Bradesco Seguros reforça estratégia de redes sociais e supera a marca de 3 milhões de seguidores

alexandre nogueira grupo bradesco seguros

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros tem ampliado sua presença no ambiente online, em linha com a estratégia de aprimorar a jornada digital e se aproximar ainda mais de seus segurados, cada vez mais conectados e digitais.

Em 2023, por exemplo, a empresa acumulou 656 milhões de impressões nas redes sociais que está presente e 227 milhões de visualizações.

Ao final do ano passado, a seguradora contabilizava um número significativo de seguidores nas redes. No LinkedIn, o Grupo Segurador superou 1 milhão de seguidores, enquanto no YouTube e Instagram, a companhia atingiu mais de 240 mil e 150 mil seguidores, respectivamente, e no Facebook mais de 1,5 milhão.

Já no TikTok, rede em que o Grupo foi pioneiro dentro do mercado segurador nacional, o número de seguidores superou a marca de 100 mil.

“Temos como propósito ampliar a cultura do seguro entre a população e, para isso, precisamos estar presente na vida das pessoas, participar das conversas, tangibilizar a importância da proteção no dia a dia. E nada mais próximo do que estar nas redes sociais, principalmente porque o Brasil é o terceiro país que mais consome conteúdo das redes em todo o mundo”, afirma Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros. “Além disso, essa presença significativa nas redes nos permite ouvir os corretores, clientes e consumidores diretamente, o que enriquece muito a nossa troca e aprendizados”, ressalta o executivo.

Akad registra alta de 20% em prêmios com seguro Bike em 2023

Fonte: Akad

A Akad Seguros comemora o crescimento em prêmios emitidos em sua linha de seguros para Bikes em 2023. A arrecadação, que já representa um recorde histórico para a companhia, é 20% superior ao registrado no ano passado. O crescimento da carteira é resultado de uma soma de melhorias incorporadas ao longo do ano, que incluem incremento de assistências, flexibilidade na emissão de apólices e novas parcerias.

Como resposta a um mercado mais aquecido, a Akad ouviu o apelo dos ciclistas e alterou o seu pacote de assistências – até então em modelo focado no residencial -, passando a priorizar assistências pensadas para os equipamentos da bicicleta. Ou seja, se antes a cobertura estava restrita a incidentes ocorridos no domicílio do segurado, agora a proteção se estende ao deslocamento para o trabalho, lazer, viagens e competições. A seguradora digital praticamente dobrou o número de assistências, incluindo remoção hospitalar, transporte complementar de táxi, além de reparos de câmera de ar, troca de corrente, substituição ou regulagem de selim ou freios, e chaveiro. Tudo isso, sem ajustar o valor da apólice.

A seguradora do grupo GP Investimentos também investiu na digitalização do fluxo de moderação das apólices. Carlos Nascimento, Coordenador de Property e Engenharia da Akad, explica que a jornada de contratação digital conta com uma vistoria que precede a emissão do seguro online, trazendo conforto aos segurados na medida em que desde a contratação da apólice todos já têm claro o valor real de mercado da bicicleta.

“É muito comum no mercado que seguradoras que têm um procedimento analógico deixem a análise do valor da bicicleta para o momento da regulação do sinistro”, explica Nascimento. No novo modelo, o segurado recebe um link do corretor, preenche informações da bike, tira algumas fotos e faz o upload direto na plataforma, tudo mais rápido e sem a necessidade de expor documentos. “A avaliação na entrada é um diferencial que assegura mais integridade para o produto e previsibilidade para o ciclista”, destaca o executivo.

Outra estratégia implementada pela Akad foi democratizar o acesso ao Bike Basic, modalidade do seguro que oferece proteção contra roubo e furto qualificado, considerada a mais acessível disponibilizada pela companhia. Para isso, ampliou de R$ 5 mil para $ 100 mil o valor limite das bicicletas aptas a se qualificarem para a oferta. “Esse salto significativo na cobertura abriu caminho para que mais ciclistas conseguissem acessar o seguro pagando um valor mais baixo”, explica Fernando Gonçalves, Head de Linhas Financeiras, Garantia e P&C da Akad Seguros.

Além do Bike Basic, a seguradora oferece no portfólio o Bike Mulher, especialmente desenvolvido para as ciclistas com descontos e ofertas exclusivas. Outra opção de seguro é o Bike Tradicional, que oferece proteção contra danos decorrentes de acidentes, danos a terceiros, roubo e furto qualificado para modelos mais caros.

O bom desempenho do seguro também estimulou a companhia a fortalecer parcerias e ações de marketing durante o ano. Destaque para a participação no Shimano Fest, o maior festival de bikes da América Latina, quando a companhia recebeu mais de 5 mil bicicletas em dois bicicletários gratuitos. O evento marcou ainda o início de uma parceria com o influenciador Douglas Leite de Oliveira, o Doguete, um dos maiores nomes do BMX brasileiro. Também marcou presença o paraciclista David Santos, atleta apoiado pela Akad desde 2019.

Setor de seguros pagou US$ 95 bilhões em indenizações por perdas causadas por catástrofes naturais em 2023

desastres naturais em 2023 seguradoras

Em todo o mundo, os desastres naturais em 2023 resultaram em perdas de cerca de US$ 250 bilhões, estável ao dado de 2022, com perdas seguradas de US$ 95 bilhões (125 bilhões no ano anterior). As perdas globais correspondem à média de cinco anos, enquanto as perdas seguradas ficaram ligeiramente abaixo do valor médio de US$ 105 bilhões.

“O ano de 2023 foi mais uma vez caracterizado por perdas seguradas extremamente elevadas decorrentes de desastres naturais, apesar de não terem ocorrido perdas individuais extremas. Isto sublinha o importante papel que o seguro desempenha no amortecimento das consequências dos desastres naturais”, comenta Thomas Blunck, membro do Conselho de Administração da Munich Re.

“Dados abrangentes e conhecimento aprofundado das mudanças nos riscos continuam a ser fatores-chave na concepção de coberturas para proteger as pessoas contra desastres naturais. Outro aspecto importante é a prevenção. O número de vítimas dos terramotos devastadores deste ano é um alerta para garantir uma melhor protecção das pessoas através da adaptação dos métodos de construção”, acrescenta.

Em recente estudo, a Swiss Re estimou perdas seguradas de mais de US$ 100 bilhões em 2023, com tempestades severas sendo o principal evento neste ano. É a primeira vez que tempestades severas causam esse nível de perdas para a indústria.

Desastres naturais de 2023 em números

Ao contrário dos anos anteriores, não ocorreram mega-desastres nos países industrializados que tenham aumentado as perdas como o furacão Ian em 2022, que causou perdas globais de US$ 100 bilhões e segurou perdas de US$ 60 bilhões.

Em vez disso, as estatísticas de perdas foram caracterizadas pelo grande número de tempestades regionais severas. Perdas tão elevadas devido a trovoadas nunca tinham sido registadas antes nos EUA ou na Europa: ativos no valor de cerca de US$ 66 bilhões foram destruídos na América do Norte, dos quais US 50 bilhões estavam segurados, enquanto na Europa o valor foi de US$ 10 bilhões, dos quais US$ 8 bilhões foram segurados.

Um grande conjunto de investigação científica indica que as alterações climáticas favorecem condições meteorológicas severas com fortes tempestades de granizo. Da mesma forma, as estatísticas de perdas causadas por tempestades na América do Norte e outras regiões apresentam tendência ascendente.

O número de mortes causadas por catástrofes naturais aumentou para 74 mil em 2023, bem acima da média anual dos últimos cinco anos (10 mil). Após anos de relativa calma, uma série de terremotos devastadores levaram a desastres humanitários. Cerca de 63 mil pessoas (85% do total de vítimas mortais do ano) perderam a vida como resultado de tais riscos geofísicos em 2023 – mais do que em qualquer momento desde 2010. Em contraste, as perdas econômicas causadas por desastres naturais foram dominadas por tempestades severas: 76% dos as perdas globais foram relacionadas com o clima, enquanto 24% tiveram causas geofísicas.

Temperatura global deve bater recorde

Os desastres climáticos foram agravados por temperaturas extremamente altas. Em todo o mundo, as temperaturas médias até novembro foram cerca de 1,3°C superiores às dos tempos pré-industriais (1850-1900). Rapidamente ficou claro que 2023 se tornaria o ano mais quente desde o início das medições de temperatura, o que significa que os últimos dez anos são os mais quentes já registados.

O fenómeno El Niño, uma oscilação climática natural no Pacífico Norte com efeitos em condições meteorológicas extremas em muitas regiões do mundo, desempenhou um papel importante nas temperaturas. No entanto, os investigadores atribuem a tendência para temperaturas globais mais quentes principalmente às alterações climáticas, com as flutuações naturais a desempenharem um papel subordinado.

Os recordes de temperatura sazonal caíram um após o outro em 2023. Foram registadas temperaturas primaveris superiores a 40°C no sudoeste da Europa (abril) e na Argentina (setembro), temperaturas superiores a 50°C no noroeste da China e temperaturas noturnas excessivas. de 32°C no estado americano do Arizona, em Julho: segundo estudos, existem ligações claras com as alterações climáticas.

Em muitas regiões, grandes incêndios florestais resultaram de ondas de calor e secas. No Canadá, os incêndios duraram várias semanas, destruindo 18,5 milhões de hectares de floresta, mais do que nunca. No entanto, os incêndios não atingiram nenhuma grande cidade ou instalação industrial, o que significa que o Canadá evitou outro desastre de incêndio florestal como o de Fort McMurray em 2016 (danos na altura: US$ 4,1 bilhões, dos quais US$ 2,9 bilhões foram segurados).

“O aquecimento da Terra, que tem vindo a acelerar há alguns anos, está a intensificar as condições meteorológicas extremas em muitas regiões, levando a potenciais perdas crescentes. Mais água evapora em temperaturas mais altas e a umidade adicional na atmosfera fornece mais energia para tempestades severas. A sociedade e a indústria precisam de se adaptar à evolução dos riscos – caso contrário, os encargos com as perdas aumentarão inevitavelmente. A análise dos riscos e das mudanças neles feitas está inserida no DNA da Munich Re. É isso que nos permite oferecer consistentemente coberturas de seguro contra desastres naturais – e até mesmo expandi-las. Isto permite-nos amortecer uma parte das perdas e aliviar algumas das dificuldades causadas”, explica Ernst Rauch, cientista chefe do clima.

Os eventos mais caros do ano

A série de terramotos no sudeste da Turquia e na Síria, em Fevereiro, foi a catástrofe natural mais destrutiva do ano. O mais grave, um tremor de magnitude 7,8, foi o mais forte na Turquia em décadas. Cerca de 58 mil pessoas morreram, inúmeros edifícios ruíram e houve danos significativos em infra-estruturas. Com perdas globais de cerca de 50 mil milhões de dólares, foi também a catástrofe natural mais dispendiosa do ano. Apesar de o seguro contra terramotos ser obrigatório para edifícios residenciais na Turquia (Turkish Catastrophe Insurance Pool, TCIP), as perdas seguradas ascenderam a apenas US$ 5,5 bilhões.

Em termos de perdas globais, o segundo desastre natural mais caro foi o tufão Doksuri. Em julho, a tempestade atingiu a costa das Filipinas antes de atingir Jinjiang, na província de Fujian, no continente chinês, com ventos de cerca de 180 km/h. Doksuri foi acompanhada por chuvas extremamente fortes que provocaram inundações destrutivas. Em algumas partes da China, caíram 600 mm de chuva num dia, a maior precipitação diária alguma vez registada no país.

As perdas globais ascenderam a cerca de US$ 25 bilhões, dos quais apenas cerca de US$ 2 bilhões foram segurados – um exemplo da grande lacuna de seguros para catástrofes naturais que persiste na China.

A rápida intensificação do furacão Otis na costa oeste do México, em Outubro, foi outro acontecimento excepcional: em vinte e quatro horas, passou de uma tempestade tropical fraca a um furacão de categoria mais elevada. Atingiu a costa diretamente na estância de férias de Acapulco e devastou a cidade. Com ventos de até 265 km/h, foi a tempestade mais severa que já atingiu a costa do Pacífico do México.

As perdas globais são estimadas em US$ 12 bilhões e as perdas seguradas em cerca de US$ 4 bilhões devido à elevada concentração de hotéis na cidade. Foi a terceira perda mais cara do ano em termos de perdas globais.

Doksuri e Otis enquadram-se no padrão que os cientistas esperam como resultado das alterações climáticas, nomeadamente uma mudança para um número crescente de tempestades intensas e tempestades com chuvas extremas. Os especialistas também atribuem a rápida intensificação das tempestades tropicais, observada com maior frequência, às alterações climáticas.

Plataforma de seguros Agger compra Infocap 

Fonte: Agger

A Agger, maior plataforma de gestão e cotações de seguros no Brasil, acaba de anunciar a aquisição de 100% da Infocap Tecnologia, líder de mercado na região Sul. Com o negócio, as duas empresas passarão a atingir 12,5 mil corretores em todo o país e projetam um aumento de 25% de receita em 2024.  

A Infocap passa a integrar o ecossistema Agger, que conecta corretores, segurados e seguradoras. Ao combinarem suas estruturas, as empresas vão oferecer o que há de mais eficiente na gestão de seguros no Brasil, transformando sua distribuição em todo o país. Suas soluções permitem que os corretores de seguros façam suas cotações e cálculos em menos de um minuto, controle de apólice e comissões, e outros serviços, com informações rápidas, diversas e confiáveis. 

O acordo vem em um período de forte crescimento para a Agger, que tem quase três décadas de história. Sob o comando de Gabriel Ronacher, a empresa aumentou em 70% seu volume de negócios e se tornou líder do segmento no Brasil. Além disso, a Agger ampliou seu portfólio de produtos e serviços e melhorou a governança e profissionalização da equipe.  

Já a Infocap, fundada há 32 anos em Novo Hamburgo (RS), é líder em gestão de corretagem de seguros no Sul do País, com uma base de 10 mil usuários e mais de 2 mil corretoras atendidas. 

“A Infocap é uma empresa financeiramente saudável e vem, há mais de 30 anos, desenvolvendo produtos e serviços. Este investimento acompanha nosso compromisso em oferecer todo o suporte necesário ao corretor de seguros, que é o pilar da nossa atividade. Vamos proporcionar uma maior tração e potência para a nossa plataforma, que está transformando a distribuição de seguros no Brasil”, afirma o CEO da Agger, em comunicado.

Unidas, as duas empresas atenderão a 12,5 mil corretores de seguros no país, um terço dos pouco mais de 40 mil profissionais ativos, que realizarão cerca de 48 milhões de cotações por mês. Atualmente, plataformas possuem 14 ramos de seguros em 35 seguradoras credenciadas, como veículos (auto, táxi, motorista de app, caminhão, moto, bicicleta), compreensivos (residencial, empresarial, condomínio) e vida (global, acidente pessoal individual, seguro-viagem e aluguel).  

Para Charles Poltronieri, fundador da Infocap, o movimento está em linha com o objetivo da empresa em oferecer alta qualidade de produtos, funcionalidades e serviços de tecnologia para o mercado segurador. “Unir forças com a Agger e operar em todo o Brasil será um ganha-ganha para todo o ecossistema. Chegou a hora da Infocap iniciar um novo ciclo com grandes oportunidades para todos. Esse movimento é promissor e recebe uma chancela importante com a gestão competente e estruturada.”  

O aumento constante no número de corretores reflete a robustez do setor, que deve continuar em expansão no longo prazo. A Agger e a Infocap esperam potencializar e simplificar ainda mais o trabalho dos corretores de seguros, oferecendo possibilidades para diversificação e ampliação de seus negócios. As marcas continuarão separadas, já que a Infocap é líder em sua região de atuação. 

Gabriel Ronacher, CEO da Agger, estende sua gestão para a Infocap, passando a ser o CEO das duas empresas. A Infocap passa, também, a fazer parte da Governança da Agger, mas não haverá mudanças em seu Conselho de Administração nem em seu quadro de investidores. Os diretores da Agger e diretores da Infocap permanecem em seus respectivos cargos. André Marques, o Billy, mantém sua posição de COO. 

Infraestrutura e seguros: executivos acreditam que setor crescerá sem improvisos em 2024

Eis o mais recente artigo para o Infomoney

Relacionar a infraestrutura com jazz traz uma leveza para explicar o ritmo dos seguros de grandes riscos em 2024. “Assim como uma boa música é composta pela melodia, harmonia e ritmo, projetos de infraestrutura devem ser concebidos e executados com base em estudos técnicos e de engenharia, modelagem jurídica, viabilidade financeira, estrutura de garantias e mecanismos de alocação e mitigação de riscos”, diz André Dabus, músico e diretor de infraestrutura e construção da Marsh, maior corretora de seguros do Brasil e do mundo, que faz dueto com seu irmão Álvaro desde os 12 anos, quando começaram a tocar bateria e trompete.

A previsão para os próximos anos pelos governos federal, estaduais e municipais, de acordo com o livro azul da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), será superior a R$ 1 trilhão nos setores de transporte, logística e infraestrutura social, sem considerar o volume de investimentos necessários para transição energética e descarbonização.

“Considerando que a grande maioria dos projetos serão estruturados como ‘project finance’, será imprescindível a contratação de programas de seguros e garantias que protejam os interesses de todas as partes do empreendimento, como construtores, investidores, operadores, financiadores e reguladores”, afirma Dabus.

A expectativa dos executivos do setor de seguros com as obras de infraestrutura é grande. “Se metade das obras do Novo PAC se concretizar, seguros como garantia, riscos de engenharia, patrimoniais, responsabilidade civil, incluindo para obra, ambiental e cyber, terão uma contribuição imensa para dar”, diz Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e que também faz parte do conselho de administração da Chubb Seguros.

Além dos investimentos no PAC, Fabio Silva, superintendente de linhas de engenharia e seguros patrimoniais da seguradora Zurich, cita a expectativa do crescimento dos investimentos privados fora do programa, com a construção e ampliação de plantas industriais; concessões rodoviárias, ferroviárias, portos, aeroportos; água e esgoto; energia renovável; mineração etc. “Tudo isso irá trazer oportunidades para o setor de seguros em seus diversos produtos: seguro garantia, riscos de engenharia, riscos patrimoniais, responsabilidade civil, transportes, riscos financeiros, frota de automóveis, entre outros”, afirma Silva.

O otimismo vem também do resseguro, o seguro das seguradoras, que, em grandes riscos, tem o maior peso nos contratos, tanto em preço como em oferta de capital. Pedro Farme, CEO da corretora de resseguros Guy Carpenter, compartilha do mesmo otimismo de Dabus. “Estamos com expectativa de, apenas em 2024, retomar os patamares de investimentos em infraestrutura vistos em 2013 e 2014, acima dos R$ 200 bilhões/ano. Ou seja, quase dez anos com forte redução (médias abaixo de R$ 165 bilhões) trouxe grande demanda reprimida por parte do mercado, especialmente nas linhas de garantias e engenharia, que ainda possuem ampla capacidade para aportar e suportar o desenvolvimento dos projetos”, diz Farme.

Segundo o executivo da Guy Carpenter, o mercado de seguro garantia atualizou seus limites, puxados pelas altas demandas de apólices judiciais, e poderá aportar capacidade em apólices de performance e concessões de forma ainda mais forte do que no ciclo de 2010 a 2014. A pouca penetração judicial em construtoras ajuda na disponibilidade de limites para estes projetos.

Apesar das incertezas provocadas pelas mudanças de governo, pela crise pós-Covid e pelos conflitos internacionais, houve avanços significativos no desenvolvimento da infraestrutura e do mercado segurador. “Nos últimos anos, observamos avanços significativos legislativos e regulatórios, tanto no ambiente da infraestrutura, quanto no mercado segurador”, afirma André Dabus, que é um dos principais especialistas do setor de seguros ligados aos projetos de infraestrutura.

Segundo Dabus, as práticas ESG são uma realidade e direcionam os recursos de investidores e financiadores. Houve um aprimoramento das matrizes de riscos nos contratos de concessão e PPPs, e a nova lei de licitações introduziu inovações importantes, como a ampliação das garantias em até 30% com cláusula de retomada das obras (“step-in”, no jargão do setor) e a inclusão de matriz de riscos em contratos de obras.

Há também o projeto de lei sobre as debêntures de infraestrutura, que abrirá espaço para que investidores institucionais adquiram títulos mais atrativos vinculados aos benefícios ambientais, os green bonds.

A lei de licitações já está em vigor e precisará de regulamentações em diversos dispositivos. Lívia Santos, head de garantia da corretora de seguros Gallagher Brasil, diz que a aplicação da cláusula de retomada se dá especialmente quando o contratado não cumpre suas obrigações, e a obra atinge um avanço físico financeiro mínimo, geralmente estabelecido em 70%.

“Apesar do propósito de assegurar maior eficiência na gestão dos contratos públicos, há relevantes questionamentos e discussões acadêmicas sobre seu impacto e imprecisa regulamentação, gerando obstáculos à sua aplicabilidade devido à burocratização advinda das disposições da nova lei de licitações, ao aumento dos custos para as seguradoras, necessidade de especialização do mercado de seguros neste setor, além de fatores externos que impactam na economia, exemplificada pela crise advinda nos últimos anos pelo coronavírus”, afirma Santos.

Rafael Gama, diretor comercial da Austral Seguradora, também ressalta esse ponto. “Em caso de descumprimento contratual, este dispositivo obrigaria a seguradora a assumir, por exemplo, débitos tributários, multas ambientais ou danos a terceiros provocados pela empresa e a obrigatoriedade do step-in com adoção das medidas necessárias à consecução do escopo inadimplido pelo tomador”, diz.

“Como a lei não determinou um percentual mínimo de garantia de até 30%, um valor menor poderá trazer complexidade relevante para que haja uma retomada efetiva. No entanto sabendo dos desafios, os players do setor e a Austral Seguradora já vêm se preparando e adaptando sua estrutura para atender os novos modelos licitatórios”, afirma Gama.

A FenSeg destaca um trabalho realizado junto dos órgãos governamentais relativo à lei de licitação, em especial ao seguro garantia, com cláusula de retomada da obra. O grupo de trabalho é coordenado pelo Ministério da Fazenda e a Superintendência de Seguros Privados (Susep), com a participação de entes do mercado segurador, academia e entidades de classe, discutindo as mudanças regulatórias e legislativas que precisarão ser implementadas para permitir o exercício da cláusula de retomada no caso de inadimplência de contratos amparados pelo seguro garantia.

Mesmo com a “tímida” experiência brasileira com a retomada da obra, Dabus garante que existem diversos estudos e pesquisas que demonstram que a entrega de uma obra não está apenas vinculada à estrutura de garantias do contrato, mas principalmente à formação do contrato objeto da garantia. Ela inclui a qualidade dos projetos (básico e executivo), a matriz de riscos definindo claramente a responsabilidade das partes, a orçamentação e a viabilidade econômico-financeira do contrato.

De acordo com o Painel de Obras do Tribunal de Contas da União, em abril de 2023, foram constatadas 21.007 obras no Brasil, sendo que 8.603 encontravam-se paralisadas. Segundo um relatório de 2018, feito por amostragem nas obras do PAC, o mau planejamento dos empreendimentos foi apontado como a principal causa das paralisações.

Nesse relatório, não há menção sobre a existência ou não de seguro garantia. No entanto, Dabus afirma que esse quadro poderá ser diferente nos próximos anos com as inovações trazidas pela lei de licitações: seguro garantia de até 30% do valor do contrato, matriz de riscos, mecanismos alternativos de solução de controvérsias, certificação e acreditação de projetos e exigências de outros seguros.

Luis Naganime, diretor geral da Mitsui Sumitomo, diz que o principal impacto no segmento de seguros corporativos em 2024 será o PLC 29/2017, em discussão no Senado. O ministro Fernando Haddad tem divulgado que ele é uma prioridade da sua gestão neste ano. Depois de aprovado, terá o texto da prazo de um ano para ser implementado.

Naganime destaca, por exemplo, os ajustes que as seguradoras necessitarão realizar, como, se negado o sinistro, a entrega dos documentos obtidos ou produzidos na regulação, exceto se forem confidenciais ou sigilosos por lei ou se causarem danos a terceiros, de acordo com a última versão apresentada no Senado. Ou a obrigatoriedade do estabelecimento de arbitragens no Brasil, submetidas às regras de direito brasileiro. “Essa PLC vai criar responsabilidades via legislativa para o setor privado certamente vai encarecer o custo do seguro no país, o que pode diminuir ou retirar a competitividade dos produtos locais”, diz o executivo da Mitsui Sumitomo.

Recentemente, uma nova opção surgiu para as empresas que participam de concorrências públicas: o uso de títulos de capitalização. “É uma mudança muito esperada por clientes das empresas de capitalização, que já questionavam sobre a possibilidade de utilizar um título de capitalização como garantia em licitações e contratações públicas. Já no fechamento de janeiro devemos começar a apurar os primeiros reflexos sobre os números do setor”, afirma Denis Morais, presidente da Federação das Empresas de Capitalização (Fenacap).

“O mercado segurador continua sendo um aliado estratégico para os investidores em infraestrutura, assumindo uma parcela significativa dos riscos do projeto, desde as etapas de implantação até a operação dos ativos concedidos. No entanto, ainda temos muito a fazer. Estamos motivados e preparados para dar um show em 2024”, diz André Dabus. “Improviso só no jazz.”

Icatu e Proteção360 fecham parceria para desenvolvimento e qualificação de corretores de seguros

Fonte: Icatu

A Icatu firmou uma parceria estratégica com a Proteção360, plataforma especializada na formação e no desenvolvimento de profissionais do mercado de Proteção Financeira. A partir deste mês, a seguradora e a plataforma gerida pelo executivo Fernando Dantas inauguram um centro de formação voltado para impulsionar a capacitação de corretores de seguros em Fortaleza (CE). A parceria prevê desenvolver e descobrir novos profissionais para atuarem de forma eficaz em um mercado em constante evolução.

Além de capacitar corretores já atuantes no segmento, a jornada de capacitação é elegível a profissionais de qualquer segmento que queiram se desenvolver e iniciar uma carreira na consultoria de benefícios. O programa contará com aulas e palestras semanais ministradas por especialistas do setor, programas de mentoria e treinamentos especializados, com foco em habilidades e conhecimentos nas áreas de Acumulação, Proteção e Renda.

“O mercado de proteção financeira tem ainda um amplo potencial, visto que apenas 17% da população brasileira possui alguma cobertura de seguro de vida, por exemplo. É dessa necessidade de conscientização que a importância do trabalho do corretor se torna ainda mais fundamental. Com essa parceria, atuamos diretamente para tornar estes profissionais ainda mais estratégicos e capacitados para oferecer soluções de proteção financeira confiáveis e inovadoras aos clientes, bem como identificar talentos emergentes neste mercado dinâmico”, afirma Henrique Jenkins, diretor da Regional Nordeste da Icatu.

Com mais de 30 anos de experiência no segmento, além de diversas outras experiências como bancário e empresário de diferentes setores, Fernando Dantas, CEO da Proteção360, acredita que a parceria é de extrema relevância para a indústria de seguros local e nacional. “O setor de seguros tem uma particularidade única, que é a necessidade de uma venda consultiva, próxima, que parte de uma análise minuciosa da vida e características de cada cliente. O sucesso da venda depende muito do nível e capacidade do profissional ouvir, observar e adequar a melhor opção de produto a diferentes perfis. E é nessa visão estratégica do corretor que estamos investindo aqui”, afirma.

“A Icatu trilha um caminho realmente diferente, na medida em que qualifica o mercado de forma contínua e acompanha o seu desenvolvimento, além de participar de forma ativa de toda a jornada de conscientização e compra por parte do cliente final. Acreditamos no Método. Quando um conceito sai da sua cabeça e entra no seu coração, você passa a entender a real função social que envolve o trabalho como um todo. A partir daí, tudo muda e a missão passa a ser mais leve. Vamos qualificar e educar o mercado. É a nossa visão. Vamos juntos”, afirma Ednaldo Ribeiro Coutinho Junior, Gerente da Icatu responsável pelo desenvolvimento da regional Nordeste.

O local conta com uma estrutura projetada para oferecer um ambiente de trabalho aprimorado, equipado com instalações inovadoras e tecnologias avançadas, como o sistema de CRM dedicado à gestão eficiente de vendas e pós-vendas. Além disso, trata-se de Coworking que disponibilizará seu escritório como endereço fiscal para o registro da Corretora, oferecendo conveniência e suporte profissional adicional. Este projeto inicia-se em Fortaleza (CE) mas há a pretensão de replicar em todo o Brasil.

It’sSeg e Barela anunciam novos diretores de benefícios e varejo 

A It’sSeg Company, terceira maior corretora de seguros do país especializada em gestão de benefícios, anuncia a chegada de Gabriela Machado como diretora comercial de benefícios corporativos. Para o local deixado pela executiva, a Barela, alçou Carlos Nardone que já dirige a Você Clube, como o novo diretor das operações de varejo, para unificar e otimizar as atividades.
 

Gabriela Machado tem 27 anos de experiência em planejamento estratégico para gestão de alta performance, é graduada em Administração, pós-graduada em Gestão Empresarial pela FGV, com MBA Executivo Internacional na Ohio University e mestrado em Gestão Contemporânea das Organizações.
 

Já Carlos Nardone, sócio da companhia e atual diretor da Você Clube, se juntou à It’sSeg Company em 2014, na associação com o grupo Raduan. Possui mais de 30 anos de experiência no mercado de benefícios, sendo um dos fundadores do grupo Raduan (corretoras N Raduan, Isenção e Você Clube Administradora de Benefícios).

Corretora do banco BV comemora crescimento das vendas e dos resultados com seguros 

Daniel Monteiro Corretora de seguros do banco BV

Daniel Monteiro, diretor de Seguros e Cartões do banco BV (ex-Votorantim), teve um ano repleto de reuniões com seguradoras parceiras, colaboradores internos e externos para aprimorar o atendimento ao cliente. O resultado de tantos esforços será apresentado no balanço do banco com capital dividido entre Votorantim e Banco do Brasil em meados de fevereiro. Dados de janeiro a setembro de 2023 sinalizam que a corretora já está entre as maiores do país, com avanço de 56% em registro de vendas de seguros, passando R$ 1,1 bilhão. Em resultados, o avanço foi de 68%, para R$ 540 milhões.

“O resultado da corretora já mostra a importância de seguros para a diversificação das receitas do banco. Quando o seguro é simples de contratar, tem preço justo para cada perfil de risco e traz benefícios no orçamento financeiro do segurado, a consequência é ter um cliente fidelizado. E isso é um grande ativo para o banco”, resume Monteiro. 

A corretora tem mais de 35 produtos no portfolio, ofertado por diversas seguradoras parcerias. BNP Paribas Cardif, Mapfre e Icatu são responsáveis pelas maiores carteiras de produtos, como prestamista, seguro de carro, seguro de vida e acidentes e seguro cartão protegido, que inclui operações de PIX. Para 2024, a expectativa é avançar em outros ramos que façam sentido dentro da jornada dos tomadores de crédito do BV, dono de uma carteira de crédito de R$ 84,8 bilhões até setembro de 2023.  

Dentro da filosofia de ofertas contextualizadas, o tomador de crédito do BV é abordado no momento certo, com o produto feito sob medida para ele. O seguro prestamista, que garante o pagamento da dívida, é aceito por grande parte dos clientes. Aqui a corretora usa a inteligência artificial para ser proativa, acompanhando o dia a dia da área de cobrança. Se a palavra morte, doença e desemprego aparece nas conversas, a corretora é acionada para lembrar o cliente que ele tem um seguro para mitigar esses riscos. 

“Esta proatividade nos deixa mais próximos deste cliente num momento de aperto e isso cria laços com a marca”, garante Monteiro. Os serviços ofertados também. No seguro de acidentes pessoais vendidos pela Icatu, o cliente tem acesso a plataforma Betterfly, com uma série de desafios mensais que estimulam hábitos saudáveis, como pedalar, caminhar e meditar. 

Seguro para o carro também é um produto com boa penetração na maior carteira de crédito do BV, que conta com cerca de R$ 42,9 bilhões financiados até setembro passado. Na jornada deste cliente, além do prestamista, o seguro de automóvel é o mais ofertado. São oito seguradoras, com produtos customizáveis para atender diferentes perfis de consumidores. 

“Uma parte do perfil da base não tem risco para o seguro de automóvel completo, por isso conseguimos com as seguradoras a oferta modular com um nível muito baixo de burocracias como o preenchimento de questionários e perguntas que muitas vezes mais restringem o interesse do cliente por desconhecer termos técnicos. Na dúvida, ele não contrata. Monitorar isso nos ajudou a elevar significativamente a conversão das cotações em vendas não só no seguro auto como em todos os produtos que temos no marketplace”, conta. 

Para 2024, a agenda de Monteiro e equipe segue na mesma toada: cuidar bem do cliente e ampliar a oferta contextualizadas para os segmentos em que o banco vem crescendo, como é o caso de financiamento para pequenas e médias empresas, que já começou com o seguro fiança com 12 seguradoras parceiras, e painéis solares com produto ainda em construção na base da corretora. 

“Em todos os segmentos, como o PMEs que é totalmente diferente da venda de varejo, seguiremos com o cuidado em criar produtos e serviços que tenham uma relação com o financiamento, numa comunicação direcionada e cuidadosa”. Em PMEs, segundo ele, o processo de venda ainda é artesanal, com o vai e vem de documentos entre a corretora e seguradora. “Temos muitas oportunidades de automação neste processo e vamos avançar em 2024 para tornar dar respostas de forma mais simples aos clientes deste segmento tão importante da economia”.”, afirma. 

Os testes sobre qual a melhor forma de se comunicar com os clientes seguirão nas prioridades da agenda. “Este talvez seja o maior desafio da indústria de seguros. Saber como, quando e onde se comunicar com o cliente”, diz. Em 2023, uma pesquisa para um lançamento mostrou que é preciso encontrar o que o setor chama de “momento mágico”. O e-mail tem se mostrado uma forma com baixíssima conversão em vendas. WhatsApp vem crescendo, mas as ligações telefônicas ainda são imbatíveis, conta o executivo. 

“Sou adepto do seguro embarcado (embedded insurance) pela fluidez que ele traz para a jornada pela mudança do mindset, eliminando a crença de que comprou o seguro e tem de usar. Quanto acoplado ao crédito, o consumidor entende que ele comprou o crédito e o seguro veio acoplado por um preço mais acessível e diluído”, argumenta, afirmando que ainda é preciso muito trabalho conjunto com parceiros e equipe interna para acertar a comunicação desta modalidade e transformar este modelo uma realidade em grandes números. 

Monteiro também cita a necessidade do investimento em educação para novos produtos, como o seguro de carro “pay as you use” ou “pay as you drive”. “O cliente precisa entender que não é 100 reais por mês, o que daria 1,2 mil reais por ano.. Pode ser 80 reais por mês ou pode ser 120 reais por mês. Tudo vai depender das regiões onde circula, como dirige. É preciso investir na comunicação e ter um bom atendimento pós-venda para que o produto ganhe a confiança do consumidor”. 

Newe Seguros paga indenização inédita para agricultor familiar de assentamento do sul da Bahia

Fonte: Newe

É de um assentamento da reforma agrária do município de Canavieiras, do sul da Bahia, o primeiro agricultor familiar a receber indenização de seguro paramétrico no Brasil. Seu Edmundo Almeida, como é conhecido, receberá o pagamento devido à falta de chuva na sua plantação de cacau. A contratação dessa apólice demonstra que hoje já existe solução para potenciais segurados com o mesmo perfil, que enfrentam problemas semelhantes relacionados ao clima.

Este trabalho realizado nos assentamentos, sem precedentes na história, foi desenvolvido pela Newe Seguros, guiado pelos princípios da nova acionista da holding, a BlueOrchard (BO). Com 35% das ações da seguradora, a empresa, que se dedica a gerar impactos positivos e duradouros para comunidades e o meio ambiente onde atua, conta com mais de vinte parceiros globais, dentre eles, o KFW, Banco Estatal Alemão; IFC – International Finance Corporation; o Federal Ministry for Economic Cooperation and Development. A BlueOrchard concluiu o aporte financeiro na Newe em julho de 2023

Além dessa parceria estratégica para a seguradora, outras parcerias com representantes técnicos locais se fizeram necessárias para que os reais beneficiários deste projeto tivessem acesso a informações e, principalmente, acreditassem que seria possível proteger as suas lavouras, como no caso do Seu Edmundo.  

Seu Edmundo, hoje, representa todos os agricultores familiares que podem ser protegidos por uma apólice de Seguro Paramétrico, quando o clima não ajuda. Segundo ele, a segurança é o mais importante: “A atividade agrícola é muito arriscada e, a partir das mudanças do tempo, ficou ainda mais. Com o seguro, vou me arriscar mais, vou ousar, buscar uma renda maior, com equilíbrio ao meio ambiente, mas sem o temor que tinha antes sem ter o seguro”, comenta o segurado.

O seguro foi feito para uma área de 3 hectares, com valor máximo de indenização de R$ 6.000,00, e contou com o apoio da Subvenção Federal, tendo o Seu Edmundo pago cerca de R$ 400,00 pelo valor total da cobertura. O gatilho para pagamento do sinistro disparou a partir da falta de chuva e o valor de indenização apurado foi de, aproximadamente, R$ 2.600,00 para o período de agosto a novembro, podendo alcançar R$ 3.700,00 com a regulação do mês de dezembro. Essa região da Bahia está passando por uma grande crise hídrica em vários municípios produtores de cacau, com períodos de estiagem piores do que em 2014.

Rodrigo Motroni, vice-presidente da Newe, destaca a importância do seguro diante de eminentes crises como esta, e chama a atenção para a possibilidade de inclusão financeira desses agricultores: Por meio de inovação e comprometimento com a adaptabilidade climática, conseguimos oferecer garantias a que essas comunidades produtivas nunca tiveram acesso. O trabalho de cada um desses agricultores é fundamental para a segurança alimentar no Brasil”.  

A ação da Newe no Sul da Bahia começou em 2021, mas foi no decorrer de 2023 que a seguradora marcou presença efetiva na região e se aproximou de entidades de assistência técnica contratadas pelo governo do estado, dentre elas o instituto EcoBahia, que tem contratos de assistência técnica e extensão rural em vários municípios produtores de cacau, a exemplo de Canavieiras, com uma atuação pulverizada no território litoral sul, costa do descobrimento, extremo sul e médio Rio de Contas.

Para a coordenadora geral da EcoBahia, Isabela Almeida, este seguro é uma saída inovadora para a realidade do campo que tem apresentado muita instabilidade: “As variações climáticas levam insegurança aos agricultores, principalmente, pelas constantes estiagens em regiões como a Mata Atlântica, até então conhecida por boa disponibilidade de chuva. A seca, porém, tem levado a perdas consideradas na produção, e quem paga esse prejuízo?” Pergunta, Isabela. E complementa: “Com o seguro paramétrico, a renda tem sido mantida, bem como a segurança dos investimentos feitos, não ficando o agricultor apenas com o prejuízo”.

O início da história

Este caminho da indústria do seguro até os assentamentos, cooperativas e à própria indústria do cacau foi sedimentado a partir da experiência inédita da seguradora Newe no Sul da Bahia, com início em 2021, ano em que a indústria do chocolate, entidades de preservação e governo se uniram para emitir a primeira apólice de seguro paramétrico subsidiado no país. A solução de proteção baseada em índices, comum em muitos países do mundo, começou a ser efetivamente praticada no Brasil e trouxe esperança para quem nunca pôde contar com efetiva proteção para sua pequena e média lavoura.

“Estamos felizes e entusiasmados em sermos a Seguradora pioneira no Brasil na oferta de Seguro Paramétrico voltado para a agricultura familiar, trazendo uma perspectiva real de adaptabilidade climática para esse público tão importante para o nosso país, atrelado a proteção dos biomas. Caminhando na direção mundial da pauta de resiliência climática e proteção ambiental. 

Ainda temos muito trabalho pela frente e acreditamos que a escalabilidade desse projeto só terá sucesso com o apoio governamental e entidades privadas.” 

Comemora Thamirys Chaves – Gerente de Subscrição de Seguro Rural e Paramétrico

A Newe Seguros desenvolveu metodologia própria para adaptação da solução à realidade brasileira e hoje lidera em conhecimento e em números este mercado. 

E neste novo caminho traçado pela seguradora, corre em paralelo o novo posicionamento da empresa que é o de ser referência em ESG dentro do segmento de seguro. Responsabilidade ambiental e social, traduzidos em possibilitar maior acesso ao crédito, graças às novas garantias que o seguro oferece, permanência do agricultor na sua propriedade e uso responsável das fontes renováveis, ou seja, um círculo virtuoso capaz de conciliar objetivos financeiros com responsabilidade. 

Para Marcos Andrade, consultor da Newe, o seguro paramétrico é a primeira ferramenta mitigadora de riscos climáticos comprovadamente acessível ao Agricultor Familiar: “Essa iniciativa, identifica o problema e garante uma indenização justa, trazendo, concomitantemente, a preservação do Bioma Mata Atlântica, a manutenção da cultura do cacau cabruca e a manutenção do homem do campo”, ressalta o consultor.

Allianz Seguros anuncia nova diretora executiva 

A Allianz Seguros comunica que, a partir de 8 de janeiro, Maria Clara Ramos assumirá a Diretoria Executiva de Transformação, Estratégia e Marketing. Clara se reportará ao presidente da companhia, Eduard Folch, e será um dos membros do Comitê Executivo da seguradora. 

Maria Clara Ramos é formada em Ciência da Computação pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Gerenciamento de TI; pós-graduada em Gerenciamento de Projetos; e possui MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, Inovação e Empreendedorismo. Sua trajetória profissional tem como destaque a atuação no mercado segurador, sendo que nos últimos 28 anos esteve na Tokio Marine, onde foi responsável pela entrega de projetos estratégicos e por difundir uma cultura de transformação ágil na companhia.