Seguro Garantia nas execuções fiscais: o que mudou e por que o corretor deve prestar atenção

AGATHA fator seguradora

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) trouxe mais segurança jurídica para o uso do Seguro Garantia em execuções fiscais — processos em que governos cobram judicialmente tributos supostamente devidos por empresas. Ao julgar o Tema 1385, o tribunal consolidou o entendimento de que o Seguro Garantia e a fiança bancária não podem ser recusados automaticamente pelo Fisco. Esse entendimento foi consolidado a partir de recursos especiais julgados pelo tribunal envolvendo execuções fiscais movidas por entes públicos.

“O STJ pacificou, em fevereiro de 2026, que o Seguro Garantia Judicial é plenamente hábil para garantir execuções fiscais tributárias, afastando definitivamente a possibilidade de recusa pela Fazenda Pública com base em critérios de preferência de penhora. Essa decisão tem efeito vinculante e consolida o produto do Seguro Garantia como alternativa eficiente ao depósito em dinheiro nas execuções fiscais, reduzindo o risco de sinistro por recusa judicial e ampliando a segurança jurídica para emissão de apólices”, comenta Ariane Guimarães, sócia do escritório de advocacia Mattos Filho. 

Esse cenário ganha ainda mais relevância quando se observa o volume de processos dessa natureza no país. Dados do relatório Justiça em Números 2025, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que as execuções fiscais continuam sendo um dos maiores gargalos do sistema judicial brasileiro. Em 2024, esse tipo de ação representava cerca de 27% de todos os processos em tramitação no Judiciário, somando aproximadamente 21,7 milhões de casos relacionados à cobrança judicial de tributos por parte da União, estados e municípios. 

O estudo também indica que essas ações possuem altíssima taxa de congestionamento — próxima de 87%, o que significa que a maior parte dos processos permanece em tramitação por longos períodos antes de chegar a uma solução definitiva.  Outro dado relevante é o tempo de duração desses litígios. Em média, um processo de execução fiscal pode levar mais de sete anos para ser concluído, considerando o tempo entre o ajuizamento da cobrança e a baixa definitiva do processo nos tribunais. 

Para explicar o impacto prático dessa decisão para o mercado e para a atuação dos corretores de seguros, o Sonho Seguro conversou com Agatha Lopes Mateus, gerente de subscrição de Seguro Garantia Judicial da Fator Seguradora: “É justamente nesse intervalo prolongado que o Seguro Garantia ganha importância econômica para as empresas. Ao substituir o depósito judicial em dinheiro, a apólice permite preservar liquidez durante um período que pode ultrapassar vários anos, mantendo recursos disponíveis para investimento e operação enquanto a discussão tributária segue na Justiça”, afirma. 

Leia os principais trechos da entrevista:

O que é uma execução fiscal e por que ela preocupa as empresas?

Execução fiscal é o processo judicial usado pelo governo para cobrar tributos que considera devidos por uma empresa. Quando isso acontece, a empresa precisa garantir o valor da dívida enquanto discute o débito na Justiça. Caso contrário, pode sofrer bloqueios de contas ou penhora de bens. Tradicionalmente, muitas empresas eram obrigadas a depositar o valor integral em dinheiro, o que pode representar um impacto significativo no fluxo de caixa.

Onde entra o Seguro Garantia nesse cenário?

O Seguro Garantia funciona como uma alternativa ao depósito em dinheiro. Em vez de imobilizar capital em juízo, a empresa apresenta uma apólice de seguro que garante o pagamento da dívida caso ela perca o processo. Isso permite que ela continue operando normalmente enquanto a discussão judicial acontece, podendo alocar o valor em discussão em sua atividade empresarial ou em investimentos rentáveis, já que a média do tempo de tramitação deu um processo judicial fiscal, de acordo com os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é de 7 anos e a correção de um valor eventualmente depositado é uma correção monetária simples.

Se o Seguro Garantia já existia, qual era o problema?

Apesar de a legislação permitir o uso do Seguro Garantia, na prática alguns órgãos fiscais recusavam a garantia. O argumento utilizado era que deveria ser respeitada a ordem prevista na Lei de Execução Fiscal, que coloca o dinheiro como primeira opção de garantia. Ou seja, mesmo quando a empresa apresentava Seguro Garantia válido, em alguns casos o Fisco insistia que o depósito em dinheiro deveria ser feito primeiro. Isso gerava insegurança jurídica e muitas disputas judiciais.

O que decidiu o STJ no Tema 1385?

O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que o Seguro Garantia e a fiança bancária não podem ser recusados apenas com base na ordem legal de penhora prevista na Lei de Execução Fiscal. Na prática, isso significa que não é possível exigir automaticamente o depósito em dinheiro quando há uma apólice válida apresentada no processo. A decisão ajuda a uniformizar o entendimento nos tribunais e reduz a resistência ao uso do produto.

O que muda para o mercado de Seguro Garantia?

A decisão traz efeitos importantes para o mercado: aumenta a previsibilidade na aceitação das apólices; fortalece a equivalência entre depósito judicial, fiança bancária e Seguro Garantia; amplia a segurança jurídica do produto. Na prática, o Seguro Garantia passa a ser visto de forma ainda mais clara como instrumento legítimo para garantir processos judiciais envolvendo tributos.

Qual é o benefício para as empresas?

O principal ganho é financeiro. Ao utilizar Seguro Garantia, a empresa pode preservar seu fluxo de caixa; evitar imobilizar recursos em depósitos judiciais; manter capital disponível para investimentos e operação. Isso é especialmente relevante em discussões tributárias que podem durar vários anos.

E onde entra o corretor nesse cenário?

Para os corretores de seguros, a decisão abre espaço para novas oportunidades de atuação consultiva. Muitas empresas ainda desconhecem que podem usar o Seguro Garantia em execuções fiscais ou acreditam que o produto não será aceito pela Justiça. Com o entendimento consolidado pelo STJ, o corretor pode orientar clientes em situações como:

  • execuções fiscais em andamento
  • substituição de depósitos judiciais por Seguro Garantia
  • garantias em discussões tributárias
  • reestruturação de passivos fiscais

Qual a principal mensagem para o corretor?

O Tema 1385 reforça que o Seguro Garantia é uma ferramenta cada vez mais relevante para empresas que precisam discutir débitos fiscais sem comprometer seu caixa. Para o corretor, isso significa uma oportunidade de ampliar o diálogo com clientes empresariais e atuar de forma mais estratégica na estruturação de soluções que combinam gestão de riscos, eficiência financeira e segurança jurídica.

Icatu e Amcham realizam missão no South Summit Brazil para 100 convidados

A Icatu e a Rio Grande Seguros, em parceria com a Câmara Americana de Comércio (Amcham-RS), estão mais uma vez unidas para proporcionar experiências e conhecimento a parceiros convidados durante o South Summit Brazil 2026, em Porto Alegre. De 24 a 27 de março, 100 convidados participarão do Amcham Lab On Tour, um programa da Amcham Brasil que une startups e médias e grandes empresas para fomentar a inovação e o desenvolvimento de novos produtos e negócios. O grupo participará de uma intensa programação no evento e com atividades paralelas em diversos locais da capital gaúcha. 

Segundo o Diretor de Mercado da Icatu Seguros, Leonardo Neustadt, os executivos da companhia têm se provocado constantemente sobre como desenvolver novas perspectivas diante de uma realidade tão desafiadora e, ao mesmo tempo, tão fantástica. O momento é de grandes transformações tecnológicas, que estão alterando a forma como as relações se estabelecem entre pessoas e empresas, entre o físico e o virtual, entre o local e o global. 

“O comportamento do consumidor mudou, as diferentes gerações convivem nos mesmos ambientes e a diversidade de ofertas de produtos e serviços se multiplicam, oferecendo infinitas possibilidades em uma velocidade quase exponencial. Pensando nisso, reunimos um grupo de parceiros estratégicos das nossas empresas, que têm um papel essencial no fortalecimento do mercado de seguros e previdência na Região Sul do país. O cronograma inclui programação exclusiva, com curadoria especial de palestras, momentos de networking, painéis de debate e muito mais. Tudo foi organizado em cada detalhe para impactar com o máximo de conteúdo, expandindo a troca de experiências e a ampliação de negócios. Entendemos que este é o momento de pensar grande, desafiar o óbvio e descobrir novos caminhos possíveis de crescimento. E vamos fazer isso juntos”, salientou.

Cronograma Missão South Summit Brazil 2026

– Terça-feira (24/03), a partir das 8h15, ocorre o credenciamento e networking no Farol Santander (Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro Histórico). No mesmo local, durante todo o dia terá uma programação intensa com apresentação de cases da Dell, Arezzo, Claro e Genesys. A partir das 16h terá um painel de conteúdo com membros da comitiva e em seguida um Happy Hour para fechar o dia.

– Quarta-feira (25/03) é o primeiro dia do South Summit e cada participante do grupo poderá explorar a programação que vier ao encontro do seu perfil pessoal e do seu negócio. À noite será realizado o Happy Hour especial da missão, que acontecerá a partir das 18h, no Instituto Caldeira, e, além de membros do Ecossistema, contará com a participação de startups de destaque no South Summit. 

– Quinta-feira (26/03) o dia começa com o Café da Manhã com Conteúdo, com Michelle Lane Messina, que é CEO da Explora International LLC, empresa global de treinamento e consultoria, e coautora do best-seller “Decoding Silicon Valley: The Insider’s Guide”. Ela trabalhou em mais de 65 países, compartilhando programas de treinamento sobre as melhores práticas do Vale do Silício para empreendedores, empresas, investidores, redes de mentores e governos. 

Na parte da tarde, o grupo tem agenda livre no South Summit e, à noite participa do evento “churras gaúcho” exclusivo dos participantes da missão, que acontecerá no El Huerto y Playa.

– Sexta-feira (27/03), último dia do South Summit, o grupo tem a manhã livre no evento e, às 12 horas, participa do almoço de encerramento das atividades da missão no restaurante Barolo.

Programação especial: O Grupo também será convidado para um passeio de veleiro nas águas do Lago Guaíba.

CNseg cria página “Memória do Seguro” no portal da entidade

Mais do que promover a segurança pessoal e patrimonial as pessoas, o setor de seguros é um dos pilares da construção socioeconômica do Brasil. Para garantir que essa trajetória não se perca no tempo, o portal Notícias do Seguro criou uma seção especial chamada “Memória do Seguro”, uma iniciativa dedicada a preservar e narrar a evolução da proteção e do amparo no país.


Desde a chegada da Família Real em 1808, com a fundação da primeira seguradora em solo brasileiro, o setor tem sido testemunha e protagonista de grandes transformações. A “Memória do Seguro” atua como uma ponte entre esses marcos históricos e o mercado atual, oferecendo um olhar humano e estratégico sobre como o conceito de prevenção moldou a nossa sociedade.


O espaço traz amplo material história pertencente ao Centro de Documentação e Memória da CNseg (CEDOM), que guarda, entre outros documentos, apólices centenárias, fotografias de época e documentos que revelam como eram protegidos os bens e as vidas nos séculos passados.

  • O projeto vai além do saudosismo. Ele busca educar o público contemporâneo, mostrando que o seguro é um mecanismo de resiliência presente em cada etapa do desenvolvimento nacional.
  • O espaço também resgata depoimentos e biografias de personalidades que ajudaram a regulamentar e profissionalizar o mercado, transformando-o no ecossistema robusto que movimenta trilhões de reais hoje.

Por que isso importa hoje?

Em um mundo cada vez mais digital e imediato, é fundamental entender as raízes da confiança e da mutualidade, que são as bases do sistema segurador. A “Memória do Seguro” prova que, embora as tecnologias mudem, a necessidade humana de segurança e planejamento permanece constante.


“Preservar a nossa história não é apenas olhar para o que passou, mas sim fornecer as bases sólidas para as inovações que o mercado de seguros entrega todos os dias à sociedade brasileira.”, afirmou a superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da CNseg, Carla Simões.

Fleury assina acordo com Oncoclínicas e Porto Seguro para criar nova empresa

porto seguros seguradora

por Estadão

O Fleury aderiu a um termo de compromisso com a Oncoclínicas e a Porto Seguro para uma possível operação envolvendo as companhias. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o acordo prevê que o Fleury e a Porto investiriam, em conjunto, R$ 500 milhões na nova companhia (NewCo) por meio de uma nova sociedade holding, da qual seriam os únicos acionistas e por meio da qual passariam a deter o controle da nova empresa.

A Oncoclínicas ainda entraria com os ativos e operações relacionadas às clínicas oncológicas e os seus endividamentos e passivos no valor total de, no máximo, R$ 2,5 bilhões, incluindo parcelamentos de M&A, parcelamentos tributários, parcelamentos com fornecedores e outros instrumentos de endividamento financeiro.

Segundo o documento, a nova empresa vai emitir debêntures voluntariamente conversíveis em ações ordinárias, que seriam subscritas pela Porto e/ou por Fleury, observado que a Oncoclínicas teria o direito de também subscrever debêntures conversíveis até o limite de 30% do volume total. A operação pode chegar a R$ 500 milhões, com vencimento em 48 meses do seu desembolso e remuneração equivalente a 110% do CDI, sendo que a conversão poderia ser solicitada a partir do 36º mês da data de emissão, ou se verificado um evento de liquidez da NewCo.

Despesas de contenção e salvamento e sua inaplicabilidade aos seguros de pessoas

por Ana Rita Petraroli, advogada especializada em seguros

O debate sobre a aplicação das despesas de contenção ou salvamento aos seguros de pessoas surge no contexto da regulamentação da Lei nº 15.040/2024, que instituiu o novo marco legal do contrato de seguro no Brasil. A interpretação do art. 67 da lei abriu espaço para a discussão acerca da possibilidade de que despesas realizadas para evitar um sinistro iminente ou atenuar seus efeitos possam ser suportadas pela seguradora, até o limite pactuado. Embora a norma tenha origem clara na lógica tradicional dos seguros de danos, sua eventual extensão aos seguros de pessoas passou a ser considerada no processo regulatório conduzido pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP. A análise jurídica, econômica e comparada dessa hipótese revela, contudo, obstáculos relevantes à sua implementação, que dizem respeito não apenas à interpretação normativa, mas à própria arquitetura técnica do contrato de seguro.

O seguro de pessoas não nasce da lógica do prejuízo, mas da lógica da soma previamente estipulada. A distinção entre seguros de danos e seguros de pessoas constitui um dos fundamentos clássicos do direito do seguro. Nos seguros de danos, a indenização possui natureza compensatória e busca recompor prejuízos patrimoniais efetivamente sofridos pelo segurado. Já nos seguros de pessoas, a prestação securitária possui natureza diversa: trata-se de seguro de soma, em que o capital segurado é previamente definido pelas partes e independe da demonstração de qualquer prejuízo econômico correspondente. O valor da prestação não varia em função do custo do evento ocorrido; ele decorre da própria estrutura contratual. Nesse contexto, a eventual introdução de despesas de salvamento revela uma tensão conceitual relevante, pois importa transportar para o seguro de soma um instituto cuja lógica foi construída historicamente para o seguro indenitário.

As despesas de salvamento surgem para reduzir prejuízos, não para redefinir riscos. Historicamente, o instituto das despesas de salvamento tem origem no seguro marítimo e posteriormente foi incorporado aos seguros de danos em geral. Sua função econômica consiste em incentivar a adoção de medidas destinadas a evitar ou reduzir o prejuízo decorrente do sinistro. Ao permitir o ressarcimento dessas despesas, o sistema cria incentivos para que o segurado adote condutas destinadas à preservação do bem segurado, o que, em última análise, tende a reduzir o valor final da indenização que a seguradora terá de pagar.

Mas essa lógica pressupõe algo que não existe no seguro de pessoas: o prejuízo patrimonial mensurável. Nos seguros de pessoas, não há dano patrimonial cuja extensão possa ser reduzida por medidas de salvamento. O capital segurado é previamente estipulado e permanece inalterado independentemente do custo do evento ocorrido. Mesmo que despesas sejam realizadas para evitar ou postergar o sinistro, caso o evento venha a ocorrer a seguradora continuará obrigada ao pagamento integral da soma contratada.

A própria Procuradoria Federal junto à SUSEP reconheceu a ausência de experiência empírica nesse campo. No processo administrativo que discute a regulamentação da Lei nº 15.040/2024, foi registrada a inexistência de dados empíricos sobre a cobertura de despesas de salvamento no âmbito do seguro de vida.

O problema, entretanto, não é apenas jurídico. É também atuarial. O seguro de vida é tradicionalmente precificado com base em modelos estatísticos construídos a partir de tábuas de mortalidade e probabilidades relacionadas à ocorrência de eventos biométricos, como morte ou invalidez.

A experiência internacional também aponta em outra direção. Nos principais mercados seguradores, pagamentos ao segurado em vida não decorrem da aplicação de despesas de salvamento ao seguro de vida, mas sim de coberturas específicas cuidadosamente delimitadas.

Isso não significa que o direito brasileiro esteja impedido de inovar. A inexistência de precedentes internacionais não é, por si só, argumento definitivo contra o desenvolvimento de soluções regulatórias próprias. O direito evolui e adapta-se às necessidades de cada sociedade.

O seguro é, em essência, uma ciência internacional de mutualidade e compartilhamento de riscos. Desde suas origens no seguro marítimo europeu até a estrutura contemporânea dos mercados globais de resseguro, o direito do seguro desenvolveu-se por meio de intensa circulação de práticas contratuais, modelos atuariais e soluções regulatórias entre diferentes jurisdições.

Quando diferentes sistemas jurídicos convergem para soluções semelhantes, essa convergência costuma refletir adequação funcional entre determinado instituto e a lógica econômica do contrato de seguro.

Há ainda um fator adicional: a interdependência com o mercado global de resseguro. Grande parte dos riscos assumidos pelas seguradoras é transferida ao mercado internacional de resseguro, mecanismo que permite diluir riscos de grande magnitude e preservar a estabilidade financeira das companhias seguradoras.

Alterações regulatórias que modifiquem substancialmente a natureza do risco segurado podem gerar impactos sobre a capacidade de transferência desses riscos ao mercado ressegurador.

A preservação da distinção estrutural entre seguros de danos e seguros de pessoas não constitui mero apego à tradição jurídica. Trata-se de elemento essencial para a estabilidade técnica do sistema securitário.

Em última análise, o debate regulatório sobre a aplicação das despesas de salvamento aos seguros de pessoas envolve a própria arquitetura conceitual e econômica do seguro. E quando o tema é seguro, arquitetura importa.

Marcelo Goldmam assume vice-presidência comercial e produtos massificados da Tokio Marine

Com o objetivo de fortalecer a integração estratégica e ampliar ainda mais a excelência no atendimento, a Tokio Marine anuncia uma importante atualização em sua estrutura organizacional com a criação da Vice-Presidência Comercial e Produtos Massificados. 

Para liderar a nova área, Marcelo Goldman, até então Diretor Executivo de Produtos Massificados, passa a acumular a função de Diretor Executivo Comercial, mantendo reporte direto ao presidente, José Adalberto Ferrara.

Com a mudança, passam a se reportar à nova vice-presidência a Diretoria de Canais Especiais, liderada por Marcia Silva; a Diretoria Comercial Corporate, sob a liderança de José Luis Franco; e a Diretoria Comercial Varejo e Vida, comandada por Marcos Kobayashi.

De acordo com Goldman, a iniciativa está alinhada à estratégia da Tokio Marine de fortalecer sua atuação comercial. “A criação da Vice-Presidência Comercial e Produtos Massificados reforça nosso compromisso com uma atuação cada vez mais integrada e próxima dos nossos Parceiros de Negócios. A nova estrutura amplia nossa capacidade de atender com excelência nossos Corretores, Assessorias e seus Clientes, sustentando o crescimento da Companhia a longo prazo”, declara o executivo. 

A nova estrutura organizacional entra em vigor a partir de 1º de abril.

Mulheres já são maioria nas contratações de previdência privada na última década

Angela Assis CEO Brasilprev


As mulheres se tornaram maioria nas novas contratações de planos na Brasilprev na última década. Entre 2015 e 2025, a participação passou de 46% para 51%, segundo série histórica da companhia, que tem como acionistas a BB Seguros e a Principal Financial Group e lidera o setor com R$ 471,6 bilhões sob gestão e mais de 2,5 milhões de clientes.


No mesmo período, o volume de recursos em nome de mulheres cresceu cerca de 245%, de R$ 62,9 bilhões para R$ 218,9 bilhões, e a presença feminina no saldo de aplicações chegou a 46,4% do total da companhia.


O levantamento mostra que o avanço foi nacional. De 2015 a 2025, Nordeste e Sudeste cruzaram a marca de 50% de participação feminina (48%→53% e 47%→52%), enquanto Norte, Centro‑Oeste e Sul também cresceram (46%→49%, 43%→48% e 40%→46%).


Esse movimento na carteira da Brasilprev acompanha a tendência nacional identificada pela 8ª edição do Raio‑X do Investidor Brasileiro (ANBIMA/Datafolha, 2024): cerca de um terço das mulheres declara manter algum investimento ativo, 8% investiram em 2024 e 50% das que não investem pretendiam começar em 2025; entre as motivações, segurança (44%) e retorno (28%) lideram as respostas. A pesquisa foi realizada por amostra nacional presencial, com 5.846 entrevistas de pessoas de 16 anos ou mais, entre 4 e 22 de novembro de 2024, com resultados projetados para a população adulta.


“Num país de longevidade crescente, planejar o futuro é essencial. O avanço das mulheres em todas as regiões indica maturidade financeira. Com a solidez e a segurança institucional de nossos acionistas BB Seguros e Principal Financial Group, informamos, orientamos e estimulamos a disciplina de longo prazo para ampliar a autonomia financeira”, afirma Ângela Assis, presidente da Brasilprev.

Seguros Unimed amplia coberturas do seguro empresarial e reforça proteção às empresas

Seguros Unimed

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anuncia a ampliação do portfólio de coberturas do Seguro Empresarial, tornando o produto ainda mais completo e alinhado às necessidades atuais das empresas brasileiras. O movimento amplia a capacidade de atendimento a diferentes nichos empresariais, como negócios de logística, indústrias e operações sazonais.

“Estamos fortalecendo nosso Seguro Empresarial com coberturas que ampliam a proteção e acompanham a evolução das empresas. Nosso objetivo é oferecer uma solução cada vez mais completa, que garanta segurança financeira, continuidade operacional e tranquilidade para que os empreendedores foquem no crescimento dos seus negócios”, afirma Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e de Produtos da Seguros Unimed.

Entre as novas proteções está a cobertura para Pequenas Obras de Engenharia (ampliações, reparos ou reformas), garantindo mais segurança financeira durante melhorias no negócio, redução de riscos e maior tranquilidade para investimentos em modernização.

Também passam a integrar o produto as coberturas de Despesas com Honorários de Peritos Contadores, que contribuem na identificação, mensuração e comprovação para uma indenização mais ágil e transparente em garantias de Lucros Cessantes, Despesas Fixas ou Lucro Líquido.

O seguro passa a oferecer cobertura adicional de Inclusões, Exclusões de Bens e Locais e Alterações de Valores em Risco, oferecendo mais flexibilidade para acompanhar o crescimento das empresas. A medida permite período e automaticidade para incluir ou excluir bens e locais segurados, além de ajustar valores em risco ao longo da vigência da apólice. Outra novidade é a inclusão da forma de contratação a Risco Absoluto, mantendo a proteção sempre adequada à realidade do negócio. 

CNseg: um seguro para entrar no planejamento de obras e reformas, inclusive as menores

Reformar um apartamento, ampliar uma casa ou iniciar uma pequena construção costuma estar entre os planos de muitas famílias, especialmente no início do ano. Nesses casos, além de definir orçamento, prazos e materiais, um ponto ainda pouco considerado pode fazer diferença no resultado final da obra: a contratação do Seguro de Riscos de Engenharia, indicado não apenas para grandes empreendimentos, mas também para obras e reformas domésticas.

De acordo com Luciano Martins, presidente da comissão de Riscos de Engenharia da Federação Nacional de Seguros Gerais, toda obra envolve riscos, independentemente do porte. Acidentes, falhas na execução, danos a materiais, eventos climáticos e ocorrências que atinjam terceiros — como vizinhos ou veículos próximos — podem acontecer mesmo em intervenções simples, transformando um projeto doméstico em um problema financeiro e jurídico.


“O Seguro de Riscos de Engenharia deve fazer parte do planejamento desde o começo, inclusive em obras pequenas e reformas residenciais. Ele protege o responsável pela obra contra imprevistos comuns do dia a dia da construção, evitando que um acidente ou erro pontual gere um prejuízo desproporcional ao tamanho do projeto”, afirma o porta-voz da FenSeg.


O seguro garante, dentro dos limites contratados, a cobertura de danos físicos à obra decorrentes de eventos súbitos e imprevistos durante sua execução, desde a chegada dos materiais ao canteiro até a conclusão dos trabalhos. Além disso, pode incluir coberturas adicionais ajustadas ao perfil da intervenção, como despesas extraordinárias, remoção de entulho e proteção a bens existentes no local.


Um ponto de atenção especial, segundo Martins, é a cobertura de danos a terceiros, considerada fundamental em áreas urbanas. Quedas de ferramentas, desprendimento de materiais ou falhas estruturais podem atingir imóveis vizinhos, veículos ou pessoas. “Mesmo quando o orçamento é mais apertado ou a decisão de contratar o seguro ocorre mais perto do início da obra, a cobertura de responsabilidade civil é essencial. Ela evita conflitos, ações judiciais e a necessidade de arcar com prejuízos do próprio bolso”, reforça o executivo.


A entidade também destaca a importância da orientação profissional na contratação. O corretor de seguros é quem pode avaliar o tipo de obra, o valor em risco e indicar as coberturas mais adequadas, garantindo que o seguro cumpra seu papel de proteção de forma efetiva.

Grupo HDI destaca transformação dos últimos cinco anos e reforça ambição de seguir entre líderes do mercado

O CEO do Grupo HDI no Brasil apresentou ao board da Talanx e a lideranças da HDI International, em Hannover, na Alemanha, um balanço da transformação vivida pela companhia nos últimos cinco anos, período marcado por aquisições, integração de operações, reposicionamento de marcas e expansão da atuação no mercado segurador brasileiro.

Segundo o executivo, a trajetória recente do grupo foi construída a partir de movimentos estruturais relevantes, como a integração das operações da Liberty, das divisões de varejo da Sompo e a união com a HDI Global. De acordo com ele, esse processo foi conduzido com foco em minimizar impactos para clientes, corretores e parceiros, ao mesmo tempo em que buscava ampliar escala, eficiência e competitividade.

Entre os marcos destacados na apresentação está o lançamento da Yelum Seguros, nova marca do grupo, além do avanço para a segunda posição no mercado de seguros de P&C (Property & Casualty). O executivo também ressaltou a construção de um portfólio mais equilibrado, com crescimento em Vida e Ramos Elementares, reforçando a estratégia de diversificação dos negócios.

Outro ponto enfatizado foi a unificação da assistência das marcas Yelum, HDI, Aliro e Santander Auto na Fácil Assist, movimento que, segundo a companhia, trouxe ganhos de escala, maior controle operacional e melhora na qualidade dos serviços prestados. A evolução da experiência de clientes e corretores também foi mencionada como um dos pilares da transformação, com indicadores de NPS em níveis históricos.

No campo interno, o CEO destacou ainda a construção de uma cultura única e integrada, sustentada por índices de engajamento favorável superiores a 84% nas pesquisas realizadas com os colaboradores. Para ele, esse resultado reflete o envolvimento dos times em um processo que exigiu decisões difíceis, ajustes constantes e forte capacidade de execução ao longo dos últimos anos.

Ao comentar o encontro na sede da Talanx, o executivo afirmou que a apresentação ao board reforçou o orgulho da operação brasileira com o caminho percorrido até aqui e, ao mesmo tempo, ajudou a consolidar objetivos para os próximos anos. A avaliação é de que, apesar dos desafios ainda existentes, o grupo chega a essa nova etapa mais robusto, integrado e preparado para continuar avançando no mercado brasileiro.