CNseg lança a Casa do Seguro para a COP30, em Belém 

Com possíveis 10 patrocinadores, além de investimentos próprios, a Confederação Nacional das Seguradoras anuncia a Casa do Seguro. Segundo Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, o projeto faz parte da agenda da entidade de posicionar o setor como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima durante a 30ª Conferência das Nações Unidas (COP 30) sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém.  

“O mercado segurador é um agente-chave na transição para uma economia mais verde e resiliente. A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta”, destaca Oliveira.

A Casa promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil. 

Dentre as atividades promovidas na Casa, destacam-se os debates e painéis temáticos do setor de seguros; os fóruns multissetoriais, em parceria com organizações e entidades setoriais; as reuniões bilaterais; a demonstração de produtos e serviços; e apresentações culturais. Em comum, elas atuarão nos sete eixos temáticos: proteção social e de investimentos, finanças sustentáveis, infraestrutura resiliente, inteligência climática, seguros & agronegócio, seguros na expansão da frota verde brasileira e seguros para o desenvolvimento industrial sustentável.

O vídeo apresentado na coletiva não está disponível para divulgação ainda, mas mostrou um projeto audacioso e aderente ao estilo das seguradoras, que entregam eventos que sempre arrancam elogios dos mais exigentes públicos. Segundo informações da entidade, a Casa do Seguro terá 1,6 mil m² de área útil, divididos entre plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. 

A iniciativa também refletirá o compromisso da CNseg com a sustentabilidade e a governança climática. Seu conceito foi fundado nas bases dos selos Evento Neutro e Resíduo Zero e no consumo de energia eficiente, além de contar com cenografia sustentável. O espaço também promoverá iniciativas de responsabilidade social com a comunidade local e utilizará mão de obra local e inclusiva.

A COP30 reunirá líderes mundiais, organizações internacionais e a sociedade civil para discutir os próximos passos no enfrentamento da crise climática global. A expectativa é trazer parceiros internacionais para a casa, como as congêneres da CNseg de outros, e também a  GFIA, que reúne todas as confederações do mundo. “A Casa do Seguro promete ser uma das iniciativas mais emblemáticas do evento, colocando o Brasil e o mercado segurador no centro das soluções para os desafios do século XXI”, disse Dyogo Oliveira.

Setor de seguros tem projeção de crescer na casa de um dígito em 2025 

Crescimento de um dígito das vendas do setor de seguros em 2025: 8,8%. Esta foi a previsão apresentada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em coletiva realizada nesta tarde, em São Paulo. Se considerado saúde, a estimativa sobre para 10,1% do setor, levando em conta uma projeção de Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%, Selic de 12,5% e inflação de 3,98%.

Para 2024, a projeção de crescimento é de 11,6%, com a arrecadação estimada em R$ 747,3 bilhões, considerando-se todos os produtos de seguros, previdência aberta, capitalização e a saúde suplementar.

Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, credita a desaceleração do crescimento do setor, em parte, a menor renda das famílias. “O processo de pouso suave da economia impacta a renda da população. Menos renda é menos consumo e, consequentemente, menos seguros são contratados.”

Em 2024, o maior destaque para a alta da arrecadação tem sido o segmento de cobertura de pessoas até setembro (últimos dados disponíveis), com avanço estimado de 15,6% no fechamento do ano. Mas na previsão de 2025 é este mesmo segmento que quebra o histórico de crescimento do setor na casa dos dois dígitos, uma vez que o avanço projetado para o próximo ano é de 9,5%.

A saúde suplementar tem indicadores de alta nominal de 10,9% em 2024 e 10,9% em 2025. Os produtos que integram Danos e Responsabilidades contribuirão para o aumento na arrecadação, com crescimento projetado de 7,1% até dezembro deste ano e 8,2% no decorrer de 2025. Já a Capitalização deve crescer 6,6% este ano e 5,5% no ano que vem.

A entidade também estima que o setor segurador terá uma participação de 6,4% no PIB nacional até o final do próximo ano, 0,1 p.p. a mais que o resultado estimado para este ano.

Prioridades da CNseg em 2025

Adaptação ao Marco Legal dos Seguros – “Para 2025, uma das nossas prioridades será a adaptação do setor ao novo Marco Legal dos Seguros. Publicaremos no início do ano um manual de interpretação e boas práticas sobre os contratos de seguros, que será uma ferramenta essencial para todo o mercado. Além disso, promoveremos uma série de seminários, nos quais o Judiciário terá um papel ativo, colaborando para o entendimento e aplicação da nova lei.

A lei foi fruto de 21 anos de debates e aprimoramentos, e o maior ganho que ela traz é a elevação do nível das garantias no setor. Ela proporciona mais segurança jurídica, especialmente no médio e longo prazo. No curto prazo, enfrentaremos um período de adaptação, durante o qual será fundamental construir consensos entre os players do mercado para evitar a judicialização desnecessária dos contratos.”

Regulamentação da Reforma Tributária – “Outra prioridade será acompanhar e contribuir para a regulamentação da reforma tributária. Este é um tema que impacta diretamente o nosso setor e exige atenção para garantir que o ambiente tributário seja justo e favorável ao desenvolvimento do mercado de seguros.”

Agenda Climática e COP 30 – “A agenda climática também estará no centro das nossas ações em 2025. Parte desse esforço está alinhada com os compromissos da COP 30, onde queremos reforçar o papel do setor de seguros como um agente transformador na gestão de riscos climáticos.”

Ampliação do Seguro Rural – “Vamos ampliar a atuação no segmento de seguro rural. Este é um mercado estratégico, fundamental para a sustentabilidade do agronegócio e a segurança alimentar do país.”

Discussão sobre a Longevidade – “A questão da longevidade será um tema que traremos ao debate em 2025. O envelhecimento da população impacta profundamente o setor de seguros, que precisa oferecer produtos e serviços mais alinhados às novas demandas de uma sociedade em transformação.”

“Por fim, estamos em um momento importante de transição interna, com a seleção de uma nova diretora de sustentabilidade, que terá a missão de liderar iniciativas estratégicas voltadas para o desenvolvimento sustentável do setor de seguros”, finalizou.

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Crédito, seguros e saúde caminham para a hiperpersonalização com IA generativa

bruno porte mitsui

Fonte: Neurotech

“A IA generativa está possibilitando que as empresas voltem a conversar com seus clientes individualmente”. Frases como esta dita pelo diretor de Risco de Crédito e Modelagem do grupo Itaú, André Martins, marcaram a quarta edição do Neurotrends, fórum de discussões criado pela Neurotech, uma empresa B3 especializada na criação de soluções avançadas de Inteligência Artificial e Big Data.

O evento realizado nesta terça-feira (10) na Arena B3, em São Paulo, revelou as expectativas de alguns dos líderes dos segmentos de crédito, seguros e saúde a respeito da oportunidade de hiperpersonalização de produtos e serviços, mas também demonstrou uma preocupação com a necessidade de cuidado máximo com os desafios éticos que envolvem o uso da tecnologia.  

O evento, que teve como tema “Tendências e desafios dos mercados de crédito, saúde e seguros: A nova fronteira da IA Generativa. Separando o hype do que já é realidade”, reuniu renomados especialistas em inovação nos três mercados. Ao todo foram realizados cinco painéis nos quais foram debatidas as implicações do avanço da IA Generativa em cada segmento.

Para o CEO da Neurotech, Domingos Monteiro, as discussões revelaram basicamente três constatações a respeito da IA generativa. “O primeiro fator é que a tecnologia já está à disposição e não é mais uma barreira. O segundo é que o consumidor está mudando e não aceita mais facilmente produtos e serviços que não estejam de acordo com seus desejos e necessidades. Finalmente existe o consenso de que os dados que esses consumidores geram podem ajudar a dar a experiência que eles querem com um forte apoio da IA generativa”, avaliou. 

O diretor executivo de Crédito e Cobrança do Banco BV, Roberto Jabali, disse que a IA generativa tem possibilitado às empresas cada vez mais buscar insights para a segmentação de uma pessoa. “Nos últimos anos temos feito segmentação de grupos específicos, mas o ideal é ir reduzindo cada vez mais o tamanho desses grupos. A IA generativa caminha para permitir a redução ao menor tamanho possível que é o de uma única pessoa”, disse.

Apesar do entusiasmo, os debatedores não se esqueceram de alertar para a necessidade de cuidados no uso da tecnologia. De acordo com o Vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do Banco do Brasil, Felipe Prince, o desafio ético em torno da IA generativa exige que as organizações treinem e remodelem sempre para que não haja agregação de preconceitos nos modelos porque isso tem potencial para derrubar instituições. “São novos riscos emergentes que a tecnologia nos traz, mas tudo está em nosso controle. Nada nasce se nós estivermos modelando corretamente”, disse.

No campo dos seguros, uma das impressões mais impactantes foi feita pelo vice-presidente de Tecnologia, Operações, Transformação e Dados da Axa, Bruno Porte (foto). Segundo ele, com a evolução da IA generativa, em cerca de 3 ou 4 anos provavelmente algumas das soluções das seguradoras talvez estejam embarcadas em um aplicativo existente no próprio carro do cliente porque aquele meio é muito mais conveniente para o usuário do que ele ter que baixar um aplicativo da seguradora em seu celular. “As seguradoras vão ter que entender que precisarão deixar de ser o sol, com todos os planetas girando ao seu redor, para ser apenas mais um planeta. Essa mudança vai acontecer a curto e médio prazo”, disse.

A respeito do impacto da  IA generativa nas operações de financiamento veicular, o Sócio & Head de Veículos no C6 Bank, Ricardo Bonzo, disse que a IA vem para dar escalabilidade no sentido de que a indústria possa ampliar as operações tendo a certeza da segurança para barrar as investidas de fraudadores e outros problemas. “Só para ter uma ideia, cerca de R$ 45 milhões em fraude aplicadas na leitura de placas foram evitados com uma solução de IA da Neurotech”, disse. 

O presidente da Omni, Heverton Peixoto revelou que neste segmento cerca de 25% dos contratos sofrem algum tipo de renegociação ao longo da sua vigência.  “Nós conseguimos melhorar entre 12% a 15% o valor recebido a partir do momento em que conseguimos usar algoritmos com IA mais sofisticados”, disse.

Já na área da saúde, além do apoio no combate a fraudes e abusos, a IA generativa está sendo vista como uma ferramenta capaz de inverter a lógica do setor.

Para o Diretor Executivo de Mercado, Tecnologia e Inovação da Seguros Unimed, Wilson Leal, a grande revolução da IA é permitir que o setor passe finalmente a se preocupar em cuidar verdadeiramente da saúde e não da doença. Neste sentido, o Innovation Lead na Astrazeneca, Dante Lopes, afirmou que a IA traz a possibilidade de conseguir diagnósticos precoces ou cada vez mais precoces. “Existem processos que já permitem identificar a possibilidade de alguém ter uma doença 5 anos antes ou até 7 anos antes dela se manifestar”, disse.

MetLife e General Atlantic lançarão joint venture de resseguros

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Fonte: Reuters

A MetLife e a General Atlantic anunciaram uma joint venture de resseguros, conforme informaram os executivos das empresas à Reuters nesta quarta-feira, marcando a mais recente tendência de seguradoras e gestores de investimentos alternativos se unirem para aumentar os retornos de ativos de seguro de baixo risco.

A nova empresa, chamada Chariot Reinsurance, contará com uma contribuição inicial de capital superior a US$ 1 bilhão, com MetLife e General Atlantic detendo, cada uma, cerca de 15% de participação acionária.

Juliana Alves assume comando da Swiss Re Brasil com saída de Fred Knapp para o IRB (Re)

Mais uma mulher no comando no mercado de re/seguros. A Swiss Re anuncia duas mudanças na liderança de equipe no Brasil. A partir de janeiro de 2025 Juliana Alves assume como líder de mercado da Swiss Re para o Brasil e o Cone Sul, substituindo Fred Knapp, que parte para um novo desafio — assume a vice-presidência financeira do IRB (Re), depois de quase 11 anos no grupo suíço, sendo cinco na liderança da equipe.

Juliana é a segunda mulher no comando de resseguros no Brasil. A primeira foi Margo Black, que liderou a operação local da Swiss Re entre 2012 e 2018. Juliana tem mais de 20 anos de experiência em posições de liderança sênior em re/seguros, com passagens por Londres, Munique e América Latina. Mais recentemente, liderou o negócio de resseguro facultativo P&C na América Latina.

Por sua vez, Jorge Guereca assumirá a posição de Head de Resseguro Facultativo P&C para a América Latina, sucedendo Juliana. Jorge conta com mais de 25 anos de experiência no setor, atuando em diversas áreas, como contratos, resseguro proporcional, resseguro facultativo e subscrição. Desde 2018, ele é responsável pelo negócio de Resseguro Facultativo P&C da Swiss Re para o México e a América Central. Ele continuará baseado na Cidade do México.

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Fred Knapp deixa Swiss Re e assume vice-presidência financeira no IRB (Re)

Frederico Knapp deixa o comando da operação local da Swiss Re depois de quase 11 anos no grupo suíço para assumir a vice-presidência financeira do IRB (RE), cargo que vinha sendo acumulado pelo presidente Marcos Falcão desde abril deste ano, com a saída de Rodrigo Botti. Segundo fato relevante publicado, Knapp assume a partir de 20 de dezembro e seu mandato vai até julho de 2025. No lugar de Knapp na Swiss Re assume Juliana Alves.

Knapp é formado em administração de empresas pela Universidade Paulista (Unip), com MBA em negócios internacionais pela Nova Southeastern University (NSU) e MBA em finanças, controladoria e auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O IRB tem apresentado uma recuperação significativa em 2024, revertendo as perdas dos anos anteriores. No terceiro trimestre de 2024, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 115,9 milhões, um aumento de 142,8% em relação ao mesmo período de 2023. Esse resultado inclui um lucro recorrente de R$ 82,6 milhões e um ganho não recorrente de R$ 33,4 milhões proveniente da venda de um terreno no Rio de Janeiro.

No acumulado de janeiro a setembro de 2024, o lucro líquido totalizou R$ 260,2 milhões, mais que o dobro dos R$ 114,2 milhões registrados em todo o ano de 2023. Além disso, o índice de sinistralidade no terceiro trimestre de 2024 foi de 67,9%, uma melhoria de 6,1 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior. O índice combinado também melhorou, atingindo 102,1%, uma redução de 8,1 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2023.

Brasil estará no centro de discussões globais e locais em 2025, segundo corretores de seguros

Um ano excelente. Assim, 2024 é definido pelos principais porta-vozes de seguradoras, resseguradoras e corretores de re/seguros em todo o mundo. O otimismo para 2025 é grande. A tendência das negociações aponta para uma leve estabilização de preços no segmento de riscos corporativos, após um longo período de aumento acentuado. Apesar de algumas reduções modestas nos índices gerais, como o relatório da Marsh, que indica uma queda média global de 1% no último trimestre, ainda há variações significativas entre regiões e linhas de negócios.

O mercado de Property & Casualty (P&C), influenciado por eventos climáticos e mudanças nas práticas de resseguro, tende a permanecer mais estável. Linhas de longo prazo, como responsabilidade civil e D&O, trazem incertezas devido a tendências complexas, como litígios em massa e eventos sistêmicos. A disponibilidade de dados mais robustos tem ajudado o setor a manter disciplina na precificação, evitando oscilações abruptas. O foco permanece em equilibrar adequação de preços e rentabilidade sustentável, adaptando-se às constantes mudanças nos riscos e condições do mercado.

No Brasil, Stephanie Zalcman, sócia e diretora na corretora Wiz Corporate, acredita que o mercado de seguros brasileiro em 2025 estará no centro de discussões globais e locais, especialmente diante de questões como mudanças climáticas, avanços tecnológicos e pressões econômicas. “A realização da COP 30 no Brasil simboliza uma oportunidade de colocar o país como protagonista nas soluções para riscos climáticos. No entanto, a lacuna entre o discurso e a prática ainda é evidente. Apesar da urgência, a baixa demanda por produtos voltados para riscos ambientais e a falta de incentivos fiscais dificultam a expansão desse segmento. Por outro lado, há um potencial inexplorado em setores como o agronegócio e a infraestrutura, que poderiam se beneficiar de soluções inovadoras, como seguros paramétricos e parcerias público-privadas”, comenta.

Segundo ela, a inflação moderada em 2025 traz alívio ao mercado, mas o impacto no custo de sinistros ainda será um desafio, especialmente nos setores automotivo e de saúde. Para responder a essa dinâmica, as seguradoras precisam inovar na precificação, explorando tecnologias de big data e inteligência artificial para personalizar produtos e otimizar custos. “O avanço do seguro cibernético, por exemplo, reflete uma tendência global que começa a ganhar força no Brasil. Com o aumento dos ataques digitais e a pressão regulatória, empresas de todos os portes estão percebendo a importância de mitigar riscos cibernéticos, abrindo espaço para um crescimento acelerado nesse nicho.”

Outro ponto crucial para o setor em 2025, segundo Zalcman, será a transformação digital e a competição acirrada com novos entrantes, como insurtechs e players internacionais. A necessidade de agilidade e inovação pressiona as seguradoras tradicionais a adotarem estratégias digitais robustas e centradas no cliente. Além disso, a guerra por talentos permanece, especialmente em áreas técnicas e tecnológicas. Empresas que investirem em capacitação, programas de ESG e políticas flexíveis de trabalho terão uma vantagem competitiva. Em suma, 2025 será um ano de grandes oportunidades para seguradoras que souberem unir tecnologia, sustentabilidade e personalização em suas estratégias, posicionando-se como parceiras indispensáveis na gestão de riscos.

Leo Dale, CEO da OneGlobal no Brasil, também destacou no planejamento de 2025 o tema mudanças climáticas: “A crescente preocupação com os riscos associados às mudanças climáticas pode levar a uma reavaliação das coberturas e ao aumento dos prêmios, especialmente em setores vulneráveis.”

A tecnologia segue entre as prioridades da corretora. “Corretoras e seguradoras seguirão investindo em tecnologias digitais para melhorar a eficiência e a experiência do cliente. Isso inclui a utilização de inteligência artificial e análise de dados para personalizar as ofertas”, afirma.

A cibersegurança que já vem ocupando um lugar de destaque há pelo menos uns cinco anos, continua no topo da lista de oportunidades de negócios. “Com o constante aumento das ameaças cibernéticas, a demanda por seguros que cubram riscos digitais deve crescer. As seguradoras devem desenvolver produtos mais robustos para atender a essa necessidade”, afirma.

Além de atender às demandas já existentes, Dale destaca a importância de criar produtos e serviços para riscos emergentes, com foco também na sustentabilidade. “A identificação e a cobertura de novos riscos, como pandemias e crises geopolíticas, serão cruciais. O mercado deve estar preparado para evoluir de acordo com esses desafios, sem esquecer da sustentabilidade, uma demanda crescente por práticas empresariais sustentáveis.”

Junto Seguro afirma estar “mais preparada do que nunca” para crescer em garantia em 2025

A Junto Seguros, seguradora líder em seguro garantia no Brasil, planeja avanços importantes nos segmentos de Seguro Garantia e Fiança Locatícia para 2025. O CEO Roque de Melo está otimista com o desempenho do segmento em que atua para o próximo ano, quando a seguradora completa 30 anos de dedicação ao seguro garantia. “A Junto está mais preparada do que nunca para continuar liderando e transformando o mercado”, afirmou ao portal Sonho Seguro.

Durante a conversa, Roque destacou avanços alcançados pela empresa e pelo mercado de seguros, assim como as metas para o próximo ano. “Seguiremos contribuindo com a CNseg, confederação das seguradoras, e com a Fenaber, federação de resseguros, para popularizar o seguro e aproximar o mercado dos diferentes players, promovendo um ambiente de segurança e transparência. “Clientes e parceiros podem esperar muitas novidades e uma abordagem diferenciada nos negócios no próximo ano”, afirmou.

O CEO avaliou 2024 como um ano excelente para a Junto Seguros. Apesar de enfrentar um mercado altamente competitivo, a empresa se reinventou ao utilizar sua capacidade técnica e a tecnologia como diferenciais. Como resultado, a seguradora registrou um recorde de produção e crescimento em linhas importantes, além de traçar uma estratégia para resultados ainda mais promissores nos próximos anos. Em relação ao mercado, Roque apontou que o setor manteve um crescimento constante, acima de dois dígitos, especialmente em linhas como Garantia e Fiança Locatícia, demonstrando resiliência e boas perspectivas futuras.

Ao abordar a ampliação da participação do setor no PIB brasileiro, Roque destacou o trabalho da CNseg e da Fenseg na aproximação do mercado segurador com o público. Segundo ele, iniciativas como o seguro catástrofe representam importantes avanços para popularizar o seguro e oferecer garantias a parcelas vulneráveis da população, especialmente em eventos catastróficos como os ocorridos no Rio Grande do Sul. Apesar de reconhecer que esse é um tema complexo e de longo prazo, ele afirmou que o mercado está empenhado em promover um ambiente mais seguro, transparente e acessível para todos.

Roque ressaltou que as reformas e os investimentos públicos anunciados pelo governo, de R$ 1,7 trilhão para o PAC, impulsionaram o crescimento do setor. Ele destacou avanços em concessões e o aumento de contratos públicos como fatores que movimentaram positivamente a economia do país, contribuindo para o crescimento do mercado segurador.

Entre janeiro e agosto deste ano, o ramo de seguro garantia alcançou R$ 3,3 bilhões em arrecadação. A expectativa é crescer 29,1% em relação a 2023, quando somou R$ 4,3 bilhões. O crescimento das vendas deste segmento foi impulsionado por fatores como a retomada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os investimentos em infraestrutura do Governo Federal; a vigência da Lei de Licitações, e a Lei do Carf (Conselho Administrativo de Recurso Fiscais).

 A nova Lei de Licitações prevê que o percentual do seguro garantia, quando exigido, suba dos atuais 5% para até 30% do valor do contrato, viabilizando a inclusão da cláusula de retomada nas apólices. Essa mudança permitirá que as seguradoras possam garantir a efetiva conclusão das obras na hipótese de a empresa contratada não cumprir sua obrigação. Hoje, aproximadamente 40% das obras públicas no Brasil estão paralisadas. “Para os próximos anos, temos expectativa de uma utilização mais efetiva da cláusula de retomada nas contratações públicas, o que pode gerar um impacto ainda mais significativo no setor.”

A digitalização e a inovação foram apontadas como pilares do desempenho da Junto Seguros em 2024. Atualmente, 99% das apólices da empresa são emitidas de forma digital, o que, segundo Roque, tem sido fundamental para a automatização, a proximidade com os clientes e a melhoria na experiência do usuário. Ele também destacou o potencial crescente de modalidades como seguros cibernéticos, considerados indispensáveis para empresas de diferentes portes. Para 2025, a expectativa é de avanços tecnológicos que tragam melhorias e oportunidades para o mercado.

F/Seguros avança no projeto transformar morador de favelas em empreendedores

A F/Seguros, iniciativa fruto da parceria entre a MAG Seguros e a Favela Holding, participou da Etapa Nacional da Expo Favela 2024, realizada entre os dias 6 e 8 de dezembro no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reuniu líderes, empreendedores e moradores de favelas para discutir inovação e promover negócios no ecossistema das comunidades brasileiras. Durante o evento, executivos da MAG Seguros compartilharam os avanços e desafios da F/Seguros em entrevista ao portal Sonho Seguro.

Ronaldo Gama, head da F/Seguros, destacou a importância de envolver os moradores das favelas no desenvolvimento de soluções financeiras. Ter a oportunidade de conversar com quem vive diariamente a realidade das favelas é entender suas necessidades para que possamos desenhar soluções que levem o nosso negócio para quem mais precisa. Queremos mostrar que temos uma seguradora feita entendendo as necessidades da favela, para que a favela seja assistida, com o oferecimento de produtos que sejam aderentes à realidade desse público. A F/Seguros busca transformar moradores das favelas em microempreendedores de seguros. A fase piloto do projeto está em andamento, com representantes em comunidades como a Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis. A meta é expandir para outras regiões nos próximos meses.

Geraldo Coelho, líder de Relações Institucionais da F/Seguros, apontou que a inovação não se limita a avanços tecnológicos. A inovação precisa ser pensada como um processo colaborativo, envolvendo os próprios moradores na criação das soluções. Isso garante que os produtos financeiros e de seguros não apenas atendam às demandas das favelas, mas também sejam ferramentas para fortalecer sua autonomia e resiliência. Ele também destacou que metodologias como educação financeira comunitária com rodas de conversa e oficinas práticas, tecnologias digitais de baixo custo, como aplicativos que não consomem muitos dados móveis, microcrédito e microseguros personalizados adaptados às necessidades locais, redes de líderes locais capacitando agentes comunitários e modelos de economia solidária, como cooperativas financeiras, são essenciais para impulsionar a adesão a produtos financeiros nesses territórios.

Patrícia Campos, diretora de Gente e Gestão da MAG Seguros, enfatizou que a iniciativa busca superar desafios culturais e econômicos para expandir o acesso ao mercado de seguros. Sabemos que uma expressiva parte da população que vive em favelas não possui reserva financeira e, por isso, evita o comprometimento com dívidas longas. Nesse contexto, o seguro surge como uma ferramenta essencial para restabelecer o equilíbrio financeiro em momentos de imprevisto. A estratégia da MAG Seguros está baseada em dois pilares: acessibilidade aos produtos, com soluções simples e acessíveis, e proximidade, com representantes locais treinados para atuar como agentes de venda. Quando incluímos quem faz parte do contexto local, ele se torna uma ponte de confiança e facilita o processo de adesão.

Douglas Rocha, gerente de projetos da MAG Seguros, explicou que a capacitação dos moradores é essencial para fomentar o empreendedorismo. Ao capacitar moradores como consultores de seguros, a iniciativa cria oportunidades de trabalho dentro das favelas, fortalecendo a economia local e proporcionando uma fonte de renda para os participantes. O projeto piloto tem mostrado resultados positivos, com foco em reduzir a vulnerabilidade econômica e promover a inclusão financeira. Segundo Rocha, as seguradoras precisam adaptar seus produtos e processos para atender às especificidades desses territórios, considerando desafios como a informalidade e intermitência de renda.

Marina Alexandrino, analista de Gente e Gestão da MAG Seguros, abordou questões relacionadas à diversidade e inclusão no mercado de trabalho. Empresas que desejam promover mudanças sociais significativas devem criar uma cultura de apoio e reconhecimento, onde todos os colaboradores se sintam valorizados e ouvidos. Isso pode ser feito através de capacitações sobre vieses inconscientes e programas de desenvolvimento de liderança inclusiva. Ela também ressaltou que, ao abordar questões como a síndrome do impostor, é possível criar um ambiente de trabalho mais inclusivo e inovador. Ao criar um ambiente onde a diversidade é celebrada e a inclusão é praticada, as empresas não só fortalecem suas equipes, mas também impulsionam a inovação e o sucesso organizacional.

Ney Dias, da Bradesco Seguros, assume a Fenseg, ligada à CNseg

Após três anos à frente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Antonio Trindade, membro do conselho da seguradora Chubb, passa o cargo para Ney Dias, CEO das operações de Automóvel e Ramos Elementares na Bradesco Seguros. A FenSeg, que representa 76 seguradoras dos segmentos de Danos e Responsabilidades, elegeu seus novos dirigentes para o triênio 2025–2028. A chapa única, eleita nesta terça-feira (10), toma posse em fevereiro de 2025.

Um fato curioso para executivos do setor é que o comando deixou de ser das seguradoras estrangeiras e passou a ser de uma seguradora brasileira. No entanto, é bom lembrar que a Swiss Re Corporate Solutions, subsidiária da Swiss Re, o maior grupo ressegurador do mundo, tem uma joint venture com a Bradesco Seguros há seis anos e só se faz crescer a cada ano.

“Nesta gestão termos importantes debates, que vão exigir muito trabalho conjunto da diretoria e comissões da Fenseg, com demandas desafiadoras, como o novo marco legal de seguros, que mexe bastante com os segmentos em que as associadas atuam. Temos também o Projeto de Lei Complementar 143/24 – de autoria do então deputado Lucas Vergilio – que regulamenta o funcionamento de cooperativas de seguro e de grupos de proteção patrimonial mutualista”, citou o executivo

A pauta da Fenseg é importante e longa. Os impactos das mudanças climáticas no Brasil e no mundo também está entre os prioritários. “Temos de nos aprofundar nas discussões, que também pautam o setor de seguros no mundo, sobre como as seguradoras devem buscar melhorias em todos os segmentos para levarmos proteção para a sociedade e assim elevar a resiliência das pessoas e das empresas diante de imprevistos”, comentou Dias em entrevista ao blog Sonho Seguro.

A FenSeg ampliou o número de integrantes da Diretoria, que passará de 18 para 25. As novas vagas serão preenchidas por meio de votação em nova AGE, a ser marcada após a posse da nova Diretoria.

Presidente: Ney Ferraz Dias (Bradesco Auto/Re)

Vice-presidentes:

Eduard Folch (Allianz)

Felipe Nascimento (Mapfre)

José Rivaldo Leite da Silva (Porto Seguro)

Rafael de Gouveia Ramalho (HDI)

Diretores:

Alfredo Lalia Neto (Sompo)

Amauri Aguiar de Vasconcelos (Brasilseg)

Carlos Frederico Ferreira (Austral)

Edson Morikazu Toguchi (Berkley)

Eduardo Nogueira Domeque (Itaú Seguros)

Fabio José Pereira Leme (Zurich Minas)

Guilherme Perondi Neto (Swiss Re)

João de Lima Géo Neto (Pottencial)

Luis Antonio Nagamine (Mitsui Sumitomo)

Luciano Alves Santos (Chubb)

Marcelo Goldman (Tokio Marine)

Roque Junior de Holanda Melo (Junto)

Saint’Clair Pereira Lima (Bradesco Auto/Re)

Membros titulares do Conselho Fiscal:

Bruno de Almeida Camargo (Fairfax)

Cristina dos Santos Domingues (Starr)

Joaquim Alfredo da Cruz Filho (XS3)

Suplentes:

Fernando Correa Soares (Suhai)

Filipe Bonetti Alves (Essor)

Gustavo Genovez (180 Seguros)