.

Destaque para a modalidade Instrumento de Garantia, que tem como objetivo assegurar o cumprimento de obrigação assumida em contrato pelo titular perante a terceiro. O crescimento, nos quatro meses do ano, já chega a 4,2%, em comparação ao mesmo período de 2022.

Recentemente, um projeto de lei foi aprovado pelo Congresso Nacional e encaminhado ao Senado, para fortalecer a utilização das reservas técnicas da Capitalização como garantia de operações de crédito junto a instituições financeiras, assim como os planos de previdência complementar aberta, de seguros de pessoas e de Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI).

Segundo dados da SUSEP, os títulos de Capitalização somam, atualmente, R$38,3 bilhões em reservas. “A possibilidade de a Capitalização ser utilizada em operações de crédito, naturalmente, trará novos negócios. Estamos confiantes no desempenho e a notoriedade que o setor vem conquistando ao longo dos anos, com uma versatilidade evidente e iniciativas constantes, em prol de um desenvolvimento cada vez mais robusto e sustentável”, reforça Denis.

Prudential conquista 5 estrelas no prêmio Melhores Franquias do Brasil

Fonte: Prudential

Pela terceira vez consecutiva, a Prudential do Brasil recebe cinco estrelas no prêmio Melhores Franquias do Brasil, realizado pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Maior seguradora independente do mercado de seguros de pessoas do país, a companhia foi reconhecida na 20ª edição como uma das cem marcas que alcançaram a pontuação mais alta do ranking. O evento de premiação aconteceu ontem, em São Paulo, e a Prudential foi representada pelo seu vice-presidente de Franquia, Humberto Madeira. Com um modelo único de franquia no setor de seguros de vida, a Prudential conta com 35 unidades de apoio em todo país que dão suporte à sua rede de mais de 1.600 corretores franqueados. Três desses espaços – no Rio de Janeiro, em Vitória e em Salvador – foram inaugurados recentemente.

“Receber a cotação máxima do prêmio é mais um importante reconhecimento que fortalece o modelo único de negócio da Prudential e reflete a qualidade do serviço prestado aos corretores franqueados, além da satisfação da rede e clientes. Seguimos focados em aprimorar e evoluir nossos serviços e expandir nossa rede de franquias levando a proteção financeira por meio do seguro de vida para a sociedade brasileira”, comemora o vice-presidente de Franquia da Prudential do Brasil, Humberto Madeira.

Chamada para novos empreendedores

Essa conquista veio numa semana importante para o setor de franquias. Desde segunda, 26, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) promove a Franchising Week, em São Paulo, com uma extensa programação de eventos. Na terça-feira, 27, o vice-presidente de Franquia da Prudential, Humberto Madeira, que atua também como coordenador da Comissão de Microfranquias da ABF, participou do Seminário de Microfranquias e apresentou um estudo sobre o crescimento do modelo no Brasil. Esta categoria quase dobrou nos últimos dois anos, com um salto de 87%, passando de 322 para 604 microfranquias. 

“Franquia é a porta de entrada do empreendedorismo estruturado no Brasil, pois conta com a experiência, conhecimento e todo o suporte oferecido pelo franqueador”, afirma Madeira, que ressaltou: “Microfranquia não quer dizer microfaturamento. É apenas um começo para muitos negócios de sucesso”.

Durante o seminário, o diretor de Desenvolvimento de Franquias da Prudential, Luiz Cruz, participou de um papo aberto sobre como as marcas mais experientes do Brasil resolvem seus desafios. 

A partir desta quarta-feira, 28, começa a maior feira do mundo no ramo de franquias, a ABF Franchising Expo 2023, que vai até sábado, 1º de julho. Na 30ª edição da feira, a Prudential marca presença com um estande de 130 metros quadrados localizado ao lado da Arena do Conhecimento. Durante quatro dias, corretores franqueados, masterfranqueados e executivos da companhia receberão os visitantes e interessados em conhecer o modelo de negócio da Prudential.

MetLife divulga Relatório de Responsabilidade Social 2022 e destaca iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão, e ESG 

Fonte: MetLife

A MetLife divulgou o seu Relatório Anual de Responsabilidade Social em 2022. Este material tem por objetivo mostrar as ações da companhia em projetos subsidiados pela MetLife Foundation, além dos projetos locais (focados em ações sociais e de bem-estar social), que reforçam o seu compromisso de construir um futuro mais seguro, diverso e sustentável.

Assim como no ano de 2021, foram mantidas as iniciativas implementadas mundialmente pela MetLife ao longo dos últimos anos, que atendem a 11 metas ambientais globais a serem cumpridas até 2030, seguindo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Entre os objetivos estão desde manter a neutralidade de carbono, até investir US$ 5 milhões no desenvolvimento de ações que possam impulsionar soluções climáticas.

Dentre as temáticas abordadas no material, estão destacadas 10 grandes iniciativas decorrentes do ano de 2022, em prol do meio ambiente e do clima, saúde e bem-estar social, diversidade e inclusão, equidade, carreira e crescimento sustentável. Entre eles, destacamos os projetos Habitat para a Humanidade Brasil, Carta e Carreira, Programa JáÉ e Floresta MetLife.

“Nós nos esforçamos para ser uma força para o bem nas comunidades onde operamos por meio do trabalho da MetLife Foundation, nossas doações corporativas, esforços de voluntariado dos colaboradores, parcerias significativas e de alto impacto. Em 2022, progredimos com os nossos objetivos, e os nossos colaboradores são peças fundamentais para isso, pois, promovem nossa cultura de cuidado e ajudam a MetLife a contar a história das muitas e diversas maneiras pelas quais agimos em prol das comunidades”, relata Thais Catucci, gerente de Comunicação Interna, Responsabilidade Social e Sustentabilidade da MetLife Brasil. 

A MetLife atua há mais de 23 anos, e possui uma expertise e solidez de negócios para entender as necessidades de seus clientes e entregar as melhores soluções do mercado, garantindo um presente e um futuro mais seguros, ajudando as pessoas a não apenas sonhar, mas realizar os seus sonhos. Desta forma, os seus valores e a sua conduta são peças-chave na construção de uma agenda ESG sólida, pautada nos pilares ambiental, social e de governança; assim como as iniciativas em sustentabilidade, responsabilidade social, diversidade, equidade e inclusão contribuem para levar mais qualidade de vida, saúde, bem-estar e educação a milhares de pessoas.

Conheça alguns dos projetos do Relatório Anual de Responsabilidade Social

Habitat para a Humanidade: A empresa se uniu em duas brigadas, formadas por colaboradores, uma na comunidade de Heliópolis, em São Paulo/SP e outra na comunidade de Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte/MG. Com essas duas ações, foi possível reformar 11 casas, impactando a qualidade de vida de 39 pessoas e priorizando crianças, adolescentes, jovens e idosos, com deficiência e/ou problemas de saúde e condições inadequadas de moradia.

Programa JáÉ: Em parceria com o Fundo Baobá para Equidade Racial, o projeto de mentorias e orientação, visando a entrada e permanência no ensino superior, exclusivo para pessoas negras, teve a participação de 35 jovens, de 18 a 27 anos, residentes nas periferias da cidade de São Paulo e Região Metropolitana. Do total, 16 jovens já estão na universidade e 19 estão no cursinho pré-vestibular.

Na área de sustentabilidade, conscientes da importância do tema para o planeta, a empresa incentivou os colaboradores a participarem de diversas iniciativas em 2022. Dentre elas estão as ações Coleta de Lixo na represa Billings (Projeto MELP), Projeto Curacycle, Reforma da Feira de Artesanato do Povo Kambeba, EcoChallenge 2022 e Kids Day. Além disso, foram trabalhadas comunicações internas sobre a importância de ter hábitos e praticar ações sustentáveis.

Grupo Bradesco Seguros lança videocast ‘Comece Agora’

Fonte: Bradesco

Como parte de sua missão em promover uma vida longeva com saúde e bem-estar, o Grupo Bradesco Seguros apresenta o videocast “Comece Agora’. Já presente nas plataformas no formato de podcast, o ‘Comece Agora’ estreia sua primeira temporada com vídeo, a partir da próxima quarta-feira, 28, com a presença de Alexandre Kalache, médico, gerontólogo e presidente do ILC Brazil.

Em seis episódios que nos levam a uma reflexão sobre a importância de uma jornada de qualidade construída para a longevidade ativa, serão abordados os temas: “Harmonia entre Gerações”, “Construindo o Autocuidado”, “Como se preparar para a Longevidade Ativa”, “Tendências de Longevidade”, “Conhecimento pode ser seu maior ativo”, e “A importância da Resiliência”.

Com o objetivo de transmitir conteúdos de forma eficaz em uma curta duração, também serão promovidas pílulas de conteúdo nas redes sociais, derivadas do Fórum Internacional de Longevidade, trazendo grandes nomes que são referência em envelhecimento com qualidade, como o autor Fernando Aguzzoli, o médico e gerontólogo Alexandre Kalache e a linguista e escritora Conceição Evaristo.

A Bradesco Seguros também disponibiliza o portal Viva a Longevidade, onde é possível acessar as principais matérias, editorias e ações da seguradora, buscando um novo olhar a respeito do tema. Comece agora a viver a sua longevidade.

Seguradora HDI investe em subscrição para democratizar o seguro no Brasil

Igor di beo HDI

Em tempos de acirrada concorrência em seguros, o subscritor de risco ganha ainda mais relevância numa seguradora. Isso porque a subscrição é o cerne do setor de seguros. Afinal, inovação não é apenas criatividade e geração de ideias únicas. Trata-se de identificar necessidades não atendidas e mercados inexplorados e abordá-los, às vezes com soluções não testadas e modelos de negócios não comprovados.

No passado, os subscritores avaliavam manualmente os pedidos de cobertura e tinham mais liberdade para aprovar ou negar a cobertura. Agora, esses profissionais contam com uma preciosa ajuda: os algoritmos. “A precificação de um seguro é importante, mas a subscrição tem um peso relevante na aceitação do risco pelas seguradoras”, explica Igor Di Beo, vice-presidente técnico da HDI Seguros.  

Com o algoritmo, os subscritores podem considerar muito mais informações ao avaliar o risco. Quanto mais dados, mais automatizado fica o processo, agilizando a resposta ao corretor e ao cliente. Isso permite que as seguradoras gerenciem melhor seus riscos de sua perspectiva, o que leva a preços melhores para alguns segurados. 

“Uma subscrição errada pode comprometer o resultado de uma carteira e isso inibe investimentos ou mesmo a decisão de saída de uma companhia de determinado risco”, pondera o executivo. A desvantagem do ponto de vista da pessoa que procura seguro é que a seguradora está muito menos disposta a olhar para os riscos que estão fora dos limites estritos de seus algoritmos.

“O processo que mescla humanos e máquinas é mais eficiente para todos. Na HDI, a estratégia é usar a nossa equipe de engenheiros de prevenção, oriundos das carteiras da Sompo que adquirimos no ano passado, para lapidar a subscrição de risco”, informa. Os subscritores contam com a ajuda da equipe de engenheiros de prevenção da seguradora Sompo, adquirida pela HDI no ano passado, para aperfeiçoar a análise e para treinar os corretores de seguros. “Com a tecnologia, dados de preenchimento foram automatizados, liberando os profissionais para atuarem como consultores. Desde a organização de um depósito até mesmo o treinamento de uma brigada”, enumera Di Beo.  

Já no segmento de pequenas empresas, a HDI prevê disponibilizar os engenheiros para treinar os corretores em gestão de risco. “É um fator cultural importante para as pequenas empresas. Um restaurante, por exemplo, o principal ponto de risco é próximo a coifa. Não posso ter um depósito próximo com forma de isolar o risco de faíscas que podem gerar incêndio. Enquanto os bombeiros estão preocupados com a vida humana, a engenharia de prevenção vai além e busca conscientizar as pessoas sobre a importância de gerenciar riscos e assim proporcionar a continuidade da empresa com a mitigação de acidentes. Quanto menor o risco, menos a empresa vai desembolsar com o seguro”, explica. 

Em novos riscos, Di Beo cita como exemplo o segmento de seguro para equipamentos. “Antes o aparelho de tomografia ou de raio X ficavam restritos a uma sala. Hoje, o médico leva o equipamento portátil, que tem um valor elevado, para atender o paciente em casa. Há o risco de roubo e de incidentes, por exemplo, e uma demanda destes profissionais por um seguro”. 

A carteira de riscos de equipamentos da HDI tem apresentado boa rentabilidade neste primeiro ano e com isso a tendencia é expandir os itens aceitos e em novas praças. “O interesse dos corretores tem aumentado e isso nos faz avançar neste segmento. Em equipamentos agrícolas, com rápido avanço de tecnologia embarcada, por exemplo, já temos mais de R$ 13 milhões em vendas por mês”, citou. 

Com a ajuda de uma subscrição analógica e tecnológica, a estratégia da HDI é ingressar em novos produtos e mercados, diversificando o mix de produtos e apoiando o crescimento dos corretores com a democratização do seguro. Com maior escala, o preço do seguro tende a ficar mais acessível, favorecendo a política do setor de democratizar o acesso ao seguro. 

Somente 30% das pequenas e médias empresas têm algum tipo de seguro, embora o setor represente 99,1% das 5,1 milhões das companhias do País. Os dados são de estudos feitos por seguradoras e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em residência, menos de 15% das residências contam com uma proteção securitária. Apenas 15% da população possui seguro de vida. Menos de 30% da frota de veículos é segurada. O seguro de responsabilidade civil é um risco quase desconhecido. “Temos muitas oportunidades de negócios e a subscrição bem-feita é um pilar importante da nossa estratégia”, finaliza Igor Di Beo. 

Alper aposta que a nova lei sobre seguro transporte trará bons frutos no médio prazo

“Fomos dormir no dia 18 de junho e no dia 19 acordamos num mercado de seguro transporte totalmente diferente”, comentou Denis Teixeira, vice-presidente de transporte da Alper. O mercado deveria estar preparado, pois as regras já eram conhecidas desde dezembro, quando foi promulgada a MP 1.153/22, uma parte significativa do mercado pensava que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não iria sancionar a Lei 14.599/2023, uma vez que o PLV que foi para sanção presidencial apresentou mudanças significativas em relação ao proposto na MP 1.153/22.  Agora, resta a adaptação de todos para seguir as novas regras, com novas formas de contratação. “Inicialmente todos tendem a enxergar o lado negativo das mudanças, mas logo os benefícios do processo regulatório começam a aparecer”, aposta Teixeira. 

Estamos falando de um segmento que gira anualmente R$ 3 bilhões em vendas de seguro transporte, sendo 60% provenientes do embarcador e 40% do transportador. A Lei tirou o poder de decisão dos embarcadores de cargas e passou para os transportadores. Com a lei, a obrigatoriedade da contratação do seguro passa a ser do transportador. Caso o embarcador queira algo diferente, terá de se submeter às regras do contrato negociado pelos transportadores dos seguros de responsabilidade civil da carga, de roubo e do veículo. 

A Sompo Seguros afirmar estar pronta para se adaptar a qualquer cenário de mercado para atender tanto a transportadores quanto a embarcadores. Adailton Dias, diretor executivo de Produtos e Resseguro da Sompo Seguros, destaca os seguros de RCTR-C e RC-DC deverão estar vinculados a plano de gerenciamento de risco (PGR) estabelecido de comum acordo entre transportador e seguradora. “A prática de adoção de um PGR, que vinha sendo cada vez mais adotada, agora está instituída em lei”, destaca. Ou seja, o gerenciamento de risco, que também era feito em grande parte pelo embarcador, passa a ser responsabilidade do transportador.  

Para este setor, que tem subscrição de riscos rígidas diante das condições muitas vezes precárias das estradas e alto índice de roubo e furto de mercadorias, é uma mudança impactante. “Muitas vezes, um grande embarcador consegue negociar melhores taxas com as seguradoras pelo grande volume de cargas e por adotar medidas de gerenciamento do risco da própria empresa. Mas agora tudo será feito pelo transportador, com isso a gestão do PGR tende a ficar mais homogênea, mas por outro lado as questões de custos devem passar por uma readequação”, explica Teixeira.

“Mais do que nunca, é importante que os corretores de seguros trabalhem em sinergia com as seguradoras para prestar a consultoria aos embarcadores e transportadores, uma vez que os seguros de danos Transporte Nacional e os seguros de RCTR-C e RCDC possuem coberturas distintas às quais devem ter seus riscos devidamente avaliados para evitar eventuais gaps de coberturas, especialmente por ocasião do sinistro”, acrescenta o diretor da Sompo. “Estamos num momento de juntar esforços para atender às necessidades dos embarcadores e dos transportadores, no melhor interesse da manutenção e sustentabilidade do mercado”, diz Dias, da Sompo, uma das maiores em transportes. 

Para os corretores de seguros, existe um potencial de ampliar a prospecção junto aos transportadores. O vice-presidente de transportes da Alper aposta que estar bem estruturado para auxiliar os clientes na gestão dos contratos é vital para se estabelecer neste novo mercado e que a concorrência entre as seguradoras terá a função de balizar os preços. “São poucos corretores e poucas seguradoras especializadas em transportes. Como somos especializados, temos a oportunidade de ganharmos mercados ao orientarmos nossos clientes neste momento de mudanças”, acredita. 

A carteira da Sompo é composta 50% de transportadores e 50% embarcadores. “Por conta disso, já tivemos que nos adiantar no planejamento de estratégias e adoção dos processos necessários para atender com celeridade a todos os perfis de cliente”, conta. Segundo ele, as equipes técnica e comercial da seguradora estão estruturadas para atuar nesse novo cenário de mercado e prontas para prestar todo o suporte aos clientes e parceiros corretores de seguros. 

“Já emitimos comunicados com orientações específicas aos parceiros corretores de seguros sobre os procedimentos que serão adotados pela companhia, visando propiciar mais agilidade no atendimento ao segurado, bem como garantir a cobertura securitária e tranquilidade quanto às suas responsabilidades. Agora devemos seguir acompanhando como o mercado vai se comportar a partir desse novo panorama”, diz Dias. 

A EZZE Seguros divulgou comunicado informando aos clientes e corretores que os Seguros em vigor, sejam eles de contratação do Embarcador ou do Transportador, celebrados e com início de vigência antes a publicação da Lei, não serão impactados, permanecendo vigentes até a data de sua renovação. Para mercadorias não avergadas, há uma regra a seguir, como não estar na lista de excluídos, respeitar o gerenciamento de risco e estrarem dentro dos limites de garantia da apólice em vigor. 

A expectativa agora é ver como a Susep (Superintendência de Seguros Privados) vai regulamentar a lei. “A lei é clara, mas é importante aguardar o órgão regulador do setor dar seu aval. O embarcador só pode contratar o seguro caso não tenha cobertura disponível pelo transportador”, finaliza Teixeira, certo de que todos terão muito trabalho pela frente nos próximos meses para adequar a gestão das carteiras de transporte, mas que o resultado será benéfico para todos num futuro próximo.