“Brasil está recuperando o ritmo de crescimento”, afirma economista-chefe do Grupo Allianz

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O economista-chefe do Grupo Allianz no mundo, Michael Heise, acredita que o Brasil está começando a superar o ciclo “decepcionante” de crescimento apresentado nos últimos dois anos. Considerado um dos principais economistas da Alemanha, com passagens pelo governo e grandes bancos daquele país, Heise esteve em São Paulo nesta quinta-feira, 24.10, para participar do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas da Allianz, cujo tema deste foi “Mudanças demográficas, um problema mundial: como minimizar seus efeitos na economia”.

De acordo com Heise, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá ser de 2,6% para 2013, mantendo um nível de crescimento de pelo menos 2,5% a partir de 2014. “O Brasil não manterá os mesmo níveis de expansão de alguns anos atrás, quando chegou ao seu pico, mas sem dúvida mostra capacidade de crescimento daqui para frente, cumprindo um papel importante para a recuperação da economia mundial”, afirma o economista.

Um dos fatores importantes para essa mudança de cenários, para Heise, são os sinais de melhora nos indicadores econômicos dos países desenvolvidos, especialmente os Estados Unidos, que sinaliza com uma forte recuperação de sua indústria, puxada pela queda dos custos de energia com a exploração do gás de xisto e um novo ciclo de pujança corporativa, em segmentos como o automotivo. Heise, lançou recentemente o livro “Emerging from the Euro Debt Crisis” (Emergindo da Crise do Euro), também é otimista com o cenário da União Europeia, destacando que os ajustes macroeconômicos na eurozona estão começando a surtir efeito.

“Para o Brasil, também pesa bastante a recuperação da atividade na China”, afirma Heise. Na opinião do economista-chefe do Grupo Allianz, os grandes países emergentes, depois de ter sofrido os efeitos da crise de 2008, irão aumentar seu peso na economia mundial e serão beneficiados ainda pela retomada do fluxo de capital de investimento, que sofreu uma forte retração pós-crise.

Mídias sociais fazem a reputação ser o único capital, diz professor Massimo Di Felice

conseguro feliceDa filosofia à aplicação prática. Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa ATOPOS, da Universidade de São Paulo, apresentou conceitos tão complexos e interessantes em sua palestra no painel Redes Sociais, que levou os executivos presente na 6. Conseguro a uma reflexão. As redes sociais representam um desafio permanente para qualquer empresa que pretenda estar entre as competidoras do mercado segurador em 2025, na avaliação de Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da Universidade de São Paulo, autor de palestra sobre o tema. “A interatividade é a forma como construímos nossas relações no mundo de hoje e qualquer pessoa pode oferecer conteúdo online e conectividade. Mas saber interagir é uma arte e é isso que fará a diferença”, explicou.

A interação é um exercício que precisará ser praticado pelas empresas de todo o mundo, segundo afirmou o professor Massimo Di Felice, ressaltando que qualquer ponto de vista pode ser debatido nas redes sociais, que serviram de ponto de encontro de milhões de brasileiros que foram às ruas, em junho, exigir melhores serviços do governo, na maior manifestação já realizada no Brasil. “Informações antes restritas a grupos agora podem ser compartilhadas. A consequência disso é a alteração do relacionamento entre todos”, avaliou.

Mediador do debate, o presidente da FenaCap, Marcos Barros, perguntou como as redes sociais podem ajudar o segmento de títulos de capitalização. Massimo explicou que as redes não são uma forma de comunicação, mas de interações cotidianas, deixando claro que dificilmente haverá venda de produtos pelas redes sociais. “É preciso interagir com o consumidor, que pode vir a comprar um produto ou não, dependendo do sentimento gerado após os debates com a rede de amigos nas comunidades digitais”.

Para Di Felice o tema precisa ser pensado e repensado, mas, ainda assim, requer mudanças de rumo a todo instante. “A pessoa pode se preparar para passear na floresta, considerando os diversos riscos que enfrentará. Mas, se aparecer um urso pelo caminho, terá de mudar a ação. Se chover, também”, exemplificou. “O verdadeiro e único capital é a reputação, que agora é construída através da troca continua de informações com a sociedade”, finalizou o professor.

É fundamental que o governo passe a trabalhar em conjunto com as seguradoras em busca de soluções que reduzam o impacto do envelhecimento

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Uma combinação entre aumento da expectativa média de vida e recuo expressivo da taxa de natalidade vem fazendo com que a população brasileira entre em um processo acelerado de envelhecimento. O fenômeno, já registrado em grande parte da Europa, Japão e mesmo em países vizinhos como Argentina e Uruguai, ocorre numa velocidade muito maior por aqui, o que representa enormes desafios nos campos econômico, social e da saúde. A conclusão é dos especialistas convidados no 8º Fórum internacional de seguros para jornalistas, organizado pela Allianz Seguros, e realizado nesta quinta-feira, 24.

Michael Heise, economista-chefe do Grupo Allianz, Marcelo Caetano, economista e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Portela, especialista em Economia Social, Economia do Trabalho e coordenador do Centro de Microeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) participaram do debate e concordam que o maior desafio é criar agenda público-privada que sustente o crescimento e o ganho de produtividade da economia no futuro breve.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2001 e 2011, o percentual de habitantes do país com 60 anos ou mais saltou de 9% para 12%. Em números absolutos, isso significa que, em uma década, o contingente de idosos subiu de 15,5 milhões para 23,5 milhões. E o movimento continuará ganhando intensidade nas próximas décadas. De acordo com as projeções do Global AgeWatch Index, em 2050, 29% da população brasileira terá pelo menos 60 anos.

Caetano avalia que a rapidez com que vem acontecendo a inversão da pirâmide demográfica torna o fenômeno brasileiro mais complexo, uma vez que a renda per capita não acompanhou o mesmo ritmo do avanço da idade da população. “Enquanto países como Itália, Holanda e França levaram mais de 40 anos para ver a população com mais de 60 anos dobrar de 10% para 20%, o Brasil não terá esse tempo todo e ainda conservará níveis de renda de país médio quando isso acontecer”, compara.

O ranking do Banco Mundial mostra que, enquanto os países da Zona do Euro têm Renda per capita anual de US$ 30 mil, a brasileira é de cerca de apenas US$ 10 mil. “Melhorar esse quadro exige crescimento e adoção de políticas públicas, temas que terão de entrar na agenda econômica dos países da América Latina já nas próximas décadas”, completa.

O economista do IPEA destaca, entretanto, que, sozinho, o Estado não terá como dar conta de custos tão expressivos. “Principalmente nas áreas de saúde e previdência, será preciso que existam complementações público-privadas, até para que as contas do governo não sofram uma pressão ainda maior com a alocação de gastos para a população”.

Para que as possibilidades de cooperação entre Estado e iniciativa privada se concretizem, contudo, é importante fazer com que a discussão sobre o tema – hoje em estágio inicial – ganhe outra dinâmica. “É fundamental dar esse primeiro passo para que o governo passe a trabalhar em conjunto com as seguradoras em busca de soluções que reduzam o impacto do envelhecimento populacional”, afirma Ingo Dietz, diretor executivo da Allianz Seguros, responsável pelas áreas de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Global Automotive.

Do ponto de vista do mercado de trabalho, encontrar formas para diminuir os impactos que a maior longevidade representará terá de passar, necessariamente, pelo aumento da produtividade do trabalhador brasileiro. “Com uma parcela menor de pessoas aptas a trabalhar, renda de país médio e estrutura etária de nação rica, o aumento da produtividade no Brasil tem de ser brutal para garantir o crescimento econômico nas próximas décadas”, projeta Portela, da FGV-SP.

Além dessa tarefa obrigatória, o acadêmico recomenda que o governo retome, o quanto antes, a agenda de reformas trabalhistas e previdenciárias. “As reformas, assim como a adoção de uma política de abertura e incentivo à imigração qualificada, são maneiras de mitigar a carga que a rápida inversão de nossa pirâmide etária representa.”

“É preciso repensar o papel dos trabalhadores acima dos 50 anos”

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Durante o 8º Fórum internacional de seguros para jornalistas, organizado pela Allianz Seguros, o economista-chefe do grupo, Michael Heise, disse que a transição demográfica terá mais impacto nos países em desenvolvimento. “Enquanto na Ásia, e na maior parte da América Latina, os índices de fecundidade permanecem positivos, na Europa isso já não ocorre mais. A maioria dos países recuou nas décadas de 1970 e 1980. A expectativa dos demógrafos é a de que essa tendência comece a ocorrer na Ásia e América Latina a partir da próxima década. Diferente do resto do continente latino-americano, no Brasil isso já está acontecendo também”, explica.

O fórum abordou os impactos das mudanças demográficas no setor de saúde, assim como alternativas para o gerenciamento dos custos nos setores público e privado. André Portela, da FGV, e o Marcelo Caetano, IPEA, também participaram do debate, que durou todo o período da manhã.

Michael Heise tem se dedicado nos últimos anos, ao debate de questões de impacto na economia mundial. Em seu mais recente livro, Emerging from the euro debt crisis (Emergindo da crise do euro), ele aborda as saídas para o crescimento no bloco europeu. Agora, no Brasil, ele discutiu como minimizar os efeitos do envelhecimento da população na economia. Acompanhe esta entrevista, onde o economista fala sobre os desafios dessa transição, e alerta: é preciso repensar o papel dos trabalhadores acima dos 50 anos e dar espaço aos profissionais que se aproximam da terceira idade.

De que maneira diferem as mudanças demográficas nos países desenvolvidos e em desenvolvimento?

Na maioria dos países, as taxas de fertilidade estão caindo, ao passo que a expectativa de vida aumenta. Em função disso, estamos assistindo ao envelhecimento da população mundial em ritmo dobrado. Mas há diferenças importantes. Enquanto na Ásia e América Latina os índices de fecundidade permanecem positivos, superiores 2,1 filhos por mulher, na Europa isso já não ocorre mais. A maioria dos países recuou da barreira de dois filhos por mulher nas décadas de 1970 e 1980. A expectativa dos demógrafos é a de que essa tendência comece a ocorrer na Ásia e América Latina a partir da próxima década. No Brasil isso já acontece.

A expectativa de vida dos países em desenvolvimento está acompanhando as mesmas tendências da Europa?

Sim. A expectativa de vida aumentou marcadamente ao longo das últimas décadas, principalmente na Ásia, embora os índices mais elevados continuem se encontrando nos países industrializados. O conjunto dessas tendências revela que os países em desenvolvimento enfrentarão os desafios impostos pelo envelhecimento da população em um ponto mais distante no tempo. Porém, o período de transição será muito mais curto na comparação com as economias industrializadas.

O Brasil vive hoje um problema de escassez de mão de obra qualificada. Como convencer trabalhadores bem preparados a estender sua permanência no mercado no momento em que se aproximam da aposentadoria?

Para minimizar os efeitos demográficos de uma população em fase de envelhecimento, seja na oferta de mão de obra ou no sistema de previdência, é necessário aumentar a participação dos trabalhadores mais velhos no mercado. Para alcançar esse objetivo, é preciso mudar o ambiente laboral, com programas de formação continuada e planos de carreira para profissionais acima dos 50 anos. É preciso ainda repensar processos e readaptar o local de trabalho para atender às necessidades específicas desses empregados. Oferecer telas maiores de computador é um pequeno exemplo.

Como equacionar os desafios econômicos impostos aos sistemas de previdência e planos de pensão?

Incentivos a quem se aposenta cedo, como generosos pacotes de benefícios, deveriam ser abolidos com a introdução de mecanismos de dedução para quem requer sua pensão antes do cumprimento do período de contribuição. Isso pode ser feito aumentando os índices de expectativa de vida que são usados no cálculo dos planos de aposentadoria. Por outro lado, a pré-condição mais importante para essa transição é assegurar oportunidades de trabalho para a população acima dos 60 anos. Se isso não acontecer, pode surgir uma tendência ascendente de pobreza na faixa mais velha da população.

Um mundo em constante mutação é tema de painel no Fórum Allianz

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Durante o Fórum Internacional de Seguros para Jornalista, no dia 24 de outubro, Michael Heise, economista-chefe do Grupo Allianz, apresentou uma estatística curiosa: como será o mundo quando o príncipe George se tornar rei.

Como quaisquer pais que acabaram de ter um filho, certamente William e Kate estão pensando no futuro de seu pequeno. Eles olharão para frente com uma mistura de otimismo e preocupação. Muita coisa pode acontecer que não podemos prever, mas é possível ver algumas tendências hoje: crescimento populacional, mudança de hábitos de mobilidade, uso de energia, mudança climática, e como tudo isto pode afetar a geopolítica.

Se o bebê George se tornar rei quando estiver com 65 anos, quanto o mundo dele, em 2078, será diferente do mundo em 2013? Antes de olharmos na bola de cristal, vamos primeiro dar uma rápida olhada no passado: quando o Príncipe Charles nasceu, 65 anos atrás, em 1948, a Europa estava acabando de sair da pior guerra de sua história. Isto, em contrapartida, deu impulso ao movimento da Europa unificada de hoje, permitindo que a maioria dos europeus viva sua vida inteira em paz. Por outro lado, o Império Britânico estava terminando e seria substituído pela Comunidade das Nações, em 1949.

Vivo e com boa saúde aos 65 anos: o envelhecimento das sociedades

Quando o pequeno Príncipe George fizer 65 anos, os seus pais William e Kate provavelmente ainda estarão vivos. De acordo com a ONU, há cerca de 410.000 pessoas com mais de 100 anos de idade hoje, e até 2078 o número de centenários aumentará para 11,3 milhões. Portanto, aos 65 anos, George será uma pessoa de meia-idade, e não um idoso, e não estará sozinho. Em um estudo sobre centenários, Michaela Grimm, economista sênior na Allianz, comentou, “No futuro, as pessoas que chegarem a uma idade muito avançada não serão mais uma raridade”.

Apesar da expectativa de queda nas taxas de natalidade no futuro, com as pessoas vivendo tanto tempo, a população mundial continuará crescendo. Quando o Príncipe Charles nasceu, a terra abrigava somente 2,5 bilhões de pessoas. Há apenas dois anos, éramos sete bilhões de pessoas. Em 2078, o mundo poderá ter até dez bilhões de pessoas. Se a coroação do príncipe for em 2078, a população da Grã Bretanha deverá estar um pouco maior do que é hoje. Não obstante, a população da Europa terá sofrido uma redução de dez por cento.

Isto também significa que quando George começar a exercer o seu reinado, não será mais incomum que as pessoas com mais de 65 anos ainda estejam trabalhando em tempo integral. Com este tipo de sociedade senescente, teremos que pensar em várias coisas, do planejamento urbano ao local de trabalho. Hoje, o planejamento estratégico de força de trabalho é essencial para combinar com o tamanho e o perfil de habilidades de uma força de trabalho futura como demandas empresariais futuras. Os mercados para construções e produtos “amigáveis para idosos” continuarão crescendo, enquanto os bancos e as companhias de seguros precisarão adaptar seus produtos financeiros.

“Neste mundo futuro, o nosso conceito de trabalho e pensões será completamente obsoleto”, diz Volker Deville, vice-presidente executivo da Allianz e co-organizador do apoio governamental para idosos do Fórum Demográfico anual de Berlim. “Provavelmente ainda haverá alguma forma de apoio governamental para idosos, e as pessoas continuarão economizando para a velhice, mas as pessoas em 2078 trabalharão mais na terceira idade. Elas serão mais saudáveis e estarão mais motivadas para trabalhar e, portanto, o maior desafio político hoje é investir em sua educação para que tenham as habilidades que precisarão amanhã.”

Portanto, não será só o Príncipe George que estará ansioso por começar a trabalhar como rei aos 65 anos de idade – muitos de seus compatriotas ainda estarão longe de se aposentarem nessa idade.

A economia e a política: novas ordens mundiais

O mundo será provavelmente mais rico em 2078, tanto em números totais quanto na média, mas as concentrações de riqueza terão mudado. A China terá sido, durante muito tempo, a maior economia do mundo e terá conduzido a maior parte do restante da Ásia pelo mesmo caminho. Poderá até mesmo haver uma moeda asiática única para facilitar o comércio. Na Grã Bretanha do Rei George VII, a indústria de manufatura estará praticamente extinta – seguindo a tendência que começou nos anos 1970. O foco da economia britânica estará quase que exclusivamente nos serviços, com a Londres offshore florescendo como um centro de serviços financeiros.

Quando o Príncipe George se tornar rei, a União Europeia provavelmente terá muito mais membros. A união terá um mercado muito mais integrado, mas poderá ter uma união mais flexível, ambas as situações sendo bem-vindas para a Grã Bretanha de hoje. A Europa não será mais uma “superpotência” em 2078, pois ela nunca teve a aspiração de ser uma. No entanto, o mundo será multipolar, com a China, a Índia e os Estados Unidos entre os grandes players.

A Ásia ainda terá a maior população, mas a maior parte do crescimento populacional ocorrerá na África. Ela passará de 14 por cento para um terço da população mundial. “Se as nações africanas conseguirem alavancar esta vantagem demográfica, o reinado do Rei George VII poderá ocorrer durante o ‘Século Africano’,” afirma Wolfgang Ischinger, Chefe Mundial de Política Pública e Pesquisa Econômica do Grupo. O fato de seu pai William amar a África – Kate e William ficaram noivos no Quênia, em 2010 – certamente fará com que o jovem George seja um fã do continente em breve.

Provavelmente dependeremos menos do petróleo, mas podemos esperar conflitos com relação a recursos mais básicos como a água e as terras raras. Isto significará novas alianças, mas significará provavelmente também que a Europa e os Estados Unidos terão se aproximado ainda mais, pois seus interesses comuns superam suas diferenças.

“O Príncipe George adulto, os nossos tomadores de decisões de amanhã e os nossos descendentes enfrentarão desafios que têm sua origem principalmente no mundo de hoje”, diz Ischinger. “Também temos uma responsabilidade hoje em determinar o seu andamento”.

Munich Re e Esalq realizam o II Seminário de Seguro Rural dias 28 e 29 de outubro

O seguro agrícola, que é um dos instrumentos de política agrícola de governo, vem sofrendo muito nos últimos anos. Quem mais sofre, porém, são os produtores. Face às intempéries climáticas, a falta de apoio governamental para o programa de subsídio ao prêmio do seguro rural, bem como excesso de burocracias têm impedido que produtores rurais do Brasil tenham capacidade financeira de adquirir um produto de seguros que atenda suas necessidades.

O ano de 2012 foi marcado por inúmeros casos de geada, chuva de granizo e neve aqui no Brasil. E ainda assim, os produtores vem sofrendo com a falta de apoio do Programa. A elevada rotatividade de pessoas, e a falta de políticas claras do governo são alguns dos fatores que contribuem significativamente para este quadro.

O Governo, mercado e representantes de produtores precisam entrar num acordo para definições de passos importantes para o avanço do programa e do seguro agrícola em si, aqui no Brasil. Face à esta situação, a ESALQ/USP, em parceria com a Munich Re do Brasil, realizará o II Seminário de Seguro Rural nos dias 28 e 29 de outubro, com a presença de representantes de Governo, Produtores, Mercado de Seguros e Resseguros e Instituição de Ensino, Pesquisa e Extensão, onde serão discutidas propostas para superar os presentes desafios. Neste evento, uma representante dos agricultores dos Estados Unidos está presente e irá compartilhar a experiência vivida pelos produtores dos EUA no ano de 2012, diante da pior seca das últimas décadas.

Veja artigo de Konrad Mello Subscritor de Seguro Agrícola da Munich Re do Brasil

munich re konradSeguro Agrícola multi risco para todos os produtores: quando ele será possível para os produtores brasileiros?

Diante de tantas incertezas e riscos inerentes às atividades agrícolas, existe a necessidade de proteção da produção de alimentos. O Seguro Agrícola é uma das melhores ferramentas de gerenciamento de riscos que podem ser oferecidas aos produtores rurais.
O mercado segurador, em parceria com os Governos Federal e Estadual, vêm trabalhando em melhorias dos principais produtos ofertados e dos processos para acesso ao seguro.

Um exemplo disso é o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR). Implantado desde a safra 2005/06, o Programa atendeu às demandas do setor até o ano de 2009 (quando concedeu cerca de R$ 260 milhões em subvenção). De 2010 para cá as projeções de orçamentos, valores empenhados e realizados, não atendeu mais às expectativas do setor produtivo e de seguros e houve problemas com o fluxo financeiro entre Governo e mercado. O sistema, que fora amplamente discutido, começou a ser prejudicado. É evidente que a demanda pelo seguro aumentou substancialmente com a implantação da Parceria Público-Privada. O sistema porém, carece invariavelmente de apoio público – o que não tem acontecido.

As lavouras de trigo do Paraná sofreram bastante com as fortes geadas durante o inverno de 2013. Muitas regiões tiveram três eventos severos (em Maio, Julho e Agosto) que atingiram a planta de trigo nos estádios fenológicos mais sensíveis e que afetaram a produtividade em cerca de 570 mil hectares. Segundo último relatório da SEAB/DERAL (23.09.13), a estimativa de quebra de produtividade média do Estado é de 25%. Os relatórios do MAPA indicam que somente cerca de 25% das áreas de trigo do Paraná possuem seguro agrícola – ou seja, 75% das áreas produtivas estão desprotegidas.

Os produtores que contrataram seguro foram amparados pelo mercado segurador e conseguiram reaver boa parte das perdas em campo. Aqueles que não contratam seguro, não. Nem mesmo diante deste cenário de riscos climáticos, existem garantias de que o cumprimento do orçamento de R$ 700 milhões para o PSR será efetivamente realizado. Para que mais produtores tenham acesso ao seguro, é imprescindível que os valores orçados para o Programa sejam efetivamente disponibilizados dentro do mesmo.

Face à esta situação, a ESALQ/USP, em parceria com a Munich Re do Brasil, realizará o II Seminário de Seguro Rural nos dias 28 e 29/10/2013, com a presença de representantes de Governo, Produtores, Mercado de Seguros e Resseguros e Instituição de Ensino, Pesquisa e Extensão, onde serão discutidas propostas para superar os presentes desafios. Neste evento, uma representante dos agricultores dos Estados Unidos está presente e irá compartilhar a experiência vivida pelos produtores dos EUA no ano de 2012, diante da pior seca das últimas décadas.

Tokio Marine patrocina evento de mulheres empreendedoras

mulheresQue bela sacada da Tokio Marine em patrocinar um evento desse!

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A Tokio Marine Seguradora é patrocinadora da XXV Convenção Nacional da Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil (Confam). O evento acontece até o próximo dia 27 de outubro, em Campos do Jordão (SP). Nesta sexta-feira, dia 25, o Superintendente de Grandes Riscos Property da Seguradora, Sidney Cezarino, ministrará palestra sobre o portfólio de produtos e soluções que a Companhia oferece para as pequenas e médias empresas.

Com o tema “Líderes Empreendedoras – Gestão, Responsabilidade e Desenvolvimento”, a convenção é o ponto de encontro de mulheres com alto poder de decisão e tem como objetivo fomentar negócios, estreitar relacionamentos e estimular a troca de experiências entre as mais de 150 participantes.

“Estamos atentos ao potencial das Pequenas e Médias Empresas e desenvolvemos produtos adequados para atender à crescente demanda deste nicho de mercado. A convenção é uma excelente oportunidade de mostrarmos nosso portfólio para as mulheres empreendedoras – que decidem sobre os produtos e serviços adquiridos por suas empresas – e discutirmos os avanços e gaps do setor”, afirma o presidente da Tokio Marine Seguradora, José Adalberto Ferrara,
Paralelamente à convenção, acontece também a ExpoConfam 2013, que oferece um excelente ambiente para que empresas e fornecedores apresentem seus produtos e serviços ao mercado feminino e se relacionem com um público qualificado e estratégico para seus negócios.

Serviço:
XXV CONFAM
Tema: “Líderes Empreendedoras” – Gestão, Responsabilidade e Desenvolvimento
Data: 23 a 27 de Outubro de 2013 de 2013
Local: Hotel Serra da Estrela
Endereço: Rua Mario Otoni Rezende, 160 – Campos do Jordão, São Paulo
Para mais informações sobre a programação, acesse o site do evento: http://www.confam2013.com.br/Programa

A Transformação do Consumidor: respeitar, ouvir, atender e agradar

eduardo_gianetti_conseguroAtender ao consumidor na plenitude de suas necessidades é o caminho para o mercado segurador transformar em oportunidades os desafios que têm pela frente para chegar a 2025 com uma participação ainda mais representativa no dia a dia da sociedade brasileira. Por ser a saúde um dos principais desejos da população e também um dos produtos que têm gerado mais atritos entre consumidores e empresas, o segmento foi alvo dos dois palestrantes do painel “Transformação do Consumidor”, o primeiro debate do último dia da 6a Conseguro, que acontece em Brasília.

O economista e sociólogo Eduardo Gianetti enfatizou que é preciso vencer os desafios da regulamentação da saúde suplementar, que tirou o apetite das empresas em vender planos individuais. “Fico abismado com tantas dificuldades para se criar produtos de saúde individuais e familiares. Tem alguma coisa profundamente errada na forma como se fecharam as possibilidades desse mercado que é tão demandado pela população”, disse em sua palestra. “A regulamentação inviabiliza o interesse de todos e deixa milhões de famílias excluídas dos planos de saúde”, afirmou.

Para Gianetti, o mercado deve encontrar soluções para atender às necessidades da população. “É preciso criar um ambiente no qual cada empresa possa ofertar produtos para que o consumidor escolha o que mais atende às suas necessidades”.

Ele sugeriu que o mercado pense no longo prazo e reflita sobre as tendências permanentes que mudam a sociedade. E resumiu o tema em duas grandes megatendências: transição demográfica e mudança na composição de renda da sociedade brasileira, fatores que, segundo ele, criaram o ‘dividendo demográfico’. “Se queremos ser um país de alta produção e gerar renda para um contingente que vai para o topo da pirâmide, temos de investir em produtividade, pois de nada adianta trabalhar muito sem ter resultados eficientes”, alertou.

Para Gianetti, para se viver num cenário em que o consumidor tenha mais poderes, as empresas devem criar produtos melhores, com preços acessíveis e qualidade no pré e no pós-venda. Outra saída é investir na inovação, atraindo o consumidor com produtos revolucionários. “Mas a lei da concorrência faz com que o lucro diferenciado, obtido pela inovação, se esgote com os concorrentes superando o que era inovador”.

juliana_peres-conseguroA secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, concorda com Gianetti. “Respeitar o consumidor é interessante para o país e agrega valor às companhias”, sintetizou.

Segundo ela, uma pesquisa mostrou que, no banco de dados que reúne 9 milhões de queixas, em cada grupo de dez pessoas que procuram o Procon nove tentaram resolver o problema com a empresa e não conseguiram”, afirma, acrescentando que o problema seria solucionado e custaria menos para a sociedade se fossem criados produtos responsáveis e se houvesse um atendimento de qualidade no pré e no pós-venda.

“Comprar um produto que não entrega o que promete tem um custo elevado. Há o custo do cidadão, que é obrigado a procurar um órgão regulador, e para a imagem da empresa, que fica arranhada com problemas como venda casada ou propaganda enganosa”, citou.

Para Juliana, as empresas, especialmente as do segmento de saúde, devem buscar confiança e transparência na relação com o consumidor que está cada dia mais poderoso. “Com o avanço das redes sociais, o consumidor reage na hora a qualquer desrespeito. A empresa que quiser sobreviver no futuro terá de criar uma relação de respeito, eliminando os subterfúgios para vender e praticando o bom senso. Essa deve ser a agenda do consumidor”, finalizou.

Brasil precisa retornar à rota de crescimento e riqueza, diz Armínio Fraga

conseguro armirio“Temos muito trabalho pela frente para colocar o Brasil novamente numa rota de crescimento e de riqueza”. A afirmação foi feita pelo economista Armínio Fraga, sócio fundador da Gávea Investimentos, durante palestra na 6ª Conseguro, que acontece hoje e amanhã em Brasília.

A grande questão para o ex-presidente do Banco Central (1999 a 2003) foram os acontecimentos que levaram o Brasil a sair da rota de crescimento que vinha vivenciando desde a década de 1990. “Meu diagnóstico é simples: estamos adotando alguns modelos errados, de políticas que não deram certo em outros governos que enfrentaram crises”, disse.

Segundo ele, nos últimos anos, o Brasil cresceu focado no consumo, o que é natural para chegar a uma segunda fase, com investimentos para atender à demanda. No entanto, a partir do segundo mandato do governo Lula, houve uma mudança no cenário internacional, que exige alterações para não gerar resultados frustrantes, como aconteceu com os investimentos em infraestrutura, que foram abaixo das reais necessidades.

“Há também uma fragilização das agências reguladoras, entidades novas que precisam continuar seu ciclo de evolução”, comentou. Fraga acredita que é preciso voltar a um ciclo de investimentos após a paralisação verificada nos programas de concessão. “Isso tem custado caro ao Brasil, vivemos um período de pouco planejamento, que levou à crise na infraestrutura”, alerta.

ABGR: como tentar minimizar os prejuízos em caso de acidentes de grandes proporções, ensina executivo da Tokio Marine

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Para uma plateia formada por técnicos e executivos da área de gerenciamento de riscos, o especialista internacional Nick Okabe, da Tokio Marine & Nichido Fire Insurance, abordou o tema “Business Continuity Plan – BCP” (Gestão de Continuidade de Negócios) durante o primeiro dia do X Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros, na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

Com mais de 30 anos de experiência na área, Okabe utilizou um estudo de caso sobre o terremoto ocorrido no Japão em 2011 como ponto de partida para explicar como as organizações podem seguir com as entregas de seus produtos e serviços após um incidente de grande proporção, lançando mão do Plano de Continuidade de Negócios.

A palestra foi promovida pela Tokio Marine Seguradora, que, além de trazer o especialista internacional para compartilhar seus conhecimentos com os presentes, também é patrocinadora oficial do evento da ABGR. Em sessão exclusiva, o executivo falou sobre a importância da adesão a padrões internacionais de gerenciamento de riscos, bem como a necessidade das corporações se prepararem para situações adversas.

“Os riscos existem para qualquer empresa. A diferença está no modo como os avaliamos. Nesse sentido, o foco do BCP deve ser a proteção das pessoas, dos ativos, das operações do negócio e de todos os recursos necessários para o funcionamento da empresa”, explica Nick Okabe.

De acordo com o palestrante, o objetivo do plano é preparar as companhias para recuperar danos e manter os clientes no caso de incidente de grandes proporções, mantendo os padrões ou até mesmo elevando o nível de qualidade. O BCP pode ser usado em todos os tipos de situações e segmentos de atuação, independentemente do porte da empresa. Para isso, é preciso considerar as probabilidades de enfrentar diversos tipos de riscos, avaliá-los e minimizá-los.

“Uma lição aprendida no Japão é não nos prendermos às armadilhas das probabilidades de um acidente acontecer. Devemos nos precaver sobre algo que pode ocorrer e ter um plano de continuidade das atividades. E dentro dele, é preciso planejar, fazer e checar”, afirma Okabe.

Segundo o executivo, outra recomendação importante é melhorar a capacidade de resposta rápida, exercitar-se para lidar com situações inesperadas, preparar os funcionários para colocar o plano em prática e construir relações de confiança com parceiros de negócios.