Bom momento para fazer um “cumpra-se” do Protocolo Verde, diz Minc

Bom momento para fazer um “cumpra-se”. Fazer uma lei ser conhecida e cumprida é mais complexo do que criar a lei. Simples assim Carlos Minc (foto), secretário do estado do meio ambiente do Rio de Janeiro e ex-ministro do Meio Ambiente, definiu o seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, que acontece hoje no Rio de Janeiro.

Minc se refere a assinatura do Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde – convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente em 2009. Novas Acões serão incluídas no acordo, alem de uma nova promessa de colocar em prática o que ainda não avançou nesses três anos. “Eu vejo o setor de seguros um grande aliado. Quando um setor trabalhar com a prevenção, sendo a sua lucratividade derivada da não ocorrência de acidentes”, disse.

Mencionando a dificuldade do governo em ter fiscais para se fazer cumprir as leis, Minc afirma que vê nas seguradoras um grande time de fiscais. “Afinal, seus engenheiros vão fiscalizar as empresas antes de aceitar um risco e isso gera benefícios para todos. Na visita, recomendações são feitas por aqueles que querem ter um seguro”, citou.

Com a assinatura do termo aditivo, o Protocolo do Seguro Verde se adapta aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PRI), desenvolvidos pela iniciativa financeira do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, assinado pelas seguradoras mundiais em junho de 2012. “Tenho certeza de que o setor de seguros vai estimular as empresas a trilharem um caminho de sustentabilidade ao serem beneficiadas por programas de seguros com clausulas e preços mais acessíveis. E aqueles que não aderirem a essas praticas ficaram sem ter o beneficio que uma apólice de seguro traz para a sobrevivência da empresa diante de imprevistos”.

Estão presentes cerca de 300 executivos de seguros, que se reunirão durante a tarde para discutir ações que serão implementadas no dia a dia das companhias. O secretario tranquilizou os executivos do setor que se sentem frustrados com parte das ações assinadas no Pacto Verde ainda não terem sido implementadas. “Não fiquem. Essas coisas demoram. Tirar o chumbo da gasolina, por exemplo, demorou sete anos. Três anos, já com parte das iniciativas cumpridas, é um bom balanço”, afirmou.

Filho de umm executivo que se dedicou 40 anos para a indústria de seguros, Minc foi orientado pelo pai a olhar o setor como um aliado na luta pela sustentabilidade. “Vislumbrei importante aliança. Um setor que não polui e vive de gerenciar riscos. E sei que estou certo. O setor tem ajudado e cumprindo agora mais termos do acordo, bem como do PSI, trará grande colaboração ao crescimento sustentável do Brasil”. Minc terminou o seu discurso com “saudações ecológicas a todos os presentes.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

3 COMENTÁRIOS

  1. O imponderável…. o inimaginável…. o apocalipse ! Sou fatalista. Não acho que o homem vá encontrar uma saída a tempo.

  2. Denise, com todo o respeito, esse debate se deu diante do pre-sal, a maior bacia de petroleo do mundo. Todo “mundo” está se servindo disso – a industria hoteleira, o comercio, construção civil, e o mercado de seguros, claro.
    Nós passamos o dia discutindo “sustentabilidade”, sendo que o amanhã está na mão do insustentável – o que não foi discutido.

    Sergio Carvalho

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