Governo indica ex-ministro Maurício Quintella Lessa para presidência do conselho do IRB (RE)

Há votos contras e a favor do político

Num momento em que o IRB (RE) vem recuperando resultados e a confiança do mercado de seguros e analistas, o governo sinaliza uma intervenção na companhia, valendo-se da sua Golden Share. Segundo informa a edição de hoje da Folha de São Paulo, depois de uma tentativa frustrada de ser nomeado no Ministério das Cidades, o ex-deputado federal e ex-ministro Maurício Quintella Lessa (MDB) foi indicado para a presidência do Conselho do IRB.

Há votos contras e a favor do político para o cargo no maior ressegurador do Brasil, que tem como principais acionistas Bradesco (15,9%), Itaú Seguros (11,6%) e BlackRock (5%). Segundo comunicado do IRB Re, a União, na qualidade de detentora da “golden share” na companhia, indicou o ex-ministro para ocupar o cargo de presidente do conselho de administração da resseguradora, atualmente ocupado por Antônio Cássio dos Santos.

A substituição ocorrerá mediante eleição em assembleia geral a ser oportunamente convocada uma vez obtida a aprovação regulatória necessária perante a Superintendência de Seguros Privados (Susep), afirmou o IRB, acrescentando que está adotando as providências para a obtenção da referida aprovação.

A resseguradora acrescentou que Antônio Cássio, que foi diretor presidente do IRB Re, e tem sido, nos últimos três anos, presidente do conselho, está conduzindo o processo de integração do futuro presidente, “de forma que a transição seja feita de maneira célere e visando o melhor interesse da companhia”.

Os resultados do primeiro trimestre deste ano sinalizam o saneamento do ressegurador. O lucro líquido da companhia alcançou R$ 8,6 milhões, mas poderia ter sido de R$ 34 milhões se a empresa não tivesse desembolsado R$ 25,4 milhões para encerrar um potencial processo pelo Departamento de Justiça nos EUA. Entre os destaques dos números, uma subscrição positiva de R$ 3,7 milhões ante um prejuízo de R$ 96,4 milhões no mesmo período de 2022.

Tanto o CEO Marcos Falcão como o vice-presidente de subscrição, Daniel Castillo, afirmaram em recente entrevista que o empenho de todos é de que o ressegurador volte a ter um balanço positivo em 2023 é voltar ao território positivo. Além de todo o esforço em corrigir carteiras deficitárias que tiveram decisões de receita e nao de resultados, o número de funcionários foi reduzido com o programa de demissão voluntária, para pouco mais de 300. “Também temos ventos a nosso favor, com a taxa de juros alta e um mercado internacional de resseguros muito duro, com falta de capacidade e, consequentemente, com reajustes substanciais de preço “, comenta Castillo.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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