Mapa monitora no Rio Grande do Sul a atuação das seguradoras habilitadas no PSR

Chuvas no sul Seguro rural
Mapa monitora no Rio Grande do Sul a atuação das seguradoras habilitadas no PSR

Fonte: MAPA

Desde o início dos eventos climáticos extremos que afetaram o Rio Grande do Sul no final de abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está monitorando a atuação das seguradoras habilitadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Do total de 16 mil apólices comercializadas para as principais culturas de verão (arroz, milho e soja), cerca de 3 mil estão com aviso de sinistro até o momento.

Segundo o diretor Gestão de Riscos do Mapa, Jônatas Pulquério, o acompanhamento é importante para se ter um panorama das consequências nas lavouras seguradas. “Nossa preocupação, neste momento, é que o produtor que contratou o seguro seja atendido da melhor maneira possível”, disse.

De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), as seguradoras que operam no ramo de seguro rural vêm adotando procedimentos emergenciais e reforçando sua estrutura de atendimento regional para oferecer adequada assistência aos segurados no Rio Grande do Sul.

A Fenseg ressalta ainda que a situação real não está completamente definida, pois muitos segurados, até este momento, não comunicaram a ocorrência dos sinistros. A dificuldade de comunicação, comprovação e apuração também está sendo afetada pela impossibilidade de vistorias e pelo extravio de documentos. No entanto, a entidade destaca que, para as comunicações recebidas, as seguradoras estão enviando peritos para regular os sinistros a campo.

Para suprir essa necessidade de profissionais no local para realizar as vistorias, está sendo efetuado o deslocamento de peritos agrícolas de outras regiões do Brasil para o Rio Grande do Sul. Apesar disso, permanecem os meios usuais de requisição de perícia, observando a viabilidade de acesso aos locais afetados.

Sobre a documentação exigida na regulação de sinistro, como as notas fiscais de aquisição de insumos, as seguradoras e seus comitês internos estão avaliando como flexibilizar a apresentação desses documentos para atender ao segurado de maneira mais ágil e eficiente.

O Mapa, em conjunto com a Fenseg e as seguradoras, permanece atento e comprometido com a rápida resolução dos sinistros, garantindo suporte integral aos produtores rurais afetados pelos recentes desastres climáticos.

ANP aprova alteração nos modelos de seguro garantia

Diretoria da ANP aprovou hoje (29/5) a revisão dos modelos de seguro garantia previstos nos editais das rodadas de licitações para exploração e produção de petróleo e gás natural.

O seguro garantia é uma das modalidades aceitas pela ANP para garantir as ofertas apresentadas nos leilões e para assegurar o cumprimento do Programa Exploratório Mínimo (PEM), no caso de blocos exploratórios, ou do Programa de Trabalho Inicial (PTI), no caso de áreas com acumulações marginais.

A alteração dos modelos, que são anexos aos editais da Oferta Permanente de Concessão e da Oferta Permanente de Partilha, foi necessária em função de mudanças nos requisitos para a emissão de seguro garantia estabelecidos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), trazidos pela Circular Susep nº 662/2022.

Entre as alterações nas apólices, destacam-se as definições e cláusulas sobre perda de direitos, reclamação e caracterização do sinistro, indenização e vigência. O objetivo foi o atendimento a todos os normativos da Susep aplicáveis ao seguro garantia.

Os modelos novos aprovados substituirão os anexos dos editais da Oferta Permanente, válidos para os ciclos ainda em andamento e para a emissão de garantias associadas a contratos vigentes e processos de cessão.

Em breve, a ANP publicará as novas versões dos editais, que regulamentarão também os novos ciclos. Neste momento, os editais estão suspensos para a abertura de novos ciclos em razão da necessidade de adequação das normas de conteúdo local às novas diretrizes do Conselho Nacional de Política Energética (Resolução CNPE nº 11/2023).

Rodrigo Granetto assume como diretor da XS Global e será responsável pelos contratos de seguros no Brasil

XS global XS brasil


A XS Global, MGA com sede em Miami (EUA), anuncia Rodrigo Granetto como diretor de linhas de riscos prolongados (long tail) da XS Brasil. O grupo avança para ultrapassar US$ 500 milhões em prêmios de seguros em 2024, com um plano de expansão ousado, que conta com inauguração de escritórios também em Londres e Dubai, bem como na ampliação de linhas de negócios.

Graduado em direito e MBA em Seguros e Resseguros, Granetto iniciou sua carreira no setor bancário. Trabalhou durante quatro anos no Bradesco e Itaú antes de migrar para o mercado de seguros, onde atuou acumulado ao longo de 15 anos de experiência.

Ao longo de sua carreira, ele ocupou vários cargos importantes, incluindo Chefe de Saúde para a América Latina na Dual, onde estabeleceu a operação Brasil, e diretor da Medmal para América Latina na ACE/Chubb. Ele também trabalhou em empresas renomadas como Zurich e Everest.

“A XS Global tem feito um trabalho diferenciado na América Latina e em outros países mercados internacionais e conquistou forte reputação no Brasil. Estou animado para me juntar à XS Global e à equipe de profissionais para começar a trabalhar em um lançamento do que seria a XS Brasil”, diz Rodrigo Granetto.

Segundo ele, com a introdução do normativo 431 da Susep, que regulamenta os MGAs no Brasil desde o final de 2021, o mercado brasileiro de cauda longa demonstra crescimento e desenvolvimento consistentes a cada ano. “O momento não poderia ser mais oportuno para o XSG começar a operar localmente.”

“Ao contratar um diretor para contratos de cauda longa preparamos o caminho para a futuro inauguração da XS Brasil. Para nós, o Brasil tem uma importância substancial. Nós temos uma profunda compreensão da dinâmica, dos players e de como o mercado opera. Agora é hora da execução”, explica Jorge Luis Cazar, XS CEO mundial.

A XS é uma MGA (managing general agent), um modelo de negócio que ainda é novidade no Brasil. Nos Estados Unidos já são mais de 600, responsáveis pela emissão de US$ 650 bilhões em prêmios. Geograficamente estão concentradas em estados expostos a catástrofes naturais. No Reino Unido, maior mercado de MGAs na Europa, há mais de 300 MGAs que geram aproximadamente 10% dos £ 47 bilhões em prêmios de seguros gerais do Reino Unido.

Sincor-SP divulga ranking das seguradoras com base em 2023

boris ber Sincor-SP

Com base nos dados divulgados pelas seguradoras e entidades do setor de seguros, o consultor de economia do Sincor-SP, diretor da Rating de Seguros, Francisco Galiza, produz, anualmente, o Ranking das Seguradoras.

“O Ranking das Seguradoras é um estudo tradicional do Sincor-SP e serve como orientação para os corretores de seguros, e o mercado em geral, sobre os desdobramentos do setor”, afirma Boris Ber, presidente do Sincor-SP.

O levantamento mostra que em 2023 a receita do setor de seguros, considerando somente os produtos de riscos, atingiu R$ 261 bilhões, com uma variação de 12% em relação ao ano anterior. “A receita total (produtos de risco e os de acumulação) foi de R$ 428 bilhões, uma variação de 11% em relação a 2022”, avalia Galiza.

Segundo o Ranking, 2023 foi marcado pela recuperação da receita do seguro automóvel, após anos de relativa estabilidade. Também se destaca a recuperação da receita do seguro de saúde, superando a taxa de inflação no período, apesar dos grandes desafios atuais. “Já conseguimos notar a recuperação de alguns ramos pós-pandemia”, indica Boris Ber.

O Ranking das Seguradoras, como diz o próprio nome, ainda aponta as empresas que estão se destacando e conquistando a liderança em cada ramo, além dos valores das operações. No mercado brasileiro, em 2023, os cinco maiores grupos do setor de seguros em produtos de risco são Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander. “Essas cinco empresas representam de 50% a 55% de todo o mercado. Atualmente, há 90 grupos empresariais no segmento de seguros de produtos de risco no Brasil, um aumento em relação a 2022, quando havia 84 grupos”, concluiu Galiza.

Ranking das 20 maiores – inclui saúde – não inclui VGBL

Bradesco Seguros investe para conquistar clientes do agronegócio

Fonte: Bradesco

Na última semana, a Bradesco Seguros marcou presença na AgroBrasília, feira de tecnologia e negócios para o campo. O evento reúne os principais players do setor, com destaque para programação voltada ao fomento do agronegócio brasileiro.

“O Brasil, com sua vasta extensão territorial, possui uma verdadeira vocação natural para o agronegócio e para a produção alimentícia global. Seja pela abundância de recursos naturais, pela expertise dos produtores ou pela capacidade de inovação do setor, o país se destaca como um dos principais protagonistas no cenário agrícola internacional”, comenta Saint´Clair Lima, diretor da Bradesco Seguros.

Como parte dos compromissos regionais, a Bradesco Seguros promoveu um RoadShow, com 38 corretores especializados da região no segmento agro, com o objetivo de fortalecer o relacionamento com os parceiros locais, compartilhar insights sobre as tendências do mercado e apresentar novidade e soluções inovadoras para atender às necessidades específicas dos clientes do setor.

“A Bradesco Seguros está investindo e implementando melhorias no setor agrícola. Recentemente, finalizamos a transição do cotador online para a frota de equipamentos, visando uma maior eficiência e precisão no processo de cotação. Entregamos o Guia de Boas-Vindas aos consumidores, com orientações detalhadas sobre a melhor utilização de equipamentos, demonstrando o compromisso da empresa com a excelência e o suporte aos clientes do setor”, destaca Raquel Cerqueira, superintendente executiva de Ramos Elementares da companhia.

Além disso, está previsto para o 2º semestre deste ano, a implementação de um parametrizador de cálculo e a simplificação do processo de cotação, incluindo a retirada do número do chassi. Ainda, uma loja online, em que o corretor poderá oferecer produtos em uma vitrine personalizada. “A empresa também está propondo reduzir o tempo de cotação da frota, de 24 para até 12 horas, para proporcionar uma resposta mais ágil às necessidades dos clientes, entre outras melhorias”, completa a executiva.

O segmento agrícola representa atualmente, cerca de 65% de toda a produção da carteira de equipamentos da companhia, demonstrando a relevância deste segmento para a seguradora. As regiões Norte/CO e Sul respondem por quase 70% das vendas do segmento, o que acompanha o mapa da cultura de grãos no país.

Paulo Cesar Martins, superintendente executivo regional destacou a importância dos corretores e assessorias. “Estamos aprimorando constantemente nossos produtos e serviços com objetivo facilitar a rotina dos corretores, valorizando suas opiniões e ouvindo suas necessidades. Nosso objetivo nos RoadShows é fortalecer a comunicação, a jornada e experiência dos profissionais com a companhia”. Paulo Cesar ainda destacou a importância da campanha institucional Quinzena do Seguro, que tem como objetivo fortalecer o setor e apresenta como mote a valorização não só do cliente, mas do corretor. A campanha está disponível até o dia 12 de junho.

Analice Cury, da corretora de seguros Terra Fértil, destacou a importância da realização de eventos como esse. “Quero parabenizar a equipe Bradesco pela realização do RoadShow. Venho acompanhando os eventos em todos os estados em que foram realizados. Em nossa corretora, estamos capacitando profissionais do Brasil inteiro para o mercado de seguros no agronegócio. Este é um segmento que tem muito potencial de expansão. É fundamental adotar uma abordagem abrangente para compreender o agronegócio em sua totalidade, considerando todas as vertentes de oportunidades”, conclui.

Também participaram do evento como palestrantes, José Loureiro, diretor de digital da Bradesco Seguros; Paulo Castoldi gerente departamental de sinistros e Luciano Garcia, gerente da rede referenciada da Bradesco Auto/RE; Mateus Nunes superintendente do Distrito Federal; Klenyo Fernandes, gerente comercial da Swiss Re.

Até o momento, foram realizados RoadShows – aproveitando as Feiras de Agronegócio – nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. No mês de abril, na cidade de Rio Verde, em Goiás; neste mês maio, na cidade de Palmas, em Tocantins e agora em Brasília. O próximo encontro está previsto para o mês de junho, na Bahia.

Howden e Safe Security lançam ferramenta de telemetria para riscos cibernéticos

Fonte: Howden

A corretora Howden e a Safe Security, empresa global de gerenciamento de riscos cibernéticos, lançam ferramenta de telemetria para dar evidências contínuas de possíveis riscos. O produto é orientado a dados e entrega análise em tempo real de prováveis ataques.

Atualmente, cerca de 64% das empresas brasileiras enfrentam problemas com fraudes e ataques cibernéticos, segundo estudo realizado pela Mastercard e pelo Instituto Datafolha neste ano. Com a nova solução, as organizações poderão identificar possíveis riscos, configurações incorretas e quantificar (valor em dólar) o impacto da vulnerabilidade por meio da metodologia FAIR – único padrão reconhecido globalmente para medir riscos. Cada descoberta vem com uma pontuação estimada de ameaça financeira.

“Por meio dessa ferramenta e da inteligência artificial, é possível um monitoramento contínuo de riscos, de maneira mais rápida do que as ameaças cibernéticas. Além disso, os clientes não precisarão mais preencher longos questionários de avaliações para a contratação de um seguro cyber, a nova ferramenta fará todo o levantamento dos dados de forma ágil e precisa. Com isso, garantimos aos nossos parceiros o máximo da sua apólice de seguro, para que eles sejam devidamente recompensados pelas suas seguradoras quando necessário”, explica Marta Schuh, Diretora de Seguro Cibernético na Howden.

Para Steve Schwartz, Vice-Presidente de Estratégia e Subscrição de Seguros da Safe Security, a solução irá possibilitar um avanço na subscrição cibernética baseada em transparência em toda a cadeia de valor do segmento. “Estamos entusiasmados com a parceria que visa a introdução da próxima geração de avaliações e subscrição de riscos cibernéticos em tempo real e de dentro para fora”, comenta.

Como parte da parceria, os clientes da Howden terão acesso a diversos incentivos da Safe Security, por exemplo, o status cibernético exclusivo, quantificado com base no modelo FAIR, de acordo com as necessidades de cada organização.

Valor traz especial sobre seguros, previdência e capitalização

Para quem se interessa pelo setor de seguros, hoje tem muitas notícias. Apenas assinantes do Valor Econômico conseguem abrir os links abaixo:

ESPECIAL SEGUROS E PREVIDÊNCIA PUBLICADO PELO VALOR ECONÔMICO

VALOR SEGURO POP

O setor de seguros, mesmo com avanços regulatórios e expansão consistente de algumas linhas de produtos, quer acelerar o passo para atingir patamares no Produto Interno Bruto (PIB) como os de países desenvolvidos. A dificuldade em chegar a algumas camadas da população, tema antigo em debate, deve ser enfrentada com o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), lançado neste ano e com metas para 2030.

VALOR VENDAS 

Começou bem o ano para o setor de capitalização. Os dados do primeiro bimestre divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram um crescimento de 6,4% dos prêmios arrecadados em janeiro/fevereiro deste ano sobre o mesmo período do ano passado.

VALOR DESASTRES NATURAIS

Seguindo a tendência do ano passado, quando desastres naturais como enchentes, secas extremas, furacões e queimadas causaram prejuízos financeiros globais de US$ 380 bilhões, o primeiro trimestre de 2024 já registra perdas bilionárias decorrentes de eventos climáticos. De janeiro a março, elas somam US$ 45 bilhões, com um total de 12 eventos com prejuízo acima de US$ 1 bilhão. 

VALOR PDMS

O setor de seguros estabeleceu um desafio até 2030: saltar dos atuais 6% de representação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 10%, alcançando R$ 1,13 trilhão em arrecadação e ampliando em 20% a parcela da população atendida pelo setor.

VALOR OPEN INSURANCE

O open insurance (Opin), ecossistema aberto de compartilhamento de dados do setor de seguros, estará em operação até o fim de novembro se as empresas conseguirem cumprir o cronograma definido pela Susep. No início de maio, o projeto rumou para a fase 3, mas ainda sobram dúvidas e incertezas no mercado, conforme revela pesquisa recente da Capgemini, que mostra que nem as seguradoras nem as corretoras estão 100% preparadas para o Opin. Contudo, como observa o head de soluções para seguros da Capgemini Brasil, Gustavo Leança, é preciso considerar que elas estão em estágios diferentes de maturidade. 

VALOR OPEN INSURANCE 2

A Susep já deu início ao cronograma de ação da fase 3 do open insurance, com a efetivação de serviços no segmento de seguros residenciais. A expectativa de Airton Renato de Almeida Filho, diretor técnico da Susep responsável por regulação e open insurance, é que os consentimentos para compartilhamento de dados dos clientes no âmbito do open insurance alcancem cerca de dez milhões até o fim deste ano. Ele se baseia no número de consentimentos ativos do open banking, de 43 milhões.

VALOR PREVIDÊNCIA

Tida como uma das indústrias de investimentos mais resilientes, a previdência complementar aberta, após consecutivas quedas no ritmo de crescimento, volta a avançar de forma mais pujante em captação líquida. Seu patrimônio, que superou a linha de R$ 1,43 trilhão no último mês de março, avança tanto em arrecadação bruta quanto líquida, o que demonstra diminuição do ritmo dos resgates, que haviam acelerado nos três primeiros anos após a pandemia da covid-19.

VALOR SEGURO DE VIDA

O setor de seguro de vida está em pleno movimento, impulsionado por dois fatores-chave: o aumento da conscientização dos brasileiros sobre a necessidade de planejamento financeiro e os investimentos das seguradoras em produtos inovadores e tecnologias emergentes. Essas tendências, tanto do lado da demanda quanto do lado da oferta, resultam em recorde de vendas no país. 

VALOR SAÚDE

Depois de três anos de prejuízo operacional, a saúde suplementar espera fechar 2024 com equilíbrio entre receitas e despesas, ou seja, as mensalidades serão suficientes para bancar os custos. E para o ano que vem, a expectativa do setor é exibir um resultado operacional no azul. “Isso traz um horizonte de sustentabilidade para o futuro”, diz Marcos Novais, superintendente-executivo da Associação Nacional de Planos de Saúde (Abramge).

VALOR CAPITALIZAÇÃO

Começou bem o ano para o setor de capitalização. Os dados do primeiro bimestre divulgados pela Susep mostram um crescimento de 6,4% dos prêmios arrecadados em janeiro/fevereiro deste ano sobre o mesmo período do ano passado.

VALOR STARTUPS

O período de inflexão dos aportes começou a ficar para trás: em 2023 os investimentos na América Latina somaram mais que o dobro dos do ano anterior – US$ 74,5 milhões, ante US$ 32 milhões. E só nos dois primeiros meses de 2024, foram US$ 37 milhões. Entre 2018 e fevereiro deste ano, as startups brasileiras do ramo levantaram US$ 553,8 milhões em 71 contratos. 

VALOR RURAL 

Apesar de o governo ter mantido o montante de subvenção aos prêmios em torno de R$ 1 bilhão nos últimos três anos, a área coberta pelo seguro rural reduziu-se a menos da metade: de 14 milhões de hectares, em 2021, para 6,2 milhões de hectares, em 2023.

VALOR SEGURO AUTO

Depois de pelo menos dois anos impulsionado pelo aumento dos preços dos veículos, o ramo automóvel se prepara para um 2024 positivo e de crescimento dos prêmios, agora liderado pela expansão no número de veículos segurados.

VALOR TRANSPORTE

As principais seguradoras no ramo de transportes estão confiantes em uma retomada dos negócios e estabeleceram metas ousadas para suas equipes em 2024, definindo como alvo um crescimento entre 8% e 10% na arrecadação de prêmios.

VALOR SEGURO CIBERNÉTICO

Quando o grupo Fleury emitiu fato relevante, no dia 7 de maio, para informar o impacto de um ataque cibernético na disponibilidade de serviços, haviam passado só dez meses de uma ocorrência anterior de ransomware, com bloqueio de arquivos e solicitação de resgate. O caso faz parte de um cenário que tem estimulado as vendas do seguro cibernético, ou cyber, no Brasil. 

VALOR RESILIÊNCIA CIBERNÉTICA

As empresas brasileiras vêm se conscientizando sobre a importância de aumentar a resiliência cibernética e têm buscado de forma crescente proteger suas operações e negócios por meio do seguro cibernético.

VALOR DIGITALIZAÇÃO

s empresas também estão olhando para dentro de casa com iniciativas de automação de processos para ganhar agilidade operacional, acelerando parcerias para oferecer produtos complementares e fidelizar a base de clientes. “O novo perfil do público nos desafia a pensar cada vez mais em como atender à demanda por seguros em um ambiente no qual as decisões têm que ser muito rápidas e as informações precisam estar disponíveis a qualquer momento”, afirma Sérgio Miotto, diretor de tecnologia da Tokio Marine.

VALOR STARTUPS

Entre as que obtiveram licença para o operar no ramo auto figura a Darwin Seguros. Desde seu surgimento, há três anos, já fez duas rodadas de captação de recursos, totalizando R$ 56 milhões. Como os negócios estão crescendo em ritmo acelerado, a busca por mais investimento está prevista para acontecer entre o fim deste ano e o primeiro semestre de 2025.

VALOR LRS

Criadas em 2022, as Letras de Risco de Seguros (LRS) ainda não chegaram ao mercado, mas já há interessados em emitir esses títulos, que prometem aproximar o setor de seguros do mercado de capitais. A Susep está analisando pedidos de autorização de Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPEs), as empresas responsáveis pela emissão desses títulos.

VALOR RC

Apesar do crescimento contínuo do segmento de danos e responsabilidades – que cobre um extenso conjunto de produtos para os ramos de automóveis, patrimonial, habitacional, riscos financeiros, responsabilidade civil, rural, marítimos e aeronáuticos –, o mercado brasileiro ainda precisa evoluir quanto à percepção dos riscos atrelados a responsabilidades.

VALOR D&O

O mercado do seguro de responsabilidade civil de executivos e diretores, conhecido como D&O, deverá passar por expansão qualitativa e quantitativa se for aprovado o Projeto de Lei (PL) nº 2.925/2023.

VALOR CARREIRA 

Seguradoras e corretoras estão buscando um novo perfil profissional para os times de trabalho. Segundo especialistas em recrutamento para o mercado segurador, a experiência profissional representa um peso importante nas seleções, mas os empregadores “enchem os olhos” quando se deparam com um currículo capaz de mostrar foco em resultados e liderança inovadora na condução de projetos.

VALOR LIDERANÇA FEMININA

A equidade de gênero na indústria de seguros e previdência ainda tem muito a evoluir, mas os últimos anos trouxeram mais executivas ascendendo aos postos máximos das empresas. De acordo com a última edição da pesquisa “Mulheres no mercado de seguros no Brasil”, coordenada pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) e lançada em 2022 (a próxima será em 2025), a participação feminina representa 54% do total dos empregados das seguradoras – era 57% em 2012.

VALOR SEGURO GARANTIA

A retomada de obras de infraestrutura e as mudanças na legislação vêm impulsionando a contratação de seguro garantia no Brasil. No mercado, a expectativa com esse tipo de produto é positiva e se espera que sua demanda continue em alta nos próximos anos.

VALOR RESSEGURO DE GARANTIA

Uma das grandes apostas de crescimento das resseguradoras para 2024 está nos ramos de resseguro de seguro garantia. A entrada em vigor, neste ano, da nova Lei de Licitações, a retomada de investimentos em infraestrutura e a expectativa com o seguro garantia judicial embasam o otimismo.

Mapfre lança microsseguros na favela Paraisópolis, em SP

Mapfre na Favela

A MAPFRE lançou ontem o projeto ‘MAPFRE na Favela’. A iniciativa oferece soluções de microsseguros acessíveis e adequados às necessidades dos micro e pequenos empreendedores que residem em favelas ao resgatar a função social do seguro e a proteção aos mais vulneráveis. 

Segundo a pesquisa Data Favela 2023, o Brasil possui mais de 18 milhões de pessoas que moram em favelas, sendo que cerca de 5,2 milhões já são empreendedores e outros 6 milhões sonham em ter o seu próprio negócio. 

Pensando no potencial e nas demandas sociais desse público, o ‘MAPFRE na Favela’ apresenta três produtos pioneiros no mercado, criados a partir de um profundo entendimento das necessidades e desafios dos empreendedores locais realizados em dois momentos. O primeiro piloto foi realizado no distrito de Parelheiros, extremo sul da capital paulista. Agora, em nova fase, o projeto está presente em Paraisópolis – segunda maior comunidade de São Paulo, onde vivem mais de 100 mil pessoas – com o apoio do G10 Favelas, um coletivo de líderes e empreendedores de impacto social dedicado a promover o desenvolvimento socioeconômico das comunidades, combatendo a pobreza e a exclusão social.

Segundo o CEO da MAPFRE no Brasil, Felipe Nascimento, o objetivo do projeto é gerar um impacto social positivo, proporcionando oportunidades de ascensão social e acesso a um tipo de produto ainda pouco explorado pelos brasileiros. “Muitos pequenos empreendedores pensam: ‘seguro não é para mim’. A MAPFRE quer mudar essa percepção e disponibilizar microsseguros acessíveis para aqueles que necessitam de proteção, com soluções que se ajustam ao orçamento desse público, proporcionando mais segurança para seus negócios”, afirma o executivo. Os microsseguros disponibilizados tem como objetivo a proteção do empreendedor da favela, por meio de 3 soluções:

MAPFRE Minha Vida – Seguro que além da assistência funerária, pensa no bem-estar do empreendedor local oferecendo descontos em consultas médicas, exames e medicamentos.

MAPFRE Meu Trampo – Seguro empresarial que aceita CPF, pois o produto é acessível aos empreendedores informais e, protege o estabelecimento comercial dos riscos relacionados a incêndios, além de contar com diversas assistências emergenciais.

MAPFRE Meu Bem Protegido – Seguro de garantia de bens usados, que protege os instrumentos essenciais de trabalho do empreendedor que vive e tem seu negócio numa favela. 

Os valores dos seguros variam de R$ 27,90 a R$ 197,90 por ano, por meio de um pagamento único via cartão de crédito. Neste momento, os seguros serão comercializados por meio de um modelo de autocontratação digital.

Envolvimento da comunidade e parceria com G10 Favelas

Para ganhar escala e difundir o produto, o projeto estabeleceu uma parceria com o G10 Favelas. Com essa junção de forças, o projeto ganha acesso a uma rede ampla e diversificada de líderes comunitários, que facilitam a implementação e a disseminação dos serviços de seguro oferecidos pela MAPFRE. 

Além disso, a parceria fortalece o compromisso do projeto com o envolvimento da comunidade, ao garantir que as iniciativas sejam desenvolvidas de forma participativa e alinhadas com as reais necessidades e demandas locais. O Pavilhão do G10 terá  totens de auto contratação dos produtos do “MAPFRE na Favela”.

“O projeto ‘MAPFRE na Favela’ representa um marco na inclusão financeira e proteção social dos empreendedores das favelas. Com a oferta de microsseguros acessíveis, estamos proporcionando uma rede de segurança para aqueles que trabalham duro para melhorar suas vidas e suas comunidades. Esta iniciativa é um grande passo para a inclusão financeira e a proteção dos sonhos de muitos empreendedores de favelas”, afirma Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas.

A diretora de sustentabilidade da MAPFRE, Fátima Lima, explica que o projeto é um desdobramento do pilar social da estratégia de sustentabilidade da companhia no país e espera que ele contribua para o fortalecimento do empreendedorismo, com geração de renda e autonomia em comunidades vulneráveis. “Um de nossos compromissos com o MAPFRE na Favela é oferecer ao pequeno e médio empresário a segurança necessária para a continuidade do próprio negócio. Nosso projeto foi desenvolvido com foco na acessibilidade e simplicidade. As tarifas dos produtos foram cuidadosamente definidas para serem compatíveis com a realidade financeira dos empreendedores das favelas, a partir de uma escuta ativa com esse público”, destaca Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da companhia. 

“Essa iniciativa de capacitar os próprios moradores fortalece o objetivo de apoiar o desenvolvimento pessoal e gerar receita na economia da favela proporcionando renda dentro do próprio local”, completa a executiva.  

IBDS faz parceria com entidades estudantis para auxiliar vítimas das enchentes do RS

Fonte: IBDS

Um dos desafios sofridos pela população afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul é a perda total ou parcial de bens, móveis e imóveis. Para auxiliar as pessoas que tiveram perdas desse tipo, o Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) criou um programa de parceria com entidades estudantis de universidades gaúchas a fim de treinar estudantes de Direito para o atendimento gratuito da população e ajudar a dirimir dúvidas sobre seus seguros contratados.

A Assessoria Jurídica Hernani Estrella (AJHE) da faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi a primeira a firmar a parceria. “Além da defensoria pública, as universidades brasileiras oferecem assistência jurídica gratuita à população que não tem acesso à advocacia privada. Além da defensoria pública, as universidades brasileiras têm as assessorias jurídicas universitárias, que oferecem auxílio para quem não tem acesso ao direito privado”, explica a advogada Helena Chagas, do escritório ETAD – Ernesto Tzirulnik Advocacia e membro do IBDS. “No caso da UFRGS, todos os alunos da Assessoria Jurídica Hernani Estrella (AJHE) se reuniram em uma grande força tarefa para ajudar a população impactada”, destaca.

Dúvidas e contatos de outras instituições de ensino interessadas podem ser encaminhados ao e-mail sos.rs@ibds.com.br. O Governo Federal, por meio da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, também disponibiliza canal especial para esclarecimentos e reclamações: 0800-0218484.

O IBDS traz algumas orientações gerais:

•            O aviso de sinistro deve ser enviado assim que possível, mas tem de ser muito cuidadoso;

•            Envie, com o aviso, todos os comprovantes pertinentes: RG e CPF do segurado, fotos e vídeos do dano, documentos relacionados ao bem segurado (por exemplo, se for um veículo, enviar o documento do automóvel);

•            Guarde o registro do aviso: anote protocolos de ligações, salve e-mails, tire print das telas dos aplicativos. Registre as datas das comunicações.

Desde 2000, o IBDS promove o desenvolvimento de pesquisa e estudos em Direito do Seguro e difunde o conhecimento por meio de fóruns, palestras e cursos com especialistas brasileiros e estrangeiros. Além disso, o Instituto é a entidade que impulsiona a tramitação do projeto de lei de contrato de seguro brasileiro, PLC 29/2017, em fase final de aprovação no Senado Federal.

Tragédia no RS: Seguradoras podem pagar mais de R$ 7 bi em sinistros 

Ilan Alper Seguros

Fonte: Alper

Com o recuo das águas após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, os prejuízos começam a ser calculados. O mercado de seguros tem acompanhado o cenário bem de perto, já que absorverá grande parte do prejuízo. Embora ainda seja cedo para determinar o valor total dos sinistros, o vice-presidente de riscos corporativos da Alper Seguros, Ilan Kajan, mencionou que apesar de ser recente, já existe mais de R$ 1,7 bilhão de sinistros avisados e uma estimativa de perda que pode ultrapassar os R$ 7 bilhões.
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“A tragédia no Rio Grande do Sul terá um impacto relevante no mercado de seguros, refletindo uma mudança de percepção sobre os riscos climáticos no Brasil. Até o momento, mais de 25 mil sinistros foram avisados”, afirmou Kajan. Ele destacou que o Brasil, até então, não era considerado um país de grandes catástrofes naturais comparado a regiões como os Estados Unidos, Ásia e Europa. “Agora, o Brasil entra no mapa de riscos climáticos de forma significativa, o que afetará a precificação e as condições dos seguros”.
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Segundo Kajan, os seguros estão dentro dos contratos ressegurados, e apesar da alta sinistralidade não prevista, o mercado segurador absorverá os prejuízos decorrentes dos eventos no Rio Grande do Sul.
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Nessa fase de contabilidade de prejuízos, Kajan destaca que seguros mais acionados serão aqueles que cobrem danos materiais a indústrias, empresas, infraestrutura, comércios, residências, veículos, agronegócio e seguros de pessoas, incluindo vida e acidentes pessoais.”As coberturas relacionadas a alagamento, inundação, remoção de entulhos e lucros cessantes vêm sendo extremamente solicitadas”, explicou Kajan.
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No pós-catástrofe, espera-se haver mudanças no comportamento das seguradoras e consumidores. Para a Alper Seguros, é provável que muitas pessoas que não estejam em áreas de risco passem procurar proteção extra para seu patrimônio. Já em locais que estejam em zonas críticas, como próximo às margens de rios, os contratos de resseguro tendem a passar por atualização com relação a taxas e restrições de cobertura, especialmente para regiões agora identificadas com maior risco de alagamento e inundação. Diante deste cenário de ‘hard market’, algumas seguradoras podem condicionar a aceitação de novos contratos com a adoção de medidas protetivas, como a construção de barreiras e outras ações mitigadoras.
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Para gerenciar a alta demanda por atendimento e processamento de sinistros, a Alper Seguros montou um “war-room” com todas as unidades de negócios envolvidas. Segundo a empresa, uma equipe tem priorizado um atendimento humanizado e ágil, com um canal exclusivo para apoiar os segurados afetados.