Sustentabilidade: da teoria à prática, prometem líderes

Pelos discursos realizados no período da manhã do seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, promovido pela CNseg e que acontece hoje no Rio de Janeiro, teremos muitas notícias, fatos em si, para divulgar daqui para frente sobre o tema sustentabilidade. Não apenas informações e compromissos. Pelo visto, o setor deixa a teoria para implementar medidas práticas que vão além de tudo o que já foi feito até agora. Temos muitas histórias já para contar, mas ainda é muito pouco diante do papel fundamental que o setor pode exercer para termos um mundo melhor.

Jorge Hilário, presidente da CNseg:Prevenção e gerenciamento de riscos estão no DNA de nossas empresas. É dever das seguradoras incorporar, cada vez mais, o importante papel de indutor de boas práticas junto a clientes, fornecedores e parceiros. Não somente na oferta de soluções de seguro para cobertura de riscos ambientais e sociais, mas também na inclusão de novos segmentos da sociedade pela oferta de produtos adaptados a essas realidades. Não é só plantar árvores. Temos que considerar práticas e temos de unir forças para tornar o setor um indutor do crescimento sustentável do Brasil. Hoje também assinaremos um termo aditivo ao Protocolo do Seguro Verde, um convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente, em 2009, que estabelece regras rígidas para a contratação de seguros por empresas que tenham práticas socioambientais inadequadas. Entre os principais pontos estabelecidos pelo documento, destaco o compromisso das empresas em oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente. Outra questão importante é o nosso compromisso adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais. Ressalto ainda que devem ser considerados, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis. A Susep, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e Espírito Santo estão selando conosco o compromisso para o cumprimento destas metas. Mais uma vez, a união de forças produz algo de extremo valor para a nossa sociedade e o desenvolvimento socioeconômico do país.

Jayme Garfinkel, presidente da FenSeg e presidente do conselho de administração da Porto Seguro: Eu tenho uma visão fatalista das coisas. Parece até que não dá mais tempo. A preocupação com sustentabilidade é inevitável. Se não fizermos nada, em dois anos a situação pode ficar irreversível. Ou seja, temos de correr. Na FenSeg, temos pensado nesse assunto e nas formas de induzirmos nossos fornecedores e clientes a adotarem attitudes sustentáveis. Temos mantido contato com oficinas e desmanches, por exemplo, para levantar os riscos e o que podemos fazer para contribuir. Um dos pontos, por exemplo, foi identificar o descarte incorreto pelos desmanches, como jogar oleo dos carros recuperados no esgoto. As seguradoras estão preocupadas em agir de forma ativa para corrigir essas ações.

Marcio Coriolano, presidente da Fenasaúde e presidente da Bradesco Seguros: Numa alusão a frase de Garfinkel, enfatizo que correr é muito positivo para a saúde das pessoas e também das empresas que atuam em medicina complementar. Por isso, corram mesmo. Esse seminário é muito mais do que oportuno. Em saúde, temos grandes desafios. Me arrisco a dizer que temos três dimensões: ambiente, coleta dos resíduos hospitalares e longevidade. Todas elas nos instigam a buscar soluções para um crescimento sustentável do setor e consequentemente do país. Ao ajudar a reduzir a poluição, os seres humanos, considerados uma esponja, tenderão a ter mais saúde a assim poderá haver um alívio a pressão de custos, com a redução do uso dos serviços medicos e hospitalares. Meu desejo é que todas essas questões sejam discutidas e que consigamos ter contribuições relevantes durante os debates que acontecerão ao longo do dia.

Solange Beatriz, diretora da CNseg: A realização deste seminário visa refletirmos sobre as ações que as seguradoras podem tomar, bem como reestruturar processos arraigados com vista a implementar os princípios da sustentabilidade. Muitos tem em mente que a sustentabildiade é um tema caro, mas ele realmente precisa ser prioritário. Vamos dar um passo para dar efetividade do Protocolo do Seguro Verde, de 2009. A sociedade está mais exigente com a postura das empresas, o que faz desse um bom momento par ao nosso setor, que tem o papel de lidar com gerenciamento de risco.

Luiz Tavares, presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e executivo da Bradesco Seguros: Fico feliz de estar aqui e ver um auditório tão cheio. Lembro que o Protocolo do Seguro Verde surgiu durante um almoço realizado no Sindicato com o Carlos Minc, então ministro do Meio Ambiente, em 2009. Me alegra ter participado disso e da implementação de várias medidas. Já demos um passo, mas ainda temos muitas ações para implementar, muitos processos para mudar, muitos clientes e fornecedores para apoiarmos na geração de atitudes que vão fazer grande diferença na vida de todos.

Osvaldo do Nascimento, vice presidente da Fenaprevi e diretor do Itaú seguros: A regulação da previdência complemtnar comecou em 1977. Em 1993, 20 anos depois, o setor tinha apenas R$ 3 bilhões em reservas técnicas. Somente depois de uma ação mais focada, com regulação que trouxe transparência e produtos modernos, o setor conseguiu crescer e hoje temos mais de R$ 300 bilhões em ativos administrado. Ou seja, uma regulação mais focada na sustentabilidade surte efeito no longo prazo. Por isso acredito que sempre é hora de agir e adotar medidas que visem aprimorar o nosso sistema, mesmo que o reflexo seja percebido somente no longo prazo.

Hoje é o dia da Amazônia

Para comemorar o Dia da Amazonia, vou compartilhar aqui uma entrevista muito interessante que li no site Sustentabilidade Allianz. Vale a pena a leitura. O professor e pesquisador brasileiro Thiago Rangel, da Universidade Federal de Goiás (UFG), comentou um artigo publicado na edição da Science, que mede o impacto da perda de habitat nas espécies nativas. O bom é saber que ainda há tempo para reverter esse quadro. “Temos tempo para agi, mas não podemos esperar mais”, diz Rangel.

Segue o texto publicado pela Allianz, escrito por Carolina Pasquali. A newsletter pode ser acessada no linl http://sustentabilidade.allianz.com.br/?2006%2Fuma-janela-para-salvar-varias-especies-da-extincao

Como o “débito de extinção” foi calculado na Amazônia?

É importante frisar que o desaparecimento de espécies de um determinado lugar não ocorre imediatamente após esse lugar sofrer um impacto. Ao total de espécies já condenada ao desaparecimento por impactos do passado, dá-se o nome de débito de extinção, que na Amazônia foi calculado para centenas de regiões com 2.500 quilômetros quadrados (50 km x 50 km).
Para cada uma dessas regiões, foram usados dados de distribuição de espécies de aves, mamíferos e anfíbios para contabilizar quantas espécies naturalmente ocorriam naquela região antes de haver qualquer impacto. Depois, subtraiu-se a área da região que já foi desmatada (desde 1970 até 2010) e que, estima-se, será desmatada até 2030, 2040 e 2050. Em função dessa perda de floresta por desmatamento é possível estimar quanto do total de espécies naturais de cada região se perderia. A diferença entre o número de espécies que atualmente existe e o número de espécies esperado em função da proporção de floresta intacta é o débito de extinção.

Você propõe um “calote” no débito de extinção. Como isso se daria?

Existem diversas maneiras de evitar com que este débito (ou dívida) seja efetivamente pago, ou seja, que as espécies eventualmente venham a desaparecer da região em função de desmatamento já ocorrido. Por exemplo, pode-se investir em regeneração da floresta em áreas com débito de extinção mais grave. Regeneração da floresta costuma apresentar resultados em algumas décadas, mas por vezes é o suficiente para evitar que algumas espécies realmente desapareçam da região. Além disso, pode-se investir em medidas que favoreçam a recuperação da biota de uma área por efeito de resgate. Por exemplo, a recuperação de áreas degradadas é muito mais dinâmica se houver corredores que as liguem a áreas preservadas. Daí a importância de pensarmos não em unidades de conservação isoladas, mas em redes de unidades de conservação que se complementem.

O ritmo de devastação na Amazônia tem caído nos últimos anos. Independentemente disso, o débito de extinção acontece? Como freá-lo?

Se nenhuma nova árvore for derrubada na Amazônia, mas nada mais além disso for feito, o débito de extinção acumulado desde a década de 70 será eventualmente pago. Ou seja, espécies vão acabar desaparecendo de parte da área que anteriormente ocupavam. Para evitar que o débito continue acumulando, é preciso seguir diminuindo o ritmo de desmatamento na Amazônia. Além disso, é preciso que haja um melhor planejamento/zoneamento da Amazônia para evitar que regiões com maior biodiversidade estejam vulneráveis à expansão da fronteira agrícola. Preservar uma região de alta biodiversidade é evitar que o débito de extinção siga em ritmo galopante.

Como a sua pesquisa pode contribuir para a preservação da Amazônia?

A indicação de regiões onde há maior risco de perda de espécies, em função de desmatamento que já aconteceu ou é iminente, serve de indicador para a tomada de decisão sobre políticas de estratégia de conservação. Quanto mais informação houver, e quanto mais bem delineada for a estratégia de conservação, mais bem alocados serão os escassos recursos para preservação que dispomos para a Amazônia.

Como o desmatamento na Amazônia é “recente”, em quais casos já ultrapassamos o tempo do débito de extinção?

Até agora há muito poucos relatos de espécies que desapareceram de regiões onde anteriormente estavam presentes (extinção local). Como você bem disse, o desmatamento na Amazônia é muito recente e, portanto, esse débito ainda não começou a ser pago. A cada nova extinção local, esse débito vai sendo pago. A cada nova árvore no chão, esse débito vai aumentando. A cada nova árvore plantada, cada hectare regenerado, esse débito vai diminuindo.

Ainda estamos em tempo de reverter o quadro – ou de dar “calote”?

Difícil dizer. Em algumas áreas já ocorreram algumas extinções. Existe uma grande falta de informação a respeito de extinções, pois em geral a confirmação demanda estudo de muito longo prazo. Entretanto, o quadro geral é otimista para boa parte da Amazônia, pois ainda seria possível dar o calote na maior parte da dívida, na maior parte da Amazônia. Eventualmente parte da dívida terá de ser paga. Mais importante é evitar que ela continue aumentando…

Bom momento para fazer um “cumpra-se” do Protocolo Verde, diz Minc

Bom momento para fazer um “cumpra-se”. Fazer uma lei ser conhecida e cumprida é mais complexo do que criar a lei. Simples assim Carlos Minc (foto), secretário do estado do meio ambiente do Rio de Janeiro e ex-ministro do Meio Ambiente, definiu o seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, que acontece hoje no Rio de Janeiro.

Minc se refere a assinatura do Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde – convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente em 2009. Novas Acões serão incluídas no acordo, alem de uma nova promessa de colocar em prática o que ainda não avançou nesses três anos. “Eu vejo o setor de seguros um grande aliado. Quando um setor trabalhar com a prevenção, sendo a sua lucratividade derivada da não ocorrência de acidentes”, disse.

Mencionando a dificuldade do governo em ter fiscais para se fazer cumprir as leis, Minc afirma que vê nas seguradoras um grande time de fiscais. “Afinal, seus engenheiros vão fiscalizar as empresas antes de aceitar um risco e isso gera benefícios para todos. Na visita, recomendações são feitas por aqueles que querem ter um seguro”, citou.

Com a assinatura do termo aditivo, o Protocolo do Seguro Verde se adapta aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PRI), desenvolvidos pela iniciativa financeira do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, assinado pelas seguradoras mundiais em junho de 2012. “Tenho certeza de que o setor de seguros vai estimular as empresas a trilharem um caminho de sustentabilidade ao serem beneficiadas por programas de seguros com clausulas e preços mais acessíveis. E aqueles que não aderirem a essas praticas ficaram sem ter o beneficio que uma apólice de seguro traz para a sobrevivência da empresa diante de imprevistos”.

Estão presentes cerca de 300 executivos de seguros, que se reunirão durante a tarde para discutir ações que serão implementadas no dia a dia das companhias. O secretario tranquilizou os executivos do setor que se sentem frustrados com parte das ações assinadas no Pacto Verde ainda não terem sido implementadas. “Não fiquem. Essas coisas demoram. Tirar o chumbo da gasolina, por exemplo, demorou sete anos. Três anos, já com parte das iniciativas cumpridas, é um bom balanço”, afirmou.

Filho de umm executivo que se dedicou 40 anos para a indústria de seguros, Minc foi orientado pelo pai a olhar o setor como um aliado na luta pela sustentabilidade. “Vislumbrei importante aliança. Um setor que não polui e vive de gerenciar riscos. E sei que estou certo. O setor tem ajudado e cumprindo agora mais termos do acordo, bem como do PSI, trará grande colaboração ao crescimento sustentável do Brasil”. Minc terminou o seu discurso com “saudações ecológicas a todos os presentes.

Sustentabilidade: evento reúne 300 executivos no Rio

Começa agora o seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, promovido pela CNseg, confederação das seguradoras. No evento, a Cnseg, o Ministério do Meio Ambiente; a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização no Rio de Janeiro e Espírito Santo assinam o Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde – convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente em 2009.

O evento conta com a presença de cerca de 300 profissionais e executivos do setor de seguros e representantes do governo. Já estão na sala VIP o Secretário de Estado do Ambiente do Rio, Carlos Minc (foto), o presidente da CNseg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre e Luiz Tavares Pereira Filho, presidente do Sindicato das Seguradoras RJ/ES, entre outros.

Pelo Termo Aditivo, as sociedades seguradoras, operadoras de saúde suplementar, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização se comprometem a considerar os impactos e os custos socioambientais e de governança na gestão de seus ativos e nas análises de risco, com base nas políticas internas de cada instituição.

Entre outras decisões, as seguradoras pretendem discutir a requisição, por parte do proponente, das licenças ambientais exigidas pela legislação vigente na análise de propostas de seguros referentes à cobertura de instalações e equipamentos potencialmente causadores de significativa degradação ambiental;

· Considerar, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis;
· Oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente;
· Adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais;
· Orientar o consumidor de seus produtos para a adoção de práticas sustentáveis de produção e de consumo consciente.

Com este documento, o Protocolo do Seguro Verde se adequa aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, desenvolvidos pela iniciativa financeira do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e firma a importância de o setor segurador apresentar à sociedade brasileira os esforços feitos para a implementação de políticas socioambientais indispensáveis para o desenvolvimento sustentável.

Para Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da CNseg, a principal atividade comercial do mercado de seguros é compreender, gerir e assumir risco. “Por meio da prevenção e redução de risco, o setor ajuda a proteger a sociedade, estimula a inovação e apoia o desenvolvimento econômico. Estas são as contribuições-chave para uma sociedade que funciona bem e de forma sustentável”.

Corretores não podem ter vínculos com seguradoras, diz titular da Susep

Comunicado oficial

Com o objetivo de garantir maior autonomia aos corretores de seguros em relação às seguradoras, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) constituiu grupo de trabalho para revisar, atualizar e consolidar os normativos que regulamentam a atividade de corretagem de seguros. Segundo o superintendente da autarquia, Luciano Portal Santanna (foto), é preciso reforçar a independência dos corretores, dando-lhes maior capacidade de atuação no mercado.”O corretor de seguros é fundamental para o mercado de seguros. Costumo dizer que não há como imaginar este ramo de negócios sem o corretor. Temos de tomar medidas que garantam a independência e autonomia deste profissional, apresentando meios que o ajudem neste sentido”, explicou Santanna.

O superintendente lembrou que o corretor de seguros não pode ter vínculo empregatício com qualquer companhia seguradora.”O corretor deve ter a liberdade de apresentar ao consumidor um portfólio de produtos e empresas que estejam adequados às necessidades daquele cliente. Deve, ainda, alertar o consumidor das características existentes em cada produto. Por isso, a Lei veda o vínculo com as empresas.”

O grupo será composto pelos servidores da Susep, Gustavo Adolfo Araújo Caldas e Jorge Ferreira Guimarães, pelo procurador federal junto ao órgão regulador, Irapuã Gonçalves de Lima Beltrão, e pelos representantes do mercado, Orlando Filipe de Gouveia, tesoureiro do Sincor-SP, Gumercindo Rocha Filho, Ricardo Albino Pansera, Robert Bittar, Henrique Jorge Duarte Brandão, Luiz Alberto Pomarole, Jairo de Lacerda e Armando Luiz Francisco Portosserra.

Seguradoras estudam regras para inibir práticas inadequadas

Release

A CNseg, confederação das seguradoras, o Ministério do Meio Ambiente; a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização no Rio de Janeiro e Espírito Santo firmam, nesta quarta-feira, dia 5, em evento no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro, o Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde – convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente em 2009.

O compromisso do Termo Aditivo será firmado durante o seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, que contará com a presença de cerca de 300 profissionais e executivos do setor de seguros e representantes do governo. Estarão presentes o Secretário de Estado do Ambiente do Rio, Carlos Minc, o presidente da CNseg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre e Luiz Tavares Pereira Filho, presidente do Sindicato das Seguradoras RJ/ES, entre outros.

Pelo Termo Aditivo, as sociedades seguradoras, operadoras de saúde suplementar, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização se comprometem a considerar os impactos e os custos socioambientais e de governança na gestão de seus ativos e nas análises de risco, com base nas políticas internas de cada instituição.

Entre outras decisões, as seguradoras pretendem discutir a requisição, por parte do proponente, das licenças ambientais exigidas pela legislação vigente na análise de propostas de seguros referentes à cobertura de instalações e equipamentos potencialmente causadores de significativa degradação ambiental;

· Considerar, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis;
· Oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente;
· Adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais;
· Orientar o consumidor de seus produtos para a adoção de práticas sustentáveis de produção e de consumo consciente.

Com este documento, o Protocolo do Seguro Verde se adequa aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, desenvolvidos pela iniciativa financeira do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e firma a importância de o setor segurador apresentar à sociedade brasileira os esforços feitos para a implementação de políticas socioambientais indispensáveis para o desenvolvimento sustentável.

Para Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da CNseg, a principal atividade comercial do mercado de seguros é compreender, gerir e assumir risco. “Por meio da prevenção e redução de risco, o setor ajuda a proteger a sociedade, estimula a inovação e apoia o desenvolvimento econômico. Estas são as contribuições-chave para uma sociedade que funciona bem e de forma sustentável”.

SulAmérica

Sustentabilidade é um tema cada vez mais presente nas discussões empresariais e, em muitos casos, já é uma realidade que faz parte do dia a dia das organizações. No setor de seguros, a SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos tem debatido o assunto na Comissão de Sustentabilidade da CNSeg (Confederação Nacional de Seguros), presidido por Adriana Boscov, superintendente de Sustentabilidade Empresarial da companhia. As práticas inerentes à gestão de riscos e da cadeia de valores da indústria estão no centro dos debates.

Nesse contexto, no próximo dia 5 de setembro, o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes, estará presente na 1ª edição do evento Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) – da Teoria para a Prática, organizado pela CNseg com apoio da Comissão, na cidade do Rio de Janeiro.

O executivo será um dos participantes do painel “Apresentação de Casos Práticos”, no qual vai falar sobre a criação e a evolução do Comitê de Sustentabilidade da SulAmérica, e ainda, como são incorporados, no cotidiano da companhia, os temas sociais, ambientais e de governança.

“O uso da tinta a base d’água em oficinas referenciadas e a certificação digital, são ações desenvolvidas pela SulAmérica, que foi pioneira no setor de seguros ao trazer questões socioambientais para o dia a dia da prestação de serviços. Além disso, somos a primeira e única seguradora nos três últimos anos a integrar o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa, além de firmar compromisso com o Pacto Global da ONU e ser signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI na sigla em inglês) e dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI na sigla em inglês)”, afirma Thomaz.

Mongeral

No próximo dia 05, a MONGERAL AEGON participa de debate sobre a prática dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros. A empresa acaba de anunciar que irá solicitar autorização da Susep para atuar no mercado de microsseguro com o Minha Família, seguro popular lançado no início de 2012 como projeto piloto e que já contém as principais características para atender o público-alvo desse mercado.

A novidade será reiterada durante painel promovido sobre os casos práticos de sustentabilidade no mercado segurador. Helder Molina, presidente da seguradora, falará também sobre o Previdência Sustentável, primeira linha de PGBL e VGBL brasileira com investimentos regidos por requisitos da sustentabilidade. Este ano, a empresa também consolidou seu Programa de Sustentabilidade com diretrizes para o negócio.

A seguradora é signatária da Declaração de Capital Natural (NCD), do Pacto Global, dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), do Carbon Disclousure Project (CDP) e dos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI). “A solidificação de nossos valores – transparência, excelência, valorização profissional, inovação e responsabilidade social – evidencia que a Sustentabilidade vem sendo trabalhada de forma incorporada à nossa estratégia, e que terá cada vez melhores resultados a partir da adoção da metodologia Global Report Iniciative (GRI) e do nosso primeiro processo de relato”, explica Helder Molina.

Icatu fatura R$ 1,2 bi e lucra R$ 104,5 milhões no primeiro semestre

Release

O grupo Icatu Seguros alcançou faturamento de R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre de 2012, crescimento de 23% comparado ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido atingiu R$ 104,5 milhões. O patrimônio líquido cresceu 36% em relação ao final de 2011, chegando a R$ 785,5 milhões. O total de ativos livres da Companhia encerrou o semestre com o montante de R$ 366 milhões. A soma dos ativos sob gestão chegou a R$ 9,8 bilhões no primeiro semestre de 2012 (sendo R$ 7,1 bilhões de recursos sob gestão própria e 2,7 bilhões sob gestão de terceiros).

Segundo Luciano Snel, vice-presidente de Planejamento e Vendas da Icatu Seguros, a performance da empresa no período é consequência de fatores como a melhoria da produtividade e aumento do faturamento. Além disso, a empresa vai chegar ao final de 2012 com pelo menos sete novas filiais. Ao mesmo tempo, uma consistente estratégia de investimentos possibilitou um incremento de 104% no resultado financeiro, somando R$ 41 milhões.

“O primeiro semestre de 2012 também foi marcado pela conquista da liderança entre as seguradoras independentes em Vida e Previdência. Os resultados apontam que estamos no caminho certo para alcançar um crescimento acima do mercado em 2012. Vale ressaltar que até o final do ano teremos lançado 12 novos produtos, ampliando nosso portfólio para oferecer as melhores soluções em planejamento financeiro para os nossos seis milhões de clientes” – afirma Snel.

O segmento de seguros de vida apresentou faturamento de R$ 512 milhões no semestre, aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior. Devido à qualidade da política de subscrição de riscos e ao rigoroso processo de controle das carteiras, os principais indicadores do segmento obtiveram ótimo desempenho no primeiro semestre de 2012.

Em previdência aberta, o faturamento atingiu R$ 283 milhões, crescimento de 23% em relação ao primeiro semestre de 2011.

O segmento de capitalização alcançou R$ 1,7 bilhão em provisões técnicas. O montante distribuído na forma de sorteios foi de R$ 26 milhões.

Na Icatu Fundos de Pensão, o patrimônio administrado chegou a R$ 1,3 bilhão ao final do ano. O total de participantes atingiu 57 mil, distribuídos entre os 33 planos do fundo Icatu Multipatrocinado e dos cinco planos Instituídos.

A Icatu Vanguarda, gestora de recursos do grupo Icatu Seguros, fechou o semestre com R$ 7,1 bilhões em ativos, sendo R$ 5 bilhões de recursos oriundos do grupo Icatu Seguros (fundos de previdência, seguros e capitalização) e R$ 2,1 bilhões de recursos de terceiros. A Icatu Vanguarda figura no topo dos principais rankings de investimento, se destacando no mercado de renda fixa e na gestão de fundos de inflação e de dividendos.

Ricardo Flores assume presidência da Brasilprev

Comunicado oficial

A Brasilprev Seguros e Previdência S.A. comunica a chegada de Ricardo Flores na presidência da companhia a partir da presente data. O executivo substitui Sérgio Rosa, que deixou a empresa em 30 de maio de 2012. Ricardo José da Costa Flores teve longa carreira no Banco do Brasil, onde começou a trabalhar como jovem aprendiz e chegou à vice-presidência de Crédito, Controladoria e Risco Global. Mais recentemente, de junho de 2010 a junho de 2012, esteve à frente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).

Flores acumula experiência como membro e também presidente do conselho de administração de diversas companhias, como Nossa Caixa, Vale e outras. Ocupou ainda a presidência da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FENACAP) e a vice-presidência da Confederação das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSEG). Nascido em Pernambuco, Ricardo José da Costa Flores é economista, possui MBA em Controladoria e em Formação para Altos Executivos, ambos pela Universidade de São Paulo, e possui especialização em Análise e Elaboração de Projetos.

Brasilprev é uma das líderes no mercado de previdência complementar aberta do Brasil, com ativos que superam R$ 58 bilhões. Seus acionistas são o Banco do Brasil e o Principal Financial Group.

Presidente Dilma, sanciona, sem vetos, Segurobrás

extraído do portal da CNSeg (viverseguro.org.br)

O mercado de seguros privados passa a conviver, a partir de hoje, com a espada estatal sobre sua cabeça. Isso porque o governo sancionou o funcionamento da Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias (ABGF) – a Segurobrás – ignorando os apelos do mercado para que a estatal atuasse apenas complementarmente às empresas privadas, conforme acordo firmado anteriormente entre a CNseg e o Ministério da Fazenda. A Medida Provisória 564, modificada pelo Congresso para ampliar o foco de atuação da ABGF, foi convertida na Lei 12.712, sancionada pela presidente Dilma Rousseff sem os vetos pedidos pelo mercado quinta-feira à noite e publicada no Diário Oficial da União, na edição desta sexta-feira.

A estatal terá braços gigantes no mercado, ao poder fornecer seguros ou garantias a órgãos públicos com dispensa de licitação, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. Na legislação sancionada, foi aprovada a participação de União em fundo dedicado a garantir operações de comércio exterior ou projetos de infraestrutura de grande vulto.

Este fundo, administrado pela ABGF, poderá oferecer, direta ou indiretamente, cobertura para risco de crédito, risco de performance, risco de descumprimento de obrigações contratuais ou riscos de engenharia. Na forma direta, o fundo poderá conceder cobertura quando não houver aceitação, total ou parcial, dos riscos pelas seguradoras. Na forma indireta, a ABGF oferecerá coberturas de seguros e resseguros, desde que a parcela de responsabilidade a ser retida por seguradoras e resseguradoras não seja inferior a 20% da responsabilidade total da operação.

Os fundos administrados pela ABGF poderão beneficiar projetos de infraestrutura de grande vulto constantes no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); projetos de financiamento à construção naval; operações de crédito para o setor de aviação civil; projetos de parcerias público-privadas; outros programas estratégicos definidos pelo Poder Executivo; riscos diretamente à realização dos Jogos da Copa das Confederações de 2013, Copa do Mundo de 2014, demais eventos conexos; e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. [3]

A criação da ABGF pode não só criar uma situação de privilégio e assimetria de direitos e obrigações, como também pressionar margens de lucro e política de subscrição de riscos. Por fim, a ABGF pode ainda adquirir participação em empresas públicas ou privadas de seguros e resseguros.

Liberty fecha contrato com a norueguesa Norwegian Hull Club, informa a Folha de SP

A Folha de SP destaca na edição de hoje a evolução do segmento de seguros para cobertura de risco de embarcações especializadas em pré-sal. A nota traz a primeira entrevista do novo presidente da Liberty Seguros, Pablo Barahona, para a grande imprensa. Cita também BB Mapfre e Fenseg. “O país é especializado na área. Algumas frotas brasileiras já têm embarcações na condição norueguesa de seguros, em que as coberturas são mais amplas”, diz Carlos Polízio, executivo da FenSeg. O volume de prêmios emitidos no segmento cresceu de R$ 15,9 milhões no primeiro semestre de 2011 para quase R$ 17 milhões no período neste ano. A Liberty fechou acordo com a norueguesa Norwegian Hull Club, com a emissão de uma apólice que cobre US$ 200 milhões em riscos para três navios que operam na Bacia de Campos. “O padrão norueguês tem contrato sucinto e serviços como treinamento de tripulação e executivos. Permite que o próprio segurado realize a apuração do dano em caso de acidente. Este tipo de flexibilidade dará maior velocidade aos processos”, diz Pablo Barahona, presidente da Liberty Seguros. No grupo segurador Banco do Brasil Mapfre, a área de cobertura de cascos cresceu 475% de janeiro de 2011 a julho deste ano, segundo Wady Cury, diretor-geral de grandes riscos do grupo.

Abaixo, a íntegra do release:

Liberty fecha parceria com a Norwegian Hull Club para seguro de navios

Aliada norueguesa é uma das líderes mundiais no segmento. Operação terá foco em embarcações especializadas da indústria de Oil&Gas

A unidade brasileira da LIU (Liberty International Underwriters), divisão de grandes riscos da Liberty Seguros, empresa do grupo Liberty Mutual, fechou acordo com a seguradora norueguesa Norwegian Hull Club – NHC para ofertar apólices para navios no mercado brasileiro. O objetivo das duas companhias é atuar no segmento de embarcações especializadas no atendimento à indústria do petróleo da costa brasileira. Segundo estudos da Liberty, com as atividades na área do pré-sal haverá forte aumento na utilização de navios dedicados em operações de pesquisas e suportes às plataformas. “Estimamos que até 2015 terão cerca de 1.500 embarcações em operação na costa para atender o segmento”, avalia Maurício Aguiar Giuntini, superintendente da divisão de Marine da Liberty Seguros. “São navios altamente especializados, com muita tecnologia embarcada e que estarão submetidos ao uso intensivo”, diz o executivo.

Para atender a este mercado, a Liberty e a Norwegian desenvolveram um novo clausulado, já aprovado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). “Estruturamos uma nova abordagem que resultará em menor tempo de parada dos equipamentos no caso de ocorrência de sinistro, por exemplo”, diz Giuntini. Uma das inovações está em permitir que o próprio segurado realize a apuração dos danos em caso de acidentes, ao contrário das apólices tradicionais hoje existentes no mercado local. “Este tipo de flexibilidade vai imprimir maior velocidade aos processos”.

Para garantir maior competitividade, a duas empresas também terão um time próprio de engenharia para acompanhamento dos clientes. “Hoje as seguradoras dependem de terceiros para realizarem inspeções e dar atendimento aos clientes. Optamos por ter uma equipe própria para garantir maior agilidade nas demandas”, diz.

Os primeiros negócios da parceria já foram fechados. A Liberty emitiu no início de agosto uma apólice que cobre US$ 200 milhões em riscos para três navios que operam na Bacia de Campos. O objetivo é conquistar cerca de 700 contratos nos próximos três anos. O acordo com a Norwegian prevê aprovação automática para riscos de até US$ 75 milhões por navio. “Vamos atuar em risco de casco, mas também faremos seguros de operação, cobrindo prejuízos com interrupções das atividades das embarcações, riscos ambientais e de responsabilidade civil”.

Segundo Giuntini, a escolha da Norwegian para compor esta operação foi baseada na experiência da companhia. A empresa é uma das maiores companhias de seguros da Noruega em cobertura de ativos navais. O mercado norueguês, por sua vez, é o segundo maior do mundo no segmento. “A Norwegian tem mais de 8 mil navios segurados no mundo e atua neste segmento há 175 anos, o que aporta um know-how importante para a operação e para os clientes no Brasil”.

Além de seguros, a parceria vai transferir aos clientes brasileiros a expertise da companhia em treinamento de tripulação e de pessoas e suporte para atuação em caso de sinistros. “A capacitação para enfrentar os riscos é um dos pontos fortes do acordo”, diz Giuntini.

O ingresso nesse segmento é mais um passo na consolidação da divisão de grandes riscos e riscos especiais da Liberty no país. A unidade começou a operar no mercado local em 2009 e atua na proteção de grandes ativos industriais, equipamentos e também na oferta de seguros financeiros como garantia, responsabilidade civil de executivos (D&O) e de erros e omissões (E&O).