Uso de seguro por bancos para liberar capital cresce mais de 10 vezes, aponta Howden

Volume de operações de transferência significativa de risco alcançou R$ 36 bilhões

O uso de seguros em estruturas de gestão de capital por bancos cresceu mais de dez vezes entre 2020 e 2024. É o que aponta o relatório “Opportunity in Flux”, da Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade, lançado em março deste ano. De acordo com o estudo, que analisa o mercado global de crédito e risco político, o volume de operações de transferência significativa de risco (SRT, na sigla em inglês) estruturadas com suporte de seguro passou de cerca de €500 milhões em 2020 para aproximadamente €6 bilhões em 2024, o equivalente a R$ 36 bilhões.

Essas estruturas permitem que instituições financeiras transfiram parte do risco de crédito de seus portfólios para o mercado segurador, reduzindo a exigência de capital regulatório e ampliando a capacidade de concessão de crédito.

De acordo com o relatório, o movimento ocorre em um contexto de mudanças nas exigências regulatórias de capital e crescente complexidade na gestão de riscos no sistema financeiro, em um ambiente de maior incerteza econômica e geopolítica. 

“O crescimento dessas operações mostra que o seguro passou a ter um papel mais ativo na gestão de capital dos bancos, especialmente em estruturas que exigem otimização de risco e eficiência no uso de recursos”, afirma Andoni Hernández, CEO da Howden Brasil, filial da corretora global. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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