Bradesco Seguros lança a campanha de final do ano

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros traz para essa Campanha as emoções vivenciadas por uma família nos encontros de final de ano, a partir do olhar de um boneco de Natal. 

No roteiro, o Boneco de Neve acompanha o Natal de uma mesma família por anos, afirma o quanto visualiza coisas boas nas pessoas e finaliza desejando: “Que, em 2024, todos nós sejamos mais como somos no Natal”. O filme está disponível no canal oficial da seguradora no YouTube, além das redes sociais do Grupo Segurador. 

“Finalizamos o ano com uma campanha que convida a todos para uma reflexão sobre as emoções vivenciadas pelas famílias nesse período do ano, motivando que esse sentimento perdure por todo o novo ano que está chegando. Mostrar a história de uma família ao longo dos anos, trazendo várias gerações convivendo e criando novos laços, reforça o nosso compromisso em oferecer produtos e serviços que protejam as famílias durante a jornada da vida”, afirma Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros. 

Susep explica a conexão do real digital com o setor de seguros

Fonte: Susep

 A Superintendência de Seguros Privados (Susep), representada pelo Superintendente, Alessandro Octaviani, participou ontem, 07 de dezembro, do Encontro Anual Drex 2023, que promoveu um debate aberto sobre o futuro digital do sistema financeiro e apresentou o andamento da Iniciativa Drex. O evento ocorreu em Brasília (DF), na sede do Banco Central do Brasil, organizador do evento.

A primeira ação destacada pelo superintendente foi o Open Insurance. “É uma enorme tentativa de trazer o consumidor para uma ambiência contratual, na qual ele tem muita transparência de informação”, explicou Octavianni juntamente com representantes de outros reguladores do sistema financeiro no painel “O papel do regulador na economia digital”.

Octaviani também mencionou os avanços proporcionados pelo Sistema de Registro de operações (SRO). “Com o sistema, o fiscalizador tem todas as informações do que as fiscalizadas fazem em tempo real. Não voltaremos a fiscalizar em papel, ou meramente as auditorias de final de ano. Estamos digitalizando a nossa economia”, acrescentou.

Em sua fala, o superintendente Alessandro Octaviani comentou sobre as iniciativas da Susep relacionadas à economia digital e seus vários processos e de que formas essas ações se conectam com o Drex.

O Encontro Anual Drex 2023 tratou, ainda, de temas como finanças “tokenizadas”, economia verde, e contou com a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que, na abertura do evento, falou sobre o Futuro Digital do Sistema Financeiro Nacional.  

Compuseram o painel, além do Superintendente, Fabio Araujo, Consultor do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do Banco Central do Brasil; Jorge Alexandre Casara, Gerente de Inteligência em Supervisão de Riscos Estratégicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Fabiana Rodopoulos, Auditora de Finanças e Controles da Secretaria do Tesouro Nacional (STN); e Fernando Duarte Folle, Coordenador de Normas de Investimentos da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC). A mediação foi feita por Danielle Teixeira, Líder de Projetos de Inovação da Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac).

O evento foi transmitido e pode ser assistido no Canal do Banco Central no YouTube.

Seguro automóvel deve elevar faturamento da EZZE para a meta de R$ 1 bilhão

A concorrência fica cada dia mais acirrada em seguro automóvel. Se não bastasse as grandes seguradoras numa disputa pra valer em 2024, com Porto, Tokio, Bradesco, HDI/Liberty, Mapfre, Allianz e Santander, novas companhias entram neste nervoso segmento.

A EZZE Seguros comunicou em dezembro que iniciou a comercialização de seguro automóvel através de seu canal de corretores. Trata-se do primeiro produto neste modelo de uma série de lançamentos em Personal Lines programados para 2024, informa em comunicado. A expectativa é que a companhia atinja R$ 1 bilhão de prêmios emitidos em todas as carteiras, ainda em 2023, e a projeção de crescimento é de 35% em 2024, meta que poderá ser alavancada também pelo produto auto.

“A EZZE é uma empresa consolidada e abre novos horizontes através da atuação em diversos ramos e ampliação de seu portfólio, agora no segmento de Seguro de Automóveis. Temos o conceito de operação digital, onde o corretor tem total autonomia de definir o melhor modelo de negócio, além de selecionar a melhor oferta de acordo com o perfil do cliente”, explica Pedro Pimenta, diretor de Personal Lines da EZZE, em nota.

A aposta do grupo é oferecer um atendimento personalizado, com amplas coberturas, que incluem serviços para proteção do veículo, desde os básicos até os mais completos, por meio de um sistema on-line simples e que permite customizar diferentes necessidades.

“Diversificar e ampliar nossas linhas de negócios estão entre os nossos pilares nestes quatro anos de operação. Unir nosso time de especialistas e nossos corretores parceiros em mais um lançamento, agora focado na área de Automóveis, só fortalece e consolida a EZZE como uma empresa multiproduto e multicanal”, destaca o CEO da EZZE, Richard Vinhosa.

Seguro de vida desponta como o principal produto em 2023, segundo diretor da Liberty

O empenho das seguradoras para avançar em seguro de vida é explícito no mercado de seguros. Praticamente todas as companhias redesenharam produtos para atender a uma urgência da população brasileira: ter uma proteção financeira para arcar com imprevistos com acidentes, saúde, viagens, desemprego entre outros temas no âmbito de seguros pessoais.

Foram R$ 45,6 bilhões em vendas de seguros de vida de janeiro a setembro deste ano, sendo quase a metade e seguro de vida individual e coletivo, 28% de seguro prestamista e 13% de seguros de acidentes. Pelas estatísticas do órgão regulador, a Susep, em percentual de crescimento os líderes são seguro funeral, vida individual e seguro para doenças graves. Já em indenizações pagas, as seguradoras desembolsaram mais de R$ 11 bilhões no período citado. 

Alexandre Vicente, diretor Seguros de Pessoas da Liberty Seguros, conversou com o Sonho Seguro sobre a estratégia de negócios neste segmento, que é o maior do setor de seguros,

O seguro de vida ganhou muita expressão por trazer cobertura e serviços que podem ser usados em vida. Como a Liberty tem se posicionado nesta nova forma de vender o seguro?

Temos focado as nossas comunicações em trazer essa nova visão de seguro, e foi com muito trabalho que, ao longo dos anos, a Liberty vem transformando essa ideia de “custo” para os seguros, que costumava ser atribuída a algo que é pago torcendo para não usar, já que ele só é acionado em situações sensíveis. Entretanto, atualmente os consumidores passaram a enxergar os produtos como uma espécie de “investimento” em suporte para diversos tipos de emergências, trazendo mais estabilidade e segurança para momentos imprevisíveis da rotina. Também vemos que as pessoas procuram por produtos que tenham um melhor custo benefício, com condições acessíveis para seu momento financeiro, e valorizam aqueles que oferecem vantagens que vão além do produto contratado, compreendendo que o dinheiro investido está sendo bem aproveitado. 

E para nos aproximarmos dos nossos públicos, a tecnologia tem sido uma grande aliada. A ferramenta digital Meu Momento de Vida, por exemplo, é uma opção que descomplica o dia a dia dos usuários por meio da agilidade, flexibilidade e segurança, pois visa facilitar a compra e venda do seguro de vida, para clientes e corretores. A plataforma tem uma linguagem simples e transparente, para que os clientes não sintam dificuldade no momento da contratação dessa proteção. De forma geral, o principal objetivo da Liberty é reforçar que os seguros atendem aos estilos de vida de cada cliente, além de ter coberturas adequadas e personalizadas para atender diferentes pessoas e famílias.

Sobre a questão das coberturas e serviços que podem ser usados em vida, os produtos podem, realmente, oferecer benefícios “além do seguro”, ou seja, podem ser aproveitados no dia a dia, como garantia de estabilidade financeira, livre escolha de beneficiários e assistências que podem ser utilizadas em vida. Entre as coberturas oferecidas, a Liberty oferece a de Doenças Graves e DIT (Diária de Incapacidade Temporária), que garante a indenização diária do período contratado em caso de acidentes, reavendo a quantia equivalente ao período durante o qual o segurado estava impossibilitado de trabalhar.

Já em relação às assistências, a Liberty oferece opções de personal fitness, telepsicologia, telemedicina, assistência nutricionista e assistência pet, que ajudam a garantir uma melhor qualidade de vida. Também entendemos que há um foco cada vez maior no digital e, diante disso, é importante investir em soluções e experiências que alavanquem esse formato, pois sabemos que as preferências de consumo das pessoas estão sempre mudando. A Liberty tem uma trajetória de anos no digital e, para o futuro, o foco é manter esse posicionamento de referência. 

Além do benefício em vida, o setor tem apostado no corretor de seguros na venda deste produto, até então concentrado nas vendas em bancos e canais de afinidades. Como a Liberty atrai o corretor de seguros para vender vida? Comissionamento, facilidades, potencial de mercado…

Os corretores não são apenas canais de distribuição e relacionamento mas, acima de tudo, são grandes parceiros de negócios e fundamentais para as operações das companhias. Por isso, sempre trabalhamos para encontrar novas formas de estreitar essa parceria, por meio de informações e ferramentas e, consequentemente, auxiliá-los durante as vendas dos produtos de vida.

A plataforma Meu Momento de Vida, citada anteriormente, é um canal fundamental também para alimentar o relacionamento com os corretores, já que atua como uma loja virtual. Cada parceiro recebe um link próprio para compartilhar com seus clientes, e a partir disso, todas as vendas realizadas pelo link trazem lucros revertidos para o profissional correspondente.

Por gerar cotações exclusivas de forma mais eficiente, a plataforma facilita o processo de prospecção e negociação de produtos no segmento de Vida, ampliando a oportunidade de negócios dos parceiros e agregando mais valor por estarem no ambiente digital. Desta forma, os parceiros podem exercer o seu trabalho com mais praticidade, atuando como verdadeiros agentes de negócio, mantendo o ritmo de crescimento e ampliando suas vendas, sempre com o foco em proporcionar boas experiências para todos – corretor e cliente Liberty.

Para desenvolver cada vez mais os corretores, trabalhamos, também, com capacitações sobre práticas de vendas e projetos que fomentam o uso do digital – tanto para vida quanto para outras frentes de atuação. Ao longo do ano, a Liberty promove campanhas de incentivo, como parte do “Cresça com o Vida”, com o objetivo de desenvolver, reconhecer e ampliar os conhecimentos dos corretores parceiros no segmento de vida.

O quanto esta estratégia ajudou nas vendas em 2023? O quanto cresceu em relação a 2022?

A estratégia foi fundamental para as vendas durante o ano de 2023, afinal, para nós é indispensável sempre trabalharmos na capacitação deste público e manter um relacionamento próximo com os corretores. Além de oferecer um portfólio amplo ao mercado, com produtos inovadores e competitivos em diversas frentes, a Liberty trabalha fortemente no desenvolvimento dos parceiros, como dito anteriormente, pois eles são a principal ponte entre a seguradora e os consumidores. Prova de que a estratégia adotada tem dado certo é o sólido balanço financeiro alcançado pela companhia até o momento, que tem grande contribuição dos corretores.

Durante todo o ano, fizemos um trabalho constante de aprendizado dos profissionais de seguros por meio de uma série de iniciativas e entendemos que isso contribui diretamente para aumentar as vendas. Entre essas ações, promovemos encontros com os corretores em todo o Brasil e campanhas de incentivo em vendas para premiar os profissionais que mais se destacam, além de uma série de treinamentos por meio das plataformas exclusivas da empresa. A empresa ainda contribui com uma série de ferramentas para auxiliar os parceiros a aumentarem suas vendas e carteiras e, consequentemente, contribuir com o crescimento da Liberty.

Um exemplo bacana lançado em 2023 foi a solução digital Oportunidade de Negócios Vida, desenvolvida com base em análise avançada de dados e que opera por meio do cruzamento de perfis com potencial de compra de produtos de vida e os apresenta na base de clientes dos corretores, no Meu Espaço Corretor, portal da companhia dedicado aos profissionais.

Gestão de riscos cibernéticos é foco de serviços oferecidos a empresas pela seguradora Zurich 

Fonte: Zurich

O avanço da tecnologia para o dia a dia das empresas trouxe um novo ponto de atenção para a gestão para administradores: o risco cibernético. Estudo da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), em conjunto com o The Security Design Lab (SDL) entre maio e agosto deste ano, concluiu que 42% das empresas não têm um plano de resposta a incidentes de cibersegurança, 65% não orientam a equipe para lidar e responder a incidentes de cibersegurança e 73% não possuem mecanismos de controle de acesso para sistemas em ambientes OT (Tecnologia Operacional) e ICS (Sistemas de Controle Industrial). 

A pesquisa é o primeiro estudo do Brasil a avaliar a maturidade de 109 companhias listadas na B3 (B3SA3), envolvendo setores como o do agronegócio, educação, energia, engenharia, financeiro, indústria, óleo & gás, saúde, serviços, tecnologia, telecomunicações e varejo. 

Diante deste cenário e com foco em oferecer soluções completas, que vão além do seguro e buscam incentivar os clientes a investirem na gestão completa (e mais efetiva) da segurança da informação, a Seguradora Zurich disponibiliza um conjunto de serviços cibernéticos através da Zurich Resilience Solutions (ZRS), solução de engenharia de riscos focada em prevenção. 

Segundo Tiago Santana, gerente do time de Engenharia de Riscos da seguradora, são dois serviços principais oferecidos na ZRS. O primeiro é um serviço de consultoria especializada para avaliação da maturidade de gestão de risco cibernético das empresas. 

“Avaliamos 23 fatores de riscos, com mais de 250 itens de checagem, e a partir disso é possível fazer uma análise quantitativa e qualitativa da gestão da segurança da informação das empresas que vai da insuficiência à excelência”, descreve o executivo. “O produto final traz benchmark, evolução (caso ele já tenha contratado o serviço antes), bem como recomendações de melhorias, com uma previsão dos novos cenários de classificação caso elas sejam implementadas. Se o cliente desejar, ainda podemos criar um planejamento para a implantação das recomendações, com investimentos e prazos”, completa. 

Já o segundo serviço é voltado especificamente para as empresas que desejam contratar um seguro cibernético, mas estão encontrando dificuldades para fazer a colocação do risco nas seguradoras pela insuficiência na gestão da segurança da informação. “É um serviço semelhante ao anterior, mas mais focado em uma análise e recomendação do que a empresa precisa melhorar para tornar seu risco aceitável ao mercado”, pontua Tiago. 

Segundo o executivo, a Zurich também oferece outros serviços como treinamentos em segurança da informação e apoio à construção de planos de resposta a incidentes. Todas as soluções estão disponíveis para empresas que necessitam de consultoria especializada, independentemente de serem clientes da Zurich. 

“Nossos serviços fornecem uma visão global das exposições e contribuem para a evolução da maturidade da segurança cibernética das empresas”, pontua Tiago. “Ele pode ser contratado dentro ou fora das apólices, e fornece às empresas as condições necessárias não só para ter acesso aos produtos de seguro, mas para reduzir os riscos relacionados à gestão da segurança da informação”, defende. 

O executivo aponta que, no início de 2023, a seguradora fez um levantamento que considerou as avaliações de empresas que procuraram o seguro e clientes de sua carteira, a fim de estudar a evolução da gestão da segurança da informação no mercado. A seguradora concluiu que, de 2021 para 2022, os clientes e prospectantes melhoraram, em média, 13% de seus controles de segurança da informação, o que corrobora a eficiência dos serviços de consultoria na evolução da maturidade de gestão de riscos cibernéticos das empresas. 

“O objetivo é apoiar empresas de diferentes portes e setores no desenvolvimento de um sistema de gestão de segurança da informação robusto, com o qual elas sejam capazes de não somente identificar e se proteger de riscos, mas também detectar, responder e se recuperar de incidentes cibernéticos”, enfatiza Tiago. 

Para o executivo, os corretores que se atentarem a esses serviços têm em mãos um diferencial qualificado para ajudar seus clientes a fazerem a colocação de riscos no mercado, ao mesmo tempo em que contribuem para aumentar a resiliência das empresas em um cenário desafiador e em constante mudança como o de riscos cibernéticos. 

ZRS ajuda na prevenção em setores diversos  

Lançada neste ano no Brasil, a ZRS vem para qualificar ainda mais as soluções disponibilizadas pela equipe de engenharia de riscos da Zurich. A ideia é oferecer um suporte para os clientes e corretores na mitigação e prevenção de riscos em várias frentes, como resiliência climática, gestão da segurança de informação e gestão da cadeia de suprimentos. 

Andressa Meireles, superintendente de Engenharia de Riscos da Seguradora Zurich, destaca que, muitas vezes, as empresas sofrem com a falta de dados, ferramentas e insights relevantes e confiáveis para ajudá-las a mitigar seus riscos. A ZRS busca fechar justamente esse gap

A disponibilização da ZRS no Brasil dá acesso direto às empresas ao amplo conhecimento de mais de 750 engenheiros de risco da Zurich, baseados em 40 países, além de tecnologia de ponta para atuar preventivamente sobre seus riscos. 


Andressa Meireles, superintendente de Engenharia de Riscos da Seguradora Zurich

“Nesse cenário, o corretor de seguros que pode atuar como um consultor de riscos, contando com o suporte da equipe de engenharia de riscos da Zurich para alertar seus clientes para a importância dos serviços para a prevenção”, completa Andressa.

Porto lança nova vertical de negócios voltada a serviços 

São Paulo, Brasil 25-11-2021 Retrato de Lene Araújo, VP corporativo e institucional da Porto Seguro na sede da empresa em São Paulo. Foto: ©Fernando Martinho

Fonte: Porto

A Porto anunciou ontem o lançamento da Porto Serviço, sob o comando do CEO Lene Araújo. A nova vertical de negócios da companhia inicia suas operações com cerca de 13 mil prestadores de serviços, além de 1.000 funcionários e inúmeros parceiros para oferecer os mais diversos serviços especializados para automóveis, residências e empresas já reconhecidos por sua qualidade e segurança para o público geral.

A Porto Serviço deve proporcionar mais tração, em complementaridade ao ecossistema da Porto, gerando ainda mais negócios em três frentes: B2C, B2B e B2B2C. Para que isso ocorra, há um forte empenho do time comercial e dos corretores, que são grandes parceiros da companhia, para as vendas dirigidas ao público final e uma outra frente de trabalho, fomentando parcerias com grandes empresas de diversos segmentos para que a vertical de serviços ofereça sua expertise por meio também do modelo white label

Para impulsionar ainda mais o portfólio, recentemente, a empresa adquiriu a CDF Assistência e Suporte Digital S.A. “Com a chegada da CDF, aumentamos o nosso portfólio de forma complementar e diversificamos nosso modelo de negócio, passando a atender em parceria com telecons, utilities e redes varejistas. Ganhamos força para ter mais sinergia nas operações, proporcionando mais eficiência de custo. Além disso, impulsionamos os negócios da companhia com as dezenas de parceiros que passam a ser nossos clientes também”, destaca Lene Araújo, CEO da Porto Serviço.

O movimento de lançamento da Porto Serviço consolida a estratégia iniciada em abril de 2022, quando a Porto realizou seurebranding e anunciou as verticais de negócios Porto Bank, Porto Saúde e Porto Seguro. A criação de verticais tem o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios da companhia e ampliar a gama de produtos e serviços oferecidos atualmente para mais de 15 milhões de clientes. 

Coberturas

A Porto Serviço atua em três dimensões: mobilidade, serviços para casa, para empresas e conveniências para estar presente no cotidiano das pessoas. “No primeiro caso, que se refere aos nossos serviços para carros e motos, já temos resultados muito expressivos para compartilhar. Só nos primeiros nove meses deste ano, fizemos milhões de resgates com guincho, carga de bateria e troca de pneu”, pondera Araújo. Há a dimensão dos atendimentos a residências e empresas, que são manutenções de ar-condicionado, reparos na linha branca, entre outros, e a terceira e última dimensão, cujo objetivo é estar presente no cotidiano (comodidade) das pessoas entregando conveniência. 

“Com a instituição da quarta vertical, nosso principal objetivo é oferecer um portfólio de iniciativas – off-line e online – que se unam às necessidades humanas, proporcionando mais comodidade à vida das pessoas. Sabemos que, na hora do apuro, o consumidor não quer mais uma dor de cabeça: ele quer praticidade, comodidade, conveniência e segurança. E a Porto, com quase oito décadas de trajetória, já tem uma reputação respeitada em todos esses ecossistemas. Agora a pessoa consegue contratar o serviço via online ou via corretor mesmo não sendo segurado da Porto”, salienta Lene Araújo. 

O portfólio de serviços prestados inclui assistência residencial, eletricista e encanador, chaveiro residencial e auto, conserto e instalação de eletrodomésticos, assistências e muitos outros. “Todas as opções se dão de maneira personalizada, em que o cliente opta por quais tipos de serviços e/ou produtos gostaria de utilizar”, ressalta o executivo.  

NEWE Seguros avança em ações de sustentabilidade e prevê um 2024 com evolução para todo o setor 

Trazer a estratégia da sustentabilidade global para dentro da estratégia do negócio de seguros. Este é o principal desafio para as seguradoras. Qualquer ação inserida neste contexto é uma urgência para este segmento e as seguradoras podem contribuir demais com a subscrição consciente. Especialmente em seguro rural, com oferta de um produto responsável, que proteja os segurados dos efeitos das mudanças climáticas e inclua educação sobre o uso consciente de defensivos agrícolas, da água, boas técnicas de manejo, entre outras frentes vitais para a sustentabilidade do setor.

“Essas ações conectadas à operação do seguro são o principal desafio das seguradoras”, comenta Regina Dell’Aera, diretora de Pessoas, Cultura e Sustentabilidade da NEWE Seguros. 

Acompanhe abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao Sonho Seguro: 

Qual é a importância de avançarmos com a pauta da sustentabilidade no setor de seguros? Como ele pode contribuir para este avanço? 

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, estamos cada vez mais expostos a adversidades de todo o tipo, principalmente no que se refere às mudanças climáticas, perda da biodiversidade, segurança da informação e privacidade. Em relação ao nosso setor, há dois pontos principais a serem considerados.

Quais? 

O papel social que o seguro tem em si, na sua natureza, que é o de proteger o conjunto de riscos a que estamos expostos, de forma individual e coletiva; e necessidade da discussão urgente da sustentabilidade na raiz do seu negócio, que trazem à pauta um seguro mais sustentável, tendo em vista as grandes transformações da sociedade e dos seus modelos econômicos e de gestão. Isso é indispensável para a perenidade do mercado. Ambos contribuem de modo geral para mais segurança/ apoio para o cliente; desenvolvimento empresarial sustentável no longo prazo, aumento da competitividade no mercado e contribuição para a preservação do planeta.

Isso vem ao encontro do que a Susep exige …

Exatamente. Este conceito motivou a pauta da circular 666, da SUSEP, que orientou o setor para a temática em questão. O que fica bem claro é que a estratégia de sustentabilidade precisa refletir as reais e verdadeiras demandas estratégicas o negócio, para que exista somente uma agenda: a do negócio sustentável.

E a Newe? Como ela está inserida nesse contexto? De que forma pode contribuir com impactos positivos para a sustentabilidade? 

A Newe, mesmo que muito jovem, desde a sua fundação sempre se preocupou em construir as bases a partir do compromisso com seus processos de subscrição responsável. Além de estar 100% comprometida com todos os requisitos de pauta social, ambiental e de governança, não apenas pelo olhar de responsabilidade social, mas, na construção e evolução das suas linhas do negócio. 

Temos inovação no nosso DNA! Um exemplo prático disso é o desenvolvimento de uma ferramenta de tecnologia capaz de aportar a análise e garantir de que o nosso candidato a segurado também está alinhado com essas premissas sustentáveis. O sistema é capaz de criar um score que impacta em diversos requisitos no nosso processo de aceitação.

Essa inovação e responsabilidade na construção da esteira de produtos/mix impacta todas as nossas verticais.  Não esquecendo, é claro, de mencionar o potencial sustentável do produto paramétrico, que conta com a proteção de forma inédita para a Agricultura Familiar, reforçando o trabalho das associações e cooperativas no apoio à produção agrícola e podendo apoiar o poder público na gestão da segurança alimentar e das terras produtivas.

Realmente nós temos “on going” diversos projetos que serão capazes de orgulhar o nosso mercado. Por fim, vale reforçar que somos diversos no âmbito do negócio, já que o nosso foco sempre foi oferecer para a sociedade a proteção/ gestão do risco em nichos de necessidades que não estavam sendo tão bem atendidas ou amparadas no mercado. O que chamamos de seguros especiais.

Quais são as iniciativas que já possui? 

Estamos embarcando em vários projetos. Há dois anos fizemos a emissão de apólice inédita, que envolveu o subsídio do governo; o Inmet, como provedor de dados; a Wiz Corporate Partners; a Dengo Chocolates; e a ZCO2/BlockC; apoiados pelo Instituto Arapyaú, para proteger o cacau produzido por três fazendas de Ilhéus (BA), com a solução de seguro paramétrico.

De lá para cá estamos trabalhando na capacitação e sensibilização dos assistentes técnicos, dos pequenos produtores e agricultores familiares sobre a importância do seguro paramétrico para suas lavouras. Ao optarem por esta proteção, passam a ser consideramos potencialmente habilitados em obter novas linhas de crédito, com risco menos agravado, o que possibilita que permaneçam, cuidem com responsabilidade e invistam nas suas terras. Este é um bom exemplo de venda de seguro com valor agregado.

E quais são os principais desafios?

Como qualquer companhia que se empenha na construção e fortalecimento da estratégia de sustentabilidade, nós temos inúmeros e inéditos desafios. Mas, posso destacar um deles, em especial, que é o desafio de “educar” pequenos produtores sobre a importância do seguro, através do paramétrico, e trazer conhecimento rico e capaz para que entrem na batalha pela sua sustentabilidade também. Nós sabemos o quanto que os pequenos agricultores brasileiros não têm acesso às coberturas de seguro para suas plantações, seja pela falta de informações acessíveis ou, ainda, pela falta de recursos para pagar pelo seguro tradicional. O nosso foco é a democratização do seguro.

O que mudou com a chegada do investimento do fundo Blue Orchard?

A B.O. é gestora do Fundo de Investimento InsuResilience (IIF), presente em mais de 100 países no mundo. E para nós foi uma honra termos sido escolhidos por ela como a primeira investida na América Latina. Ela nos apoia na geração de impactos ainda mais positivos e duradouros para as comunidades e o meio ambiente, além de potencializar os nossos negócios, proporcionado diversas oportunidades de aprendizado e nos dando suporte na estruturação da nossa plataforma de sustentabilidade (estratégia e projetos).

O que a conferência de seguros inclusivos em Gana acrescentou para a Newe? 

A participação da Newe na Conferência Internacional sobre Seguros Inclusivos entre os dias 23 e 27 de outubro deste ano em Gana tem tudo a ver com o que acabamos de falar. A conferência reuniu especialistas de mais de 50 países para discutir e identificar formas de acelerar o crescimento e a viabilidade econômica em seguros inclusivos para mercados emergentes. Nós fomos a única seguradora brasileira que participou do evento. Estamos nos engajando e conectando cada vez mais com espaços de trocas e discussão tão importantes quanto essas para o nosso mercado. Nossa participação neste evento foi patrocinada pela BO, para alavancar nosso aprendizado no tema e promover a troca de experiências. 

O que você destaca do evento que possa servir de experiência para o Brasil?

No evento o seguro inclusivo foi o centro dos debates, no sentido de beneficiar os segmentos de mercado atualmente sub atendidos, como famílias de baixa renda, empreendedores, mulheres, pequenos agricultores, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O mais relevante é como o setor de seguros pode ajudar a alcançar objetivos de políticas públicas, tais como inclusão financeira e social, adaptação às mudanças climáticas, segurança alimentar e cobertura universal de saúde, entre outros temas importantes. Tais discussões estão 100% em linha com os nossos esforços e ambições. Logo, tal oportunidade além de nos trazer referências internacionais, só confirmou que estamos no caminho correto.

Quais os planos para o futuro? O que podemos esperar da seguradora?

Um dos nossos sonhos grandes é nos posicionarmos e sermos referência como uma seguradora sustentável. É construir uma estratégia de sustentabilidade com capacidade de identificar oportunidades de negócio que se alinham com as demandas sociais e ambientais. É fazer com que os nossos produtos já nasçam tendo atributos sustentáveis.

Fitch aponta maior competição e crescimento lento para o setor de seguros em 2024

A perspectiva do setor de seguros para 2024 é neutra em todos os mercados da América Latina que a Fitch Ratings cobre, com base em ambientes operacionais estáveis e crescimento econômico.

De acordo com estudo divulgado hoje, a perspectiva do setor considera um crescimento mais lento dos prêmios devido a uma maior competição e pressão de sinistros normalizando devido à redução dos níveis inflacionários. No entanto, políticas monetárias expansivas podem afetar a lucratividade geral em alguns mercados devido a menores rendimentos de carteiras de investimento, e custos mais altos de resseguro e níveis de retenção acrescentarão exposições ao risco climático e volatilidade nos ganhos.

As classificações soberanas e seus potenciais efeitos no perfil da indústria e nos ambientes operacionais (IPOE) influenciarão alguns setores de seguros. As carteiras de investimento permanecem expostas a títulos do governo, e as operações estão concentradas em economias domésticas.

A Fitch revisou as perspectivas do setor para Colômbia, El Salvador, Peru e Seguros “não vida” do Chile para neutro, em vez de deteriorante. Isso se baseia na resiliência da indústria de seguros de cada mercado, juntamente com condições econômicas ligeiramente favoráveis, níveis moderados de inflação, políticas de subscrição e gerenciamento de sinistros fortalecidos e cenários de taxas de juros mais baixas em alguns países, conclui o estudo.

Perdas seguradas por catástrofes naturais devem superar US$ 100 bilhões em 2023

As catástrofes naturais mais uma vez baterão vários recordes de perdas em 2023. Um grande número de eventos de baixa e média gravidade resultará em perdas seguradas de mais de US$ 100 bilhões em 2023, estima o Instituto Swiss Re, com tempestades severas sendo o principal evento neste ano. É a primeira vez que tempestades severas causam esse nível de perdas para a indústria.

“O efeito cumulativo de eventos frequentes com baixas perdas, juntamente com o aumento dos valores de propriedade e custos de reparo, tem um grande impacto na lucratividade de uma seguradora ao longo de um período maior. A alta frequência de tempestades severas em 2023 tem sido um teste de lucratividade para a indústria de seguros primários”, comenta Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re, no estudo.

As perdas devido a tempestades severas aumentaram constantemente em 7% ao ano nos últimos 30 anos. 2023 marca um aumento de quase 90% em comparação com a média dos últimos 5 anos (US$ 32 bilhões), e mais que dobra a média dos últimos 10 anos (US$ 27 bilhões).

Aumento de perdas devido a tempestades severas nos EUA e na Europa

Os EUA são particularmente propensos a tempestades severas devido à sua localização geográfica. Em 2023, o montante de US$ 50 bilhões em perdas seguradas para a atividade de tempestades nos EUA foi superado pela primeira vez — e está previsto continuar aumentando. Os EUA tiveram 18 eventos até o momento, cada um causando perdas seguradas de US$ 1 bilhão ou mais.

Da mesma forma, a Europa viu um aumento nas perdas seguradas devido a tempestades severas: a Itália foi a mais afetada em 2023, assim como a França no ano anterior. A Itália teve perdas de mais de US$ 3,3 bilhões, as perdas seguradas relacionadas a catástrofes naturais mais custosas já registradas na Itália.

“Para a indústria de seguros, eventos recentes fornecem referências robustas para estimar as tendências crescentes de perdas. No entanto, para avançar ainda mais na compreensão mais profunda desse perigo, é importante obter melhores insights das seguradoras primárias sobre a distribuição da exposição segurada e dados detalhados de sinistros. É igualmente importante que os prêmios de seguro reflitam adequadamente o risco para a cobertura fornecida, especialmente à luz do aumento das tendências de perda”, observa Balz Grollimund, chefe de eventos de catástrofe.

2023: Furacões, inundações, incêndios florestais e terremotos

Enquanto as perdas da temporada de furacões do Atlântico Norte permanecem abaixo da média em 2023 até o momento, o furacão Otis provavelmente se tornará o evento segurado mais custoso no México, de acordo com o Instituto Swiss Re. Na Nova Zelândia, inundações e ciclones causaram as perdas seguradas relacionadas ao clima mais custosas já registradas para o país (US$ 2,4 bilhões), enquanto os incêndios florestais em Maui estão estimados para se tornarem o evento segurado mais custoso já registrado para o estado do Havaí (US$ 3,5 bilhões).

O desenvolvimento urbano, a acumulação de riquezas em áreas propensas a desastres e a inflação são fatores-chave em jogo, transformando o clima extremo em perdas de catástrofes naturais cada vez maiores. O aumento das temperaturas está aumentando ainda mais o risco de secas severas e incêndios florestais. Com a expectativa de 2023 ser o ano mais quente já registrado, os efeitos das mudanças climáticas estão se tornando aparentes.

O terremoto na Turquia e na Síria é a catástrofe natural mais custosa em 2023, com perdas seguradas de US$ 6 bilhões, enquanto o terremoto em Marrocos foi o mais forte a atingir o país desde 1900. A catástrofe em Marrocos também mostra que áreas rurais não estão imunes a perdas em larga escala e precisam ser incluídas em esforços preventivos para melhorar a resiliência.”

VALOR: Seguradoras perdem no STJ discussão sobre PIS e Cofins 

Fonte: Valor, por Beatriz Olivon

A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a cobrança de PIS e Cofins sobre receitas financeiras obtidas com a aplicação das reservas técnicas das seguradoras – depósitos obrigatórios que garantem a capacidade de pagamento de sinistros. A decisão é a primeira que se tem notícia depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a discussão sobre a tributação de prêmios das seguradoras.

Em alguns votos, os ministros do STF chegaram a abordar a tributação das reservas técnicas. Mas, no julgamento, essa questão não foi definida, segundo os integrantes da 2ª Turma do STJ. A matéria, afirmou o relator, ministro Francisco Falcão, não era objeto do processo e teria caráter infraconstitucional. Por isso, acrescentou, caberia ao STJ analisá-la.

Depois da decisão do Supremo, seguradoras e a Fazenda Nacional seguiram divergindo sobre a questão. Para as seguradoras, com base no julgamento, esses rendimentos obtidos com as reservas técnicas não deveriam sofrer a incidência de PIS e Cofins. Defendem que vendem seguros – essa é a atividade principal – e somente o que recebem dos clientes poderia ser tributado.

No entendimento da Fazenda Nacional, porém, o julgamento do Supremo autorizaria a tributação. Considera que a constituição dessa reserva técnica faz parte da atividade operacional das seguradoras e, por esse motivo, cobra o PIS e a Cofins sobre os rendimentos.

O assunto vem repercutindo nos tribunais. Em novembro, o desembargador Antonio Carlos Cedenho, vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), com sede em São Paulo, determinou que a 4ª Turma voltasse a julgar um caso tendo em vista a decisão do STF sobre “reservas técnicas” (processo nº 0006564-81.2015.4.03.6100).

No STJ, o advogado das seguradoras, Paulo Tedesco, lembrou na sustentação oral que, recentemente, o Supremo analisou a base de cálculo do PIS e da Cofins das seguradoras e prevaleceu o voto do ministro Cezar Peluso, no sentido de que faturamento é a receita típica das seguradoras – o que significa que deve ser recorrente e vinda da atividade que confere propósito e razão de ser à empresa.

“Não há atividade. Há mera receita passiva [com a aplicação das reservas técnicas]. E se atividade houvesse, não seria atividade típica”, afirmou o advogado. “Não é qualquer espécie de atividade nem de ingresso financeiro [que pode ser tributado].”

Ainda segundo o advogado, a Lei nº 12.973, de 2014, estabelece que o PIS e a Cofins incidem sobre a receita principal da seguradora. Ele lembrou que a legislação obriga as companhias a formar a reserva técnica e a investir os recursos e, por isso, não haveria atividade.

“A receita principal das seguradoras vem da venda de seguros, mas há também receita de juros e rendimento com a reserva técnica, guardada em investimentos financeiros”, disse Tedesco, acrescentando que “a atividade única das seguradoras é garantir riscos”.

O advogado lembrou que, no julgamento do STF sobre os prêmios, dois ministros, expressamente, retiraram a tributação dos rendimentos das reservas técnicas. Entre eles o relator, ministro Dias Toffoli.

No STJ, porém, prevaleceu o voto do relator, ministro Francisco Falcão. Ele afirmou que, no julgamento sobre a definição da receita bruta operacional das instituições financeiras, o STF não deixou dúvidas sobre a incidência de PIS e Cofins sobre receitas financeiras advindas de investimentos com recursos próprios. Por isso, de acordo com ele, a incidência do PIS e Cofins independe da caracterização do ingresso financeiro como contraprestação.

Ainda segundo o relator, no julgamento sobre o prêmio das seguradoras, o STF não se pronunciou sobre a tributação das receitas advindas da reserva técnica. Para ele, “as receitas financeiras advindas de investimentos das reservas técnicas são receitas operacionais” (REsp 2052215).

Para Glauce Carvalhal, diretora jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), “a decisão do STJ não observou a decisão do Supremo que concluiu que as receitas operacionais ou típicas das seguradoras são apenas aquelas decorrentes do recebimento de prêmios de seguros”.

Leandro Cabral, sócio do Velloza Advogados, também entende que o julgamento da 2ª Turma contraria a decisão do STF. O voto vencedor indica que, para as seguradoras, não consistem em faturamento as receitas financeiras oriundas das aplicações financeiras das reservas técnicas. A decisão do Supremo já transitou em julgado (RE 400479), portanto, não cabe mais recurso.

No STF, o ministro Dias Toffoli trouxe o ponto das reservas técnicas no voto, indicando que não poderiam ser atingidas pelo PIS e Cofins e que o posicionamento do ministro Peluso, apresentado antes de se aposentar, era no mesmo sentido.

Toffoli chegou a citar um parecer recente de Peluso sobre o assunto, em que afirma que essa é a sua posição. O ministro Edson Fachin, por sua vez, afirmou em seu voto que esse tema não era objeto do processo. Como o acórdão do STF foi redigido por Toffoli e o ponto não foi abordado em todos os votos, a divergência se manteve.