Consumidores poderão conferir suas apólices no www.gov.br a partir de 13 de novembro

Está previsto que a partir do dia 13 de novembro deste ano os consumidores de seguros poderão consultar as suas apólices no portal Gov.br. Uma conquista grande da Susep, que exigiu, e das seguradoras que investiram em tecnologia para cumprir as normas. Pelo menos é o que foi informado hoje para o setor de seguros, segundo fontes que pediram anonimato.

Os dados serão enviados pelas seguradoras para as certificadoras credenciadas pela Susep e com isso os consumidores terão acesso a sua “carteira digital de seguros” num só lugar. Hoje, os clientes podem acessar dados das suas apólices no portal ou aplicativo de cada companhia. No Gov.br todas as apólices estarão em um só lugar. 

Para alguns players do setor esta notícia é uma surpresa, “pois a implantação do SRO está na justiça e em renegociação com a Susep, com poucos ramos implantados”.

Trata-se de um avanço do Sistema de Registro de Operações (SRO), que ficou em discussões em 2022 e boa parte de 2023. Hoje disponível para apólices de seguro garantia. Estava previsto desde o início do ano estender as consultas de apólices a outros produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização e resseguros através do portal gov.br, permitindo ao consumidor identificar todas as suas apólices, bilhetes e certificados.

Mais detalhes deste grande passo na história do mercado de seguros do Brasil quando a Susep, a CNseg e as certificadoras retornarem os pedidos de entrevista.

Seis em cada dez cargos do setor de seguros apresentaram aumento salarial acima da inflação, aponta pesquisa 

Fonte: Michael Page

Seis em cada dez cargos do setor de seguros apresentaram aumento acima da inflação, aponta pesquisa recente realizada pela Michael Page, uma das maiores consultorias especializadas em recrutamento de média e alta gerência, parte do PageGroup. O levantamento revela ganho real salarial em 68% dos cargos avaliados nesse setor, enquanto 32% dos cargos avaliados não apresentaram mudança de um ano para o outro. Dos 19 cargos analisados, os que se destacaram com os maiores aumentos foram os de diretor comercial e gerente de produtos (+4%).

“O setor tem demandado cada vez mais perfis relacionados à análise de dados e desenvolvimento tecnológico. Mesmo sendo um mercado mais conservador em transformação digital, a área está se ajustando rapidamente diante de evoluções como o open insurance e a jornada digital do cliente, seguindo uma demanda maior pela simplificação dos processos”, explica Luciane Pires, gerente da Michael Page.

Para elaborar o estudo, a Michael Page consultou no ano passado 10 mil profissionais e empresas de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado atual. Os executivos consultados ocupam cargos que vão desde posições de suporte à gestão até diretoria. A empresa procurou entender como os profissionais enxergam sua carreira, a posição do empregador no seu desenvolvimento profissional e outros fatores que completam a remuneração.

A partir dessa consulta, a companhia conseguiu traçar a remuneração mensal de 1453 cargos em 15 setores (Engenharia e Manufatura, Logística, Varejo, Vendas, Marketing e Digital, Agro, Tecnologia da Informação, Jurídico, Saúde e Ciências, Finanças, Seguros, Bancos e Serviços Financeiros, Recursos Humanos, Propriedade e Construção e Secretarial & Business Support). Os cargos foram listados em faixas salariais mensais que variam de acordo com a experiência do profissional (júnior, pleno, sênior ou coordenador) e porte da empresa (pequeno, médio ou grande).

Para quem gosta do tema seguros, um prato farto na mídia hoje

valor seguros

O Valor e o Globo trazem hoje Especial de Seguros. No Valor, destaque para o otimismo do setor, inovação e adaptação aos novos riscos.

VALOR: IMPACTO POSITIVO

Otimista com o cenário de lançamento dos programas federais de neoindustrialização e do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), as seguradoras estimam poder atingir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em arrecadação até 2030. Hoje, o setor representa cerca de 4%, sem contar previdência e capitalização.

VALOR: PL

Aprovado na Câmara dos Deputados e aguardando votação no Senado, o projeto de lei complementar que trata da inadimplência no pagamento da apólice de seguro (PLC 29/2017) tem gerado controvérsia. Para uns, o texto moderniza o regramento do setor; para outros, cria amarras técnicas e burocráticas ao desenvolvimento e inovação do mercado segurador.

VALOR: OPEN E MUDANÇAS LEGISLATIVAS

Acompanhar a evolução das tecnologias, incluindo o avanço das aplicações de inteligência artificial para o mercado segurador, enfrentar a chegada de novos concorrentes — as insurtechs — e se adaptar a uma série de mudanças legislativas e regulatórias.

VALOR: ESG

Mais da metade das seguradoras (55%) aplicam questões ESG para decidir a quais empresas irão dar cobertura, segundo Relatório de Sustentabilidade de 2022, realizado com 45 seguradoras pela CNseg, confederação nacional de empresas do setor.

VALOR: AI

Apoiar o trabalho dos corretores, aprimorar os processos de contratação e precificação dos seguros e detectar fraudes. Esses são alguns dos usos da inteligência artificial (IA), mais especificamente o aprendizado de máquina (machine learning), por parte das seguradoras, que planejam intensificar o uso dessa tecnologia nos próximos anos.

VALOR – DESDOBRAMENTO DA GUERRA

Pelas normas internacionais, em casos de guerras, as seguradoras têm até sete dias para notificar os clientes e cancelar as apólices contratadas. O governo israelense agiu rápido e, apenas seis dias depois de ser atacado pelo grupo palestino Hamas, aprovou um pacote de US$ 6 bilhões para cobrir os riscos de suas empresas aéreas e garantir que elas continuassem voando. 

VALOR: PERDAS NO CAMPO

Os eventos climáticos extremos nas lavouras, com chuvas torrenciais e períodos de longa estiagem, fizeram o gasto com o sinistro do seguro rural disparar e trouxeram tormentas no balanço de pagamento do setor no Brasil. Nos dois últimos anos, as seguradoras amargaram um rombo de R$ 3,1 bilhões.

VALOR: RISCOS CIBERNÉTICOS

Com a crescente digitalização do trabalho nos últimos anos, catalisada pela pandemia, as empresas viram os ataques cibernéticos se multiplicarem, e um mercado ainda incipiente no Brasil – o de seguros contra esse tipo de incidente – foi pego de surpresa e precisou se ajustar, tanto para oferecer aos clientes o produto adequado quanto para mensurar corretamente os riscos. 

VALOR: SEGURO AUTO

Seguradoras de automóveis têm incorporado o uso de rastreadores e aplicativos de localização nos contratos em busca de informações sobre clientes e os veículos segurados. A ideia é reduzir riscos, o valor dos seguros e ganhar mercado.

VALOR: SEGURO AUTO

A queda nos preços dos seguros de automóveis no país reduziu também o ritmo de crescimento da arrecadação das seguradoras que atuam no segmento.

VALOR: HOMEOFFICE E NOMADE DIGITAL

Para se adaptar à realidade do mercado de trabalho no pós-pandemia, as seguradoras flexibilizaram as coberturas dos seguros residencial e empresarial para atender às necessidades daqueles que abriram negócios em suas residências, se tornaram nômades digitais ou mantiveram o regime híbrido em seus empregos.

VALOR: SEGURO PRESTAMISTA

De nome complicado, o seguro prestamista cobre o pagamento total, parcial ou por um período de dívidas como empréstimos, financiamentos de veículos, aluguel, fatura do cartão de crédito, entre outros. Hoje, as duas coberturas mais procuradas são por morte e invalidez, mas também há opções por desemprego e perda de renda.

VALOR: TI AJUDA EM CENÁRIOS COMPLEXOS

A inteligência artificial (IA) se tornou uma aliada importante para a sustentabilidade no setor de seguros, tanto para a previsão de cenários mais complexos envolvendo as mudanças climáticas, quanto para a criação de novos produtos com viés ambiental, social e de governança (ESG).

VALOR: INSURTECHS

As insutechs, startups do mercado de seguros com foco em inovação, voltaram a atrair investimentos, depois do inverno do último ano, refletido em retração de novos recursos e corte de pessoal de cerca de 50%. Até setembro de 2023, os aportes de capital nesse setor no Brasil somaram cerca de US$ 50 milhões. 

VALOR: MICROSSEGUROS

Na esteira da pandemia de covid-19 e de mudanças regulatórias, os microsseguros, caracterizados pela flexibilidade maior e parcelas menores, registraram aumento de 195% na arrecadação entre 2019 e 2022, com vendas de R$ 1,05 bilhão no ano passado.

VALOR: PREVIDÊNCIA

Após um primeiro semestre desacelerado, o mercado de previdência privada aberta ganhou tração no terceiro trimestre e aposta num final de ano de aceleração nas vendas. Os últimos dois meses costumam ser a “safra boa” dessa indústria em função de 13º salário, bônus e planejamento dos investidores para abatimento das contribuições no Imposto de renda. 

VALOR: SAÚDE

O setor de saúde suplementar deve mais um ano de resultado negativo. O crescimento da receita e os reajustes autorizados pelo regulador não têm sido suficientes para compensar a alta dos custos com tratamentos de saúde, aliada à maior frequência de uso de planos.

VALOR: DESASTRES NATURAIS

Inundações, secas, ondas de calor e de frio, incêndios florestais, ciclones. O período entre janeiro e setembro de 2023 foi marcado por eventos climáticos extremos em todas as regiões do mundo e já colocam este ano como um dos mais letais desde 2010, com 75 mil mortes e perdas econômicas estimadas em US$ 295 bilhões.

O Globo traz uma linguagem mais simples, totalmente sem segurês. O tom é que o seguro cresce, a tecnologia traz benefícios e os consumidores passam a ter acesso a produtos que os ajudam na proteção do patrimônio diante de incertezas.

GLOBO: DESAFIOS

O Brasil deverá voltar a figurar entre a dez maiores economias do mundo este ano, segundo previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas o seu mercado de seguros — um componente decisivo para o desenvolvimento econômico e a garantia de bem-estar social — ainda não está no mesmo passo.

GLOBO: AI

A chegada da inteligência artificial (IA) mexe com vários setores da economia, e não é diferente no de seguros. As firmas do ramo já tinham avançado muito na última década com o uso intensivo de tecnologia no cruzamento de dados (big data) tanto para traçar cenários na medição de riscos para precificar apólices e criar novos produtos quanto na prevenção de fraudes.

GLOBO: SEGURO RESIDENCIAL 

Para muita gente não há nada mais sagrado que a própria casa. Mas não chegam a 20% do total os santuários particulares protegidos com um seguro residencial no país. É um produto tradicional, que surgiu com prêmios baixos e a cobertura básica contra incêndio, raios e explosões, mas que não parou no tempo.

GLOBO: GLOSSÁRIO

O setor se moderniza no Brasil, com mudanças regulatórias e investimentos em tecnologia para ampliar seu alcance. Por isso é importante entender os principais termos expressos nos contratos antes de assiná-los. Veja a seguir os principais conceitos do setor.

GLOBO: TEMPESTADE PERFEITA EM SAÚDE

Envelhecimento da população, inclusão de novas e caras tecnologias e fraudes são alguns dos desafios das operadoras de saúde suplementar para tentar equilibrar as contas. O setor fechou o primeiro semestre deste ano com um resultado operacional negativo em R$ 4,3 bilhões. Isso contabiliza os ganhos com mensalidades e os custos de assistência à saúde de usuários, administração e corretagem.

GLOBO: MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO AGRO

As mudanças climáticas já alteram a paisagem no campo e o bolso dos produtores rurais no Brasil, onde o agronegócio tem um peso cada vez maior na economia. Lavouras no Rio Grande do Sul, por exemplo, começaram o ano enfrentando uma estiagem atípica e, agora, têm o plantio de culturas como a do arroz prejudicado pelo excesso de chuvas que provoca enchentes na Região Sul. No Norte, a seca mais severa em décadas castiga uma região conhecida pela abundância de água.

GLOBO: PEQUENOS EMPREENDEDORES

O imponderável é uma ameaça a qualquer negócio, mas é ainda mais crítico para os pequenos empreendedores, que não têm os mesmos recursos das grandes companhias. Se não é possível eliminar os riscos, o bom senso manda buscar alguma proteção para minimizá-los. A melhor delas para pequenos empreendedores e profissionais autônomos é o seguro.

GLOBO: SEGURO DE VIDA

A ideia de que seguro de vida é apenas uma proteção para os beneficiários em caso de morte está pra lá de ultrapassada. Há muitas coberturas em que quem paga a conta pode usar, ao longo do contrato, assistências que podem servir para cuidar da saúde. Confira as orientações de especialistas para a contratação e a gestão do seguro ao longo da vida.

GLOBO: CORRETORES

Depois de trabalhar por mais de 15 anos em empresas de seguros e de chegar ao posto de gerente comercial, a maranhense Glaucilene Silva decidiu se tornar corretora. Fez o curso da Escola de Negócios e Seguros (ENS) em 2021 e, ao final, conseguiu a habilitação da Susep (reguladora do setor), que permite que o corretor se cadastre em várias seguradoras e faça negócios em todo o país.

GLOBO: PER PAY USE

A proteção de motoristas e automóveis é tradicionalmente um dos principais nichos do mercado de seguros. É o que mais gera arrecadação para as seguradoras, mas também o de maior nível de sinistralidade. Por isso, seu custo, em geral, é mais alto do que o dos demais segmentos. 

GLOBO: SEGUROS DIGITAIS

Embora o número de segurados venha crescendo nos últimos anos no Brasil, executivos do setor são categóricos ao dizer que ainda há um enorme mercado potencial. Com a ajuda da tecnologia, novos negócios no setor já nascem 100% digitais — as chamadas insurtechs — e investem em produtos personalizáveis, que se adaptam facilmente ao gosto e ao bolso do freguês.

GLOBO: SEGURO DE VIDA

O salto na expectativa de vida dos brasileiros — de 52,5 anos, em 1960, para 77 anos, em 2021, último dado disponível do IBGE — mexe com o setor de seguros de vida. Surgem novos produtos sem reajuste por faixa etária (chamados nivelados), com idade de entrada ampliada para até 70 anos (o limite variava de 60 a 65 anos) e a possibilidade de resgate parcial do valor pago.

GLOBO: SEGURO VIAGEM

O seguro-viagem não é obrigatório para visitar muitos países, mas se tornou um item de primeira necessidade para quem quer ir para fora despreocupado depois do impacto da pandemia sobre as viagens — inclusive com turistas retidos no exterior enquanto fronteiras eram fechadas. Conflitos armados como o desencadeado em Israel há poucas semanas também assustam.

Marco legal das garantias aprimora regras em empréstimos

O Marco Legal das Garantias, como é conhecida a Lei nº 14.711, que tem o objetivo de baixar o custo do crédito e reduzir a inadimplência no país, ao aprimorar as regras de garantias a serem dadas em empréstimos e facilitar a retomada de bens, foi promulgado nesta segunda-feira, dia 30 de outubro.

Na avaliação de Marc Stalder, sócio da área imobiliária do Demarest Advogados, o texto da lei traz avanços jurídicos relevantes para vários segmentos e atividades econômicas, incluindo a indústria imobiliária e os mercados financeiro e de capitais, além de trazer novidades nas relações de varejo. 

“As novas regras trazem alterações que podem contribuir para a redução dos custos de operações financeiras, mediante a diminuição de juros. Isso pode ocorrer por causa da celeridade e da maior previsibilidade que os processos extrajudiciais podem imprimir nas diferentes operações”, diz o especialista do Demarest em nota divulgada. “Isso não significa, no entanto, que há uma redução ou algum prejuízo na defesa dos interesses dos envolvidos ou na correção de eventuais equívocos pelo judiciário”, complementa Marc Stalder.

Para Luciana Dias Prado, do escritório de advocacia Lefosse, o CCG, instrumento contratual previsto no artigo 32 da Circular Susep nº 662/2022, define as relações obrigacionais entre seguradora e tomador no âmbito dos seguros garantia, especialmente no que se refere ao direito de ressarcimento das seguradoras com relação a eventual indenização paga ao segurado em decorrência de inadimplemento contratual por parte do tomador, relacionado ao objeto da apólice (obrigação garantida).

Até então, não constituindo o CCG título executivo, as seguradoras precisavam comprovar em juízo seu direito ao ressarcimento, decorrente da sub-rogação nos direitos do segurado em face do tomador (conforme previsões da apólice de seguro e do próprio CCG), e somente após ter seu direito reconhecido em juízo, poderiam iniciar a execução do contrato de contragarantia. Todo esse processo era extremamente moroso e custoso às seguradoras.

A novidade, além de trazer maior celeridade para o processo de ressarcimento e diminuição de custos para as seguradoras, beneficia todo o setor, na medida em que confere maior segurança jurídica ao direito de ressarcimento das seguradoras, o que consequentemente deve impactar no aumento do apetite das sociedades seguradoras em assumir riscos, bem como em eventual diminuição nos valores dos prêmios, o que representa benefício também aos tomadores.

Assim, a alteração trazida pela Lei 14.711, ao atribuir ao CCG força de título executivo, representa importante conquista para o mercado segurador e deve impulsionar a emissão de apólices do ramo de garantia.

Entre as mudanças previstas na lei estão:

  • alienação fiduciária de propriedade superveniente em garantia, isto é, uma modalidade de alienação fiduciária “de segundo grau” ou sucessiva, que permite que um mesmo imóvel seja utilizado como garantia em mais de uma transação, abrangendo as inovações, inclusive, o recarregamento da dívida e, assim, com mais recursos disponibilizados ao devedor, de forma simplificada.
     
  • figura do agente de garantia, que atuará sob um contrato de gestão de garantias e, apesar de já amplamente utilizado no mercado, não contava com previsão legal específica. Essa figura, agora tipificada com o Marco Legal das Garantias, será designada pelos credores e poderá fazer o registro do gravame do bem, gerenciar os bens e executar a garantia, inclusive extrajudicialmente. Terá ainda poder de atuar em ações judiciais sobre o crédito garantido. 

“O fato de estar previsto em lei significa que o agente de garantias traduz a incorporação ao sistema legal de um mecanismo que antes era utilizado mediante construção contratual, contribuindo com a pacificação da interpretação a respeito, impondo a sua aceitação aos entes públicos envolvidos, notadamente os registros de imóveis, e, assim, imprimindo maior segurança jurídica para sua utilização”, explica Stalder.

  • procedimentos de execução extrajudicial de dívidas garantidas com alienação fiduciária de bens móveis, mas tendo sido vetadas as regras relacionadas à busca e apreensão dos bens móveis. “Ainda que tenham sido vetadas as regras de busca e apreensão dos bens imóveis, os avanços trazidos pelo Marco Legal das Garantias são relevantes, pois todo o processo de execução até a consolidação da propriedade poderá ser feito extrajudicialmente.” 
     
  • procedimentos de execução extrajudicial de créditos garantidos por hipoteca, trazendo uma nova perspectiva para a hipoteca, ampliando as possibilidades de sua utilização, notadamente no que diz respeito às regras de extinção da dívida e de paralisação do procedimento para outras formas de execução, conforme interessar ao credor; e
     
  • regras relacionadas ao concurso de credores com garantias sobre um mesmo imóvel.

“As mudanças são relevantes, incluem regras de incentivo à renegociação de dívidas, permitindo a intervenção de um tabelião de protestos para esse fim, assim como novos procedimentos de protestos de títulos e a tipificação da figura do agente de garantias, que não estava previsto na lei”, diz Stalder. 

Nesse contexto de extrajudicialização, o Marco Legal das Garantias traz ainda regras que induzem a negociação para resolver dívidas. “O marco de garantias inclui regras a respeito da solução negocial prévia ao protesto de títulos e de incentivo à renegociação de dívidas, abrindo a possibilidade de uso de medidas extrajudiciais para negociações, por meio de cartórios. Ou seja, mais uma medida no intuito de permitir que o credor não precise ir à Justiça para tentar reaver valores devidos. Muitos créditos não são recuperados porque a demora e os custos dos processos judiciais podem acabar não compensando o esforço”.

Outro dispositivo permite ao credor delegar a renegociação da dívida ao tabelião, que poderá enviar intimação para o devedor por meio de aplicativos de mensagem instantânea, como o WhatsApp.

“São notáveis e muito saudáveis esses novos delineamentos trazidos pela lei aos serviços extrajudiciais, como os cartórios de protestos, pois, por estarem mais próximos da população, não tenho dúvidas que podem exercer um papel mais moderno e proativo no que se refere às relações negociais. Torço para que, de fato, deixem esses serviços aquela imagem tão simbólica e representativa da burocracia e passem a agir ainda mais de forma coerentemente com os interesses daqueles que atendem, orientados aos negócios”, avalia o especialista do Demarest.

O texto promulgado excluiu as regras do texto original, antes previstas na fase intermediária da tramitação do projeto de lei nº 4.188, sobre o penhor civil, mantendo o monopólio da Caixa Econômica Federal, o que impede a abertura de mercado nesse segmento, explica Marc Stalder. 

“Foi retirada ainda a possibilidade de penhora de único imóvel de uma família, mesmo nas hipóteses que justificavam essa exceção da proteção do bem de família, objeto de intensas e legítimas discussões e retirou do rol dos direitos que poderiam ser dados em garantia os direitos minerários, algo que era esperado pelo setor pelas possibilidades que tal atributo aos direitos minerários poderiam representar nas operações das mineradoras”, ressalta.

Stalder destaca também que o texto aprovado excluiu as disposições relacionadas à isenção no Imposto de Renda para aplicações feitas no Brasil por residentes no exterior, em coerência com a discussão tributária tão intensa nos últimos meses em razão da reforma em tramitação no Congresso Nacional.

Zurich é uma das vencedoras do Prêmio ECO 2023 com projeto Zurich Recicla 

Zurich Seguros - 23/08/2022 - Executivos. Foto: Leonardo Rodrigues

Fonte: Zurich

O mote do negócio de uma seguradora é a proteção da vida e do patrimônio dos clientes através de produtos de seguro. Na seguradora Zurich, porém, isso vai além. A companhia tem a ambição de ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto do mundo e vem desenvolvendo projetos de sustentabilidade que ampliam o conceito de proteção com um olhar para a construção de um futuro melhor.  

Com esse propósito, a companhia estruturou, desde 2021, uma série de iniciativas para reciclar o grande volume de salvados (bens avariados sem valor comercial, e que são recolhidos após o acionamento do seguro), bem como resíduos decorrentes do reparo de aparelhos celulares, informática e móveis.  

Estas iniciativas foram reunidas sob o projeto Zurich Recicla, que acaba de ser anunciado como o vencedor do Prêmio ECO 2023, organizado pela Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), uma das mais tradicionais premiações de sustentabilidade no Brasil. O projeto concorreu junto a 195 projetos de mais de 100 empresas de diversos segmentos em todo o país, e foi vencedor na modalidade Práticas de Sustentabilidade, Categoria Produtos e Serviços para Grandes Empresas.  

Chama a atenção o volume de resíduos com reciclagem registrados pelo projeto em pouco mais de dois anos – cerca de 151 toneladas até agosto de 2023. Jason Sampaio, superintendente de Sinistros de Afinidades da Seguradora Zurich e responsável pelo projeto, lembra que a companhia é uma das líderes de mercado nos seguros de garantia estendida (que tem como objetivo ampliar a garantia original de fábrica para eletrodomésticos, eletroportáteis, equipamentos eletrônicos e móveis) e de celulares (oferecem cobertura para roubo, furto ou dano ao aparelho), o que abriu uma janela grande de oportunidade de atuação responsável em relação aos resíduos, subproduto da operação de sinistros. 

“Apesar de o descarte responsável ou a reciclagem não serem responsabilidade legal das seguradoras, a Zurich entende o cenário como uma chance de incentivar a sustentabilidade no setor, além de uma forma de envolver outros stakeholders nessa jornada e de estimular desenvolvimento de toda a cadeia de descarte e reciclagem desses produtos”, explica Sampaio. 

Até agosto deste ano, já foram coletadas cerca de 60 toneladas de resíduos, 29% a mais do que em todo o período de 2022 (46,4 toneladas). A destinação é feita a partir de parceiros especializados na reciclagem de cada tipo de produto de seguro: os móveis e eletrodomésticos, provenientes dos acionamentos de garantia estendida e de assistências (como do seguro residencial, por exemplo), são de responsabilidade da Ecoassist; já os resíduos oriundos de automóveis em final de vida útil sem valor comercial, depois de indenizado o cliente, ficam a cargo da Ecopalace. 

Já a GM&C faz a destinação dos resíduos provenientes dos acionamentos do seguro de celulares e informática – nesse caso, a Zurich tem mais de 300 urnas de coleta espalhadas pelo país em suas assistências técnicas parceiras, o que permite que tanto clientes quanto não clientes usufruam do serviço. 

Segundo o Jason, o projeto vem crescendo conforme são identificadas oportunidades para ampliar seu escopo. “Os parceiros separam todos os componentes e direcionam para recicladores especializados. Dessa forma, vão sendo desenvolvidos processos e parcerias de modo que produtos e peças possam ser reintegrados à cadeia de produção”, explica.  

Por tudo isso, para o executivo, o projeto promove não só a minimização dos impactos ambientais, mas o desenvolvimento de práticas de sustentabilidade em cadeia, estimulando o envolvimento da comunidade e a capacitação das assistências técnicas.  

“Neste ano, procuramos promover a conscientização dos nossos parceiros de serviço, e por isso implementamos um programa de incentivo a práticas sustentáveis com toda a nossa rede de fornecedores, que passam a ser multiplicadores desse conhecimento”, complementa Jason. 

Sustentabilidade em sinistros é meta da seguradora 

O Zurich Recicla faz parte de uma série de iniciativas na área de Sinistros da companhia que têm aderência à sustentabilidade. Entre elas, podem ser mencionados o projeto Selo Verde, que certifica as oficinas de reparo automotivo parceiras com melhores práticas de sustentabilidade, e o diagnóstico remoto no seguro de garantia estendida, que diminuiu o número de viagens à casa do cliente com a criação de um call center técnico e especializado. 

Com o amadurecimento da incorporação de iniciativas sustentáveis nos processos, a área desenvolveu inclusive um indicador para avaliar o percentual de sinistros que contam com alguma iniciativa de sustentabilidade. A meta é que, até 2023, 55% de todos os sinistros da Zurich sejam encerrados com pelo menos uma ação sustentável – até setembro, já são 52,8%. O indicador está sendo estudado, pensando em sua adaptação para outras unidades de negócio da Zurich ao redor do mundo. 

“A jornada de sustentabilidade é uma agenda global da Zurich, e temos nos dedicado com afinco no Brasil para incorporá-la em todos os nossos produtos e processos, com seriedade e competência. Existe uma governança estruturada para isso, e esta meta, entre outras relacionadas à sustentabilidade, estão atreladas à avaliação de resultados dos principais executivos da companhia”, resume Jason. 

A Zurich tem compromissos globais com relação à sustentabilidade que estão sendo cascateados para as diversas unidades de negócio da companhia, incluindo o Brasil. A seguradora espera zerar as emissões de carbono em suas operações até 2030, e vem atuando em diversas frentes, como na redução de viagens e adoção de uma frota híbrida e elétrica.  

Em 2023, uma das principais iniciativas da companhia foi o projeto de compensação de carbono no seguro auto, em parceria com a Localiza&Co e a Tempo, que ajudará a compensar mais de 6,5 mil toneladas anuais de carbono provenientes dos serviços de carro reserva e assistência 24h. 

Bradesco Vida e Previdência quer construir a companhia dos anos 2050

Data: 10.02.2020 Local: Alphaville, SP Assunto: Retrato de Bernardo Castello, diretor Bradesco Vida e Previdência. Foto: Bitenka

Eis o mais recente artigo para o InfoMoney

Construir a seguradora dos anos 2050. Foi isso que Jorge Nasser pediu a sua equipe quando assumiu o comando do braço de vida e previdência do grupo Bradesco Seguros, em 2016. Sendo a longevidade a premissa da companhia, a missão foi facilmente entendida pelos executivos. “Saímos da estratégia com foco em produtos para o “clientecentrismo”, com o segurado no centro de tudo”, conta o diretor da área de Vida da companhia, Bernardo Castello, acompanhado dos superintendentes Executivos Alessandro Malavazi (produto Vida), Alexandre Zanelato (inovação, processos e qualidade Vida e Previdência) e Ricardo Campos (comercial Vida e Previdência).

Em conversa com a coluna, os executivos trouxeram insights sobre as tendências do segmento de Vida e casos concretos do uso de inovação das respectivas operações. Eles abordaram o uso crescente de ferramentas de IA não só para entender melhor o comportamento e as preferências dos consumidores como para ganhar eficiência e reduzir perdas. Também, falaram de novos modelos de negócios e sobre como atrair novos consumidores para um setor que ainda tem baixo consumo per capita de seguros.

A pandemia de Covid-19 foi um divisor de águas para todo o ecossistema do setor de seguros. Trouxe ganhos como agilidade nos processos operacionais, redução de custos e aumento da capilaridade e ainda despertou as empresas e as pessoas para a importância das proteções financeiras para vidas, bens e família, produtos que são a razão de ser do grupo Bradesco, do qual a Bradesco Vida e Previdência faz parte.

De um lado, boa parte dos consumidores afirma que o seguro é caro, mas Castello aponta que a contratação de um seguro de vida pode ser mais barata do que uma assinatura de streaming, por exemplo. De outro, as seguradoras ressaltam que boa parte da população ainda não tem cultura do seguro. Segundo a mais nova pesquisa encomendada pela FenaPrevi ao DataFolha, apenas 18% dos brasileiros possuem seguro de vida atualmente. O propósito do setor no Brasil tem sido mudar isso.

Mesmo antes da pandemia, o setor de seguros já vinha aportando recursos para atender aos novos hábitos dos consumidores e as tendências mundiais. Novas tecnologias, como dispositivos vestíveis, telemática e análise de dados estão transformando a forma como todos avaliam os riscos. Os wearables fornecem dados de saúde contínuos que permitem às seguradoras tomar decisões mais assertivas sobre o financiamento da saúde. Além disso, as tecnologias digitais desempenham um papel crucial na minimização de riscos em indústrias de todos os segmentos da economia, das intempéries do clima para o agronegócio até a responsabilidade de todos com as ações da sigla ESG (ambiente, social e governança). 

Ao integrar tecnologias de sensores e aplicações inteligentes, os riscos potenciais podem ser significativamente reduzidos e, consequentemente, o preço do seguro se torna acessível. Com uma massa seguradora maior, este ciclo virtuoso traz ganhos a todos. “Muito já foi feito, mas as novas tecnologias nos desafiam diariamente e sabermos o quanto precisamos avançar, pois há um solo fértil para a inovação em pequenos detalhes e em grandes processos”, afirma Castello. 

Os executivos contam que o grupo Segurador vem passando por uma profunda transformação nos últimos 10 anos, que foi ainda mais acelerada de 2021 para cá. Para construir a seguradora dos próximos 30 anos, tecnologia é fundamental. Somente em 2022 foram disponibilizados R$ 1 bilhão e o grupo tem mantido a cifra neste ano. 

Uma delas, talvez a mais importante e mais custosa, é o movimento de sistemas para a nuvem, o que coloca a seguradora “onboard” com o banco. A reestruturação das empresas também contou pontos. O grupo separou as empresas em previdência, vida e saúde, em ramos elementares e auto, e em saúde. Todas têm uma gestão independente das empresas do conglomerado, mas contam com estratégia e alinhamento unificados.

Isso mudou praticamente todo o processo operacional, com áreas antes dedicadas apenas a uma companhia do grupo, passando a atender a todas, como tecnologia, compliance, comunicação. “Mudou o mindset. Todos passaram a pensar ainda mais em como agregar valor ao corretor, ao cliente e aos acionistas, o que inclui uma cadeia produtiva que une diversas áreas em comum, nos tornando um ecossistema voltado a soluções para os consumidores”, explica Castello. 

Além de toda a inovação dentro de casa, o grupo aposta nas empresas de tecnologia que surgem em todo o mundo para melhorar os mais diversos processos, desde redução de custos internos como para viabilizar o pagamento da indenização em apenas alguns segundos para o cliente. “Temos muitas startups com boas ideias para alavancar a inovação, ao mesmo tempo que outras mudanças são orquestradas dentro do grupo, que é um dos maiores da América Latina”, diz Zanelato.

Outra bala na agulha para chegar jovem em 2050 é avançar para “mar aberto”, o que traz uma nova frente de possibilidades de expansão ao atuar de forma mais abrangente com os corretores de seguros numa operação de vida e previdência, até então concentrada em bancassurance (venda no canal bancário) no Brasil. 

A Bradesco Vida e Previdência tem intensificado os “roadshows” e contatos com corretoras para ampliar a base de distribuição e o “cross-sell”, ouvindo o que os clientes querem e produzindo dentro de casa produtos que se encaixam na realidade dos consumidores, tanto em termos de necessidade como também de valores que caibam dentro dos orçamentos financeiros. 

Em produtos de vida, a seguradora traz na prateleira produtos personalizáveis para atender os mais variados perfis de clientes, com 20 modelos de coberturas e 19 de assistências, conta Alessandro Malavazi. “Saímos de uma oferta compulsória e conquistamos um avanço da customização. Temos produtos por menos de R$ 10 mensais, com cobertura mínima de funeral a doença grave como ponto de partida para todos”, diz.

Potencial de mercado é o que não falta. A penetração de seguro de vida no Brasil ainda está longe da média de países desenvolvidos, com participação inferior a 1% do PIB brasileiro. As razões passam pela condição econômica da população até questões sociais, como a baixa preocupação com o futuro da família ou ausência de planejamento financeiro. 

“Temos diversos estudos que nos mostram o quanto podemos crescer para proteger os brasileiros. E nós temos muito espaço para conquistar novos segurados dentro e fora do banco, usando nossos corretores para conscientizar clientes pessoas física e jurídica, como também atrair clientes dos nossos corretores de mercado de qualquer parte do Brasil que buscam a solidez de uma instituição financeira como o Bradesco, para ter produtos financeiros de longo prazo”, cita Ricardo Campos. 

A diversificação e flexibilidade dos produtos tem ajudado nas vendas. “O corretor pode moldar o produto para atender as necessidades de seus clientes nos diversos momentos da vida. O seguro de vida tem coberturas para riscos gerais, como morte, invalidez. A partir disto, ele agrega o que for mais importante para o perfil do consumidor, como doenças graves, funeral, diárias hospitalares. Há uma série de serviços que podem ser escolhidos, principalmente num momento em que cuidar da saúde é o desejo de grande parte da população”, acrescenta Zanelato.

O grupo Bradesco se mostra aderente às tendências de seguros no mundo, onde as seguradoras tradicionais veem reconhecendo o valor da parceria com startups para criar relacionamentos mutuamente benéficos. Ao combinar a vasta experiência e base de clientes, todos se beneficiam das soluções tecnológicas de ponta e das abordagens inovadoras criadas conjuntamente. 

De acordo com estudos, à medida que o cenário digital evolui, a indústria de seguros enfrentará, sem dúvida, novos desafios e oportunidades. Por isso, recomendam os especialistas em tendências, é crucial que as partes interessadas adotem uma mentalidade dinâmica e se adaptem de forma consistente ao cenário em rápida mudança da transformação digital.

Castello, um assíduo participante de eventos sobre inovação e futuro da indústria de seguros, dentro e fora do país, repete o mantra do CEO do grupo Bradesco, Ivan Gontijo: “Somos uma companhia de pessoas que pensam ininterruptamente no atendimento exemplar a pessoas, clientes e corretores, utilizando o melhor da tecnologia para atingir esse objetivo”.

Cresce interesse do brasileiro em contratar seguros: mas o que impede a aquisição?

Fonte: Infomoney

Cresceu a intenção do brasileiro em contratar seguros pessoais e previdência privada no próximo ano, que subiu de 53% para 57% de 2021 para 2023, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da FenaPrevi(Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). Foram entrevistados, ao todo, 2 mil pessoas em julho deste ano.

O maior interesse é o de contratar plano ou seguro de saúde. Em comparação com o estudo anterior, de 2021, seguro por invalidez e seguro prestamista apresentam aumento mais significativo na intenção de contratação, subindo de 26% para 33% e de 17% para 26%, respectivamente.

Já o índice de quem tem algum seguro ou plano de previdência é de 46%, sendo que os planos ou seguro de saúde e seguro funeral são os produtos com maior penetração (26% cada), seguido pelo seguro de vida (18%).

A vontade de adquirir algum seguro nem sempre se concretiza em ação. No seguro de vida, por exemplo, em 2021, na primeira edição da pesquisa, 24% afirmaram pensar em comprar no ano seguinte – índice menor de quem realmente possui o seguro atualmente.

Considerando a previdência privada, somente 9% têm algum plano, enquanto 25% disseram ter a intenção de comprar há dois anos. Similar ao seguro prestamista, que está presente na vida de 7% dos consumidores enquanto, há dois anos, a intenção de compra era de 17%.

Como transformar a intenção em compra?Um dos questionamentos nesse sentido foi se o entrevistado possuía seguro para veículo, com resposta positiva de 12%. A pergunta feita na sequência para esses foi se eles tinham também “algum tipo de proteção, igual você tem para seu veículo, por exemplo, Seguro de Vida, Seguro de incapacidade temporária ou outro?” e para 54% a resposta foi não. Após questionados se o “carro vale mais do que sua vida e sua integridade”, 71% admitiram que deveriam repensar a proteção da vida para si mesmos e a família.

A pesquisa questionou ainda aos entrevistados, que revelaram possuir algum desses seguros, o que motivou a contratação dos produtos. No caso do seguro funeral, o que mais influenciou na decisão de compra foi já ter passado pelo falecimento de alguém próximo (34%), além da experiência com a Covid-19 (19%). A maioria (81%) tem seguro funeral familiar.

Já as principais motivações para ter contratado seguro de vida são o fato de a empresa em que trabalha oferecer (21%), ter passado por mudança na estrutura familiar (19%) e também a experiência com a pandemia (19%). Metade das contratações são de seguro de vida vitalício.

Planejamento financeiroPara Carlos Gondim, diretor executivo de Vida e Previdência da Porto, o mercado tem que demonstrar ao consumidor que o seguro de vida, por exemplo, é uma das ferramentas que podem ser utilizadas para executar um planejamento financeiro de forma acessível. “Se eu preciso juntar dinheiro para ter recursos caso algo aconteça com minha família, vou dizer que é muito e levará tempo. Mas se fizer seguro de vida agora, pagarei menos e terei proteção desde já”, exemplifica o executivo.

Ele avalia que de fato o brasileiro tem problemas para fazer o dinheiro sobrar no fim do mês, mas, em sua opinião, o setor tem trazido soluções com preço mais acessível e mais flexível, que não obriga o segurado “a carregar um caminhão de cobertura”.

Por exemplo: se é um indivíduo solteiro, não há a necessidade de adquirir uma cobertura de morte uma vez que não tem dependentes que precisem do dinheiro para se reestruturar na sua falta. Nesse caso, é mais vantajoso contratar uma cobertura de invalidez e doenças graves que gere uma indenização para que o próprio individuo possa recompor sua vida financeira ao passar por situações do tipo. “Posso contratar pedaços do que é mais importante para mim”, acrescenta.

De acordo com Claudio Sanches, diretor presidente do Itaú Vida e Previdência, é preciso que o setor trabalhe a educação financeira da população para conseguir ampliar a proporção de brasileiros que saiam apenas da intenção de compra e consigam adquirir o seguro por dois motivos.

“Primeiro porque acho que as pessoas não querem se educar. Quando fazemos pesquisa com clientes para entender [porque não comprar], não acham que o problema é porque o mercado fala de maneira muito complexa. Simplesmente não querem saber e parar para entender o que é previdência e risco. Segundo porque estamos falando de uma mudança muito dura”, sinaliza.

Como exemplo, ele relembra da mudança que houve em relação ao cinto de segurança, que as pessoas não passaram a usar mais apenas porque estavam preocupadas com a segurança, mas sim porque as multas eram muito altas para quem não utilizava. Ou seja, ele acredita que é preciso focar em criar gatilhos que façam ofertas melhores para as pessoas contratarem os produtos – até utilizando a Inteligência Artificial, que está “finalmente decolando”.

Corretor, banco, lojas, na empresa, na cooperativa, na SPOC? Onde compro o meu seguro?

seguros especial valor economico

Responder a esta questão é impossível diante da personalização do seguro e da proliferação da oferta, que chega por todos os lados enviada por diversos profissionais de vendas: corretor, gerente, assessor financeiro, vendedor de loja e robôs de plataformas diversas para citar os mais comuns meios utilizados para levar o seguro até o consumidor.

Antes de escrever esta matéria fiz uma simples simulação pelo celular do seguro residencial, a bola da vez por ser muito rentável para as seguradoras e ter um grande potencial de vendas, uma vez que menos de 20% da população do país compra este produto para proteger o imóvel e seu conteúdo de incêndio, raio, quebra de vidros, danos a terceiros e roubo, para citar algumas da cobertura.

Optei pela praticidade. Como cliente do Itaú, que tem a Porto como sócia, a minha simulação, em bases iguais de coberturas e valores, custaria R$ 1,1 mil para a indenização máxima de R$ 530 mil ao conteúdo em caso de incêndio do meu apartamento. Direto na Porto, que inclui automaticamente o meu corretor do carro, R$ 460 por ano. Ou seja, metade do valor do “investimento” ofertado pelo banco para a compra via aplicativo. Uma experiência fantástica. Rápida. Em um minuto tive as duas coberturas. Em ambas, criei a minha proposta para ter bases iguais. Uma simples pesquisa me fez economizar metade do valor.

Dito isso, vamos às notícias sobre a infraestrutura que o setor tem construído para saltar dos 6,4% de penetração do PIB no Brasil para 10% até 2030. As seguradoras e corretoras instaladas no Brasil investem bilhões para conquistar os consumidores e blindá-los dos estrangeiros que consultam especialistas brasileiros para saber como atuar no país do futuro e quando chegará este momento de verdadeiro crescimento em seguros, que depende muito das condições sociais e econômicas.

A CNseg faz a sua parte desenhando a estratégia geral do setor e a Susep (Superintendência de Seguros Privados) avança na regulamentação. No meio deste cenário, os prestadores de serviços de tecnologia, principalmente, se debruçam para reduzir custos, potencializar a abrangência das ofertas e tornar a experiência do cliente melhor.

Apesar de todos colocarem o cliente no centro, há interesses de todos os lados. Afinal, ninguém levanta da cama todo dia para ser voluntário na expansão de seguros no Brasil. Bom lembrar que o lucro é o que move qualquer pessoa ou empresa. Quanto maior, melhor. Tal ambição tem como fator determinante o quanto o consumidor está disposto a pagar pelo produto ou serviço.

O cliente decide o que cabe no orçamento, o que vai para a coluna gasto e o que vai para a coluna investimento. Vou gastar R$ 400 com um seguro de vida de R$ 500 mil? Melhor pagar a academia e ir todos os dias praticar saúde. Vou pagar R$ 25 por mês para um seguro funeral ou pago a Netflix para me divertir com filmes e documentários? Por isso, quanto mais foco no cliente, maior a chance de vencer a concorrência pelo salário do consumidor.

A noticia desta semana é que a B3, a bolsa do Brasil, assinou contrato para ser a fornecedora de infraestrutura tecnológica para a primeira Sociedade Processadora de Ordem do Cliente (SPOC) do mercado de seguros. As SPOCs são empresas credenciadas pela Susep para realizar atividades de processamento de pedidos dos clientes, dentre outros serviços.

Devem entrar em completo funcionamento na conclusão da Fase 3 do Open Insurance, também conhecida como “Efetivação de Serviços”, com obrigatoriedade prevista para maio de 2024. Mas não são obrigatórias, informa a Susep. “Não é obrigatória. Os serviços de iniciação de movimentação também podem ser prestados por sociedades supervisionadas, como seguradoras e corretoras”.

Trata-se da Guru SPOC, empresa recém-criada que tem como sócio Cassio Gama Amaral, sócio do escritório de advocacia Machado Meyer Advogados, e sócio-fundador da Guru Spoc, e Antonio Cássio dos Santos, conselheiro do IRB e da corretora de seguros Wiz, entre seus vários negócios no mundo dos seguros.

Amaral explica em nota que a Guru Spoc “oferecerá uma plataforma digital one-stop-shop de intermediação e gestão aos corretores e intermediários parceiros (B2B2C), despontando como um hub de oportunidades para que seus clientes possam usufruir, em tempo real, das vantagens e benefícios propiciados pelo Open Insurance, contribuindo para maior penetração e pulverização do mercado de seguros no país, de maneira eficiente e transparente, em linha com os valores e objetivos do próprio Open Insurance”.

Na semana passada, a SPOC também foi notícia. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, afirmou que a confederação das seguradoras tem feito estudos junto à Susep para ver de onde virá o ganho. “Até agora só vejo custos. Além dos tradicionais, as seguradoras têm mais custos com Open Insurance e agora da Spoc.”, disse durante painel no evento promovido pela Fenaprevi.

Segundo ele, uma pesquisa feita com um grupo de seguradoras revelou que as empresas estão investindo cerca de R$ 10 milhões por ano para se adequarem as novas normas. Falamos de R$ 600 milhões em investimentos por ano só para o Opin. As empresas estão cumprindo a legislação, mesmo sem estar claro sobre quais serão os benéficos do open insurance. Ao contrário do open banking, que já tem claro os benefícios”, citou. 

Os entrevistados citam que a SPOC funcionará como um agregador ou comparador de diferentes serviços para que o consumidor possa aproveitar as vantagens do Open Insurance. Por meio dela, por exemplo, que o cliente poderá fazer uma comunicação de sinistro ou contratação de determinada ou portabilidade de apólice, assim como pode fazer o corretor ou a seguradora.

Eu, como consumidora e jornalista especializada no assunto, desejo, de verdade, que o consumidor esteja no foco das empresas seja elas quais forem. É preciso caber no bolso o seguro de casa, de carro, de saúde, de vida, de celular, do computador, de responsabilidade civil, de viagem, funeral, contra hacker, roubo de cartões, pix e tudo mais.

Nada contra o lucro de todos que compõem o ecossistema do setor, como gostam de dizer. Somente a favor da máxima que quanto mais gente consumir seguro, mais todos ganham. Inclusive e governo, que tem falhado na saúde, na segurança, na infraestrutura, o que resulta num ônus terrível para a população brasileira, pagante ou não impostos, que perde seus bens pelos assaltos, enchentes e morte daqueles que não conseguem atendimento médico.

Insisto nisso. É preciso ter foco na oferta de qualidade ao cliente final e não apenas baseada em preço, como tem sido no Open Banking, uma vez que os produtos sao similares (valor do empréstimo e taxa de juros, por ex). Em seguros muitas vezes o menor preço significa menor cobertura. Importante que todos saibam antes o que estão contratando e não na hora que precisam usar.

Esse cenário de transparência do produto ofertado atrelado a educação financeira é o que fará o seguro crescer. O preço é importante, mas a experiência do usuário tem se mostrado mais decisiva para a compra de seguro. Um setor que frustra o cliente, derrapa. Já o que surpreende, avança. Vamos ver como isso se comportará em 2024. Pessoalmente, acredito que há espaço para tudo neste mercado de seguros que tem ainda muito a avançar.

Como costuma dizer Alessandro Octaviano, titular da Susep, “se começa a vir um amontoado de negativas em seguros, na verdade o que está sendo vendido não é um seguro adequado, é um pastel de vento”.

Por isso, #ficaadica: pesquise, consulte o corretor, avalie as ofertas do Open Finance. Cuide dos seus seguros como cuida dos seus investimentos.

Furtos de celulares disparam no país

Henrique Volpi Kakau e associação das insurtechs


Fonte: Kakau

O Brasil está enfrentando um preocupante aumento nos furtos de celulares, com 25 estados e o Distrito Federal registrando um crescimento alarmante nos índices de crimes dessa natureza. Os dados divulgados recentemente pelo “Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023” revelam um cenário de preocupação que merece a atenção tanto de cidadãos como das instituições.

Segundo dados coletados e analisados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública durante o ano de 2022 em relação ao ano anterior, os criminosos têm visado com maior frequência os dispositivos móveis, prejudicando não apenas as vítimas, mas também a sociedade como um todo.

Os estados que registraram os maiores aumentos nos furtos de celulares em 2022 em relação ao ano anterior foram Paraíba (157,7%), Bahia (132,2%), Rio de Janeiro (109,3%), Sergipe (78,5%) e Pernambuco (49,3%). Em contrapartida, o número de roubos de celulares caiu em 19 estados e apenas 7 registraram crescimento. São eles: Bahia (51,1%), Rondônia (16,5%), São Paulo (15,4%), Paraná (12,5%), Rio de Janeiro (9,4%), Rio Grande do Sul (7,5%) e Distrito Federal (1,8%).

“Não se trata apenas do impacto econômico, mas também dos danos sociais que o furto do celular acarreta. Muitos brasileiros utilizam seus aparelhos para trabalho, estudos e comunicação, tornando esses dispositivos essenciais em suas vidas cotidianas”, explica Henrique Volpi, CEO da Kakau, plataforma digital que utiliza tecnologia de inteligência artificial para entregar resultados mais precisos no segmento de seguros.


Marcas favoritas
 

Um estudo conduzido pela empresa de consultoria B4Risk investigou as marcas preferidas pelos criminosos em São Paulo, revelando que a Samsung é a mais visada pelos ladrões, devido à sua grande popularidade no mercado de smartphones. Já a Apple alcançou a segunda posição, subindo do terceiro lugar na lista de roubos e furtos em 2022, possivelmente devido ao alto valor de mercado dos iPhones.


Adicionalmente, o levantamento revelou que cerca de 60% dos furtos e roubos ocorrem durante a noite, entre quinta-feira e domingo, principalmente em vias públicas, totalizando 72,98% dos casos.

Mas, aos poucos, a conscientização da importância da proteção dos aparelhos vem aumentando. A Kakau testemunhou um crescimento de 466% até setembro de 2023 nas apólices, em relação ao ano anterior, refletindo uma tendência crescente na região Sudeste do Brasil.

“A importância da proteção do celular com um seguro não pode ser subestimada, especialmente no cenário atual, em que nossos smartphones são praticamente uma extensão de nós mesmos. Além disso, quero reforçar que o seguro da Kakau para celulares oferece diversas vantagens, entre elas: não tem carência, a contratação é feita totalmente na web e é liga e desliga”, conta o CEO da Kakau Seguros.


Responsabilidade compartilhada

No cenário atual, em que os smartphones desempenham um papel central na vida de todos, a segurança pessoal e a proteção são mais importantes do que nunca. Com o uso cada vez maior desses dispositivos, é fundamental lembrar que a segurança digital é uma responsabilidade compartilhada. 

Uma pesquisa recente realizada pela Opinion Box em 2023 revelou que os brasileiros continuam a demonstrar um receio significativo de utilizar seus smartphones fora de casa: 83% dos entrevistados relataram evitar expor os dispositivos em público, indicando que a preocupação com a segurança permanece inalterada em relação ao ano anterior.


No entanto, é notável que os brasileiros têm experimentado uma sensação crescente de segurança, especialmente no transporte público. Nos trens, a proporção de pessoas que evitam expor seus dispositivos caiu de 30% para 22%. Nos ônibus, houve uma diminuição de 55% para 48%, enquanto no metrô, a proporção caiu de 34% para 27%. 


“Mas será que essa redução na preocupação é justificada? O crescente uso de smartphones requer uma atenção constante à segurança pessoal”, finaliza Henrique Volpi.

Porto reforça o cuidado nas ativações de marca no GP São Paulo

porto formula 1

Fonte: Porto

Acompanhar o GP São Paulo de F1 das alturas pode ser uma experiência única, que todo mundo guarda na memória. É essa a ideia que a Porto Bank, founding partner do Formula 1 Rolex Grande Prêmio de São Paulo 2023, teve ao levar uma roda-gigante de 36 metros de altura ao autódromo de Interlagos, durante o GP deste ano, que acontecerá entre os dias 3 e 5 de novembro. A atração tem capacidade para 500 pessoas por hora e está na lista das experiências que a companhia reserva para a corrida em Interlagos.

A Porto estima receber 4 mil pessoas, entre corretores, clientes e convidados, em sua Arquibancada Exclusiva, que fica no final da Reta Oposta do autódromo. Ao chegar, o público se depara com ativações da mais atual plataforma de comunicação da companhia, com a tagline “Todo cuidado é Porto” exposta em vários locais, além de mensagens para homenagear os principais parceiros da empresa: os corretores. Ahashtag #CorretorÉPraSempre também vai povoar esse espaço.

Ações de Branded

A marca Porto poderá ser vista em toda a arquibancada Porto e em itens como os copos colecionáveis, distribuídos para todos os presentes. e um boné exclusivo com as assinaturas do squad de pilotos que são patrocinados pela marca: Fernando Barrichello, que corre pela F4 Brasileira e F4 Espanhola, Eduardo Barrichello e Rubens Barrichello, pilotos da Stock Car, Aurélia Nobels, que disputa a Fórmula 4 Italiana e Felipe Drugovich, piloto reserva da Aston Martin. 

Todas as transações de compras no autódromo, como bebidas, alimentos e demais itens, deverão ser feitas com o cartão cashless do evento, pré-carregados no local ou previamente. 

“Estaremos presentes no GP São Paulo pela segunda edição consecutiva. Após a nossa estreia em 2022, estamos ansiosos por presentear o nosso público com diversas atrações e conveniências, além de expandir o nosso awareness de marca como um todo”, destaca Luiz Arruda, VP Comercial, Marketing, Clientes e Dados.

As peças celebram a exclusividade de acesso para quem usa os cartões da Porto Bank por meio da tagline“Só o Cartão Porto Bank te dá acesso à arquibancada exclusiva com todo cuidado Porto”. A nova plataforma de comunicação da companhia também permeia as criações específicas para o GP, em artes acompanhadas de narrativas, como “Em cada volta do GP, todo cuidado é Porto”. Além da exposição no próprio autódromo de Interlagos, as criações poderão ser vistas em diversos locais externos por meio de mídia OOH – adesivação de trem, relógio de rua e digital.

“O conceito que ressaltamos com essas criações é o cuidado permanente com todas as pessoas e não apenas com os clientes. Também vamos comemorar com 150 corretores e seus acompanhantes, que participaram da nossa campanha de incentivo e ganharam pares de ingressos para o domingo, sublinhando aqui o nosso compromisso com esses profissionais, que são uma peça fundamental em nossa rede de parceiros”, reforça Arruda.

Diversão garantida

Cuidando dos mínimos detalhes, a Porto terá uma estrutura com telão na arquibancada, transmitindo tudo o que acontece na pista. A empresa promove ainda diversos pontos instagramáveis, como um carro de corrida para aquela foto no feed ou nos stories além de um Lounge para descanso e recarga de celular. 

Os mais animados que se preparem: um palco na arquibancada já escalou atrações musicais para performances ao vivo, inclusive após as corridas. O pós-maratona fica por conta dos DJs Cat Dealers e Jetlag. Em um espaço exclusivo da escuderia Aston Martin Aramco Cognizant Formula One™ Team (AMF1) vai expor peças dos pilotos, como macacões e capacetes. Além disso, simuladores testarão a habilidade do público com os carros de corrida, seja fazendo o melhor tempo nas pistas ou trocando os pneus no pit stop.

Para tornar o momento mais emocionante, a Porto vai sediar a final de um campeonato feminino de automobilismo virtual. O Elas no Grid Porto será disputado na arquibancada exclusiva durante o sábado. Idealizado pela Pole & Zuuk, empresa de conexões e tráfego comercial no setor gamer e automobilístico, o campeonato também conta com o apoio da piloto Bia Figueiredo, que, além de integrante no grid da Copa Truck e representante direta da FIA aqui no Brasil, é também presidente da Confederação Feminina de Automobilismo.