Sompo supera R$ 1,1 bilhão em vendas de seguros corporativos em 2024

A seguradora Sompo, subsidiária da empresa responsável pelas operações de seguro e resseguro do Grupo Sompo Holdings fora do Japão, superou a marca de R$ 1,1 bilhão em prêmios emitidos no segmento de grandes riscos em 2024. Esse valor representa um crescimento de 61% em relação aos R$ 685 milhões registrados em 2023 e é resultado dos investimentos feitos pela companhia para disponibilizar soluções robustas nas áreas de Seguros de Energia, Propriedades e Seguro Garantia.

“Este crescimento expressivo é resultado de uma estratégia focada na inovação e na excelência do atendimento. A atuação conjunta com os corretores de seguros e o investimento em tecnologia foram fundamentais para alcançarmos este marco”, avalia Maria Cristina Bettencourt, Diretora de Produtos da Sompo, em nota. “Além disso, a colaboração estreita com os parceiros nos permitiu aumentar significativamente os índices de renovação e a captação de novos negócios”.

Para dar suporte à estratégia de crescimento, a companhia investiu em ferramentas de Inteligência Artificial nos processos de subscrição. Ao reunir informações a partir de uma base de dados mais significativa, os especialistas da área passaram a ter mais subsídios para decisões mais personalizadas para cada risco de forma mais ágil e com mais precisão, o que aumentou a eficiência operacional. Outro ponto relevante foi o incremento na consultoria em gerenciamento de riscos. A Sompo, que já é reconhecida no mercado pelo seu suporte aos clientes do segmento de Transporte, tem investido na ampliação desse serviço para os segurados de outros ramos. Em 2024, a proximidade com os clientes, aliada à expertise de profissionais especializados, permitiu um suporte mais efetivo na proteção e mitigação de riscos, minimizando potenciais perdas para os segurados da área de Grandes Riscos.

Adailton Dias, Diretor Executivo de Produtos e Resseguro da Sompo”Estamos comprometidos em oferecer soluções cada vez mais eficazes para nossos clientes. O fortalecimento das relações com nossos parceiros e a eficiência nos processos internos foram cruciais para este desempenho notável”, considera Adailton Dias, Diretor Executivo de Produtos e Resseguro da Sompo, em nota. “O ano de 2024 foi o primeiro totalmente dedicado ao nosso foco em Seguros Corporativos e de Agronegócio e o resultado dos investimentos em especialistas gabaritados, tecnologia e ampliação no portfólio de soluções mostra que estamos no caminho certo”, conclui. 

Sancor Seguros atinge melhor resultado desde sua chegada ao Brasil

A Sancor Seguros, subsidiária brasileira do maior grupo segurador argentino, registrou faturamento de R$ 542 milhões, avanço de 21,6% em relação ao ano anterior, o maior nível desde sua chegada ao Brasil em 2013. Os seguros de Vida tornaram-se o maior segmento da seguradora, representando 38% do total das emissões, com crescimento de 46%, impulsionado pelo seguro prestamista (+69%) e o segmento de seguros de afinidades (+80%) lançado em 2023.

Os Seguros Agrícolas, segundo lugar no mix de vendas – com 29% de representatividade na carteira da seguradora, apresentou um crescimento de 6%, significativamente menor do que a contração observada no mercado de quase 18%. Também se destacaram os seguros Patrimoniais com crescimento de 24%, com os produtos Residencial, Empresarial, Condomínios, Imobiliário e a nova linha de negócios “Riscos Técnicos” com coberturas para Engenharia, Riscos Diversos e Equipamentos, contribuindo positivamente para o crescimento deste segmento que finalizou o ano representando 18% do total das vendas.  

Apesar da forte concorrência por preços desde 2023, o segmento de Automotores cresceu 18% nas unidades vigentes e 12% em Prêmios Emitidos, acima dos 3% observados no mercado.

Todos os canais de distribuição cresceram, destacando-se o canal Bancário (+29%) nos seguros de Pessoas, o canal Assessorias (+120%) nos seguros Auto e o canal Corretores (46%) nos seguros Auto e Patrimoniais.

A margem operacional melhorou 51% em relação ao ano anterior, chegando a R$67,8 milhões, impulsionado pela melhora de 17 pontos na sinistralidade. Todas as linhas de negócios contribuíram tecnicamente para esta melhoria, destacando, inclusive, a forte queda de 31% no índice de judicialização da seguradora.

Apesar dos eventos climáticos extremos vivenciados no país ao longo de 2024, os impactos na sinistralidade da seguradora foram significativamente menores comparados aos de 2023, com melhora de 39 pontos e 28 pontos nas sinistralidades das carteiras de Seguros Patrimoniais e Seguros Agrícolas, respectivamente.

O índice combinado líquido recuou 5 pontos em relação a 2023, fechando o ano em 104,6%, o mínimo histórico da seguradora. Antes dos impostos cresceu 27% em relação a 2023, chegando a R$21 milhões, o maior resultado desde a chegada do Grupo Sancor Seguros ao Brasil.

De acordo com o CEO, Edward Lange, que comanda a operação há dois anos e meio, a organização conseguiu crescer acima do mercado e gerar resultados recorde, apesar da grande quantidade de iniciativas internas. “Além de significativas melhoras nas nossas coberturas, políticas de subscrição, precificação e controles técnicos, modernizamos a nossa base tecnológica levando sistemas legado para uma arquitetura de nuvem que facilita integração, escalabilidade, novas soluções digitais, e ganhos em eficiência”, comenta Lange em nota.

Como base para o crescimento nos próximos anos, além das melhorias internas, a seguradora lançou novas linhas de negócios, melhorou seu programa de relacionamento com Corretores “Ganha Mais”, reformulou sua proposta de valor para o canal de Assessorias, e está trabalhando em ampliar as oportunidades no canal bancário junto ao seu sócio local, Sicoob Unicoob. “E claro, em um projeto ambicioso de reposicionamento e crescimento, era indispensável retomar os investimentos em relacionamento com o mercado e em posicionar a marca Sancor Seguros, algo que acreditamos está dando muito certo”, complementa Lange.

A cereja do bolo para o executivo foi atingir a certificação GPTW no primeiro ano em que a seguradora participou. “Apesar dos grandes desafios resultantes dos projetos internos da empresa, as equipes ficaram engajadas e pujantes. A nossa rotatividade caiu de 25% para menos 10% em dois anos, melhorando todos os indicadores de clima interno em relação a 2022″, se orgulha Lange. “Valorizar os colaboradores, o nosso principal ativo, é a base essencial para atingirmos qualquer desafio que a gente se disponha”, finaliza o Lange.

Atuação das MGAs avança no mercado de seguros brasileiro

Em qualquer entrevista sobre tendências do setor de seguros aparece a sigla MGA, ainda pouco conhecida, mas que é responsável pela entrada de novos players, com apetite para desenvolver nichos de seguros especiais. Nos mercados de seguros mais desenvolvidos do exterior, observa-se uma tendência clara de aumento da importância das Managing General Agents (MGAs) no ecossistema de seguros.

Conforme destacado em um artigo da McKinsey & Company, após uma década em que os investidores focaram em intermediários do setor, como corretoras de seguros, a atenção nos Estados Unidos e Europa tem se voltado para as MGAs, com investimentos acelerados nesse modelo nos últimos dois anos.

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) informa que, embora o termo MGA não seja amplamente utilizado no Brasil, a atuação de representantes de seguros é a que mais se assemelha ao modelo. A Resolução CNSP nº 431/2021 disciplina as operações das sociedades seguradoras por meio de seus representantes, permitindo que eles realizem atividades como subscrição de riscos, regulação de sinistros e pagamento de indenizações, sempre em nome da seguradora.

A regulamentação delimita claramente o escopo de atuação das MGAs. Embora possam subscrever riscos, a responsabilidade final sobre o cumprimento das obrigações contratuais e a assunção de riscos seguráveis permanece com as seguradoras. Além disso, as MGAs devem dispor de governança robusta, processos eficientes e estrutura compatível com a complexidade dos produtos intermediados, garantindo alinhamento com as normas e expectativas do mercado.

“É importante ressaltar que a relação entre a seguradora e o representante não deve prejudicar o tratamento adequado do cliente”, afirma a Susep. A regulamentação também exige que o papel do representante como intermediário seja claramente comunicado ao consumidor, evitando conflitos de interesses.

Entre as vantagens das MGAs, os especialistas destacam a agilidade na operação, redução de custos administrativos e capacidade de atender demandas de corretores com mais rapidez. Sua especialização atrai resseguradoras, que se sentem mais confiantes em prover capacidade de resseguro a essas entidades, ampliando as possibilidades de cobertura e fortalecendo o mercado segurador.

No Brasil, um dos desafios é a maturação do modelo de negócio das MGAs, que exige investimentos em tecnologia, processos eficientes e compliance rigoroso. Além disso, o mercado ainda carece de uma associação que represente as MGAs, como ocorre em países como Reino Unido, onde esse modelo é consolidado desde os anos 1990 e conta com mais de 300 MGAs, responsáveis por aproximadamente 10% dos £ 47 bilhões em prêmios de seguros gerais. Nos Estados Unidos, essas organizações já têm papel consolidado no ecossistema de seguros. Lá, as MGAs representam 7% do mercado de seguros nos EUA, com atuação destacada em nichos emergentes como riscos cibernéticos e mudanças climáticas.

Oportunidades também se apresentam no apoio às seguradoras em segmentos onde elas não possuem especialização. Para as seguradoras, as MGAs permitem transformar despesas fixas em variáveis, reduzindo custos e aumentando a eficiência, como mostra a experiencia da ESSOR, uma das pioneiras neste modelo de negócio. Já para corretores, são aliadas na colocação de seguros em mercados desafiadores, como o hard market.

Beto Trindade, CEO da Alba Seguradora, explica que o conceito de MGA surgiu no Brasil a partir de profissionais experientes em ramos de seguros que propuseram às seguradoras atuar como seus departamentos técnicos terceirizados. “Geralmente, os MGAs surgem propondo que a seguradora opere em algum ramo de seguro em que ela não esteja trabalhando até então”, afirma. Para as seguradoras, o modelo é vantajoso, pois transforma custos fixos em variáveis, reduzindo despesas operacionais.

Além disso, o aumento recente da adoção de MGAs no Brasil está ligado ao avanço da tecnologia digital, que facilita a integração entre as atividades das MGAs e o acompanhamento pelas seguradoras. A regulamentação do papel do Representante de Seguros também tem fortalecido o modelo. “O impedimento dos MGAs em receber prêmios em nome das seguradoras reduz o risco da gestão financeira da operação, uma característica do mercado brasileiro”, complementa Trindade.

De acordo com Guillermo Delfino, executivo da Asas, esse crescimento reflete a capacidade das MGAs de agregar valor ao setor segurador, complementando e potencializando a operação das seguradoras. “Essas empresas costumam ser especialistas em nichos específicos que demandam alto conhecimento e especialização. No Brasil, diversas empresas já desempenham algumas das funções típicas de uma MGA, ainda que nem todas sigam integralmente o modelo londrino. O grande desafio é demonstrar que esse conhecimento pode ser monetizado e gerar valor de longo prazo para seus parceiros”, explica.

Segundo Delfino, esse aumento na adoção do modelo no Brasil se deve, em grande parte, à necessidade de especialização e inovação no setor, permitindo a criação de soluções personalizadas para segmentos que ainda não são atendidos de forma eficiente pelo mercado segurador tradicional.

Um dos desafios para a consolidação das MGAs no país é a regulamentação. No Brasil, a legislação atual impede a circulação de recursos das seguradoras dentro das MGAs, o que limita sua capacidade de expansão. No entanto, Delfino esclarece que, globalmente, as MGAs não assumem riscos diretamente – essa responsabilidade continua sendo das seguradoras. “O papel da MGA é demonstrar que seu conhecimento especializado pode agregar valor e ser monetizado, sem necessariamente assumir os riscos que hoje são das seguradoras para pagamento de indenizações aos segurados”, afirma.

Entre as principais vantagens estratégicas das MGAs, Delfino destaca a redução de custos fixos, ampliação da capilaridade e expertise técnica, fatores que podem contribuir significativamente para a expansão do setor de seguros no Brasil, especialmente em nichos ainda pouco explorados. “As MGAs podem agregar flexibilidade e conhecimento especializado para encontrar soluções onde o mercado tradicional não conseguiu atuar de maneira eficiente, ajudando a aumentar a penetração do seguro no país”, aponta.

Outro ponto essencial é a integração das MGAs com corretores e seguradoras, que é vista como uma relação de parceria, e não de concorrência. “Dizer que uma MGA compete com um corretor é quase o mesmo que dizer que uma seguradora compete com eles. As MGAs precisam trabalhar de forma muito próxima e coordenada com os corretores para oferecer soluções adequadas às necessidades dos segurados”, explica Delfino.

O mercado brasileiro oferece diversas oportunidades para o modelo, e as MGAs já estão se movimentando para atender nichos promissores. Como exemplo, a Asas lançou recentemente o Seguro Empresarial Simplificado, um produto voltado para pequenas e médias empresas, setor que tem sido um dos principais motores da economia nacional. “As PMEs cresceram cerca de 7% em 2023, mais que o dobro do PIB do ano, que foi de 2,9%. Apesar disso, o mercado segurador não tem sido flexível o suficiente para apoiar esse segmento. Queremos mudar essa história, ajudando essas empresas a focarem no seu crescimento enquanto nós cuidamos da proteção”, afirma Delfino.

Olhando para o futuro, Delfino acredita que as MGAs continuarão ganhando força no Brasil. “O modelo está se popularizando cada vez mais na indústria de seguros, e o Brasil não será exceção. Com ajustes regulatórios e o amadurecimento do mercado, as MGAs podem se tornar um pilar central no desenvolvimento do setor segurador no país nos próximos anos”.

Glaucia Smith, ex- AGCS (Allianz) e Prudential, prepara a estreia da Forts MGA. Ela destaca que o mercado de MGAs tem crescido significativamente, principalmente em Londres, impulsionado pela disponibilidade de talentos e pela demanda por soluções personalizadas. “No mercado internacional, temos MGAs apoiadas por corretores, seguradoras, private equities e outras 100% independentes”, explica.

As MGAs são conhecidas por sua estrutura operacional leve e capacidade de inovação. “Elas ajudam a distribuir riscos e permitem que seguradoras expandam seu alcance através de parcerias locais”, afirma Smith. Além disso, as MGAs atendem nichos complexos e especializados, oferecendo soluções customizadas para necessidades específicas dos clientes.

Sandro Povegliano, da Beyond MGA, ressalta que, no Brasil, o modelo de MGA ainda está em fase de adaptação, ou “tropicalização”. “Diferente do que acontece em mercados maduros, onde um bom plano de ação e tecnologia robusta já são diferenciais suficientes, no Brasil, o histórico e a reputação dos profissionais à frente da MGA ainda pesam mais na decisão de fechar uma parceria”, explica.

Povegliano também destaca a importância da flexibilidade das MGAs. “Ao contrário das seguradoras, que operam com sistemas legados rígidos, as MGAs adotam soluções mais modernas, utilizando as plataformas das seguradoras apenas para emissão de apólices e requisitos regulatórios”, afirma. Essa agilidade permite a criação de produtos personalizados para nichos pouco explorados, ampliando a oferta de seguros no país.

Paola Neira, da Latú Seguros, reforça que o Brasil está seguindo uma tendência já consolidada em mercados mais maduros, como Estados Unidos e Europa. “A principal vantagem das MGAs é possibilitar a separação entre capital financeiro e capital intelectual. Sem a estrutura da MGA, para entrar em uma nova linha de seguros, uma seguradora teria de contratar atuários, especialistas em produtos, subscritores e reguladores de sinistros. Com as MGAs, a seguradora entra com a capacidade, ou seja, o capital financeiro, e a MGA, com o capital intelectual”, explica.

Neira também destaca o potencial do mercado brasileiro, que, apesar de ser a 10ª maior economia do mundo, ainda é subexplorado no setor de seguros. “As MGAs chegaram para ajudar as seguradoras a explorar esse potencial. Ao associar-se a uma MGA, seguradoras conseguem colocar à disposição do mercado produtos de uma forma muito mais rápida do que se tivessem que desenvolvê-los internamente”, afirma.

A tecnologia e a automação oferecidas pelas MGAs permitem que as seguradoras acessem mercados antes inacessíveis. “Tanto entre pessoas físicas quanto jurídicas, verificamos interesse em seguros como cyber e RC profissional (E&O). Mas, por uma série de motivos, o mercado segurador não consegue atender essa demanda, especialmente para PMEs e pessoas físicas. A expertise e, sobretudo, a tecnologia das MGAs permitem às seguradoras acessar esses mercados de forma eficiente e efetiva”, complementa Neira.

De acordo com um estudo recente da Fitch, cerca de 2 em cada 10 empresas no Brasil contratam ao menos um tipo de seguro, enquanto nos Estados Unidos essa média é de mais de 7 em cada 10. “O mercado de seguros brasileiro tem um enorme potencial a ser explorado. É difícil precisar o tamanho do impacto que as MGAs irão causar, mas, no contexto desse estudo, a MGA irá ajudar as seguradoras a oferecer produtos para essas 8 em cada 10 empresas que ainda não contratam seguros”, afirma Neira.

Andre Raymon, da MG Movim Seguros, aponta que o crescimento das MGAs no Brasil é impulsionado pela necessidade de maior flexibilidade e acessibilidade no mercado de seguros. “Mais de 70% dos veículos no Brasil não possuem seguro, o que representa uma grande oportunidade para a ampliação da cobertura”, destaca.

Raymon também menciona a desconfiança dos consumidores brasileiros em relação a contratos complexos. “A criação de contratos simplificados e coberturas amplas visa facilitar a adesão”, explica. A adoção de ferramentas digitais e inteligência artificial tem permitido personalizar produtos e reduzir custos, ampliando o alcance do mercado.

No ramo de seguro viagem temos a Hero Seguros, que atua como MGA da Generali Brasil. “Atingir números tão expressivos em apenas 3 anos reflete nosso compromisso com a inovação, a experiência do cliente e o uso de tecnologia de ponta para transformar o mercado de seguros. Nosso foco em descomplicar processos burocráticos foi essencial para conquistar a confiança de mais de 1,7 milhão de clientes segurados,” afirma Guilherme Wroclawski, co-CEO da Hero.

Agora, já de olho em 2025, a Hero quer levar todo aprendizado e capacidade de fazer negócio que já desenvolveu no seguro viagem para novos ramos de seguros: “Estamos muito confiantes com a expansão do nosso portfólio esse ano. Vamos replicar nossa tecnologia e nossas melhores práticas de atendimento ao cliente feita dentro de casa para aumentar o alcance da Hero no mercado”, comenta Wroclawski, em nota.

Futuro das MGAs no Brasil

Com base no potencial de crescimento e na necessidade de ajustes regulatórios, especialistas acreditam que as MGAs podem se tornar parceiras fundamentais no mercado de seguros brasileiro. “Pilar central é uma expressão forte, mas certamente as MGAs serão parceiras essenciais dos corretores, seguradoras e resseguradoras na expansão do mercado”, afirma Povegliano.

Paola Neira complementa: “Normalmente, o cenário de seguros brasileiro acompanha as tendências de mercados mais desenvolvidos, como o norte-americano, com alguns anos de atraso. Lá, vemos que as MGAs e as seguradoras que se associam a MGAs crescem em um ritmo mais acelerado do que o de seguradoras que trabalham sozinhas. Em alguns casos, já vemos isso ocorrer no Brasil. É provável que essa tendência continue”.

É possível concluir que as MGAs representam uma evolução significativa no mercado de seguros, tanto no cenário internacional quanto no Brasil. Com sua expertise em nichos específicos, operação enxuta e capacidade de inovação, elas estão transformando a forma como os seguros são oferecidos e gerenciados. À medida que o mercado brasileiro continua a se adaptar a esse modelo, as MGAs têm o potencial de se tornar um componente central do ecossistema de seguros no país, promovendo inclusão, eficiência e crescimento sustentável.

“Sem dúvida, as MGAs têm ocupado um papel cada vez mais relevante no mercado de seguros. Nos últimos anos, o número de MGAs e, sobretudo, o prêmio emitido por elas, tem aumentado. Elas passaram a ocupar um nicho específico, antes pouco explorado pelo mercado segurador”, finaliza Neira.

Reinsurance Week em Miami

Anualmente, a Reinsurance Week, realizada em Miami em meados de fevereiro, vem ganhando cada vez mais relevância. O evento reúne o mercado de resseguros da América Latina e Caribe, consolidando a cidade como um importante hub para colocações de resseguros e desenvolvimento de novos produtos. O Lloyd’s, um dos principais mercados globais, também promove encontros na mesma semana, com foco em segmentos estratégicos como riscos cibernéticos, energia, óleo e gás e linhas financeiras.

De acordo com Rodrigo Protasio, CEO da Gallagher Seguros Brasil, um dos destaques da edição deste ano foi o crescimento expressivo das agências de subscrição MGAs e MGUs (Management General Underwriting Agency), conhecidas no Lloyd’s como coverholders. “Elas têm se multiplicado na região, trazendo novidades, mais agilidade, novas capacidades e produtos, o que reflete o amadurecimento do mercado”, afirma.

Entre as iniciativas que vêm impulsionando esse movimento, Protasio destaca o trabalho da ASAS Group, fundada por Marcelo Assumpção, pioneiro no Brasil, e da CargoCorp Underwriters, que está introduzindo novas capacidades para a América Latina. Além disso, ele ressalta a chegada da XSLatam, liderada por Newton Queiroz, como mais uma alternativa relevante de capacidade, que já vem apoiando o mercado brasileiro.

Na linha da inovação, há também a recém-lançada REDLiNE, comandada por Juan Salazar, que promete aportar uma capacidade significativa ao mercado brasileiro. “Tenho certeza de que, trabalhando junto à Gallagher, traremos boas novidades para nossos clientes”, conclui Protasio.

Fenaprevi anuncia diretoria para o triênio 2025/2028

Edson franco zurich

A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), que representa as empresas que operam nos segmentos de seguros de pessoas e de previdência privada aberta, anunciou na última sexta-feira, 7 de fevereiro, a diretoria eleita para exercer o mandato no triênio 2025/2028. 

O Presidente reeleito, Edson Franco, destaca a importância desses segmentos: “Nossos produtos de proteção à renda, fazem a diferença na vida das famílias, tanto para assegurar uma aposentadoria que permita um envelhecimento digno, como para oferecer amparo financeiro em uma situação de doença, invalidez ou morte prematura. Nesse contexto, continuaremos diligentes no aperfeiçoamento contínuo do portfólio de produtos e serviços e do arcabouço regulatório, promovendo um esforço permanente de conscientização, com o objetivo de alcançar a meta de ampliar a população protegida do nosso país”.

Veja, a seguir, a diretoria eleita para o próximo triênio:

Presidente

Edson Luis Franco – Zurich Vida e Previdência S.A.

Vice-Presidentes

Alexandre Petrone Vilardi – Icatu Seguros S/A

Ângela Beatriz de Assis – Brasilprev Seguros e Previdência S/A

Eduardo Nogueira Domeque – Itaú Vida e Previdência S/A

Francisco Alves de Souza – COMPREV Vida e Previdência S/A

Diretores

Amâncio Paladino Messina Alvino – XP Vida e Previdência S.A.

Amauri Aguiar de Vasconcelos – Brasilseg Companhia de Seguros

Andrea Crisanaz – Generali Brasil Seguros S/A

Antônio Francisco Lima de Rezende – Prudential do Brasil Seguros S.A.

Breno Persona Machado Gomes – Metropolitan Life Seguros e Previdência Privada S/A

Carlos Eduardo Naegeli Gondim – Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

Felipe Costa da Silveira Nascimento – Mapfre Previdência S/A

Ilton Roberto Brum de Oliveira – GBOEX Grêmio Beneficente

Jorge de Souza Andrade – Capemisa Seguradora de Vida e Previdência S.A

Leandro Martinez Raymundo – Chubb Seguros Brasil S.A.

Marcelo Goldman – Tokio Marine Seguradora S/A

Marcelo Malanga – Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência S/A

Marcelo Pimentel Mello – SulAméricaSeguros de Pessoas e Previdência S/A

Milton Amengual Machado – Aspecir Previdência

Oriovaldo Pereira Lima Filho – Previmil Vida e Previdência S.A.

Osmar Navarini – Mongeral AEGON Seguros e Previdência S/A

Pedro Cláudio de Medeiros B. Bulcão – SINAF Previdencial Cia. de Seguros

Ricardo José Iglesias Teixeira – Centauro Vida e Previdência S/A

Rodrigo Passadore Costantino – Caixa Vida e Previdência S/A

Bradesco Seguros anuncia 2° temporada do programa de recompensas para o Corretor

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

Fonte: Bradesco

Em janeiro, o Grupo Bradesco Seguros concluiu a primeira temporada da Galeria Universeg, programa de recompensas da Universeg, plataforma educacional do Grupo Bradesco Seguros voltada para a capacitação de corretores de seguros e funcionários das corretoras. Ao longo dos onze meses, mais de 1.400 kits viagem, com balança digital para malas, almofada de apoio para pescoço, nécessaire e porta-dólar, foram entregues aos profissionais que completaram os cursos elegíveis sobre produtos, abordagem comercial e temas regulatórios.

“Ficamos muito satisfeitos com os resultados obtidos na primeira temporada da Galeria Universeg. Além de auxiliar na divulgação da nossa plataforma de capacitação, o programa de recompensas promove reconhecimento e valorização aos parceiros de negócios que investem em seu desenvolvimento constante”, afirma Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

A nova temporada, que conta com novos brindes e cursos elegíveis, já está no ar e os corretores interessados podem se inscrever por meio do Portal de Negócios. O prazo para concluir os cursos é até 20/09/2025. “Estamos animados com a segunda edição do programa e convidamos todos os profissionais a participarem e estarem, cada vez mais, capacitados para atender nossos clientes.”, conclui Secato.

Lançada em 2024, a Galeria Universeg busca incentivar corretores, produtores, angariadores e funcionários das corretoras parceiras a se desenvolverem, reconhecendo todos aqueles que concluem as etapas do programa.

Seguradoras arrecadam R$ 435 bilhões em 2024, avanço de 12,2%

Alessandro Octaviano SUsep

A arrecadação das seguradoras em 2024 totalizou R$ 435,56 bilhões, representando um crescimento de 12,2% em relação ao ano anterior, consolidando sua trajetória de expansão no mercado brasileiro. Já o crescimento real em 2024, já descontada a inflação do período, foi de 7,6%. No ano passado, o setor retornou à sociedade R$ 241,4 bilhões por meio de indenizações, resgates, benefícios e sorteios, 6,8% acima do registrado no ano anterior, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

De acordo com Alessandro Octaviani, superintendente da Susep, “a evolução do setor em 2024 reflete um ambiente de negócios mais consolidado, com maior adesão dos consumidores e avanços regulatórios que contribuem para a transparência e o crescimento sustentável do mercado. A Susep seguirá monitorando os indicadores e fomentando iniciativas para a ampliação do acesso ao seguro no Brasil”, comentou Octaviani em nota. 

Dentre os destaques de 2024, os seguros de pessoas apresentaram crescimento significativo: 

  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): crescimento de 16,3% em relação a 2023, evidenciando o fortalecimento dos produtos de acumulação como alternativa de investimento e complementação de renda futura. 
  • Demais ramos de pessoas: todos os principais ramos registraram crescimento acima de 10%. 

No segmento de seguros de danos, o desempenho geral foi impactado pelo ramo de automóveis, que registrou crescimento inferior ao restante do setor. No entanto, diversas outras modalidades de seguros patrimoniais e empresariais também tiveram altas superiores a 10%, demonstrando a resiliência do mercado e a diversificação dos produtos ofertados. 

Os produtos de capitalização também apresentaram alta de 6,1% na receita acumulada em 2024, em comparação ao ano anterior, com arrecadação de R$ 20,38 bilhões. 

PASI lança Clube de Vantagens para gerar economia no bolso dos segurados 

Fonte: Pasi

O Seguro PASI lançou mais uma novidade e passa a oferecer em seu portfólio de assistências o Clube de Vantagens PASI: uma plataforma que proporciona uma ampla gama de descontos em educação, cursos, cinema, viagens, saúde, bem-estar e muito mais, com o objetivo de oferecer economia real aos seus segurados.   

Bárbara Capurucho, Superintendente de Produtos e Experiência do Cliente no PASI, explica que a criação do clube agrega valor ao portfólio de Benefícios em Vida da companhia. “Conceder acesso a inúmeros estabelecimentos, descontos e serviços aumenta nossa presença no cotidiano das pessoas, gerando um impacto positivo e sendo percebido financeiramente por meio das economias proporcionadas”, destaca.  

Sendo assim, um dos objetivos dessa nova assistência é ajudar os segurados a ‘fazer o salário render’, garantindo economias significativas em uma ampla variedade de serviços e produtos.  

Os cupons gerados na plataforma podem ser utilizados tanto em lojas físicas quanto on-line, acessível de forma rápida e fácil por meio de um aplicativo no celular e pelo site, via desktop. Além disso, é possível personalizar o painel de ofertas de acordo com as preferências pessoais.  

A expectativa também é reforçar o valor da marca e evidenciar os diferenciais oferecidos pelo Seguro PASI. “Temos um compromisso com nossos corretores e clientes em oferecer serviços de qualidade com impactos reais para os usuários finais”, aponta Bárbara. “Estamos ampliando a percepção de valor e benefícios ao escolher o PASI. Afinal, somos um Seguro para a Vida”, finaliza.  

O Clube de Vantagens PASI possui um grande diferencial em relação aos tradicionais clubes disponíveis no mercado, que é o acesso a serviços gratuitos, sem gerar qualquer ônus para o segurado!  

As empresas podem incluir esse benefício para seus colaboradores ao contratar o Seguro PASI, sendo válido tanto para novas contratações quanto para apólices já vigentes.  

CCS-SP promove debate com associados sobre mudanças no mercado

por Márcia Alves


O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) reuniu seus associados, em almoço fechado, no dia 4 de fevereiro, no Terraço Itália, para a realização de assembleia para aprovação de contas do exercício anterior. Na assembleia conduzida pelo mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, e pelos ex-mentores Boris Ber, presidente do Sincor-SP, e Evaldir Barboza de Paula, a prestação de contas foi realizada pelo atual secretário Gilberto Januário, ex-tesoureiro na gestão passada, e por sua sucessora no cargo Ivone Arello Barbosa.


Após a aprovação das contas por unanimidade, o mentor Álvaro Fonseca abriu o debate com os associados sobre questões que deverão alterar o ecossistema de seguros, afetando a categoria. Um dos primeiros assuntos foi trazido pelo presidente do Sincor-SP, que atualizou os corretores sobre a iniciativa do sindicato de denunciar à Fenacor a atuação irregular das empresas Loovi Seguros e LTI Seguros, que se apresentam como seguradoras, mas não são.


A LTI Seguros, segundo apurou a Fenacor, é participante do sandbox (2ª edição), tendo como controladora uma das sócias da CW Technology, que se apresenta como Loovi Seguros, mas sem informar essa condição aos consumidores. Boris Ber informou que a Fenacor já fez a denúncia à Susep, solicitando a interrupção das atividades destas empresas.


Muitas mudanças

Outro tema que provocou muitos questionamentos dos associados foi a inclusão formal das APVs (Associações de Proteção Veicular) no setor de seguros, após a sanção presidencial à Lei 213/25, em janeiro, que regulamenta e disciplina o sistema de proteção patrimonial mutualista e também as cooperativas de seguros. “O assunto é delicado e ainda não totalmente entendido por mim. Tenho dúvidas sobre as novas figuras que irão surgir, sobre como serão formadas e fiscalizadas”, disse.


Tanto o Sincor-SP como o CCS-SP se colocaram à disposição dos corretores para promoverem eventos com o intuito de informar e esclarecer dúvidas sobre a chegada oficial das associações ao mercado de seguros. O associado Felippe Barretto lembrou que no passado, a saída das operadoras de saúde do âmbito de fiscalização da Susep para a então recém-criada ANS, resultou em um enxugamento do mercado. “Acredito que o mesmo acontecerá com as associações e cooperativas”, disse.


No entanto, Barretto observou que a regulamentação não elimina os erros cometidos por essas empresas até então. “Muitas têm deixado os segurados na mão”, disse. Boris Ber concordou e disse temer que tais irregularidades possam afetar a imagem do seguro e prejudicar os corretores. Apesar de considerar positiva a regulamentação, o presidente do Sincor-SP reconhece que haverá muitas mudanças. “Este é assunto que vai agitar a nossa vida daqui para frente”, disse.


Boris Ber também prevê muitas mudanças com a entrada em vigor da nova Lei de Seguros, após mais de 20 anos de tramitação. “Agora é hora de observar, de construir um novo cenário”, disse. Para o associado Antonio Penteado Mendonça, mais preocupante é o Open Insurance. “Temos questões complexas como a SPOC, que muitos não sabem o que é”, disse. 


O associado Júlio Cesar Morato quis saber a opinião de Boris Ber sobre o assunto. Ele respondeu que não acredita na implantação do Open Insurance ainda neste ano e manifestou suas dúvidas sobre o funcionamento da SPOC e, ainda, se esta poderá alterar a forma como os corretores realizam cotações. “Não gosto de sofrer por antecipação, quero ver para crer”, disse.


No encerramento do evento, o ex-mentor Adevaldo Calegari elogiou o CCS-SP por promover o debate entre associados, destacando que tal iniciativa atende ao propósito de criação da entidade. Para o mentor Álvaro Fonseca, é gratificante contar com a ampla participação dos associados. Ele reforçou a disposição do CCS-SP de continuar o debate sobre os acontecimentos que estão transformando o seguro. “O Clube sempre estará à frente das principais discussões”, disse.

Bradesco Capitalização avança em vendas digitais

A Bradesco Capitalização, empresa integrante do Grupo Bradesco Seguros, registrou, em 2024, crescimento de 26% no faturamento por meio de canais digitais, na comparação com 2023, mantendo a liderança do mercado. Dentre os principais lançamentos, destacam-se o Max Prêmios Instantâneos, que possibilita ao cliente ganhar prêmios de forma imediata, e o Expresso da Sorte, a partir de R$ 2, visando popularizar o produto capitalização.

”A Bradesco Capitalização tem trabalhado para fortalecer suas estratégias no mercado, por meio da realização de novos negócios e parcerias. Em 2024, intensificamos os esforços no desenvolvimento de plataformas sistêmicas, com o objetivo de reestruturar e promover melhorias na comercialização e operacionalização dos produtos, com viés na desmaterialização, digitalização e integração com a arquitetura do Banco Bradesco”, destaca Douglas Duran, superintendente sênior de Negócios da Bradesco Capitalização.

Lucro do grupo Bradesco Seguros atinge R$ 9,1 bilhões em 2024

O Grupo Bradesco Seguros registrou lucro líquido de R$ 9,1 bilhões em 2024, o maior da série histórica da empresa, com alta de 0,8% e ROAE de 22,4%. O resultado é parte significativa do lucro recorrente de R$ 19,6 bilhões obtidos pelo Banco Bradesco. No quarto trimestre do ano, o braço segurador registrou ganho de R$ 2,5 bilhões, crescimento de 6,6% frente ao trimestre anterior. Já o banco, R$ 5,4 bilhões.

O faturamento (receitas de prêmios, contribuições de previdência e receitas de capitalização) somou R$ 121,1 bilhões em 2024, representando evolução de 13,6% perante 2023. Além da significativa evolução das receitas, a performance do índice de eficiência administrativa, que atingiu o patamar de 3,6%, e a redução do índice de sinistralidade em 4pp contribuíram para o avanço de 7,5% do resultado das operações de seguros, que encerrou o ano na faixa superior do guidance. EM 2025, o guidance situa-se entre 6% e 10%.

“O resultado do grupo segurador reflete a evolução do nosso modelo comercial e a nossa estratégia de lançamento de produtos e serviços por parte de todas as empresas do grupo, fato que permite um crescimento consistente de participação de mercado e consequentemente sólidos resultados a cada trimestre”, comenta o CEO do grupo, Ivan Gontijo.

No ramo de Seguro de Pessoas, a Bradesco Vida e Previdência evoluiu as coberturas e assistências na família de produtos individuais, além de incluir a opção de vigência vitalícia. Já a grade de soluções para pequenas e médias empresas ficou ainda mais completa, com o lançamento do seguro Empresarial Flexível MEI e a ampliação de capitais e coberturas do Empresarial Flexível Pessoa Chave. Cabe citar, ainda, o crescimento de 25% nas emissões do Seguro Prestamista no 4T24, em comparação ao 4T23, e a eleição, pelo segundo ano, do Seguro Viagem da Bradesco Vida e Previdência como Escolha Certa da Proteste.

Em Previdência Privada, destaque para a captação em novos produtos com cobertura de risco, pensão e pecúlio, e para produtos de acumulação com alocação internacional, que já superam R$ 3 bilhões em patrimônio. No segmento corporativo, a companhia desenvolveu novas soluções para pequenas e médias empresas e conquistou planos estruturados de empresas multinacionais de grande porte.

A Bradesco Saúde ampliou o acesso de seus beneficiários aos cuidados com a saúde mental disponibilizando, via app e site, a plataforma Psicologia Viva, que oferece sessões de terapia por videochamada. A empresa também expandiu sua rede referenciada na região Centro-Oeste, reforçando o atendimento em municípios relevantes para o agronegócio, e intensificou o trabalho de fortalecimento da rede na região Nordeste, com foco em qualificação e ampliação.

No segmento de Seguro Auto, a Bradesco Atuo/RE criou o Sinistro Auto Conectado (SAC), modelo no qual 100% dos avisos de sinistros podem ser realizados de forma virtual. A partir de maio, passou a oferecer aos clientes franquia super-reduzida e ampliou para 365 dias a cobertura de valor de indenização de veículos 0 Km. A companhia também firmou com a Livelo parceria que possibilita a utilização de pontos na contratação total ou parcial do seguro, e anunciou a criação do Bradesco Seguro Moto, para atender às necessidades do segmento.

Em Ramos Elementares, a Bradesco Auto/RE lançou, em novembro, o “Bradesco Empresarial PME” e o “Bradesco Empresarial MEI”, com oferta de planos pré-moldados e simples contratação para esses segmentos, sem inspeção de risco, proporcionando agilidade para os clientes. Além disso, a empresa desenvolveu, em conjunto com o Bradesco Expresso, um novo produto pré-formatado, com o intuito de ampliar o acesso ao seguro residencial.

Já a Bradesco Capitalização ofertou produtos inovadores ao longo do ano, mantendo a liderança de mercado.

A Atlântica Hospitais segue seu plano de investir no segmento e firmar parcerias com operadores especialistas na oferta de novas unidades e tecnologia hospitalar, ampliando o acesso ao ecossistema de saúde. A empresa concluiu a aquisição de participação de 20% do Grupo Santa, rede de hospitais líder na região Centro-Oeste, e criou a rede de hospitais Atlântica D’Or, inaugurando as unidades de Guarulhos (SP), Alphaville (SP) e Macaé (RJ), com oferta de 661 leitos, dos quais 528 já estão disponíveis. A empresa também lançou, no 4T, a marca Croma Oncologia, fruto de joint venture com a Beneficência Portuguesa e o Grupo Fleury, cujo propósito é integrar a jornada do paciente em uma rede de saúde mais completa e acolhedora no tratamento do câncer.