Aquisição de previdência privada para os filhos ainda é pouco priorizada pelos brasileiros

Estevão Scripilitti, diretor da Bradesco Vida e Previdência

Fonte: Bradesco

É comum que os pais demonstrem preocupação com o futuro financeiro de seus filhos, a fim de que estes possam chegar à maioridade em condições de cursarem aquela tão sonhada faculdade, por exemplo. No entanto, uma pesquisa inédita, realizada pela Edelman a pedido da Bradesco Vida e Previdência com brasileiros que já possuem algum tipo de seguro, revelou que apenas 15% têm previdência privada e que, dentro desse universo, somente 27% adquiriram esse tipo de investimento visando uma reserva financeira para os seus herdeiros.

“De modo geral, a procura da previdência privada no Brasil, pensando em adquirir uma tranquilidade financeira para o futuro, é muito baixa, com apenas 8% da população geral investindo nessa modalidade, segundo a Fenaprevi. Nossa pesquisa, que considerou a parte da população que já tem algum tipo de conscientização sobre a importância do seguro para proteção, mostrou que, mesmo dentro dessa parcela, a adesão também é baixa, sendo necessário ampliar o conhecimento da nossa sociedade. Ao avaliarmos o planejamento financeiro dos pais pensando nos filhos, o número segue modesto, com muitas pessoas não tendo a visibilidade de como esse recurso pode ser um grande aliado para o futuro”, explica Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

O levantamento apontou, ainda, que garantir uma reserva para pagar a faculdade (73%) tem sido o principal motivador dos pais que detêm esse tipo de investimento para seus filhos. Promover ensinamentos sobre a importância de poupar segue na segunda colocação (46%), seguido de assegurar a realização de cursos profissionalizantes no futuro (42%), a realização de um intercâmbio (33%) e compra de um imóvel e um automóvel, ambos com (18%).

“Independentemente da motivação é importante que as pessoas saibam que quanto mais cedo se iniciar esse planejamento, melhor. Apesar da conscientização dos brasileiros ainda ser baixa, notamos, com otimismo, que já existe uma tendência de mudança no comportamento em relação ao planejamento do patrimônio e à proteção da família, e tudo isso passa pela educação, motivador citado por 46% dos respondentes”, ressalta Scripilliti.

Apesar de não ter tido destaque entre os respondentes da pesquisa, iniciar o investimento pensando em garantir a aposentadoria dos filhos também pode ser uma boa opção para quem está pensando em contratar um plano, já que, com a reforma da Previdência, as regras para a aposentadoria via INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foram alteradas, sendo necessário, a partir de então, o cumprimento de uma idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. “Não podemos esquecer de que há um tempo mínimo de contribuição de 15 anos para ambos os sexos. Para receber o valor integral do benefício é necessário contribuir por 40 anos. Isso significa que os jovens terão que trabalhar mais tempo e contribuir mais para garantir uma renda na velhice, o que reforça ainda mais a importância de os pais investirem na contratação de uma Previdência Privada desde a infância de seus filhos”, explica Scripilliti.

O especialista também ressalta que adquirir um plano de previdência para crianças e jovens pode ter um custo baixo, dependendo da modalidade, na qual o contratante não precisa, necessariamente, ser o pai ou a mãe do beneficiário, mas qualquer pessoa que se proponha a viabilizar esse planejamento. “A Bradesco Vida e Previdência foi uma das primeiras seguradoras a desenvolver planos de previdência voltados para menores de 18 anos, tendo lançado, há mais de duas décadas, o Prev Jovem Bradesco, que oferece diversas opções de investimento, desde fundos de renda fixa, multimercados e até ações, para clientes de todos os perfis, do conservador ao mais arrojado, onde o investimento inicial é de apenas R$50”, finaliza.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada de forma quantitativa, via painel de respondentes e contou com 1.000 participantes de todas as regiões do país. Seu objetivo foi entender melhor o perfil e os comportamentos dos segurados no Brasil em relação a diversas categorias, como bens, saúde física e financeira. A iniciativa está alinhada à missão do Grupo Bradesco Seguros, que consiste em disseminar a cultura de proteção no país.

Grupo HDI reforça compromisso com a sustentabilidade e anuncia projetos culturais e sociais apoiados em 2024

Fonte: HDI

Com o objetivo de gerar impacto social positivo, fomentar a diversidade e a inclusão e proteger o meio ambiente, o Grupo HDI anuncia os projetos que vão receber patrocínio e apoio da companhia em 2024. A premissa principal desta ação é incentivar um futuro melhor e mais sustentável para a sociedade brasileira, além de reforçar os valores que a empresa já aplica no dia a dia.

Para este ano, as iniciativas são alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e foram selecionadas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, do Fundo da Infância e da Adolescência e do Fundo do Idoso. As iniciativas têm foco em diversidade e inclusão, especialmente de crianças, jovens e idosos em vulnerabilidade social, e a relação de projetos é fruto dos planejamentos de sustentabilidade da Liberty Seguros, adquirida pelo Grupo HDI em 2023, e da HDI separadamente, entretanto, com a união das empresas, os investimentos sociais serão harmonizados, a fim de ampliar os impactos positivos no meio ambiente e na sociedade.

“A sustentabilidade faz parte da estratégia do Grupo HDI e ganha ainda mais força no atual momento da companhia. Trabalhamos para contribuir com a comunidade em que estamos inseridos, com um forte olhar para a inclusão social e a preservação do meio ambiente”, afirma André Truzzi, diretor de Transformação do Grupo HDI. “Neste ano, focaremos em contribuir com o controle de emissões da nossa cadeia produtiva, com a garantia de trabalho justo em todos os nossos parceiros e com suporte e capacitação de grupos vulneráveis ou sub representados na nossa sociedade.  Nossas ações focarão em projetos que promovam experiências transformadoras e que deixem um legado perene nas comunidades”, completa o executivo.

Ações para a terceira idade

Na frente de fomento ao cuidado com pessoas idosas, um dos projetos selecionados é o Hospital de Amor, instituição com mais de 60 anos de história no tratamento gratuito de pacientes da terceira idade com câncer. Além disso, em parceria com o Instituto Olga Kos, o Páginas da Vida – Arte Literária oferecerá oficinas artísticas para pessoas idosas em vulnerabilidade social. A iniciativa prevê atividades de leitura, a fim incentivar a construção e produção artística das histórias e experiências de vida dos próprios participantes. No final, cada um terá o seu próprio caderno.

Outras duas iniciativas, ambas promovidas pela Associação Beneficente Casa da União, são a Horta Social e o Agrofloresta. A primeira propõe desenvolver um centro de produção de mudas e hortaliças para fornecer alimento para idosos da cidade de Caucaia, no Ceará, e realizar atendimentos da área da saúde nas comunidades por meio de práticas sustentáveis permanentes. A segunda, que acontecerá nas comunidades de Jandaiguaba e Barra Nova, também em Caucaia, é uma proposta de educação ambiental para desenvolver sistemas agroflorestais com idosos, por meio de práticas que visam a produção de alimentos, o aumento da biodiversidade e o enriquecimento do solo. 

Esporte como ferramenta social e sustentável

A fim de incentivar a integração por meio do esporte, o Grupo HDI está investindo no projeto Brincando na Quadra, que é promovido pela ONG Fábrica de Saúde, Esporte e Cultura e pela BW Eventos. A ação gira em torno da construção e/ou reforma de quadras poliesportivas em cinco escolas ou comunidades de municípios diferentes que não possuam estrutura para a prática dessas atividades. Além disso, serão oferecidas aulas de iniciação esportiva com especialistas de quatro modalidades coletivas (basquete, handebol, voleibol e futsal) para crianças e adolescentes de seis a 14 anos que sejam alunos da comunidade ou do ensino fundamental da rede pública.

Outra iniciativa fomentada pela empresa é o Go Cup, maior campeonato de futebol infantil do mundo. Com estrutura de competição oficial, equipes de arbitragem e suporte médico, a 10ª edição do projeto acontece em Aparecida de Goiânia e tem 360 equipes inscritas em diversas categorias, que contemplam crianças de seis a 13 anos. 

A companhia também anunciou apoio a mais três importantes eventos esportivos. Um deles é o Recicla Run, corrida organizada pela Bienal do Lixo e a primeira a se preocupar com o seu impacto da largada até a chegada. Outro projeto é o Music Run, ação de contrapartida social que reverte todo o valor das inscrições em compra de alimentos. Por fim, o Grupo incentivará o Circuito Transformar, que é composto por quatro provas de corrida e caminhada, realizadas em Campinas, Santos, Cotia e Guarulhos, com distâncias de 5km e 10km. O intuito é transformar os hábitos dos participantes e promover a saúde e o bem-estar de todos.

Incentivo à educação de jovens

Na frente de educação, uma das iniciativas selecionadas foi o Vocação, que oferece atividades de aprendizagem e inclusão profissional para adolescentes de 14 a 17 anos, com a finalidade de auxiliá-los na inclusão ao mundo de trabalho e geração de renda. Outra instituição apoiada será a Associação Santo Agostinho (ASA), projeto que busca a transformação por meio da educação e cuidado de crianças e adolescentes, expandindo o acolhimento e o bem-estar para idosos também, para que eles tenham oportunidades de desenvolvimento pessoal com respeito e dignidade.

Além disso, o Grupo manterá o apoio de anos ao programa de educação Jovem Aprendiz, da Fundação Tênis, que vem para ajudar na formação técnica e profissional de jovens nas áreas de tecnologia, inovação e empreendedorismo. Por meio de cursos, o projeto traz uma abordagem inovadora para que os jovens aprendizes desenvolvam competências fundamentais, cognitivas e sociais para atuação no mercado de trabalho.

Ações culturais e apoio a festivais

Em cultura, o Grupo HDI selecionou a Gincana Fotográfica, projeto desenvolvido pela ImageMagica que une ferramentas para que os participantes tenham empoderamento para identificar sentimentos, reconhecer os sonhos, prevenir e combater a violência, entre outros temas. As atividades oferecem contação de histórias, desenvolvimento de competências socioemocionais, trabalho em grupo e, principalmente, fotografia, a fim de incentivar momentos de reflexão, decisões, autoconhecimento, autoestima e criatividade.

Organizado pela M’Baraká Projetos e Produções, outra iniciativa que receberá apoio é o Nós – Arte e Ciência Por Mulheres, exposição de arte que trata da trajetória das mulheres na produção de conhecimento por todo o País, desde a sabedoria ancestral até a presença de feiticeiras e curandeiras nas instituições científicas atualmente. A escolha do projeto se deu por conta do mote do empoderamento feminino, uma causa muito importante para a companhia.

O Grupo HDI ainda terá participação ativa em cotas de patrocínio em grandes eventos que ocorrerão ao longo de 2024, como o Festival Sensacional, nos dias 21 e 22 de junho, no Parque Ecológico da Pampulha, em Belo Horizonte; a Oktoberfest São Paulo 2024, uma iniciativa pensada para expandir ainda mais o relacionamento com o corretor, marcada para acontecer entre os dias 6 e 22 de outubro; e a peça de teatro Bárbara, interpretada pela atriz Marisa Orth, que ficará em cartaz entre março e abril, no Teatro Bravos, localizado no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Outros festivais que fazem parte da relação de projetos incentivados pela companhia são o Raízes São Paulo, evento multicultural que pretende ressaltar, especialmente, a valorização da cultura brasileira, trazendo apresentações de música instrumental, popular e circo, além de workshops e palestras, e o Paredes Vivas, iniciativa cultural e educativa que fomenta a conscientização socioambiental, tendo a arte urbana como principal ferramenta.

Perdas pelo acidente com ponte nos EUA podem causar prejuízo na casa do bilhão para o setor de seguros

anderson romani wiz corporate

POST ATUALIZADO ÀS 19H20

Uma das principais pontes de Baltimore, nos EUA, se rompeu e desabou depois que um navio porta-contêineres “esbarrou” em sua estrutura que é maior do que a extensão da avenida Paulista, em São Paulo. O acidente aconteceu na madrugada desta terça-feira, 26, e vários veículos caíram no rio abaixo. As equipes de resgate estavam procurando pelo menos sete pessoas na água. Duas pessoas foram resgatadas e uma delas está em estado grave, segundo o chefe dos bombeiros de Baltimore, James Wallace.

Segundo as agências internacionais de notícias, o comissário da polícia de Baltimore, Richard Worley, afirmou que não existe nenhuma indicação de que o desabamento da ponte foi um ato de terrorismo. A ponte, que dava acesso ao porto de Baltimore, foi inaugurada em 1977. O porto é o maior para embarque de carros e caminhões leves dos EUA.

A embarcação parece ter atingido um dos suportes da ponte Francis Scott Key, fazendo com que a estrada se rompesse em vários pontos e caísse na água, de acordo com um vídeo postado no X, anteriormente conhecido como Twitter. O Dali, a caminho do porto de Baltimore para Colombo, no Sri Lanka, foi fretado pela AP Moeller Maersk, com sede na Dinamarca, e transportava carga de clientes da Maersk. Todos os 22 tripulantes a bordo, incluindo dois pilotos, foram encontrados e não há relatos de feridos entre eles, disseram os proprietários e administradores do navio.

Este tipo de acidente coloca o mercado local e internacional de seguros em polvorosa. Afinal, um acidente desta dimensão tem impactos em diversas carteiras de seguros e pode afetar diversas regiões, numa forma dos res/seguradores buscarem o equilíbrio da carteira caso a perda seja relevante nos resultados.

De acordo com Anderson Romani, diretor executivo da corretora de seguros Wiz Corporate, os danos consequentes são maiores do que o próprio dano material. “Embora a gravidade ainda não tenha sido determinada, está claro que o acidente terá impacto em diversas linhas de negócios, como propriedade, carga, responsabilidade, crédito comercial e interrupção contingente de negócios, com seguradoras e resseguradoras envolvidas na perda”, comentou.

Por sua experiência com outros acidentes similares, Romani estima um tempo longo para a reconstrução. “Imagina o tempo que levará para remover toda a estrutura do mar e voltar a passar navios e veículos, sendo ali o maior porto de automóveis dos EUA e um dos maiores em commoditites”, avalia.

No final do dia, um relatório da Insurance Insider informou que a Chubb é líder para colocação de propriedades na ponte Francis Scott Key, comprovando que nos Estados Unidos o seguro realmente faz parte da cultura da sociedade. Tem seguro para tudo. Outra informação que veio a público durante a tarde foi o custo de reconstrução da ponte, estimado em mais de US$ 600 milhões, de acordo com uma reportagem da Sky News. Outro comentário foi que a Aon intermediou a apólice da ponte para a sua construção, valor e substituição, mas os relatórios sugerem que quaisquer reclamações contra esta deverão resultar na sub-rogação da cobertura de seguro do armador.

O alvo das reparações das perdas deve se concentrar na seguradora que faz o seguro de responsabilidade civil do navio, que é de Cingapura.A seguradora mútua marítima com sede em Londres, The Britannia P&I Club, confirmou que o Dali é segurado pelo clube para proteção e responsabilidades de indenização. A embarcação também terá cobertura de casco e carga, disseram fontes.

Os clubes individuais retêm US$ 10 milhões em qualquer reivindicação, e as reivindicações superiores a US$ 10 milhões são compartilhadas entre os clubes do grupo. O grupo também compra resseguro de excesso de perdas do grupo para cobrir até US$ 3,1 bilhões no mercado aberto. A Axa XL lidera o grupo de cobertura de excesso de perdas, segundo informações divulgadas no site do Grupo Internacional, informa o portal Business Insurance.

Excedendo US$ 30 milhões, o pool do Grupo Internacional também é ressegurado pela Hydra Insurance Co. Ltd., cativa do grupo domiciliado nas Bermudas, uma empresa de telefonia celular incorporada. Cada um dos 12 clubes do Grupo tem sua própria conta ou célula segregada, delimitando seus ativos e passivos das outras células do clube.

Em comunicado, o Synergy Marine Group, gestor da embarcação, disse que os proprietários e gestores estão cooperando plenamente com os órgãos federais e estaduais. A causa exata do incidente ainda não foi determinada, disseram, acrescentando que não houve poluição.

Segundo fontes brasileiras e citadas por diversas mídias internacionais, o que está claro é que este acidente tem o potencial de se tornar a maior perda marítima segurada de sempre, ultrapassando o custo de mais de US$ 1,5 bilhão do evento Costa Concordia, que naufragou em 2012.

Os desastres marinhos mais caros dos EUA, segundo a Insurance Business

Derramamento de óleo em águas profundas da Horizon (2010)
Custo econômico: Mais de US$ 65 bilhões. O derramamento de óleo da Deepwater Horizon no Golfo do México é um dos desastres ambientais mais devastadores da história dos EUA. A BP, a empresa petrolífera responsável, gastou milhares de milhões em limpeza, restauração ambiental, multas e compensação por perdas económicas. Lloyd’s de Londres, Partner Re e Hannover Re tinham exposição, enquanto a BP tinha alguma cobertura de seguro através da sua cativa.

Derramamento de óleo do Exxon Valdez (1989)
Custo econômico: Os custos totais estimados, incluindo limpeza, multas e liquidações do derramamento de petróleo do Exxon Valdez, foram de cerca de 7 mil milhões de dólares. O derramamento de óleo do Exxon Valdez em Prince William Sound, no Alasca, causou danos ambientais de longo prazo. A International Tanker Indemnity Association supostamente pagou US$ 400 milhões após o vazamento, com a Exxon também tendo entrado com ações sob cobertura com um limite de US$ 600 milhões.

Derramamento de óleo em Cosco Busan (2007)
Custo econômico: Mais de US$ 100 milhões. O navio porta-contêineres Cosco Busan atingiu a ponte São Francisco-Oakland Bay, derramando aproximadamente 53.000 galões de óleo combustível na Baía de São Francisco. Os custos incluíram esforços de limpeza, restauração ambiental e compensação para empresas e comunidades afetadas.

Derramamento de óleo do comerciante americano (1990)
Custo econômico: Os custos estimados de limpeza e compensação foram superiores a 50 milhões de dólares. O petroleiro American Trader derramou quase 417 mil galões de petróleo bruto na costa de Huntington Beach, Califórnia, afetando a vida marinha e as praias locais.

Corretora de seguros Alper registra alta de 31% na receita em 2023, para R$ 319 milhões

marcos couto alper segurros

A corretora de seguros Alper, cujo controle foi adquirido gestora de private equity Warburg Pincus, em novembro passado, através de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), registrou receita líquida de R$ 319 milhões em 2023, crescimento de 31,3% na comparação anual.

Marcos Aurélio Couto, CEO da Alper, celebra que, mesmo diante de um ano desafiador como 2023, a empresa alcançou grandes números tanto na receita líquida trimestral quanto na anual. “Estamos felizes em compartilhar nosso excelente resultado. Este crescimento notável é fruto de uma estratégia consolidada de forte crescimento orgânico e através de fusões e aquisições, que nos permitiu desenvolver um portfólio abrangente de soluções e seguros”.

Durante a call de resultados com investidores, explica ainda que a diversificação de portfólio conquistada pela Alper trouxe expertise em multiprodutos e crescimento acelerado da empresa no mercado, sem comprometer a rentabilidade. O crescimento orgânico chegou a 13,3% durante o ano.

O EBITDA Ajustado ficou em R$ 68,3 milhões em 2023, aumento de 29,8% em relação ao ano anterior. O grupo avançou com a estratégia de crescimento por meio de aquisições, com Ágis e TRR, a maior até o momento. No início de 2024, adquiriu a MettaSeg, quarta aquisição focada no segmento de seguro transportes.

Couto destaca que o resultado favorável que fecha 2023 representa um grande avanço na companhia na busca por oportunidades de crescimento e oferta de valor aos seus acionistas e clientes. “Temos orgulho do que construímos até aqui, chegamos a mais de mil colaboradores, 19 escritórios espalhados pelo Brasil e mais de 15 mil empresas clientes, e temos certeza que o sentimento de crescimento seguirá e será representado em números ao longo de 2024”, afirma.

A unidade de Benefícios e Previdência foi responsável no quarto trimestre de 2023 por 40,7% da receita líquida da companhia, um avanço de 48,8% em comparação com o mesmo período de 2022. No acumulado de 2023, a unidade apresenta um crescimento de 28,9% atingindo R$131,4 milhões de receita. Já o maior crescimento entre anos está na unidade de Resseguros e Specialty com aumento de 97,4% da receita líquida. O bom resultado é fruto da performance orgânica do excelente resultado da Good Winds, empresa adquirida no final de 2022.

Outros destaques foram o segmento de Risco Corporativo e Transportes, que cresceram 12,4% e 37,4%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Cada unidade somou uma receita líquida de R$ 16,9 milhões e R$ 12,2 milhões no quarto trimestre, respectivamente, fechando o acumulado de 2023 com crescimento de 39,7% e 21,9%.

Seguradoras indenizaram US$ 117 bilhões por catástrofes em 2023, informa Swiss Re

US$ 291 bilhões em perdas econômicas causadas por 332 catástrofes em 2023, com 76 mil vítimas. Deste valor, o mercado de seguros indenizou US$ 117 bilhões. As catástrofes naturais responderam por US$ 280 bilhões das perdas econômicas, principalmente, pelo terremoto devastador na Turquia e na Síria, fortes tempestades (SCS) e inundações urbanas em grande escala, que resultaram em indenizações de US$ 108 bilhões no ano passado. As catástrofes feitas pelo homem resultaram em perdas de US$ 11 bilhões e US$ 9 bilhões em indenizações.

Este é o resultado do levantamento anual feito pelo Instituto Swiss Re. Segundo o estudo, as perdas seguradas poderão duplicar nos próximos dez anos, à medida que as temperaturas subirem e os eventos climáticos extremos se tornarem mais frequentes e intensos. Portanto, medidas de mitigação e adaptação são fundamentais para reduzir o risco de catástrofes naturais.

As perdas seguradas globais decorrentes de catástrofes naturais ultrapassaram o crescimento econômico global nos últimos 30 anos. De 1994 a 2023, as perdas seguradas ajustadas pela inflação decorrentes de catástrofes naturais foram em média 5,9% ao ano, enquanto o PIB global cresceu 2,7%. Por outras palavras, nos últimos 30 anos, o peso das perdas relativas em comparação com o PIB duplicou.

“Mesmo sem uma tempestade histórica da escala do furacão Ian, que atingiu a Flórida no ano anterior, as perdas globais por catástrofes naturais em 2023 foram graves. Isto reconfirma a tendência de perdas de 30 anos que está ocorrendo. A acumulação de ativos em regiões vulneráveis a catástrofes naturais tem sido impulsionada pela acumulação de activos em regiões vulneráveis a catástrofes naturais”, comentou Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re.

“No futuro, contudo, devemos considerar algo mais: a intensificação dos riscos relacionados com o clima. Tempestades mais violentas e inundações maiores alimentadas pelo aquecimento do planeta deverão contribuir mais para as perdas. Isto demonstra quão urgente é a necessidade de ação, especialmente quando se leva em conta a inflação estruturalmente mais elevada que fez com que os custos pós-desastre disparassem”, acrescentou o economista em nota sobre a divulgação do estudo.

Moses Ojeisekhoba, CEO de Clientes e Soluções Globais da Swiss Re, afirmou que “à medida que os riscos climáticos se intensificam devido às mudanças climáticas, a avaliação de risco e os prêmios de seguro precisam acompanhar o cenário de risco em rápida evolução. Olhando para o futuro, devemos nos concentrar na redução das perdas”.

2023 foi o ano mais quente já registado e o início de 2024 está a seguir o exemplo. Manter o seguro patrimonial sustentável e acessível requer um esforço concertado por parte da indústria privada, do setor público e da sociedade em geral – não apenas para mitigar os riscos climáticos, mas para se adaptar a um mundo de clima mais intenso, destaca o CEO.

Terremoto: principal causa de perdas em 2023

A catástrofe natural mais destrutiva do ano foi o terramoto na Turquia e na Síria, em Fevereiro, com perdas seguradas estimadas em US$ 6,2 bilhões. O ano de 2023 também foi marcado por uma alta frequência de eventos, já que 142 catástrofes naturais seguradas estabeleceram um novo recorde. A maioria foi de gravidade média, resultando em perdas de US$ 1 a 5 bilhões. Houve pelo menos 30 eventos deste tipo em 2023, muito mais do que a média dos dez anos anteriores (17). Desses eventos, 21 foram tempestades, um novo recorde. O número destes eventos de gravidade média cresceu 7,5% desde 1994, quase o dobro do aumento de 3,9% nas catástrofes em geral.

Depois dos ciclones tropicais, as tempestades severas estabeleceram-se como o segundo maior perigo gerador de perdas devido às exposições causadas pela urbanização e pelo crescimento económico e populacional. As tempestades de granizo são, de longe, o principal contribuinte para as perdas seguradas, responsáveis por 50-80% de todas as perdas seguradas causadas por SCS, termo genérico para uma série de perigos, incluindo tornados, ventos em linha reta e grandes pedras de granizo.

SCS são eventos climáticos frequentemente observados que se desenvolvem quando o ar quente e úmido sobe da superfície da Terra para as camadas superiores da troposfera, levando à formação de nuvens altas, relâmpagos e trovões. Enquanto isso, parcelas de ar frio chegam à superfície da Terra, trazendo fortes rajadas de vento, chuva ou até mesmo granizo. As perdas seguradas globais da SCS acumularam um novo recorde de 64 mil milhões de dólares a nível mundial em 2023, 85% originadas nos EUA.

As perdas seguradas relacionadas com o SCS registaram o crescimento mais rápido na Europa, ultrapassando os 5 mil milhões de dólares em cada um dos últimos três anos. O risco de granizo, em particular, está a aumentar, principalmente na Alemanha, Itália e França.

O aumento da exposição devido ao crescimento econômico e populacional, à urbanização e à acumulação de riqueza continua a ser a principal força por detrás do aumento das perdas relacionadas com o SCS, e os efeitos das alterações climáticas deverão exacerbar a tendência. Outro fator são as mudanças nas vulnerabilidades de exposição, como o rápido crescimento das instalações de sistemas de energia solar nos telhados.

O primeiro passo para reduzir as perdas é reduzir o potencial de perdas através de medidas de adaptação, como a aplicação de códigos de construção, a construção de barreiras de proteção contra inundações e o desencorajamento do assentamento em áreas propensas a perigos naturais. Além disso, uma colaboração com seguradoras primárias, associações de seguros e o setor público permite uma troca de dados que é fundamental para a mitigação partilhada de riscos.

MDS Brasil compra FFC Serviços Financeiros e fortalece posição no segmento de seguros massificados

A corretora de seguros MDS Brasil anuncia a aquisição da FFC Serviços Financeiros. Essa incorporação faz parte do plano de expansão e consolidação da MDS Brasil no segmento de Affinity, composto por programas de vendas de seguros massificados através de canais de distribuição de empresas parceiras.

“A aquisição da FFC Serviços Financeiros representa um passo significativo para a MDS Brasil no fortalecimento de nossa atuação no mercado de seguros massificados. Estamos entusiasmados com a operação, que agrega à MDS Brasil novos clientes, uma renomada equipe, conhecimento e tecnologia na área”, conta Ariel Couto, CEO da MDS Brasil, em nota enviada à imprensa.

Para Thomaz Tescaro, VP de Affinity e Bancassurance da MDS Brasil, “a operação fortalece o ecossistema da MDS Brasil, que já vem atuando com destaque no segmento de seguros massificados, ao permitir a combinação do conhecimento, práticas e processos de cada empresa, em prol de se proporcionar um serviço ainda melhor aos clientes”.

A FFC Serviços Financeiros, que atua no mercado desde 2008, é conhecida por assessorar seus clientes na estruturação, implementação e gestão de programas de venda de seguros, buscando aumentar a sua lucratividade e a eficiência. A empresa possui uma sólida reputação com mais de 35 empresas atendidas e mais de 90 projetos executados em todo o país, tendo sido responsável pela geração de aproximadamente R$500 milhões em prêmios de seguros junto ao mercado no ano de 2023.

Os sócios fundadores, André Feltrin, José Eduardo Fadul e Roberto Coelho, além do atual General Manager Pedro Gutemberg, se juntam ao time executivo da MDS Brasil e seguem à frente da operação.

“Estamos muito felizes com a concretização dessa operação com a MDS Brasil.  Iniciamos um novo capítulo na história da FFC Serviços Financeiros onde, além de seguirem contando com o relacionamento e apoio que tiveram até hoje, nossos clientes passam a ter acesso também a uma gama muito maior de produtos e serviços em seguros, além do respaldo de um dos maiores grupos globais de corretagem”, dizem os executivos.

Zurich faz parceria com Zul+ para oferecer seguro automóvel

Fonte: Zurich

O aplicativo do Zul+, plataforma de serviços digitais para motoristas do grupo Estapar, está oferecendo o seguro automóvel da Seguradora Zurich para seus cerca de 5 milhões de usuários, detentores de 7 milhões de veículos cadastrados. O cliente pode pagar o seguro em até 12x sem juros no cartão de crédito ou 10x sem juros no cartão de débito. 

Com a iniciativa, fruto da parceria recém-estabelecida entre a seguradora e a corretora Zul+, todo o processo, desde a cotação até a renovação, pode ser realizado pelo aplicativo de forma rápida e descomplicada. 

O Zul+ se propõe a ser ‘O melhor aplicativo para quem dirige no país’ e está disponível gratuitamente em todo o território brasileiro, para iOS e Android. Lançado em 2017, o aplicativo passou a integrar o grupo Estapar em 2022, e já oferece funcionalidades que vão desde o parcelamento de tributos, como multas, IPVA e licenciamento, identificação de postos de recarga para carros elétricos e até tag de pedágio sem mensalidade. O pagamento da Zona Azul em São Paulo e outras 22 cidades também é um diferencial. 

“A Zurich intensificou nos últimos anos a concretização de alianças com parceiros que transitam no ambiente digital e são extremamente dedicados à experiência do cliente. É exatamente o caso do Zul+. Assim, a parceria faz parte do aprimoramento da nossa jornada junto aos corretores, visando estabelecer a melhor experiência para quem está na ponta a partir de modelos diferenciados” afirma Fábio Leme, diretor executivo de Personal Lines, Marketing & Clientes da Seguradora Zurich. 

Para contratar um seguro pelo aplicativo, basta baixar o aplicativo Zul+, que é gratuito, fazer o cadastro do veículo, tocar na opção “Seguros” e na sequência em “Fazer cotação”. Após responder um pequeno formulário, o usuário poderá escolher a melhor entre duas ou três propostas, bastando acrescentar algumas informações como a forma de pagamento. Se aprovado, o veículo já estará imediatamente com o seguro ativo.

Depois de contratado o seguro, o aplicativo carrega automaticamente a apólice e os telefones da seguradora. E o Zul+ ainda avisa quando o seguro estiver para vencer, evitando que o cliente esqueça da renovação e fique sem seguro. 

Para André Brunetta, diretor de Digital e Inovação da Estapar, “ao oferecer ao segurado preços competitivos e todas as informações na palma da mão, reforçamos nosso compromisso em proporcionar soluções completas e inovadoras para os motoristas brasileiros”. 

Completa Marco Antonio Gonzaga, head de Seguros e diretor técnico da Zul+ Corretora: “Apostamos em um processo de contratação inovador, simples e ágil, sem deixar de lado a proximidade com o cliente e o atendimento customizado. Neste sentido, entendemos que a parceria com a Zurich, seguradora com ampla experiência em oferecer soluções personalizadas a partir de parcerias, é altamente estratégica e contribui para atendermos aos desejos e necessidades dos nossos usuários”, finaliza.

Marsh lança Edgware, cativa especializada em riscos cibernético para atender demanda por seguro

A Marsh, corretora de seguros, consultora de risco e negócios da Marsh McLennan, lançou a Edgware Re Ltd., uma seguradora cativa do grupo que foi criada para organizações “que buscam mais controle e estabilidade em seus programas de seguro cibernético”, conta o portal Reinsurance News.

Com sede nas Bermudas, a Edgware Re é um grupo cativo exclusivamente cibernético que só fará negócios com seus membros participantes, afirmou Marsh. De acordo com a corretora de seguros, os membros participantes podem adquirir até US$ 10 milhões em seguros ou resseguros da Edgware Re com base em suas necessidades.

Ao mesmo tempo, a Marsh também confirmou que fornecerá gerenciamento cativo, resposta a incidentes, envolvimento de fornecedores e suporte de defesa de reclamações à Edgware Re. A Marsh explicou que a criação da nova seguradora cativa do grupo ocorre após um período volátil de preços de seguros cibernéticos e modificação de cobertura.

Para ajudar a estabilizar estes efeitos, a Edgware Re utilizará os formulários de política cibernética da Marsh, reunirá riscos e prêmios cibernéticos dos participantes, absorverá as suas perdas e promoverá o intercâmbio de melhores práticas de segurança cibernética, confirmou a Marsh. Um fator importante a ser observado é que os membros participantes terão direito a dividendos em caso de rentabilidade necessária.

“À medida que a escala, a frequência e o impacto econômico dos eventos cibernéticos continuam a crescer, as organizações devem reconsiderar e otimizar regularmente as suas estratégias de risco cibernético. A Edgware Re é um ótimo exemplo de como a Marsh trabalha com seus clientes para usar sua própria capacidade para criar um programa de seguro sustentável que melhor atenda às suas necessidades no mercado atual”, comentou Tom Reagan, líder global de práticas cibernéticas da Marsh Speciality.

Ellen Charnley, presidente da Marsh Captive Solutions, acrescentou que o mercado de seguros cativos é uma alternativa comprovada de financiamento de risco para organizações que desejam assumir maior controle de seus riscos e obter maior flexibilidade e proteção financeira. “A Edgware Re oferece aos seus participantes o potencial para preços e controle mais estáveis, acesso às melhores práticas compartilhadas e potencial participação nos lucros; e é a mais recente inovação cativa da Marsh após o recente lançamento do ReadyCell.”

A Marsh lançou o ReadyCell em janeiro. A corretora de seguros descreveu o ReadyCell como uma solução de financiamento de risco que “permite que organizações de todos os tamanhos abram rapidamente sua própria seguradora e assumam maior controle de seu gerenciamento de risco”.

Tokio Marine patrocina o Conexão SíndicoNet 2024

Fonte: Tokio

A Tokio Marine Seguradora é uma das patrocinadoras do Conexão SíndicoNet 2024, o principal evento do ecossistema condominial no País. O encontro, que é organizado pela plataforma especializada SíndicoNet, acontece no dia 20 de abril, no Centro de Convenção do Expo Center Norte, em São Paulo, e reunirá mais de 40 expositores e especialistas para debaterem as principais tendências e desafios para esse mercado. Nesta edição, são esperados mais de mil participantes, entre síndicos e administradores de condomínios.

Durante o evento, a Companhia terá um estande para receber Parceiros de Negócios e convidados. O apoio ao Conexão SíndicoNet consolida o posicionamento da Tokio Marine como a principal Seguradora desse segmento. Atualmente, a Seguradora é líder no mercado de Seguro Condomínio no País e registrou crescimento de 55,8% em 2023 nesse setor.

“O Conexão SíndicoNet é o maior evento do mercado condominial e promove debates relevantes com grandes nomes desse segmento. Por isso, para a Tokio Marine, é uma grande oportunidade de posicionar ainda mais a Companhia como uma resolvedora chave na gestão condominial junto a outros players de forte reputação”. comenta Magda Truvilhano, Superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine.

Coface afirma que transição energética tem potencial de impulsionar os negócios da América Latina com os EUA

Fonte: Coface

A constatação é da Coface, líder global de seguro de crédito e pioneira em serviços de informações comerciais, que apresentou amplo estudo sobre a situação dos EUA e seus impactos para a economia dos países latino-americanos.

De acordo com Patricia Krause, economista para a América Latina da Coface, a região tem a vantagem de ser um continente rico na produção de matérias primas demandadas para a transição energética (tais como o lítio e o cobre) e tem o potencial de atrair interesse dos Estados Unidos. Além disso, o continente conta também com uma matriz energética relativamente limpa.

Em sua apresentação, a economista lembrou que, além disso, os latino-americanos contam com a proximidade geográfica com os EUA e têm relativa calma geopolítica, itens que os habilitam a ser parceiros de destaque na estratégia de “near/friedshoring” (prática de negócios em se adquire produtos e serviços e se estabelecem parcerias com países próximos geograficamente e/ou com relações amistosas).

“Os países da América Latina devem aproveitar as vantagens trazidas por essas oportunidades”, afirmou Patricia Krause. “Não se deve esquecer, no entanto, que o resultado das eleições nos Estados Unidos pode influenciar as tendências”.

Já Ruben Nizard, economista da Coface na América do Norte, destacou também que a inflação tem apresentado uma queda nos Estados Unidos, atingindo uma taxa anual de 3,2% em fevereiro, mas que ainda está acima do nível desejado de 2%. Com isso, a previsão é que o Federal Reserve só comece a cortar a taxa básica de juros em meados deste ano.

Por outro lado, lembra Nizard, a economia norte-americana apresenta números encorajadores, como o impulso ao consumo proveniente do excesso de poupança das famílias, que continua em níveis elevados mesmo depois de ter caído de um pico de US$ 2,2 trilhões em meados de 2022 para menos de US$ 700 bilhões. Além disso, oconsumo deverá continuar a crescer com a resiliência demonstrada pelo mercado de trabalho.

Patricia Krause destacou na apresentação que, apesar das perspectivas positivas, existe a tendência de redução do ritmo de crescimento econômico na América Latina: ” O Brasil deve crescer 1,7% este ano, em comparação com os 2,9% de 2023, situação que se repete por exemplo no México, com aumento do PIB previsto de 2,5% (contra 3,2% no ano passado). E há também a contração na Argentina, que deve ter queda 2,5%, depois do recuo de 1,6% em 2023″.

O ritmo menor de crescimento deve acontecer também nos Estados Unidos e na China, que são os dois maiores mercados para exportação dos países latino-americanos. Segundo o estudo da Coface, há ainda o impacto na América Latina das taxas reais de juros, que continuam elevadas apesar de os bancos centrais, em geral, apresentarem a tendência de continuar reduzindo as taxas básicas.

Em sua apresentação, Patrícia Krause recordou também que os Estados Unidos são o país que mais faz investimentos diretos da América Latina e que essa participação vem crescendo, passando da fatia de 26% do total no período 2015-2019 para 38% em 2022.