Seguradoras estudam regras para inibir práticas inadequadas

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A CNseg, confederação das seguradoras, o Ministério do Meio Ambiente; a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro e o Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização no Rio de Janeiro e Espírito Santo firmam, nesta quarta-feira, dia 5, em evento no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro, o Termo Aditivo ao Protocolo do Seguro Verde – convênio firmado entre a CNseg e o Ministério do Meio Ambiente em 2009.

O compromisso do Termo Aditivo será firmado durante o seminário “Princípios para a Sustentabilidade em Seguros, da teoria para a prática”, que contará com a presença de cerca de 300 profissionais e executivos do setor de seguros e representantes do governo. Estarão presentes o Secretário de Estado do Ambiente do Rio, Carlos Minc, o presidente da CNseg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre e Luiz Tavares Pereira Filho, presidente do Sindicato das Seguradoras RJ/ES, entre outros.

Pelo Termo Aditivo, as sociedades seguradoras, operadoras de saúde suplementar, entidades de previdência complementar aberta e sociedades de capitalização se comprometem a considerar os impactos e os custos socioambientais e de governança na gestão de seus ativos e nas análises de risco, com base nas políticas internas de cada instituição.

Entre outras decisões, as seguradoras pretendem discutir a requisição, por parte do proponente, das licenças ambientais exigidas pela legislação vigente na análise de propostas de seguros referentes à cobertura de instalações e equipamentos potencialmente causadores de significativa degradação ambiental;

· Considerar, na aplicação de ativos garantidores das provisões técnicas, a exclusão de títulos emitidos por empresas com padrões de desenvolvimento ambientais, sociais e de governança inferiores aos aceitáveis;
· Oferecer produtos de seguros, previdência privada complementar e de capitalização que fomentem a qualidade de vida da população e o uso sustentável do meio ambiente;
· Adotar critérios ambientais, sociais e de governança na seleção e avaliação de fornecedores, prestadores de serviços e parceiros comerciais;
· Orientar o consumidor de seus produtos para a adoção de práticas sustentáveis de produção e de consumo consciente.

Com este documento, o Protocolo do Seguro Verde se adequa aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, desenvolvidos pela iniciativa financeira do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, e firma a importância de o setor segurador apresentar à sociedade brasileira os esforços feitos para a implementação de políticas socioambientais indispensáveis para o desenvolvimento sustentável.

Para Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da CNseg, a principal atividade comercial do mercado de seguros é compreender, gerir e assumir risco. “Por meio da prevenção e redução de risco, o setor ajuda a proteger a sociedade, estimula a inovação e apoia o desenvolvimento econômico. Estas são as contribuições-chave para uma sociedade que funciona bem e de forma sustentável”.

SulAmérica

Sustentabilidade é um tema cada vez mais presente nas discussões empresariais e, em muitos casos, já é uma realidade que faz parte do dia a dia das organizações. No setor de seguros, a SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos tem debatido o assunto na Comissão de Sustentabilidade da CNSeg (Confederação Nacional de Seguros), presidido por Adriana Boscov, superintendente de Sustentabilidade Empresarial da companhia. As práticas inerentes à gestão de riscos e da cadeia de valores da indústria estão no centro dos debates.

Nesse contexto, no próximo dia 5 de setembro, o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes, estará presente na 1ª edição do evento Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) – da Teoria para a Prática, organizado pela CNseg com apoio da Comissão, na cidade do Rio de Janeiro.

O executivo será um dos participantes do painel “Apresentação de Casos Práticos”, no qual vai falar sobre a criação e a evolução do Comitê de Sustentabilidade da SulAmérica, e ainda, como são incorporados, no cotidiano da companhia, os temas sociais, ambientais e de governança.

“O uso da tinta a base d’água em oficinas referenciadas e a certificação digital, são ações desenvolvidas pela SulAmérica, que foi pioneira no setor de seguros ao trazer questões socioambientais para o dia a dia da prestação de serviços. Além disso, somos a primeira e única seguradora nos três últimos anos a integrar o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa, além de firmar compromisso com o Pacto Global da ONU e ser signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI na sigla em inglês) e dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI na sigla em inglês)”, afirma Thomaz.

Mongeral

No próximo dia 05, a MONGERAL AEGON participa de debate sobre a prática dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros. A empresa acaba de anunciar que irá solicitar autorização da Susep para atuar no mercado de microsseguro com o Minha Família, seguro popular lançado no início de 2012 como projeto piloto e que já contém as principais características para atender o público-alvo desse mercado.

A novidade será reiterada durante painel promovido sobre os casos práticos de sustentabilidade no mercado segurador. Helder Molina, presidente da seguradora, falará também sobre o Previdência Sustentável, primeira linha de PGBL e VGBL brasileira com investimentos regidos por requisitos da sustentabilidade. Este ano, a empresa também consolidou seu Programa de Sustentabilidade com diretrizes para o negócio.

A seguradora é signatária da Declaração de Capital Natural (NCD), do Pacto Global, dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), do Carbon Disclousure Project (CDP) e dos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI). “A solidificação de nossos valores – transparência, excelência, valorização profissional, inovação e responsabilidade social – evidencia que a Sustentabilidade vem sendo trabalhada de forma incorporada à nossa estratégia, e que terá cada vez melhores resultados a partir da adoção da metodologia Global Report Iniciative (GRI) e do nosso primeiro processo de relato”, explica Helder Molina.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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