CNseg e UNEP FI lançam projeto inédito de ESG no Brasil

cnseg Dyogo Oliveira

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) promoveu nesta quarta-feira, dia 28 de fevereiro, um workshop para divulgar oficialmente as principais conclusões do projeto “Construindo Seguros para a Transição Climática”. O evento contou com a presença de autoridades da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), bem como de executivos do mercado de seguros e especialistas em sustentabilidade. 

Durante sua participação, Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, frisou que o mundo olha com mais atenção para a possibilidade de contribuição do setor de seguros no combate aos impactos causados pela transição climática. O executivo também lembrou que os temas relacionados à sustentabilidade têm um espaço importante na agenda da Confederação. “Justamente por sua relevância, estamos trabalhando para implementar uma segunda fase do projeto, a qual abordaremos os riscos de transição e daremos mais profundidade na ferramenta, com foco no seguro rural e dando granularidade em alguns outros riscos”. 

A primeira fase do projeto foi elaborada com base na contribuição de 21 das principais seguradoras da Brasil, o documento representa um exercício inicial para avaliar os riscos climáticos de forma integrada, além de apoiar as seguradoras na conformidade com os requisitos da circular nº 666 da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Além do relatório, o projeto resultou no desenvolvimento de duas ferramentas. 

Mapa de Calor de Riscos Climáticos Físicos mensura a exposição das capitais brasileiras e demais cidades selecionadas aos 11 principais riscos climáticos físicos. Já a ferramenta de Projeção de Perdas Seguradas para Cenários de Inundações Urbanas no Brasil utiliza dados históricos das seguradoras, examinados com parâmetros fixos, científicos e estatísticos, para mensurar potenciais impactos econômicos provocados por catástrofes naturais. 

Ana Paula de Almeida Santos, diretora de sustentabilidade e relações de consumo da CNseg, aproveitou o encontro para destacar os três grandes objetivos do roadmap de sustentabilidade da entidade a médio e longo prazo que são: promover uma transição justa para a economia de baixo carbono; promoção de uma sociedade mais resiliente às mudanças climáticas e promover a inclusão e combate às desigualdades. A Confederação já trabalha em projetos relacionados a todos os objetivos. 

O evento contou com a participação de especialistas renomados, incluindo Butch Bacani, líder da Iniciativa de Seguros Sustentáveis (PSI) da Organização das Nações Unidas; Fernando Libano, Technical Officer/Susteinable Finance da OIT; Paula Peirão, coordenadora regional associada para a América Latina e Caribe da UNEP FI; Laurindo dos Anjos, diretor da Caixa Residência; Beatriz Ferrari, gerente de Finanças Sustentáveis do NINT; e Pedro Werneck, especialista ASG da CNseg.

Sobre o projeto

O “Construindo Seguros Para Transição Climática” foi uma iniciativa focada na capacitação sobre os impactos físicos das mudanças climáticas, visando impulsionar estratégias de gestão de riscos e oportunidades climáticas, assim como compreender seus potenciais impactos financeiros para o setor de seguros brasileiro. Alinhado com os objetivos do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), a ação foi desenvolvida por meio da parceria entre UNEP FI e Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), com apoio técnico do ERM NINT, e faz parte de uma esteira de compromissos assumidos pelo setor de seguros com a agenda de sustentabilidade e com endereçamento de questões climáticas.

Para acessar o projeto “Construindo Seguros para a Transição Climática”, o mapa de calor de riscos e danos climáticos físicos no Brasil ou solicitar acesso à ferramenta de cenários de perdas climáticas por inundações urbanas clique aqui

FenaCap divulga balanço de 2023 com crescimento em todas as regiões

Fonte: Fenacap

A Capitalização registrou 5,6% de evolução na arrecadação de 2023, comparando ao desempenho do ano anterior. Segundo a FenaCap (Federação Nacional de Capitalização),   foi registrado crescimento em todas as regiões do País, totalizando R$ 30 bilhões em arrecadação e R$ 24,6 bilhões entre resgates e sorteios pagos, com um  repasse recorde de R$ 1,6 bilhão para a instituições do terceiro setor via Filantropia Premiável.

No mesmo recorte, a região Sudeste continua com a maior participação, com 56,2%, seguida pelas regiões, Sul (18,7%), Nordeste (11,2%), Centro-Oeste (9,4%) e Norte (4,5%). Em 2023, além de diversos Projetos de Lei aprovados, a FenaCap também  realizou o estudo “Estimativa de Mercado para Capitalização”, no qual foram apresentadas possibilidades ainda mais arrojadas para o segmento, com previsão de arrecadação três vezes maior do que a atual, totalizando R$ 89 bilhões, por ano.  

Para o diretor-executivo da FenaCap, Carlos Alberto Correa,   o comportamento positivo acompanha uma atuação constante em prol do segmento, com o cliente no centro das estratégias de negócio. “A população está cada vez mais atenta aos diversos usos dos nossos produtos, o que impacta diretamente no nosso desempenho.  Podemos destacar inúmeras conquistas de 2023, como o valor recorde de reservas técnicas, totalizando R$ 39,5 bilhões.  

Também nos empenhamos nas discussões para desenvolvimento do setor, com negociação direta sobre projetos de lei aprovados, garantindo ainda mais segurança jurídica às partes envolvidas. Com 94 anos de história, a Capitalização vive  momento especial e, sem dúvida, avançará ainda mais nos próximos anos”, comenta Carlos Alberto. 

Para 2024, a Federação estima manter o bom desempenho do setor, progredindo ainda mais. “Estamos sempre atentos a novas oportunidades, oferecendo produtos cada vez mais alinhados a diversos perfis de consumidores. A consequência deste trabalho se apresenta na robustez do segmento, com números cada vez mais expressivos e uma penetração maior da Capitalização em diversas faixas etárias e classes sociais”, reforça o diretor-executivo. 

Participação das regiões na arrecadação do setor (em bilhões): 

Tokio Marine lança SuperApp para os Corretores

Tokio Marine Seguradora Sergio Miotto

Fonte: Tokio

Com inovação como um dos pilares de sua estratégia de negócios, a Tokio Marine anuncia o lançamento do SuperApp do Corretor. O novo aplicativo é mais uma iniciativa da plataforma Brokertech, que tem o objetivo de disponibilizar aos Parceiros da Companhia, soluções cada vez mais digitais para auxiliá-los a fomentar os negócios. O novo aplicativo chega para simplificar o dia a dia dos Corretores e Assessorias, possibilitando que tenham na palma das mãos as principais funcionalidades do Portal do Corretor.

O Diretor de Tecnologia da Tokio Marine, Sérgio Miotto, explica que o SuperApp promove a inclusão digital dos Corretores ao oferecer uma série de benefícios, entre eles o de agilizar os processos operacionais. “Nosso desafio inicial era criar uma interface que incorporasse novas tecnologias, sem deixar de ser atraente e intuitiva. O resultado é um aplicativo leve, de fácil navegação e que agrega funções de outros canais digitais”, destaca.

Desenvolvido pela equipe do laboratório de Inovação da Tokio Marine no Brasil, em parceria com a empresa CBYK, o aplicativo está disponível para dispositivos Android e iOS, dando autonomia para o Corretor gerenciar processos e carteiras dos Clientes de qualquer lugar. Com ele, é possível administrar e realizar pagamentos, conferir propostas e endossos, registrar e acompanhar sinistros, abrir chamados de Assistência 24 horas, consultar renovações e fazer cotações de todos os produtos. 

“É uma grande satisfação celebrar o lançamento do SuperApp para Corretores em parceria com a Tokio Marine. Nossa parceria, já firmada em outros projetos, tem gerado muitos resultados, como esse que proporciona autonomia aos corretores na gestão de clientes. Nosso compromisso contínuo com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) reflete nosso empenho em agregar ainda mais valor às demandas dos nossos clientes. Estamos ansiosos por mais conquistas juntos!”, Ricardo Lopes, sócio-diretor comercial da CBYK. 

Inovação – A operação brasileira da Tokio Marine é uma das líderes em inovação e novas tecnologias entre os 46 países nos quais o Grupo Tokio Marine atua. Anualmente, a Companhia investe cerca de R$ 140 milhões em projetos de tecnologia com ênfase em Inteligência Artificial, Data Science e Big Data, entre outros, que agilizam os processos internos, sustentam o crescimento e facilitam o dia a dia dos Parceiros de Negócios e Segurados. “Na Tokio Marine, a adoção de novas tecnologias a serviço da transformação digital e da automação de processos é peça-chave para garantir a agilidade e prover um atendimento eficiente para nossos públicos em todas as plataformas”, conclui Sérgio Miotto.

Zurich lança campanha Vida PME para incentivar a contratação do seguro 

zurich seguros marcio benevides

Fonte: Zurich

Para incentivar a contratação do seguro de vida para pequenas e médias empresas, a Seguradora Zurich lança a campanha de vendas chamada Mais Vida PME. A campanha, com vigência entre 1º e 31 de março de 2024, tem como objetivo fomentar as vendas motivando os corretores a operarem ainda mais com o produto, com uma remuneração extra que pode chegar até a R$ 700 por apólice emitida, valor maior do que a edição passada.  

O mercado de vida PME tem um grande potencial de negócios para o corretor de seguros. De acordo com o Mapa de Empresas, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o Brasil registrou até início de fevereiro mais de 1,2 milhão de empresas de pequeno porte ativas. 

“Nosso objetivo com essa edição da campanha é dar ao corretor a possibilidade de novas oportunidades de negócios, além de diversificar o portfólio e criar uma perspectiva de relacionamento de longo prazo com seus clientes, entendendo as necessidades de proteção que as empresas e seus colaboradores apresentam”, diz Marcio Benevides, diretor executivo de distribuição da Zurich.  

Benefícios para o cliente 

Voltado a companhias de 3 a 500 funcionários, o Zurich Vida Empresa PME é um seguro de vida que oferece diversos  benefícios como indenizações por morte e invalidez; proteção para cônjuge e filhos dos colaboradores; cesta natalidade, que garante o fornecimento de um cartão alimentação ao beneficiário após o nascimento do(a) filho(a) para auxiliar na compra de itens de higiene e alimentação; e até verbas rescisórias, para auxiliar as empresas com o reembolso das despesas em caso de morte do colaborador.   

Daniela Cruz, superintendente de produtos Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, destaca que o produto ainda permite a contratação do serviço de telemedicina, o que é vantajoso para empresas que nem sempre possuem benefícios voltados à saúde de seus colaboradores.   

O produto PME da Zurich oferece aos clientes quatro opções de capital segurado: Capital Global, Uniforme, Escalonado ou Múltiplo Salarial. “Conseguimos trabalhar em diferentes nichos de atividades de empresas, desde comércio e serviço até siderurgia, por exemplo”, explica Daniela. 

As empresas que fazem a contratação podem usar o benefício de abater no imposto de renda como despesa operacional, além de ser uma estratégia importante na retenção de talentos, dado a relevância de poder contar com um benefício repleto de vantagens.   

Pesquisa Datafolha a pedido da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), aponta que o plano de saúde (81%) é o principal benefício para o trabalhador, seguido por seguro de invalidez ou incapacidade (75%). 

“Uma das características mais marcantes do seguro oferecido pela Zurich é o fato de que o nosso Vida PME se adequa ao perfil e às necessidades de cada empresa e foi desenvolvido para resguardar os pequenos empresários e seus colaboradores dos imprevistos do dia a dia”, destaca Daniela. 

Mapfre é patrocinadora da Girl Power Run 2024 

tatiana Cerezer mapfre

A seguradora Mapfre é uma das patrocinadoras da Girl Power Run 2024, corrida voltada exclusivamente para mulheres que ocorre no dia 17 de março no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Com trajetos de 5k e 10k, a ação acontece pela terceira vez na capital paulista com o objetivo de fazer com que as participantes sejam protagonistas de suas próprias jornadas, fortalecendo ainda mais a ideia de que são donas de seus próprios caminhos.

A proposta da prova, que espera atingir um número de 8 mil participantes, vem ao encontro dos objetivos da companhia em incentivar iniciativas que promovam saúde, igualdade de gênero, bem-estar físico e emocional. A ação também é uma oportunidade para novas experiências e troca de conhecimentos. 

“Para nós na MAPFRE, é fundamental apoiar iniciativas como a Girl Power Run, que promovem saúde, bem-estar, esporte e a igualdade de gênero, fatores extremamente relevantes para o desenvolvimento da nossa sociedade. Estamos muito contentes em fazer parte de uma ação tão valiosa, que incentiva mulheres à prática do exercício físico, do empoderamento e de enfrentar novos desafios.”, destaca Tatiana Cerezer, diretora de Comunicação e Marketing da companhia. 

A Mapfre terá um estande exclusivo para receber todas as convidadas da companhia, além de ativações que estarão abertas para todo o público da corrida. Dentre elas está a apresentação do ELA, programa lançado pela companhia cujo foco é na saúde da mulher. O produto oferece assistências adicionais para o universo feminino e contempla benefícios para todas as fases da vida das mulheres, como juventude, casamento, gravidez e longevidade, por exemplo. 

O kit básico da Girl Power Run 2024 contém uma camiseta, uma sacola e uma medalha (após a realização da prova), com premiações para as três primeiras colocadas de cada categoria. As inscrições e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site oficial da prova. 

Somente 15% dos brasileiros que possuem seguros têm Previdência Privada

Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

Embora o Brasil seja um dos países que mais rapidamente envelhecem no mundo, o investimento em uma vida mais tranquila na idade madura ainda é reduzido na população brasileira, mesmo entre quem já conta com recursos de proteção. Uma pesquisa realizada pela Bradesco Vida e Previdência revela que, entre as pessoas que possuem algum tipo de seguro, apenas 15% declararam ter um plano de previdência privada, enquanto outros 10% afirmaram que pretendem adquirir, mas ainda não o fizeram.

“Apesar de a sociedade brasileira estar ficando cada vez mais longeva, vemos que o planejamento financeiro de longo prazo ainda se restringe a uma parcela modesta da nossa população. Segundo dados da Fenaprevi, somente cerca de 8% das pessoas possuem previdência privada. Para que se tenha uma ideia, países com níveis educacionais e de renda mais altos chegam a ter de quatro a cinco vezes mais recursos alocados nessa modalidade de investimento em relação ao PIB do que o Brasil, o que mostra o grande desafio que temos pela frente”, destaca Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

O executivo lembra que, em 2024, a população economicamente ativa terá atingido o pico no país, tendendo a refluir em termos absolutos nos anos seguintes, enquanto a faixa etária acima de 65 anos continuará a aumentar de forma acelerada.

“Aparentemente, portanto, temos menos de 20 anos com condição demográfica favorável para redirecionar nossas estruturas educacionais, produtivas e dos sistemas de saúde e de proteção financeira, e preparar a sociedade para lidar com o novo cenário. Nesse contexto, instrumentos como a previdência privada têm um papel preponderante a desempenhar como provisão complementar de recursos às fontes públicas, cada vez mais restritas na fase pós- laboral”, enfatiza Scripilliti.

Ainda segundo a pesquisa, a adesão a esse tipo de investimento é relativamente recente: entre os entrevistados, 53% declararam que a contratação ocorreu nos últimos cinco anos. Quando perguntados sobre as principais razões que os levaram a ter um plano de previdência privada, 83% afirmaram buscar um complemento para a aposentadoria; 59%, segurança financeira; 17%, investir em um negócio próprio no futuro; 14%, aquisição de imóvel; e 12%, compra de automóvel. O levantamento também indicou que quem possui previdência privada e mantém outros tipos de investimentos opta, majoritariamente, por Poupança (56%) e CDB (44%), configurando um perfil mais conservador. 

“Embora o segmento de previdência privada tenha registrado crescimento considerável nos últimos anos, o grande desafio é expandir a cultura do planejamento financeiro de longo prazo para uma parcela mais expressiva da nossa população, incluindo os jovens, pois, quanto mais cedo se inicia esse planejamento, melhor”, conclui Scripilliti.

 Metodologia da pesquisa 

Realizada em 2023 via painel de respondentes, a pesquisa quantitativa contou com 1.000 participantes de todas as regiões do Brasil, tendo como objetivo mapear o comportamento dos segurados em relação a diversas categorias, como bens, saúde física e financeira. A iniciativa está alinhada à missão do Grupo Bradesco Seguros de disseminar a cultura de proteção no país. 

Allianz fatura € 161,7 bi e lucra € 9,1 bi em 2023, alta de 5,5%

A Allianz reportou lucro operacional e lucro líquido para o quarto trimestre e para o ano inteiro de 2023, marcando um desempenho recorde para a gigante dos seguros. Em 2023, o volume total de negócios da Allianz aumentou 5,5%, para 161,7 bilhões de euros, com o segmento de bens e acidentes liderando esse crescimento devido aos efeitos positivos de preços e volume, e ao forte apoio do segmento de vida e saúde, particularmente nos Estados Unidos. O lucro líquido básico dos acionistas avançou 30,3%, para 9,1 bilhões de euros  

No setor dos seguros patrimoniais, o volume total de negócios cresceu 8,4% para 76,5 bilhões de euros no ano, com o crescimento interno refletindo um forte desempenho, apoiado por efeitos significativos de preço e volume. O lucro operacional registou um ligeiro aumento para 6,9 bilhões de euros, apesar de um pequeno aumento no índice combinado devido ao aumento dos sinistros resultantes de catástrofes naturais.

O segmento de seguros de vida/saúde reportou fortes lucros operacionais, com o valor atual dos prêmios de novos negócios (PVNBP) para 67,3 bilhões de euros, impulsionado por volumes mais elevados nos Estados Unidos. O lucro operacional do ano aumentou para 5,2 bilhões de euros, principalmente devido ao desempenho nos Estados Unidos e em outras regiões.

Na gestão de ativos, as receitas operacionais diminuíram ligeiramente em 1,8% para 8,1 bilhões de euros no ano, embora o lucro operacional tenha permanecido sólido em 3,1 bilhões de euros. O segmento registrou entradas líquidas resilientes, com os ativos de terceiros sob gestão atingindo 1,712 bilhões de euros no final de 2023.

“A disciplina da nossa estratégia, execução e gestão de capital reforçam a nossa perspectiva de lucro operacional para 2024, a nossa nova política de dividendos e o nosso programa renovado de recompra de ações. No próximo ano, continuaremos a concentrar-nos em desbloquear os benefícios da nossa escala para aumentar ainda mais a nossa produtividade e em converter a nossa experiência do cliente num crescimento rentável para todos”, disse o CEO Oliver Bäte.

Perdas econômicas de US$ 200 bi deverão aumentar devido às alterações climáticas

As alterações climáticas terão um impacto maior nas perdas econômicas no futuro, segundo o mais recente estudo do Swiss Re Institute. Uma nova análise de 36 países classifica as Filipinas e os EUA como os países economicamente mais expostos atualmente, onde é provável que ocorra uma intensificação dos riscos devido às alterações climáticas. A economia dos EUA perde quase 0,4% do PIB (US$ 97 bilhões), enquanto as Filipinas perdem 3% do PIB (US$ 12 bilhões) causados pelos quatro perigos climáticos, estando ao mesmo tempo expostas à intensificação dos riscos no futuro.

“As alterações climáticas revelam fenômenos meteorológicos mais severos, resultando num impacto crescente nas economias. Portanto, torna-se ainda mais crucial tomar medidas de adaptação. O setor de seguros está pronto para desempenhar um papel importante, catalisando investimentos em adaptação, diretamente como investidor de longo prazo e indiretamente, através da subscrição de projetos de apoio ao clima e do compartilhamento de conhecimento sobre riscos. Quanto mais precisamente os riscos das mudanças climáticas forem precificados, maiores serão as chances de que os investimentos serão realmente feitos”, afirma Jérôme Jean Haegeli, Economista-Chefe do Grupo Swiss Re.

Com base nas conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o novo relatório do Swiss Re Institute “Mudança climática: o calor está (ainda) ligado” analisa onde os perigos provavelmente se intensificarão e sobrepõe-os com suas próprias estimativas de perdas econômicas resultantes de os quatro principais perigos climáticos a partir de hoje. Isto proporciona uma visão das possíveis implicações econômicas diretas caso as catástrofes naturais relacionadas com o clima se intensifiquem devido às alterações climáticas.

Com perdas econômicas anuais de 3% do PIB até hoje, as Filipinas são as mais afectadas pelos quatro perigos climáticos de todos os 36 países, ao mesmo tempo que estão expostas a uma elevada probabilidade de intensificação dos riscos. Os EUA são o segundo mais exposto. Atualmente, com US$ 97 bilhões (0,38% do PIB), registra as maiores perdas econômicas em termos absolutos devido a fenômenos meteorológicos em todo o mundo e, ao mesmo tempo, uma probabilidade média de que os perigos se intensifiquem.

Em geral, os países com lacunas consideráveis na proteção dos seguros e onde o estabelecimento de medidas de mitigação e adaptação de perdas fica aquém da taxa de crescimento econômico, estão financeiramente em maior risco devido à intensificação dos riscos. As economias asiáticas em rápido crescimento, como a Tailândia, a China, a Índia e as Filipinas, são as mais vulneráveis, de acordo com o relatório.

Embora se preveja que o risco de inundações se intensifique a nível mundial, o principal factor de grandes perdas económicas relacionadas com as condições meteorológicas nos EUA, bem como no Leste e Sudeste Asiático, são os ciclones tropicais. Hoje, em termos absolutos, as perdas económicas decorrentes de fenómenos meteorológicos nos EUA são as mais elevadas do mundo, causadas principalmente por ciclones tropicais (furacões). As tempestades severas também são responsáveis por uma grande parte das perdas econômicas.

O primeiro passo para reduzir as perdas é através de medidas de adaptação. Exemplos de ações incluem a aplicação de códigos de construção, o aumento da proteção contra inundações e, ao mesmo tempo, a vigilância dos assentamentos em áreas propensas a perigos naturais. Em última análise, as perdas em percentagem do PIB de cada país dependerão da adaptação futura, da redução das perdas e da prevenção.

Inter inaugura plataforma digital de seguros para empresas 

paulo padilha banco inter

Fonte: Inter

O Inter anuncia o seguro voltado para o público PJ. Com o nome Empresa Protegida, o produto chega para expandir a oferta de serviços e potencializar o crescimento da base de clientes do Inter Empresas, que hoje já ultrapassa 1,8 milhão de contas. Esse é o primeiro seguro 100% voltado ao público PJ, o que marca a expansão de uma oferta de contratação simples, rápida e transparente, já conhecida pelos clientes pessoa física, também para o Super App Inter Empresas. 

“Com essa oferta conseguiremos atender um enorme mercado que, até então, permanecia desassistido. Mesmo sendo obrigatório por lei, menos de 30% das empresas possuem coberturas. Esse é o primeiro produto do Brasil voltado para o público PJ em que a cotação e a contratação são 100% digitais, automáticos e sem necessidade de vistoria para mais de 80 atividades econômicas” disse o diretor de Seguros do Inter, Paulo Padilha. “Nossa missão é conscientizar e facilitar o acesso de milhões de empreendedores a produtos com excelente custo-benefício e que são fundamentais à gestão de qualquer negócio”, finaliza. 

Em 2023, a operação de seguros do Inter foi responsável por uma receita de R$ 172,9 milhões, aumento de 32% em relação a 2022. Mais de 1,7 milhão de clientes finalizaram 2023 com seguros ativos, o que significa 31% a mais em relação ao ano anterior. Considerada de alta margem, a operação de seguros se consolidou com 26 produtos disponíveis para o público pessoa física e o objetivo é seguir crescendo os resultados com uma plataforma voltada também ao público PJ.

Porto dobra lucro para R$ 2,2 bilhões em 2023, sendo a vertical Seguros responsável por 86%

Paulo Kakinoff CEO da Porto

A Porto comemora os resultados obtidos em 2023, com crescimento e rentabilidade nas quatro verticais da holding: seguros, saúde, banco e serviços. O lucro líquido dobrou de um ano para outro, alcançando R$ 2,26 bilhões no ano passado, com a vertical Seguros responsável por 86%. O Retorno sobre Patrimônio Médio (ROAE) foi de 19,6% no ano. 

“Realmente foi um ano histórico para o grupo, com um resultado que gera entusiasmo em toda a equipe com a preservação do time executivo e aquisição de novos, como o diretor de relações com investidores, Domingos de Toledo Piza Falavina, e a nova executiva-chefe de operações da vertical Porto Seguros, Patrícia Chacon, ex-CEO da Liberty. Temos uma agenda estruturante pela frente, que nos anima muito”, comentou em entrevista a um grupo de jornalistas Paulo Kakinoff, que assumiu o comando do grupo em janeiro de 2024, mas vinha no último ano acompanhando todas as principais decisões do corpo diretivo num período de transição com Roberto Santos, agora no Conselho. 

Segundo ele, o bom desempenho veio da recomposição dos preços num ambiente competitivo, crescimento de 16,2% das vendas em todas as verticais para uma receita total de R$ 31,7 bilhões, com avanço na expansão orgânica dos negócios, incorporação dos clientes da CDF e a estreita relação com os mais de 37 mil corretores parceiros de negócios. 

“Os corretores, que conhecem as características regionais e culturais em todo o Brasil e cada CPF individualmente, são responsáveis também pelo bom resultado que estamos apresentando. Eles são essenciais na nossa modelagem de risco, agregando valor ao imenso banco de dados que usamos para fazer uma subscrição equilibrada”, citou. O índice de renovação de apólices está em 75%. 

Na Porto Seguro, vertical comandada por Rivaldo Leite e que responde pelos produtos de seguros e por quase R$ 1,9 bilhão do lucro de 2023, os prêmios avançaram 12,1%, para R$ 19,8 bilhões, justificado pelo aumento de 8,1% na base de clientes comparado ao ano anterior e por adequações na precificação. O Índice Combinado encerrou o ano passado em 86,9%, com índice de sinistralidade de 53,7% considerando-se Porto e Azul. Segundo o executivo, a melhora se deve ao aprimoramento na subscrição de riscos, aumento no controle de sinistros e evolução mais favorável no valor dos automóveis, diminuindo a pressão sobre os custos dos sinistros, explicaram os executivos. 

Kakinoff destacou que a Porto Saúde, comandada por Sami Froguel,  ultrapassou 543 mil beneficiários, com receitas de R$ 4,6 bilhões e lucro de R$ 200 milhões, segundo dados do balanço publicado no portal da holding. “Vislumbramos uma tendência de crescimento em saúde em razão de produtos desenhados para cada mercado e pela segmentação de clientes”, afirmou. A sinistralidade recuou 3,7 p.p. no quarto trimestre de 2023 em comparação ao 4T22 e 4,4 p.p. em relação ao 3T23. Segundo os executivos, este fato foi impulsionado pelas iniciativas de adequação tarifária, ações para redução de fraudes e melhoria na subscrição de riscos.

Na Porto Bank, vertical de negócios financeiros liderada por Marcos Roberto Loução, as receitas totais superaram R$ 4 bilhões em 2023 e o ganho chegou a R$ 451 milhões, com destaque para o crescimento nas receitas de consórcio e para o incremento de negócios na vertical. “Em relação às operações de crédito, o banco apresentou um resultado com evolução positiva da inadimplência, com tendência de se manter em 2024. As novas safras têm apresentado boa performance, indicando a efetividade das políticas implementadas nos últimos meses. Assim, o foco na gestão de risco e na melhor qualidade da carteira de crédito continuam sendo pilares do crescimento sustentável da vertical”, destacou Kakinoff. 

Em outros negócios, a companhia atingiu receita de R$ 853 milhões no ano e perdas de R$ 157 milhões.  A redução é explicada pela desaceleração do ritmo da operação do carro por assinatura, que passa por uma reestruturação. “Estamos neste momento discutindo sobre qual será o formato que a Porto vai ofertar este serviço. A hipótese é que a companhia tenha uma parceira para fazer a gestão, através da qual pode capitalizar o negócio com seus distribuidores, os corretores de seguros”, informou, sem descartar ter um sócio. “Mas a nossa preferência é ter parcerias”, enfatizou. 

Vertical de Serviços: a vedete de 2024

A menina dos olhos para 2024 é a nova vertical Porto Serviço, lançada em dezembro de 2023 e que tem como CEO Lene Araújo, inicia sua jornada com o potencial de alavancar o volume de vendas no B2C e já tem intensificado parcerias estratégicas B2B para distribuição do seu portfólio de serviços. Os resultados desta vertical, considerando os rebates das seguradoras, serão divulgados a partir do primeiro trimestre de 2024. 

A vertical de Serviços é que deve receber a maior intensidade de ações e projetos neste ano, inclusive aquisições como as já divulgadas Unigás e CDF, pelo potencial imenso tanto com expansão geográfica como em oferta de serviços. Este processo deve se intensificar ao longo deste ano, informou. “Temos uma capacidade de processamento gigantesca, com atividades de aquisição, desenvolvimento de conhecimento da marca, dos serviços que são oferecidos, do portfolio”, acrescentou, ressaltando que o seguro auto é um dos principais indutores da vertical de serviços. 

Ganho financeiro mantido com aplicações de longo prazo

Questionados sobre conseguir obter o mesmo resultado financeiro em 2024 com a tendência de queda da taxa Selic, os executivos afirmaram que o atual portfolio de investimento deverá apresentar bons resultados nos próximos três anos, beneficiando-se de títulos longos e numa aposta de que os juros ainda se manterão num patamar elevado. E mesmo que caia mais rapidamente, a composição do preço dos produtos e serviços irá considerar esta diferença. O CFO da Porto, Celso Damadi, informou que a carteira de títulos comprados considera juros entre 5% e 5,5%. “Levando em conta uma inflação de 3,5% a 3,8%, consideramos ter um receita robusta para os próximos anos”.

O retorno sobre as aplicações financeiras (ex-previdência) geridas pela tesouraria da companhia foi de R$ 378,2 milhões no 4T23, o que representa uma rentabilidade equivalente a 106,7% do CDI. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela rentabilidade das alocações em renda variável no período, além do fechamento dos spreads de crédito e da marcação a mercado de uma parte da carteira alocada em juro nominal (DI futuro). Mesmo com impacto negativo dos títulos marcados na curva (NTN B), o resultado foi acima do CDI no período. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o resultado financeiro cresceu 111,4%, atingindo R$ 355,9 milhões.

Mudanças climáticas sob a lupa dos dados

Os efeitos das mudanças climáticas é algo que não preocupa a direção da Porto. Até o momento, apesar de todos os desastres naturais ocorridos em 2022 e 2023, Kakinoff afirmou os dados da companhia não sinalizaram um risco sistêmico. “É inegável que vivemos mudanças climáticas, mas temos base para um refinamento das modelagens de risco e preço. Somos uma companhia com grande escala”, enfatizou.

A visão da Porto é que as mudanças climáticas podem, na verdade, ter um efeito positivo ao impulsionar o crescimento do setor como um todo, caso a população entenda como riscos que colocam seu patrimônio em risco. “Nosso negócio é vender produtos que protejam a sociedade de riscos”, comentou. Vale lembrar que a Porto Seguro é líder destacada de mercado de seguro auto e residência, com significativa margem da segunda colocada em cada segmento.

No âmbito da digitalização das operações, a Porto registrou 49 milhões de interações e atendimentos digitais no quarto trimestre de 2023 e 53% dos acionamentos para serviços de carro ou residência do trimestre foram feitos por meio do Super App e do WhatsApp.