Previdência privada: empresas administram R$ 1,8 trilhão em recursos

De acordo com o último relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com os resultados contabilizados em janeiro de 2026, os planos de previdência privada aberta administravam R$ 1,8 trilhão em ativos, o equivalente a aproximadamente 14% do PIB do Brasil. O montante representa uma evolução de 13,2% quando comparado com o mesmo mês de 2025.

Esse montante é fruto do esforço de 11,2 milhões de pessoas, que possuem ao menos um dos mais de 13,7 milhões de planos. Ainda em janeiro de 2026, quase a totalidade – 99,4% desses planos – estavam em fase de acumulação, evidenciando o quanto ainda é jovem o setor e seu potencial de crescimento.

Captação líquida cresce em janeiro
O relatório também aponta que o setor arrecadou R$ 15,3 bilhões em janeiro, ao mesmo tempo em que teve uma queda de 15,2% nos resgates, que totalizaram R$ 12,2 bilhões. Dessa forma, a captação líquida, que é o resultado dos prêmios e contribuições menos as retiradas, foi positiva (de R$ 3,2 bilhões).

No acumulado de 12 meses (encerrados em janeiro de 2026), houve forte impacto provocado pela alteração da tributação em 2025. Os prêmios e contribuições somaram R$ 157,2 bilhões, com queda de 19,4% nos aportes, ao passo que os resgates subiram 9,4%, chegando a R$ 151 bilhões no período.

VGBL lidera em aportes e quantidade de planos
Nesse mesmo período, os planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – somaram R$ 138,6 bilhões, e correspondem a mais de 8,6 milhões de planos. Os planos PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – são responsáveis por 10% da arrecadação no período, enquanto os planos Tradicionais totalizaram R$ 2,8 bilhões ou 1,8% do total de prêmios e contribuições.

Wiz Co (WIZC3) anuncia Lucas Neves como novo CEO do Grupo

lucas neves WIZ


A Wiz Co (WIZC3) acaba de anunciar a mudança em sua liderança executiva. Lucas Neves, que ocupava a cadeira de CFO e Diretor de Relações com Investidores da companhia, assume como CEO da companhia no lugar de Marcus Vinícius de Oliveira, que foi indicado pela acionista controladora do grupo para compor a chapa de candidatos ao Conselho de Administração, cuja eleição será definida em Assembleia, no final de abril. 


O novo CEO, que continua também na função de Diretor de Relações com Investidores, entra com a missão de dar continuidade à estratégia de crescimento, inovação e fortalecimento institucional. 


A transição aponta para a evolução do modelo de negócios da Wiz Co, já que Lucas Neves já fazia parte do quadro diretivo da empresa. Com mais de 20 anos de experiência na área financeira, participou de marcos relevantes da companhia, como o processo de IPO, e liderou o fortalecimento da disciplina financeira e da governança corporativa nos últimos anos.

“Recebo uma companhia em elevado grau de maturidade operacional. Nosso foco será escalar as unidades atuais e abrir novas frentes de crescimento, consolidando a Wiz Co como uma das principais plataformas de distribuição de produtos financeiros do país”, afirma Lucas. 


Com uma trajetória que se confunde com a própria história da Wiz Co desde os tempos da Fenae Corretora, Marcus Vinícius de Oliveira, que esteve à frente da companhia desde 2023, reforça que a empresa dará seguimento ao ciclo estratégico que a levou a um dos momentos mais expressivos em termos operacionais e financeiros. Sob sua liderança, a Wiz Co consolidou de forma definitiva sua transição para um ecossistema independente.


“A transição de um modelo monocanal para uma plataforma agnóstica e multicanal foi o principal desafio do nosso ciclo. Hoje, a Wiz Co é reconhecida como uma gestora de canais sólida, diversificada e sustentável”, destaca Marcus Vinícius, referindo-se, entre outros aspectos, à aceleração da estratégia de diversificação da companhia, que levou à ampliação de parcerias com instituições como Inter, Bmg e Banco do Brasil (via Promotiva), e ao fortalecimento da atuação no segmento de seguros, crédito e consórcios.

Resultados recordes

O ciclo liderado por Marcus Vinícius de Oliveira consolidou uma trajetória de crescimento consistente e expansão de market share. Em 2025, a Wiz Co superou a marca de R$ 1,1 bilhão em Receita Líquida ex-comissões. O desempenho operacional atingiu patamares recordes, com um EBITDA acumulado de R$ 739,3 milhões (+7,8% vs. 2024) e um Lucro Líquido da Controladora de R$ 201,1 milhões, representando um avanço expressivo de 25,6% em relação ao ano anterior. O volume total distribuído em seguros, crédito e consórcios alcançou R$ 18,3 bilhões em 2025, impulsionado pelo recorde histórico de R$ 4,0 bilhões em prêmios emitidos de seguros. 


Paralelamente à expansão comercial, a gestão promoveu uma profunda otimização da estrutura de capital, reduzindo a dívida líquida em 48,6% — encerrando o ciclo com R$ 229,0 milhões devidos. Essa desalavancagem, somada à unificação de linhas de passivos e ao foco na geração de caixa operacional, fortaleceu a solidez financeira e a capacidade do grupo de sustentar novos investimentos e retornar valor aos acionistas.


Transição e nova etapa

Com Lucas Neves assumindo o cargo de CEO e Diretor de Relações com Investidores, Marcelo Pereira Kronemberg, que ocupava o cargo de Diretor de Administração Corporativa e Tesouraria, assume a cadeira de CFO do Grupo. Graduado em Administração de Empresas e em Gestão Financeira e Tributária, com pós-graduação em Gestão de Pessoas e Economia, o executivo está na Wiz Co há 27 anos.

A mudança se estende a Antônio Cássio dos Santos, que deixa o cargo de presidente do Conselho de Administração da Wiz, após Assembleia, para novos desafios pessoais e profissionais. “Agradecemos imensamente todo o período de dedicação de Antônio Cássio, que também foi fundamental para atingirmos resultados eficazes e consistentes durante o período em que ocupou a cadeira de presidente do conselho”, conclui Marcus Vinícius de Oliveira.

Berkshire faz aporte bilionário na seguradora Tokio Marine e reforça estratégia de Buffett no Japão 

rims 2024 investimentos no brasil seguros

A Berkshire Hathaway vai investir 287,4 bilhões de ienes (US$ 1,8 bilhão) na seguradora Tokio Marine Holdings, ampliando a exposição do conglomerado americano ao mercado japonês.

A National Indemnity Company, subsidiária da Berkshire, fará um investimento estratégico de 2,49% na Tokio Marine, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira. As duas empresas vão colaborar em resseguros e investimentos globais, incluindo fusões e aquisições.

O movimento reforça as ambições crescentes da Berkshire no Japão, onde, há cerca de seis anos — sob a liderança de Warren Buffett — revelou investimentos nas maiores trading companies do país. Buffett afirmou, em carta anual aos acionistas, que a empresa pretende aumentar sua participação nas cinco maiores tradings japonesas “ao longo do tempo”.

O novo acordo mostra que a Berkshire busca conquistar espaço no aquecido mercado de seguros do Japão, cada vez mais atrativo para empresas estrangeiras. KKR & Co., Apollo Global Management e outros grandes players internacionais também têm se movimentado para expandir no setor de seguros de vida, em meio a uma corrida global por oportunidades no país.

“A parceria com a Berkshire deve trazer vantagem ao aproveitar expertise global para ampliar o escopo de operações antes dos concorrentes”, disse Ikuo Mitsui, gestor da Aizawa Securities.

A Tokio Marine é a maior seguradora de ramos elementares (property & casualty) do Japão.

O acordo permitirá que a Tokio Marine utilize a National Indemnity como opção de resseguro sem restrições quanto ao tipo de seguro, afirmou o porta-voz Mitsuhiro Izu, acrescentando que a iniciativa da parceria partiu da Berkshire.

A parceria terá duração de uma década, e nos primeiros cinco anos tanto a Berkshire quanto a Tokio Marine não poderão firmar acordos semelhantes com concorrentes, acrescentou Izu.

A Berkshire comprará cerca de US$ 1,8 bilhão em ações em tesouraria da Tokio Marine, que por sua vez recomprará o mesmo valor em ações existentes. Caso a Berkshire adquira mais ações da empresa, é provável que o faça no mercado aberto, segundo a Tokio Marine.

A empresa americana afirmou que não elevará sua participação acima de 9,9% sem aprovação do conselho da Tokio Marine.

O crescente interesse da Berkshire no Japão como destino de investimentos vem acompanhado de captações no país. No fim do ano passado, a companhia levantou pouco mais de 210 bilhões de ienes (US$ 1,3 bilhão) com a emissão de títulos denominados em iene, retornando a um mercado que acessou pela primeira vez em 2019.

Buffett se aposentou oficialmente do cargo de CEO da Berkshire no fim de 2025. Seu sucessor, Greg Abel, prometeu manter os princípios e valores que ajudaram o “Oráculo de Omaha” a transformar uma fábrica têxtil em dificuldades em um conglomerado de US$ 1 trilhão.

Porto Serviço inaugura primeiro Chaveiro Automotivo em São Paulo

Transformar um imprevisto em uma solução completa. Esse é o objetivo da Porto Serviço ao inaugurar o primeiro Chaveiro Automotivo, localizado no bairro da Casa Verde, Zona Norte de São Paulo.

“Nosso papel é estar ao lado do cliente em todos os momentos, inclusive nos imprevistos. Identificamos uma oportunidade clara de ampliar a jornada de cuidado com o veículo e estruturamos uma solução completa, que traz mais agilidade e tranquilidade”, destaca Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço responsável pelos Centros Automotivos.

A novidade nasce a partir de uma observação direta da jornada do cliente. Hoje, em casos de perda ou roubo de chaves veiculares, os prestadores da Porto Serviço realizam a abertura do veículo. Mas a necessidade não termina ali. E a nova chave?

Agora, o atendimento passa a ser de ponta a ponta: além da abertura do carro, o cliente pode ser direcionado para a unidade exclusiva da Porto Serviço para a confecção de novas chaves, com qualidade, segurança e confiança da marca. E ainda conta com horário estendido, das 6h às 24h, levando em conta o caráter quase sempre emergencial desse tipo de situação.

Serviço para todos, vantagens para o ecossistema

O Chaveiro Automotivo é aberto ao público, e oferece condições especiais para clientes do ecossistema Porto:

  • Clientes Porto Seguro Auto: 20% de desconto na mão de obra
  • Clientes Itaú, Azul e Mitsui: 15% de desconto na mão de obra

A iniciativa reforça o papel da Porto Serviço como unidade de negócio voltada ao público geral, mas também integrada ao ecossistema Porto, com soluções que ampliam sua presença na jornada real do motorista. A nova unidade fortalece o território do automóvel, um dos pilares estratégicos do Grupo Porto, e amplia a atuação da Porto Serviço no segmento B2C.

Serviço

Avenida Casa Verde, 3388 – Casa Verde – São Paulo/SP

WhatsApp: (11) 99812-0775
Segunda a sexta-feira, das 6h às 24h | Sábados, das 6h às 18h
 

Seguradora 88i acelera expansão com foco estratégico em corretores de afinidades e transportes

A 88i inicia seu primeiro ano como seguradora definitiva no segmento S4 – após o cumprimento integral dos objetivos do Sandbox regulatório pelo período de três anos – com um reposicionamento de sua estratégia de distribuição, colocando os corretores de afinidades e de transportes em sua operação B2B e B2B2C. A iniciativa visa escalar a proteção digital em grandes plataformas de e-commerce, delivery, logística, transportes e ecossistemas financeiros.

Com a nova estratégia, a 88i busca ter como aliados os corretores de afinidade especializados em B2B2C e os corretores voltados para o segmento de transportes que buscam digitalizar grandes carteiras de clientes. Através de APIs de alta performance, a seguradora permite que o seguro seja integrado de forma invisível e fluida na jornada de compra do consumidor final.

Gig Economy

A 88i se especializou em nano seguros embarcados em grandes plataformas, trabalhando na chamada “gig economy”, ou economia de aplicativos. Com um modelo de negócio B2B e B2B2C, a empresa integra seus seguros nos aplicativos das plataformas digitais de delivery, logística, mobilidade e fintechs.

Além das grandes plataformas as soluções da 88i também foram incorporadas aos aplicativos de pequenas e médias empresas prestadoras de serviços e intermediárias dessas plataformas, com destaque para as do ramo de logística gestão de serviços, delivery, como Posta Já, Let´s, Closeer e Ship Now

Para o mercado de Afinidades, a 88i oferece aos corretores a capacidade de criar produtos personalizados e em tempo recorde, como proteção de renda para profissionais autônomos e com veículo próprio, bem como seguros de acidentes pessoais. “O corretor de afinidades moderno conectado com o novo mundo do trabalho e do consumo não quer apenas uma apólice. Ele quer uma experiência do usuário que não interrompa a venda da mercadoria ou do serviço do parceiro. Nós entregamos essa infraestrutura,” afirma Rodrigo Ventura, CEO da 88i.

No segmento de Transportes, a atuação da empresa é focada na mitigação de riscos em tempo real na última milha. A 88i disponibiliza ferramentas de telemetria e análise de dados que permitem ao corretor oferecer seguros de mercadorias embarcadas diretamente no fechamento do frete, garantindo conformidade e agilidade para embarcadores e transportadoras de todos os tamanhos.

Os pilares da nova atuação da 88i estão sustentados em APIs que conectam o produto de seguro ao checkout de grandes plataformas em poucos dias, em seguros flexíveis que se adaptam ao perfil de risco e ao bolso do cliente, além  de controle de sinistralidade e conversão que permitem ao corretor gerir a performance de seus canais de afinidade e logística com precisão cirúrgica.

Icatu tem lucro recorde de R$ 525,1 milhões em 2025 e aposta em vida individual e renda para sustentar avanço

A Icatu Seguros encerrou 2025 com lucro líquido recorde de R$ 525,1 milhões, alta de 20% em relação ao ano anterior, apoiada na expansão das linhas de negócios, ganho de eficiência operacional e investimentos em tecnologia. Maior seguradora independente do país em seguro de vida, previdência e capitalização, a companhia chega a 2026 com a meta de manter o ritmo de crescimento dos últimos anos em um ambiente mais competitivo e de maior disputa pela renda do consumidor.

As receitas com prêmios, contribuições de previdência e capitalização somaram R$ 14,6 bilhões em 2025. O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 26,1%, enquanto o volume devolvido à sociedade em sinistros, resgates, rendas e sorteios alcançou R$ 8,4 bilhões. A base de clientes superou 14 milhões, apoiada em uma estrutura de distribuição formada por mais de 350 parceiros estratégicos e mais de 10 mil corretores ativos.

Para Luciano Soares, CEO da Icatu, preservar resultados robustos e consistentes em 2026 “não é uma coisa trivial”, sobretudo em um mercado em que novos concorrentes passaram a olhar com mais atenção para o ramo de pessoas. Segundo o executivo, a estratégia para sustentar o desempenho envolve um conjunto de fatores, entre eles portfólio de produtos, diversificação de canais, eficiência operacional e inovação.

Na avaliação de Soares, porém, a principal disputa do setor vai além da concorrência entre seguradoras. “A maior concorrência dos últimos anos é a não decisão de compra”, afirmou. Para ele, o avanço de mais participantes no segmento pode ter efeito positivo se contribuir para ampliar o debate sobre educação financeira e aumentar a percepção da população sobre a importância da proteção financeira.

“Os resultados refletem uma gestão financeira consistente, com foco em rentabilidade, equilíbrio, eficiência operacional, controle de custos e sustentabilidade do negócio. A combinação entre escala, eficiência operacional e um portfólio diversificado nos permitiu alcançar um lucro recorde e manter indicadores robustos, como ROE elevado, criando bases sólidas para o crescimento de longo prazo da companhia”, afirma Márcio Palmeira, CFO da Icatu Seguros.

O CEO também chamou atenção para a crescente competição da indústria por espaço no orçamento das famílias. Citou como exemplo o avanço das apostas esportivas, que vêm preocupando governo e empresas de diferentes setores pelo potencial de desviar renda do consumo e da poupança de longo prazo.

No seguro de vida, um dos principais motores de crescimento da companhia, o prêmio retido alcançou R$ 6,1 bilhões em 2025, com expansão de 19% em relação ao ano anterior. O desempenho foi puxado principalmente pelo vida individual, que avançou 67,1%, além do crescimento de vida em grupo, de 17,8%, e prestamista, de 17,7%. Segundo dados da Fenaprevi citados pela seguradora, a Icatu ocupa a primeira posição em faturamento em vida coletivo.

Soares afirmou que o segmento de vida individual deve continuar em trajetória de expansão, diante do espaço ainda existente para crescimento no país. Na visão dele, todo movimento que eleve a percepção de valor do seguro tende a favorecer a companhia, caso de coberturas como doenças graves, que vêm apresentando crescimento sustentado.

Na previdência, a Icatu encerrou 2025 com R$ 55 bilhões em reservas, apoiada em uma plataforma com mais de 400 fundos distribuídos entre 150 gestores. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 17% nas reservas. A companhia vê espaço para avanço da conversão da poupança acumulada em produtos de renda, como renda vitalícia e temporária, em linha com o envelhecimento da população e a necessidade crescente de planejamento financeiro no pós-carreira.

O executivo avalia que o mercado de previdência aberta foi afetado pela tributação de IOF nos planos VGBL, o que reduziu a captação nesse tipo de produto. Na Icatu, no entanto, o impacto foi parcialmente amortecido pela maior participação do PGBL no portfólio. Hoje, esse produto representa 35% da carteira da companhia, ante cerca de 25% no mercado, o que ajudou a suavizar os efeitos da menor entrada líquida em VGBL.

A seguradora também acompanha com cautela o ambiente macroeconômico e seus reflexos sobre a indústria de investimentos. Segundo Soares, a volatilidade decorrente da guerra no Irã como inflação, energia, fertilizantes e tensões geopolíticas pode afetar o comportamento dos fundos de investimentos em geral, mas o impacto depende da composição das carteiras. Produtos de curto prazo e renda fixa tendem a sofrer menos, enquanto estratégias mais longas e expostas à marcação a mercado podem enfrentar maior estresse.

Em capitalização, as provisões técnicas somaram R$ 4,2 bilhões em 2025, alta de 3,2%. O destaque foi a modalidade garantia de aluguel, com avanço de 7,5%. Na frente de tecnologia, a companhia informou ter investido mais de R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos e prevê aportes superiores a R$ 300 milhões em 2026, com foco em digitalização, subscrição, uso de inteligência artificial, automação de processos e melhoria da experiência de corretores e clientes.

Sobre a entrada das cooperativas no setor, Soares afirmou que ainda é cedo para medir com precisão o impacto sobre o mercado segurador. Segundo ele, o tema permanece em estágio preliminar, especialmente quando envolve riscos mais complexos, de natureza atuarial, como longevidade. Nesse contexto, acrescentou, solidez e experiência continuarão sendo diferenciais importantes para os participantes do setor. A Icatu já atua nesse nicho por meio da frente Icatu Coopera.

MAG Capitalização firma parceria com a CrediSIS e amplia presença no cooperativismo de crédito

A MAG Capitalização, empresa do Grupo MAG, anuncia uma nova parceria estratégica com a CrediSIS, uma das maiores centrais de cooperativas de crédito do Brasil, conhecida pela forte atuação regional e proximidade com seus cooperados.

A colaboração começa com a oferta do produto tradicional da companhia, com perspectiva de ampliação do portfólio ao longo do ano. A iniciativa fortalece a atuação da MAG Capitalização e amplia o alcance das soluções oferecidas. 

“A CrediSIS possui uma conexão muito forte com seus cooperados e com o desenvolvimento regional. Isso torna essa união ainda mais estratégica para ampliarmos nossa presença e gerar valor de forma conjunta”, destaca Camila Beck, gerente de Negócios em Afinidades da MAG Capitalização.

Com a parceria, a MAG Capitalização avança em sua estratégia de crescimento ao acessar novos públicos e regiões, ao mesmo tempo em que fortalece sua presença no segmento cooperativista, um dos mais dinâmicos do sistema financeiro nacional. A expectativa é que a colaboração também abra caminho para novas oportunidades de negócios dentro do ecossistema CrediSIS ao longo dos próximos meses.

HDI Global amplia faturamento para € 10,3 bilhões e eleva lucro em 10% em 2025

A HDI Global encerrou 2025 com aumento de faturamento e lucro, impulsionada pelo crescimento de novos negócios, disciplina na subscrição e reajustes de preços relacionados à inflação. A receita de seguros da seguradora corporativa e de specialty somou € 10,3 bilhões no ano, ante € 10 bilhões em 2024, enquanto a contribuição para o lucro líquido do Grupo Talanx avançou para € 551 milhões, alta de 10% em relação aos € 501 milhões registrados no exercício anterior. O lucro operacional (EBIT) também cresceu, passando de € 702 milhões para € 732 milhões.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 24 de março, a companhia informa que o desempenho reflete tanto a expansão da base de negócios quanto a manutenção da rentabilidade técnica. Em escala global, o crescimento da receita foi de 5% ajustado pelos efeitos cambiais, ou de 2% em euros. Segundo a HDI Global, a evolução foi sustentada principalmente por novos contratos e por correções de preços no portfólio existente, em resposta ao ambiente inflacionário.

A companhia também manteve o índice combinado em patamar considerado saudável, de 90,3%, praticamente estável em relação aos 90,0% de 2024 e dentro da meta de ficar abaixo de 92% no ano. O resultado foi beneficiado pela menor frequência de sinistros e por perdas de grandes riscos abaixo do previsto no orçamento. Os pagamentos relacionados a grandes perdas subiram ligeiramente, para € 426 milhões, frente a € 402 milhões um ano antes, mas ficaram € 125 milhões abaixo do valor projetado pela seguradora.

O resultado de serviços de seguros permaneceu estável, em € 997 milhões, ante € 1,004 bilhão em 2024. Já o resultado financeiro líquido de seguros e investimentos, antes dos efeitos cambiais, avançou para € 102 milhões, contra € 83 milhões no ano anterior, favorecido pelo maior volume de investimentos.

Para o CEO da HDI Global, Edgar Puls, o desempenho de 2025 mostra a capacidade da seguradora de combinar crescimento com rentabilidade, apoiada em profundidade técnica, agilidade e soluções de longo prazo para clientes e corretores. O executivo também destaca que a atividade relativamente moderada de catástrofes naturais ao longo do ano ajudou a manter as grandes perdas abaixo do orçamento, ao mesmo tempo em que a companhia reforçou o foco na melhora de performance, especialmente no segmento de specialty.

A HDI Global também ressalta que a solidez de capital e a rentabilidade sustentam a estratégia de crescimento internacional da companhia. De acordo com Puls, a seguradora avança com a estratégia Xcelerate29, voltada à expansão global, ao ganho de excelência operacional e ao uso de inteligência artificial para elevar eficiência e qualidade em subscrição e sinistros. A empresa conta atualmente com mais de 5,5 mil funcionários no mundo.

Zurich promove Caravana em Porto Alegre e Salvador com foco comercial no seguro auto e ações sociais nas regiões

Marcio Benevides

A Zurich Seguros realiza novas etapas da Caravana Zurich 2026 nas cidades de Porto Alegre e Salvador, iniciativa que integra estratégia comercial no segmento de automóvel, relacionamento com corretores e ação social em regiões prioritárias para o crescimento do negócio. 

Porto Alegre e Salvador estão entre as praças consideradas estratégicas para o mercado de seguros varejo por combinarem densidade populacional, renda regional, frota relevante de veículos e concentração urbana. Essas características favorecem o avanço de produtos como automóvel, residencial e vida individual, além de reforçarem o papel dessas capitais como polos regionais relevantes para a atuação da companhia. 

Na operação da Zurich, Porto Alegre desempenha um papel relevante, sendo a segunda maior filial da companhia na região e responsável por 18,7% de todo o prêmio emitido na Diretoria Regional Sul. Já em Salvador, a seguradora registrou crescimento de 9,1% em prêmio emitido na comparação entre 2024 e 2025, com destaque para linhas comerciais, que avançaram 20,9% no período. 

Como parte da Caravana, a companhia disponibiliza 10% de desconto no Zurich Automóvel nas duas cidades. Em Porto Alegre, a campanha acontece entre os dias 23 e 29 de março. Em Salvador, as condições comerciais são válidas entre os dias 29 de março e 4 de abril. A iniciativa busca impulsionar cotações e ampliar a presença da marca junto a clientes e corretores locais. 

Para a Zurich, a Caravana funciona como uma alavanca regional, combinando ativação de vendas, proximidade com parceiros e reforço institucional nas praças onde a companhia busca ampliar sua presença. 

“A Caravana Zurich integra nossa estratégia de fortalecer o canal e ampliar nossa presença regional com foco em linhas pessoais, especialmente automóvel. Ao mesmo tempo em que promovemos a campanha comercial, também nos aproximamos das comunidades locais e dos nossos parceiros de negócios”, afirma Nathalia Abreu, gerente executiva de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Zurich Seguros. 

Além da frente comercial, as ações incluem iniciativas sociais em instituições das duas cidades. Em Porto Alegre, a companhia realizará uma atividade de voluntariado na Pequena Casa da Criança, organização que atende mais de mil beneficiários e desenvolve projetos nas áreas de educação, assistência social e profissionalização de crianças e jovens. 

“A presença de voluntários e o apoio de empresas que se envolvem com a comunidade são fundamentais para fortalecer o trabalho que realizamos diariamente com crianças, jovens e demais públicos. A iniciativa contribui para ampliar oportunidades de convivência e aprendizados dos nossos atendidos e reforça a importância de parcerias comprometidas com o desenvolvimento social”, pontua Murilo Priebe, analista de Voluntariado e Parcerias da Pequena Casa da Criança. 

Em Salvador, a ação será realizada no Lar Vida, instituição dedicada ao acolhimento e cuidado integral de crianças, adolescentes e adultos com deficiência, muitos deles encaminhados pela Vara da Infância e Juventude. 

“A iniciativa reforça a importância da parceria entre instituições sociais e empresas comprometidas com o desenvolvimento das comunidades. A participação da Zurich contribui para ampliar a visibilidade do trabalho realizado e apoiar o cuidado contínuo com os beneficiários atendidos pela instituição”, destaca Roberto Brito, gerente do Lar Vida. 

Nas duas cidades, as atividades incluem momentos de recreação com os beneficiários das instituições e contam com a participação de colaboradores da Zurich, corretores e assessores da região. 

“Quando conectamos nossa estratégia comercial à atuação social nas regiões onde operamos, fortalecemos o relacionamento com corretores, ampliamos nossa presença local e reforçamos nosso compromisso com um crescimento responsável”, conclui Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros. 

A Caravana Zurich 2026 também inclui ações em Recife e Ribeirão Preto ao longo do ano, mantendo o foco em praças que combinam maturidade de mercado e potencial de expansão para o segmento de seguros varejo. 

Sete em cada dez carros no Brasil estão sem seguro, e muitos motoristas ignoram os riscos diários 

A maior parte dos veículos brasileiros ainda circula sem seguro. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), apenas 30% da frota conta com apólice. Na prática, isso significa que aproximadamente sete em cada dez automóveis rodam sem qualquer tipo de proteção para acidentes, roubos, furtos ou até eventos cada vez mais frequentes, como enchentes e danos causados pelas condições das vias. 

Para especialistas da Yelum, marca do Grupo HDI, ainda existem muitas dúvidas sobre quando o seguro realmente vale a pena e quais situações ele cobre no dia a dia. “Muita gente só lembra do seguro em casos extremos, mas os imprevistos mais comuns – como pequenos danos, panes ou incidentes no trânsito – também podem gerar custos relevantes. A proteção existe para trazer mais previsibilidade e reduzir o impacto dessas situações no dia a dia do motorista”, afirma Carla Oliveira, Diretora de Produto Auto do Grupo HDI. 

Parte da resistência à contratação do seguro ainda está ligada a interpretações incompletas sobre custo, perfil de motorista e tipo de veículo. Para explicar essas questões, a Yelum destaca alguns mitos e verdades: 

Seguro só vale a pena para carros novos:  

Mito. Embora veículos mais recentes tenham peças mais caras, carros usados também podem gerar prejuízos relevantes em situações de colisão, roubo ou danos a terceiros. Em muitos casos, o custo de um único reparo – como troca de faróis, retrovisores ou sensores – pode ser significativo, especialmente em modelos com mais tecnologia embarcada. 

Seguro é apenas para motoristas jovens ou inexperientes:  

Mito. Acidentes, furtos ou eventos climáticos não dependem apenas da habilidade do motorista. Mesmo condutores experientes estão expostos a situações fora do seu controle, como falhas de outros veículos, alagamentos ou problemas mecânicos inesperados. 

Ser um bom motorista pode ajudar a pagar menos no seguro:  

Verdade. O perfil de risco é um dos fatores considerados no cálculo da apólice. Histórico sem sinistros, uso mais previsível do veículo e características do condutor podem influenciar positivamente o valor do seguro ao longo do tempo. 

Pequenos incidentes podem gerar despesas altas:  

Verdade. Danos aparentemente simples podem ter custos elevados. Peças como retrovisores, sensores de estacionamento, câmeras e lanternas têm ficado mais caras com a evolução tecnológica dos veículos. 

Seguro também inclui suporte para situações do dia a dia:  

Verdade. Muitos motoristas associam o seguro apenas a acidentes, mas diversas apólices oferecem assistência para ocorrências comuns, como pane elétrica ou mecânica, troca de pneus, chaveiro ou reboque. 

Proteção além dos grandes imprevistos 

Com o aumento do custo de peças e manutenção automotiva, especialistas apontam que o seguro passou a ter também um papel de planejamento financeiro. A cobertura ajuda a reduzir o impacto de despesas inesperadas e oferece suporte em diferentes situações envolvendo o veículo. 

Além da proteção contra danos ao carro, a apólice pode incluir cobertura para prejuízos causados a terceiros – um aspecto que ganha importância em centros urbanos com trânsito intenso. “Quando o motorista entende melhor como o seguro funciona, ele passa a enxergá-lo de forma mais ampla, não apenas como algo ligado a grandes acidentes, mas como uma ferramenta para lidar com imprevistos”, afirma Carla.