Bradesco Seguros anuncia José Loureiro como diretor de inovação, digital e dados

O Grupo Bradesco Seguros anuncia José Loureiro como diretor de inovação, digital e dados da companhia. O executivo atuará dando continuidade ao processo de digitalização de processos e na revisão das jornadas dos produtos e serviços da seguradora, colaborando com a evolução do mercado segurador no país.  

Com mais de 33 anos de experiência em multinacionais e empresas nacionais líderes de seus segmentos, tem histórico comprovado de sucesso com competências na gestão de projetos, de unidades de negócio e de equipes de alto desempenho. Antes de ingressar no Grupo Bradesco Seguros, o executivo já possuía mais de 25 anos de atuação no mercado segurador. 

O Grupo Segurador destaca a importância da chegada do executivo ao novo cargo para contribuir com o melhor desempenho operacional e ampliação da oferta de produtos, além do relacionamento com parceiros e clientes. Loureiro, que está na Companhia desde 2021, atuava, até então, como Superintendente Executivo de Inovação e Tecnologia da Bradesco Seguros, com foco em Auto e Ramos Elementares.  

Juliana Redó assume cargo de Diretora de Resseguros na MDS Brasil

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A MDS Brasil anuncia a nomeação de Juliana Redó como Diretora de Resseguros. A profissional traz mais de 20 anos de experiência no segmento, o que aportará à companhia em sua consolidação como líder no Brasil. A sua contratação possui o foco de aprimorar ainda mais o compromisso da organização com a excelência no atendimento ao cliente, a partir do planejamento e gerenciamento de atividades na comercialização de seguros, gestão de riscos e criação de novas políticas para a companhia.

Formada em Administração de Empresas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e vivência internacional, a executiva acumula 12 anos como broker e gestora no departamento de riscos, com foco nos ramos de aeronáuticos, cascos marítimos, operador portuário e riscos de transportes. Além disso, atuou cinco anos no departamento de sinistros, o que proporcionou experiência em situações adversas e complexas do segmento e, mais de três anos, em liderança de Riscos Facultativos.

A chegada da executiva representa um marco importante na evolução da MDS. “O vasto conhecimento de Juliana nos permitirá criar estratégias ainda mais inovadoras e ousadas para potencializar o relacionamento com o retail, visando intensificar parcerias de sucesso a longo prazo”, afirma Thiago Tristão, Vice-presidente de Riscos Corporativos e CEO da MDS Re.

“Estou entusiasmada para contribuir com minha expertise e paixão pelo resseguro. A MDS Brasil tem uma reputação excepcional no setor, e estou comprometida em fortalecer ainda mais essa base sólida, entregando soluções de excelência aos nossos clientes”, comenta Juliana Redó, Diretora de Resseguros da MDS Brasil.

Com esta contratação, a MDS assegura o seu compromisso com o crescimento sustentável de seus negócios, buscando oferecer alternativas personalizadas em um segmento cada vez mais exigente e competitivo.

Seguros SURA recebe prêmio de excelência em regionalização e parcerias 

Fonte: Sura

Considerado um dos maiores prêmios no setor Securitário, a Seguros SURA recebeu na última sexta-feira, 20 de outubro, o Troféu JRS como destaque em Regionalização e Parcerias. Na sua 21° edição, a premiação realizada em Porto Alegre (RS) envolveu diversas categorias, como Seguradora Líder em Seguros de Vida e Previdência, Executivo de Destaque, Liderança Nacional, entre outros, e contou, ainda, com a participação de várias seguradoras, corretoras e executivos do mercado securitário.

José Henrique Gil Cairo, Diretor Regional Sul da SURA, também recebeu o prêmio de Executivo Destaque Nacional e comentou sobre a visibilidade da SURA no evento.

“Nossos números vêm acompanhando o crescimento nas diferentes regiões do Brasil.  Com a estratégia de regionalização da SURA, estamos conectando diversos perfis de clientes e obtendo ótimos resultados, e esse troféu é o fruto da nossa estratégia em estarmos próximos dos nossos parceiros, corretores e clientes”, afirma o executivo. 

 José Henrique destacou, ainda, que o crescimento no número de clientes é resultado da personalização dos produtos e da parceria com os corretores, ressaltando a importância da regionalização da empresa. “Uma vez que estamos presentes no dia a dia do corretor, ele passa a entender melhor os diferenciais dos produtos, ganhando mais confiança na hora da comercialização. Acreditamos que essa parceria entre a SURA e os corretores nas regiões só tem a crescer e trazer mais benefícios a todos”, comenta. 

Reduzir o gap de proteção financeira no Brasil passa pela educação

fenaprevi pesquisa datafolha

O consumidor ainda não prioriza poupar para ter uma reserva financeira. A situação social, com a maior parte endividados, numa situação hipotética de “vender o almoço para pagar o jantar”, com uma renda familiar de até dois salários-mínimos, é uma realidade. O governo, por sua vez, vai promover uma reforma na educação, mas nenhuma palavra foi dita neste programa sobre incluir educação financeira no currículo escolar. 

Este cenário é retratado na pesquisa da Fenaprevi, encomendada ao DataFolha, com uma frase destacada nas respostas dos mais de 2 mil entrevistados de Norte a Sul do País, com 18 anos ou mais, de estados civis diferentes, integrantes de todas as classes econômicas e, vivendo nas regiões metropolitanas e no interior.

Então, qual a saída para ajudar a reduzir o gap de proteção da sociedade brasileira, para que as pessoas possam enfrentar situações imprevistas como acidentes ou pandemias, e também as esperadas, como envelhecer, adoecer e morrer? A principal proposta citada pelos participantes do painel “Lições da Pandemia: As principais preocupações dos brasileiros e a necessidade de proteção e planejamento”, promovido no evento, mediado pela jornalista Natuza Nery, é uma união, um trabalho conjunto dos estados, das seguradoras, da mídia. Todos precisam entrar neste processo para trazer a cultura de seguros para a população para termos um país mais preparado para o futuro”, afirma Jorge Nasser, presidente da Bradesco Vida e Previdência. 

Segundo ele, as seguradoras precisam assumir ainda mais a responsabilidade de mostrar à sociedade as vantagens de ter uma reserva financeira para diferentes momentos da vida e a diversidade dos produtos que as empresas têm na prateleira para ajudar as pessoas a estarem mais preparadas para o futuro.

“A educação financeira é uma urgência no Brasil”, afirma Angela Assis, CEO da BrasilPrev. Segundo ela, a população já teve um choque de realidade com a pandemia, quando muitas pessoas morreram, sendo que muitas delas deixaram suas famílias sem reservas financeiras para enfrentar um momento tão difícil para todos. “Tivemos a pandemia que cumpriu este papel de despertar as pessoas para este assunto e mesmo assim a pesquisa mostra que ainda não seriedade em pensar em poupar para ter uma reserva financeira. A saída, realmente, com cita o presidente da Bradesco Vida e Previdência, é esclarecer e evidenciar a conscientização das pessoas. 

Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos, relevou desafios e oportunidades com os dados revelados da pesquisa. ‘Os dados mostram que há muitas oportunidades. O desafio é levar informações para a população sobre a importância das reservas financeiras e quais produtos e serviços o mercado de seguros oferece em várias frentes, como seguros de vida, planos de previdência, planos de saúde. E temos o corretor tem uma participação relevante em levar esta consciência para a população. 

Ele também afirmou que o setor se comunica mal com a sociedade. “Temos uma demanda reprimida que não consume por falta de informações. O seguro de doenças graves, por exemplo. Precisamos mostrar o quanto pagamos para pessoas num momento difícil como este. Não é fácil, mas precisamos engajar as pessoas nos benefícios que ela pode ter em vida”, insistiu Mello.

Fausto Dória, presidente do Sincor-NE e participante do painel, concorda que a educação financeira e a renda são dois desafios, mas a oportunidade de avançar na penetração de seguros e previdência no Brasil é imensa. “Temos um exército de mais de 70 mil profissionais corretores para levar para a população a importância do seguro e diferenciar cada oferta aos consumidores. Temos de nos comunicar melhor, levar para os clientes as diferenças e a importância. Ajudar o cliente a fazer a conta e saber o quanto precisa se proteger”, acrescentou. 

População está mais preocupada com poupar para garantir o futuro

fenaprevi pesquisa seguro de vida

As mulheres contam mais com o INSS quando pararem de trabalhar do que os homens, que indicaram mais frequentemente que deverão se sustentar com a venda ou aluguel de imóveis; ou que terão outro bem ou negócio para se manter. Também em relação à aposentadoria, 57% dos ouvidos na pesquisa acreditam que vão cortar gastos nessa fase. Apenas para 12% a fonte de renda após parar de trabalhar será a previdência privada.

Esses dados fazem parte da pesquisa da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). Encomendada ao Instituto DataFolha em julho, a pesquisa identificou os principais pontos de atenção dos brasileiros hoje quando o assunto é aposentadoria. Planejamento financeiro, seguros e previdência privada também foram visados no estudo.

Quatro em cada dez entrevistados (42%) contam com o INSS quando pensam em se aposentar. Porém, a maioria deles (66%) não sabe quanto irá receber mensalmente. Uma parcela menor afirma saber o quanto ganhará no futuro da Previdência Social: preveem até um salário-mínimo ou uma média de R$ 2.006,51.

Mais da metade (56%) idealiza se aposentar até os 60 anos. Porém, quando pensam no que de fato acontecerá, acreditam que irão parar de trabalhar com mais idade do que idealizam ou mesmo que nunca se aposentarão.

Milhares não planejam suas finanças

Outro aspecto trazido pela pesquisa é a preocupação com o futuro e revela que 82% dos entrevistados pensam em planejar suas finanças. Desses, 58% pensam nisso sempre ou frequentemente e têm objetivos para os próximos 12 meses. Três a cada quatro entrevistados (77%) têm metas de planejamento financeiro, sendo que 31% pensam em poupar, guardar dinheiro e economizar, enquanto 27% em trabalhar mais.

A pesquisa ainda revela que 4% dos brasileiros não gostam ou não conseguem se planejar, pois vivem apenas o presente; 3% alegam falta de informação e de conhecimento para montar um planejamento; e outros 3% afirmaram que “o futuro a Deus pertence”.

Quando os entrevistados foram perguntados sobre quais seriam os desafios e obstáculos encontrados para se planejarem financeiramente, a maioria justificou não guardar dinheiro porque não consegue reduzir as despesas ou ser capaz de gerar renda extra. No entanto, chama atenção a informação de que um a cada três entrevistados (33%) disseram “sempre aparecer uma despesa não prevista”.

“Muitos não têm como pensar no futuro porque vivem uma situação de dificuldade financeira para assegurar o presente, as necessidades concretas do dia a dia”, explica o presidente da Fenaprevi, Edson Franco, em relação à atual situação socioeconômica do país. E continua: “o cenário também está associado à nossa baixa capacidade de gerar poupança interna/doméstica, resultante da falta de planejamento e educação financeira.”, analisa o executivo, apontando que com a retomada do emprego e do nível de renda das pessoas, que vêm dando sinais de recuperação no Brasil após a pandemia, o mercado segurador espera o aumento de capacidade de poupar e assim as famílias possam buscar mais proteção à renda.

Legados de um passado recente

Mais de três anos após o início da maior crise sanitária da história recente, o estudo da Fenaprevi evidencia os impactos para parte da população – financeiro e na saúde mental ou física (passaram a ter mais preocupações, medos e sequelas). Entre os entrevistados, quatro em cada 10 (41%) dizem que tiveram sua vida afetada financeiramente pela pandemia da covid-19. Entre as maiores preocupações reveladas, estão a de não ter como arcar com despesas médicas (24%) e desamparar a família em caso de falecimento (17%).

Em contrapartida, as principais formas de diminuir os efeitos dessa situação são poupar/ investir (38%) e fazer seguro/ previdência (11%). Também com o episódio subiu para 28% o número de brasileiros que se preocupam em guardar dinheiro no pós-pandemia, sendo que há dois anos (na pesquisa de 2021) eram 23%.

Contudo, apesar de entenderem a necessidade de se organizarem para enfrentar algo semelhante no futuro, 43% dizem não se sentir preparados para situações inesperadas como a covid-19. Já 30% afirmaram estar parcialmente prontos e apenas 26% totalmente prontos.

Seguros de pessoas e previdência privada segundo os entrevistados

Um dos principais objetivos da pesquisa Fenaprevi/DataFolha era compreender o nível de inclusão securitária e previdenciária no país. O trabalho indicou que cresce a contratação de produtos e serviços desse mercado entre os brasileiros, sendo que, atualmente, 46% da população possui algum seguro (saúde, funeral, vida, invalidez, prestamista, doenças graves) e/ou plano de previdência privada.

Dos entrevistados da edição deste ano da pesquisa, 26% possuem seguro funeral (proteção para morte); 18% seguro de vida e 11% seguro invalidez. Somente 9% possuem algum plano de previdência.

Quanto ao interesse em contratar alguma modalidade de seguro oferecida pelo setor, a intenção em possuir um seguro de invalidez permanente cresceu de 26% para 33% em 2023 (em comparação com o respondido na primeira pesquisa). Já a contratação de seguro prestamista interessa a 26% dos ouvidos, volume superior aos 17% informados em 2021.

“A gente percebe um maior nível de consciência nas pessoas em relação à necessidade de se precaver frente às adversidades e acredito que isso veio para ficar. Agora, temos trabalhado também para manter esse nível de conscientização e mostrar para a sociedade que tipo de produtos elas têm à disposição para se proteger”, pontua o presidente da Fenaprevi.

Franco ainda explica que a atuação das empresas envolve desde parcerias com órgãos públicos para reforçar a educação securitária e previdenciária, o aperfeiçoamento de produtos e serviços e a capacitação das forças de distribuição, em especial os corretores. “Nos dedicamos bastante à capacitação dos nossos profissionais para que prestem uma assessoria de excelência aos clientes. Entendo que o nosso trabalho traz uma grande oportunidade de prestar um serviço social de, realmente, promover um nível maior de segurança para as famílias brasileiras”, conclui.

A Pesquisa

Intitulada “A Percepção dos Brasileiros sobre os Seguros Pessoais e Planos de Previdência”, a pesquisa da Fenaprevi está na segunda edição (a primeira saiu em dezembro de 2021). Em julho de 2023, o DataFolha realizou mais de duas mil entrevistas, quando foram ouvidos homens e mulheres de Norte a Sul do País, com 18 anos ou mais, de estados civis diferentes, integrantes de todas as classes econômicas e, vivendo nas regiões metropolitanas e no interior.

A publicação busca compreender as percepções do consumidor em relação aos seguros de pessoas e planos de previdência complementar (conhecimento e interesse) e o grau de familiaridade dos brasileiros com as situações de risco para as quais os seguros de pessoas oferecem proteção, assim como visa a analisar seu comportamento financeiro quanto ao planejamento, em especial suas projeções para o futuro após a saída do mercado de trabalho.

Reforma tributária: relatório de Braga acaba com IOF de seguros em 2027

Fonte: Estadão

O relator de reforma tributária do Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), incluiu no seu relatório um dispositivo que prevê a extinção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de seguros a partir de 2027.  O texto foi protocolado ontem por Braga e lido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde a proposta está tramitando.

Ao Estadão, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, assegura que o fim do IOF não vai significar uma redução da carga tributária. “Na questão tributária, vamos ficar no zero a zero. E, em alguns caso, com um pequeno aumento de carga, porque a alíquota do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) é bem mais alta. Vai depender da alíquota final do IVA” , afirmou Oliveira, que foi ministro do Planejamento no governo Temer. 

A proposta prevê a criação de um IVA dual: a CBS, cobrada pela União, e o IBS, dos Estados e municípios. 

Segundo ele, a reforma tributária vai concentrar toda a tributação do setor de seguros no IVA, que será criado com a aprovação da proposta. Hoje, há incidência do IOF e do PIS/Cofins. O setor de seguros terá um regime diferenciado, que representa basicamente a dedução do sinistro da base de cálculo do imposto, o que já ocorre na cobrança do PIS/Cofins.

O presidente da CNseg explicou que havia uma combinação com o secretário extraordinário da reforma, Bernard Appy, para a acabar com o IOF e concentrar tudo no IVA. Mas, segundo ele, o relator da proposta na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), acabou esquecendo de colocar o dispositivo em seu relatório na correria da votação da Câmara, que ocorreu em julho.

Na avaliação do presidente da CNseg, a reforma não tem nenhum efeito negativo sobre o setor. “A vantagem é que, hoje, o regime e cumulativo e as empresas que fazem seguro não têm crédito e passarão a ter. Vai ter um efeito positivo para o cliente do seguro com a reforma”, explicou.

Open Insurance traz custos elevados para seguradoras e setor questiona benefícios para o consumidor

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Precisamos entender quais os benefícos do Open Insurance. Este foi o tema abordado por Dyogo Olilveira, presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, e por Armando Vergílio, presidente da Fenacor, a federação dos corretores, durante o painel de abertura do evento da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) para apresentar dados sobre pesquisa sobre o gap de proteção financeira da sociedade brasileira.

Vergílio afirmou que é um erro de estratégia alguma companhia decidir avançar nas vendas de seguros sem considerar o corretor de seguros como o principal canal de vendas. “Sabemos que não adianta lutar contra. O Open Insurance virá. Mas temos de discutir mais este assunto para que todos sejam beneficiados”, comentou em sua fala. 

Oliveira afirmou que o Open Finance (une bancos e seguros) está no início com a implementação do open banking “Temos de aguardar para ver. O Open Insurance tem vários desafios importantes. R$ 100 de empréstimo no Bradesco é o mesmo como R$ 100 no Itaú. Em seguros não. Temos uma infinidade de produtos e o seguro não é homogêneo, com características diferentes”. 

O Open Insurance será implementado em algum momento. Ninguém duvida. Mas ainda há vários aspectos que precisam ser discutidos, concordam CNseg e Fenacor, diante de uma posição firma da Susep que a autarquia trabalha firme neste propósito. 

Segundo Oliveira, o maior desafio da implementação do open insurance está a relação com cliente. “Ninguém acorda com o desejo de comprar seguro. Como atrair este cliente para um ambiente digital e quanto vai custar isso. O modelo inicial do Opin tinha uma desculpa para dizer que haveria melhor custo para o consumidor, pois eliminava o corretor”, comentou. 

No entanto, depois de muita luta, a Fenacor conseguiu viabilizar a Spoc, que  tem como função gerenciar o compartilhamento de informações entre os clientes e operadoras do sistema, garantindo a segurança e a privacidade dos dados dos usuários.  “O custo de produtos vendidos pelos bancos que vendem seguros chega a ser maior do que o ofertado pelos corretores”, afirmou Vergílio.

Oliveira afirma que a CNseg tem feito estudos junto à Susep para ver de onde virá o ganho. “Até agora só vejo custos. Além dos tradicionais, as seguradoras têm mais custos com Opin e agora da Spoc. Se tivermos juntos nesta discussão já enfrentaremos diversas dificuldades. Se tomarmos o caminho de discussões isoladas, ai sim será impossível”, ressalta Oliveira. 

Uma pesquisa feita com um grupo de seguradoras revelou que as empresas estão investindo cerca de R$ 10 milhões por ano. “Falamos de R$ 600 milhões em investimento por ano só para o Opin. As empresas estão cumprindo a legislação, mesmo sem estar claro sobre quais serão os benéficos do open insurance. Ao contrário do open banking, que já tem claro os benefícios”, citou. 

Paralelamente a esta discussão, Edson Franco, presidente da Fenaprevi, anfitriã do evento, afirmou que os corretores de seguros têm um papel fundamental em educar a população sobre a urgência para poupar para o futuro. “Como mostra a nossa pesquisa realizada com o DataFolha, temos capacidade de capacitar os corretores de seguros para promoverem uma grande mudança na situação futura da sociedade sobre como cobrimos o gap de proteção em nosso pais”, disse Franco, também presidente da Zurich Seguros do Brasil. 

Setor de seguros cresce 7,2% em agosto e fatura R$ 17,5 bilhões

Fonte: IRB

O mercado de seguros faturou R$ 17,5 bilhões em agosto, crescimento de 7,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A informação é da 35ª edição do Boletim IRB+Mercado, divulgada hoje pela plataforma IRB+Inteligência, com base nos dados da Susep, agência reguladora do setor, informados em 16/10.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, os prêmios emitidos somaram R$ 123,7 bilhões, alta de 11,2% ante o mesmo período de 2022. Todos os segmentos tiveram variações positivas, com destaque para Crédito e Garantia, com crescimento de 19%.

O índice de sinistralidade de agosto apresentou recuo de 4,9 p.p. na comparação com o mesmo mês em 2022, fechando em 40,5%. De janeiro a agosto, a queda foi de 11 p.p., resultando em 42,7%.

Rural apresenta retração em agosto

Vida, que teve faturamento de R$ 5,7 bilhões em agosto, registrou crescimento de 6,5% na comparação anual. Nos oito primeiros meses do ano, o aumento foi de 7,8% em relação a igual período de 2022. A modalidade Individual, com evolução de 18,5%, foi a principal responsável pelo desempenho do segmento. A sinistralidade do período teve redução de 1,8 p.p. e fechou em 30,3%.

Em Automóvel, o faturamento registrado no mês foi de R$ 5,2 bilhões, avanço de 3,2% sobre agosto de 2022. No acumulado do ano, o segmento cresceu 14,5% sobre os oito primeiros meses de 2022 e teve seu faturamento impulsionado em R$ 4,7 bilhões. No mesmo intervalo, a sinistralidade caiu 13,8 p.p. e fechou em 58,8%.

O segmento Corporativo de Danos e Responsabilidades, destaque de agosto, cresceu 18,5% ante agosto de 2022, registrando faturamento de R$ 2,9 bilhões. O destaque foi a linha de negócio Petróleo, que respondeu por 81% da evolução no mês. No acumulado do ano, alta de 12,6% frente ao mesmo período de 2022, principalmente por conta do produto Riscos Nomeados e Operacionais, que cresceu 19,8%. A taxa de sinistralidade caiu de 40,8% nos 8M22 para 38,8% no mesmo período de 2023.

Individual Contra Danos cresceu 13,6% em relação a agosto de 2022, faturando R$ 1,3 bilhão. No acumulado do ano, o aumento foi de 13%, em especial por conta dos avanços dos ramos Compreensivos Empresarial (21,2%) e Residencial (13,3%). Nos 8M23, a sinistralidade reduziu 4,8 p.p. e registrou 33,1%.

Rural, com faturamento de R$ 1,8 bilhão, teve uma retração de 4% em agosto de 2023 na comparação com o mesmo mês de 2022. De janeiro a agosto, no entanto, avançou 6%. A taxa de sinistralidade nos 8M23 reduziu de 131,8% para 35,6%, resultando na queda de 96,2 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já Crédito e Garantia teve a maior variação mensal e acumulada entre os segmentos, com um incremento de 26,3% em relação a agosto de 2022. A alta no acumulado do ano é de 19%. O desempenho foi puxado pelo produto Garantia Segurado – Setor Público (24,5%). A sinistralidade aumentou 36,5 p.p. e atingiu 61,9%, como consequência da elevação nos sinistros ocorridos.

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios e está disponível, na íntegra, no site www.irbre.com. Assim como o Dashboard IRB+Mercado Segurador, que permite consulta dinâmica e gratuita às informações de todo o setor.

Insurtech Klimber fecha acordo com MetLife e expande operação na América Latina

FONTE: Infomoney

Em vista de expandir sua atuação na linha de seguros de vida, a insurtech argentina Klimber anuncia um acordo comercial com o braço da seguradora americana MetLife na América Latina. O negócio garante à startup seu segundo braço de faturamento, expansão no mercado latino e maior relevância da operação brasileira no faturamento.

Juntas, as empresas formarão uma nova marca, a MetLife Accelerator, célula de transformação digital dentro da seguradora. Com a parceria, a Klimber passa a ter participação no faturamento da venda de seguros da MetLife, em um modelo que não envolve contratação de serviço ou pagamento de taxas.

A Klimber oferece soluções para digitalizar a distribuição de produtos de seguro nos canais de empresas, desenvolvendo ambientes para contratação e jornada do cliente, por exemplo. Nesse modelo de distribuição por canais digitais, as empresas reduzem custos com corretores, comissões e estrutura física, atingindo tickets médios menores. No Mercado Pago, fintech do Mercado Livre em que a Klimber é responsável pela oferta de seguros stand-alone — contratação direta pelo cliente —, há opções de contratação inferiores a R$ 10. 

A parceria com a MetLife marca um passo da empresa em direção aos seguros de vida embarcados, opções complementares em transações que não estão diretamente relacionadas com seguros. É o caso já implementado da companhia de venda de bilhetes para eventos Ticketmaster, por exemplo. “A pessoa compra um ingresso para ir a um show e tem lá uma lista de coisas que podem inviabilizá-la de ir. Se não puder ir por essas razões, ela tem o reembolso do seu ingresso por meio de um seguro”, explica Cristiano Saab, responsável pela operação da Klimber no Brasil. A empresa, então, cria uma interface entre o canal de distribuição (Ticketmaster) e a MetLife.

No primeiro momento, as companhias priorizam analisar quais clientes do portfólio da MetLife podem se beneficiar de novas soluções focadas no digital e começar a desenvolvê-las, casos já testados na própria Ticketmaster e na fabricante de motocicletas Yamaha. Mas isso não fecha as portas para o mercado. Recentemente elas ganharam, conjuntamente, uma concorrência pelo canal da empresa de bilheteria online Eventim e já estão implementando a tecnologia.

“Esse movimento com a MetLife nos impulsiona para abrir na Colômbia e Uruguai. Porque até então, em função do Mercado Livre, estávamos no Brasil, na Argentina, no Chile e no México”, diz Saab. De imediato, a Klimber passa a atuar em todos os países que já estava presente com o Mercado Pago e se instala na Colômbia e no Uruguai até o fim do primeiro quadrimestre de 2024. A nova parceria, esperam, vai contribuir para dobrar o faturamento da operação no Brasil, que hoje representa 63% do total, no próximo ano.

Embora esteja satisfeita com a abrangência nos países latinos, a Klimber não descarta a possibilidade de ir além. Tudo faz parte da estratégia. Agora que já possui um braço em seguros diretos e outro nos seguros de vida embarcados, a insurtech busca uma terceira empresa no ramo de elementares — perdas e danos fora do ramo de vidas. “O que pode vir a acontecer é fecharmos um acordo com uma seguradora que está em um mercado em que nós não estamos. Aí é uma expansão, mas uma expansão patrocinada”, explica Saab.

Devido ao novo acordo, o escritório da Klimber no Brasil aumentou o número de colaboradores de quatro para dez.  “O mercado brasileiro é tão maior que, mesmo diante da expansão [para outros países latinos], nossa tendência é crescer até um pouco mais [em representatividade no faturamento]. Ao final de 2024, o Brasil deve estar perto dos 70% [do faturamento]”, aponta Saab. A matriz da empresa concentra o desenvolvimento e o duro dos quase cem funcionários.

Swiss Re Corporate Solutions celebra 6 anos de parceria com Bradesco com crescimento

Fonte: SWISS RE

A Swiss Re Corporate Solutions reuniu os principais corretores do país em evento exclusivo na última quinta-feira em São Paulo. Durante a abertura, Guilherme Perondi, vice-presidente executivo Brasil da companhia, falou sobre o objetivo da empresa em dar continuidade ao crescimento robusto da Joint-venture com o Bradesco que está caminhando para um resultado recorde neste ano. “Ainda não encerramos 2023, mas estamos entusiasmados com o desempenho da JV que até setembro já alcançou RS 1,1 bilhão em prêmios emitidos no país, o que significa que iremos superar as emissões que no passado somaram R$ 1,3 bilhão”, afirmou. 

Angelo Colombo, CEO Brasil e América Latina da Swiss Re Corporate Solutions, destacou que o Brasil é um país foco de crescimento e diversificação para a empresa. “A nossa JV, que alavanca a nossa distribuição por meio do Bradesco com a solidez financeira do Grupo Swiss Re, é muito forte. Temos planos ambiciosos para alcançar posições muito maiores e vamos continuar trabalhando para oferecer mais produtos inovadores, mais capacidade e, sobretudo, vontade de fazer negócios”. 

Ele comentou que o mundo inteiro está vivendo um ano desafiador, o que exige forças para superar as volatilidades, ressaltando a importância de ter um ressegurador dentro de casa para diversificar as exposições globalmente. “A volatilidade das mudanças climáticas afeta não somente o Brasil com seca na região Nordeste e chuvas no Sul, mas todos os continentes. No primeiro semestre deste ano superamos o nível de catástrofes naturais mundialmente. As perdas seguradas atingiram US$ 50 bilhões, o segundo maior valor desde 2011”. 

Colombo também destacou a relevância do corretor nesse momento em que a Inteligência Artificial já é uma realidade e será o seu grande copiloto para reduzir erros humanos. “Para o cliente é cada dia mais difícil ler o mercado de grandes riscos. O corretor nunca foi tão necessário para ajudar o cliente a escolher quais soluções escolher, quais riscos devem ser transferidos, quais devem ser retidos, bem como a utilização assertiva de dados. Estamos aqui para apoiar o corretor”.

O evento contou com a participação de Leonardo de Freitas, diretor comercial da Bradesco BARE, Américo Gomes, diretor-gerente da Bradesco Seguros, e Ney Dias, presidente da Bradesco Auto/RE, e corretores parceiros.