Porto Seguro anuncia parceria com BYD e dá um ano de garantia

Rivaldo Leite Porto seguros
São Paulo, Brasil 26-11-2021 Retrato de Rivaldo Leite, VP comercial e de Marketing da Porto Seguro na sede da empresa em São Paulo. Foto: ©Fernando Martinho

A Porto Seguro anuncia parceria com a montadora chinesa BYD, especializada na produção de veículos elétricos. Com isso, todos os clientes que adquirirem modelos 2023/2024 de BYD Song Plus, BYD Yuan Plus, BYD Tan EV e BYD Dolphin EV até 20 de dezembro vão ganhar um ano de Porto Seguro Auto Individual.

“A Porto está alinhada com as tendências de seguros, especialmente de veículos elétricos. A expectativa é de que a frota elétrica aumente durante os próximos anos, e é importante contar com um seguro especializado que atenda às necessidades desse tipo de veículo. A parceria chega para suprir essa necessidade, garantindo alta qualidade dos serviços para todos os clientes”, comenta Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguro, em nota divulgada.

Santander Auto vai ofertar seguros nas 500 concessionárias da rede Fiat

Santander seguro auto

O Santander Brasil firmou parceria com a marca Fiat, líder de vendas do mercado de automóveis, por meio de contrato com a Stellantis Serviços Financeiros, para começar a ofertar proteção com condições especiais para quem financiar veículos zero quilômetro da marca através da sua rede de concessionárias, que reúne mais de 500 lojas em todo o país.

O lançamento da parceria prevê seguros anuais para os modelos líderes em vendas da marca: Pulse, Strada, Mobi, Argo, Cronos, Toro e Fastback com taxa fixa de 2,99% do valor do carro em todo o território nacional, independente do perfil, que corresponde a um desconto de mais de 50% sobre o valor médio do seguro no mercado. 

Outro benefício para os clientes da Fiat assegurado pela Santander Auto – seguradora digital do Santander – é que o valor da apólice pode ser incluído nas parcelas do financiamento do carro. 

Paolla Caldas, CEO da Santander Auto, explica que esta é uma ótima oportunidade para quem busca proteger seu automóvel. “Este é o melhor momento para comprar um produto de proteção completo, com atendimento diferenciado e por um preço ótimo que pode ser pago de forma mais suave dentro contrato do financiamento”, afirma a executiva do Santander. 

Outra facilidade oferecida pela Santander Auto é que todo o processo é digital, sem que o cliente tenha que responder aquele questionário imenso feito pelas seguradoras tradicionais e o cliente já pode sair da concessionária Fiat com o seguro ativo, sem necessidade de vistoria. 

O Santander e a Fiat são parceiros para serviços financeiros desde agosto de 2023 quando a Stellantis firmou parceria com o banco, criando a Fiat Financiamentos. 

Jean Pierre Avril, CEO da Stellantis Financiamentos, avalia que esta solução de seguros é mais uma grande conquista, trazendo benefícios inéditos para os clientes da Fiat, foco dessa integração entre a marca e o Banco. “O Seguro Auto que está sendo lançado está em linha com a nossa estratégia de trazer produtos exclusivos para os nossos clientes e aportar valor na comercialização de cada veículo”, afirma.

AGCS e Allianz Commercial anunciam mudança na liderança 

Fonte: Allianz

A Allianz Global Corporate & Specialty SE (AGCS) anuncia hoje mudanças em sua liderança. A alteração começará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2024, mas ainda estão sujeitas à aprovação regulatória. 

Petros Papanikolaou, atual CEO da região Europa Central do Grupo Allianz, será nomeado como o novo CEO da AGCS. Papanikolaou também assumirá a liderança da Allianz Commercial, modelo global do Grupo Allianz que tem o objetivo de atender aos clientes de seguros comerciais com uma abordagem unificada no mercado (Mid Corporate, Large Corporate e clientes Specialty). Ele sucederá Joachim Müller, que, após liderar com sucesso a reviravolta da AGCS, bem como o lançamento da Allianz Commercial, decidiu deixar o cargo de CEO da empresa, após o término de seu contrato, em 31 de dezembro. 

Papanikolaou é CEO da região Europa Central desde 2015, respondendo pelas operações da Allianz em 11 países. Anteriormente, foi CEO da Allianz Hellas, de 2004 a 2015, e Gerente Geral nos setores de Vida, Vendas e Propriedade e Acidentes. Antes de ingressar na Allianz em 1998, desempenhou diversas funções de gestão financeira para a AGF Kosmos e iniciou sua carreira como auditor na EY. O executivo possui pós-graduação em administração e gestão de empresas, bem como pós-graduação em estudos europeus pela Université Catholique de Louvain, além de um bacharelado em filosofia e literatura pela Universidade de Atenas. 

Chris Townsend, membro do Conselho de Administração da Allianz SE, afirmou: “Com sua ampla experiência internacional de liderança no setor de Propriedade e Acidentes, aliada ao seu comprovado histórico de execução, Petros Papanikolaou será capaz de implementar integralmente e impulsionar nossa estratégia global integrada em benefício os clientes e parceiros da Allianz Commercial. Sob sua liderança, espera-se que a região da Europa Central atinja 1 bilhão de euros em lucro operacional a partir deste ano, tornando a Allianz uma das maiores e mais lucrativas seguradoras da região. Quero agradecer a Joe Müller por seus serviços à Allianz, especialmente pela bem-sucedida transformação da AGCS e pelo estabelecimento do novo modelo integrado da Allianz Commercial. Desejo a ele todo o sucesso em seu próximo passo na carreira”.

Bradesco Seguros é destaque do mercado segurador no prêmio Jatobá

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros foi um dos destaques no Troféu Jatobá PR 2023. A companhia marcou presença no top 5 na categoria Mídia Editorial Própria, em noite de premiação ocorrida na última terça-feira, 5, em São Paulo. Com o case Fala GBS: nosso funcionário como protagonista para contar as novidades do Grupo Bradesco Seguros, o Grupo Segurador buscou dar voz às equipes que compõem diversos segmentos da empresa. Em formato de vídeo e contando com funcionários como apresentadores e entrevistados, o Fala GBS é disponibilizado mensalmente na intranet da seguradora e conta com milhares de acessos.

“A Comunicação Interna possui um protagonismo bastante expressivo em nossa companhia e poder vê-la ser reconhecida por um prêmio tão significativo para o mercado nos deixa muito realizados”, destaca Regina Macedo, Superintendente de Comunicação e Análise de Mercado do Grupo Bradesco Seguros.

Karen Almeida

“O Fala GBS nasceu com o objetivo de dar protagonismo ao nosso funcionário. Quando o assunto é falar para os mais de sete mil colaboradores que o Grupo Bradesco Seguros possui em todo o Brasil, nada melhor que contar com ele para a disseminação dos nossos assuntos”, finaliza Karen Almeida, Gerente de Comunicação Interna do Grupo Segurador.

Troféu Jatobá PR 2023 foi a edição mais concorrida do prêmio, com recorde de cases inscritos. Foram 309 trabalhos divididos em 31 categorias. Ao todo, concorreram 116 organizações, sendo 43 Agências Butique, 24 Grandes Agências e 49 Empresas dos segmentos Público e Privado.

2024 traz desafios aos executivos de seguros

Segue o mais recente artigo para o Infomoney

Segundo a ótica das seguradoras, a perspectiva para o setor de seguros em 2024 é otimista. Mas a Fitch Ratings aposta na classificação “neutra”. “A perspectiva da Fitch para o setor de seguros brasileiro é neutra para 2024, refletindo nossa expectativa de um desempenho mais estável e uma recuperação gradual nas taxas de sinistralidade no segmento de seguros de saúde. O risco país é um fator importante devido à exposição significativa das empresas de seguros brasileiras aos títulos do governo brasileiro e à concentração das operações no Brasil. Nossa perspectiva para a indústria de seguros brasileira incorpora a manutenção do crescimento dos prêmios, o que reflete em parte a resiliência do setor, os dados econômicos do país mais fortes do que o esperado e uma inflação mais controlada que também reduz a pressão sobre os custos dos sinistros”, diz Eduardo Recinos, diretor sênior da classificadora de riscos.

Apesar de concordarem que 2024 será um ano de concorrência mais acirrada, os executivos de seguros acreditam que é possível avançar em muitas frentes diante da baixa penetração de produtos em diversos segmentos no Brasil, principalmente em agronegócios, residência, vida, pequenas e médias empresas e riscos cibernéticos. “Sem contar na possibilidade de volta do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no governo Lula, com previsão de R$ 1,7 trilhão em investimentos, o que movimenta vários seguros, desde a garantia de construção da obra até o seguro de vida dos trabalhadores envolvidos nos empreendimentos”, afirma Carlos Eduardo Silvestre, diretor comercial de seguros corporativos da FF Seguros.

Ivan Gontijo, presidente do grupo Bradesco Seguros, define 2024 como um ano de muitas oportunidades para crescimento em diversas carteiras de negócios dentro e fora do banco. “Investimos mais de R$ 2 bilhões em tecnologia nos últimos dois anos, reestruturamos a área comercial em especialistas de negócios e temos um backoffice que atende a todas as companhias do grupo e começamos a colher os frutos com a conquista de novos negócios. Temos desafios, como ampliar o diálogo com o segmento de agronegócios, que é um potencial à parte, e problemas, como debater soluções para a saúde suplementar para que seja atendida a demanda da sociedade com equilíbrio de custos para operadoras e consumidores”, diz o dono de uma carteira de ativos financeiros de R$ 380 bilhões, segundo balanço até setembro de 2023.

Realmente, o único “patinho feio” do setor de seguros é o que envolve o seguro saúde. A Fitch esperava que a taxa de sinistralidade e os índices saudáveis de lucratividade do segmento de seguros de saúde privados voltassem a níveis próximos ao período pré-pandêmico, mas os números mostraram que os desafios são maiores e que esse retorno levará mais tempo do que o esperado. A Fitch enxerga desafios para o setor, mas espera que a pressão sobre as taxas de sinistros exija diretamente um maior ajuste nos preços dos planos de saúde

Por outro lado, é intenso o lançamento de produtos que buscam conquistar aqueles que não podem ter um plano de saúde. A MetLife anunciou na semana passada que os clientes do seguro de vida terão acesso ao Programa de Saúde e Bem-Estar, plataforma que disponibiliza teleorientações com psicólogos, nutricionistas, educadores físicos, fisioterapeutas e especialistas do sono do Hospital Israelita Albert Einstein. A seguradora também está ampliando a proteção em caso de imprevistos, com novas coberturas como fratura óssea, invalidez por doença e amparo funeral para familiares. “Nosso compromisso é proporcionar uma proteção holística ao segurado, em uma jornada contínua, cuidando da saúde física, mental e financeira”, afirma Paula Toguchi, diretora de produtos da MetLife.

Se o crescimento das vendas com aumento da base segurada é tido como certo para boa parte dos seguros, a lucratividade exigirá atenção redobrada. “O início do ciclo de afrouxamento monetário deve influenciar nos resultados financeiros das seguradoras brasileiras, já que a maior parte das carteiras das seguradoras está exposta a títulos públicos ou privados influenciados pela Selic”, diz a Fitch. “Políticas monetárias expansivas podem afetar a rentabilidade geral em alguns mercados devido a menores rendimentos das carteiras de investimento e custos mais altos de resseguro e níveis de retenção maiores que aumentam as exposições ao risco climático e à volatilidade dos ganhos”.

Ao prever uma taxa de juros menor, as seguradoras deverão se concentrar em dados para uma subscrição mais assertiva, ou seja, cobrar o preço certo para cada risco aceito e melhorar o resultado operacional para compensar ganhos financeiros menores. Rivaldo Leite, CEO da vertical Porto Seguros, afirma que o grande desafio do próximo ano será superar 2023, um ano inigualável a qualquer outro em termos de lucro: “Até setembro de 2023, o setor acumula um lucro líquido de R$ 22 bilhões, o dobro do resultado registrado no mesmo período do ano anterior. Todas as 50 maiores companhias registraram ganho. Isso é um resultado extraordinário e que nos coloca um grande desafio para 2024: repetir essa performance”.

Tal resultado foi obtido não só pelas elevadas taxas de juros, como também pelos frutos da base tecnológica, com ganhos expressivos na digitalização, por uma redução de pedidos de indenização e pela desinflação da tabela Fipe, que cataloga o valor dos carros novos e usados. Em 2022, por exemplo, um carro segurado em R$ 100 mil passou a valer R$ 130 mil, gerando aumento de custos indenizatórios para as companhias. Em 2023, o efeito foi contrário.

Murilo Riedel, head de seguros e diretor do Santander, aposta na manutenção da lucratividade das companhias, por enxergar um cenário positivo em várias frentes, principalmente em automóvel. “Ainda temos um descompasso com a falta de peças, o que acarreta um custo maior no conserto dos carros. Mas o ganho financeiro das seguradoras deverá se manter, uma vez que os investimentos das reservas técnicas estão lastreados em títulos de longo prazo do governo, negociados em períodos de elevadas taxas. A receita já está travada no pré-fixado. A marcação a mercado será vantajosa para as companhias, que seguirão apresentando um resultado financeiro destacado até 2025”, diz Riedel. A Fitch espera que a Selic termine 2023 em 11,75% e em 9% em 2024.

Segundo ele, que deixou há um ano o comando da HDI Seguros para hoje ter uma visão como administrador do ecossistema de distribuição de seguros do banco espanhol, o próximo ano será um momento importante para as seguradoras conquistarem novos consumidores. “Como um gestor de vários parceiros que vendem seus produtos no canal Santander, vejo que todas as companhias estão dispostas a investir em parcerias e soluções de problemas para atrair mais clientes para o setor. Todas registraram lucro e têm reservas e apetite para manter market share. Ao ofertarem preços mais acessíveis, isso certamente ajudará na ampliação do mercado”, afirma. E este cenário beneficia os resultados do Santander em seguros, que tem relevante carteira de seguro prestamista, garantindo o pagamento do crédito, e cresce em segmentos como seguro auto, residência, assistências e riscos patrimonial para PMEs. De janeiro a setembro, o banco Santander divulgou em seus resultados comissões de seguros de R$ 2,5 bilhões.

A concorrência acirrada é um ponto de atenção para a Tokio Marine Seguradora, uma das companhias que tem apresentado o melhor resultado entre crescimento e lucratividade, segundo a consultoria Siscorp. “Em 2024, o objetivo principal da Tokio Marine é manter o crescimento sustentável na casa de dois dígitos em termos de faturamento. A ideia é continuar crescendo em diversas linhas de negócios, especialmente naquelas em que há grandes oportunidades de maior penetração no mercado, contando sempre com os nossos mais de 40 mil corretores e assessorias. Em termos de rentabilidade, estamos confiantes em continuar crescendo, mesmo diante de desafios tais como os eventos climáticos, ambiente econômico global e local, e os desdobramentos da Reforma Tributária no Brasil e seus impactos para o nosso setor”, diz Daniel Dibe, diretor executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine Seguradora.

No segmento de vida, o céu é de brigadeiro em crescimento e em rentabilidade. “Estamos acompanhando as projeções de mercado para o crescimento do setor com olhar otimista. Porém, os desafios são grandes. Estudo que realizamos em parceria com a FGV apontou que quase 60% demonstram falta de tranquilidade por não contar com um seguro de vida. E enquanto somente cerca de 18% dos brasileiros tiver seguro de vida, nosso desafio seguirá sendo democratizar o acesso e levar proteção financeira para o maior número de pessoas”, afirma Gustavo Raposo, vice-presidente financeiro da Prudential do Brasil.

Outro desafio, segundo Raposo, é contribuir para a desmistificação do seguro. Para ele, o papel das seguradoras é torná-lo mais conhecido: “O estudo mostrou também que o desconhecimento é um dos fatores para a não contratação. Hoje, pouca gente sabe que o seguro de vida é um aliado para o cliente ainda em vida. Na Prudential, oferecemos diversas coberturas e assistências, como doenças graves, diárias de internação hospitalar ou acidentes pessoais que podem beneficiar profissionais autônomos, por exemplo”.

Dyogo Oliviera, presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, também acredita que 2023 foi um ano foi marcante pelas conquistas regulatórias e na forma do setor em se comunicar com toda a sociedade, citando o bom encaminhamento do setor de seguros dentro da reforma tributária, as mudanças obtidas no PL 29 de contratos de seguros e no adiamento da implementação do Open Insurance. Mas ele reconhece que ainda há problemas a serem enfrentados no próximo ano.

“A regulamentação do setor pela Susep, apesar do bom relacionamento construído com a nova gestão, exige atenção. Temos de acompanhar a aprovação do PL dos contratos de seguros, com medidas implementadas no prazo de um ano após a sua publicação, bem como os normativos do SRO (Sistema de Registro de Operações) e Open Insurance. Ainda há muito a ser debatido para que as normas sejam benéficas para o setor”, disse Oliveira em evento organizado pelo SindSeg-SP.

2024 realmente será um ano animado para o setor. Tanto que atrair talentos tem sido uma constante entre seguradoras e corretores, que se antecipam ao movimento e blindam seus executivos. Entre as corretoras de seguros essa prática gerou até um processo judicial com um concorrente levando duas equipes inteiras da congênere. Certamente, ninguém sofrerá de tédio no próximo ano: teremos muitas notícias interessantes sobre o setor de seguros.

Generali é reconhecida como líder em sustentabilidade pela MSCI ESG

Fonte: Generali

A Generali confirmou sua liderança em sustentabilidade, segundo a MSCI, índice que mede a resiliência das empresas aos riscos ESG. A análise da MSCI, envolvendo mais de 8.500 empresas, confirmou a classificação ESG “AAA”, reconhecendo o grupo este ano, pela segunda vez consecutiva, com a pontuação máxima.

A avaliação da MSCI destaca a integração de práticas avançadas de gestão de riscos climáticos pela Generali, avaliando o impacto de diferentes cenários climáticos nas atividades de subscrição e na carteira de investimentos. A MSCI também mencionou a liderança do grupo em gestão de capital humano, sua promoção de investimentos responsáveis e sistemas de cibersegurança.

Além disso, nos últimos dias, a Generali foi confirmada no Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones (DJSI) e no Índice Europeu de Sustentabilidade Dow Jones (DJSI Europa). O posicionamento da Generali nos índices de 2023 destaca, em particular, a abordagem diferenciada em termos de transparência e relatórios, estratégia tributária, gestão de riscos, atenção à segurança cibernética e estratégia de mudança climática.

“O excelente posicionamento nas mais importantes classificações de sustentabilidade internacionais confirma o compromisso estratégico do Grupo em contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e resiliente”, diz Marco Sesana, diretor geral do grupo Generali. “Hoje, todas as nossas atividades são inspiradas pela ambição de sermos um Parceiro para toda Vida, integrando a sustentabilidade em nossos quatro papéis: como seguradora responsável, investidora responsável, empregadora responsável e cidadã responsável”, afirma.

A MSCI ESG Research fornece estudos, avaliações e análises sobre milhares de empresas em todo o mundo, a partir da perspectiva de práticas comerciais, ambientais, sociais e de governança. O objetivo é oferecer aos investidores institucionais insights críticos que possam ajudá-los a identificar riscos e oportunidades não destacadas pela pesquisa tradicional de investimentos.

As classificações ESG da MSCI também são usadas na construção dos Índices ESG, produzidos pela MSCI, Inc. O Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones representa as principais empresas no índice S&P Global BMI com base em critérios econômicos, ambientais e sociais de longo prazo, enquanto o Índice Europeu de Sustentabilidade Dow Jones se concentra nos líderes europeus em sustentabilidade.

Festa do CVG-SP celebra ano de mudanças e realizações

Por Márcia Alves

A tradicional Festa de Confraternização do CVG-SP retornou ao calendário do mercado em grande estilo. No dia 5 de dezembro, no moderno e cosmopolita SP Hall, famoso não apenas pela elegância das instalações como por oferecer um oásis de natureza em meio a cidade, o CVG-SP reuniu um grupo diverso de convidados, incluindo profissionais de empresas associadas, parceiras e autoridades do setor.

No estilo open-bar e com gastronomia caprichada, o coquetel ofereceu bebidas e drinks à vontade, bem como ampla mesa de frios, comidinhas quentes e petiscos aos convidados. A Banda Maski Duo se encarregou de animar o evento, tocando classic rocks, música pop, soul music e muitos outros ritmos. A pista de dança iluminada, o amplo telão e o show de luzes completaram o espetáculo de uma noite muito especial.

Conectando o mercado

O presidente do CVG-SP, Marcio Batistuti, fez um balanço positivo do seu primeiro ano de gestão e celebrou as realizações da entidade. Como autor do slogan “Conectando o nosso mercado”, que acompanha a nova marca do CVG-SP, lançada no primeiro semestre, ele destacou os avanços na modernização da entidade, bem como a inovação. “Conseguimos realizar o que idealizamos, que era tornar o CVG-SP um ponto de conexão do mercado”, disse.

Dentre as inovações, Batistuti citou a série de eventos Café CVG-SP, que é itinerante e realizada nas dependências das associadas anfitriãs com a participação de especialistas. “Os Cafés foram um ponto alto na agenda de eventos porque acrescentaram conteúdo aos encontros e reuniram muitos profissionais jovens com especialistas renomados do mercado”, disse. Ele ressaltou, ainda, que a modernização também está impressa no formato dos eventos.

“Os nossos eventos estão cada vez mais descontraídos, menos burocráticos e formais para se conectarem com públicos mais jovens. É muito importante levar o conhecimento do seguro de pessoas para novas gerações”, disse. A própria Festa de Confraternização foi exemplo dessa mudança, com seu estilo informal e dispensa de longos discursos. “Hoje é dia de networking e diversão, estou muito feliz com a participação de convidados de vários segmentos”, disse. 

O diretor de Relações com o Mercado do CVG-SP, Renato Barbosa, também comemorou o ano de realizações. “Avançamos muito em conteúdo e, principalmente, no propósito de conectar o mercado, que é a marca dessa gestão. Esta festa, por exemplo, foi concebida com o intuito de que as pessoas pudessem ficar à vontade e, por isso, dispensamos o cerimonial. Encerramos com chave de ouro”, disse.

Boa notícia

Um dos convidados trouxe uma boa notícia para o segmento de seguro de pessoas e previdência. Carlos Queiroz, que responde, atualmente, pelas Diretorias 4 e 2 da Susep, envolvendo Supervisão Prudencial, e também pela Diretoria de Regulação e Supervisão de Produtos Massificados, que inclui os produtos de vida e previdência, comentou o novo marco regulatório da previdência complementar aberta, aprovado recentemente pela autarquia.

Segundo Queiróz, o novo marco, que deverá ser aprovado em breve pelo CNSP, será direcionado ao desenvolvimento do mercado de anuidades. “O objetivo é incentivar a população a converter em renda os recursos acumulados na previdência complementar para que seja usada no período de sua velhice. Isso é fundamental e estou muito feliz de estar aqui no CVG-SP, pelo qual tenho muito carinho, trazendo essa boa notícia”, disse.

VALOR: Com indenizações suspensas, DPVAT vira dor de cabeça para governo Lula, que tenta retomar taxa

Deputado Carlos Zarattini (PT-SP) DPVAT

Fonte: Valor

O pagamento da indenização do DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres) para quem sofrer acidentes de trânsito desde 15 de novembro está suspenso por falta de dinheiro e deve virar uma nova dor de cabeça para o governo Lula, tanto pelo aspecto político (em razão do desgaste pela recriação da taxa) quanto pelo aspecto financeiro.

Um projeto de lei para reestruturar o DPVAT e retomar a cobrança foi enviado pelo governo em outubro e trancará a pauta de plenário da Câmara dos Deputados a partir de sexta-feira. Mas a tendência é que o Congresso saia de recesso, no dia 22 deste mês, sem votá-lo e só decida depois de fevereiro, afirmou o relator da proposta, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

“Temos a medida provisória das subvenções, a reforma tributária, LOA [Lei Orçamentária Anual], LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], os vetos presidenciais e apenas duas semanas para o fim do ano. Acho muito difícil aprovar o projeto em dezembro. Provavelmente o seguro vai ficar suspenso por um tempo até conseguirmos restabelecer a cobrança”, disse o petista.

Zarattini foi nomeado relator do projeto em 1º de dezembro e protocolou o parecer já no dia seguinte, recomendando a aprovação integral. O assunto ainda não entrou em debate no plenário e o deputado acredita que o projeto deve enfrentar dificuldades quando essa etapa começar – como lobbies para tornar obrigatória a contratação de seguro privado para veículos e para aumentar o valor das indenizações de R$ 13,5 mil para R$ 40 mil (o que encareceria a taxa).

Outra dificuldade é política. O DPVAT já chegou a custar mais de R$ 100 por carro e o dobro para motos, mas o valor foi sendo reduzido desde 2016 após investigações contra fraudes e uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). A cobrança foi extinta em 2020, mas os recursos arrecadados até aquela data foram suficientes para bancar as indenizações por mais três anos. Essa medida foi um dos motes da campanha de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Agora, porém, essa reserva acabou. Se não houver fonte de financiamento, a política pública de indenização por danos a pessoas mortas ou com invalidez permanente provocados por acidentes de trânsito será encerrada. Uma fonte do governo diz que caberá à sociedade decidir, por meio do Congresso.

Reação da oposição

A oposição prevê usar o tema para desgastar o governo. O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) afirmou que votará contra a criação de novas taxas para custear o seguro e criticou o PT por “sempre querer aumentar os impostos para poder gastar mais”. “Acabar com esse pagamento foi uma política muito bem aceita pela população. Não vejo porque retomar essa taxa”, disse.

O governo atua para diminuir os danos políticos e redesenhou o seguro. Uma mudança é no modelo de remuneração da gestora do DPVAT. A proposta é que o seguro continue administrado pela Caixa Econômica Federal, que receberá um valor fixo anual. No modelo anterior, extinto em 2020 junto com a Seguradora Líder, um consórcio de seguradoras fazia a gestão e recebia conforme a arrecadação com a taxa e o pagamento de indenizações. As despesas do banco com o serviço equivalem a um terço daquelas registradas no formato anterior.

Outra alteração proposta é o fim da cobertura de despesas de assistência médica e suplementares pelo DPVAT. O Ministério da Fazenda argumenta que esses serviços são prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cuja criação é posterior à do antigo seguro (que existe desde 1974). Essa exclusão, diz a Pasta, permitirá cobrar preços menores dos proprietários de automóveis.

Ponto que mais preocupa os motoristas, o valor da futura taxa não consta do projeto e ainda não foi divulgado pelo governo. Isso constará de um ato do Executivo posterior à aprovação do projeto (se isso ocorrer). O Valor solicitou os pareceres técnicos do Executivo via Lei de Acesso à Informação, mas foi negado com o argumento de que a regulamentação ainda não está publicada.

Segundo Zarattini, o seguro deve custar entre R$ 50 e R$ 60 por ano, de acordo com as estimativas do Ministério da Fazenda. Ele não soube informar se haverá diferenciação entre motos e carros.

A demora em resolver o financiamento do programa já causa um problema de gestão, de acordo com o relator do projeto. Os governos estaduais estão divulgando o calendário de pagamento do IPVA e licenciamento para os primeiros meses de 2024 sem considerar a cobrança de DPVAT. Isso, na opinião de Zarattini, tornará mais difícil cobrar os valores ao longo do próximo ano.

Já prevendo dificuldades em aprovar a proposta ainda em 2023, o governo incluiu no projeto um dispositivo que permite cobrar valores um pouco mais elevados em 2024. Dessa forma, será possível bancar as indenizações que deixarão de ser pagas no período. Por se tratar de um seguro, e não de um imposto, o DPVAT pode voltar a ser cobrado logo após a sanção da lei.

Zurich e PackIoT oferecem solução para melhorar eficiência e produtividade na indústria 

Zurich Seguros Suzano

Fonte: Zurich

Em parceria com a PackIoT, a seguradora Zurich oferece ao mercado um novo serviço para a gestão de riscos. A partir da solução, que envolve o uso de ferramentas de Internet das Coisas (do inglês, IoT), indústrias de diferentes setores podem fazer uma análise detalhada de sua operação para identificar ineficiências, gargalos e riscos. O serviço tem como foco um levantamento de dados detalhado da produção, que suporte a tomada de decisão e a busca por processos mais eficientes. 

O novo serviço integra a Zurich Resilience Solutions (ZRS), um conjunto de soluções da seguradora que visam a gestão qualificada dos riscos das empresas com foco em prevenção, que podem ser contratados pelas empresas junto às apólices ou separadamente. 

Segundo Andressa Meireles, superintendente de Engenharia de Riscos da Zurich, a parceria com a PackIoT cumpre um dos principais propósitos da ZRS, que é fornecer dados, ferramentas e insights relevantes e confiáveis que ajudem as empresas a mitigar seus riscos.  

“Enquanto equipe de engenharia de riscos, acreditamos fortemente na gestão e prevenção, que potencializam a proteção oferecida pelos produtos de seguro. Por isso, buscamos sempre agregar valor ao mercado oferecendo serviços e ferramentas que ajudem os clientes a fazerem um melhor gerenciamento de seus riscos, ou até mesmo, a modernizarem suas operações, visando a resiliência a longo prazo”, diz Andressa. 

Com o uso de tecnologia e o mapeamento detalhado da operação, a novidade no novo serviço é o foco voltado para a gestão da produtividade dos clientes, com melhor controle da eficiência, paradas e, inclusive, da qualidade de vida dos trabalhadores no chão de fábrica. 

Para a executiva, o serviço oferecido junto à PackIoT, bem como os demais oferecidos no âmbito da ZRS – incluindo avaliações climáticas, gestão da cadeia de suprimento, avaliação de riscos cibernéticos,  entre outros –, são ferramentas importantes a que os corretores têm acesso para mostrar a relevância do gerenciamento aos seus clientes. 

“Como um consultor de riscos, os corretores podem alertá-los para a importância desse tipo de serviço para a prevenção, contando sempre, é claro, com o suporte qualificado e diferenciado do nosso time de engenharia de riscos”, pontua Andressa. 

O serviço na prática 

A primeira empresa a receber o novo serviço foi a Suzano. Cliente da Zurich, a companhia de papel e celulose fez a instalação de softwares em duas linhas de produção na unidade situada na cidade de Imperatriz, no Maranhão, a fim de levantar dados a respeito da produtividade e eficiência com diversos recortes, como por linha, por produto, por turno, entre outras análises. 

A unidade agora conta com uma central de monitoramento em tempo real, em que os operadores têm uma visão muito mais completa e precisa da sua própria produção. Como explica Murilo Delponte, Head de Customer Success da PackIoT e gerente do projeto, um dos primeiros ganhos da implantação da tecnologia foi a própria qualidade de vida dos trabalhadores, contribuindo para a sua autonomia e engajamento no dia a dia de trabalho.  

Este benefício, segundo ele, estaria diretamente ligado aos conceitos da Indústria 5.0, que abordam a tecnologia não só com otimizadora de processos, mas como potencializadora e valorizadora dos indivíduos na cadeira produtiva. 

“Nas trocas de turno, por exemplo, um dashboard fornece informações claras sobre o estado da produção. O operador que chega consegue assumir com uma noção exata das metas, das possíveis questões a resolver, o que torna a transição tranquila e minimiza os riscos de erros que afetem a produção”, explica. “Tudo isso gera redução de tempo, já que foi observada uma economia de 200 a 600 horas/ano para cada operador no chão de fábrica”. 

Em cima dos dados coletados, a Zurich e a PackIoT também desenvolveram uma série de análises mais aprofundadas, visando um gerenciamento da operação com impacto direto na produtividade.  

Segundo Andressa, a tecnologia foi fundamental para a empresa ter uma maior visibilidade nas paradas de processos, e consequentemente, previsibilidade no tempo de produção, auxiliando na tomada de decisão e no cumprimento dos prazos. Segundo ela, a tecnologia identificou quase o dobro de tempo de paradas em relação ao sistema anterior, dando uma visão muito mais clara e precisa do ritmo da produção. 

“Através da transformação digital, o que estamos fazendo é dar autonomia para que o cliente faça não só sua gestão de produtividade, mas de riscos, em tempo real”, ressalta Andressa. “Com insights qualificados, ele pode decidir a melhor velocidade de produção, quais produtos priorizar, quando fazer a manutenção das linhas e, assim, reduzir as interrupções e gargalos na produção. Ao melhorar a eficiência operacional, as empresas podem reduzir custos e melhorar a produtividade significativamente”. 

William dos Santos, Coordenador Manutenção Conversão Tissue da Unidade Imperatriz da Suzano, onde o projeto foi colocado em prática, aponta que os resultados obtidos foram fundamentais para melhora na produção.  

“A identificação automática de todas as paradas de processo, por meio da sensorização presente na máquina, e o tratamento estatístico dos dados obtidos foram fundamentais para a geração de insigths e oportunidades o que contribuiu para a redução de tempos improdutivos no processo”, conclui William. 

Susep inclui ampliar acesso da população ao seguro em plano de regulação do setor para 2024

susep temas regulatórios

Fonte: Infomoney

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) vai focar seus esforços de regulação dos mercados de seguros, resseguros, previdência complementar aberta e capitalização em nove macrotemas em 2024, segundo o novo plano de regulação anunciado em webinar na sexta-feira (8).

Foram destacados os que impactam diretamente o bolso do consumidor, como a Política Nacional de Acesso ao Seguro. “Não adianta ter um enorme potencial se não tivermos estratégia para alcançar esse potencial de mercado que temos”, observou o superintendente, Alessandro Octaviani. Dentro desse macrotema, foram detalhadas algumas iniciativas já em andamento.

Uma delas é a revisão da regulamentação sobre as coberturas por sobrevivência oferecidas em planos de seguros de pessoas e planos de previdência complementar aberta, cuja finalidade é fomentar o mercado de anuidades e propiciar o desenvolvimento de produtos que melhor atendam às necessidades dos consumidores. Neste caso, já foram entregues, no segundo semestre de 2023, normativos ao Conselho Diretor da Susep para avaliação.

As outras iniciativas estão previstas para 2024, como a elaboração de normativo com regras e critérios para estruturação, comercialização e operacionalização do seguro de vida universal (primeiro semestre) e um estudo com alternativas para aumentar o acesso da população ao seguro e previdência complementar aberta.

“Temos um gap de proteção no país. Muitas pessoas, bens e outros objetos seguráveis que poderiam estar cobertos por apólices não estão. Queremos tratar da previdência complementar aberta. De forma geral, podemos destacar o novo marco de previdência (PGBL/VGBL), nesse momento já em discussão com outros ministérios, como da Previdência Social e do Trabalho, além de regulamentar com mais profundidade o produto Universal Life. Mas o grande núcleo é o desenvolvimento de uma política nacional de aceso ao seguro, na qual pretendemos estabelecer bases importantes para aumentar e ampliar formas de acesso à população”, comentou o diretor da Susep, Carlos Queiroz.

Queiroz destacou ainda outros pontos que impactam diretamente o consumidor e devem gerar iniciativas mais concretas apresentadas no primeiro semestre do próximo ano, como a elaboração de um estudo sobre as boas práticas de mercado focado em valores de consumidores retidos em provisões técnicas, com posterior elaboração de normativo.

“É importante que a Susep trabalhe o tema fazendo com que as provisões de resgate de capitalização, por exemplo, e os benefícios a conceder de previdência complementar sejam de fato devolvidos aos consumidores após terem cumprido o seu papel”, salientou o diretor. A previsão é que, a partir desse estudo, seja elaborado um normativo sobre o tema para o segundo semestre de 2024. Está prevista também a regulamentação da Lei 14.652/2023, de agosto deste ano, que garante o resgate de planos de previdência complementar e capitalização como garantia de operações de crédito.

Foram anunciados ainda a conclusão de dois Grupos de Trabalho (GT) criados este ano:

  • GT de Seguros, Novo PAC e Neoindustrialização deverá gerar mudanças no desenho do seguro garantia voltado para investimentos em infraestrutura, além de complemento ao novo marco regulatório do ramo (de 2022);
  • revisão e consolidação do arcabouço regulatório relativo aos seguros de Responsabilidade Civil dos transportadores de carga após a sanção da Lei 14.599/2023;
  • e desenvolvimento de regras e condições contratuais referenciais no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Já o GT de Transformação Ecológica deverá gerar uma minuta que passará por consulta pública para classificação dos produtos de seguros e previdências que poderão ser chamados de “verdes”. “A ideia é entregar uma classificação dos produtos para trazer transparência ao mercado e evitar o greenwashing”, explicou a coordenadora-geral de Estratégia e Organização, Júlia Normande.

Segundo ela, outro objetivo é incentivar a comercialização de produtos que tragam benefícios para a transformação ecológica. “Também pensamos como seguros de pessoas e previdência podem se tornar produtos sustentáveis, além de como os fundos são constituídos em uma atuação em conjunto com outros reguladores do mercado financeiro”, acrescentou Julia. A ideia é que todo esse trabalho seja feito em linha com o Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda.

Foi destacado ainda o eixo de trabalho que envolve a Política Nacional de Cibersegurança e Mercados Supervisionados, que deverá gerar estudo sobre seguros específicos aos riscos cibernéticos, como o de Responsabilidade Civil, e o seguro Garantia de Infraestruturas Cibernéticas, além de estudo de adequação do sistema de cibersegurança da Susep à essa política.

De acordo com Octaviani, há toda uma discussão, mundo afora, das hipóteses de incidência das coberturas dos riscos cibernéticos especialmente por empresas que detêm grandes quantidades de dados, e no Brasil há um imenso campo para explorar os riscos cibernéticos “em várias outras perspectivas”.

Uma delas é a de “acoplar” o seguro na construção da infraestrutura cibernética, assim como o seguro já garante a construção da infraestrutura física. Ele avalia que os riscos nesse ambiente vão crescer acompanhando a digitalização da economia. “Se é para lá que corre riqueza, predação, fraude e ato ilícito, além de desestabilização política, também [vamos olhar] para lá”, disse, ressaltando a importância da abertura do debate para além do mercado.

Octaviani salientou ainda que no segundo semestre haverá mais fôlego para organizar a Política Nacional de Cibersegurança, que deverá contar com “uma grande coalização” envolvendo reguladores de outros mercados. Ele citou o debate realizado nesta quinta-feira (7) pelo Banco Central, cuja “constatação geral” foi a de que a digitalização de toda economia é fato e atingirá inclusive a “nossa moeda”. “Nenhum regulador dá conta de estruturar essa segurança sozinho”, complementa.

Veja abaixo todos os eixos que vão nortear o plano de regulação do setor em 2024:

  1. Seguros, Novo PAC e Neoindustrialização;
  2. Transformação Ecológica;
  3. Política Nacional de Acesso ao Seguro;
  4. Política Nacional de Resseguro;
  5. Política Nacional de Cibersegurança;
  6. Autorização;
  7. Regulação Prudencial;
  8. Regulação de Conduta;
  9. Desenvolvimento dos Instrumentos de Supervisão.

De acordo com o superintendente da Susep, o plano tem “três grandes funções”, que são a de contribuir com o plano de desenvolvimento da economia como país, conforme estipulado na Constituição Federal, além de trazer mais confiança e segurança jurídica a todos os entes do mercado, e ajudar a organizar internamente a atuação do órgão regulador.

Octaviani defendeu o diálogo entre todos os envolvidos no mercado para avançar na regulação. “A Susep tem demonstrado e praticado que a forma de fazer regulação não pode ser outra além do diálogo. Faremos todos esses avanços e conceitualização com muito diálogo com seguradores, corretores, segurados, especialistas e órgãos de governo. Porque é assim que se faz política pública. Conversando e dialogando”, disse.