Grupo Bradesco Seguros lança plataforma com mais de 100 cursos gratuitos

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

Fonte: Bradesco Seguros

O grupo Bradesco Seguros lança, em 04 de junho, o “Espaço Universeg”, uma plataforma que reúne mais de 100 cursos sobre temas diversos, entre eles: educação financeira e em seguros, saúde mental, sustentabilidade, alta performance e muitos outros. Disponível gratuitamente, a ferramenta pode ser acessada por todos que buscam atualização e desenvolvimento pessoal e profissional.

“A plataforma nasceu para cumprir um papel fundamental em nossa estratégia de contribuir com o desenvolvimento das pessoas. Para ofertarmos conteúdos de maneira assertiva, realizamos uma pesquisa online em todo o país para entender os principais temas pesquisados pelos brasileiros e pautar os conteúdos que seriam disponibilizados.

Dentre os achados, identificamos que 57% pesquisam sobre desenvolvimento pessoal/profissional; 56% sobre educação financeira; 49% sobre saúde mental; e 32% sobre seguros/proteção pessoal e patrimonial. A partir disso, conseguimos entregar uma experiência completa para os usuários, abordando assuntos que sejam do interesse de todos”, diz Valdirene Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros. 

Entre os conteúdos disponíveis estão também os cursos preparatórios para as certificações CPA10, CPA20, CEA (Certificações Profissionais oferecidas pela ANBIMA); cursos sobre o uso de programas, tais como Microsoft Word e Excel; além de conteúdos como construção de marcas no LinkedIn, finanças, negócios sustentáveis e qualidade de vida. A plataforma também oferece cursos voltados para área de seguros, organização financeira, previdência privada, entre outros temas. 

Todos os conteúdos podem ser acessados no site: www.espacouniverseg.com.br

Em caso de dúvidas, entrem em contato com espacouniverseg@bradescoseguros.com.br

Defensoria pede R$ 10 milhões por danos coletivos em carros deixados no Estapar de Porto Alegre

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul ajuizou uma ação civil pública pedindo reparação para clientes das empresas ligadas ao gerenciamento do estacionamento no local. Pede R$10 milhões por danos coletivos, além de reparações por quatro tipos de danos individuais para a Estapar e a conveniada Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais. A ação foi ajuizada em tutela de urgência.

A Estapar afirma que ainda não foi acionada pelo Defensoria, mas diz estar à disposição para esclarecimentos necessários. A Porto Seguro diz que ‘‘todos os sinistros veiculares decorrentes de alagamentos avisados e com apólices vigentes no Rio Grande do Sul foram e serão indenizados, incluindo os veículos segurados que estavam localizados nos estacionamentos da Estapar.’’ A empresa, porém, ressalta que ‘‘não é seguradora do espaço afetado no aeroporto Salgado Filho.’’

Nesta terça-feira, os proprietários puderam começar a retirar seus veículos dos estacionamentos do Aeroporto Salgado Filho. Aqueles que ficaram no térreo ficaram completamente submersos pelo alto volume de água que inundou o local. Muitos deles precisaram ser retirados com guincho por não estarem mais funcionando. A busca dos carros está sendo escalonada. Nos dias pares, podem ser retirados os carros que têm placa com final par e, nos impares, aqueles de placa ímpar.

A Defensoria estima que cerca de 2 mil veículos tenham sido deixados nos estacionamentos do aeroporto e no pátio do Hotel Deville Prime, ambos na zona norte da capital gaúcha, uma das regiões mais atingidas e que ficou debaixo d’água por mais tempo. A Estapar diz que não está divulgando este número.

“Eles comunicaram aos consumidores às 22h50 do dia 3 de maio, depois que o próprio aeroporto já tinha fechado às 20h30. Um comunicado que chegou totalmente a destempo, porque muitos não tinham mais condições de se deslocar até o local. Foi uma conduta que não minorou os danos, por isso, entendemos que a calamidade não isenta a responsabilidade da fornecedora neste caso”, diz.

Indústria mundial de seguros registra arrecadação de € 6,2 trilhões, revela estudo da Allianz

vendas mundiais de seguros 2023 allianz


De acordo com o relatório da Allianz Global Insurance, a indústria global de seguros cresceu cerca de 7,5% em 2023, registando o crescimento mais rápido desde 2006. No total, as seguradoras de todo o mundo arrecadaram € 6,2 trilhões em prêmios de seguros de vida (€ 2,6 trilhões), de bens de consumo (€ 2,1 trilhão) e de saúde (€ 1,4 trilhões).

Segundo estudo da Allianz, nos últimos três anos a receita global de prêmios aumentou € 1,1 trilhão ou 21,5%. Contudo, o desenvolvimento robusto deve ser visto num contexto de inflação elevada. Em termos reais, portanto, o quadro é menos impressionante. Os prêmios reais quase estagnaram, avançando apenas 0,7% desde 2020.

Em contraste com 2022, quando o aumento global dos prêmios foi impulsionado principalmente pelo segmento de bens e serviços, o crescimento em 2023 foi mais equilibrado. Todos os três segmentos registraram aumentos bastante semelhantes, com vida em 8,4%, bens e serviços em 7% e saúde em 6,6%.

A recuperação do segmento vida – que cresceu apenas 3,1% em 2022 – é impulsionada principalmente pela Ásia (+14,9%), o maior mercado vida do mundo, com uma quota de mercado global de 39,0%. Em P&C, a América do Norte (+7,1%) permaneceu de longe o maior mercado (participação de mercado global: 54,2%).

Embora em muitas outras indústrias os mercados tradicionais estejam perdendo relevância face aos novos mercados emergentes, a indústria global de seguros ainda é dominada pelos EUA. Na verdade, ao longo da última década, o mercado de seguros dos EUA poderá até aumentar a sua quota de mercado global, dos já impressionantes 41,3% para impressionantes 44,2%. No entanto, outros mercados “antigos” como a Europa Ocidental (-6,7 pp) e o Japão (-2,8 pp) desenvolveram-se mais ou menos como esperado, perdendo quota de mercado, principalmente para a China, que poderia quase duplicar a sua quota global para 10,6%.

À medida que os riscos aumentam em todo o mundo, os limites da segurabilidade entram em foco. Medidas preventivas, novas tecnologias e parcerias inteligentes podem alterar os limites da segurabilidade, mas não podem eliminá-los. A insegurabilidade deve ser respeitada. A pretensão de segurabilidade – através de preços artificialmente baixos e não adequados ao risco – leva a uma exposição excessiva ao risco e a montantes de perdas cada vez maiores.

Os compromissos entre acessibilidade e segurabilidade – ou, de forma mais geral, entre os nossos estilos de vida atuais e sustentáveis ​​– ainda podem ser resolvidos; mas os compromissos necessários não serão dolorosos nem gratuitos. Em última análise, dominar a crise climática não é apenas uma questão de política e dinheiro, mas de responsabilidade individual.

“Um mundo não segurável seria não apenas um mundo que não conseguisse lidar com as alterações climáticas, mas também uma metáfora para um fracasso ético coletivo, onde cada indivíduo se esquiva à sua obrigação moral de reduzir as emissões de carbono”, ressaltam os autores do estudo.

Durante a próxima década, espera-se que o mercado global de seguros cresça a uma taxa anual de 5,5%, ou seja, exatamente à mesma taxa que o PIB global. No total, o conjunto global de prêmios deverá aumentar em quase 5 trilhões de euros. Nas décadas anteriores, o crescimento dos seguros ficou atrás do crescimento econômico.

Os pesos dos três segmentos mudarão. O segmento de P&C crescerá 4,7% ao ano, após 5% a.a. nos últimos dez anos, à medida que os aumentos de preços relacionados com a inflação se desvanecerem. O segmento de saúde também deverá crescer um pouco mais devagar – mas a 7,3% ao ano, o aumento continua elevado. Em contrapartida, o segmento vida poderá crescer 5,1% a.a. (acima de 3,5% a.a.), beneficiando-se de taxas de juros mais elevadas.

A maior parte deste crescimento ocorrerá no segmento de vida (€ 1,887 triilhão), com a Ásia (sem o Japão) sendo o motor de crescimento do negócio global de vida (+7,3% ao ano). A região deverá ser responsável por metade do crescimento absoluto dos prêmios (€ 928 bilhões), mais do que a América do Norte (€ 377 bilhões) e a Europa (€ 323 bilhões) juntas. Embora a China (+7,7% ao ano) ainda domine a região em termos absolutos, o verdadeiro campeão do crescimento na próxima década será provavelmente a Índia (+13,6% ao ano).

No segmento de bens e serviços, os prêmios adicionais ascenderão a € 1,427 trilhão até 2034. Apesar do crescimento decisivamente maior na Ásia (sem Japão: 7,1% ao ano) do que na América do Norte (3,8% ao ano), em termos absolutos, esta última região irá dominam claramente: prêmios adicionais de € 584 bilhões na América do Norte versus € 376 bilhões na Ásia (sem o Japão) e € 184 bilhões na Europa Ocidental.

As boas perspectivas de prêmios não deverão levar à complacência na indústria. O maior desafio para a indústria é defender a sua relevância contra um Estado cada vez mais intrusivo. A polarização e a desigualdade crescentes ameaçam minar o tecido social. Como navegar nestes desafios, mantendo a sua relevância social como força de igualdade e unidade, é a tarefa central da indústria seguradora nos próximos anos.

A Inteligência Artificial (IA) irá perturbar as indústrias a níveis fundamentais – desde o modelo de negócio até à cadeia de valor. No entanto, poucas indústrias dependem tão profundamente da base da IA ​​– os dados – como a indústria dos seguros, tornando o domínio da IA ​​um diferencial competitivo chave no futuro. No passado, a indústria de seguros não estava exatamente na vanguarda do aumento da produtividade.

ESTADÃO: Seguro em previdência privada escapará de imposto sobre herança

Fonte: Estadão, por Bianca Lima,Mariana Carneiro,Alvaro Gribel e Daniel Weterman

O Ministério da Fazenda abriu caminho para a tributação de planos de previdência privada (PGBL e VGBL) com foco em planejamento sucessório – ou seja, que tenham natureza de aplicação financeira, e não de seguro, como antecipou o Estadão. Além disso, a equipe econômica propõe regulamentar esse tipo de taxação para os chamados “trusts”, mecanismos usados pelos super-ricos para proteger o patrimônio no exterior e reduzir a incidência de tributos nos investimentos.

Esses dois pontos atendem a um pleito dos governadores, responsáveis pelo recolhimento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), e serão incluídos no segundo projeto que regulamenta a reforma tributária, a ser enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso. O Estadão teve acesso à minuta da proposta, que ainda pode sofrer ajustes antes de ser formalmente protocolada.

No caso de PGBL e VGBL, a Fazenda propõe que a diferenciação entre aplicação financeira e seguro se dê da seguinte maneira: o que se tratar de cobertura de risco não será taxado, por ter caráter securitário. O restante ficará sujeito ao ITCMD. Isso porque parte dos planos de previdência privada tem contrato misto, incluindo um componente de seguro, como indenização por morte ou invalidez.

O contrato do plano já distingue o aporte acumulado ao longo dos anos do valor de uma eventual indenização – e é nisso que a tributação vai se basear. Por exemplo: se o pai falecido acumulou R$ 1 milhão em aportes em um PGBL, e a indenização pela sua morte é de R$ 2 milhões, o filho pagará ITCMD sobre R$ 1 milhão. Os R$ 2 milhões da indenização ficarão isentos do tributo estadual, cuja alíquota é limitada a 8%.

A mesma lógica vale para a indenização por invalidez. Os seguros de vida, por sua vez, continuarão isentos dessa taxação.

Caso essa legislação complementar seja aprovada no Congresso, caberá a cada Estado decidir se deseja ou não realizar esse tipo de cobrança sobre VGBL e PGBL – que já é aplicada por alguns governadores, ainda que isso motive questionamentos na Justiça. Em caso positivo, será necessária a aprovação de lei ordinária local, cuja vigência deverá seguir os princípios da anterioridade.

Terão de ser respeitadas tanto a anterioridade nonagesimal (só cobrar após 90 dias da publicação da lei) como a anual (no exercício seguinte) – ou seja, se aprovadas neste ano, só valeriam em 2025. O assunto também está pendente de deliberação no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo julgamento terá repercussão geral.

Atualmente, há regras e entendimentos distintos ao redor do País. Minas Gerais, por exemplo, tributa esses planos, enquanto São Paulo não taxa, e Rio de Janeiro cobra apenas sobre os PGBLs, e não sobre os VGBLs.

Taxação dos ‘trusts’ dos super-ricos

Já em relação aos “trusts” – instrumento usado pelos super-ricos para proteger o patrimônio no exterior e reduzir a incidência de impostos nos investimentos –, o projeto de lei complementar dá continuidade à regulamentação que foi iniciada no ano passado para o Imposto de Renda, que é de competência federal.

O texto atual trata da tributação estadual via ITCMD e prevê que o tributo incidirá sobre esse mecanismo em três hipóteses, que não são cumulativas. São elas: falecimento do instituidor; doação, se ocorrida durante a vida do instituidor; ou no caso de o instituidor abdicar, em caráter irrevogável, ao direito sobre uma parcela do patrimônio.

A equipe econômica, segundo apurou o Estadão, avaliou que ainda havia incertezas nesse assunto e até o entendimento de uma dupla incidência do ITCMD, por isso a necessidade da regulamentação via lei complementar.

Pela lógica desse tipo de investimento, o “trust” é considerado um “terceiro”, que recebe o aporte do instituidor como doação e administra esses bens. Portanto, havia dúvida se o ITCMD incidiria tanto no momento do aporte como também na distribuição aos beneficiários. Um dos objetivos foi eliminar o risco dessa dupla incidência.

Até o ano passado, o “trust” não era regulado no Brasil, o que gerava dúvidas interpretativas sobre a tributação e provocava insegurança jurídica. O tema acabou sendo abordado no projeto – hoje já sancionado em lei – que tratou dos fundos offshore e exclusivos, os quais concentram os investimentos da parcela mais rica do País. A medida foi um dos itens da agenda arrecadatória do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Qual Estado se beneficiará da taxação do ‘trust’?

No caso do “trust”, a competência de recolhimento do imposto seguirá as mesmas regras para herança e doação no exterior, já estabelecidas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, promulgada no fim do ano passado.

São quatro quatro regras gerais. No caso dos imóveis, o imposto será sempre recolhido no Estado onde o bem está localizado. Por exemplo: o proprietário mora nos Estados Unidos e decide doar um apartamento localizado em São Paulo ao filho que reside no Rio de Janeiro. O ITCMD será pago ao governo paulista.

Saber em qual unidade da federação o tributo será recolhido é uma informação com impacto relevante nos cofres de cada Estado, mas também no bolso do contribuinte. São Paulo, por exemplo, pratica uma alíquota única de 4%, enquanto Rio de Janeiro cobra de 4% a 8%, a depender do valor do bem transmitido.

A PEC exigiu que todos os Estados adotassem um ITCMD progressivo em relação ao valor da transmissão. Mas 12 unidades da federação ainda não se adequaram à nova regra (confira tabela acima). Em todos os casos, a alíquota máxima não pode ultrapassar 8%.

Já no caso dos bens móveis (como uma conta corrente, por exemplo), quando o doador morar fora do País, o imposto será recolhido no Estado onde reside o beneficiário da doação. Caso ele também viva no exterior, aí a competência será do Estado onde se encontra o bem.

Por fim, se os bens da herança estiverem situados no exterior, a tributação caberá ao Estado de residência do falecido. No caso de ele ser domiciliado fora do País, aí a taxação ocorrerá onde o sucessor residir.

Corretores ganham plataforma digital para capacitação gratuita e venda de seguro cibernético

Fonte: Bluecyber

A plataforma CyberBroker acaba de entrar no ar, de forma gratuita. O objetivo é cadastrar ao menos 10 mil profissionais que, por meio de uma jornada 100% digital, serão capacitados e assessorados para a oferta de seguro cibernético, aumentando o leque de produtos oferecidos a pequenas e médias empresas (PMEs), abrindo caminho para monetização da atual carteira de outros ramos.  

Desenvolvida pela Bluecyber, que tem as coberturas garantidas pela Seguros Sura, a plataforma CyberBroker oferece uma jornada totalmente digital de capacitação do corretor, que é conectada à experiência única no mercado de cotação e contratação, em que o corretor não tem qualquer trabalho operacional, focando apenas na relação com seus clientes. O seguro cibernético tem alta demanda reprimida, especialmente devido às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

Diretor de Seguros da Bluecyber, Claudio Macedo destaca que todo cliente de uma corretora é um potencial comprador de seguro cibernético. “Estamos empenhados em ajudar corretores de seguros a capitalizar esse mercado emergente. A expectativa é que o volume de apólices saia de duas mil para 70 mil emissões. Na fase inicial, estamos oferecendo planos de seguros por assinatura contra vazamento de dados e incidente digital LGPD para PMEs de até 50 colaboradores, grandes vítimas de ataques de cibercriminosos e carentes de assistência na resposta a incidentes. Mais que um seguro cibernético, os corretores venderão gestão de riscos e resolução de dores específicas do dia a dia digital. Nossos planos, em breve, incluirão licenças de antivírus profissional, help desk e monitoramento de vulnerabilidade de domínios e subdomínios para toda a empresa segurada”, explica Macedo, que faz a curadoria da plataforma.  

A plataforma CyberBroker disponibiliza também uma central de dúvidas e materiais de apoio, que ajudam o corretor a conhecer o produto e comercializá-lo, aumentando sua performance, além de um grupo no Telegram para participação dos profissionais que se cadastram na plataforma.

Capitalização paga R$ 6,8 bilhões em resgates e sorteios no primeiro trimestre

Rio de Janeiro, 27 de maio de 2024 – Cada vez mais acessados por clientes de todos os perfis, sejam pessoas físicas ou jurídicas, os Títulos de Capitalização são utilizados como instrumento de disciplina financeira e soluções para negócios, combinados com os sorteios. O segmento segue tendência de alta: no primeiro trimestre deste ano, de acordo com os dados mais recentes, divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entre resgates e sorteios foram pagos R$ 6,82 bilhões à sociedade, totalizando uma evolução de 18,3%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Isso significa um importante volume incrementado à economia do país.

Ao analisar as modalidades da Capitalização, a Tradicional permanece com o melhor resultado, alcançando R$ 5,4 bilhões, uma participação de 74,19%, em relação às demais modalidades. A Filantropia Premiável aparece em segundo lugar, com R$ 830 milhões. A confiança dos clientes nessa modalidade permitiu o repasse de R$ 496,41 milhões a entidades filantrópicas. Desta forma, a Capitalização representa um aliado essencial para a sustentabilidade financeira dessas instituições e apoio a pessoas em vulnerabilidade social.

Entre as regiões do país, a Sudeste se mantém com a maior participação, com resultados da ordem de R$ 4,19 bilhões, configurando como o melhor desempenho nacional, com 56,6% do total arrecadado no período. A Região Sul vem em seguida, com R$ 1,38 milhão.

No primeiro trimestre de 2024, a arrecadação da Capitalização chegou a R$ 7,4 bilhões, um crescimento de 4,2%, em relação ao mesmo período de 2023.

Para o presidente da FenaCap, Denis Morais, esses destaques reforçam não só o fortalecimento da Capitalização como um instrumento de disciplina financeira, mas como uma possibilidade de os brasileiros contribuírem com instituições respeitadas e regulamentadas, por meio da Filantropia Premiável.

Além disso, pontua o executivo, o segmento é versátil e traz soluções que se acoplam às necessidades de pessoas e empresas, como os títulos de Capitalização da modalidade de Instrumento de Garantia, que podem substituir o papel do fiador em contratos de locação de imóveis e contratação e licitação de obras, assim como a modalidade Incentivo, que ampliam o relacionamento de empresas com seus clientes, gerando fidelização.

“A evolução do setor é fundamental para mostrarmos ao mercado a relevância da Capitalização para a economia brasileira e para ampliar o conhecimento do consumidor sobre as diversas possibilidades de uso dos títulos. O ano de 2024 tem sido importante para o segmento em termos de resultado e, sobretudo, de ganho de valor”, afirma ele.

Maxpar oferece assistência para danos na roda, pneu e suspensão do veículo

Quem é que nunca levou aquele susto do carro dar um tranco ao passar por buraco que não deveria existir na rua ou mesmo num desnível diante do canteiro de obras que as cidades vivem neste período que antecede a eleição de prefeitos em outubro próximo. As vezes é só um susto. Mas na maioria é um gasto imprevisto no orçamento das famílias. A primeira coisa que se pensa é no seguro. Será que a apólice do carro oferece algum serviços para isso? A proteção existe, mas não são todos que contratam.

O Sonho Seguro conversou com Jéssica Guimarães, integrante do time de relacionamento com os corretores da Maxpar, empresa do Grupo Autoglass, que oferece inúmeras assistências para o mercado de seguros, como como vidros, farol, lanterna e retrovisor, lataria e pintura, roda, pneu e suspensão. “A assistência de Roda, Pneu e Suspensão está disponível no portfólio das principais seguradoras do país. Sendo assim, cabe ao corretor sugerir a inclusão da solução na apólice do seu segurado, apresentando os principais benefícios deste produto”.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

A assistência de Roda, Pneu e Suspensão é algo que não se pode ficar sem. Nem nas grandes como também nas cidades menores, que sofrem com buracos no asfalto. Conte para nós o que esta assistência cobre.

A assistência de Roda, Pneu e Suspensão da Maxpar é uma solução completa que garante ao segurado o melhor custo-benefício do mercado em casos de impactos acidentais (em buracos, blocos de sinalização de pista, desníveis, por exemplo) que tenham gerado danos na roda, pneu e itens da suspensão. Além de garantir a troca dos itens, também inclui alinhamento e balanceamento do veículo para todo serviço realizado como forma de assegurar a segurança do motorista e passageiros. Também é importante destacar que a assistência surge para ser a solução de danos que não atingem a franquia de casco do veículo e que seriam custosos se pagos em oficina particular. 

Esta assistência é ofertada pela seguradora ou pelo corretor de seguros?

A assistência de Roda, Pneu e Suspensão está disponível no portfólio das principais seguradoras do país. Sendo assim, cabe ao corretor sugerir a inclusão da solução na apólice do seu segurado, apresentando os principais benefícios.

Cite os principais, por favor.

O primeiro deles é a economia em caso de danos. A assistência conta com uma franquia de utilização de até R$180,00 (a depender das condições gerais de cada companhia), que pode ser bem menor que o valor da franquia de casco e de um reparo particular. Outra vantagem estar na oportunidade de usufruir do seguro. Com a assistência, o segurado pode, de fato, aproveitar as vantagens do seguro que contrata anualmente, já que a solução é muito útil em danos do dia a dia, que não atingem a franquia de casco do veículo. E claro que o cliente conta com a tranquilidade e segurança na realização do serviço. O segurado tem, com a Maxassistência, praticidade e tranquilidade do acionamento à execução do reparo, além de total segurança na prestação do serviço.

O consumidor, caso o corretor não tenha oferecido, pode pedir para incluir no seguro de carro?

Sim, o consumidor pode solicitar a inclusão da assistência da Maxpar no momento da compra do seguro, caso o corretor não tenha a oferecido.

E quem não tem seguro de carro, mas quer a cobertura, é possível?

A Maxassistência de Roda, Pneu e Suspensão está apenas disponível no portfólio das seguradoras. Logo, é necessário ter a contratação de um seguro ou quando realizar um endosso ou, até mesmo, uma renovação para ter acesso à solução.

Como está a demanda por esta cobertura oferecida pela Maxpar?

A assistência de Roda, Pneu e Suspensão da Maxpar tem apresentado alta procura: nos últimos 3 anos, por exemplo, a alta nos acionamentos foi de 578%. Todo este destaque está relacionado aos benefícios que garante ao segurado. Além disso, a cada 100 segurados, 6 têm sinistro de perda parcial ou total e 30 utilizam o serviço de assistência – fato que também demonstra o destaque das soluções da Maxpar.

Você tem algum exemplo de quanto custa um reparo e qual o valor da assistência?

Neste caso, o segurado sofreu uma colisão acidental em um buraco, o que causou danos ao pneu. Se precisasse realizar a troca da peça de forma particular, precisaria pagar cerca de R$ 4,9 mil. Como ele tinha a assistência de Roda, Pneu e Suspensão na apólice, pagou apenas a franquia de utilização de R$ 120. Ou seja, uma diferença de R$ 4,78 mil que gerou 98% de economia ao cliente.

Tragédia no RS ressalta a urgência em educação de seguros e mitigação de riscos

A aposta dos principais porta-vozes entrevistados nesta reportagem é que a tragédia do Sul será um divisor de águas no que diz respeito a educação sobre o tema. Dos 11,4 mil avisos de sinistros em residências divulgados pela CNseg, a confederação das seguradoras, estimados em R$ 240 milhões, cerca de 90% não serão pagos pois a cobertura de alagamento não foi contratada. “A maioria das apólices de residências não tem cobertura para alagamento. Quando contratam, são coberturas como vazamentos de tubulações”, explica um corretor.

Em empresas, a situação também mostra a falta de cultura de seguro. A Sedec (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) do Rio Grande do Sul informou que 85% das 15,2 mil empresas não tinham seguro, segundo um formulário de dados preenchido entre 15 e 29 de maio. O documento da Sedec servirá para o governo orientar empresários sobre linhas de crédito. As pequenas empresas foram as mais afetadas. Cerca de 36,5% das que preencheram o formulário são microempresas. Outras 26% são MEI (Microempreendedores Individuais) e 23% são companhias de pequeno porte.

Um avaliador de riscos fez um resumo das trocas de mensagens que teve com colegas de profissão. “Conversei com algumas reguladoras, que nos informaram que destes sinistros avisados na carteira residencial, a maioria esmagadora não tem cobertura, mas as companhias abriram o processo, para que as reguladoras possam dar as más notícias aos segurados aos poucos”.

Diversos ramos de seguros são afetados com chuvas no Sul, desde o risco ambiental, que quase ninguém compra, até o seguro celular. Mesmo previdência privada será afetada, com a expectativa de saques nos fundos de aposentadoria para reconstrução do patrimônio perdido. Até as empresas que não foram atingidas pelas águas contabilizam perdas, uma vez que a logística está prejudicada pela falta de infraestrutura das rodovias, dos portos e dos aeroportos, que não permitem que os suprimentos cheguem até as fábricas e que os produtos saiam da linha de produção.

O seguro de riscos de engenharia, em sua grande maioria, cobre o alagamento. “Transporte, garantias e fianças também serão afetados, pois boa parte conta com cobertura para riscos da natureza. O seguro de lucro cessante também está na pauta dos debates das consequências da tragédia do Sul. Até mesmo empresas que não foram afetadas pelas águas, não tem como receber suprimentos e desovar a produção.

Apesar de fazer parte do debate, o seguro ambiental, com tantos químicos despejados na terra, seja gasolina dos carros, óleos, corpos, entulhos entre outros, não preocupa as seguradoras. “A base no Brasil de seguro ambiental é a poluição. No tsunami do Japão o seguro ambiental foi uma das grandes teses do setor de seguros”, lembrou um segurador.

Em 11 de março de 2011, um terremoto seguido de um tsunami destruiu a usina de Fukushima. No desastre que se seguiu, três reatores derreteram e contaminaram a água de resfriamento das estruturas, que, desde então, vem vazando continuamente. O governo enfrenta dificuldades para gerenciar o gigantesco volume de água contaminada acumulada ao longo de 12 anos. “Um desafio, pois mundialmente a capacidade disponível para o segmento é limitada”.

Num momento como este, todos questionam de quem é a culpa. Afinal, todos sabiam dos riscos de alagamento, inundação e enchente no Sul. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), entre 2013 e 2023, os prejuízos econômicos causados por enchentes nos três Estados do Sul chegaram a R$ 19,5 bilhões. No ciclone de julho foram registrados 3.100 sinistros atendidos pelas seguradoras, sobretudo em SC e RS, segundo dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Uma parte dos clientes afirma que contratou o que o corretor de seguros recomendou. Outra que não sabia que tinha de contratar, uma vez que comprou o pacote ofertado no site da companhia que vende o seguro. O corretor de seguro é responsável pela oferta ao ciente, que não entende de risco. Boa parte deles afirma que a oferta tem custo elevado e o cliente recusa a cobertura de alagamento para baratear o seguro.

A seguradora afirma que a cobertura está disponível, mas não foi contratada. Por não ter sido contratada, não há o que pagar. Preto no branco. “A boa notícia é que quando o contrato prevê a cobertura, as seguradoras, de uma maneira geral, estão muito ágeis, liberando e pagando super rápido. Esta mensagem posso dar com muita felicidade e tranquilidade. Um golaço do mercado segurador”, citou um corretor do Rio Grande do Sul.

No Brasil, especialmente, existe a cultura dos consumidores é focada no custo e não na proteção. “Quase ninguém entende o que é exatamente o seguro e como funciona essa ferramenta. Entende-se que a seguradora é uma entidade com um papel social e não um mutualismo, e essa cultura vai até o ponto em que o corretor de seguros também, na visão do segurado (até do mercado) tem o papel de gerenciador de riscos do seu cliente, que é um serviço diferente e muito mais amplo do que o de corretagem”, comenta um especialista em seguros.

Segundo ele, entendido que ofertas e escopo de cobertura devem ser apresentados e são deveres dos corretores, fica evidente que a responsabilidade dos segurados, guardadas as proporções de seus portes, é de conhecer seus próprios riscos e aplicar medidas de mitigação, tanto para evitar quanto “sobreviver” a sinistros”, ressalta. Ele lembra que nem tudo é segurável e cabe ao segurado conhecer os riscos e decidir sobre quais está disposto a conviver e quais pretende transferir. “O ponto é que essa falta de entendimento, de educação securitária, nos deixa expostos como sociedade. Temos um longo caminho pela frente para disseminar a cultura de seguro”.

“Uma coisa é o cidadão não dar a mínima, ou simplesmente não contratar seguro, o que infelizmente ainda é uma realidade. Porém, quando o cidadão contrata apólice, mas não elenca coberturas necessárias, ou acaba comprando “gato por lebre”, aí a situação fica complicada em ambas esferas, espirrando tanto na falta de cultura de compra de seguro, como na baixa qualidade da oferta pelos agentes e consultorias. E temos também a falta de entendimento do que se oferta e do que se compra. Este é um debate importante e espero que aconteça de forma mais intensa daqui para frente”, cita um risk manager.

Em sua pesquisa com colegas, 90% dos afetados (ou mais) sequer tinham seguro. Dos outros 10%, 80% não contratavam cobertura de alagamento e, os outros 20%, ou contrataram coberturas bastante restritivas e baseadas em custo e poucos optaram por um contrato equilibrado “Uma leva que comprou a cobertura correta e terá indenização”, cita o gestor de risco de um grande grupo empresarial.

“A percepção de risco de alguns clientes ainda é muito rasa, infelizmente! As corretoras sérias usualmente ofertam as melhores condições aos clientes, mas por custo, não contratam determinada cobertura “pois nunca vai acontecer” ou limitam o valor de cobertura a um valor irrisório”, comenta outro especialista.

“O papel do corretor é sempre levar o melhor custo beneficio e alertar o cliente das suas exposições. Sabemos também que a grande maioria das concorrências é baseada em preço e tocado pelo time de compras sem muito contato com o corretor. Muitas das vezes é difícil conseguir levar uma segunda opção e explicar a necessidade da aquisição da cobertura. Já com as empresas que têm um risk manager a conversa é diferente”, comentou um corretor.

“O mercado americano evoluiu com aprendizado dolorido desde os asbestos, ou até antes no incêndio de Boston. O grande lance é como saímos desta tragédia e qual aprendizado vamos ter. Os fundos e alternativas disponíveis pelo mundo devem, na minha modesta opinião, serem aplicados. Venho falando sobre as necessidades dos municípios brasileiros terem uma proteção de transferência de risco administrativo por entidades privadas e sérias. Claro que com subsídio do governo, como temos em outros segmentos”, citou um segurador.

Os advogados provavelmente trabalharão muito no debate de direitos e deveres. Nos bastidores, desde do ano passado, o Sul era chamado de “Califórnia brasileira”, numa menção de que no estado americano o risco é certo e por isso poucas seguradoras ofertam seguro residencial na região mais exposta aos eventos climáticos.

Questionados se as casas e empresas sem cobertura para alagamento, mas que sofreram saques ou incêndio, com o que aconteceu no último domingo, é possível prever a guerra litigiosa que vem pela frente. “Incêndio não é efeito típico de alagamento nem vice-versa”, respondeu um renomado advogado.

Para auxiliar as pessoas que tiveram perdas desse tipo, o Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) criou um programa de parceria com entidades estudantis de universidades gaúchas a fim de treinar estudantes de Direito para o atendimento gratuito da população e ajudar a dirimir dúvidas sobre seus seguros contratados.

“Tem muito espaço para advogado ficar rico e cliente ser de alguma forma reparado. Problema é o segurado provar que não conhecia o risco de alagamento. Se provar que não tinha conhecimento de risco de alagamento, tem alguma chance. No entanto, o evento de novembro passado mostrou que o risco era certo. “Espero que as lições apreendidas gerem melhores consciências e proteções a todos no futuro”, finaliza o gestor de risco.

Bradesco Seguros reconhece oficinas para o seguro automóvel

A Bradesco Seguros acaba de lançar o Programa Bradesco Seguros Reconhece, uma iniciativa inovadora destinada a reconhecer e elevar o padrão de atendimento e serviços em sua rede referenciada de oficinas, no segmento de Automóveis. Este programa inédito baseia-se em indicadores e avaliações detalhadas de qualidade, visando reconhecer e incentivar as oficinas referenciadas a manter e aprimorar continuamente seus níveis de excelência no atendimento e serviços prestados aos consumidores.

Com cerca de 2 mil oficinas referenciadas em todo o país, a Bradesco Seguros estabelece critérios rigorosos para garantir a qualidade e o profissionalismo em sua rede. As oficinas são selecionadas com base em uma variedade de fatores, incluindo infraestrutura adequada, equipamentos modernos, técnicos altamente capacitados e conformidade com todas as normas regulatórias.

O Programa Bradesco Seguros Reconhece as oficinas que se destacarem por seu excepcional atendimento e serviços e irá premiar os melhores desempenhos com um selo de qualidade exclusivo. “As oficinas premiadas receberão o prestigiado Selo Diamante ou Selo Ouro, como símbolo de seu compromisso com a excelência e qualidade”, Marcio Jordão, superintendente de sinistros da Bradesco Seguros. O programa inclui, ainda, pesquisas regulares com os segurados e terceiros para garantir a satisfação contínua e aprimoramento dos serviços oferecidos.

Seguro de vida deve crescer com taxas de juros mais altas, afirma Swiss Re Institute 

longevidade

Taxas de juros mais altas ao redor do mundo estão transformando as perspectivas para o crescimento e a lucratividade do mercado de seguros de vida. Produtos de poupança (acumulação e anuidades) estão se tornando atrativos para os consumidores após uma década de demanda fraca e baixos retornos. O Swiss Re Institute espera um novo recorde para vendas de anuidades fixas nos EUA este ano, após vendas recordes tanto em 2022 quanto em 2023, segundo nota enviada à imprensa.

Jérôme Jean Haegeli, Chief Economist do Grupo Swiss Re, afirma: “Taxas de juros mais altas representam uma mudança significativa, fornecendo aos produtos de seguro de vida e pensão um impulso para lidar muito melhor com os desafios de poupança para a aposentadoria de uma população em envelhecimento. Produtos de poupança tornam-se atrativos novamente como uma consequência direta da normalização das taxas de juros. Maiores rendimentos de investimento também beneficiam produtos de proteção de longa duração.”

Em seu novo estudo sigma, “Asset-savvy is the new asset-light: Life & annuity insurance in the higher interest rate era”, o Swiss Re Institute prevê que um adicional de US$ 1,5 trilhão em prêmios globais de poupança será gerado na próxima década, à medida que os consumidores estão migrando para a compra desses produtos para garantir rendas de aposentadoria mais altas. Como resultado, prevê-se que os prêmios globais totais de seguro de vida (proteção mais poupança) alcancem US$ 4 trilhões até 2034. Em contrapartida, os prêmios globais de seguros de vida cresceram apenas US$ 300 bilhões em toda a década de baixas taxas de juros de 2010 a 2019.

Paul Murray, CEO de Life & Health Reinsurance da Swiss Re, comenta: “Taxas de juros mais altas oferecem aos consumidores opções mais atrativas para garantir sua renda de aposentadoria e estamos observando um crescimento de mercado muito positivo para os seguros de vida que atendem a essa necessidade. Taxas de juros mais altas também permitem que as seguradoras atendam seu custo de capital. Resseguradoras podem ainda apoiar as seguradoras de vida liberando capital, aumentando a capacidade de subscrição e focando na inovação de produtos.”

Os rendimentos significativamente mais elevados de títulos públicos também estão agora melhorando os retornos de investimento e as margens para as seguradoras de vida em relação às anuidades fixas. Entre 2022 e 2027, o Swiss Re Institute prevê que o resultado operacional para seguradoras nos oito maiores mercados de vida do mundo, que incluem os EUA, Reino Unido, Alemanha e Japão, cresça em mais de 60% à medida que o rendimento de investimento aumenta em 40%. 

O crescimento dos produtos de seguro de poupança pode contribuir para diminuir a lacuna de poupança para a aposentadoria, que o Swiss Re Institute estima em US$ 106 trilhões em 2022 para seis economias avançadas, além da China e Índia.  

Mercados avançados irão liderar o crescimento

O Swiss Re Institute estima que os mercados avançados irão gerar cerca de 61%, ou US$ 900 bilhões de prêmios adicionais em termos absolutos na próxima década, enquanto os mercados emergentes contribuirão com mais 39% (US$ 578 bilhões). A China sozinha irá gerar 17% desses prêmios adicionais, acrescentando US$ 256 bilhões entre 2025 e 2034.

O cenário do mercado de seguro de vida está mudando

O relatório também descreve a estrutura do mercado de seguros de vida. Analisa a forma como as seguradoras de capital aberto, as seguradoras mútuas e as empresas detidas por fundos de private equity reagiram a uma década de baixas taxas de juros, por exemplo, saindo de linhas de negócio principais ou migrando para estratégias de baixo capital, baseadas em comissões. O relatório examina como novos entrantes no mercado, provenientes de private equity, absorveram os ativos tradicionais desinvestidos por meio de transações de resseguro. Seguradoras e gestoras de ativos recorreram a investimentos alternativos e ilíquidos para obter rendimentos adicionais.

Hoje, as seguradoras estão expandindo suas capacidades de gestão de ativos para aumentar os negócios de poupança, enquanto fundos de private equity trazem extensas capacidades de gestão de ativos. O Swiss Re Institute antecipa uma competição na gestão de ativos em seguros de vida, por exemplo, com grandes seguradoras adquirindo capacidades de crédito privado e gestoras de ativos potencialmente adquirindo seguradoras. Os consumidores devem se beneficiar desse ambiente por meio de retornos mais atrativos.