De fora para dentro: a importância da voz regional na estratégia da Bradesco Seguros

Leonardo Pereira de Freitas Bradesco Seguros

Ter um time comercial bem alinhado dá trabalho. Exige dedicação integral do corpo executivo. Mas é essencial para obter um desempenho de dar inveja a qualquer um. Esta tem sido uma das principais estratégias do grupo Bradesco Seguros, que reúne a Bradesco Saúde, a Bradesco Vida e Previdência e Capitalização e a Bradesco Auto/RE entre outros investimentos relacionados ao ecossistema de seguridade. O grupo divulgou recentemente o balanço de 2024, com faturamento 13,6% maior, de R$ 121,1 bilhões, e lucro líquido de R$ 9,1 bilhões, 0,6% acima do ano anterior.

Os números mostram que o investimento do tempo em viagens por todo o Brasil para reforçar a parceira com os parceiros comerciais tem valido a pena. Um dos diversos eventos realizados durante o ano com a equipe comercial foi o Workshop de Líderes Comerciais da Bradesco Auto/RE, seguradora do grupo que atua com riscos patrimoniais, que reuniu superintendentes regionais para discussões sobre estratégias para 2025. “Acreditamos fielmente na importância de dar voz aos nossos líderes regionais, pois precisamos conhecer mais o Brasil como um todo – desafios, dores e oportunidades – para trabalharmos de forma mais assertiva e inteligente e para alcançar resultados juntos”, afirma Leonardo Freitas, diretor comercial da Bradesco Seguros.

Com um formato inspirado no programa “Shark Tank”, cada superintendente teve 15 minutos para apresentar estratégias e projeções, seguidos de um período de perguntas e respostas. A interação entre os líderes regionais e a alta gestão proporcionou insights valiosos para a construção de um planejamento mais alinhado às especificidades de cada mercado. “A motivação e energia desses líderes que vestem a camisa é sempre o que mais me impacta. Eu pude ver como o Workshop contribuiu para esse engajamento e, acima de tudo, vi como esse engajamento pode refletir nos negócios, com visões e estratégias cada vez mais assertivas”, ressalta Freitas.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao Sonho Seguro:

Qual a importância de dar voz aos líderes regionais nesse tipo de evento, e como isso reflete a estratégia da Bradesco Seguros para o futuro?

Comecei o evento falando de três objetivos que temos para o ano de 2025, o primeiro deles é fortalecer o senso de unidade, o segundo é fazer das oportunidades o nosso maior ativo, e o terceiro é cultivar o senso de urgência. O Workshop de Líderes Comerciais da BARE foi o primeiro passo para atingirmos esses objetivos neste ano. Acreditamos fielmente na importância de dar voz aos nossos líderes regionais, pois precisamos conhecer mais o Brasil como um todo – desafios, dores e oportunidades – para trabalharmos de forma mais assertiva e inteligente e para alcançar resultados juntos.

O que mais lhe chamou a atenção nas apresentações dos superintendentes e como isso pode impactar as decisões estratégicas da empresa?

A motivação e energia desses líderes que vestem a camisa é sempre o que mais me impacta. Eu pude ver como o Workshop contribuiu para esse engajamento e, acima de tudo,  vi como esse engajamento pode refletir nos negócios, com visões e estratégias cada vez mais assertivas dos nossos líderes.

Como a empresa planeja incorporar as sugestões dos superintendentes e os feedbacks dos corretores na criação de novos produtos e serviços?

Foram 44 apresentações em que muitas das sugestões e contribuições se transformarão em projetos de melhorias contínuas. Continuaremos à disposição dos nossos líderes regionais, atentos a tudo que foi compartilhado ao longo do evento para que possamos, cada vez mais, construir uma empresa melhor de fora para dentro.

De que forma o evento ajuda a Bradesco Seguros a se tornar mais ágil e adaptável às necessidades de cada região do Brasil?

Em um modelo de apresentação inovador e interativo, os Superintendentes Regionais nos trouxeram todos os requerimentos, desafios e oportunidades de suas regiões, bem como a visão daquilo que podemos trazer de melhor para os nossos corretores de seguros e nossa distribuição em termos de produtos e serviços. Ao longo dos quatro dias e das apresentações de cada case, pudemos discutir a estratégia para cada uma das regiões, em cada um dos produtos, de forma personalizada.

A Bradesco Seguros pensa em criar mais oportunidades como esta para os líderes regionais compartilharem suas ideias e visões?

No dinâmico mercado de seguros, a comunicação é a ferramenta que conecta seguradoras, corretores, clientes e prestadores. Ouvir, personalizar e antecipar são os pilares da Bradesco Seguros para atender às demandas de um setor onde confiança é essencial. Por isso, desde o ano passado, a companhia tem investido continuamente em inovação e melhorias que fortalecem essas conexões. Entre as iniciativas, destacam-se o BARE com Você e os Road Shows, realizados em cidades estratégicas pelo Brasil. Esses encontros promovem interação e colaboração, permitindo ouvir as necessidades dos corretores, receber feedbacks valiosos e compartilhar informações sobre o mercado e os produtos, fortalecendo o diálogo e a confiança. E essa estratégia se estende para o nosso time, o Workshop uma iniciativa realizada com esse objetivo. Nosso intuito é continuar investindo em ações como essa, acreditamos muito que a união pode fortalecer nossos negócios.

Como o formato do evento, inspirado no “Shark Tank”, contribuiu para um ambiente mais dinâmico e inovador?

A dinâmica do evento fez parte da estratégia para que todos pudessem ser ouvidos. Cada superintendente teve 15 minutos para apresentar as estratégias para 2025, dar um panorama das entregas do último ano e propor melhorias. Além disso, ao final de cada apresentação, foram reservados 10 minutos para perguntas e respostas. O modelo fluiu muito bem e todos se mostraram bem engajados.

Que tipo de impacto a empresa espera gerar para os corretores a partir deste tipo de interação direta entre as lideranças regionais e a alta gestão?

Queremos que os nossos líderes se sintam parte do negócio, e essa interação direta proporciona muito mais que isso. Com isso, esperamos um alinhamento e uma sinergia maior tanto nas entregas, quanto na definição de estratégias, além de aprendizados importantes para todos os envolvidos.

Como o evento reflete a proposta de construir a empresa “de fora para dentro”, dando maior protagonismo aos líderes que estão em contato direto com as realidades do mercado?

O Brasil é uma país enorme e as diferenças regionais nos faz refletir sobre a melhor forma de atuar em cada região. Foi um evento de altíssimo nível e extremamente produtivo, em que muitas ideias surgiram. Continuaremos em sinergia com nossas lideranças para construir essa empresa melhor de fora para dentro, que significa construir uma empresa que está focada na experiência do cliente em primeiro lugar, na qual nossas estratégias e direcionamentos são definidos com base nas necessidades dos nossos clientes. Ou seja, o que só conseguimos fazer, de forma mais assertiva e personalizada para cada região, ouvindo quem está na ponta.

CNseg: é fundamental garantir que os dados compartilhados sejam protegidos contra usos indevidos

Fonte: CNseg

Ao representar o time do mercado segurador na palestra “Diálogos Amcham com Reguladores”, organizada pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil, Amcham, em parceria com a seguradora Prudential, a diretora jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras, CNseg, Glauce Carvalhal, examinou o uso ético de dados na era digital e os desafios e oportunidades do setor de seguros nessa seara. Para ela, os dados não são meramente acessórios, mas sim o alicerce da operação securitária, influenciando desde a precificação até a prevenção de fraudes.

Segundo Glauce, os dados são pilares fundamentais do contrato de seguro, cujo uso permeia todo o processo, desde a subscrição até a justiça tarifária. Logo, sem um tratamento eficiente e seguro de dados, “o setor não apenas perde eficiência, mas compromete sua própria sustentabilidade”, disse.

Daí porque o setor de seguros investe ativamente em soluções inovadoras para garantir sua proteção e o uso ético. “O equilíbrio entre regulação e inovação é um desafio constante, mas o setor parece estar preparado para enfrentá-lo, sempre buscando eficiência sem renunciar à segurança e à ética”, declarou.

Glauce Carvalhal lembrou ainda dois marcos regulatórios que impactaram significativamente o setor: o Open Insurance e o Sistema de Registro de Operações (SRO). Tais inovações demandam um olhar atento à segurança e à conformidade com a LGPD.

Nesse sentido, a CNseg deixou claro que, ao criar um ecossistema mais dinâmico e digitalizado, é fundamental garantir que os dados compartilhados sejam protegidos contra usos indevidos.

A questão das fraudes nos contratos de seguro também foi tratada no encontro, tendo em vista os prejuízos alarmantes (só no setor de Saúde Suplementar, algo entre R$ 30 bilhões e R$ 34 bilhões em 2022) que essas práticas trazem ao setor.

Para a CNseg, assinalou a diretora, o combate às fraudes depende de um monitoramento rigoroso e de uma troca de informações entre as empresas, sob a base legal do legitimo interesse.

Sobre a dinâmica e a regulamentação da inteligência artificial (IA), a CNseg reforça seu posicionamento de que o marco deve equilibrar inovação e segurança jurídica. Vale lembrar que a IA já vem sendo amplamente utilizada para otimizar sinistros, melhorar a experiência do cliente e aprimorar a governança de dados. “O posicionamento da CNseg é claro: a regulamentação da IA não deve criar barreiras desproporcionais que freiem a inovação, mas sim estabelecer diretrizes principiológicas que garantam segurança e previsibilidade para as empresas e consumidores”, afirmou ela.

Por fim, a atualização do “Guia de Boas Práticas do Mercado Segurador Brasileiro sobre a Proteção de Dados Pessoais” foi outro tema comentado. A CNseg ratifica que o guia não apenas auxilia as seguradoras a se adequarem às exigências regulatórias, mas também reforça o compromisso do setor com a transparência e a confiança do consumidor. Com novas diretrizes sobre temas como telemetria, decisões automatizadas e privacy by design, o documento se mostra como uma ferramenta essencial para que o mercado continue inovando de forma responsável. Não há dúvida: os dados são a matéria-prima do mercado segurador.

Glauce Carvalhal participou das discussões na companhia de Miriam Wimmer, diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD); de Daniel Silva Boson, coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a moderação de Sabrina Calixto, DPO da Prudential.

Mapfre registra lucro de 255 milhões de euros no Brasil em 2024 

A Mapfre encerrou 2024 com um lucro líquido de 255 milhões de euros no Brasil, um salto de 9,5% em relação ao ano anterior. A companhia também registrou um total de 4,8 bilhões de euros em prêmios emitidos no país em 2024, uma queda de 6,5% na comparação com 2023. A operação LATAM, que inclui o Brasil, continua sendo a maior contribuidora para o lucro do da companhia, totalizando 408 milhões de euros (aumento de 34 milhões de 2023 para 2024).

O segmento de Não Vida foi um dos grandes responsáveis pelo desempenho da Mapfre no Brasil em 2024 e seu índice combinado atingiu 72,8%, impulsionado pela redução de 6,7 pontos em Seguros Gerais (que apresentou um Índice Combinado de 63,2%) devido principalmente ao desempenho do ramo agrícola. O índice combinado de seguro auto também melhorou em 1,3 pontos. Já o negócio de Vida Risco, por sua vez, continua contribuindo significativamente para o resultado da companhia apresentou índice combinado de 84,2%.

Em moeda local, o crescimento dos prêmios foi de 1,7%, com destaque para os ramos de Vida Risco e Seguros Gerais, que cresceram 2,2%. Ambos os segmentos cresceram apesar de terem sido impactados pela redução na atividade comercial decorrente do aumento na taxa de juros. O ramo agrícola foi afetado especialmente pelos preços das commodities.

Segundo Felipe Nascimento, CEO da Mapfre no Brasil, a empresa tem mantido um ritmo consistente de crescimento, investindo continuamente nas soluções para seus canais de distribuição. Além disso, a oferta multiproduto e a bem-sucedida parceria com o Banco do Brasil permitem que a companhia alcance mais clientes.

“O Brasil continua sendo um mercado essencial para a Mapfre, demonstrando resiliência mesmo em um ambiente de mercado volátil. Vamos continuar crescendo de forma contínua e consistente, consolidando nossa posição de liderança no mercado segurador brasileiro. Nossos números são reflexo do nosso posicionamento como uma companhia estável, orientada a resultado, fruto de um planejamento estratégico participativo e de um bom clima organizacional. E é dessa forma que seguiremos em 2025, focados no cuidado das pessoas com a prestação de serviços de excelência e na relação cada vez mais próxima com nossos clientes, distribuidores, fornecedores, acionistas e nossa sociedade de forma geral”, comenta o executivo em nota.

Lucro global cresce 29%
Considerando todos os países em que opera, o lucro atribuível da companhia totalizou 902 milhões de euros, o que representa uma alta de 29% na comparação com o ano anterior. Os prêmios cresceram 4,5% e atingiram 28 bilhões de euros com avanços na maioria das linhas de negócios, enquanto as receitas ultrapassaram 33 bilhões de euros. A Mapfre RE, que inclui o negócio de resseguros e riscos globais da companhia, registrou um resultado histórico de 325 milhões de euros (81 milhões de euros a mais na comparação com o ano de 2023).

Setores de seguro e franquia são pauta de diálogo em Brasília

Nesta quinta-feira, dia 13, acontece o evento “Alavancas de crescimento econômico: perspectivas e diálogos entre os setores de seguros e franquias”, na sede do jornal Correio Braziliense, em Brasília. O fórum irá reunir representantes do Judiciário, governo, órgãos reguladores e mercado para um diálogo aberto sobre formas de impulsionar um ambiente de negócios mais seguro, competitivo e inovador nos setores de seguros e franquia que, juntos, representam 10% do PIB brasileiro.

A palestra de abertura será às 9h40 com as presenças do Ministro Gilmar Mendes; do Superintendente da SUSEP, Alessandro Octaviani; e do Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello. Na sequência, às 10h30, a CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, participará do painel “Diálogo setorial – seguros e franquia – colaboração para inovar e ampliar o mercado” ao lado do presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira; do presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Tom Moreira Leite; e do Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima.

Com apoio institucional da CNseg, o evento será transmitido ao vivo e reafirma a importância de um debate construtivo entre os principais atores do ecossistema jurídico, regulatório e econômico.

Fair Plan, fundo de seguros da Califórnia, precisa de mais US$ 1 bilhão

Fonte: Agências internacionais

O plano da Califórnia que fornece seguros para proprietários de imóveis que não conseguem cobertura privada precisa de US$ 1 bilhão a mais para pagar indenizações relacionadas aos incêndios florestais de Los Angeles, informou o Departamento de Seguros do estado na terça-feira.

O FAIR Plan é um pool de seguros ao qual todas as principais seguradoras privadas contribuem, e o plano emite apólices para pessoas que não conseguem seguro privado porque suas propriedades são consideradas de risco muito alto para serem seguradas. O plano, com prêmios altos e cobertura básica, foi criado como uma opção temporária até que os proprietários possam encontrar uma cobertura permanente, mas mais californianos estão dependendo dele do que nunca.

Havia mais de 452.000 apólices no Fair Plan em 2024, mais que o dobro do número em 2020. O plano afirma que espera uma perda de aproximadamente US$ 4 bilhões com os incêndios de Eaton e Palisades, que começaram em 7 de janeiro, destruíram quase 17.000 estruturas e mataram pelo menos 29 pessoas. Cerca de 4.700 reclamações foram registradas até esta semana, e o plano já pagou mais de US$ 914 milhões.

Sob um pedido do FAIR Plan aprovado pelo estado na terça-feira, todas as seguradoras que operam na Califórnia terão que arcar com metade do custo e podem repassar o restante para todos os segurados na forma de uma taxa única. As seguradoras podem cobrar esse custo nos próximos dois anos. O Departamento de Seguros do estado deve aprovar esses custos.

Autoridades estaduais não tinham detalhes imediatos sobre o valor da taxa. Ao aprovar o pedido, o estado permitiu que o plano enviasse notificações e coletasse fundos das seguradoras do mercado em até 30 dias.

É a primeira vez em mais de 30 anos que o Fair Plan solicita aprovação para recursos adicionais, disse o departamento. “Tomei essa ação necessária de proteção ao consumidor com um objetivo em mente: o FAIR Plan deve pagar indenizações como qualquer outra seguradora”, disse o comissário de seguros Ricardo Lara em um comunicado.

“Rejeito aqueles que esperam pelo fracasso do nosso mercado de seguros espalhando medo e dúvida”, disse Lara. “Sobreviventes de incêndios florestais não podem trocar ‘e se’ por comida e aluguel, mas podem trocar cheques do FAIR Plan.”

O plano também espera receber US$ 1,45 bilhão em resseguros para ajudar a pagar as indenizações. Ele prevê que terá aproximadamente US$ 400 milhões restantes até julho.

De acordo com o plano, 45% das reclamações de incêndios florestais registradas até agora são relatadas como perdas totais, 45% como perdas parciais e 10% como valor justo de aluguel.

As seguradoras disseram na terça-feira que estão comprometidas em ajudar no processo de recuperação após os incêndios e que a capacidade de recuperar parte do custo dos contribuintes evitará que as empresas deixem o estado. “Isso é essencial para evitar ainda mais pressão sobre o já desequilibrado mercado de seguros da Califórnia e evitar cancelamentos generalizados de apólices que colocariam em risco a cobertura de milhões de californianos”, disse Mark Sektnan, da American Property Casualty Insurance Association, a maior associação comercial nacional de seguros residenciais, automotivos e empresariais.

Mas um grupo de defesa do consumidor, que se opôs a uma regra que permite que as seguradoras repassem custos aos segurados, disse que contestará a medida. “A Consumer Watchdog está explorando todas as opções legais para impedir um resgate se qualquer seguradora tentar fazer os consumidores pagarem”, disse Carmen Balber, diretora executiva da Consumer Watchdog, em um comunicado.

A Califórnia está em um esforço de vários anos para estabilizar seu mercado de seguros após várias grandes seguradoras terem pausado ou restringido novos negócios no estado em 2023, o que empurrou centenas de milhares de proprietários para o FAIR Plan. Os incêndios florestais estão se tornando mais comuns e destrutivos na Califórnia devido às mudanças climáticas, e as seguradoras dizem que isso está dificultando a precificação real do risco das propriedades.

Dos 20 incêndios florestais mais destrutivos da história do estado, 15 ocorreram desde 2015, de acordo com o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia.

O estado agora dá mais liberdade às seguradoras para aumentar os prêmios em troca da emissão de mais apólices em áreas de alto risco. Isso inclui regulamentações que permitem que as seguradoras considerem as mudanças climáticas ao definir seus preços e que repassem os custos do resseguro aos consumidores da Califórnia.

Grupo HDI anuncia apoio a projetos incentivados e patrocínios para 2025

Andre Truzzi HDI Seguros

Com uma abordagem alinhada à sua estratégia de ESG e ao posicionamento de suas marcas, o Grupo HDI anuncia apoio a uma série de projetos incentivados e patrocínios em 2025 – escolhidos por meio de chamamento público realizado em 2024. Como parte de seu compromisso com o desenvolvimento em prol do meio ambiente e da responsabilidade social para promover um impacto positivo e sustentável nas comunidades em que atua, a empresa tem direcionado recursos para iniciativas voltadas à educação, cultura, esporte e inclusão social. 

Os projetos socioeducacionais apoiados pelo Grupo têm como objetivo proporcionar educação e ensino profissionalizante para jovens de baixa renda e comunidades em situação de vulnerabilidade, facilitando sua inserção no mercado de trabalho e o desenvolvimento de carreiras sustentáveis, além de contribuir para a segurança econômica e a resiliência financeira de suas famílias.

Entre eles, estão a Formação Continuada de Professores das Redes Públicas, do Instituto Esporte e Educação – que atuará em quatro polos no Sul do Brasil, impactando mais de 400 profissionais da rede pública ao longo de todo o ano de 2025 e promovendo a qualificação e aprimoramento das práticas pedagógicas no esporte educacional – e a Juventude Tecnológica, da ONG Vocação, em São Paulo, que oferece cursos de Web Design, Linguagem de Programação, Excel e Power BI para adolescentes em situação de vulnerabilidade, visando ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho. 

Outro projeto contemplado é o programa Yes Juventude Prolongada, do Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores – que proporciona capacitação voltada para o empreendedorismo, mentorias e eventos de networking para pessoas acima de 60 anos e proporcionam a geração de renda. A expectativa é de beneficiar mais de 8 mil idosos até outubro de 2026, reforçando o compromisso do Grupo HDI em fomentar o empreendedorismo, a inovação e o desenvolvimento de pequenos e médios negócios para, assim, viabilizar a diversidade e inclusão.  

A companhia também contribui com eventos culturais e esportivos visando incentivar o esporte e a cultura, especialmente por meio de atividades ao ar livre, como ferramentas para conectar as pessoas, aumentar a consciência sobre situações ambientais e promover a saúde e o bem-estar. Para o campo cultural, a empresa patrocina os concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), realizados na Sala São Paulo e no Festival de Inverno de Campos do Jordão, que contará com diferentes ativações de marca ao longo do ano.

Além deles, outros projetos culturais foram escolhidos, como o Festival de Luzes de São Paulo, realizado pela Visualfarm, e o Cine Autorama, um cinema itinerante ao ar livre. Já no esporte, os patrocínios incluem o campeonato Makai Beach Tennis, o festival Energy Land de yoga, meditação e corrida, e a tradicional Maratona de Florianópolis, que visa incentivar o bem-estar e o turismo esportivo.

No setor da saúde (Pronon), o Grupo HDI apoia a implementação do Centro de Intervenção Minimamente Invasivo para Diagnóstico e Tratamento do Câncer no Nordeste, um projeto da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer voltado à modernização de equipamentos médicos, que permite maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamentos oncológicos menos invasivos, beneficiando mais de 10 mil pacientes ao ano.

“Nosso compromisso vai além da oferta de serviços de seguros. Queremos deixar um impacto positivo e sustentável nas comunidades em que atuamos, investindo em projetos que promovam educação, cultura e qualidade de vida, com foco em enfrentar desafios socioambientais”, afirma André Truzzi, vice-presidente de Transformação do Grupo HDI, em nota.

“Por meio do apoio a ações como essas, que agregam valor à sociedade, conseguimos demonstrar que estamos continuamente comprometidos em promover a inclusão social e a sustentabilidade, alinhando os valores corporativos do Grupo HDI – e das nossas marcas HDI, Yelum e Aliro – a iniciativas concretas que beneficiam milhares de pessoas em diferentes regiões do Brasil.”

Susep divulga edital para contratação

susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje (11), no Diário Oficial da União (DOU), o edital de abertura de concurso público para provimento de 75 (setenta e cinco) vagas para o cargo de Analista Técnico (nível superior), com remuneração inicial de R$ 18.033,52. As vagas foram divididas em quatro áreas de conhecimento, assim distribuídas:

Cargo/áreaVagas
ACPcDPPTotal
Cargo 1: Analista Técnico – Área: Contabilidade Pública2*13
Cargo 2: Analista Técnico – Área: Direito, Políticas Públicas e Desenho Institucional91212
Cargo 3: Analista Técnico – Área: Supervisão e Regulação de Mercados222630
Cargo 4: Analista Técnico – Área: Tecnologia da Informação e Ciência de Dados222630

AC = ampla concorrência

PcD = pessoa com deficiência

PP = pessoas negras (pretos e pardos)

As inscrições ficarão abertas de 17 de fevereiro a 10 de março e as provas objetivas e discursivas (ambas de caráter classificatório e eliminatório) estão planejadas para ocorrer em 08 de junho, em todas as capitais das Unidades da Federação. O edital traz vagas para Brasília e São Paulo.

A prova objetiva será composta por 50 questões de conhecimentos gerais e 80 questões de conhecimentos específicos, totalizando 130 questões, cada uma valendo 1 ponto. Já na prova discursiva será cobrada a elaboração de uma redação, valendo 30 pontos.

Por fim, haverá, ainda, avaliação de títulos, de caráter unicamente classificatório, a ser realizada em data posterior, valendo até 5 pontos, para os casos de candidatos que possuam pós-graduação em nível de doutorado ou de mestrado.

As inscrições deverão ser realizadas pelo site do Cebraspe.

O plano de carreiras e cargos da Susep, encontra-se discriminado nos arts. 34 a 66 da Lei nº 11/890/2008 e a tabela de subsídios do cargo de Analista Técnico pode ser encontrada no Anexo IX, alínea b, da referida Lei.

Mais informações sobre o concurso serão divulgadas no site da Susep e em suas redes sociais (Instagram e Linkedin).

Zurich lança campanha de incentivo para corretores  

zurich seguros marcio benevides

Fonte: Zurich

A Zurich Seguros acaba de anunciar os destinos da nova edição de sua campanha anual de incentivo, a “Vou com a Zurich”. Os corretores premiados pela melhor performance em vendas ganharão uma viagem, com direito a acompanhante, para dois destinos turísticos reconhecidos internacionalmente: Bariloche, na Argentina (categoria Premium) e África do Sul (categoria Infinite Blue).  

Criada em 2012, a campanha de incentivo busca fortalecer a parceria com os profissionais de seguros, que são o elo entre a companhia e seus clientes. “A premiação é uma das formas de reconhecimento ao nosso principal parceiro de negócios, que são os corretores. É um momento de estreitar os laços e trocar experiências com esses profissionais que são fundamentais para os nossos negócios e para todo o ecossistema do mercado segurador”, diz Marcio Benevides, diretor de Distribuição da Zurich Seguros. 

O diretor ainda ressalta que as viagens também são uma forma de celebrar o trabalho árduo dos corretores ao longo do ano e de mostrar o reconhecimento da Zurich pelo esforço de vendas em prol dos negócios. “Temos sido bem-sucedidos em nossa estratégia de expansão no Brasil, e nada mais justo do que reconhecer nossos parceiros, que tornam esse resultado possível”, pontua. 

O executivo acrescenta que as experiências proporcionadas no programa são completamente diferentes de roteiros de viagem comuns, com o objetivo de promover momentos únicos, que favoreçam também a construção de relacionamento entre corretores e junto aos membros da seguradora.  

“A cada edição, temos surpreendido os corretores com os lugares escolhidos e as experiências proporcionadas. Nos próximos meses, levaremos os vencedores da campanha do ano passado para a Croácia e Cartagena, na Colômbia. Anteriormente, já fomos para a Ilha de Comandatuba, Fernando de Noronha, Mendoza e muitos outros paraísos turísticos”, comemora. “Agora, estamos ansiosos por mais um ano de parceria com os corretores, que premiará nossos principais parceiros com momentos incríveis em Bariloche e na África do Sul”.  

Austral é classificada no segmento S1 pela Susep

A Austral acaba de ser enquadrada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) na categoria S1, uma classificação que varia de acordo com o porte e a complexidade das operações das empresas supervisionadas. Desta forma, Austral Seguradora e Austral Resseguradora se juntam a um seleto grupo com outros seis grupos do setor.

Em vigor no Brasil desde 2020, prática recomendada pela Associação Internacional dos Supervisores de Seguros (IAIS) e implementada pela Susep, esta classificação estabelece quatro segmentos – S1, S2, S3 e S4, a partir do perfil de risco e volume de prêmios e reservas técnicas. A Austral, anteriormente enquadrada no nível S2, agora está no patamar mais alto do sistema de qualificação do órgão regulador, e as empresas nesta categoria são aquelas com maior importância sistêmica para o mercado e a economia do país. A mudança, que passa a valer neste ano, reflete a maturidade e a sólida estrutura de governança das companhias. 

“O enquadramento da Austral na categoria S1 é uma marca de crescimento sustentável. A companhia está comprometida com o desenvolvimento do mercado, trabalhando com responsabilidade e transparência na alocação de capital, alto nível de subscrição de riscos e geração de caixa e reservas, a fim de trazer mais confiança e segurança aos clientes, parceiros e investidores”, afirma o diretor de Riscos, Compliance e Gestão de Dados do grupo Austral, Rodolfo Rodriguez, em nota enviada à imprensa.

A classificação do órgão regulador se soma aos ratings conquistados pela Austral Seguradora e Austral Resseguradora: em setembro, por exemplo, a agência global de avaliação de riscos AM Best, especializada no setor de seguros, manteve o índice de Força Financeira em A- (Excelente) e os ICRs de Longo Prazo em “A-” (Excelente) para Austral Seguradora e Resseguradora. Já a agência de rating S&P Global reafirmou as credenciais de crédito das duas empresas em brAAA/estável, o nível mais elevado na escala nacional.

A nova classificação S1 tem impacto direto no planejamento estratégico da empresa, que oferece soluções para a continuidade dos negócios de seus clientes em qualquer situação ou cenário econômico. 

“Fizemos as adaptações necessárias para a mudança de categoria. Verificamos todo o arcabouço regulatório da Susep e já tínhamos uma preparação interna devido ao rating internacional, que exigia da empresa uma estrutura de gestão de risco bastante madura”, conta Luiza Duarte, gerente de Governança, Riscos e Compliance.

A partir dos desdobramentos da crise de 2008, a Associação Internacional dos Supervisores de Seguros (IAIS) estabeleceu regras mais rígidas para o setor, e as agências reguladoras tiveram que se adaptar. A segmentação do mercado de seguros se assemelha ao que o Banco Central estabelece para as instituições financeiras. Assim, a Austral Seguradora e a Austral Resseguradora se enquadram na mesma categoria de grupos como Itaú, Bradesco, Caixa Econômica e Banco do Brasil.

Jovens do Programadores Cariocas ganham 50 vagas gratuitas da CNSeg, em parceria com o Senac RJ

Fonte: Senac

Jovens oriundos do projeto Programadores Cariocas ganharam 50 vagas gratuitas da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em parceria com o Senac RJ. Os alunos serão profissionais especializados na área de tecnologia para o setor de seguros, mais uma oportunidade de desenvolvimento de carreira por meio dessa iniciativa.

Conheça o projeto:

O Projeto Programadores Cariocas visa formar e qualificar gratuitamente jovens para a área de programação. Os participantes têm idade entre 18 e 29 anos e vivem em situação de vulnerabilidade social. Além disso, eles precisam ter diploma do ensino médio, concluído na rede pública de ensino. A seleção para o programa prioriza negros, mulheres e pessoas trans.

Como incentivo para a formação técnica, os jovens recebem bolsa auxílio de R$ 500 mensais ao longo do curso e, ao concluírem, ganham um computador para facilitar a entrada no mercado de trabalho.

Por meio da colaboração com a CNseg, entidade que representa as seguradoras no Brasil, 50 estudantes serão capacitados para ingressarem no mercado de seguros através de aulas presenciais promovidas no Senac Botafogo e na Faculdade Senac, com toda a estrutura e acompanhamento técnico de instrutores que trabalham com o que ensinam. Dez alunos foram contratados por seguradoras imediatamente após a conclusão do curso.