Generali seleciona startups para investimentos de 250 milhões de euros em seguros e B2B

Fonte: Generali

Com um compromisso dedicado de 250 milhões de euros, a Generali Ventures identificará as oportunidades de investimento mais promissoras, com especial enfoque nos setores insurtech e fintech. Lançada em 2022, após análise de mais de 100 fundos de capital de risco, a Generali Ventures investiu em três iniciativas estratégicas: Mundi Ventures, especializada em tecnologias insurtech; Speedinvest, focada em startups nos estágios iniciais de pré-semente e semente; e Dawn, focada em investir em soluções de software B2B.

A procura de inovação externa abrange tecnologias que tem revolucionado a indústria seguradora, incluindo áreas como a mobilidade, a inteligência artificial, a segurança cibernética e os cuidados de saúde. Os objetivos de investimento incluem startups inovadoras, tanto em fase pré-semente como em fase avançada, com um foco geográfico que se estende aos fundos de capital de risco na Europa e nos Estados Unidos.

“Conforme estabelecido no nosso plano estratégico ‘Parceiro Vitalício 24: Impulsionando o Crescimento’, a Generali é um grupo inovador orientado para o cliente, focado na melhor utilização possível dos dados e da tecnologia emergente. Graças a esta nova iniciativa de capital de risco, faremos investimentos a longo prazo no ecossistema global de inovação. A Generali Ventures terá também um impacto positivo no setor segurador, impulsionando o desenvolvimento de projetos inovadores, abrindo novas oportunidades de colaboração e integrando iniciativas que contribuem para a transformação global do grupo”, informou Bruno Scaroni, diretor de Transformação do Grupo Generali, em release divulgado.

A Generali Ventures faz parte do plano estratégico “Lifetime Partner 24: Driving Growth”, que inclui 1,1 bilhão de euros de investimentos cumulativos na transformação digital e tecnológica do Grupo.

MAG Seguros, Parque Brasil e Grupo Primaveras se unem para construir o maior grupo funerário da América Latina

mag seguros
Bruno Regis (Chief Operations Officer do Parque Brasil) , Nilton Molina (presidente do Conselho de Administração do Grupo MAG) e Helder Molina (CEO do Grupo MAG); Hugo Tanure (CEO do Parque Brasil).

Em um movimento estratégico que promete revolucionar o setor póstumo no Brasil, o Grupo Parque Brasil, que traz como acionista estratégico a seguradora MAG, do grupo holandês Aegon e das famílias Molina e Mota, acaba de anunciar a joint venture com o Grupo Primaveras, formando um dos maiores grupos do setor funerário do país.

O acordo tem como diretriz a aceleração do desenvolvimento das companhias, que se preparam para investir mais de meio bilhão de reais na aquisição de novos players. “As tratativas junto a inúmeros cemitérios e grupos funerários estão bem avançadas nas seis principais capitais’’, comemora Hugo Tanure, CEO da Parque Brasil.

Segundo o executivo, a aliança materializa um ecossistema de soluções que vai transformar a oferta de serviços funerários na América Latina. A proposta é atender à crescente necessidade social de busca por soluções mais significativas e valorosas, em condições mais acessíveis e democráticas, num momento extremamente difícil diante da ausência de um ente querido. “Entregamos soluções únicas que ressignificam a forma como lidamos com o luto e que possibilita ao usuário experimentar serviços mais relevantes e simbólicos e ainda contemplam muita inovação, tecnologia e propósito sócio ambiental”. “Este é um passo estratégico para todos nós e, seguramente, um marco para o mercado brasileiro”, destaca Tanure.

Há mais de 10 anos focada no desenvolvimento de novas tecnologias para o segmento, a Parque Brasil concebeu um dos projetos mais revolucionários do setor no mundo: o Bioparque Memorial. “Criamos um meio de ressignificar o luto, preservar memórias e contribuir para a preservação do meio ambiente”, comenta. 

Segundo ele, trata-se do primeiro negócio com vocação 100% ESG no segmento funerário que possibilita dar um destino ecológico às cinzas resultantes da cremação, incorporando-as ao ciclo de vida de uma árvore nativa por meio do plantio de suas sementes”, conta Hugo Tanure.

Já o Primaveras, fundado em 1972 pelo empresário Jayme Adissi, é um dos principais grupos funerários do Brasil, reconhecido por sua excelência em funerais e serviços póstumos. Também fundador do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares – SINCEP, Adissi foi um dos pioneiros na oferta de cremação no Brasil e proprietário do primeiro crematório nacional. “A sinergia entre nossas empresas promete revolucionar a maneira como os brasileiros enfrentam os desafios relacionados à perda de pessoas queridas, tornando a experiência mais acessível, humanizada e personalizada. Daqui em diante, vamos ocupar todas as lacunas deste mercado e seguir fazendo história”, afirma Adissi.

Para o CEO da MAG, Helder Molina, a fusão entre a Parque Brasil e o Grupo Primaveras é um passo importante para o crescimento sustentável do mercado póstumo. “O funeral é a primeira proteção que as pessoas buscam no momento da perda de um ente querido. Grande parte da população brasileira tem receio de não conseguir arcar com as despesas para sepultar aqueles que se vão. A joint venture, permite prosseguir com a expansão da oferta de seguros funerários e levar mais segurança e tranquilidade para inúmeras famílias. Vamos oferecer uma gama completa de soluções em seguros atreladas ao tradicional plano funerário, adicionando uma entrega única de coberturas, serviços e assistência de excelência. Hoje ainda há uma baixíssima penetração do seguro de vida no Brasil, que é de cerca 10%, enquanto países desenvolvidos contam com algo na ordem dos 90%. Vamos conectar o seguro de vida e o mercado funerário, de forma direta e concisa”, aponta Molina.

Investimentos na área de Garantia da EZZE trazem resultados que superam números de 2022

Executivos da EZZE_Encontro resseguradores

Fonte: Ezze

Em todo o ano de 2022, a EZZE Seguros produziu R$ 115,7 milhões em vendas de seguro garantia. Em 2023, essa marca foi atingida já na metade de setembro. “Isso só foi possível por termos profissionais com excelente conhecimento técnico, com um forte DNA para a subscrição de riscos ligados a projetos de infraestrutura e bastante conhecimento do nosso sistema jurídico, além de uma área comercial ativa na prospecção com corretores”, explica Marcio Lossurdo, diretor de subscrição de Garantia da EZZE.

O executivo conta que os investimentos em tecnologia e a ampliação da equipe foram fundamentais para atingir os objetivos. Segundo ele, a participação das garantias judiciais no prêmio total cresceu neste ano, mas quase 40% do prêmio ainda é gerado pelas garantias chamadas tradicionais. E os números deixam claro isso: até a metade de setembro de 2023, a operação de Seguro Garantia representou 18,5% do total de prêmios emitidos da EZZE, respeitando a estratégia da companhia de ser multiproduto e multicanal.

“Temos um trabalho ativo de prospecção de projetos de infraestrutura, mapeando aqueles que estão em execução no país e os que virão a acontecer, o que nos permite estar em posição privilegiada com nossos corretores e parceiros. Nosso objetivo é construir uma operação consistente com foco em resultado de longo prazo”, diz Lossurdo.

Conforme o executivo, a companhia tem investido, inclusive, em imersões junto a resseguradores na Europa e nos Estados Unidos para apresentar as melhorias e os processos no que diz respeito à ampliação do portfólio e discussão de possibilidades de aumento da capacidade de resseguro. “Essa parceria próxima com os resseguradores é fundamental para dar suporte em nossa estratégia”, comenta Lossurdo.

Além dos investimentos para melhorar a equipe e os processos internos, agora o foco está em oferecer mais serviços e facilidades aos corretores e parceiros. “Após esse ciclo de melhorias, o próximo passo é desenvolver uma fase de crescimento de portfólio de forma saudável e com a entrada de novas soluções digitais. Hoje temos uma estrutura que permite expandir a base de corretores e atender as demandas na mesma velocidade de nossos concorrentes”, ressalta Marcio Lossurdo.

O vice-presidente Comercial e Técnico da EZZE, Gabriel Bugallo, também comemora os resultados da área. “2023 tem sido um grande ano para Garantia, que cresceu de maneira sustentável e com forte apoio de nossos parceiros resseguradores. Nossa estratégia de crescimento com diversificação segue o seu caminho. Garantia teve uma forte expansão, mas é importante destacar que sua participação no portfólio diminuiu, devido a nossa estratégia de multiproduto e multicanal”.

MAPFRE oferece medicina de precisão para segurados do Sicredi

Hilca Vaz, diretora Mapfre

Nova assistência para seguro de vida garante análise genômica individualizada em diagnósticos de câncer e testes genéticos estendidos para familiares do segurado

A MAPFRE passa a disponibilizar aos associados do Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em todo o Brasil, uma nova modalidade de assistência especializada em medicina de precisão. O serviço é um diferencial exclusivo para associados que possuem a cobertura de doenças graves no produto ‘Seguro de Vida do Meu Jeito’, que garante indenização em caso de diagnóstico de câncer de mama, ovário, colorretal, pulmão, esôfago, estômago, tireoide, leucemia, linfoma e melanoma.

Por meio de uma análise individualizada, a assistência oferece apoio ao tratamento de segurados com uma abordagem que recorre às técnicas de análise molecular para definir o melhor tratamento possível, principalmente no caso de cânceres que não respondem adequadamente às terapias convencionais. Desse modo, todo o processo é avaliado de acordo com a caracterização do DNA do paciente.

Com o parecer de um relatório médico especializado, são feitas algumas indicações de tratamento, que incluem terapias tradicionais ou novas terapias-alvo e imunoterapias. Se não houver nenhum tratamento aprovado disponível para o caso do paciente, ele poderá ser indicado para estudos clínicos relevantes com apoio na fase de registro e navegação especializada.

Segundo Hilca Vaz, diretora técnica de Vida e Previdência da MAPFRE, a nova assistência representa um avanço significativo na oferta de cuidados de saúde no ramo segurador. “Com essa parceria entre a MAPFRE e o Sicredi, os associados de diversas cooperativas passam a ter acesso a um novo patamar de cuidados de saúde integrados ao tradicional seguro de vida. Estamos entrando em uma era de tratamento de precisão, em que cada paciente é único, e nossos esforços estão direcionados para proporcionar a melhor resposta médica possível a cada indivíduo”, afirma a executiva.
 

Earnix: Por quê o setor de seguros se transforma em todo o mundo?

O velho ditado popular “todo desafio é uma oportunidade” cabe ao momento que o mercado mundial de seguros vive. As operadoras de todo o mundo enfrentam desafios sem precedentes que nem os próprios atores poderiam imaginar apenas alguns anos atrás, conclui estudo da Earnix “Insurance Operations in a Changing Industry” divulgado hoje (1/11/2023).

O que obriga a indústria de seguro a mudar? Incerteza econômica, cliente em constante evolução de expectativas, disrupções impulsionadas pela tecnologia, custos intensos e pressões competitivas e novas implicações regulatórias. Com todos estes desafios e um pouco mais não citado, as companhias de seguros de hoje estão enfrentando mudanças sem precedentes e questões reais sobre como responder a este novo cenário.

O objetivo do estudo, que entrevistou 400 representantes de seguros nos EUA, Europa, países nórdicos, Canadá e Austrália, foi buscar uma melhor compreensão das condições e dos fatores que moldam o futuro da indústria e ajudar as seguradoras a elaborar estratégias com mais informações que as ajudem a competir e vencer neste competitivo mercado que se formou com a entrada de novos players.

Uma das conclusões do estudo cita que a tecnologia trouxe um efeito adverso na lucratividade das seguradoras, forçando muitas demitir funcionários, sair de mercados potencialmente lucrativos ou mudar estratégias competitivas. Tudo isto realça a necessidade de ação imediata, principalmente a implementação de
tecnologia que vá além das já consolidadas API’s.

No passado, as seguradoras podiam se dar ao luxo da estabilidade, mantando o curso sem priorizar um ciclo de melhoria contínua e ainda atingir metas relacionadas a
crescimento, aquisição e retenção de clientes e participação de mercado. No entanto, um cenário tão difícil agora levanta mais questões do que respostas imediatas. As empresas que atuam na indústria de seguros devem desenvolver rapidamente e implementar novas estratégias, tanto para reagir a desafios no curto prazo, como também para se posicionarem para o sucesso futuro num ambiente de seguros tão novo.

De acordo com o estudo, embora os líderes se concentrem inevitavelmente em todos os aspectos do negócio – como estabilidade financeira, força de trabalho dinâmica e colaboração multifuncional – eles devem considerar também o papel que a tecnologia pode desempenhar. A habilidade de reagir rapidamente às mudanças requer uma forte abordagem tecnológica.

Tecnologia de seguros inovadora exige ação e investimentos não apenas para sobreviver às dinâmicas e desafios de hoje, mas prosperar no curto prazo – e além. Cerca de 71% dos entrevistados informaram a seguradora executou estratégias personalizadas e 48% acreditam que a segurança de dados foi e continuará a ser um grande obstáculo.

Dizer que o setor dos seguros está se transformando seria subestimar o impacto de tantas inovações e mudanças nas condições de mercado. As seguradoras hoje são confrontadas com mudanças vindas de uma só vez e de uma ampla gama de fatores.

“Quer estejam reagindo à inflação contínua e aos problemas da cadeia de abastecimento,
dinâmica pandêmica da força de trabalho, mudanças climáticas, novos e mais agressivos
concorrentes, indecisão sobre tecnologias emergentes – ou todas as opções acima –
as seguradoras se encontram agora num ponto de inflexão crucial”, escreve o autor.

Sete pontos destacados no estudo

  • Num ambiente em rápida mudança, os executivos de seguros devem priorizar cada vez mais sua atenção por muitas áreas operacionais para aproveitar eficazmente a força e a velocidade da mudança
  • 35% dos executivos C-suite acreditam que os fatores macroeconômicos (por exemplo,
    inflação, risco de recessão, aumento das taxas de juros e baixo crescimento do PIB)
    são as tendências mais significativas que impulsionam a mudança.
  • Muitas seguradoras relatam que outras tendências, como a ameaça de
    os ataques cibernéticos e as alterações climáticas, também são fatores determinantes na estratégia para manter o lucro e o crescimento das vendas.
  • A dinâmica da força de trabalho pós-pandemia provavelmente veio para ficar. Isso vai
    forçar as seguradoras a repensar as políticas de trabalho remoto e as formas de permitir
    que os funcionários se concentrem em um trabalho mais envolvente e estratégico em sua busca para atrair e reter os melhores talentos.
  • As seguradoras agora estão focadas em priorizar a lucratividade em vez de crescimento, especialmente quando se trata de promover a inovação nas suas empresas. No entanto, muitos executivos relatam que a sua atual infraestrutura de TI representa o maior obstáculo à inovação.
  • A personalização continua a ser uma clara prioridade para os líderes de seguros,
    embora apenas 7% digam que executaram integralmente os planos da sua empresa
    na estratégia de personalização.
  • Tecnologias emergentes, como inteligência artificial e robôs são cruciais para implementar modelagem preditiva, dinâmica preços e outros casos de uso críticos.

Projeto de Lei que reformula o DPVAT é encaminhado ao Congresso

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Fonte: Agência Brasil

O governo federal encaminhou à Câmara dos Deputados, em regime de urgência, o Projeto de Lei Complementar PLP 233/23 que reformula o seguro obrigatório de proteção às vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. O Projeto tem como objetivo assegurar a continuidade da política social por meio de um modelo perene e sustentável.

Atualmente, o seguro obrigatório de acidentes de trânsito, chamado de seguro DPVAT, é regido pela Lei n.º 6.194, de 1974, e, desde janeiro de 2021 é operado por meio de modelo emergencial e transitório pela Caixa Econômica Federal, após a dissolução do consórcio que funcionava em sua gestão desde 2008.

O projeto propõe a criação de um novo arcabouço para o seguro obrigatório. Será criado um fundo mutualista privado cuja administração se manteria a cargo da Caixa em função de sua expertise com o modelo transitório do seguro DPVAT nos últimos 3 anos, bem como por sua ampla experiência na gestão e administração de diversos fundos relacionados a políticas públicas.

Com a medida, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) será o órgão de governança do fundo mutualista e a fiscalização das operações será realizada pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Os pagamentos serão anuais e diretos, sem a necessidade de bilhetes ou apólices.

Além disso, a proposta mantém a cobertura universal característica do DPVAT, incluindo acidentes causados por veículos não identificados ou inadimplentes, evitando prêmios excessivos ou falta de oferta em certas regiões. A urgência na tramitação do projeto é justificada em razão da inexistência de cobertura para sinistros ocorridos após 31 de dezembro de 2023.

CNseg prevê crescimento do setor em 9,4% neste ano e em 10,9% em 2024

Dyogo Oliveira CNseg - Crédito Luciana Whitaker_baixa (4)

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revisou a estimativa de crescimento do mercado segurador para 2023 e 2024. Após uma análise detalhada dos desempenhos nos segmentos de seguros de Danos e Responsabilidades, Coberturas de Pessoas, Capitalização e Saúde Suplementar, a estimativa é que o mercado segurador cresça 9,4% em 2023, redução de 0,7 p.p. se compararmos à projeção divulgada em dezembro de 2022 (10,1%), e de 10,9% no próximo ano. A nova projeção se deve ao impacto direto no seguro Rural, por conta da insuficiência de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e às adaptações nas expectativas de crescimento da Previdência Aberta.

O Seguro Rural vai crescer, segundo a nova projeção, menos 11,5 p.p. no comparativo com novembro de 2022, ou seja, 9,1%. Esta redução na expectativa do produto tem relação direta com as dificuldades enfrentadas na liberação de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) de 2023. Até agosto, 79%, R$ 837 milhões do R$ 1,06 bilhão orçado, do valor liberado já estava comprometido. A projeção da arrecadação do Rural para 2024, a expectativa é de avanço de 8,4%.

Nos planos de Previdência Aberta, a expectativa é que a arrecadação dos produtos das Famílias VGBL e PGBL avance 6,1% em 2023, queda de 1,6 p.p. se comparado com a projeção anterior (7,7%), e 7,4% em 2024. De acordo com o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, este ramo é diretamente impactado pela dificuldade da população em poupar. “A captação líquida da poupança, que havia encerrado junho com resultado positivo (R$ 2,6 bilhões), voltou a apresentar resultado negativo em julho (-R$ 3,6 bilhões) e agosto (-R$ 10,1 bilhões), conforme dados do Banco Central”, lembrou Oliveira.

Oliveira destaca que a queda da poupança está relacionada, também, à indisponibilidade de renda ocasionada pelo, ainda, alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que o endividamento da população cresceu 7,2% em agosto em comparação com o mesmo mês de 2022 e atinge 66,8 milhões de brasileiros, 40,9% da população adulta. Segundo o levantamento, cada consumidor devia, em média, R$ 4.108,89 ao somar todas as dívidas.

Outros produtos citados na projeção

O seguro Automóvel está com a expectativa de alta de 18% para este ano. No acumulado do ano, os emplacamentos de automóveis cresceram 7,4% e a venda de usados e seminovos cresceu 5,9%. A variação média de preços dos veículos, divulgada pela Tabela Fipe, referência para o seguro Automóvel, desacelerou significativamente, atingindo 4,23% para veículos novos e -1,30% para usados, com efeito direto no volume da arrecadação. Para 2024, a CNseg espera um alta de 20,6%.

Segundo a nova projeção da CNseg, o agregado dos Massificados, Grandes Riscos e os Riscos de Engenharia deve manter o ritmo de crescimento. Para a presente revisão, a entidade estima que a arrecadação do grupo Patrimonial fechará o ano com alta de 13,7%; no subgrupo Massificados, a expectativa de crescimento ficou em 9,2%; os seguros de Grandes Riscos devem expandir em 24% sua demanda; e os seguros de Risco de Engenharia podem encerrar 2023 com avanço de 12%.

Oliveira enfatiza que esses ramos são impactados diretamente pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O assunto está em discussão pelo grupo de trabalho criado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) que produzirá, ainda este ano, um relatório sobre os seguros que poderão ser aplicados às obras contempladas pelo Programa. Para Oliveira, o GT permitirá que o mercado segurador reconhecido como um instrumento de proteção e, principalmente, como parceiro institucional do desenvolvimento.

Saiba mais sobre o Grupo de Trabalho

“Com a expectativa do novo PAC, o Governo Federal pretende investir R$ 1,4 trilhão em obras de infraestrutura até 2026. O setor de seguros é um importante aliado, pois oferece proteção e garantia para seguros voltados para obras, como o de Risco de Engenharia, e de operações que envolvam contratos, como os seguros de Crédito e Garantia”, explicou o executivo.

Um estudo da Confederação também destaca que a queda da Selic tende a aquecer o financiamento imobiliário, com efeito positivo no seguro Habitacional, que deverá encerrar 2023 com alta de 14,7%. Para 2024, na esteira da continuidade da queda dos juros, o cenário de crédito irá melhorar, beneficiando o setor habitacional e o seguro poderá expandir a sua arrecadação em 18%.

Para 2023, foi projetada uma alta de 6,3% no volume de arrecadação para os Seguros de Pessoas, com destaque para o seguro de Vida, que deverá encerrar o ano com crescimento de 10,9%; e de 6,2% para os Títulos de Capitalização. As projeções desenhadas pela Confederação Nacional das Seguradoras levam em consideração o cenário econômico atual e as expectativas com base nas informações do Relatório Focus do Banco Central do Brasil, bem como em modelos estatísticos.

Suzano renova contrato de seguros com redução de taxas e tem a Tokio Marine como líder no Brasil

Investir em gerenciamento de riscos e perseguir o caminho de ações sustentáveis deixam de ser representar apenas um desconto na hora de negociar o programa de seguros. É agora uma condição para se conseguir o seguro. Prova disso é a renovação da Suzano, maior produtora de celulose do mercado. As negociações começaram em junho e foram concluídas neste mês, para a apólice que começa a valer hoje, 1o. de novembro, e terá vigência de 18 meses, até abril de 2025. 

O contrato foi renovado com redução de taxas. Renovar um contrato sem reajuste nos últimos dois anos é um grande feito diante do cenário traçado pelos resseguradores no evento de Monte Carlo, Mônaco, e no Fides Rio 2023, onde os principais players do mundo estiveram reunidos em setembro deste ano. Eles revelaram as tendências das renovações dos diversos segmentos da economia e de riscos e apontaram que o fim do ciclo hard é previsto apenas para 2025. Isso se nenhuma nova surpresa, como um furacão mais nefasto, pandemias ou guerras, surgir no caminho. 

Diante do momento de endurecimento de taxas e condições do mercado mundial de resseguros, a estratégia foi promover mudanças de parceiro, depois de 15 anos com a FM Global, e ampliar o painel de resseguros. Hoje a Suzano tem a corretora MDS para a colocação do risco de seguros e de resseguros e a renovação tem a Tokio Marine como a seguradora líder e Zurich e Swiss CorSo em cosseguro. “Exigiu um trabalho muito duro do meu time e da MDS. Mantivemos muitas coberturas e condições que tínhamos na FM Global e melhoramos as franquias, principalmente de lucros cessantes”, conta Raphael Verza Tasselli, Risk & Insurance Manager da Suzano. 

Trata-se de um dos três maiores contratos de seguros do país, que hoje conta com um limite de risco de US$ 1 bilhão. São 13 fábricas no Brasil, sendo três consideradas HPR (highly Protected Risk) além de alguns portos e terminais intermodais, totalizando mais de 20 locais de riscos em território brasileiro. Além das coberturas clássicas do patrimonial e lucros cessantes, há cobertura para obras de engenharia e para mercadoria estocada nas fábricas, contratado à primeiro risco absoluto, sem clausula de rateio. Isso faz o programa patrimonial da Suzano ser considerado no setor como um dos mais completos.

Munidos de dados relevantes, Tasseli e a corretora MDS participaram de roads shows em quatro mercados: Brasil, China, Londres e Miami. “Foram mais de 100 resseguradores consultados para fecharmos um painel próximo de 50, o que nos ajudou a reduzir taxas”, conta o CEO da MDS Re, Thiago Tristão. Principalmente no mercado de Londres vimos a realidade ESG inserida nos negócios de seguros. 

“A Suzano tem uma agenda ESG robusta. A remuneração variável de todo o corpo gestor, inclusive a minha, está atrelada a nossas metas de ESG. Além disso, nós temos uma grande parte da dívida da companhia atrelada a esses indicadores”, conta Tesseli. Ele se refere aos green bonds e os Sustainability Linked Bond (SLB). A Suzano foi a primeira companhia do Hemisfério Sul a emitir uma dívida atrelada a esses indicadores e a segunda do mundo. 

Antes disso, a Suzano já ganhava pontos com o mercado dado o amplo uso de energias renováveis. A Suzano gera toda a energia elétrica necessária a sua operação dentro dos seus parques fabris. E exporta o excesso para a matriz enérgica brasileira. “Eu percebo que o mercado europeu já está mais avançado nessa agenda, e seleciona seus segurados a partir dessas iniciativas. Empresas com agendas robustas de ESG e que realmente assumem um compromisso com isso tem maior acesso a capacidade e boas taxas no mercado seguradora”, comenta Tasseli. 

MDS Brokerslink

“Ainda não temos como travar um paralelo concreto em descontos por ações ESG. No entanto, nos encontros em Londres, com cerca de 40 resseguradores, além do subscritor especializado no ramo da Suzano, todos tinham um especialista apenas para análise de risco ESG, o que não era uma prática comum até então. Eles questionaram muito o que o cliente vem fazendo e certamente as ações da Suzano neste quesito foram determinantes para as condições que estamos finalizando”, afirma Tristão.

A segurança também foi determinante. “Nos últimos nove anos concluímos mais 700 recomendações de mitigação de riscos, proveniente dos relatórios da FM Global e Zurich, e isso nos ajudou a ter uma boa percepção com o mercado”, acrescenta Tesseli. 

Além de todo investimento em retrofit, upgrade das fábricas existentes e implementação das recomendações de mitigação de risco, a Suzano também investe em uma nova unidade fabril em Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. “Será a maior linha única de produção de celulose do mundo. A estimativa é de que comece a operar no primeiro semestre de 2024. 

“Ainda iremos avaliar se ela será incluída na apólice atual ou se teremos uma contratação específica para ela, dado o tamanho. Todos os parceiros atuais serão convidados para os riscos dessa nova planta. Usamos tecnologia de ponta para o mercado de papel e celulose. A companhia prevê investir mais de R$ 20 bilhões”, conta o gestor da Suzano.

Tristão afirma que a agenda ESG das empresas tem sido um importante componente de negociação. “Todos têm de levar este assunto mais a sério, pois não é apenas para ter desconto no preço do seguro e sim para ser considerada como uma empresa a ser incluída na agenda dos subscritores”, alerta Tristão. 

Uma das conclusões dos eventos de re/seguros em Monte Carlo e no Rio de Janeiro foi que as seguradoras tradicionais não ignoraram mais os princípios da sustentabilidade social, ambiental e governança delas mesmas e de seus clientes. Substituir os KPIs, ou seja, indicador-chave de performance, por princípios regenerativos para o planeta Terra, é o caminho que faz mais sentido para se manter em crescimento de vendas e em lucro neste concorrido mercado.

Novo Seguros recebe autorização da Susep para operar no mercado de seguros de danos

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) concedeu a Novo Seguros autorização temporária para operar com seguros de danos em todo território nacional para a insurtech que está na segunda edição do Sandbox.

A Novo Seguros, que tem sede no Espírito Santo, aposta em novas tecnologias para comercializar seguro auto. “Nascemos com o propósito de democratizar o mercado de seguro auto. Somos uma empresa focada na experiência digital, sem perder de vista a essência da humanização e da empatia. Nossa missão é simplificar e tornar o acesso ao seguro auto para todos” explica Arthur Pessanha, fundador e CEO da Novo Seguros, em nota divulgada à imprensa.

Seguros: ferramenta vai mensurar perdas financeiras por risco de enchente

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) lidera um projeto piloto para elaboração de uma nova ferramenta que projetará as perdas financeiras provocadas por riscos de inundações urbanas no Brasil. A solução, idealizada em conjunto com as associadas da entidade, será lançada até novembro e auxiliará no desenvolvimento de novos produtos, coberturas e serviços que considerem a exposição climática como fator. O modelo está alinhado com os objetivos do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS) na medida em que apoia as empresas na construção de ferramentas baseadas em metodologias de análises que preveem as ameaças climáticas.

Baseada na metodologia de modelagem de riscos naturais (Nat Cat Model), a ferramenta utiliza dados históricos das seguradoras examinados com parâmetros fixos, científicos e estatísticos, para mensurar potenciais impactos econômicos provocados por catástrofes naturais. A nova solução será uma ponte para que as seguradoras possam criar as próprias abordagens para a avaliação quantitativa dos impactos de riscos climáticos. Esta ação foi antecedida pelo mapeamento dos 11 principais riscos climáticos físicos nas capitais do país e cidades selecionadas, que originou na construção de um mapa de calor (Heat Map) para medir a exposição brasileira a tais riscos e por um ciclo de capacitações das seguradoras com relação ao tema. 

A diretora de Sustentabilidade e Relações de Consumo da CNseg, Ana Paula de Almeida, explica que quanto melhor a assertividade das seguradoras em relação à gestão dos riscos, mais “blindados” e protegidos estão setores chave da economia. “Instituições financeiras são a engrenagem para vários setores da economia e os riscos climáticos, se não avaliados corretamente, constituem uma ameaça à estabilidade do sistema financeiro”, destaca a executiva. 

A ferramenta construída integra o projeto “Construindo seguros para transição climática”, que é o desdobramento para o Brasil do relatório Insuring the Climate Transition, publicado em 2021 pela United Nations Environment – Programme Finance Initiative (UNEP- FI), braço financeiro da ONU para questões climáticas. O projeto original apresentou análises importantes, mas que refletem a realidade das seguradoras que atuam majoritariamente em países desenvolvidos.

Diante disso, a CNseg e as associadas participantes do projeto construíram uma metodologia que pudesse ser replicada no Brasil, refletindo a realidade de riscos climáticos sob a perspectiva da Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), incluindo a adaptação de ferramentas e disponibilização de dados. O projeto nacional atende o terceiro item do pilar “Imagem do Seguro” do PDMS, que trata da promoção da agenda ASG no setor com foco no ambiental, ao identificar a necessidade de implementação de medidas que ampliem a concretização de ações para a diversidade, inclusão e proteção à sustentabilidade no setor. 

Além disto, o projeto faz parte de uma esteira de compromissos assumidos pelo setor de seguros com a agenda de sustentabilidade e com endereçamento de questões climáticas. A Confederação Nacional das Seguradoras é signatária e cofundadora dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), estabelecidos pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), lançados em 2012 em parceria com a indústria global de seguros. Os PSI são um conjunto de diretrizes utilizadas como referência mundial ao mercado segurador no tratamento de riscos e oportunidades relacionados a questões ASG.