Zurich faz parceria com Zul+ para oferecer seguro automóvel

Fonte: Zurich

O aplicativo do Zul+, plataforma de serviços digitais para motoristas do grupo Estapar, está oferecendo o seguro automóvel da Seguradora Zurich para seus cerca de 5 milhões de usuários, detentores de 7 milhões de veículos cadastrados. O cliente pode pagar o seguro em até 12x sem juros no cartão de crédito ou 10x sem juros no cartão de débito. 

Com a iniciativa, fruto da parceria recém-estabelecida entre a seguradora e a corretora Zul+, todo o processo, desde a cotação até a renovação, pode ser realizado pelo aplicativo de forma rápida e descomplicada. 

O Zul+ se propõe a ser ‘O melhor aplicativo para quem dirige no país’ e está disponível gratuitamente em todo o território brasileiro, para iOS e Android. Lançado em 2017, o aplicativo passou a integrar o grupo Estapar em 2022, e já oferece funcionalidades que vão desde o parcelamento de tributos, como multas, IPVA e licenciamento, identificação de postos de recarga para carros elétricos e até tag de pedágio sem mensalidade. O pagamento da Zona Azul em São Paulo e outras 22 cidades também é um diferencial. 

“A Zurich intensificou nos últimos anos a concretização de alianças com parceiros que transitam no ambiente digital e são extremamente dedicados à experiência do cliente. É exatamente o caso do Zul+. Assim, a parceria faz parte do aprimoramento da nossa jornada junto aos corretores, visando estabelecer a melhor experiência para quem está na ponta a partir de modelos diferenciados” afirma Fábio Leme, diretor executivo de Personal Lines, Marketing & Clientes da Seguradora Zurich. 

Para contratar um seguro pelo aplicativo, basta baixar o aplicativo Zul+, que é gratuito, fazer o cadastro do veículo, tocar na opção “Seguros” e na sequência em “Fazer cotação”. Após responder um pequeno formulário, o usuário poderá escolher a melhor entre duas ou três propostas, bastando acrescentar algumas informações como a forma de pagamento. Se aprovado, o veículo já estará imediatamente com o seguro ativo.

Depois de contratado o seguro, o aplicativo carrega automaticamente a apólice e os telefones da seguradora. E o Zul+ ainda avisa quando o seguro estiver para vencer, evitando que o cliente esqueça da renovação e fique sem seguro. 

Para André Brunetta, diretor de Digital e Inovação da Estapar, “ao oferecer ao segurado preços competitivos e todas as informações na palma da mão, reforçamos nosso compromisso em proporcionar soluções completas e inovadoras para os motoristas brasileiros”. 

Completa Marco Antonio Gonzaga, head de Seguros e diretor técnico da Zul+ Corretora: “Apostamos em um processo de contratação inovador, simples e ágil, sem deixar de lado a proximidade com o cliente e o atendimento customizado. Neste sentido, entendemos que a parceria com a Zurich, seguradora com ampla experiência em oferecer soluções personalizadas a partir de parcerias, é altamente estratégica e contribui para atendermos aos desejos e necessidades dos nossos usuários”, finaliza.

Marsh lança Edgware, cativa especializada em riscos cibernético para atender demanda por seguro

A Marsh, corretora de seguros, consultora de risco e negócios da Marsh McLennan, lançou a Edgware Re Ltd., uma seguradora cativa do grupo que foi criada para organizações “que buscam mais controle e estabilidade em seus programas de seguro cibernético”, conta o portal Reinsurance News.

Com sede nas Bermudas, a Edgware Re é um grupo cativo exclusivamente cibernético que só fará negócios com seus membros participantes, afirmou Marsh. De acordo com a corretora de seguros, os membros participantes podem adquirir até US$ 10 milhões em seguros ou resseguros da Edgware Re com base em suas necessidades.

Ao mesmo tempo, a Marsh também confirmou que fornecerá gerenciamento cativo, resposta a incidentes, envolvimento de fornecedores e suporte de defesa de reclamações à Edgware Re. A Marsh explicou que a criação da nova seguradora cativa do grupo ocorre após um período volátil de preços de seguros cibernéticos e modificação de cobertura.

Para ajudar a estabilizar estes efeitos, a Edgware Re utilizará os formulários de política cibernética da Marsh, reunirá riscos e prêmios cibernéticos dos participantes, absorverá as suas perdas e promoverá o intercâmbio de melhores práticas de segurança cibernética, confirmou a Marsh. Um fator importante a ser observado é que os membros participantes terão direito a dividendos em caso de rentabilidade necessária.

“À medida que a escala, a frequência e o impacto econômico dos eventos cibernéticos continuam a crescer, as organizações devem reconsiderar e otimizar regularmente as suas estratégias de risco cibernético. A Edgware Re é um ótimo exemplo de como a Marsh trabalha com seus clientes para usar sua própria capacidade para criar um programa de seguro sustentável que melhor atenda às suas necessidades no mercado atual”, comentou Tom Reagan, líder global de práticas cibernéticas da Marsh Speciality.

Ellen Charnley, presidente da Marsh Captive Solutions, acrescentou que o mercado de seguros cativos é uma alternativa comprovada de financiamento de risco para organizações que desejam assumir maior controle de seus riscos e obter maior flexibilidade e proteção financeira. “A Edgware Re oferece aos seus participantes o potencial para preços e controle mais estáveis, acesso às melhores práticas compartilhadas e potencial participação nos lucros; e é a mais recente inovação cativa da Marsh após o recente lançamento do ReadyCell.”

A Marsh lançou o ReadyCell em janeiro. A corretora de seguros descreveu o ReadyCell como uma solução de financiamento de risco que “permite que organizações de todos os tamanhos abram rapidamente sua própria seguradora e assumam maior controle de seu gerenciamento de risco”.

Tokio Marine patrocina o Conexão SíndicoNet 2024

Fonte: Tokio

A Tokio Marine Seguradora é uma das patrocinadoras do Conexão SíndicoNet 2024, o principal evento do ecossistema condominial no País. O encontro, que é organizado pela plataforma especializada SíndicoNet, acontece no dia 20 de abril, no Centro de Convenção do Expo Center Norte, em São Paulo, e reunirá mais de 40 expositores e especialistas para debaterem as principais tendências e desafios para esse mercado. Nesta edição, são esperados mais de mil participantes, entre síndicos e administradores de condomínios.

Durante o evento, a Companhia terá um estande para receber Parceiros de Negócios e convidados. O apoio ao Conexão SíndicoNet consolida o posicionamento da Tokio Marine como a principal Seguradora desse segmento. Atualmente, a Seguradora é líder no mercado de Seguro Condomínio no País e registrou crescimento de 55,8% em 2023 nesse setor.

“O Conexão SíndicoNet é o maior evento do mercado condominial e promove debates relevantes com grandes nomes desse segmento. Por isso, para a Tokio Marine, é uma grande oportunidade de posicionar ainda mais a Companhia como uma resolvedora chave na gestão condominial junto a outros players de forte reputação”. comenta Magda Truvilhano, Superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine.

Coface afirma que transição energética tem potencial de impulsionar os negócios da América Latina com os EUA

Fonte: Coface

A constatação é da Coface, líder global de seguro de crédito e pioneira em serviços de informações comerciais, que apresentou amplo estudo sobre a situação dos EUA e seus impactos para a economia dos países latino-americanos.

De acordo com Patricia Krause, economista para a América Latina da Coface, a região tem a vantagem de ser um continente rico na produção de matérias primas demandadas para a transição energética (tais como o lítio e o cobre) e tem o potencial de atrair interesse dos Estados Unidos. Além disso, o continente conta também com uma matriz energética relativamente limpa.

Em sua apresentação, a economista lembrou que, além disso, os latino-americanos contam com a proximidade geográfica com os EUA e têm relativa calma geopolítica, itens que os habilitam a ser parceiros de destaque na estratégia de “near/friedshoring” (prática de negócios em se adquire produtos e serviços e se estabelecem parcerias com países próximos geograficamente e/ou com relações amistosas).

“Os países da América Latina devem aproveitar as vantagens trazidas por essas oportunidades”, afirmou Patricia Krause. “Não se deve esquecer, no entanto, que o resultado das eleições nos Estados Unidos pode influenciar as tendências”.

Já Ruben Nizard, economista da Coface na América do Norte, destacou também que a inflação tem apresentado uma queda nos Estados Unidos, atingindo uma taxa anual de 3,2% em fevereiro, mas que ainda está acima do nível desejado de 2%. Com isso, a previsão é que o Federal Reserve só comece a cortar a taxa básica de juros em meados deste ano.

Por outro lado, lembra Nizard, a economia norte-americana apresenta números encorajadores, como o impulso ao consumo proveniente do excesso de poupança das famílias, que continua em níveis elevados mesmo depois de ter caído de um pico de US$ 2,2 trilhões em meados de 2022 para menos de US$ 700 bilhões. Além disso, oconsumo deverá continuar a crescer com a resiliência demonstrada pelo mercado de trabalho.

Patricia Krause destacou na apresentação que, apesar das perspectivas positivas, existe a tendência de redução do ritmo de crescimento econômico na América Latina: ” O Brasil deve crescer 1,7% este ano, em comparação com os 2,9% de 2023, situação que se repete por exemplo no México, com aumento do PIB previsto de 2,5% (contra 3,2% no ano passado). E há também a contração na Argentina, que deve ter queda 2,5%, depois do recuo de 1,6% em 2023″.

O ritmo menor de crescimento deve acontecer também nos Estados Unidos e na China, que são os dois maiores mercados para exportação dos países latino-americanos. Segundo o estudo da Coface, há ainda o impacto na América Latina das taxas reais de juros, que continuam elevadas apesar de os bancos centrais, em geral, apresentarem a tendência de continuar reduzindo as taxas básicas.

Em sua apresentação, Patrícia Krause recordou também que os Estados Unidos são o país que mais faz investimentos diretos da América Latina e que essa participação vem crescendo, passando da fatia de 26% do total no período 2015-2019 para 38% em 2022.

Hero Seguros reforça equipe de liderança com Claudia Pinheiro como diretora de grandes contas

A Hero Seguros, plataforma de seguros digital, contratou Claudia Pinheiro como diretora de grandes contas. Com mais de 30 anos de experiência no setor, Claudia traz consigo um histórico na gestão de negócios B2B e B2C nos setores de serviços financeiros, turismo, varejo e rede de franquias, passando por companhias como CVC Corp, Banco Carrefour e Banco Fibra.

Claudia Pinheiro se une à equipe de liderança da Hero Seguros junto com a Luciana Volante, atual CMO (Chief Marketing Officer) e diretora comercial do segmento de viagens. A contratação reforça o crescimento e consolidação da companhia no mercado, no qual já possui mais de 8% de market share, segundo nota enviada à imprensa.

O desafio de Claudia é colocar ainda mais foco na gestão e expansão dos multicanais de atuação, como instituições financeiras, empresas de telecomunicações, operadores e consolidadores turísticos, comparadores online, cadeia turística de agências e emissores de viagens, além do mercado de corretores de seguros.

Na liderança de grandes contas Claudia será responsável por dar continuidade na gestão de parcerias estratégicas da companhia como Banco BTG Pactual, Ciclic, Seguros Promo e ainda conquistar novos parceiros. Já Luciana segue na liderança do marketing e dá continuidade a expansão e presença da Hero no segmento de viagens, canal relevante na estratégia de expansão e crescimento.

Os fundadores e CEOs da Hero Seguros Raphael Swierczynski e Guilherme Wroclawski comemoram a chegada da Claudia por ser uma profissional reconhecida por sua capacidade de gerir equipes de alta performance e construção de relacionamentos sólidos com clientes e parceiros.

Prudential do Brasil lança produto exclusivo para doenças tropicais

A Prudential do Brasil informou que lança neste mês um produto que garante indenização em caso de diagnósticos de dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Denominado Doenças Tropicais, o novo produto possui duas opções de plano: individual e familiar, limitado a cinco pessoas, podendo ser cônjuge, filhos ou pais do titular da apólice.

“Estamos atentos ao cenário atual de saúde em todo país e, consequentemente, às necessidades dos nossos atuais e futuros clientes. Faz parte do nosso propósito desenvolver soluções inovadoras e capazes de apoiar a renda de milhares de famílias em momentos desafiadores. A simplicidade na contratação aliado a um custo acessível torna esse produto altamente atrativo”, afirma o vice-presidente de Marketing e Clientes, Carlos Cortez.

Um dos diferenciais do seguro Doenças Tropicais é o pagamento de indenização em dobro para internações com tempo superior a 48 horas. Outra garantia é o pagamento de até dois benefícios por pessoa. O titular do seguro deve ter a partir de 14 anos, sem limite de idade máxima, e sem a exigência de análise de risco. A cobertura da apólice é global e o capital segurado pode chegar a R$ 4,5 mil. O produto tem contratação digital e já está disponível para comercialização.

“Disponibilizamos no mercado mais um produto pioneiro pensado exclusivamente para este momento delicado de saúde que estamos enfrentando. Há diversos benefícios para o segurado se a doença coberta for diagnosticada. No plano familiar, por exemplo, os segurados com idade inferior a 14 anos podem resgatar seu benefício em forma de reembolso e custear despesas com diárias de cuidador e até aulas particulares, em caso de ausência escolar”, explica o diretor de Produtos da Prudential do Brasil, Dennys Rosini.

No início de março, a Prudential anunciou o pagamento de indenização por morte ou internação hospitalar por dengue, após alguns decretos estaduais declararem situação epidêmica em diversas regiões do país. A decisão da companhia seguiu o compromisso adotado em 2020 quando o mundo viveu a pandemia de Covid-19. Na ocasião, a Prudential foi a primeira seguradora a anunciar o pagamento de benefícios relacionados à doença apesar da cláusula de exclusão de pandemias e epidemias. Agora, mais uma vez, a Prudential reforça seu propósito de proteção.

Seguradoras arrecadam R$ 35 bilhões em janeiro de 2024, alta de 12,5%

A arrecadação das seguradoras no primeiro mês do ano foi de R$ 35 bilhões, representando uma alta de 12,5% em relação ao primeiro mês de 2023, segundo o relatório Síntese Mensal, com dados do setor de seguros referentes ao mês de janeiro de 2024, divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

De acordo com o relatório, os valores que retornaram à sociedade somaram um total de R$ 20,74 bilhões. Como novidade, a edição apresenta, junto com as indenizações, resgates e sorteios, os benefícios pagos pelo VGBL e pelos produtos de previdência, dando maior fidedignidade aos valores que retornam à sociedade por meio dos produtos do setor.

Além disso, em janeiro deste ano, os seguros de danos movimentaram R$10,65 bilhões, um crescimento de 5,4% na arrecadação de prêmios, quando comparado a janeiro de 2023. Dentre os seguros de danos, um dos destaques foi o seguro fiança locatícia, com arrecadação de aproximadamente R$ 130 milhões, valor 25,8% superior ao de janeiro de 2023, quando foram arrecadados pouco mais R$ 103 milhões.

Com relação aos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu o montante de R$ 2,61 bilhões, valor que representa um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Também no âmbito dos seguros de pessoas, a arrecadação do VGBL teve um crescimento de 18,8% em relação a janeiro do ano passado.

Outro produto de acumulação que também foi destaque de crescimento no primeiro mês de 2024 foi o PGBL, com alta de 18,6% em relação a janeiro de 2023.

Projeções para 2024

A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) estimou em coletiva realizada no ano passado crescimento de 11,7% do setor segurador em 2024. O destaque para esta expansão é o segmento de Danos e Responsabilidades, que deve subir 16,8%, enquanto a Capitalização deve avançar 13%, a Cobertura de Pessoas (seguros de Vida e Planos de Previdência) subir 8,4%, e a Saúde Suplementar aumentar 11,9%. Para 2024, há previsões otimistas para o segmento Rural, com uma estimativa de aumento de 23,1%. Automóvel e o seguro de Crédito também seguem com taxas positivas de crescimento, de 16% e 20%, respectivamente.

Marcio Coriolano, ex-presidente da CNseg, em seu artigo no LinkedIn, alerta que não se pode comparar os 9% de crescimento de dezembro de 2023 com os 12,5% de janeiro de 2024. “Os 9% foi de crescimento de janeiro a dezembro de 2024 contra janeiro a dezembro de 2023. E os 12,5% foi apenas de janeiro de 2024 contra janeiro de 2023. Então, o correto, sempre, é comparar 12 meses contra 12 meses anteriores até o mês em questão, resultando num indicador de 8,6% anualizados em janeiro.

Coriolano também destaca que sendo o primeiro mês do exercício, ainda não é possível antecipar qualquer tendência para os meses à frente, tudo dependendo da resposta do setor de seguros ao ambiente macro  e microeconômico do País, especialmente às recentes medidas governamentais de estímulo à atividade seguradora.

“Na ausência de dados de quantidades de itens, permanece difícil diagnosticar se o efeito desta redução do mês atual contra o último mês foi decorrente de demanda efetiva ou de preços dos seguros (tarifação e reajustes), o que somente poderá ser explicado quando o SRO – Sistema de Registro de Operações, da SUSEP, passar à sua plena vigência”, acrescenta Coriolano.

Código Civil passa por ‘reforma’ que pode mudar regras no setor de seguros

por Gilmara Santos

Uma comissão de juristas está debruçada na atualização e na revisão do Código Civil brasileiro. O objetivo, de acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, é suprir lacunas de normas antigas, criadas há ao menos 20 anos, e que não fazem mais sentido nos dias atuais.

Entre os pontos apresentados no relatório final da comissão de atualização do Código Civil, que foi apresentado no final do mês de fevereiro, especialistas destacam as alterações relacionadas ao setor de seguros.

O advogado Marcelo Roitman, sócio da área de contratual e disputas cíveis do escritório PLKC Advogados, considera que o projeto busca aperfeiçoar a hipótese de perda do direito ao prêmio (valor pago à seguradora), quando o próprio segurado agravar o risco contratado contribuindo para a ocorrência do dano protegido. “Essa ideia não é nova, uma vez que já que era prevista no Código Civil de 1916, que foi substituída pelo Código de 2002, agora objeto da rea”, explica Rotiman.

De acordo com o especialista, o texto do projeto procurou, mesmo que ainda de maneira genérica, qualificar o agravamento, ao disciplinar que ele deve ser intencional e relevante para a ocorrência do sinistro. “Caberá ao Judiciário, em cada caso concreto, avaliar a intenção do segurado e a relevância do ato para conceder ou negar a indenização securitária”, diz.

O advogado Thiago Junqueira, professor de direito dos seguros da FGV e sócio do escritório CGV Advogados, destaca ainda a proposta de diferenciação entre os seguros de grandes riscos (chamados de paritários e simétricos pela rea) dos seguros massificados.

“Essa diferenciação se alinha à Lei de Liberdade Econômica e à Resolução CNSP nº 407/2021, que dispõe sobre os princípios e as características gerais para a elaboração e a comercialização de contratos de seguros de danos para cobertura de grandes riscos”, afirma o advogado. Ele lembra que a resolução está sendo questionada no STF (Supremo Tribunal Federal). No entanto, diz o advogado, seu conteúdo é amplamente reconhecido e segue o exemplo de outros países que também estipulam a diferença de tratamento entre as duas categorias de seguro, a exemplo de Espanha, Portugal, França, Alemanha, Argentina, Chile e Colômbia.

“Trata-se de avanço considerável e não abarcado pelo Projeto de Lei nº 29/2017, uma vez que os seguros de grandes riscos, diferentemente dos massificados, presumidamente assimétricos, permitem uma liberdade mais ampla na elaboração de cláusulas do contrato de seguro, pressupondo uma paridade entre as partes e visando ao melhor interesse de ambos”, considera Junqueira.

O advogado Marcos Poliszezuk, sócio do escritório Poliszezuk Advogados, lista as principais atualizações que estão em discussão:

  • Alterações referentes à dinâmica da mora (atraso no pagamento de uma dívida);
  • Mudanças no agravamento do risco;
  • Prazo específico para comunicação do sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro);
  • Inclusão de dispositivos sobre regulação de sinistros;
  • Mudanças na sub-rogação (direito que a seguradora tem de cobrar o responsável ou causador dos prejuízos) para grandes riscos quando prevista a arbitragem;
  • Alteração no seguro de responsabilidade civil, especialmente, no que se refere à relativização da vedação para a celebração de acordo com o segurado e a inclusão de artigo para prever, expressamente, a possibilidade de ação direta;
  • Mudança nos seguros de pessoas, com a inclusão de hipóteses de premoriência (morte do herdeiro antes do autor da herança) e comoriência (quando 2 ou mais pessoas morrem ao mesmo tempo e não é possível concluir qual delas morreu primeiro), além da menção a herdeiros testamentários quanto à parte de beneficiários;
  • Inclusão de artigo acerca do capital segurado não sujeito às dívidas do segurado ou à herança para todos os efeitos de direito, disposição essa não aplicável para os valores transferidos a terceiros beneficiários, quando resultantes de aportes feitos em razão de planos de benefícios contratados com entidade de previdência privada complementar aberta.

Liberty Speciality Markets nomeia executiva de guerra e terrorismo para AL

Anabella Frontado liberty

A Liberty Speciality Markets, parte do Liberty Mutual Insurance Group, nomeou na sexta-feira Anabella Frontado para o cargo recém-criado de chefe de guerra e terrorismo, nos EUA e na América Latina.

A executiva, que mora em Miami, se reportará a William Goldberg, chefe de gabinete, LSM EUA e América Latina, e Mike Burle, chefe global interino de guerra e terrorismo.

Anabella ingressou na Liberty Specialty Markets em 2011 e, mais recentemente, foi diretora de subscrição de guerra e terror na América do Norte.

Chubb deve cobrir defesa de ação coletiva do evento SXSW cancelado pela pandemia

chubb compra hartford

As ações contra seguradoras que negaram pagamentos durante a pandemia seguem com mudanças em tribunais. Na semana passada, o Tribunal de Apelações do 5º Circuito dos EUA reverteu a vitória de uma unidade da Chubb contra a SXSW LLC sobre a defesa e cobertura de um acordo de mais de US$ 1 milhão para resolver uma ação coletiva sobre o cancelamento do festival de música South by Southwest, com sede em Austin, Texas em 2020.

O painel do tribunal de apelações de três juízes, no caso SXSW LLC v. Federal Insurance Co., discordou da conclusão do juiz de primeira instância de que uma exclusão de contrato e uma exclusão de serviços profissionais na apólice do SXSW da cobertura federal barravam.

Dois detentores de ingressos processaram o anfitrião do festival de música em abril de 2020, depois que ele se recusou a reembolsar os custos dos ingressos após o cancelamento do evento devido à pandemia de COVID-19. Os demandantes principais alegaram reclamações por quebra de contrato, enriquecimento sem causa e conversão. O processo foi resolvido em fevereiro de 2022, mostram os registros do tribunal.

O SXSW processou a Federal em outubro de 2021, após esta se recusar a defendê-la contra o processo. Cada uma das partes apresentou moções de julgamento sumário, e o juiz de primeira instância decidiu que, embora a ação coletiva buscasse uma perda coberta, as exclusões na apólice da unidade da Chubb impediam a cobertura.

Ao reverter a decisão do juiz de primeira instância, o painel do tribunal de apelações concluiu que a exclusão do contrato não se aplicava porque as reivindicações dos demandantes da ação coletiva não se limitavam ao contrato de compra do SXSW. O painel também concluiu que a exclusão de serviços profissionais era inaplicável porque o reembolso de bilhetes por parte do anfitrião do festival não é um serviço profissional.

Os representantes dos partidos não responderam aos pedidos de comentários feitos pela Business Insurance.

Em 2021 a Penske MediaCorp (PMC) comprou o controle do SXSW. Em 2020, o festival que acontece em Austin (EUA), sofreu um duro golpe financeiro após ser cancelado de última hora devido à pandemia de covid-19. As apólices de seguro não cobriam o cancelamento por causa de pandemia, e isso resultou em prejuízo de milhões de dólares.

Se a moda pegar, o setor de seguros poderá registrar volumosos pedidos de indenizações negados por conta da Covid-19.