Capitalização paga R$ 6,8 bilhões em resgates e sorteios no primeiro trimestre

Dados divulgados pela Susep e analisados pela FenaCap mostram que essa movimentação registrou crescimento de 18,3%, em relação ao mesmo período do ano anterior

Rio de Janeiro, 27 de maio de 2024 – Cada vez mais acessados por clientes de todos os perfis, sejam pessoas físicas ou jurídicas, os Títulos de Capitalização são utilizados como instrumento de disciplina financeira e soluções para negócios, combinados com os sorteios. O segmento segue tendência de alta: no primeiro trimestre deste ano, de acordo com os dados mais recentes, divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entre resgates e sorteios foram pagos R$ 6,82 bilhões à sociedade, totalizando uma evolução de 18,3%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Isso significa um importante volume incrementado à economia do país.

Ao analisar as modalidades da Capitalização, a Tradicional permanece com o melhor resultado, alcançando R$ 5,4 bilhões, uma participação de 74,19%, em relação às demais modalidades. A Filantropia Premiável aparece em segundo lugar, com R$ 830 milhões. A confiança dos clientes nessa modalidade permitiu o repasse de R$ 496,41 milhões a entidades filantrópicas. Desta forma, a Capitalização representa um aliado essencial para a sustentabilidade financeira dessas instituições e apoio a pessoas em vulnerabilidade social.

Entre as regiões do país, a Sudeste se mantém com a maior participação, com resultados da ordem de R$ 4,19 bilhões, configurando como o melhor desempenho nacional, com 56,6% do total arrecadado no período. A Região Sul vem em seguida, com R$ 1,38 milhão.

No primeiro trimestre de 2024, a arrecadação da Capitalização chegou a R$ 7,4 bilhões, um crescimento de 4,2%, em relação ao mesmo período de 2023.

Para o presidente da FenaCap, Denis Morais, esses destaques reforçam não só o fortalecimento da Capitalização como um instrumento de disciplina financeira, mas como uma possibilidade de os brasileiros contribuírem com instituições respeitadas e regulamentadas, por meio da Filantropia Premiável.

Além disso, pontua o executivo, o segmento é versátil e traz soluções que se acoplam às necessidades de pessoas e empresas, como os títulos de Capitalização da modalidade de Instrumento de Garantia, que podem substituir o papel do fiador em contratos de locação de imóveis e contratação e licitação de obras, assim como a modalidade Incentivo, que ampliam o relacionamento de empresas com seus clientes, gerando fidelização.

“A evolução do setor é fundamental para mostrarmos ao mercado a relevância da Capitalização para a economia brasileira e para ampliar o conhecimento do consumidor sobre as diversas possibilidades de uso dos títulos. O ano de 2024 tem sido importante para o segmento em termos de resultado e, sobretudo, de ganho de valor”, afirma ele.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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