Rodrigo Botti deixa vp financeira do IRB Re para comandar inovação e tecnologia

Rodrigo Botti deixará a vice-presidente financeira para comandar a vice-presidência de inovação e tecnologia no IRB Brasil (Re), segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira, 1. O CEO Marcos Falcão, que também é diretor de relações com investidores da resseguradora, acumulará o cargo deixado por Botti.

Botti assumiu em agosto do ano passado o mandato em curso unificado que acabaria somente em 3 de julho de 2025. Rodrigo Botti possui experiência no mercado financeiro e de resseguros, foi sócio fundador e CEO da Terra Brasis Resseguros e ocupou posições executivas em bancos de investimentos no Brasil e Estados Unidos, incluindo Citigroup, Deutsche Bank e Banco Safra. É formado em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e mestre em administração de empresas pela Universidade de Chicago.

Os resultados financeiros do IRB foram divulgados na última sexta-feira.

Se a inteligência artificial pode prever a morte, como fica o seguro de vida?

AI e o seguro de vida

Um grupo de pesquisadores de uma universidade dinamarquesa desenvolveu um modelo chamado “calculadora da morte”, um algoritmo para prever as fases da vida até o seu fim e que busca mostrar os riscos do uso comercial desses dados. De acordo com os cientistas envolvidos no estudo, as possibilidades são infinitas, como prever resultados de saúde, a fertilidade ou a obesidade, ou talvez quem teria ou não câncer. O modelo é baseado em dados anônimos de milhões de dinamarqueses, recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística do país nórdico.

Aí surgiu no mercado de seguros uma pergunta que não quer calar: se há previsibilidade da morte, como fica o seguro de vida? As seguradoras vão poder selecionar os clientes e encerrar contratos antes da data alvo? A morte natural vira um produto de cartas marcadas? Essas foram algumas provocações que um leitor fez e fomos buscar algumas opiniões relevantes no setor sobre o tema. Afinal, seguro de vida representa US$ 2,8 trilhões em vendas no mundo do total de receitas de US$ 6,7 trilhões, segundo estudo da Swiss Re.

Nuno David, diretor da MAG Seguros, uma das mais longevas seguradoras de vida do Brasil, vive mergulhado no tema da inovação, principalmente no que diz respeito ao seguro de pessoas. Segundo ele, a disponibilidade de dados que os pesquisadores se referem é muito mais fácil em um país como a Dinamarca, que faz essa coleta de uma maneira continuada e consistente. “No entanto, temos outras frentes de pesquisa que podem mudar dados do passado e, por isso, temos de acompanhar as tendências que alimentam e mudam esta incrível engenharia genética”, afirma David.

Com brilhos nos olhos, David compartilha seu conhecimento. Conta que o que foi descoberto pelos geneticistas nos últimos anos é que, “por baixo” da camada do genoma há uma segunda camada de uma espécie de “interruptores” que promovem mais ou menos a ativação da predisposição genética de doenças.

Isso denomina-se de Epigenética. Ao contrário do genoma, que já pode ser mudado através de processos cirúrgicos de seccionamento genético ou de intervenções com proteínas que conseguem alterar pré configurações genômicas, que são coisas ainda embrionárias e feitas em pequena escala. “Estes “interruptores” podem ser desarmados ou carregados com base em comportamentos que podemos adotar no dia-dia. Comer bem, fazer exercício, pegar sol na medida certa, dormir bem, entre outros, são alguns comportamentos que, comprovadamente, desarmam ou carregam esses interruptores.

Uma das teses que David acompanha e tende a acreditar é que o seguro de vida, com foco em morte natural, deve ser incorporado ao seguro saúde, segundo apontam especialistas com os quais ele tem contato rotineiro. “O seguro de vida caminha para um futuro, que a gente não sabe quando é que vai acontecer, em que o mutualismo pode desaparecer. O que acontecerá com o seguro de vida? E com o seguro de saúde? Serão unidos num seguro de longevidade? Pode ser”, diz o diretor da MAG, que tem como sócio o grupo holandês Aegon.

Mutualismo é um dos princípios básicos do seguro. Representa a contribuição de várias pessoas, expostas aos mesmos tipos de risco (massa de segurados), para a formação de um fundo comum, composto pela soma dos prêmios pagos à seguradora. Agora, o que a inteligência artificial (IA) permite é que as seguradoras criem produtos sob medida, individualizados, para seus clientes.

Grosso modo, com a quantidade de dados disponíveis, as seguradoras saberão, além de onde vive, estado civil, se tem filhos, qual carro possui, se tem multas e nome no SPC, o que as pessoas comem, se praticam esporte, quais remédios tomam, se fazem exames preventivos, nível de estresse, viagens e muitos outros dados que podem determinar o estilo de vida e atenção dada a saúde integral (física, mental e financeira).

Isso é de todo ruim? Para as pessoas que se cuidam, não. Diante do poder da IA, Nuno David acredita que a criação, subscrição e precificação do seguro de pessoas será muito mais holística, com as seguradoras olhando para dados da saúde do cliente no passado, mas com o radar no atual comportamento.

“Já está comprovado em estudos que uma pessoa consegue mudar seu DNA com atitudes boas ou ruins adotadas em seu dia a dia. Os testes de DNA ainda são para poucos, mas têm ajudado a entender como será o comportamento futuro. Isso será uma condicionante para se calcular o preço do seguro de vida acidental, que deve se tornar o principal produto do ramo de pessoas num futuro, que ainda me parece distante”, afirma o executivo da MAG.

Bernardo Correa Ribeiro, cofundador da Azos, insurtech que oferece soluções para o seguro de vida, concorda, em parte, com Nuno David. Ele afirma que esse tipo de análise do algoritmo criado com base nos dados dinamarqueses é um “back test”. Pegaram vários exames antigos das pessoas, criaram um modelo de IA e tentaram adivinhar quando a pessoa morreu. As tecnologias, hábitos, doenças e tratamento mudam muito com os anos. Portanto, um “back test” que acertou casos há décadas não teria a mesma precisão para eventos futuros.

“Sou bem cético que isso pode extinguir o produto, mas sim personalizar o seguro de vida e deixá-lo, para alguns casos, mais barato e, com isso, aumentando a competitividade favorecendo o cliente final. Concordo que terão alguns casos de recusa por parte da seguradora por ter acesso a dados e a modelos que indicarão um risco mais preciso, mas isso não impede de ajustar no preço ou oferecer coberturas que atenderiam aquele cliente. Então, acredito que isso fomentará mais o mercado ao invés de extingui-lo”, diz Ribeiro.

Vale pontuar que o back test da Dinamarca e de outros países europeus são confiáveis, e tem credibilidade e massa suficiente para muitos experimentos com seriedade. Um backtest validado por IA generativa parte de um modelo probabilístico baseado num modelo estocástico (histórico) como se faz há muitas décadas. A aplicação de IA generativa parte dessa técnica sofisticada mas antiga que agrega e organiza no tempo todos os dados dos indivíduos que compõe uma série histórica. No caso de um sistema de saúde pública sofisticado e completo como é o dinamarquês e como são os de outros países desenvolvidos europeus que têm sistemas públicos de saúde e/ou receituários eletrônicos implementados há muitos anos, a quantidade e confiabilidade dessas bibliotecas de atributos é enorme.

Isso é diferente do princípio de construção de uma tábua atuarial, com as suas taxas de aderência. Este tipo de backtest começa de fato a incorporar IA por necessidade, uma vez que a extensão das bibliotecas de dados disponíveis para tratamento começam a ser tão grandes que não é mais possível geri-las através de um algoritmo tradicional, e por oportunidade, uma vez que a capacidade computacional de processamento de dados aumentou tanto, agora é possível atualizar esses modelos preditivos quase que a cada nova morte. Assim, a AI usando o modelo dinamarquês citado é um típico modelo de correlacionamento muito eficaz quando baseado em séries históricas longas, sólidas e crescentes, explicou um cientista que pediu anonimato.

Rogério Araújo, sócio da TLG corretora de seguros, especializada em seguro de pessoas, tem uma posição mais tradicional. Ele defende que a IA não é uma ameaça ao seguro de vida. “Acredito mais na IA nos ajudando a despertar necessidades da sociedade, como ferramenta de educação financeira e securitária, do que uma ameaça ao nosso negócio”, afirma. Segundo o corretor, mesmo sem a interferência da IA, atualmente já é claro que o que a compra do seguro de vida não depende do dinheiro, mas sim da condição de saúde do segurado. “Não adianta ter o dinheiro e não ter saúde. Sem saúde, o consumidor não consegue comprar uma apólice. Por isso a necessidade do seguro o quanto antes, embora nunca seja tarde”, diz Araújo.

Veronica Martire, consultora educacional que vive em Londres há mais de 20 anos, é um exemplo da mudança, que teve um empurrão da sua seguradora de vida na Inglaterra, onde a relação com o consumidor está mais madura do que no Brasil. Apesar das seguradoras brasileiras ofertarem muitos benefícios, poucos os usam. “Só de afirmar no questionário de saúde que faço atividades físicas, ganhei descontos no seguro de vida. A seguradora me ofereceu facilidades na compra de um relógio que marca e estimula exercícios e eu topei o desafio”, diz Martire.

Quanto mais faz exercícios, mais pontos ganha. “A caminhada me ajudou a perder peso e o bem-estar me levou à natação. Se faço check-up, ganho pontos. E posso trocar os pontos em uma rede de fornecedores ligados a qualidade de vida. Tenho desconto, por exemplo, na compra de produtos orgânicos. Resultado: já perdi 12 kg em seis meses, de forma consistente, mudando meu hábito de vida. Não me imagino mais fazendo algo que coloque meu bem-estar em risco e, a cada renovação, meu seguro custa menos, mesmo estando um ano mais madura”, diz.

Questionado se o setor caminha para uma seleção de riscos, ofertando seguro apenas para pessoas saudáveis, Araújo é enfático. “Não vejo o risco de uma seleção que restrinja a aceitação de segurados, já que o conceito do seguro é o mutualismo, e nossas entidades reguladoras não aceitariam que esse princípio seja desconsiderado”, diz. “E mesmo se comprovando a assertividade da IA quanto a previsão da morte das pessoas, ainda contaremos com o percentual de incerteza. E eu pagaria para me proteger da dúvida de estar ou não entre o percentual de erro”.

Mas em três coisas todos concordam.

A primeira delas é que a IA é um grande benefício que poderá ajudar seguradoras no desenvolvimento de produtos, diante das inúmeras e diversas necessidades da sociedade, bem como na precificação dos riscos de forma personalizada. “Uma precificação mais assertiva, por exemplo, no momento de uma entrevista de proposta de seguro de vida, em que se avalie o perfil de vida do segurado e sua condição de saúde, permite um preço mais adequado, com descontos ou agravos das taxas cobradas”, afirma Araújo.

A segunda é que o seguro de pessoas caminha para ofertar benefícios em vida aos clientes, como uma indenização para o diagnóstico de uma doença grave, como câncer, bem como incentivos para a prática esportiva, como descontos em academias, redes de alimentação natural e até descontos para a compra de relógios que estimulam prática que gerem bem-estar.

E, por fim, os entrevistados entendem que o benefício de comprar uma apólice de seguro, como risco certo, como forma de compor ou alavancar um patrimônio, reserva para um planejamento sucessório ou despesas de inventário, é uma ferramenta essencial em qualquer planejamento financeiro, seja para a população de baixa renda, quebrando o ciclo de privações financeiras das novas gerações, seja para a sociedade de alta renda, como uma solução de inteligência financeira, alavancagem patrimonial e sucessão empresarial.

Este é um tema vivo, apaixonante e com discussões que avançam a cada dia. Como será viver sabendo quando vamos morrer (na maior parte dos casos, à exceção do acidente)? Quem terá acesso a isso? Quem não terá? Como isso será arbitrado? Como serão os serviços universais de saúde dos estados provedores? Que profissionais médicos temos que formar? O que tem que mudar na formação desta classe profissional? Como terá que se estruturar essa nova indústria de “seguro de longevidade”? Essas são algumas das inquietações de Nuno David diariamente. E de muitos de nós também.

Odontoprev e Midway, financeira da Riachuelo, renovam parceria para vendas de planos odontológicos

Fonte: Odontoprev

A procura por planos odontológicos segue crescendo – segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no último ano, o índice de beneficiários chegou a 32 milhões de vidas. Para seguir essa tendência de alta, a Odontoprev, líder em planos odontológicos na América Latina, anuncia a renovação da parceria com a Midway, financeira da Riachuelo, para dar continuidade na oferta dos planos em suas mais de 330 lojas da marca, bem como no call center e em canais digitais da financeira.

O objetivo das duas marcas é ampliar cada vez mais o acesso à saúde bucal de qualidade no País, uma vez que o plano odontológico oferece um bom custo-benefício, principalmente levando em conta a economia feita em visitar regularmente um dentista e focar em tratamentos preventivos, em vez de curativos. 

“Acreditamos na sinergia da parceria e na capilaridade das vendas para um público ainda maior, por meio de uma rede de distribuição ampla, de fácil acesso e que inspira confiança nos consumidores”, comenta Elsen Carvalho, Diretor Comercial da Odontoprev. Com presença em 2.500 municípios brasileiros e uma rede credenciada de mais de 27 mil dentistas, a Odontoprev conta com mais de 8,6 milhões de beneficiários. Com a parceria, a operadora oferece planos odontológicos em duas modalidades, ambas com rol ampliado de serviços que incluem consultas, restaurações, próteses, exames, entre outros. 

Para a Midway, a renovação da parceria fortalece o portfólio de soluções e amplia o acesso à saúde dos clientes da Riachuelo, dada a sua grande capilaridade e credibilidade no território nacional. Vitor Ramos, Diretor de Produtos da Midway, ressalta: “a renovação desta parceria reforça nossa intenção de oferecer soluções que visam qualidade de vida para nossos clientes e a manutenção de um portfólio completo de produtos.” E complementa: “temos um negócio sólido de seguros e assistências em retomada de crescimento, mas que ainda possui muito valor a ser gerado”

A Odontoprev é a única operadora de planos odontológicos nesse canal de vendas. “A renovação desta parceria demonstra a continuidade de um trabalho conjunto entre as duas marcas com o mesmo objetivo de levar odontologia de qualidade para a população brasileira”, comenta Sidnei Costa, Superintendente Comercial da Odontoprev. 

Zurich anuncia novo diretor na área de Sinistros 

Jason Sampaio como novo diretor de Sinistros da Zurich Seguros

Fonte: Zurich

A Seguradora Zurich anunciou Jason Sampaio como novo diretor de Sinistros da companhia. O executivo já atua na área desde 2019 e responderá diretamente para Adriana Heideker, diretora executiva de Sinistros da Zurich. 

Especialista em gestão de serviços ao cliente, Jason terá como meta dar continuidade aos projetos que aprimoram a jornada do segurado na companhia. Além da gestão de Sinistros de Afinidades e da liderança das iniciativas de sustentabilidade da área, funções nas quais já atuava, o executivo também assumirá a gestão de Sinistros de Vida da Zurich. 

Como superintendente, Jason já vinha contribuindo há anos para o aperfeiçoamento dos processos que ajudaram a melhorar a experiência do cliente na Zurich. Em Afinidades, o índice de satisfação dos clientes subiu mais de 20 pontos desde 2019. Ele também se dedicou à incorporação de diversas iniciativas de sustentabilidade em sua gestão, com mais 200 toneladas de resíduos advindos dos processos de sinistros reciclados desde 2021. 

O executivo foi o responsável técnico por dois projetos premiados em 2023: o Diagnóstico Remoto em Sinistros, que conquistou primeiro lugar na categoria ‘’Reimaginando a Experiência do Cliente” do Qorus-Accenture Innovation in Insurance Awards; e o Zurich Recicla, que foi contemplado pelo Prêmio ECO 2023. 

“Estou muito grato por este reconhecimento e feliz com a oportunidade de contribuir ainda mais com a agilidade, autonomia e clientecentrismo que incentivamos no dia a dia da companhia”, enfatiza Jason. “Vamos continuar investindo em iniciativas que tenham o compromisso com nosso cliente e nosso planeta como prioridade”.

No mundo, setor de seguros foca em fusões e aquisições; já Brasil consolida negócios

fusões aquisicoes

Fonte: Infomoney, por Gilmara Santos

O mercado segurador mundial deve seguir aquecido em 2024. Cerca de dois terços dos CEOs de seguradoras de diferentes países têm apetite moderado a alto por fusões e aquisições (M&A), conforme revela o estudo “Acelerando a Transformação com Fusões e Aquisições”, da KPMG.

O Brasil, por sua vez, deve seguir outra rumo, com os gestores concentrando seus esforços na incorporação eficiente dos negócios já adquiridos. Isso ocorre porque, por aqui, as negociações de M&A foram intensas nos últimos anos e atingiram mais de US$ 2 bilhões em 2022, quase todo o montante da América do Sul, que totalizou US$ 2,9 bilhões à época.

“A convergência está se tornando um fator importante nas atividades de fusões e aquisições para as companhias de seguros”, afirma o sócio-líder da consultoria financeira da KPMG no Brasil, Fernando Mattar.

Ele avalia que estratégias de integração vertical também impulsionaram os negócios no setor, embora os investidores estejam mais atentos se os negócios existentes conseguiram gerar o lucro planejado, antes de aprovarem novos empreendimentos.

A pesquisa revela ainda um reconhecimento crescente da necessidade de inovação nas seguradoras, que estão sendo pressionadas para reavaliarem suas estruturas empresariais em meio às rápidas mudanças no ambiente de negócios. Também ficou evidente que a estratégia de M&A é um meio relevante para impulsionar competências em novas áreas de risco, respondendo a desafios como segurança cibernética e fatores ESG, por exemplo.

Diante das consolidações no setor, há uma crescente pressão para que os investidores confirmem a capacidade real dos investimentos de M&A em gerar valor nos próximos anos, especialmente em operações de integração vertical, onde as companhias buscam expandir sua relevância para os clientes sem perder de vista a ampliação do lucro.

“A evolução constante dos modelos de negócios, a busca por crescimento sustentável e lucrativo, a consolidação, a integração vertical e a pressão para alcançar sinergias e valor foram as tendências observadas. A colaboração e a formação de parcerias estratégicas também foram destacadas como fundamentais para o desenvolvimento do setor”, aponta Joel Garcia, sócio-líder do segmento de Seguros da KPMG no Brasil.

Nos próximos anos, a expectativa é que a atividade de fusões e aquisições, juntamente com parcerias e alianças, continuarão impulsionando o crescimento e a renovação do setor de seguros.

RankingTodo este cenário tem levado também a uma valorização das marcas, conforme levantamento realizado pela Brand Finance, consultoria mundial em avaliação de marcas.

De acordo com o levantamento, 3 das 5 marcas de seguros mais valiosas do mundo são chinesas (Ping An, China Life Insurance e CPIC):

Ping An – o valor da marca subiu 4% para US$ 33,6 bilhões

Allianz – alta de 17% para US$ 24,6 bilhões

China Life Insurance – subiu 2 % para US$ 17,5 bilhões

Axa – crescimento de 4% para US$ 16,6 bilhões

CPIC – expansão de 1% para US$ 15,3 bilhões

Caixa Seguridade confirma que Caixa estuda venda de parte de suas ações

Fonte: Valor

A Caixa Seguridade confirmou que sua controladora, a Caixa Econômica Federal, autorizou a elaboração de estudos para eventual alienação futura de ações, sem alteração do controle. A oferta visa atingir o percentual mínimo das ações em circulação exigido pelas regras do Novo Mercado.

Em nota, a Caixa afirmou que “a efetiva realização de uma operação de venda de ações de titularidade da Caixa está sujeita à elaboração e conclusão dos estudos e análises mencionados acima, assim como às decisões da alta administração da Caixa”.O principal objetivo da Caixa Seguridade é se adequar às regras do Novo Mercado, que exigem um free float de 20%, enquanto a companhia tem atualmente 17,25% em circulação, segundo fonte ouvida pelo Valor.

Avaliada em quase R$ 48 bilhões, para colocar mais 2,75% em mercado a Caixa Seguridade teria de fazer uma oferta de cerca de R$ 1,3 bilhão. Entretanto, com o bom momento do papel e a Caixa precisando de dinheiro para crescer, o banco controlador poderia ampliar a oferta, a depender da demanda.

IRB(Re) registra lucro líquido de R$ 114,2 milhões em 2023

irb re ceo Falcao

O IRB(Re) fechou 2023 com lucro líquido de R$ 114,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 630,3 milhões apurado em 2022. Houve crescimento de R$ 744,5 milhões na comparação anual. Os números, divulgados hoje (28/03), consideram a Visão Negócio e mostram a evolução do ressegurador, que obteve resultado positivo pelo quarto trimestre consecutivo: R$ 37,9 milhões no 4T23 frente prejuízo de R$ 38,8 milhões no 4T22.

“Nossos números mostram que, trimestre a trimestre, evoluímos de forma consistente nos resultados líquido e de subscrição. Iniciamos 2023 com índice de solvência de 101% e encerramos com 146%, com a geração de resultados do negócio. Trabalhamos para produzir resultados sustentáveis, no longo prazo. É claro que, entre os meses e os trimestres, pode haver uma volatilidade inerente ao negócio. Mas temos confiança que continuaremos evoluindo trimestre a trimestre”, comenta Marcos Falcão, CEO do IRB(Re), em nota enviada à imprensa.

“Em 2024, seguimos comprometidos com a rentabilidade do negócio e controlando os itens que estão sob nossa gestão: preço, despesas e custos. Reportamos, essa semana, de forma positiva, os números de janeiro para a Susep. O lucro líquido foi de R$ 36,8 milhões, com resultado de subscrição de R$ 45,2 milhões, índice de sinistralidade em 55,3% e índice combinado de 97%. Vamos seguir, assim, cada vez mais próximos de nossos clientes e investidores, criando intimidade e melhorando nossos processos e a qualidade de nossos serviços”, completa Falcão.

O resultado de subscrição do IRB(Re) também avançou e encerrou 2023 positivo em R$ 155 milhões, frente a R$ 1,4 bilhão negativo do ano anterior. A linha rural registrou o melhor resultado, com R$ 216 milhões em 2023 contra R$ 949,9 milhões negativos em 2022. Vale destacar que, no ano passado, o resultado de subscrição no Brasil foi positivo: passou de R$ 893 milhões negativos, em 2022, para R$ 352,8 milhões positivos. Já no exterior, em 2023, o resultado de subscrição evoluiu, mas ainda foi negativo em R$ 197,7 milhões, ante R$ 556,4 milhões negativos em 2022. 

Em linha com a limpeza de carteira, que foi acelerada em 2023, o prêmio emitido total caiu 17,4% na comparação com 2022, alcançando R$ 6,521 bilhões. No ano passado, a participação de negócios firmados no Brasil teve alta, alcançando 76% do portifólio. Esse percentual era de 68% um ano antes. Em relação ao volume, houve recuo de 7,4% na comparação com 2022: R$ 4,980 bilhões. O prêmio emitido no exterior, que representou 24% do portifólio, totalizou R$ 1,540 bilhão em 2023, queda de 38,7% em relação a 2022. 

“A redução do prêmio emitido total é coerente com a estratégia de melhoria na qualidade de subscrição do IRB(Re). No ano passado, renovamos 83% de todos os negócios que desejávamos manter e seguimos com uma carteira diversificada em nove linhas de negócios. Além disso, a cada quatro novos contratos prospectados, fechamos um. É um sinal importante de que estamos mais próximos dos nossos clientes. Em relação à distribuição de negócios, em 2023, a linha patrimonial segue como destaque, com 37% da carteira”, explica Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).

“Nossa estratégia de subscrição continua centralizada no Brasil. No 4T23, os negócios fechados aqui responderam por 82,8% da carteira. Consolidamos a participação no mercado local, alavancando nossas vantagens competitivas. Um passo à frente, refinamos nossa estratégia para, em 2024, concentrar 70% dos nossos negócios no Brasil, 20% na América Latina e 10% nas demais exposições internacionais. Dessa forma, o mercado global continua sendo analisado e mantemos a estratégia de desenvolver negócios não proporcionais, sem assumir grandes exposições. Acredito que temos boas oportunidades na Europa”, completa Castillo.

Sinistro retido total caiu 45,3%

O sinistro retido total caiu 45,3%, na comparação de 2023 com 2022, fechando em R$ 2,906 bilhões. Com isso, o índice de sinistralidade passou de 104,3% para 70%, uma queda de 34,3 p.p.. A companhia também melhorou o índice combinado – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – em 28,1 p.p., passando de 136,7%, em 2022, para 108,6%, em 2023. Considerando apenas as linhas de negócio não vida, o índice combinado foi de 106,4%.

“No 4T23, o índice de sinistralidade ficou em 55%, contribuindo para que fechássemos 2023 com 70%, o menor índice desde 2020. Considerando a geografia, houve redução de 44,8 p.p. no Brasil – passando de 105% em 2022 para 60% em 2023 – e 16 p.p. no exterior – de 104% para 88%. Vale lembrar que a sinistralidade resulta dos contratos firmados em períodos anteriores. Dessa forma, os efeitos de contratos assinados antes de 2020 ainda impactam nossos números, mas seguem decrescendo. Em 2023, R$ 713 milhões ou 25% dos sinistros pagos tiveram origem nesses contratos”, explica Castillo.

Evolução do fluxo de caixa

O consumo de caixa operacional acumulado dos últimos 12 meses apresentou resultado de R$ 518 milhões. “A evolução do caixa operacional está em linha com a nossa expectativa. Os números dos últimos trimestres mostram melhoria em relação aos mesmos trimestres do ano anterior. No 4T23, especificamente, houve geração de R$ 256 milhões devido à sazonalidade na operação que torna o fluxo positivo. Vale dizer que desenvolvemos diversas ações de melhoria na nossa gestão de cobrança, que já contribuem para um consumo de caixa menor. Ressalto que, em outubro, efetuamos pagamento de R$ 487 milhões em debêntures e reduzimos o nosso endividamento pela metade”, diz Rodrigo Botti, vice-presidente Financeiro, Atuarial e Tecnologia do IRB(Re).

Em 2023, houve aumento de 7,4% nas despesas administrativas, principalmente em função do acordo assinado com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ), de R$ 25,4 milhões, e da despesa com os dois Programas de Demissão Voluntária (PDV), de R$ 13,2 milhões. “Excluindo-se estes efeitos não recorrentes, as despesas administrativas totalizariam R$ 315,4 milhões, abaixo dos R$ 329,7 milhões apurados em 2022”, ressalta Botti.

O resultado financeiro e patrimonial da companhia fechou 2023 em R$ 548,7 milhões, uma redução de 20,5% em relação ao ano anterior (R$ 690,1 milhões). Vale ressaltar que efeitos não recorrentes, referentes a ganhos judiciais e venda de ativos, têm impacto nos valores verificados em 2022. “Iniciamos 2023 com R$ 9 bilhões em ativos financeiros e encerramos com R$ 8,3 bilhões”, conta Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.

Suficiência nos indicadores regulatórios

O IRB(Re) deve observar dois indicadores regulatórios, conforme dispõe normativo da Susep, órgão responsável pela supervisão do setor de seguros e resseguros: Índice de Suficiência de Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido (CMR) e o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas. Em 2023, a companhia apresentou suficiência em ambos os índices.

“O primeiro indicador fechou o ano com suficiência de R$ 534 milhões, ou seja, 46% acima do capital requerido, o melhor patamar desde setembro de 2021. Vale ressaltar que, com a melhor seleção de riscos, reduzimos a necessidade de capital mínimo requerido em mais de R$ 400 milhões em 2023. O indicador de suficiência de garantia encerrou o ano passado com suficiência de R$ 438 milhões”, diz Thais Peters, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

IFRS 17

O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio, utilizada pela empresa para tomar suas decisões, publicou suas Demonstrações Financeiras de 2023 em IFRS 17, conforme exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, trata os fluxos operacionais trazidos a valor presente, considerando o valor do dinheiro no tempo. 

“A partir de agora reportamos nossos números em mais uma metodologia contábil. A IFRS 17 é uma lente que permite olhar uma projeção para o futuro. O resultado da companhia é o mesmo, o que muda é a temporalidade. Aplicando a nova metodologia, verificamos uma transferência de resultado de 2022 para 2023, mas, na soma, os resultados são praticamente equivalentes. Compreendemos que entender essa transição é um desafio para o mercado como um todo. Reitero que a companhia, nesse momento, seguirá gerenciada pela Visão Negócio do IFRS 4, adotada pelo nosso regulador setorial, a Susep”, afirma Falcão. 

Considerando a metodologia em IFRS 17, o resultado da companhia em 2023 foi negativo em R$ 123,8 milhões, ante resultado negativo em 2022 de R$ 420,7 milhões, também em IFRS 17. A soma do valor apurado em 2022 e 2023 é negativa em R$ 544,5 milhões. O valor é próximo do saldo negativo apurado em IFRS 4, considerando 2022 e 2023: R$ 516,1 milhões. 

“A análise dos dados em IFRS 17 exige olhar para períodos mais longos. Veja: o resultado de 2022 melhorou em R$ 210 milhões, e o de 2023 piorou em R$ 238 milhões. Ou seja, em um combinado de dois anos houve uma variação de R$ 28 milhões. É importante notar que, com a adoção da metodologia da IFRS 17, o patrimônio líquido da companhia fechou 2023 em R$ 4,257 bilhões. Ou seja, variou em menos de 1%, positivamente, considerando o resultado em IFRS 4, que apurou PL de R$ 4,216 bilhões”, comenta Botti.

Café CVG-SP promove debate com a Susep sobre desafios e benefícios do Open Insurance

Por Márcia Alves, do CVG-SP

Não são poucas as dúvidas do mercado de seguros em relação ao Open Insurance, que já entrou em sua segunda fase de implantação. Para trazer mais luz ao tema, o CVG-SP promoveu um debate sobre o Open Insurance (Opin) com a participação especial do diretor da Susep, Airton Almeida, na terceira edição do Café CVG-SP, realizado no dia 26 de março, no Novotel Jaraguá, em São Paulo (SP), com o apoio da MAG Seguros.

“O Café CVG-SP foca no conteúdo relevante e a sua realização vem ao encontro do propósito do CVG-SP de conectar o mercado, já que reúne profissionais de diversos segmentos”, disse o presidente do CVG-SP, Marcio Batistuti, diretor Comercial da MAG Seguros. Para o diretor de Relações com Mercado do CVG-SP, Renato Barbosa, o tema Open Insurance é um dos mais importantes, atualmente, para o mercado. “Esta é uma grande oportunidade de elucidar o assunto”, disse.

Sob a mediação de Nuno David, diretor Estatutário Comercial e Marketing da MAG Seguros, que nos últimos dois anos tem se dedicado a estudar o Opin, o debate iniciou com a apresentação de Almeida sobre os principais pontos do novo sistema. Dentre os benefícios, um dos principais é a “cidadania financeira”, que promove a inclusão de novos consumidores e facilita o acesso a produtos adequados e preços compatíveis.

Segundo Almeida, o Opin está centrado no consumidor, prevendo a segurança e privacidade dos seus dados. O sistema opera em uma estrutura básica, nos moldes do Open Finance, que comporta seguradoras dos segmentos S1 e S2 (maior porte), corretores, clientes, sandbox, SPOC e outros, além da própria Susep. “Os clientes de seguradoras continuam tendo acesso aos canais tradicionais, inclusive o canal corretor”, disse.

A estrutura foi organizada para promover a interoperabilidade do seguro com o banking. “Significa que os participantes do Open Insurance terão acesso aos dados dos clientes do Open Banking e vice e versa. É uma estrada de mão dupla”, disse. Almeida apontou, ainda, outros benefícios, como a possibilidade de os clientes utilizarem parte de suas reservas do plano de previdência como garantia de crédito.

Dados pertencem ao cliente

No escopo de participantes do Opin estão as seguradoras, as entidades de previdência complementar abertas e as sociedades de capitalização. Além das seguradoras dos segmentos S1 e S2, as demais poderão participar como voluntárias, no momento, com direito à reciprocidade, isto é, oferecem seus dados e recebem os dados das outras. Também está neste escopo a SPOC (Sociedade Processadora da Ordem do Cliente).

A SPOC substitui o corretor de seguros? A resposta de Almeida para esta questão recorrente é não. “Muito pelo contrário. A SPOC é uma corretora digital que faz a estruturação e harmonização dos dados, utilizando inteligência de dados, para ajudar o corretor na venda de produtos. Também ajuda seguradoras, previdências privadas e empresas de capitalização a criarem produtos específicos para as novas demandas, a partir da entrada de dados”, disse.

Iniciado em 2021, o Opin deverá concluir, em abril, a fase dois, que prevê o compartilhamento de dados pessoais. Segundo Almeida, nesta fase, qualquer pessoa poderá autorizar determinada seguradora e corretora a acessarem seus dados não sensíveis, que serão protegidos por um duplo fator de autenticação, seguindo as regras de cibersegurança. Na terceira fase haverá a portabilidade entre apólices. 

Segundo o diretor da Susep, o compartilhamento de dados depende da vontade do cliente. “Se ele quiser compartilhar os dados de sua apólice na seguradora A apenas com a B, sem que outras tenham acesso, é possível, porque os dados pertencem ao indivíduo”, disse, acrescentando que a autorização tem validade de 12 meses.

Em números atualizados, o diretor informou que a Susep contabiliza 72 empresas participantes; 58 APIs definidas, que já receberam 8 milhões de chamadas e 1 SPOC credenciada. “Não tenho dúvida de que a interação promovida pelo Opin ajudará cada vez mais brasileiros a terem um seguro básico, lembrando que apenas 20% da população possuem seguro de vida”, disse.

SPOC não concorre com corretor

Durante o debate, respondendo perguntas de Nuno David e da plateia, Almeida destacou os benefícios do Opin para os corretores, que, segunda sua previsão, serão 100% digitais. “O corretor terá acesso aos dados bancários do cliente, conhecerá sua evolução patrimonial e poderá oferecer mais produtos”, disse. Ele afirmou, ainda, que não haverá “invasão” dos bancos na seara do seguro, já que as seguradoras também terão acesso a dados de correntistas.

O mediador Nuno David refletiu que diante do esforço e dos custos envolvidos na captação de novos clientes, pode se tornar desmotivador permitir o compartilhamento desses dados no mercado. Por outro lado, entrar no ecossistema do Open Finance pode ser vantajoso. “Existem muitos clientes bancarizados que não possuem seguro. Então, este é o caminho mais curto e rico em dados para chegar nesse público”, disse.

Almeida não apenas concordou, como também acrescentou que as seguradoras precisam capacitar seus corretores, que somam 150 mil espalhados em 4,5 mil municípios. Com tamanha capilaridade, ele sugeriu aos corretores que ousem e conheçam seus clientes. “Faz tempo que o corretor não tem mais medo de perder seu cliente, até porque ele não é dono do cliente. A ideia é mantê-lo, oferecendo inovações e soluções úteis”, disse.

Respondendo a uma pergunta da plateia, Almeida esclareceu que os corretores não são obrigados a se registrarem em uma SPOC. Segundo ele, caso queira constituir uma SPOC, o capital exigido está em torno de R$ 1 milhão, porém, será preciso investir em inteligência de dados. “A SPOC é uma corretora, mas não deve ser vista como mais uma intermediária, porque não concorrerá com o corretor, mas facilitará a integração de dados”, disse.

No encerramento do evento, Nuno David manifestou sua convicção de que o Opin promoverá uma nova estruturação do mercado. Ele e Almeida elogiaram a iniciativa do CVG-SP de promover o debate. “É muito importante que o mercado se engaje nessa discussão que resultará no aumento cidadãos segurados”, disse o mediador. Almeida concordou e acrescentou: “Não tenham medo, criem grupos de discussão, precisamos no engajar”, disse.

O CVG-SP concluiu o evento com a entrega de placas de novas associadas para duas empresas. Representando a insurtech Azos, associada desde junho de 2023, André Azevedo recebeu a placa de benemérita entregue pelo presidente Marcio Batistuti. Ele também entregou uma placa de sócia-parceria para o diretor Renato Barbosa, que é titular da R&D Life Corretora de Seguros, associada em março de 2024.

Debêntures de infraestrutura atraem mais empresas de seguros

Alexandre Leal _CNseg

Fonte: CNseg

Com a criação de novas oportunidades de investimento, o Governo Federal deu um novo passo rumo ao fortalecimento do mercado segurador e à expansão da infraestrutura nacional com a promulgação da Lei 14.801/24, que institui as debêntures de infraestrutura. 

Diferente das debêntures incentivadas já em circulação, os novos títulos transferem as vantagens tributárias do investidor às empresas emissoras. Isso ocorrerá por meio da dedução dos juros pagos na apuração do lucro líquido, sendo também possível deduzir 30% dos juros das debêntures na determinação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em contrapartida, as emissoras têm margem para oferecer taxas mais competitivas aos investidores.

Como a lei é muito recente, ainda não houve emissões por ela regidas. No entanto, de acordo com Alexandre Leal, diretor Técnico, de Estudos e Relações Regulatórias da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), as debêntures de infraestrutura deverão atrair o interesse das empresas do setor, uma vez que serão emitidas com remuneração mais adequada ao risco da operação.  O executivo ressalta que a nova legislação “promoverá uma maior liquidez no mercado secundário, favorecendo o desenvolvimento do crédito privado local e aquecendo o mercado secundário, o que beneficiará os investidores de modo geral.”

Similarmente às debêntures regidas pela Lei 12.431/11, os novos títulos serão emitidos por concessionárias, permissionárias e companhias autorizadas a explorar serviços públicos, com os recursos destinados a projetos de investimento ou produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além daqueles que gerem relevantes benefícios ambientais e sociais. A duração das debêntures incentivadas de infraestrutura deverá ser superior a quatro anos, assemelhando-se às debêntures incentivadas. Os riscos também permanecem os mesmos para ambos os investimentos, como:

1. Risco de crédito: é o risco de que o emissor não seja capaz de cumprir com os compromissos de pagamento de juros e principal.

2. Risco de liquidez: é o risco de que os investidores não sejam capazes de vender suas Debêntures Incentivadas no mercado secundário.

3. Risco de taxa de juros: é o risco de que as taxas de juros subam ou desçam, o que pode afetar o valor de mercado das Debêntures Incentivadas.

4. Risco de mercado: é o risco de que o valor de mercado das Debêntures Incentivadas seja afetado por fatores externos, como mudanças nas condições econômicas ou políticas.

5. Risco de inflação: é o risco de que a inflação aumente, o que pode reduzir o valor real dos pagamentos de juros e principal.

Grupo Bradesco Seguros patrocina primeira corrida e caminhada Olga Kós no Rio de Janeiro

Fonte: Bradesco

Confirmando o seu propósito de sensibilizar a população para a importância da atividade física na conquista da longevidade, o Grupo Bradesco Seguros patrocina a ‘Corrida e Caminhada pela Inclusão – Olga Kos’.  Realizada pelo Instituto Olga Kós, terá sua primeira edição em 31 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down, a partir das 8h, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

O evento tem o objetivo promover a inclusão esportiva e social de crianças, jovens e adultos com e sem deficiência de áreas de alta vulnerabilidade social. A ação contará com a presença das influenciadoras Samanta Quadrado e Fernanda Honorato, que vão ser as madrinhas da corrida, ambas com síndrome de down e estão sempre presentes nas ativações do Instituto Olga Kós.

“O Grupo Bradesco Seguros tem investido há bastante tempo em diversas ações para disseminar o debate em torno da longevidade com qualidade de vida e o patrocínio à iniciativa promovida pelo Instituto Olga é a prova do nosso comprometimento. Dentro desse contexto esportivo, por exemplo, patrocinamos por diversos anos o Circuito da Longevidade Bradesco Seguros, provas de corrida e caminhada aberta à participação de toda a sociedade com o intuito de incentivar diretamente o bem-estar pela prática da atividade física”, destaca Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Segurador.

Já Ana Claudia Frighetto Gonzalez, Superintendente de Marketing do Grupo, salienta a importância de se unir o esporte a causas sociais. “Atividades físicas em geral possuem um grande potencial de socializar pessoas dos mais diferentes perfis. Por meio da corrida e caminhada que estamos apoiando hoje, vínculos são criados e laços fortalecidos. Poder estar junto à iniciativa do Instituto Olga é motivo que muito nos orgulha”, finaliza.