Startups espaciais iniciam conversas com seguradoras para avaliar riscos de data centers no espaço

Fonte: Reuters, Akash SriramJemima Denham, de Nova York e de Londres

Empresas espaciais iniciaram conversas com seguradoras sobre cobertura para centros de dados orbitais de IA. A iniciativa sinaliza um progresso inicial para o setor experimental apoiado pelas empresas SpaceX de Elon Musk e Blue Origin de Jeff Bezos. O conceito de satélites de data center —projetados para contornar as limitações de energia da Terra— tem atraído crescente atenção desde que Musk os descreveu como o futuro do desenvolvimento de IA (inteligência artificial), antes da abertura de capital recorde da SpaceX neste mês.

Garantir seguros é crucial para empresas que querem tirar os data centers orbitais do papel. A falta de cobertura para o hardware caro e os riscos envolvidos dificultaria atrair o financiamento necessário para expandir tais empreendimentos.

A Blue Origin e diversas startups espaciais, incluindo a Orbital, a Starcloud, a Lonestar Data Holdings e a Cowboy Space, também sinalizaram sua intenção de lançar data centers baseados no espaço.

A Reuters conversou com quatro corretoras e seguradoras, além de três empresas do setor espacial, que afirmaram ter ocorrido negociações sobre a cobertura destas tecnologias, embora as conversas ainda estejam em fase preliminar.

A corretora de seguros Marsh afirmou que várias empresas entraram em contato com seguradoras para entender o que a cobertura futura para data centers orbitais poderia abranger, sem revelar os nomes das interessadas.

“Já estamos começando a ver empresas focadas em data centers e empresas focadas em infraestrutura digital buscando apoio da comunidade de seguros”, disse Patton Kline, líder da área de aviação e espaço da Marsh nos Estados Unidos.

A Lonestar informou que realizou recentemente uma reunião informativa nos escritórios da Marsh para o mercado de seguros Lloyd’s de Londres, com a presença de cerca de 25 seguradoras.

A SpaceX e a Blue Origin não responderam aos pedidos de comentários.

As seguradoras já cobrem falhas de lançamento, mau funcionamento de satélites, detritos orbitais e clima espacial em um mercado global que arrecada cerca de US$ 500 milhões em prêmios anuais, de acordo com executivos do setor e a seguradora Axa XL.

Mas, embora as seguradoras tenham décadas de experiência na cobertura de satélites, elas possuem poucos dados sobre infraestrutura de IA orbital. “As discussões no mercado estão focadas em saber se o risco pode ser modelado, em vez de qual deveria ser o prêmio”, disse Kasey Roh, diretora da Upstage AI nos EUA, empresa que desenvolve ferramentas de IA para seguradoras.

Parte do desafio é atribuir valor aos chips de IA em rápida evolução, que podem ser vulneráveis às condições adversas do espaço, afirmou Euwyn Poon, presidente-executivo da Orbital.

David Wade, analista de seguros espaciais da Atrium, afirmou que as startups apoiadas por capital de risco precisariam se expandir antes que houvesse um mercado de seguros significativo para data centers orbitais.

“Até que superemos essa rodada inicial de financiamento e comecemos a ver algumas dessas empresas se expandirem captando dívidas, acho que as necessidades de seguros são muito limitadas no momento.”

Yelum e HDI transformam vendas de seguros de vida e residencial em descontos para seguro auto

Rafael Ramalho Grupo hdi

Grupo HDI, por meio de suas marcas Yelum e HDI Seguros, iniciou, em 1º de junho, a ação Conta Corrente Turbinada, um incentivo voltado aos corretores parceiros com foco no crescimento integrado das carteiras de Seguro de Vida, Seguro Residencial e Seguro Auto. A iniciativa converte 50% do prêmio das vendas e renovações de Vida e Residencial em créditos que podem ser utilizados para conceder descontos em seguros Auto.

A proposta foi desenvolvida para oferecer mais flexibilidade comercial aos parceiros Yelum e HDI, criando uma alternativa para fortalecer negociações, ampliar oportunidades de vendas e estreitar o relacionamento com os clientes, onde o Corretor tem autonomia para conceder descontos no momento certo e gerar mais negócios. Ao mesmo tempo, estimula a diversificação das carteiras, reduzindo a dependência de um único ramo e ampliando a atuação dos corretores em segmentos com potencial de expansão no mercado brasileiro.

A mecânica é simples: a cada venda de seguros novos ou renovação congênere de Vida e/ou Residencial nos produtos elegíveis, metade do prêmio é convertida em créditos. Os valores ficam disponíveis para aplicação em descontos na contratação de seguros Auto.

Um dos diferenciais da ação está na liberdade de utilização desses créditos. O desconto pode ser concedido a qualquer cliente da carteira do corretor, independentemente de ele possuir ou contratar um seguro de Vida ou Residencial. Dessa forma, não existe obrigatoriedade de vínculo entre os produtos, o que afasta qualquer caracterização de venda casada e preserva a autonomia comercial dos parceiros.

“A Conta Corrente Turbinada materializa nossa estratégia de investir continuamente na rentabilidade e no desenvolvimento dos corretores parceiros. Criamos uma solução que amplia a capacidade de negociação no segmento Auto, ao mesmo tempo em que incentiva a diversificação da carteira e fortalece a atuação consultiva do corretor, cada vez mais relevante na jornada de proteção das famílias brasileiras”, afirma Rafael Ramalho, vice-presidente de Auto, Vida e Massificados do Grupo HDI.

Segundo o executivo, a iniciativa acompanha uma transformação observada em todo o setor de seguros, marcada por uma atuação mais consultiva, integrada e centrada nas necessidades dos clientes. “O mercado evolui para modelos que combinam experiência, personalização e conveniência. Com essa ação, oferecemos aos corretores uma oportunidade de gerar valor para seus negócios, ampliar a competitividade e criar novas conexões com diferentes perfis de consumidores, sempre preservando sua autonomia comercial”, complementa Ramalho.

Além de ampliar o potencial de geração de receitas em Vida e Residencial, a ação cria benefícios para o cliente final, que passa a ter acesso a condições mais competitivas na contratação do seguro Auto. A iniciativa reforça o compromisso do Grupo HDI com o fortalecimento do canal corretor e com o desenvolvimento de soluções alinhadas às transformações do mercado, combinando rentabilidade, flexibilidade comercial e uma oferta cada vez mais diversificada de proteção.

Confira abaixo a lista dos produtos elegíveis:

Yelum Seguros
Vida: Vida Perfil, Vida Especial, Vida Mais Tranquila e Vida Global
Residência: Yelum Residência

HDI Seguros
Vida: Vida Individual, Vida Top Mulher e Vida Global (Somente Anual)
Residência: HDI em Casa

Pottencial Seguradora anuncia Renata Horta como nova Diretora de Gente e Cultura

A Pottencial Seguradora, empresa líder no mercado brasileiro de Seguro Garantia e vice-líder em Seguro Fiança Locatícia, anuncia a chegada de Renata Horta como sua nova Diretora de Gente e Cultura.

Com mais de 20 anos de experiência em Recursos Humanos, Renata construiu sua trajetória em empresas de diferentes portes e segmentos, incluindo os setores de aviação, mídia e indústria farmacêutica. Ao longo da carreira, liderou iniciativas de desenvolvimento organizacional, gestão de performance, engajamento, transformação cultural, compliance, ESG e eficiência operacional.

Administradora de formação, com pós-graduação em Gestão de Pessoas e Marketing, MBA em Negócios e formação como conselheira, a executiva traz uma visão estratégica voltada à construção de ambientes de confiança, colaboração e alto desempenho.

“Estou muito entusiasmada em fazer parte da Pottencial, uma empresa que se destaca por sua trajetória de crescimento, inovação e valorização das pessoas. Espero contribuir para consolidar um ambiente ainda mais colaborativo, que estimule o potencial dos profissionais e apoie os objetivos estratégicos do negócio”, afirma Renata.

“Renata reúne sólida experiência em gestão de pessoas e uma visão estratégica alinhada ao atual momento da Pottencial. Sua chegada reforça nosso compromisso com a evolução das competências, o fortalecimento do ambiente organizacional e o crescimento sustentável da companhia”, destaca João Geo Neto, CEO da Pottencial.

Na nova posição, Renata será responsável por dar continuidade as estratégias de atração, desenvolvimento e retenção de talentos, além de liderar as iniciativas de cultura organizacional e experiência dos colaboradores.

CNseg anuncia Monique Cardoso como superintendente de Sustentabilidade

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) anuncia a chegada de Monique Cardoso como a nova superintendente de Sustentabilidade. Com mais de duas décadas de trajetória no mercado corporativo, a executiva assume o desafio de consolidar as diretrizes da área no setor de seguros, fortalecendo a agenda de gestão climática, resiliência e finanças sustentáveis da entidade. Também reforça a pauta social no segmento, como Diversidade e Inclusão, e seguros inclusivos.


Monique possui sólida experiência na construção de estratégia de Sustentabilidade corporativa para empresas de grande porte, reguladas e de capital aberto, gestão de riscos ambientais e sociais, e interlocução com conselhos de administração e investidores. Sua contratação reforça o compromisso da CNseg em capitanear o debate sobre o papel estratégico do mercado segurador na transição para uma economia de baixo carbono, especialmente em um momento de intensa mobilização do país em fóruns globais de clima e natureza.


Sua chegada enriquece a equipe técnica da Confederação em um momento crucial. O setor de seguros se torna, cada vez mais, um pilar indispensável no Brasil e no mundo para a mitigação de riscos climáticos e para o fomento de investimentos sustentáveis.


Trajetória e expertise técnica

Mestra em Gestão para a Competitividade (linha de Sustentabilidade) pela EAESP/FGV, a nova superintendente acumula passagens por grandes organizações e consultorias estratégicas.


Antes de ingressar na CNseg, a executiva atuou como Head de Sustentabilidade no grupo Lavoro Agro (Pátria Investimentos), liderando a agenda ESG no ecossistema do agronegócio. Também foi gerente executiva de Sustentabilidade no Grupo Big/Walmart e consultora estratégica para diferentes empresas e organizações internacionais de fomento socioambiental.

Lucro das seguradoras cresce 17,5% no primeiro quadrimestre, para R$ 12,5 bilhões

O lucro líquido dos 50 maiores grupos seguradores do país alcançou R$ 12,52 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, alta de 17,5% em relação aos R$ 10,66 bilhões — R$ 2 bilhões a mais — registrados no mesmo período de 2025, segundo levantamento da consultoria Siscorp, com base em dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O resultado reforça o momento positivo do setor, impulsionado principalmente pelo crescimento das operações de seguros de pessoas, previdência e produtos financeiros ligados à proteção.

O mercado supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) arrecadou R$ 139,59 bilhões entre janeiro e abril de 2026. O volume representa uma redução nominal de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Como o volume de arrecadação não avançou no período, especialistas apontam a alta do lucro como um resultado de ganhos por eficiência, resultado do investimento tem tecnologia nos últimos anos.

O Banco do Brasil manteve a liderança isolada do ranking, com lucro de R$ 2,34 bilhões entre janeiro e abril, crescimento de 12,7% em comparação aos R$ 2,07 bilhões apurados um ano antes. Na sequência aparecem Bradesco, com R$ 1,65 bilhão (+8,4%), e Caixa Seguridade, que registrou lucro de R$ 1,60 bilhão, avanço de 18,5% sobre os R$ 1,35 bilhão de abril de 2025.

Fonte: Consultoria Siscorp

A quarta posição continuou com o Itaú Unibanco, cujo lucro saltou de R$ 842 milhões para R$ 1,11 bilhão, crescimento de 31,7%. A principal mudança entre os líderes, porém, foi protagonizada pela Porto. A companhia avançou da sétima para a quinta posição do ranking ao elevar seu lucro líquido de R$ 489 milhões para R$ 835 milhões, uma expansão de 70,8%, a maior entre os dez maiores grupos seguradores.

Com a ascensão da Porto, a SulAmérica caiu da quinta para a sexta colocação, embora tenha apresentado crescimento expressivo de 43,4%, alcançando R$ 733 milhões. A Prudential subiu uma posição, passando de oitava para sétima, com avanço de 50,1% no lucro, para R$ 631 milhões.

A Tokio Marine permaneceu entre os dez maiores grupos, mas foi uma das poucas seguradoras a apresentar retração no período. O lucro caiu de R$ 503 milhões para R$ 450 milhões, recuo de 10,4%, fazendo a companhia passar da sexta para a oitava posição. Zurich e HDI completam o grupo das dez maiores, com lucros de R$ 390 milhões e R$ 384 milhões, respectivamente. Enquanto a Zurich avançou 23,6%, a HDI registrou queda de 19,1%.

Entre as seguradoras que ocupam posições intermediárias no ranking, alguns movimentos chamam atenção. A Seguros Unimed consolidou a 11ª colocação com lucro de R$ 348 milhões, alta de 30,8%. A Icatu cresceu 20,3%, chegando a R$ 290 milhões, enquanto o Santander avançou para R$ 288 milhões, crescimento de 5,1%.

No grupo das empresas que mais aceleraram o lucro, a XP Vida e Previdência praticamente dobrou seu resultado, passando de R$ 33 milhões para R$ 66 milhões, crescimento de 98,6%. O BTG Pactual também apresentou forte expansão, de 66,6%, alcançando R$ 125 milhões. A MetLife, por sua vez, saltou de R$ 9,9 milhões para R$ 86 milhões e ganhou espaço entre os 20 maiores grupos seguradores do país.

Já entre as companhias com pior desempenho aparecem Mitsui Sumitomo, AXA e Sura, que encerraram o quadrimestre com pequeno prejuízo. A Sura registrou resultado negativo de R$ 8,8 milhões, enquanto a AXA apresentou perdas de R$ 5,6 milhões. A Mitsui Sumitomo fechou o período com prejuízo de R$ 4,8 milhões.

Outro indicador relevante do levantamento é o retorno sobre patrimônio líquido anualizado (ROE). O conjunto dos 50 maiores grupos atingiu 32% em abril de 2026, acima dos 29% registrados um ano antes, evidenciando melhora da rentabilidade do setor. Entre os destaques aparecem Banco do Brasil, com ROE de 112%, BTG Pactual, com 96%, Safra, com 62%, Potencial, com 55%, e Santander, com 54%.

O ranking mostra que, embora os grandes conglomerados bancários continuem dominando a liderança do mercado segurador brasileiro, seguradoras independentes e especializadas vêm ganhando espaço. A ascensão da Porto ao grupo das cinco maiores e o crescimento acelerado de empresas como XP Vida e Previdência, BTG Pactual e MetLife indicam um ambiente mais competitivo e diversificado, sustentado pela expansão dos seguros de pessoas, previdência e produtos de proteção financeira.

FF Seguros lança apólice de RC-V e alerta transportadoras para fiscalização eletrônica da ANTT a partir de julho

Marcello Monteiro Cleef - FF Seguros Fairfax

O mercado de transporte rodoviário de cargas entra na reta final para uma das mudanças regulatórias mais relevantes dos últimos anos. A partir de 1º de julho de 2026, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciará a verificação automática da contratação dos três seguros obrigatórios previstos pela Lei nº 14.599/2023: RCTR-C, RC-DC e RC-V. “O seguro passou a integrar o conjunto das três apólices obrigatórias previstos pela Lei 14.599. Muitos transportadores já possuem seguros facultativos semelhantes, mas agora existe uma exigência regulatória específica. O objetivo é garantir que toda a operação esteja aderente às regras da ANTT e da Superintendência de Seguros Privados (Susep)”, explica Marcello van Cleef, head de Cargo da FF Seguros.

A nova sistemática permitirá que os sistemas da ANTT consultem diretamente as bases das seguradoras para confirmar a existência das apólices. Sem a comprovação dos seguros obrigatórios, transportadores poderão enfrentar restrições para manter o registro e operar regularmente. Neste contexto, a FF Seguros anuncia o lançamento do seu produto de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V), desenvolvido especificamente para atender às exigências regulatórias da Susep e da ANTT. A companhia aposta não apenas na cobertura obrigatória, mas também em diferenciais de subscrição, gestão de risco e autonomia local para atender corretores e transportadores em um momento de forte demanda do mercado.

“O mercado está correndo contra o relógio”, afirma Cleef, e isso faz com que o lançamento do novo produto ocorra em um momento decisivo para o setor. Com a efetiva integração entre as seguradoras e a ANTT, os dados das apólices passam a ser consultados eletronicamente pelo sistema da agência. Na prática, o transportador que não estiver adequado às exigências poderá enfrentar dificuldades para manter suas operações regulares.

O mercado está muito aquecido porque a fiscalização deixa de ser apenas orientativa e passa a contar com verificação automática. “Com a contagem regressiva para a entrada em produção do sistema da ANTT, a expectativa do mercado é que as próximas semanas sejam marcadas por uma corrida das transportadoras para regularizar suas apólices e evitar interrupções ope racionais”, alerta Julio Lemos, superintendente de Cargo da FF Seguros.

Para a FF Seguros, a obrigatoriedade do RC-V cria uma oportunidade relevante de expansão no segmento. “Existe um mercado importante se formando. O objetivo é proteger nossa carteira, garantir que os clientes tenham os três seguros obrigatórios e oferecer uma solução completa para o transportador. A adequação regulatória deixou de ser uma discussão futura. Ela passa a fazer parte da operação diária das empresas”, conta Lemos. 

Embora a regulamentação tenha avançado ao longo dos últimos dois anos, o mercado ainda passa por um processo de adaptação. De acordo com levantamento da própria FF Seguros com base em dados da Susep, cerca de 12 seguradoras já aparecem operando o ramo 0659, referente ao RC-V, número que representa menos da metade das aproximadamente 25 companhias que atuam no segmento de transportes.

Para Lemos, o desafio agora é conscientizar corretores e transportadores. “Muitos transportadores ainda não contrataram o RC-V e alguns estão esperando para ver como será a fiscalização. A recomendação é não correr riscos. O corretor precisa alertar seus clientes sobre a obrigatoriedade e sobre a proximidade da entrada em produção do sistema da ANTT.”

Um dos diferenciais do produto lançado destacados pela companhia é o fato de o RC-V ter sido desenvolvido integralmente pela área de transportes da FF Seguros. “A FF Seguros não atua no seguro de automóveis. Por isso, o produto não foi uma adaptação de uma carteira existente. Ele nasceu dentro da operação de transportes para atender especificamente às necessidades desse segmento e às exigências da nova legislação.

Segundo os executivos, a apólice foi estruturada para ir além das coberturas mínimas exigidas pela regulamentação. Entre os diferenciais estão coberturas para despesas de contenção e salvamento, custos de defesa, danos morais e estéticos, ampliação do âmbito geográfico para operações internacionais específicas, inclusão de embarcadores como segurados adicionais e modalidades flexíveis de contratação, com prêmio anual ou fracionado.

Outro ponto enfatizado pela seguradora é a autonomia da operação brasileira para aprovar condições, limites e subscrição sem necessidade de validações internacionais. “A decisão está no Brasil. Isso traz rapidez para cotação, análise de riscos, emissão de apólices e atendimento ao corretor. O mercado valoriza muito essa proximidade porque consegue falar diretamente com a equipe técnica e de subscrição”, ressalta Lemos. 

A estrutura local também conta com área própria de gerenciamento de riscos integrada à unidade de transportes, responsável por apoiar análises preventivas e projetos de inteligência operacional. Segundo os executivos, a companhia trabalha ainda na implementação de uma torre de controle para monitoramento de riscos e em iniciativas que utilizam inteligência artificial para análise estatística de sinistros e apoio à tomada de decisões.

Zurich anuncia patrocínio ao Cirque du Soleil no Brasil

A Zurich Seguros acaba de anunciar o patrocínio ao espetáculo Alegría, do Cirque du Soleil, que será apresentado no Brasil em 2026. A temporada acontece em São Paulo, no Parque Villa-Lobos, de 20 de agosto a 8 de novembro, e no Expotrade, região metropolitana de Curitiba de 19 de novembro a 13 de dezembro. 

Reconhecido mundialmente por unir excelência artística, inovação criativa e execução de alto impacto, o Cirque du Soleil chega ao Brasil com uma releitura de uma de suas produções mais icônicas. A nova montagem apresenta uma obra que marcou gerações sob um olhar renovado, em sintonia com a forma como a Zurich vem impulsionando sua respectiva presença no país: com foco em inovação, solidez e soluções conectadas às necessidades atuais dos consumidores.  

A ação consolida a presença da Zurich no território de entretenimento e experiências de marca, com o intuito de dar continuidade ao movimento da companhia em se aproximar dos brasileiros por meio de plataformas capazes de gerar conexão emocional, memória afetiva e relacionamento para além da relação tradicional com produtos e serviços. 

“Estar ao lado do Cirque du Soleil em uma produção como Alegría sustenta nossa visão de que marcas também constroem vínculos por meio de experiências. A Zurich quer estar presente em momentos relevantes para as pessoas, ao conectar proteção, cuidado e encantamento a uma forma mais próxima de se relacionar com clientes, parceiros e famílias brasileiras”, afirma Sandra Lima, superintendente de Marketing & Comunicação da Zurich Seguros. 

Experiência, marca e conexão com o público 

O apoio ao Cirque du Soleil integra uma frente mais ampla da Zurich para fortalecer sua marca no Brasil, a partir de ações que unem presença nacional e regional, multicanalidade, relacionamento com públicos estratégicos e associação a territórios de alto valor simbólico, como esporte, cultura e entretenimento. 

No esporte, campo de atuação em que já consolidou iniciativas como o patrocínio ao Rio Open e o apoio à CBFA, Confederação Brasileira de Futebol Americano, a companhia tem investido em ações esportivas e sociais voltadas a desenvolvimento humano, inclusão, diversidade e impacto positivo. 

No entretenimento, a Zurich vem reforçando a conexão com uma das principais promessas da marca: ter o cliente no centro de suas decisões. A empresa aposta em experiências capazes de expandir a presença da marca a partir da conexão com o público: em 2025, a organização patrocinou o Mundo Pixar, exposição imersiva realizada em São Paulo, e agora diversifica esse território com o Cirque du Soleil, em uma temporada que une criatividade, emoção e alcance cultural. 

O patrocínio ao Cirque du Soleil se conecta à proposta da Zurich de mostrar uma visão contemporânea sobre seguros, com foco na fidelização e no encantamento do cliente. A companhia busca traduzir esses atributos apoiando projetos e marcas globais que são referência na experiência de diferentes públicos, criando pontes para tornar a marca mais próxima, relevante e conectada ao cotidiano das pessoas. 

“Na Zurich, acreditamos em uma marca cada vez mais próxima do dia a dia dos brasileiros, que esteja presente em cada entrega, em cada parceria, com decisões que traduzem nossos valores e nossa ambição de gerar impacto positivo. Somos a nova geração de seguros e estamos patrocinando o novo momento do Alegría, reforçando, assim, uma promessa essencial: estar sempre à frente e inspirar as transformações da nossa sociedade”, conclui Sandra. 

BB Seguridade e Caixa registram queda nas vendas de prestamista até abril

BB Seguridade

A BB Seguridade informou, com base nos dados da Susep de abril de 2026, que os prêmios emitidos do seguro de vida somaram R$ 264 milhões no mês, queda de 4,1% em relação a abril de 2025. Segundo o informativo, o recuo ocorreu “diante da contração no volume de renovações”.

No seguro prestamista, os prêmios emitidos totalizaram R$ 172 milhões em abril, baixa de 51,3%, “com recuo das vendas no segmento pessoa física”. A emissão dos prêmios do rural caiu 19,7% em abril, para R$ 486 milhões, com queda concentrada nos produtos agrícola (-64,0%) e penhor rural (-15,0%), parcialmente compensada pela alta de 14,3% no vida produtor rural. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, os prêmios de vida somaram R$ 1,129 bilhão, recuo de 4,7% na comparação anual. Em prestamista, o total foi de R$ 925 milhões, queda de 20,1%, e no rural os prêmios alcançaram R$ 2,429 bilhões, baixa de 5,8%.

Já na Caixa Seguridade, o seguro prestamista registrou recuo de prêmios para R$ 90,1 milhões. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pelo menor número de dias úteis em abril, por ajustes operacionais relacionados às operações do Consignado CLT e pelo ambiente de juros elevados, que continua reduzindo a demanda por crédito elegível ao produto. Além disso, permanece suspensa a comercialização do seguro vinculado ao consignado do INSS. Do total emitido, 65,8% tiveram origem em operações com pessoas físicas, 32,9% com pessoas jurídicas e 1,3% no segmento rural.

O principal destaque ficou com o segmento de previdência, cuja contribuição bruta alcançou R$ 2,4 bilhões em abril, avanço de 14,2% em relação ao mesmo mês de 2025. A captação líquida somou R$ 676,6 milhões, crescimento expressivo de 130% na comparação anual, enquanto as reservas previdenciárias atingiram R$ 209,7 bilhões, alta de 15,7%. Os números reforçam a forte demanda pelos produtos da companhia e o avanço da base de ativos sob gestão.

Na operação de capitalização, a arrecadação chegou a R$ 176,2 milhões, crescimento de 27,3% sobre abril do ano passado. Os títulos de pagamento mensal seguiram como principal motor do segmento, respondendo por 95,5% do volume arrecadado e registrando expansão de 25,9% frente ao mesmo período de 2025.

Entre os seguros, o destaque foi o ramo habitacional. Os prêmios emitidos alcançaram R$ 370,5 milhões em abril, alta de 14,1% na comparação anual e crescimento de 13,3% no acumulado de 2026, refletindo a expansão da carteira de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal.

Paulo Kakinoff, do grupo Porto: curiosidade sempre presente

Paulo Kakinoff Porto
foto de aulo Vitale/Valor

por Denise Bueno, para o Valor

Existe uma imagem clássica do presidente de empresa: sozinho no topo da hierarquia, cercado pelo peso das decisões e pela chamada “solidão do poder”. Paulo Kakinoff, CEO do grupo Porto, parece desmontar essa ideia. À frente do grupo desde janeiro de 2024, o executivo construiu uma visão de liderança que caminha em direção oposta à figura do chefe chefe centralizador, cercado de respostas definitivas e decisões individuais.

Conselho, comitês executivos, diversidade de opiniões, tecnologia e pessoas competentes ao redor formam aquilo que ele considera sua principal estrutura de apoio. Kakinoff descreve a liderança como uma construção coletiva: “Quanto mais você aprimora a qualidade da discussão, mais o nível de hesitação diminui”.

A frase ajuda a explicar um dos traços mais marcantes de sua gestão: a crença de que decisões melhores surgem quando há espaço para diferentes perspectivas. Não significa reduzir a responsabilidade do líder, mas ampliar a qualidade do processo. “Não porque apareça uma certeza absoluta, mas porque existe uma compreensão melhor do problema.”

Ao longo de sua carreira, ele formou uma convicção sobre liderança: no mundo corporativo atual, ela talvez tenha menos relação com possuir respostas e mais com a capacidade de reunir pessoas capazes de encontrá-las em conjunto.

Quando ainda cursava administração de empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, aos 18 anos, Kakinoff entrou como como estagiário na Volkswagen. Cresceu na companhia, assumiu funções internacionais na Alemanha e, aos 34 anos, tornou-se presidente da Audi Brasil. Depois, presidiu a Gol por uma década (2012–2022), incluído aí um dos períodos mais desafiadores da aviação global: a pandemia de covid-19. Quando saiu da Gol, fez uma pausa de 18 meses e passou com a família por um período sabático na China e na Austrália. Chegou ao grupo Porto em 2024 com a missão de acelerar o movimento de diversificação, ampliando sua atuação para além dos seguros tradicionais.

Mesmo com passagens por setores marcados por transformações profundas, afirma que aprendeu algo importante sobre gestão: conviver com a incerteza. “Tenho mais dúvidas do que certezas e acho ótimo permanecer assim.” Em muitos setores, essa afirmação poderia soar desconfortável. No mercado segurador, risco, estatística, probabilidades e eventos inesperados fazem parte do cotidiano. O trabalho consiste justamente em transformar incertezas em modelos de previsão e proteção. “Nossa atividade lida com imprevisibilidade o tempo inteiro”, ressalta.

Talvez por isso demonstre conforto em cenários de volatilidade crescente. Tensões geopolíticas, mudanças econômicas, transformações regulatórias e alterações no comportamento dos consumidores não são vistas apenas como fatores de pressão. Também criam demanda para aquilo que o setor oferece: proteção, planejamento e previsibilidade. “Um ambiente mais volátil aumenta a necessidade do que fazemos.”

O executivo mantém uma visão pragmática, por exemplo, sobre tendências atuais, como a pressão para as empresas intensificarem o uso da inteligência artificial — embora considere o potencial da tecnologia extraordinário, acredita que o desafio é transformar discurso em captura real de valor. “Dados, treinamento, infraestrutura tecnológica e amadurecimento organizacional ainda fazem parte da equação. Não acredito em transformações por decreto.”

O gosto por entrar em contato com diferentes perspectivas e a versatilidade para transitar por setores diversos revelam uma curiosidade que, conta ele, não se reduziu ao longo da carreira de 30 anos: “Continuo com praticamente o mesmo encantamento de quando era era estagiário”.

Empresas em que trabalhou: Volkswagen, Audi e Gol
Idade em que se tornou CEO: 34 anos
Maior orgulho da carreira: compromisso com o aprendizado contínuo
Pessoa que o inspira: Ailton Krenak
Hobby: esportes, especialmente corrida e ciclismo

EZZE Seguros troca a burocracia pela velocidade com microsseguro de baixo custo e contratação online

por Richard Vinhosa é CEO da EZZE Seguros

O mercado de seguros no Brasil é promissor e desempenha importante serviço para a população e empresas. Mas é percebido por como um setor marcado por burocracias. É preciso tempo para se obter uma cotação, os processos são manuais, há assinatura de papel, ligações telefônicas, conversas, excesso de formalismo e trâmites sem fim. Enfim, está atrelado a uma cadeia operacional custosa para o cliente e para os operadores, que muitas vezes leva à perda do negócio.

O setor procura a digitalização, quer adaptar os antigos processos à tecnologia. Enquanto isso, a EZZE Seguros já entendeu essa mudança e se especializou em eficiência operacional e avanços tecnológicos. Isso vem fazendo a diferença. Foi criado um ecossistema tecnológico que facilita a vida do cliente, das corretoras e profissionais do ramo.

O resultado já é destaque no mercado. A companhia ultrapassou os R$ 2 bilhões em prêmios emitidos no último ano. Esse marco consolida a trajetória de forte expansão da companhia, impulsionada por investimentos em diversificação de produtos e foco estratégico no varejo.

No mercado nacional, apesar do crescimento registrado nos últimos exercícios, o Brasil ainda apresenta baixo alcance nesse segmento. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que apenas cerca de 17% dos brasileiros possuem seguro de vida atualmente, o que significa que oito em cada dez brasileiros não têm esse tipo de proteção.

Na avaliação da EZZE Seguros, um dos principais desafios do setor ainda está ligado à percepção de que seguro é um produto caro, burocrático ou distante da realidade da maior parte da população. Assim, a companhia deixa de lado a ideia de um mercado inacessível e complexo e atua fortemente na eficiência operacional.

A Ezze Seguros lança o Seguro 10, criado para ampliar o acesso da população brasileira ao mercado segurador, com mensalidade de R$ 10. Patrocinadora oficial do Corinthians, a EZZE visa proporcionar o produto para pessoas que nunca tiveram seguro e buscam proteção financeira de forma simples, digital e acessível.

Com mensalidade de R$ 10 e contratação 100% online, diretamente pelo site criado pela companhia, o Seguro 10 conta com cobertura para telemedicina, morte acidental, assistência funeral familiar válida para segurado, cônjuge e filhos de até 21 anos, e invalidez permanente ou total por acidente, além de participação em sorteios mensais de R$ 5 mil realizados com base na extração da Loteria Federal.

A proposta da seguradora é aproximar o seguro da realidade financeira da maior parte da população brasileira, reduzindo barreiras históricas de acesso ao setor e ampliando a cultura de proteção financeira no país. O lançamento também reforça o papel do microsseguro como instrumento de proteção para famílias mais vulneráveis, ao combinar cobertura acessível com baixo custo de aquisição.

Este novo produto alia a tecnologia já embarcada dentro seguradora a processos que reduzem o esforço manual e diminuem os custos operacionais, além de agilizar exponencialmente a vida do cliente. Sabemos que o setor está acostumado a falar sobre transformação digital, há anos. Mas a EZZE coloca isso em prática e transforma o mercado. A diferença está justamente na entrega prática ao cliente.

O brasileiro está mais digital e mais aberto a soluções simplificadas. Existe uma demanda reprimida importante por produtos acessíveis e fáceis de contratar. O Seguro 10 nasce também com esse objetivo de ampliar a cultura de proteção no país e mostrar que o seguro pode caber no orçamento das famílias brasileiras.

O Seguro 10 é criado para mostrar que proteção também pode ser simples, acessível e fazer parte da rotina das pessoas. Estamos falando de um produto pensado para milhões de brasileiros que nunca tiveram acesso ao mercado segurador.

Finalmente, o seguro está operando na velocidade do tempo presente, com alta tecnologia, agilidade, segurança e muita confiança.

A EZZE Seguros é uma seguradora brasileira certificada pelo terceiro ano consecutivo pelo GreatPlacetoWork, referência global em ambiente de trabalho. A companhia está entre as seguradoras mais rentáveis do país e segue ampliando sua atuação com foco em inovação, eficiência operacional e crescimento sustentável.