Seguro auto deve ser um dos primeiros ramos a ser regulamentado

Por Jamile Niero, do Infomoney

A regulamentação da Lei 15.040/2024, conhecida como Lei do Contrato de Seguro ou Marco Legal dos Seguros, é um dos temas prioritários que a Susep (Superintendência de Seguros Privados) vai tratar em 2025, segundo o plano de regulação para o ano aprovado pela autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de seguros no país. Após anos de debate, a lei foi sancionada no apagar das luzes de 2024 e agora o foco está na regulamentação, que será conduzida em etapas ao longo do ano.

De acordo com o superintendente, Alessandro Octaviani, o novo marco legal visa equilibrar as relações no setor e garantir maior transparência para consumidores e empresas. Entre as principais mudanças, ele destaca a definição de prazos para regulação de sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro) e pagamento de indenizações, o que, segundo Octaviani, representa uma “revolução copernicana” no setor.

Entre os desafios da regulamentação, Octaviani destaca que a lei cria um microssistema jurídico específico para os contratos de seguro, tornando as regras mais claras e afastando interpretações divergentes. “Saímos daquele ambiente geral do Código Civil, com alguns pouquíssimos artigos referentes ao contrato de seguro, para uma lei muito mais robusta e específica”, diz o superintendente.

Próximos passos

Para garantir a adequação do mercado à nova legislação, a Susep irá revisar sua regulamentação, adaptando normas sem criar exigências extras. O processo será realizado por etapas, priorizando os temas que demandam maior adaptação do mercado.

Segundo a diretora da autarquia, Jéssica Bastos, a etapa atual é a de planejamento, ou seja, identificar o que será necessário mudar. O que deve entrar na ‘primeira leva’ da regulamentação, ou seja, das normas que deverão ser adaptadas à nova lei, são as que envolvem o mercado de seguro automóvel – um dos maiores segmentos do setor.

“Estamos fechando o planejamento do ano, mas entendemos que em alguns casos o mercado precisaria de mais tempo para se adaptar, como o seguro auto, por exemplo. Para mexer na norma de auto, precisamos mexer primeiro nas normas de seguros de danos, que são um pouco mais gerais, antes de ir para as específicas. É uma verdadeira orquestra que vamos ter que conduzir esse ano na Susep para fazer todos os instrumentos funcionarem ao mesmo tempo”, diz a diretora.

No caso do ramo de seguro automóvel, há também outra novidade: a recém sancionada lei das cooperativas de seguros. Essa nova legislação traz para dentro do guarda-chuva de fiscalização da Susep as associações de proteção veicular, aumentando a “concorrência” legal no segmento, e que também precisará de uma regulamentação que converse com as demais normas.

Apenas para se ter uma ideia, de janeiro a novembro de 2024, as receitas do mercado segurador totalizaram R$ 394,16 bilhões, um crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados da própria Susep. 

Só o seguro auto arrecadou R$ 53,20 bilhões no mesmo período, linha de negócios responsável por 42,4% dos prêmios (valor pago pelo consumidor à seguradora ao comprar o seguro) dos seguros de danos no ano até o mês de referência. E isso porque o mercado estima que apenas 30% da frota automotiva brasileira tenha algum seguro.

Outro exemplo de nova exigência que o mercado precisará se adaptar é a divulgação de decisões arbitrais. Segundo Octaviani, no Brasil há uma regra na lei que determina como vão ser feitas as arbitragens envolvendo o mundo do seguro e do resseguro, que obriga que os termos das decisões sejam tornados públicos. 

O papel da Susep será reunir as partes envolvidas no processo de arbitragem – seguradoras, segurados, resseguradores e as entidades que oferecem serviço – para informar que, a partir de agora, os contratos de seguro podem prever arbitragem em determinados termos e, especificamente, sobre a sua decisão final, “ter uma disciplina jurídica da publicidade”.

“Isso tudo é muito relevante porque senão, como aconteceu em outros países, as decisões vão sendo tomadas em arbitragem e não vão sendo conhecidas. O conhecimento sobre aquilo é muito importante, só que ao mesmo tempo nós temos que garantir o sigilo sobre aquelas partes e sobre pedaços daquele negócio. Isso só dá para ser feito chamando as entidades de arbitragem e organizando isso com eles”, acrescenta o superintendente.

Desafios

Para o advogado Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), a regulamentação deve reforçar os avanços da lei e garantir que ela seja aplicada de forma eficaz. 

“É importante que a lei não sofra diáspora semântica nesse momento, que mantenha a unidade tal como já vem e que ainda os direitos do segurado que são garantidos como regime geral sejam ainda mais bem especificados conforme o caso”, comenta o advogado.

Na avaliação de Tzirulnik, a regulamentação da Susep deverá olhar primeiro para normas ligadas aos questionários das seguradoras, pagamentos e prazos da regulação de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro, como um acidente ou roubo do carro, por exemplo), além de resoluções sobre os ramos de seguros de pessoas, automóveis e grandes riscos também. 

“Terá que ser feito com muita rapidez e no primeiro semestre, porque as seguradoras precisarão de um tempo para se adaptar e a lei foi generosa dando o prazo de vacância de um ano”, aponta o advogado.

Para Jaqueline Suryan e Marcella Hill, advogadas sócias de Seguros e Resseguros do escritório Campos Mello, a nova lei pode representar desafios para o setor. 

“Nos preocupa o fato de que a lei não distingue claramente os seguros massificados dos grandes riscos. O comprador de um seguro de grande risco é muito diferente do comprador pessoa física”, alega Hill, o que pode engessar o mercado e aumentar os custos operacionais. “Esperamos que essa nova lei não traga empecilhos para a continuidade do desenvolvimento do mercado brasileiro”, complementa.

Na análise de Suryan, apesar de a lei ser bastante protetiva com o consumidor, deixou um ponto relevante sem aprofundamento, que é a responsabilização também do corretor de seguros no esclarecimento do que é vendido ao consumidor.

Isso porque, diz Suryan, muitas vezes a pessoa física acaba não compreendendo direito o que está adquirindo. “O que vemos muitas vezes, principalmente em questionamentos perante o judiciário, é uma subscrição não esclarecida das pessoas, que não sabem exatamente o que estão contratando ou achavam que tinha cobertura e não tinham. A responsabilidade de tudo isso nunca foi partilhada com o corretor”, observa a advogada.

O Globo: Com alta de roubos de carros, valor do seguro sobe no Rio

Fonte: O Globo

Uma ação articulada pelo Comando Vermelho que levou pânico a motoristas com 798 roubos de veículos em apenas quatro dias também provoca impacto no bolso de quem tem carro no Rio. O preço do seguro dos automóveis ficou mais alto em algumas áreas da Região Metropolitana, segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), devido ao incremento de 39% desse tipo de crime no ano passado no estado. Caso se estenda por um período mais longo, a explosão de casos nos últimos dias poderá deixar as apólices ainda mais caras. As seguradores explicam que os valores são calculados com base nos dados dos últimos 12 meses.

De quinta-feira a domingo, foram registrados, em média, 200 roubos de veículos por dia no estado. O número representa um crescimento de 175% em relação à média de 2024. Segundo a polícia, traficantes estariam agindo nas ruas para pressionar pelo fim das operações em comunidades controladas pela facção criminosa.

— Na hora que começa a ter uma tendência de sinistros (roubos) numa região, o interesse pelo seguro aumenta e, quanto mais aumentar a frota segurada, esse custo também é pulverizado. Mas, sim, tem uma tendência de aumento de preço de seguro em relação ao roubo e ao furto. Não tem o que fazer, a conta não fecha — explicou Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da Fenseg.

CEP interfere no valor

A Fenseg não revelou o percentual médio de aumento, mas informou que o valor do seguro é calculado levando em consideração o endereço do proprietário do veículo — baseado no Código de Endereçamento Postal (CEP) — e o histórico de sinistros registrados pela seguradoras na região. Por isso, o seguro é mais caro onde a violência é maior.

José Varanda, professor e coordenador acadêmico da graduação em Gestão de Seguros, da Escola de Negócios e Seguros (ENS), afirmou que o valor médio do custo das apólices de seguro aumentou no Rio. Segundo ele, a alta pode estar ligada aos índices de criminalidade.

— Embora não haja uma estimativa exata do impacto específico desse aumento da violência nos preços dos seguros, um levantamento da Minuto Seguros (infomoney.com.br) indicou que, em dezembro de 2024, o valor médio das apólices aumentou 47,2% para homens e 37,8% para mulheres, em relação ao mês anterior. As seguradoras ajustam os valores das apólices com base no nível de risco de cada região e na frequência de sinistros. Com o crescimento de 39% nos roubos de veículos em 2024 em comparação com 2023 e a continuidade dessa tendência nos primeiros meses de 2025, observa-se um aumento nos preços dos seguros, especialmente em áreas com maior incidência de crimes — disse o especialista.

Segundo levantamento obtido pelo GLOBO, as áreas com mais registros de roubos de veículos entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro foram São Gonçalo, com 120 casos, Méier, com 96, Irajá, com 83, e Duque de Caxias, com 82.

A origem dessa recente onda de roubos de veículos foi descoberta pela polícia após um adolescente, de 16 anos, ser detido, na Zona Norte do Rio, com um Jeep Renegade roubado. Ao ser ouvido pelos policias, ele contou ter roubado outros dois carros naquele mesmo dia e que estaria obedecendo a uma ordem de traficantes dos complexos da Penha e do Alemão. A determinação teria se espalhado para outras comunidades do Comando Vermelho, gerando uma escalada de ataques a motoristas.

Mil reais por carro

Suspeito de participar da Equipe do Ódio, grupo de adolescentes do CV especializado no roubo de veículos, o jovem detido revelou ainda que recebia uma recompensa de mil reais por cada carro roubado e que ficava com os pertences das vítimas. Os traficantes também tinham interesse em ficar com alguns modelos de celular.

A Polícia Civil descobriu que essa ordem teria partido de Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do Complexo da Penha, após a operação no último dia 24, em que cinco pessoas morreram e nove ficaram feridas nos complexos.

Alper Seguros lança Alper Network para impulsionar negócios em seguros

A corretora Alper Seguros lança a Alper Network, uma iniciativa que visa fortalecer sua rede de parceiros por meio de maior transparência, eficiência e suporte operacional. A Alper Network reúne as já estabelecidas Alper Partners, Alper Associados e Alper International, consolidando a estratégia da companhia de expandir sua presença no mercado de seguros e aprimorar a experiência de corretores e clientes.

Segundo nota da empresa, com a Alper Network, a empresa aposta ainda mais em processos modernizados, refletindo o compromisso com a inovação. Como parte desse esforço, a companhia investiu R$ 600 mil em tecnologia para gestão financeira. Por meio do Alper One, os parceiros poderão acompanhar, de forma completa, as indicações de negócios. Além disso, o sistema oferece controle detalhado das contas, comissões e processos de renovação, garantindo mais previsibilidade e segurança nas operações.

“Acredito demais nessa integração e em todas as mudanças que estão sendo feitas na área. Fico muito feliz ao ver o quanto a Alper está investindo e atuando nesse canal. Nesses quatro anos já vi muitas mudanças e todas para melhor”, ressalta Ana Paula Lemos, integrante da Alper Associados, em nota.

Atualmente, a Alper Partners e Alper Associados já contemplam mais de 500 parceiros. A Alper Partners é destinada a pequenas corretoras, enquanto a Alper Associados foca em profissionais com bom network que indicam negócios para a companhia. A Alper International atende empresas brasileiras que buscam colocação de risco fora do país. Com a integração desses três braços de negócio, a Alper expande sua rede de parcerias e aprimora a experiência de corretores e clientes.

Para Daniel Rocha, Diretor de Partners e Associados da Alper Seguros, a novidade representa um passo importante na consolidação da empresa como uma das mais inovadoras do setor. “A Alper Network é mais do que uma marca; é um compromisso com nossos parceiros. Buscamos oferecer soluções que tornem a experiência deles mais ágil, confiável e eficiente. Acreditamos que, ao trazer mais transparência e suporte, fortalecemos nossa rede e impulsionamos o mercado de seguros como um todo”, destaca Rocha.

Com o olhar voltado para 2025, a Alper fortalecerá ainda mais sua rede de negócios. A empresa está focada em consolidar-se como líder em parcerias no setor, adotando um modelo único de atuação. “Pensando em Alper Network, o nosso objetivo é aumentar a qualidade dos negócios e a receita em cerca de 20% em relação a 2024”, afirma Daniel Rocha.

A criação da Alper Network acompanha o crescimento da Alper em diversos segmentos. No mercado global, a Alper expandiu sua atuação com a unidade Alper International, que tem capacidade de atender clientes em mais de 100 países. No Brasil, a Alper segue sua trajetória de expansão, com 21 aquisições realizadas sob a atual gestão e crescimento orgânico constante.

“Tecnologia é nosso diferencial competitivo. Estamos apostando no crescimento sustentável e fortalecimento da marca Alper no Brasil”, finaliza Daniel Rocha, diretor de Partners e Associados da Alper Seguros.

Previdência privada avança 15,3% em 2024, para R$ 196,1 bilhões

Os planos de previdência privada arrecadaram R$ 196,1 bilhões em 2024, um crescimento de 15,3% em relação a 2023, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Os recursos sob gestão dos planos somavam R$ 1,6 trilhão, crescimento de 14,4% em relação ao final do ano anterior. Ao todo, a captação líquida, resultado da subtração dos resgates do volume de aportes, foi de R$ 60,8 bilhões, aumento de 41,2% em um ano.

“Fechamos 2024 com resultados muito positivos, fruto de um trabalho de conscientização da população em relação à necessidade de proteção previdenciária e securitária”, diz o presidente da Fenaprevi, Edson Franco, em nota. Ele destaca ainda a aprovação de leis favoráveis ao setor, com mudanças de regras que simplificaram a contratação.

“Esperamos para 2025 a manutenção de um ambiente favorável, onde prosperem todas as iniciativas que buscam ampliar a proteção da população brasileira e a formação de poupança de longo prazo”, afirma ele. “Para tanto, será fundamental proteger, modernizar e garantir a segurança jurídica e previsibilidade quanto ao tratamento tributário aplicável aos produtos comercializados pelas sociedades seguradoras, especialmente os voltados à proteção financeira, que hoje beneficiam todas as camadas sociais.”

No ano passado, os planos do tipo VGBL lideraram os aportes, com R$ 178 bilhões, ou 91% da captação bruta. O restante ficou dividido entre os planos PGBL, com R$ 15 bilhões, e os planos tradicionais, com R$ 3 bilhões. O número de planos ultrapassou os 14 milhões, que pertencem a 11,2 milhões de pessoas, ou 7% da população com 18 anos ou mais.

CNseg apresenta projetos do setor segurador para mitigação de riscos climáticos à ministra Marina Silva

O setor segurador pode ser um importante aliado do Ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) no enfrentamento e mitigação dos riscos climáticos, afirmou a ministra Marina Silva em reunião nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, em Brasília, com o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira.

Na reunião, entre os temas apresentados pela CNseg, Dyogo destacou os estudos que a Confederação está realizando para melhorar o banco de dados sobre localidades onde os incidentes climáticos se dão com mais frequência, além da proposta encabeçada pelo setor de um seguro social contra catástrofe.

“A gente já tem capacidade de criar esse conhecimento, incorporar essas análises e continuar oferecendo o seguro para todo o país. Mas temos que trabalhar muito o conhecimento sobre os incidentes que acontecem no país. Além disso, o setor é importante e pode ser uma parte da solução [para mitigação climática]. Inclusive, estamos com uma proposta política dentro da agenda do seguro social de catástrofes. O Brasil hoje tem uma reação às catástrofes bastante frágil, bem debilitada e cara, e ao final não atende as pessoas, não atende a infraestrutura e não resolve o problema”, afirmou.

Para a ministra, o governo federal vem dialogando com diversos atores do setor produtivo para somar esforços para diminuição dos frequentes problemas causados pelas mudanças climáticas. Segundo Marina Silva, iniciativas como as apresentadas pelo setor segurador podem auxiliar, haja vista que a Pasta vem trabalhando para a criação de um novo marco legal para emergência climática, que deve reunir diversos esforços interinstitucionais para mapear regiões que são frequentemente atingidas por incidentes climáticos.

Na reunião, que contou com a presença do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, também estiveram presentes o diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, o diretor interino de Sustentabilidade, Alexandre Leal e do superintendente executivo de Gabinete, Gustavo Brum e demais representantes do gabinete ministerial.

COP 30

Durante o encontro também houve espaço para a apresentar à ministra as iniciativas da CNseg durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 30, onde foi apresentada a “Casa do Seguro”, que será instalada em Belém (PA).

O projeto inovador faz parte da estratégia da CNseg de posicionar o setor como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima. A Casa promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil.

Ameaça cibernética e mudanças climáticas assustam gestores de seguros

Incidentes cibernéticos, como violações de dados e ataques de ransomware, e apagões de TI, como o incidente recente da empresa de segurança digital CrowdStrike, são a maior preocupação para as empresas em todo o mundo em 2025, de acordo com o Allianz Risk Barometer. 

Mais uma vez, a interrupção de negócios também é uma das principais preocupações para empresas de todos os portes, ocupando a 2ª posição. Depois de mais um ano intenso de catástrofes naturais em 2024, esse perigo permanece em 3º lugar, enquanto o impacto de um ano de supereleições, o aumento das tensões geopolíticas e o potencial de guerras comerciais significam que as mudanças na legislação e na regulamentação são um dos cinco principais riscos, em 4º lugar.

O maior aumento no Allianz Risk Barometer deste ano, que se baseia nas percepções de mais de 3,7 mil profissionais de gerenciamento de riscos de mais de 100 países, é a mudança climática, que subiu da 7ª para a 5ª posição, alcançando a posição mais alta de todos os tempos em 14 anos de pesquisa.

Brasil

No Brasil, o cibercrime é a nova preocupação central. Catástrofes naturais (3º lugar) e incêndios (5º lugar) subiram de posição em comparação ao ano anterior, enquanto mudanças no mercado (6º lugar) e apagões elétricos (9º lugar) são novos destaques no top 10 dos principais riscos. 

Confira a lista 10 maiores riscos para os negócios no Brasil em 2025

1.      Incidentes cibernéticos: 41% (classificação em 2024: 2ª posição – 31%) ↗

2.      Mudanças climáticas: 38% (em 2024: 1ª posição – 35%) ↘

3.      Catástrofes naturais: 36% (em 2024: 4ª posição – 28%) ↗

4.      Interrupção de negócios: 32% (em 2024: 2ª posição – 31%) ↘

5.      Incêndios, explosões: 19% (em 2024: 6ª posição – 18%) ↗

6.      Desenvolvimentos de mercado: 12% (novo risco em 2025)

7.      Mudanças em legislação e regulamentação: 11% (em 2024: 7ª posição – 16%) →

8.      Roubo, fraude, corrupção: 11% (em 2024: 5ª posição – 19%) →

9.      Apagões de infraestrutura crítica: 10% (novo risco em 2025)

10.  Perda de reputação ou valor de marca: 10% (em 2024: 9ª posição – 12%) →

Para a diretora de subscrição comercial da Allianz, Vanessa Maxwell, “2024 foi um ano extraordinário em termos de gerenciamento de riscos e os resultados do nosso Allianz Risk Barometer  refletem a incerteza que muitas empresas em todo o mundo estão enfrentando no momento. O que se destaca este ano é a interconectividade dos principais riscos. Mudanças climáticas, tecnologias emergentes, regulamentações e riscos geopolíticos estão cada vez mais interligados, resultando em uma complexa rede de causa e efeito. As empresas precisam adotar uma abordagem holística para o gerenciamento de riscos e se esforçar consistentemente para aumentar sua resiliência a fim de lidar com esses riscos em rápida evolução.”

Riscos cibernéticos continuam a aumentar com o avanço rápido da tecnologia

Os incidentes cibernéticos (38% das respostas gerais) são classificados como o risco mais importante globalmente pelo quarto ano consecutivo – e com uma margem maior do que em outras edições do levantamento (7% pontos). Esse é o principal perigo em 20 países, incluindo Brasil, Argentina, França, Alemanha, Índia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. Mais de 60% dos entrevistados identificaram as violações de dados como a exposição cibernética que as empresas mais temem, seguidas pelos ataques à infraestrutura crítica e aos ativos físicos, com 57%.

“Para muitas empresas, o risco cibernético, exacerbado pelo rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA), é a grande ameaça que se sobrepõe a todas as outras. É provável que continue a ser um dos principais riscos para as organizações no futuro, dada a crescente dependência da tecnologia – o incidente do CrowdStrike no verão de 2024 mais uma vez destacou o quanto todos nós dependemos de sistemas de TI seguros e dependentes”, diz Rishi Baviskar, diretor global de consultoria de risco cibernético da Allianz Commercial. 

A interrupção de negócios está fortemente interligada a outros riscos

A interrupção de negócios (BI, business interruption em inglês) ficou em primeiro ou segundo lugar em todos os Termômetros de Risco da Allianz na última década e mantém sua posição em segundo lugar em 2025, com 31% das respostas. Ela é normalmente uma consequência de eventos como desastres naturais, ataques cibernéticos ou apagões, insolvência ou riscos políticos, como conflitos ou distúrbios civis, que podem afetar a capacidade de uma empresa de operar normalmente.

Vários exemplos de 2024 destacam porque as empresas ainda veem o BI como uma grande ameaça ao seu modelo de negócios. Os ataques dos Houthi no Mar Vermelho levaram a interrupções na cadeia de suprimentos devido ao redirecionamento de navios porta-contêineres, enquanto incidentes como o colapso da ponte Francis Scott Key em Baltimore também afetaram diretamente as cadeias de suprimentos globais e locais. As interrupções na cadeia de suprimentos com efeitos globais ocorrem aproximadamente a cada 1,4 ano, e a tendência é aumentar, de acordo com a análise da Circular Republic, em colaboração com a Allianz e outras empresas. Essas interrupções causam grandes prejuízos econômicos, que variam de 5% a 10% dos custos dos produtos e impactos adicionais de tempo de inatividade.

“O impulso para o avanço tecnológico e a eficiência está afetando a resiliência das cadeias de suprimentos. A automação e a digitalização aceleraram significativamente os processos, que às vezes sobrecarregam os indivíduos devido ao ritmo acelerado e à complexidade da tecnologia moderna. No entanto, quando implementadas de forma eficaz, essas tecnologias também podem aumentar a resiliência, fornecendo melhor análise de dados, percepções preditivas e recursos de resposta mais ágeis. É por isso que criar e investir em resiliência está se tornando fundamental para todas as empresas do mundo”, diz Michael Bruch, diretor global de serviços de consultoria de risco da Allianz Commercial.

Mudança climática atinge novo recorde

Estima-se que 2024 tenha sido o ano mais quente já registrado. Foi também um ano de terríveis catástrofes naturais, com furacões e tempestades extremas na América do Norte, enchentes devastadoras, como a do Rio Grande do Sul no Brasil, e na Europa e na Ásia, secas na África e na América do Sul. Depois de cair na classificação durante os anos de pandemia, pois as empresas tiveram que lidar com desafios mais imediatos, a mudança climática subiu duas posições e está entre os cinco principais riscos globais, em 5º lugar em 2025, sua posição mais alta, enquanto o perigo intimamente interligado de catástrofes naturais permanece em 3º lugar, com 29%, embora mais entrevistados também tenham escolhido esse risco como um dos principais ano após ano. Pela quinta vez consecutiva, em 2024, as perdas seguradas ultrapassaram US$ 100 bilhões.

Em todo o mundo, as catástrofes naturais são o risco número um na Áustria, Croácia, Grécia, Hong Kong, Japão, Romênia, Eslovênia, Espanha e Turquia, muitos dos quais viram alguns dos eventos mais significativos de 2024. Na Europa Central e Oriental, bem como na Espanha, as enchentes tiveram um impacto dramático sobre as pessoas e as empresas, enquanto o Japão enfrentou um terremoto na Península de Noto, que resultou em perdas seguradas de US$ 3 bilhões, com perdas econômicas que chegaram a US$ 12 bilhões. No Brasil, em que esse tema está na 3º colocação do relatório, as enchentes do RS de 2024 causaram prejuízos de R$ 3,32 bilhões ao varejo.

Geopolítica e protecionismo permanecem no radar

Apesar da contínua incerteza geopolítica e econômica no Oriente Médio, na Ucrânia e no Sudeste Asiático, os riscos políticos e a violência caíram uma posição, passando para 9º lugar em relação ao ano anterior, embora com a mesma parcela de entrevistados de 2024 (14%). No entanto, esse é uma ameaça mais preocupante para as grandes empresas, subindo para a 7ª posição, ao mesmo tempo em que é uma nova entrada no top 10 de riscos para empresas menores, na 10ª posição.

O medo das guerras comerciais e do protecionismo está aumentando e a análise da Allianz e de outras empresas mostra que, na última década, as restrições à exportação de matérias-primas essenciais quintuplicaram. As tarifas e o protecionismo podem estar no topo da lista do novo governo dos EUA, mas, por outro lado, há também o risco de um “velho oeste regulatório”, principalmente em relação à IA e às criptomoedas. Enquanto isso, os requisitos de relatórios de sustentabilidade estarão no topo da agenda na Europa em 2025.

“O efeito das novas tarifas será praticamente o mesmo da regulamentação (excessiva): aumento dos custos para todas as empresas afetadas”, diz Ludovic Subran, diretor de investimentos e economista-chefe da Allianz. “Entretanto, nem toda regulamentação é inerentemente ‘ruim’. E, na maioria das vezes, é a implementação de regras que dificulta a vida das empresas. O foco deve ser não apenas o número de regras, mas também uma administração eficiente que facilite ao máximo a conformidade. Uma digitalização completa da administração é urgentemente necessária. No entanto, também em 2025, provavelmente ainda estaremos esperando em vão por uma estratégia digital correspondente. Em vez disso, as guerras comerciais estão chegando. A perspectiva não é animadora.”

Diretoria comercial corporal da Tokio Marine fecha 2024 com faturamento de R$ 2,5 bi e já mira em R$ 3 bi

Fonte: Tokio

Uma das maiores operadoras do mercado, a Tokio Marine Seguradora anuncia faturamento de R$ 2,5 bilhões na Diretoria Comercial Corporate em 2024. Dentre as linhas de negócio que tiveram maior destaque na área estão os Seguros Garantia (53%), Riscos de Engenharia (25%), Vida (24%) Riscos Nomeados e Riscos Operacionais (19%) e Auto Frota (15%).

Já mirando uma produção de R$ 3 bilhões, o diretor comercial Corporate, José Luis Pereira de Franco, reforça que este resultado se deve ao forte relacionamento da companhia com os Parceiros de Negócios. “Nós estamos sempre em busca do aprimoramento de nossos processos, com investimentos constantes em melhorias operacionais e de serviços, para proporcionar um atendimento excepcional a nossos corretores e clientes”, explica.

Com mais de 60 colaboradores dedicados, esta área da companhia é responsável pelo atendimento a mais de 150 corretores que atuam com a carteira de Riscos Corporativos, com clientes que vão de indústrias automobilística e sucroalcooleira a transportes, a empresas de energia e infraestrutura. 

Atenta às movimentações de mercado, a diretoria quer estar ainda mais próxima de entidades dos setores atendidos, reforçando sua expertise no atendimento de clientes corporativos. “Para 2025, nós queremos aumentar a amplitude de nossas linhas de negócios e contribuir para o crescimento sustentável da companhia agregando ainda mais valor ao que fazemos”, ressalta Franco.

Sancor Seguros realiza evento em São Paulo e reforça compromisso com o mercado brasileiro

Fonte: Sancor

A Sancor Seguros, subsidiaria brasileira do maior grupo segurador argentino, reforçou seu projeto de expansão no país com a realização da primeira edição do evento “Conexão Sancor” em São Paulo, no dia 29 de janeiro. Cerca de 30 convidados, entre corretoras, assessorias e líderes de sindicatos e associações importantes do mercado de seguros, participaram do encontro, que contou com a presença de lideranças da Sancor, incluindo o CEO Edward Lange, CCO Paulo Dawibida, o Superintendente Comercial da Região de São Paulo Sandro Moraes e o Superintendente de Riscos Técnicos Alexandro Sanxes.

Os executivos apresentaram a trajetória, diferenciais e proposta de valor da Sancor Seguros, reforçando seu compromisso com o mercado brasileiro. Foram citados também os planos de crescimento da companhia e a estratégia de expansão, denominada “Ambição 2030”. “Nosso compromisso é expandir de forma sustentável, fortalecendo parcerias e oferecendo soluções que realmente agreguem valor aos nossos clientes e corretores”, afirmou Edward Lange.

O Superintendente Comercial da Região de São Paulo, Sandro Moraes, ressaltou a relevância do evento para o fortalecimento da companhia no maior mercado do país e seu entusiasmo com os desafios estreando á poucas semanas na companhia: “O Conexão Sancor é um passo fundamental e necessário no fortalecimento das relações com os corretores e assessorias. Queremos crescer juntos oferecendo soluções que atendam às necessidades do mercado, e ninguém melhor que os corretores para validarmos o caminho”.

Em um toque de celebração cultural com empanadas e vinhos argentinos, a Sancor Seguros também ofereceu aos participantes uma experiência com apresentação de tango, reforçando as raízes da companhia e a conexão com o Brasil.

Após o sucesso da edição paulista, seguem firme em seu plano de expansão, levando o Conexão Sancor para outras regiões estratégicas ao longo de 2025.

CNseg apresenta para presidentes dos Sindsegs estratégia para 2025

Fonte: CNseg

Com o objetivo de apresentar as ações que serão trabalhadas junto ao Governo Federal, o Congresso Nacional e o Judiciário ao longo de 2025, a Confederação Nacional das Seguradora (CNseg) recebeu os oito presidentes regionais dos Sindicatos das Seguradoras (Sindsegs) pela primeira vez. O encontro contou com a participação do presidente do Conselho Diretor da CNseg, Roberto Santos, e o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.

Roberto destacou a importância do encontro para alinhamento e aproximação da Confederação com os sindicatos regionais acerca das atividades que norteiam o setor segurador por todo o país.

“Acho super propício esse encontro para alinhamento do papel e da importância dos sindicatos patronais no que diz respeito ao ecossistema do setor. O sindicato tem um papel muito importante regionalmente. Então, essa reunião, onde nós tivemos aqui os diversos presidentes regionais vai servir de alinhamento, sendo muito positiva para as ações do nosso mercado”, afirmou Roberto Santos.

Para Dyogo Oliveira, a aproximação com os sindicatos é uma das grandes virtudes da atual gestão da CNseg, e ressalta o apoio da Confederação nas iniciativas que os gestores regionais executam em suas localidades.

“Nesta reunião gostaria de mais uma vez enfatizar que precisamos da atuação regional dos Sindsegs para desenvolver ainda mais o setor. Além disso, toda a estrutura da CNseg, sua atuação técnica, de relacionamento e de comunicação, vai estar sempre à disposição”, afirmou.

Participaram do encontro os presidentes do Sindseg BA/SE/TO, Paulo Cesar Souza, do Sindseg RJ/ES, Saint’Clair Pereira, do Sindseg PR/MS, Guilherme Bini, do Sindseg RS, Ederson Daronco, do Sindseg SC, João Amato, do Sindseg SP, Patricia Chcacon, do Sindseg N/NE, Edmir Ribeiro, e do Sindseg MG/GO/MT/DF, Andréia Padovani. Também estiveram presentes na reunião os diretores da CNseg, de assuntos corporativos, Genildo Lins e de Estudos e Sustentabilidade, Alexandre Leal.

Durante o encontro foram ressaltados um conjunto de ações entre CNseg e Sindsegs que deverão ser aplicados para aprimoramento das atividades do setor no país. Entre elas, destaque para promoção de ações de sinergia entre Confederação, Federações e Sindsegs; fortalecimento institucional e imagem do setor segurador; otimização de recursos; além de serem apresentados às inciativas do projeto de Parceria com estados.

O diretor de assuntos corporativos da CNseg, Genildo Lins, lembrou que a integração entre Sindicatos e CNseg é essencial para promoção do mercado por todo o país. “Pudemos demonstrar os temas que a gente trata nos estados em matéria legislativa e do poder executivo. Além disso, é importante ressaltar que os sindicatos são os que estão na ponta, são os que estão mais próximos dos governos estaduais e municipais, dessa forma eles têm um papel fundamental para ajudar a Confederação no trabalho de relação com os poderes locais, principalmente”, afirmou.

MAG Seguros “veste” de azul pontos turísticos do RJ para celebrar 190 anos

Fonte: MAG

A MAG Seguros lançou na segunda-feira (3) seu filme institucional para comemorar seus 190 anos, em um evento exclusivo para os colaboradores da empresa, no Teatro Riachuelo Rio. O vídeo que celebra o aniversário da marca, cuja trajetória está atrelada à do Brasil e é reconhecida como a precursora da previdência no país, homenageia a cidade do Rio de Janeiro. Com o mote “Vestindo o Rio de Azul”, cor da companhia, a campanha ilumina pontos turísticos marcantes da cidade que é berço de sua história.

Criada pela agência DPBR, o filme propõe uma reflexão sobre como o azul é a cor que abraça e representa a vida, e como ele se faz presente na rotina dos cariocas – seja no mar, no céu ou à noite. Seguindo este mote, a MAG iluminou pontos turísticos da cidade, como o Cristo Redentor, o estádio do Maracanã e a Rio Star, a icônica roda gigante da zona portuária.

O Cristo Redentor, maior símbolo do país e um dos pontos turísticos mais visitados do mundo, recebeu uma projeção com um coração e o azul da marca, com os dizeres “Protegendo o nosso futuro, juntos”, abençoando o compromisso da seguradora na proteção das famílias brasileiras.

“Celebrar o marco de 190 anos é motivo de orgulho e alegria para todos nós do Grupo MAG. Nossa história está atrelada a do povo brasileiro, firmada junto ao nosso compromisso de levar proteção financeira para todos. Trazemos nesse vídeo as cores da nossa marca em lugares tão marcantes na cidade que protagonizou a nossa história”, afirma Helder Molina, CEO do Grupo MAG.

Ainda dentre as ativações realizadas para a celebração dos 190 anos da companhia, a MAG fechou uma parceria com o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor. Ao longo do ano, a empresa e a Arquidiocese do Rio vão realizar um projeto que visa oferecer acesso gratuito a serviços essenciais, promovendo cidadania, saúde, educação e sustentabilidade à população em situação de vulnerabilidade social.

Apoio ao esporte

Dentro da programação do evento, Helder também anunciou o patrocínio da marca às atletas Rafaela Silva – medalhista olímpica e bicampeã mundial de judô – e Raíssa Machado – medalhista paralímpica e campeã parapanamericana de lançamento de dardo. As atletas, que no ano passado foram medalhistas em Paris, são as novas embaixadoras da MAG.

“Ter atletas como a Rafaela e Raíssa ao nosso lado, com trajetórias marcadas por esperança e determinação, são motivos de muito orgulho para nós do Grupo MAG. Nós acreditamos no poder de mudança que o esporte traz e seu impacto positivo em toda uma sociedade,” disse o executivo.