Mio Vinci Partners faz parceria com Pluggy para portabilidade de previdência privada

O Mio Vinci Partners, braço de previdência privada da Vinci Partners, fechou parceria com a Pluggy, um dos principais provedores de infraestrutura para o Open Finance do Brasil, para portabilidade dos planos de previdências dos novos clientes.

De acordo com Alexandre Borges, CTO do Mio Vinci Partners, uma das dores dos clientes identificadas pela companhia no momento de fazer a portabilidade do plano de previdência é a coleta de informações, como número do plano na Susep, o nome e o CNPJ do fundo e da seguradora, entre outros dados necessários para o processo.

“Com a solução de Open Finance da Pluggy, o usuário, via aplicativo do Mio, consegue se conectar ao seu plano de previdência e obter todas as informações necessárias para trazer seus recursos para os planos do Mio Vinci Partners. Basta ele permitir o compartilhamento de dados entre as empresas”, explica Borges em nota enviada à imprensa.

Além disso, o processo de portabilidade se torna mais ágil. Isso porque as informações vão de uma empresa para outra sem erro, evitando que a portabilidade seja negada. “Ter a portabilidade recusada causa muita frustração aos participantes. Por isso, buscamos uma solução que nos auxiliasse nesse sentido. A portabilidade de previdência digitalizada da Pluggy evita o conflito de informação, tornando o processo menos suscetível a negativa”, complementa.

Um levantamento realizado pela Pluggy entre janeiro de 2022 e setembro de 2023 mostrou que cerca de R$ 31,2 bilhões foram transferidos entre instituições por meio da portabilidade de previdência.

O CGO e cofundador da Pluggy, Bruno Loiola, conta que a empresa lançou a primeira solução de Open Finance para portabilidade de previdência privada do Brasil no início de 2023, permitindo, desta forma, o compartilhamento de dados entre entidades financeiras e empresas que oferecem planos de previdência. “Além do compartilhamento e cruzamento de dados utilizados para facilitar e ofertar uma experiência mais assertiva para o consumidor, nossa solução permite que o participante inicie o processo de solicitação de portabilidade e realize o processo de assinatura com a empresa escolhida de maneira 100% digital”, explica. Ainda na opinião de Loiola, a Vinci é um dos exemplos de entidades que estão muito abertas a discutir a utilização de novas tecnologias, com foco em simplificar processos, como o Open Finance utilizado para portabilidade de previdência.

“O Open Finance nasceu da necessidade de gerar competitividade em um mercado dominado pelos grandes atores. Simplificar a migração de produtos financeiros para um outro melhor com o mínimo de fricção é um grande passo no sentido de materializar esse propósito”, finaliza Loiola.

Lloyd’s registra £5,9 bilhões em lucro de subscrição em 2023

Lloyd’s, o mercado mundial líder em seguro e resseguro, anunciou hoje o resultado financeiro completo referente ao ano de 2023, que demonstra lucratividade sólida tanto em subscrição quanto em investimentos, com um forte demonstrativo de balanço.

“Os resultados que estamos reportando hoje são os melhores da história recente, com um excelente resultado de subscrição sustentado por um balanço forte e resiliente. Nossa capacidade de atrair e fornecer retornos sobre capital é vital para garantir que possamos apoiar nossos clientes através da incerteza. Continuaremos trabalhando com nosso mercado para oferecer um desempenho de lucratividade consistente, por meio de subscrição disciplinada, aumentando o valor, relevância e sustentabilidade de longo prazo do Lloyd’s”, comentou John Neal, CEO do Lloyd’s, em nota enviada à imprensa.

O mercado apresentou um lucro de subscrição de £5,9 bilhões (2022: £2,6 bilhões) – um crescimento de £3,3 bilhões em comparação ao ano anterior. Esse resultado contribuiu para um crescimento de 7.9 pontos percentuais e um índice combinado de 84% (2022: 91,9%) – o resultado mais robusto desde 2007. As subscrições se beneficiaram de custos mais baixos de sinistros de grandes riscos e de catástrofes naturais, com o índice combinado de 80,5% (2022:79,2%).

Pelo terceiro ano consecutivo houve um crescimento na casa dos dois dígitos, com o Prêmio Bruto Escrito (GWP) aumentando em 11,6%, para£52,1 bilhões (2022: £46,7 bilhões), incluindo um volume de crescimento de 4%. Com aumentos de preços de 7%, compensando as tendências inflacionárias, o mercado registra, assim, 24 trimestres consecutivos de melhoria nos preços.

O esforço para melhorar o desempenho e reduzir os custos de fazer negócios no Lloyd’s resultou numa redução adicional de 0,1% no índice de perdas atricionárias para 48,3% (2022: 48,4%), com o índice de despesas permancendo estável em 34,4% em comparação ao ano passado.

Os retornos de investimento de £5,3 bilhões (2022: £3,1 bilhões negativos), impulsionados por altas taxas de juros sem risco em todo mundo e reversão de perdas de “market to market” anteriormente contabilizadas, contribuíram para um lucro antes de impostos de £10,7bilhões (2022: perda de £0,8bilhões).

Um balanço forte e resiliente apoiou um índice de solvência central e de mercado de 503% e 207% respectivamente (2022: 412% e 181%), com um capital total, reservas e empréstimos subordinados aumentando em 12,7% para £45,3 bilhões (2022: £40,2 bilhões).

A rentabilidade sustentável e o capital resiliente do Lloyd’s refletiram-se na atualização da S&P Global elevando o mercado Lloyd’s de perspectiva estável A+ (forte) para AA- (muito forte), e A.M. Best impulsionando o mercado para positiva (perspectiva anteriormente estável).

Principais destaques do Resultado Annual do Lloyd’s 2023 são:

  • Prêmios brutos emitidos de £52,1bilhões (2022: £46.7bilhões)
  • Lucro de subscrição de £5,9bilhões (2022: £2,6 bilhões)
  • Índice combinado de 84.0% (2022: 91,9%)
  • Lucro antes de impostos de £10,7bilhões (2022: perda de £0,8bilhão)
  • Índice de perda atricionária de 48,3% (2022: 48,4%)
  • Retorno líquido de investimento de £5,3bilhões (2022: prejuízo de £3,1bilhões)
  • Capital total, reservas e notas de empréstimos subordinados £45,3bilhões (2022: £40,2bilhões)
  • Índice de solvência central de 503% (2022: 412%)
     

PASI e Icatu firmam parceria no ramo de seguro de vida

Luciano Soares CEO da Icatu Seguros
Divulgação

A partir de Abril, a Icatu passa a ser a seguradora oficial do PASI – Plano de Amparo Social Imediato, o primeiro seguro popular do Brasil. Ao todo, o PASI conta com cerca de 50 mil empresas parceiras na categoria de Pequenas e Médias Empresas (PME) e oferece seguros a partir de R$1,50. A parceria alia a expertise da Icatu no segmento à inteligência do PASI na distribuição de seguros para empresas das mais diferentes áreas de atuação no País.

“Identificamos um vasto potencial no mercado de Seguro de Vida para PMEs. No Brasil, das 21 milhões de empresas ativas, quase 99% são PMEs, e esse número continua a crescer anualmente. Apenas em 2023, surgiram cerca de 3 milhões de novas empresas, com 93,7% delas sendo micro ou pequenas empresas. Isso evidencia um amplo espaço para expansão do seguro de vida coletivo. Ao lado do PASI, estamos focados no desenvolvimento de produtos, soluções e canais adaptados às necessidades individuais de cada empresa, com o objetivo de de dar mais agilidade ao processo de democratização das proteções financeira”, afirma Luciano Soares, CEO da Icatu.

O PASI será responsável pela estratégia, administração e operação do seguro, mantendo as coberturas, serviços e valores dos contratos em vigor. Já a Icatu será a seguradora oficial da instituição. Com a união, serão oferecidos diversos benefícios para a base de corretores do PASI. Os profissionais terão à disposição materiais de venda e comunicação, incentivos e campanhas regulares.

Parceria Icatu e PASI

“Para nós é um marco de celebração dupla porque esse ano o PASI completa 35 anos de plena vigência e num momento de transição e mais do que a união de duas empresas é a aliança de duas famílias que tem um histórico e sincero comprometimento com a instituição Seguros. Então é muito animador para nós estar com a Icatu nessa fase, ambos entendendo que esse é um grande projeto e temos a expectativa de trazer muita inovação e soluções para democratizar o acesso ao seguros de vida no Brasil”, afirma Fabiana Resende, Vice-Presidente Executiva do PASI.

De acordo com Alaor Silva Junior, presidente do PASI, a parceria é a combinação de propósitos das duas empresas. “O PASI tem como objetivo a democratização do acesso ao seguro no Brasil. Conhecemos os desafios que os empreendedores enfrentam e as necessidades das PMEs. Por isso, o nosso desafio é levar a proteção do seguro, criando coberturas e benefícios para necessidades específicas. Vimos muitas sinergias entre esse nosso propósito e o da Icatu e estamos certos de que será uma união de sucesso”, afirma.

O PASI, há 35 anos, atende diversos segmentos produtivos, como Construção Civil, Indústria, Comércio, Transportes, Turismo e Hospitalidade, Metalurgia, Atividades Rurais, Laboratórios, entre outros. Os planos oferecidos contam com coberturas e assistências exclusivas para os profissionais das empresas, dos estagiários aos sócios, assim como prestadores de serviços e terceirizados. As contratações são efetivadas por meio de MEI, CPF, CEI ou CNO. Já existem no PASI também planos disponíveis para pessoas físicas e a perspectiva com a nova parceria com a Icatu é de aumentar em breve essa oferta.

Benefício em alta – O seguro de vida vem ganhando destaque nas empresas. Hoje, a categoria representa 57,7% dos planos contratados, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). O que se confirma com o desempenho do PASI que nos últimos 3 anos cresceu mais de 60%. No ramo de Vida, o Grupo Icatu bateu recorde de R$ 4,2 bilhões em prêmios retidos, evolução de 21% em relação a 2022, resultado acima do crescimento do mercado (9,5%).

Grupo de seguros HDI Global comemora resultados obtidos no Brasil

Guilherme Leon HDI Global

A seguradora HDI Global Seguros anunciou um crescimento de dois dígitos nas receitas de seguros e uma nova melhoria do índice combinado em 2023. “Estamos muito satisfeitos com o crescimento e os resultados obtidos no Brasil pela HDI Global em 2023. O nosso país teve um crescimento do PIB de 3,20%, o mercado de seguros cresceu 11,2% nas áreas de produtos que oferecemos – e a HDI Global Brasil superou esse crescimento,” afirma Guillermo León, CEO da HDI Global Seguros.

Os resultados são apoiados por fortes desempenhos nos ramos de responsabilidade civil e patrimonial, bem como por um crescimento robusto do portfólio de seguros especializados. A sucursal brasileira da HDI Global conseguiu aumentar significativamente a sua carteira de seguros patrimoniais e a oferta de serviços locais em Programas Internacionais para clientes que atuam em nível mundial. Contribuiu, assim, para o resultado global positivo da seguradora industrial multinacional sediada na Alemanha e pertencente ao Grupo Talanx.

Em escala mundial, as vendas de seguros da HDI Global cresceram 10% (com ajuste baseado no câmbio de 12%) para € 9,1 bilhões (8,2) no ano fiscal de 2023. O crescimento é impulsionado, principalmente, pelos seguros patrimoniais e de responsabilidade, o que gerou um bom resultado atuarial, que aumentou para € 770 milhões (574) em razão do aumento das taxas de juros, bem como à baixa frequência e às baixas perdas significativas.

Os pagamentos das perdas significativas aumentaram para € 334 milhões (381) e, portanto, estavam dentro do orçamento estimado. O índice combinado do seguro industrial melhorou de acordo, aumentando para 91,5% (93,0). O resultado financeiro e de investimento da subscrição antes dos efeitos cambiais foi de € 11 milhões (169) no ano fiscal de 2023 devido, entre outros, ao nível mais elevado da taxa de juros e à aceitação consciente de perda de vendas ao realocar investimentos com juros baixos em detrimento de investimentos com juros mais altos. O resultado operacional aumentou para € 446 milhões (430) e a contribuição para o resultado consolidado cresceu 13%, totalizando € 351 milhões (311).

Guillermo León mantém o otimismo em 2024. “Os desafios serão maiores – mas também o serão as oportunidades para os nossos parceiros. Embora a previsão de crescimento do PIB do Brasil seja de 1,75%, existe otimismo quanto à entrada de mais recursos na economia através de novos projetos de infraestruturas e da renovação da indústria nacional, oferecendo ao mercado segurador mais oportunidades, principalmente para o seguro garantia e de riscos de engenharia”, destaca.

Segundo o executivo, neste ambiente de constantes mudanças, atuar como parceiros de transformação dos clientes, oferecendo um serviço personalizado, rápido e criativo, com soluções sob medida para os seus negócios, tem grande valor. “A qualidade da nossa força de trabalho na HDI Global Brasil, bem como as relações de longo prazo com os nossos corretores e clientes, deixa-nos muito otimistas para o crescimento contínuo no Brasil.”

VALIA tem primeira adesão do Prevaler como plano instituído corporativo

Fonte: Valia

Nesta quarta-feira, 27 de março, a Valia realizou a primeira inscrição do Prevaler como um plano de previdência complementar na modalidade instituído corporativo para Daniel Stieler, presidente do Conselho de Administração da Vale – uma das 50 patrocinadoras e instituidora da entidade. A adesão aconteceu em cerimônia realizada na sede da mineradora, no Rio de Janeiro.

“Para nós é um motivo de muito orgulho e satisfação ter o Daniel Stieler como o primeiro participante do Prevaler nesta nova modalidade do plano. Isso reflete a confiança que as pessoas têm na gestão da Valia e nas vantagens competitivas que o Prevaler oferece perante o mercado”, comenta Edécio Brasil, presidente da fundação.

“Eu conheço e acompanho o trabalho realizado pela Valia no benefício de previdência complementar oferecido a todos os empregados da Vale. Esta nova modalidade do Prevaler permitiu que eu realizasse a adesão e contasse com um plano que tem um histórico de rentabilidade muito positivo”, explica Daniel Stieler, presidente do Conselho de Administração da Vale.

Prestes a completar cinco anos em outubro, o Prevaler encerrou 2023 com R$ 124.9 milhões de patrimônio e mais de 8.700 participantes.

“Neste ano, com a mudança de regulamento aprovada pela Previc, a Valia expandirá ainda mais a oferta do plano, o que está alinhado ao seu pilar estratégico de “crescer de forma sustentável” e com o propósito de construir juntos o presente e um futuro melhores”, finaliza Edécio.

Seguradoras devem agir rápido para pagar danos da tragédia em Baltimore, diz diretor do Lloyd’s of London

navio eua seguros
Crédito: BBC

As seguradoras deveriam agir rápido e pagar pelo colapso da ponte de Baltimore, em vez de esperar anos de disputas sobre qual parte do setor é responsável, afirmou John Neal, diretor-executivo do Lloyd’s de Londres, um dos maiores mercados de seguros do mundo, em entrevista ao “Financial Times” (FT), traduzida pelo Valor.

Segundo Neal, a colisão de um navio cargueiro com a ponte Francis Scott Key no início da semana tem o potencial de produzir a maior reivindicação de seguro marítimo da história, superando o acidente com o cruzeiro Costa Concordia em 2012, que custou cerca de US$ 1,5 bilhão.

“A boa notícia aqui é que o seguro está em vigor. O barco está segurado, a ponte está segurada, a autoridade portuária está segurada”, afirmou o diretor-executivo do Lloyd’s, completando que o impacto financeiro em todo o mercado provavelmente será de bilhões, com até US$ 1 bilhão apenas para a reconstrução da ponte.

“Haverá muitos debates sobre a responsabilidade, como quem era responsável pelo navio e se a autoridade portuária tinha alguma responsabilidade”, disse ele.

Após a tragédia, o governo dos EUA declarou que os pagamentos de seguros deveriam “em última análise” contribuir para os custos, mas que não quer que preocupações financeiras atrasem os esforços de reconstrução.

Para Neal, em vez de o governo federal utilizar seus fundos, seria “muito melhor para os seguradores se levantarem e dizerem, ei, vamos realmente começar a lidar com tudo isso”

“A seguradora líder da ponte é a Chubb. Se eles quiserem começar a reconstruir a ponte, a Chubb pode ajudar a pagar por isso. E então pode entrar nas discussões certas sobre quem recupera, quando e quanto”, exemplificou o diretor-executivo.

WIZ CO lucra R$ 84,8 milhões no 4T23, alta anual de 405%

Fonte: Wiz

A Wiz Co (B3: WIZC3), corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, obteve Receita Líquida Consolidada ex Comissões de R$ 268,8 milhões no 4T23, um incremento de 48,8% sobre os R$ 180,7 milhões do 4T22.

No segmento de Seguros, a Receita subiu 43,3% em comparação com o 4T22, alcançando R$ 148,2 milhões. O resultado é atribuído ao desempenho de diversas unidades de negócios do grupo, tais como BRB Seguros e Wiz Corporate, que bateram recordes em emissão de prêmios de seguros e eficiência operacional, gerando ganhos de margem.

Já no segmento de Crédito e Consórcios, o crescimento da Receita Líquida chegou a 209,3%, atingindo R$ 35,0 milhões. Essa marca reflete o primeiro ano completo de operação da Promotiva, gestora exclusiva de correspondentes bancários do Banco do Brasil – que adicionou à Receita Líquida ex Comissões da Companhia R$ 89,9 milhões no acumulado do ano. 

Outro destaque do 4T23 é o EBITDA Consolidado Ajustado, que atingiu R$ 172,6 milhões, o maior registro histórico da Companhia, evoluindo 86,2% sobre o mesmo período de 2022. O crescimento do EBITDA foi alcançado também pela uma queda nas despesas operacionais de quase 18% no período.

O Lucro Líquido Ajustado no período foi de R$ 117,5 milhões, um aumento de 71,5% sobre os R$ 68,5 milhões realizados no 4T22. Além disso, o Lucro Líquido da Controladora subiu de R$ 9,8 milhões no 4T22 para R$ 58,2 milhões no 4T23, aumento de 492,6% em doze meses.

“Chegamos em 2024 confiantes do potencial de nossos negócios e otimistas com o cenário macroeconômico e com as perspectivas de aceleração dos nossos resultados. Apoiados em nossas vantagens competitivas, como a tecnologia, continuaremos focados na captura de sinergias, em inovação, no desenvolvimento de novos negócios e na maturação e consolidação de nossas operações”, afirma o CEO, Marcus Vinícius de Oliveira.

UM ANO DE CONQUISTAS

“Ainda que a conjuntura de 2023 tenha sido desafiadora para o mercado de crédito no país, a Wiz Co soube aproveitar as oportunidades em seus canais de atuação e manteve o crescimento em suas Unidades”, completa. 

Dentro do segmento de Seguros, a Wiz Co alcançou o patamar de R$ 2,8 bilhões em prêmio emitido, alta de 26,7% sobre 2022. A Wiz Corporate bateu recorde em Receita Bruta, atingindo R$ 102,4 milhões em 2023, uma expansão de 57,3% sobre 2022, e teve prêmio emitido de R$ 493 milhões, alta de 24,6% ante 2022.

A Inter Seguros conquistou a marca de 1,7 milhão de clientes, com crescimento de 41% sobre o ano anterior. Já a unidade Paraná Seguros, em seu primeiro ano completo de operação, emitiu R$ 30,5 milhões em prêmio, com mais de 80% de penetração do seguro na carteira de crédito do Paraná Banco ao final do ano.

No segmento de Crédito e Consórcios, destacam-se os resultados da Promotiva, que comercializou mais de R$ 8,6 bilhões em crédito e consórcios, gerando R$ 90 milhões em receita líquida. Em seu primeiro ano de operação, a Unidade ampliou a presença física com expansão da rede comercial na ordem de 62% e apresentou crescimento consistente em vendas.

Ao longo do ano, foram executadas diversas iniciativas para fortalecer a geração de caixa da Controladora, com destaque para os projetos de eficiência operacional, a readequação do fluxo de pagamentos dos passivos da Companhia e a redução do payout. Essas ações resultaram em uma projeção de caixa mais confortável para a condução dos negócios no curto prazo.

Também merece destaque o avanço em tecnologia, com o lançamento da Plataforma Wiz Pro, que oferece módulos de venda, gestão, operações e engajamento, promovendo maior conectividade entre as operações e os parceiros de negócios, e a obtenção da certificação ISO 27001, que garante a gestão eficaz da segurança da informação, reduzindo riscos e vulnerabilidades da Companhia.

Ituran Brasil projeta crescimento de até 20% em 2024

Fonte: Ituran

A Ituran Brasil alcançou crescimento de 23% de receita operacional em 2023. O Ebitda registrou aumento de 22%, representando o maior resultado de todas as operações do mundo. Globalmente, a Ituran apresentou um faturamento de US$ 320 milhões, um avanço de 9% em relação ao ano anterior. 

“Temos expectativas positivas para esse ano, com planos de ter a nossa presença ainda mais marcante em todos os estados do país e ampliar o portfólio. Nossa projeção para 2024 é crescer 20%. Estamos comprometidos em oferecer tecnologia de ponta e serviços de qualidade para atender às crescentes demandas dos nossos clientes”, destacou Amit Louzon, CEO da Ituran Brasil. 

A base ativa mundial teve crescimento recorde com mais de 186 mil novas plataformas monitoradas, totalizando 2.252 milhões. Além disso, alcançou um novo recorde de lucros, atingindo US$ 87 milhões, valor 10% superior em relação a 2022. Houve também uma geração de US$ 77,2 milhões em fluxo de caixa operacional, e a posição líquida de caixa e títulos negociáveis de US$ 53 milhões.

“A Ituran Brasil corresponde a uma das maiores operações da Ituran no mundo. Encerramos o ano com um valor recorde de recuperação (de acordo com a Tabela FIPE) de R$ 911 milhões em 2023, aumento de mais de 30% em relação ao recuperado em 2022. É um marco de recuperação de veículos da companhia no Brasil, que chegou a um total de R$ 5,9 bilhões”, ressalta o CEO da Ituran. 

Projeção de varejo e expansão de portfólio 

Na área de varejo e comércio, a Ituran projeta crescimento de 10% para este ano. Em 2023, a empresa registrou um aumento de 31,81% nos prêmios emitidos para as seguradoras parceiras. Em 2022, foram cerca de R$ 270 milhões, enquanto em 2023 esse número ultrapassou os R$ 356 milhões.

“Além de expandir o portfólio e lançamentos de novos produtos, ampliamos também nossa presença com mais parceiros comerciais. A nossa expectativa é atingirmos ao final de 2024 850 novos parceiros e ter as soluções Ituran a serviço de 1.200 novos corretores. Também investimos em nossa base atual, auxiliando os parceiros com acesso a cursos e programas de profissionalização”, explica o Diretor Comercial do Canal Corretores e Assessorias da Ituran Brasil, Euclides Naliato.

No ano passado, a Ituran acompanhou o fortalecimento do mercado de varejo e expandiu portfólio, além de ampliar a oferta de produtos de moto – serviços de Ituran com Seguro Moto e Rastreador Ituran Moto – para todos os estados brasileiros. Ainda investiu em diversas parcerias que aumentaram possibilidades aos Corretores de Seguros e Assessorias

“Em 2023, consolidamos e aprimoramos nosso portfólio, expandindo significativamente o alcance dos serviços de seguros para motos, abrangendo mais regiões e clientes. Além disso, os novos lançamentos têm gerado excelentes resultados, especialmente no que diz respeito à recuperação”, diz Roberto Posternak, diretor comercial varejo/produtos da Ituran Brasil. 

Entre as novidades para 2024, destaca-se o recém-lançado Ituran com Seguro EV (Veículo Elétrico), que representa mais um marco na ampliação de portfólio dos produtos. A empresa afirmou que nos próximos meses irá lançar a nova funcionalidade Mapa de Calor no aplicativo Ituran Digital, que usa da base de inteligência de dados, Big Data e Machine Learning para apresentar na palma da mão dos clientes as áreas de risco de acordo com o perfil do seu veículo. 

Outra novidade do ano é o Ituran Assinatura by Meleva, um marketplace de veículos de assinatura exclusivo para os corretores de seguro ampliarem sua carteira de soluções. A plataforma, que em breve estará disponivel para o mercado, teve durante seus 18 meses de teste resultados impressionantes, atingindo mais de 1350 veículos assinados, além de mais de R$ 800 mil faturados e mais de R$ 3 mil de Ticket Médio.

Entre as soluções corporativas, estão o rastreamento e a telemetria remota de maquinários e equipamentos de alto valor. O grande destaque do ano de 2024 é a videometria em tempo real, que utiliza câmeras com tecnologia de detecção de fadiga, emite alertas em casos em que os motoristas apresentam distrações, sonolência, fumam ou utilizam o celular ao volante. Além disso, proporciona aos gestores de frotas acesso às imagens em tempo real e com possibilidade de contactar o motorista.

Fábio Acorci, diretor comercial de Soluções Corporativas da Ituran Brasil, destaca que as novidades têm como propósito investir cada vez mais na segurança dos condutores, veículos e o trânsito de forma geral, além de prover agilidade e inovações que agregam mais valor ao mercado. “As soluções da empresa vão muito além de aplicações para veículos, possibilitando o monitoramento de bens de alto valor e também a telemetria de equipamentos que necessitem de acesso remoto a dados de uso. Em 2023, crescemos quatro vezes mais a base de usuários ativos em comparação com os últimos cinco anos, alcançando aproximadamente 163 mil usuários”, ressalta Acorci.

Seguradora francesa CNP Assurances investe em projeto para a bioeconomia na Amazônia

A seguradora francesa CNP Assurances, por meio da CNP Seguradora (sua marca própria no Brasil), destinará R$ 2,5 milhões para suporte a iniciativas de negócios de impacto socioambiental no Amazonas, em cinco associações comunitárias da região. Trata-se de um projeto piloto de 12 meses, com projeção de ampliação para os próximos anos. As ações serão executadas pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), organização da sociedade civil, que promove alternativas para fomentar a economia sustentável na região.  

O objetivo será promover empreendedorismo e a geração de renda para cerca de 500 famílias amazônicas em produção e manufatura de óleos vegetais, castanhas e movelaria sustentável – além do plantio de mais de 5 mil árvores para restauração de áreas impactadas pela comunidade.  

Segundo André Vianna, diretor técnico do Idesam, o objetivo é estruturação de negócios de base comunitária e fortalecimento social das famílias, informou em nota. “Na prática, vamos oferecer assessoria técnica e de gestão para cadeias de valor sustentáveis, fortalecer as organizações na gestão dos negócios e apoiar de maneira mais direta na comercialização dos produtos”, explica.  

Para François Tritz, CEO da CNP Seguradora, o apoio parte de um foco de atuação tanto na floresta e seus moradores. “Acreditamos que a conservação passa por apoio a comunidades nas atividades sustentáveis. É difícil pensar em uma floresta preservada sem investir na capacitação e na geração de renda para os moradores da região”, comenta em nota.

“Se não houver investimento em mudança da matriz econômica da região, o desmatamento acaba sempre voltando”, completa André Vianna. “A CNP Assurances é uma empresa especializada em proteger pessoas em suas diversas jornadas de vida. Esse tipo de investimento, em parceria com o Idesam, para promover um futuro mais seguro e sustentável dialoga diretamente com a razão de ser da nossa empresa”, conclui Tritz.

AM Best: colapso da ponte de Baltimore pode aumentar os desafios na disponibilidade de resseguros

navio eua seguros
Crédito: BBC

Fonte: Artemis e agências internacionais

As perdas garantidas decorrentes do colapso da ponte Francis Scott Key depois que ela foi atingida por um navio porta-contêineres e a interrupção do porto de Baltimore podem totalizar até US$ 4 bilhões, disse a DBRS Morningstar em um relatório divulgado na quarta-feira.

Espera-se que o mercado de resseguros suporte o peso das perdas decorrentes do colapso da ponte Francis Scott Key, na cidade americana de Baltimore, depois que o navio porta-contêineres Dali atingiu uma de suas colunas de suporte, o que a agência de classificação AM Best disse que aumentará os desafios crescentes de disponibilidade de resseguro.

A seguradora de proteção e indenização marítima, Brittania P&I Club, confirmou que forneceu parte da cobertura para o navio porta-contêineres. Mas, com o mercado a antecipar o que poderá ser a maior perda de seguros marítimos desde o Costa Concordia, espera-se que as ramificações fluam para o capital de resseguro focado nas linhas especializadas e também para o retrocesso.

“Os resseguradores arcarão com a maior parte do custo segurado do colapso da ponte Francis Scott Key em Baltimore. A cobertura de responsabilidade para a maioria dos navios é fornecida por seguradoras de proteção e indenização conhecidas como P&I Clubs. O segmento de P&I é dominado pelos membros do Grupo Internacional de Clubes de P&I (Grupo Internacional), que seguram coletivamente aproximadamente 90% da tonelagem oceânica mundial”, comentou Matilde Jakobsen, diretora sênior de análise da AM Best.

Como parte dos acordos de pooling do Grupo Internacional, os clubes membros resseguram-se mutuamente partilhando créditos superiores a 10 milhões de dólares. Além disso, o grupo compra resseguros de excesso geral de perdas (GXL) de até US$ 3,1 bilhões no mercado aberto. “Embora o custo total do colapso da ponte e as reivindicações associadas não fiquem claros durante algum tempo, é provável que chegue a milhares de milhões de dólares – bem acima do ponto de fixação de 100 milhões de dólares para o contrato GXL”, acrescentou.

Como salienta Jakobsen, esta será uma perda da indústria do mercado marítimo que levará algum tempo a ser dissecada e as alegações poderão demorar algum tempo a vir à luz, à medida que as ramificações do acidente e o efeito no transporte vierem à luz.

O custo dos danos ao navio é um componente, mas a destruição e reconstrução da ponte Key provavelmente será mais cara. Foi relatado que a Aon intermediou a apólice da ponte, para sua construção, valor e substituição, mas espera-se que qualquer reclamação contra isso resulte em sub-rogação ao proprietário do navio e à política marítima, ao que parece. As notícias sugerem que o valor da ponte ronda os US$ 1,2 bilhão, embora não esteja claro quais os limites de cobertura em vigor.

Como disse Jakobsen, espera-se que o programa de resseguro do Grupo Internacional de Clubes de P&I seja utilizado para pagar sinistros (a AXA XL é apontada como líder nesta torre), o que verá as perdas amplamente espalhadas pelo painel relativamente grande que apoia esse acordo.

Mas espera-se que haja vias para reclamações através de outros canais de seguros, potencialmente com pedidos de responsabilidade por danos e mortes, cobertura para limpeza e reconstrução, mas também, e talvez nomeadamente, para custos contingentes de interrupção de negócios, o que poderia ser uma componente extensa da perda.

Embora a AM Best preveja bilhões de dólares em sinistros e perdas seguradas, são os impactos da interrupção dos negócios que podem fazer com que o custo final suba em espiral. O impacto econômico da destruição da ponte será significativo e prolongado, uma vez que a reconstrução de uma infra-estrutura como esta levará anos.

Jakobsen da AM Best declarou ainda: “As questões de seguro devido ao colapso da ponte levarão muito tempo para serem resolvidas e podem envolver diversas linhas, como propriedade, carga, responsabilidade, crédito comercial e interrupção contingente de negócios. A reclamação provavelmente envolverá várias seguradoras, resseguradoras, sub-rogação e questões legais e servirá para aumentar os desafios crescentes na disponibilidade de resseguros.”

É certamente um evento que pode afetar o apetite dos resseguradores e, se o impacto da interrupção dos negócios for significativo e puder ser reivindicado, poderá gerar uma perda maior para o capital de resseguro que apoia as seguradoras expostas. A importância disso também será determinada pelos termos em vigor em toda a rede de políticas envolvidas, tornando-se um incidente complexo para derivar qualquer tipo de quantidade de perda.

Com a expectativa de que a maior parte dos custos recaia sobre o setor de resseguros, isso significa que há uma chance de alguns fluirem para acordos de retrocessão. Além disso, os acordos de cotas compartilhadas podem, em última análise, assumir uma participação e isso pode incluir alguns dos sidecars de resseguros garantidos das principais resseguradoras que incluem cobertura para alguns negócios de linhas especializadas. A K-Cession da Hannover Re é um exemplo de uma estrutura terceirizada apoiada por investidores que incluiu a exposição marinha no passado.

Existem algumas outras linhas especializadas focadas em estratégias de títulos vinculados a seguros (ILS) que poderiam assumir alguma exposição, no entanto, prevê-se que esta seja pequena, dado que a maior parte desta perda parece destinada a recair sobre as resseguradoras que provavelmente reterão uma proporção significativa.

Em última análise, qualquer impacto no mercado de ILS causado por essa perda seria esperado no lado retro e secundário. Mas, mesmo assim, o número de pontos onde a exposição pode vazar e certas estruturas de ILS ficam expostas é provavelmente relativamente limitado e isso provavelmente será prejudicial principalmente para eles, em vez de especialmente impactante.