IRB (Re) ressignifica a marca, que reflete a leveza que o ressegurador busca

Rebranding sintetiza evolução da companhia, valorização das pessoas e foco no conhecimento. Lançamento coincide com a inauguração da nova sede no centro do Rio de Janeiro

O Instituto de Resseguros do Brasil agora é IRB (Re). Mais leve. Desapegado. Essa é a nova marca e também mostra o estilo do CEO Marcos Falcão, que tem a missão de repaginar o maior ressegurador local do Brasil, depois de quase três anos de crise que levaram a ação cair dos R$ 44 para praticamente zero diante de uma sucessão de eventos que começaram com uma fake news, passou por uma fraude contábil e quando parceria que tudo iria melhorar, enfrentou perdas com as mudanças climáticas que afetaram a carteira de seguro rural.

“Estamos reescrevendo o futuro. Essa marca sintetiza a evolução do IRB: uma empresa cada vez mais ágil, que se comunica melhor e, sobretudo, valoriza as pessoas e o conhecimento. Temos uma equipe altamente capacitada, que conhece o negócio e faz a diferença. E, agora, com a nova sede, temos um ambiente moderno, mais aberto, que favorece a integração, a troca de conhecimento entre as áreas e a proximidade com os clientes e parceiros de negócios”, afirma Marcos Falcão.

Apresentada pela companhia, a releitura da marca – ou rebranding – coincide com a inauguração da nova sede, no Ventura Corporate Towers, no centro do Rio de Janeiro. O projeto gráfico, baseado em logo tipográfica, traduz o momento de transformação do ressegurador.

Os resultados do primeiro trimestre deste ano sinalizam o saneamento do ressegurador. O lucro líquido da companhia alcançou R$ 8,6 milhões, mas poderia ter sido de R$ 34 milhões se a empresa não tivesse desembolsado R$ 25,4 milhões para encerrar um potencial processo pelo Departamento de Justiça nos EUA. Entre os destaques dos números, uma subscrição positiva de R$ 3,7 milhões ante um prejuízo de R$ 96,4 milhões no mesmo período de 2022.

Os dados de 2022 ainda mostraram um IRB em saneamento, com prejuízo líquido de R$ 630,3 milhões, impactado pela conta negativa de subscrição, de R$ 152,8 milhões, que foi compensada pelo resultado financeiro positivo de R$ 153 milhões. “Já fizemos muitos ajustes. Encerramos carteiras que eram deficitárias. A evolução geral dos nossos indicadores já são vistas nos nossos resultados do primeiro trimestre”, conta o vice-presidente de subscrição, Daniel Castillo, ao Sonho Seguro.

Tanto Falcão como Castillo afirmam que o empenho de todos é de que o ressegurador volte a ter um balanço positivo em 2023 é voltar ao território positivo. Além de todo o esforço em corrigir carteiras deficitárias que tiveram decisões de receita e nao de resultados, o número de funcionários foi reduzido com o programa de demissão voluntária, para pouco mais de 300. “Também temos ventos a nosso favor, com a taxa de juros alta e um mercado internacional de resseguros muito duro, com falta de capacidade e, consequentemente, com reajustes substanciais de preço “, comenta Castillo.

O executivo conta as suas visitas a clientes. “Foram 101 de janeiro a 29 de maio. Também fizemos road show no exterior para renovação de alguns contratos e conseguimos condições bem melhores para agronegócios. O retorno que tenho tido dos clientes e de parceiros é muito positivo e tenho certeza de que todos sentirão ainda mais a nossa mudança ao conhecer a nova marca”, comentou já na nova sede. “Estamos convictos que nossos índices de sinistralidades serão menores trimestre a trimestre com uma melhora contínua”, acrescenta.

Outra decisão citada por Castillo para a melhora dos resultados é focar a operação de resseguro no Brasil. Boa parte do volume de indenizações pagas se refere a contratos fechados fora do país. “Hoje 60% dos nossos negócios já são provenientes do Brasil. A meta é emitir 80% dos prêmios no Brasil e completar o portifólio, prioritariamente, com operações na América Latina (15%) e em outros mercados (5%)”, informa. “Ainda temos muito trabalho pela frente e desafios a serem superados. Estamos no caminho certo para encerrar 2023 com resultados melhores”, afirmou Falcão.

‘Marca que fala’

A nova marca, desenvolvida após meses de imersão, entrevistas com stakeholders e análises de contexto, tem como pilar estratégico o conhecimento. “Construímos um conhecimento único sobre resseguros no Brasil, que pode contribuir muito para o desenvolvimento da sociedade. Estamos transformando uma marca sóbria em uma marca comunicativa, que fala. Que sente a necessidade de participar, de se relacionar com todos os seus públicos, realçando seu papel de marca protetora”, explica Daniele Sibucs, gerente de Marketing do IRB (Re).

Desenvolvida pela Tátil Design – empresa de branding e design –, o logo ‘IRB (Re)’ fala pela companhia. Cada letra tem significados, conforme explica a consultoria, que reescrevem o futuro do ressegurador. A marca protetora é representada pelo próprio signo dos parênteses, que tem o significado visual de conter, acolher, proteger, cuidar e falar. Explicam que o IRB (Re) é uma companhia de resseguros e o que isto significa. 

“Para expressar esse novo momento, identificamos e evoluímos as propriedades expressivas da marca. Um nome que se renova para mostrar sua disposição ao diálogo, seu olhar para o futuro. Uma marca que se torna parte da própria conversa. Um sistema de identidade capaz de comunicar todos esses significados em cada ponto de relacionamento, ajudando a construir a imagem de uma marca coletiva, diversa, que articula a sua inteligência para renovar o resseguro no Brasil”, Ricardo Bezerra, Chief Creative Officer (CCO) da Tátil Design.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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