Previdência privada: empresas administram R$ 1,8 trilhão em recursos

Valor refere-se ao volume total de ativos em planos do segmento aberto de previdência privada até janeiro. Número cresceu 13,2% no último ano

De acordo com o último relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com os resultados contabilizados em janeiro de 2026, os planos de previdência privada aberta administravam R$ 1,8 trilhão em ativos, o equivalente a aproximadamente 14% do PIB do Brasil. O montante representa uma evolução de 13,2% quando comparado com o mesmo mês de 2025.

Esse montante é fruto do esforço de 11,2 milhões de pessoas, que possuem ao menos um dos mais de 13,7 milhões de planos. Ainda em janeiro de 2026, quase a totalidade – 99,4% desses planos – estavam em fase de acumulação, evidenciando o quanto ainda é jovem o setor e seu potencial de crescimento.

Captação líquida cresce em janeiro
O relatório também aponta que o setor arrecadou R$ 15,3 bilhões em janeiro, ao mesmo tempo em que teve uma queda de 15,2% nos resgates, que totalizaram R$ 12,2 bilhões. Dessa forma, a captação líquida, que é o resultado dos prêmios e contribuições menos as retiradas, foi positiva (de R$ 3,2 bilhões).

No acumulado de 12 meses (encerrados em janeiro de 2026), houve forte impacto provocado pela alteração da tributação em 2025. Os prêmios e contribuições somaram R$ 157,2 bilhões, com queda de 19,4% nos aportes, ao passo que os resgates subiram 9,4%, chegando a R$ 151 bilhões no período.

VGBL lidera em aportes e quantidade de planos
Nesse mesmo período, os planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – somaram R$ 138,6 bilhões, e correspondem a mais de 8,6 milhões de planos. Os planos PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – são responsáveis por 10% da arrecadação no período, enquanto os planos Tradicionais totalizaram R$ 2,8 bilhões ou 1,8% do total de prêmios e contribuições.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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