PcW dá dicas de como se preparar para as megatendências mundiais do setor

conseguro megatendenciasQuem será o consumidor de seguros em 2025? Quanto tempo ele viverá? Como protegerá seus bens materiais das catástrofes naturais? cada vez mais frequentes? Para tentar responder a essas perguntas, a consultoria Princewaterhouse Coopers (PwC) elaborou a pesquisa “0 que o futuro nos reserva”, apresentado pelo líder global de seguros da PwC Advisory, Jamie Yoder, em sua palestra.

A última década testemunhou mudanças sociais, tecnológicas, ambientais, econômicas e políticas profundas. Essas mudanças afetaram globalmente todos os setores da atividade seguradora. Em 2014, a quantidade de usuários de Internet móvel, estimada em 1,6 bilhão de pessoas, superará a de usuários de computadores de mesa.

“Embora seja impossível prever o momento exato de tais mudanças na próxima de cada e como elas afetarão os diversos setores da atividade seguradora, vemos cinco megatendências básicas nos fatores sociais, tecnológicos, econômicos e políticos que influenciarão os quatro setores-chave da área de seguros: seguros gerais, previdência e vida, saúde e capitalização”, diz Jamie Yoder.

Megatendências para o mercado mundial de seguros

Social: uma mudança de equilíbrio que favorece os consumidores, fortalecidos pelo grande poder de comunicação com a democratização da informação gerada pela explosão das mídias sociais.

Tecnológica: os avanços farão surgir softwares e hardwares que transformam os “grandes dados” em conhecimentos utilizáveis. Essa tendência afetará o segmento de bens, de acidentes, de vida e previdência, pois a informação consolidada dos hábitos ajudará a inovar produtos e serviços com base nas necessidades dos clientes.

Clima: a severidade e a frequência de eventos catastróficos fariam surgir modelos de risco e estruturas de compartilhamento de risco mais sofisticados para solucionar esses eventos. Entre 1990 e 2009, furacões e tempestades tropicais foram responsáveis por 45,2% das perdas totais com catástrofes.

Econômico: o aumento do poder político e econômico dos mercados emergentes também deve provocar alterações no mercado segurador mundial. O Brasil integra essa lista, de acordo com o estudo da PwC. Os países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no PIB global vêm aumentando nos últimos 20 anos. Enquanto os prêmios de seguros como um todo caíram 1,9% nos países desenvolvidos, aumentaram 7,1% nas economias em desenvolvimento.

Político: a harmonização e a padronização do mercado segurador, motivada por um maior diálogo entre autoridades regulamentadoras americanas e europeias e de mercados emergentes, pode criar uma maior padronização de produtos e contratos de seguro. O aspecto negativo é que os países emergentes poderão impedir a entrada de participantes de mercados desenvolvidos ou limitar suas atividades.

A avaliação dos presidentes da CNseg e das quatro Federações:

Marco Antonio Rossi (CNseg) – “Vou dormir mais preocupado diante de tantos desafios apresentados pela PwC. A tecnologia mudou demais as nossas vidas. O grande desafio está em como usar o banco de dados com as informações que as companhias têm dos clientes, para ofertar o produto certo, no canal certo e no momento certo. Sabemos que temos inúmeras oportunidades somente com a interação dos produtos.”

Márcio Coriolano (FenaSaúde) – “A impressão que fica é como se estivéssemos diante de um filme de ação. Todas as mudanças afetam a área de saúde. O consumidor do futuro é mais exigente. O empoderamento do consumidor de saúde faz com que ele discuta os tratamentos recomendados com todos os fornecedores da cadeia. Isso fará com que ele tenha o domínio sobre as decisões da sua saúde.”

Paulo Marraccini (FenSeg) – “Minha maior preocupação com as cinco megatendências é: Como podemos formar os nossos técnicos e executivos para interpretar todas essas mudanças nos cálculos? Temos de pensar nos investimentos que disponibilizaremos para a formação das pessoas que avaliam números e tendências comportamentais.”

Marco Barros (FenaCap) – “Ao pensar em 2025 temos a convicção de que as seguradoras precisam estar conectadas com todas as megatendências apresentadas para se atualizem dia a dia. Principalmente conectadas com o consumidor. Precisamos aprender com as queixas do consumidor e ter uma resposta ágil, atitudes que ajudam a construir uma relação de confiança no longo prazo.”

Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi) – “Em 2013, observamos que o consumidor está dominando o relacionamento com as empresas. Antes, elas determinavam o produto que era mais adequado. Agora, o consumidor é quem determina como deve ser o produto. Essa democratização e globalização dos hábitos de consumo estimularão a internacionalização das empresas. Temos de investir nesta nova abordagem dos produtos. De que forma o big data pode ajudar a criar novos produtos? Vamos pensar nisso diariamente.”

Desmanche legal é passo importante para seguro popular de automóvel

conseguro desmanche pqA reutilização de peças automotivas, depois de anos em discussão, sinaliza estar em fase final para entrar em vigor possivelmente a partir de 2014. A avaliação é de Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, mediador da palestra “Desmontagem de Veículos”, realizada na 6ª Conseguro. “Temos trabalhado para implementar a experiência argentina no Brasil”, afirmou.

O setor se prepara para atuar com a reciclagem de peças assim que a Lei 23/2011, conhecida como Lei dos Desmanches, for aprovada. Em junho, a Câmara aprovou o projeto que cria regras para o funcionamento e operação de desmontadoras de veículos no País. “Devemos isso ao empenho do deputado Armando Vergílio (PSD-GO) e aguardamos uma rápida aprovação pelo Senado”, disse Marraccini.

Trata-se de um assunto prioritário para o mercado segurador implementar o seguro popular de veículos, um dos pilares para o crescimento da carteira nos próximos anos, por permitir a prática de preços mais acessíveis para veículos com mais de 5 anos de uso. A título de comparação, Marracini citou uma conta apresentada pelo vice-presidente de automóveis da Porto Seguro, Luiz Pomarole. Segundo ele, o custo de um paralama e de um capô originais de um veículo popular chega a R$ 900. O valor poderia ser de R$ 350, se as peças fossem recicladas.

Fabian Pons, responsável pela Cesvi Argentina, conta que a unidade seguiu o modelo adotado na Espanha, país onde a política de reciclagem de peças já está consolidada. O programa de reciclagem argentino surgiu para tentar dar uma solução ao aumento de furtos e roubos de carros ocorridos durante a fase aguda da maior crise econômica do país vizinho, entre 2002 e 2003. “O roubo era gerado com o claro objetivo de venda de peça”, ressaltou.

Diante disso, foi criada em 2003 uma lei que permitiu o fechamento sumário de todos os desmanches. Em 2004, surgiu o primeiro centro de reciclagem da Cesvi.?“A experiência registrada na Argentina trouxe vários benefícios, como queda de aproximadamente 50% no índice de roubo e furto de veículos, melhor tratamento de resíduos sólidos de descarte de peças, reduzindo danos ao meio ambiente e aumento da base de segurados, ao tornar o preço do seguro mais acessível”, contou.Hoje a Cesvi fatura US$ 5 milhões por ano com a reciclagem das peças.

Francisco Gaetani, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, ficou impressionado com as informações da Cesvi Argentina, ressaltando a importância de ter a iniciativa privada para ajudar a solucionar problemas que afetam toda a sociedade. “Temos uma agenda histórica, com desmatamentos, mas há uma nova safra da agenda ambiental que precisa ser uma preocupação de todo o setor produtivo, como mostra a recente política de resíduos sólidos, que envolve o mercado automotivo. Acredito que podemos fazer muitas ações em parceria e assim ajudar a reduzir os impactos ao meio ambiente”, disse.

Experiência com acidentes anteriores deverá pautar o plano de contigenciamento de Libra, segundo Smith, da Tokio Marine

O consórcio formado pela Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, e as estatais chinesas CNPC e CNOOC foi o único a fazer uma oferta e venceu o leilão do maior campo de petróleo já descoberto no Brasil no dia 21 de outubro. Uma das preocupações da sociedade é que não há ainda um plano de contigenciamento para ativar caso haja um acidente durante a exploração, como aquele que o mundo acompanhou no Golfo, envolvendo a British Petroleum.

Quais os riscos e qual seria o plano de contingência mais adequado para o campo de Libra, um dos mais promissores do mundo, com capacidade de oito a 12 bilhões de barris retirados do fundo mar? Para responder a essa questão, o blog Sonho Seguro foi procurar Felipe Smith, diretor executivo técnico da área corporate da Tokio Marine, uma das seguradoras mais especializadas na área de petróleo do mundo.

felipe smith tokioO que significa contingência de risco no caso da Libra? Como o mercado de seguros pode ajudar a criar esse programa? O que é levado em conta em outros países que estão se dedicando a exploração do pré-sal?

A ocorrência de mega-vazamentos no Golfo do México e aqui no Brasil, no campo de Frade, provocaram a necessidade de mudanças nos sistemas de segurança utilizados na indústria de Petróleo. Tais mudanças também atingiram o Brasil e certamente serão aplicáveis no campo de Libra.

Os órgãos envolvidos na fiscalização, segurança e regulamentação das operações de extração, como a Agência Nacional do Petróleo, o Ibama e a Marinha, estão envolvidos na implantação do Plano Nacional de Contingência para conter vazamentos de petróleo em alto mar. Um plano de contingência significa estar preparado para o pior cenário possível (danos materiais, vazamentos, atos de terrorismo etc…) com diretrizes e procedimentos bem definidos em casos de situações de emergência, para sanar os eventuais prejuízos e possibilitar a retomada das operações no menor tempo possível.

No âmbito operacional, as empresas operadoras tem adotado procedimentos de segurança mais rigorosos, como por exemplo o uso de redundância de equipamentos de proteção; utilização de 2 sistemas de prevenção de fluxo descontrolado (BOP), ao invés de apenas 1; redundância nos sistemas de posicionamento dinâmico, entre outros.

Vale salientar que a segurança e o detalhamento do plano de contingência de um campo do porte de Libra explicam-se pelos interesses geopolíticos envolvidos. Por exemplo, as empresas chinesas que participam do consórcio vencedor da licitação indicam claramente a preocupação do governo daquele País em ter garantias de fornecimento de energia para atender ao seu crescimento econômico.

As principais seguradoras e resseguradoras do mundo têm aderido aos protocolos mundiais de sustentabilidade e poderão exigir dos Segurados, no caso, as empresas de petróleo, a adoção das boas práticas de Segurança e proteção ambiental.

Além disso, poderão participar da elaboração de Planos de Continuidade dos Negócios (BCP, na sigla em inglês). Pelo resultado do leilão de Libra, no qual o consórcio ganhador é formado por pesos pesados no consumo de energia, como China, Inglaterra e França, que procuram acesso a fontes mais estáveis e seguras de fornecimento de energia, certamente haverá adesão aos protocolos e padrões de segurança e contingência nas operações dos poços do pré-sal.

Precisamos de ética e estímulos aos empreendedores. É isso que move o mundo, afirma ministro Roberto Barroso

1385266_10201383150195654_1872240121_nO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, deu uma grande contribuição ontem ao falar na painel “Brasil em 2025, um pensamento estratégico, durante a sua palestra na 6a. Conseguro, principal evento do mercado seguradora realizado nos dias 22 e 23 de outubro, em Brasília. Adaptando-se às novas tendências de falar pouco mas com conteúdo relevante para atrair a atenção dos ouvintes apressados para tantos compromissos, o ministro deu um claro recado a todos que pretendem ajudar a mudar o Brasil: Precisamos debater ideias. Precisamos de instituições educadoras de ponta. Precisamos de ética e estímulos aos empreendedores. É isso que move o mundo.

Segundo Barroso, o patrimonialismo e o oficialismo causam disfunções crônicas e travam o desenvolvimento do País. “O patrimonialismo, onde existe uma grande dificuldade de separar o público do privado, além do oficialismo, que é a cultura de que tudo precisa depender da bênção do governo para andar, precisam ser superados”, afirmou.

Outro ponto de destaque foi o autoritarismo, que tem mudado a história de vários países com golpes políticos e desrespeito a contratos, gerando incerteza e fuga de investores sem previsibilidade. Nesse quesito o ministro se mostrou otimista com o Brasil. “Conseguimos superar em uma geração o autoritarismo, quem sabe nas próximas quebremos as demais para termos uma evolução social”.

Correndo contra o tempo para poder resumir boa parte do que pensa sobre os desafios e oportunidades nesses próximos 12 anos, o ministro citou algumas ideias econômicas e sociais que podem elevar o Brasil a superar problemas crônicos e assim realmente decolar. Entre elas, a criação instituições de ensino de ponta, reforma política que ajude a baratear custos eleitorais e redução do foro prerrogativo de função no judiciário.

Também agradou a plateia, que o aplaudiu, com a ideia de eliminar o preconceito contra o empreendedorismo e a livre iniciativa, o que ajudaria a mudar a ideia de que fazer concurso publico ou ingressar em uma multinacional é a grande salvação dos trabalhadores. “Temos uma cultura na qual o lucro é motivo de vergonha, com o sucesso empresarial das instituições ou de pessoas associados a golpes e falcatruas. A livre iniciativa é melhor geradora de riquezas do que o protagonismo estatal. Com tempo encerrado, Barroso finalizou seu discurso: “Desejo que cada um faça dentro de si as transformações que quer para o mundo”.

IRB se prepara para IPO em dois anos, prevê Leonardo Paixão

IRB logoO lançamento da nova marca do IRB Brasil Re, durante a 6a. Conseguro, principal evento do setor que começou ontem e termina hoje em Brasília, dá início a uma nova fase ressegurador que deteve por quase 70 anos o monopólio das operações que dão suporte aos contratos de seguro. Diferente de estatais internacionais que foram a falência com a abertura do mercado, como o Inder, na Argentina, o IRB conseguiu reverter os desafios em oportunidades. Chegou a ter a sua participação de mercado reduzida para 23%, mas com uma ajuda do governo nas mudanças das regras de abertura, reconquistou seu market share e conseguiu concluir o processo de privatização no início deste mês, com a venda das ações do Tesouro para o Banco do Brasil.

A nova jornada do IRB Brasil Re será definida nos próximos dias com a reunião que elegerá o novo Conselho. Eleito, definirá a nova diretoria, podendo manter ou trocar a diretora executiva. A expectativa dos funcionários do ressegurador local líder é de que o atual presidente, Leonardo Paixão, que assumiu em abril de 2010, com o desafio de preparar o ressegurador local para a privatização, será mantido no cargo em decorrência de ter cumprido o seu desafio no início de outubro.

A abertura de capital do ressegurador deve ocorrer em até cinco anos, com o “taximetro” ligado no dia primeiro de outubro de 2013. Para que o IRB vá captar recursos na bolsa é preciso passar por um amplo processo de governança corporativa, já iniciado há alguns anos, mas que ainda tem um caminho a ser percorrido. “Acredito que em até dois anos o IRB se adequar a todas as exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Estando pronto, a emissão de ações pode sair no momento do mercado que os acionistas considerarem mais oportuno.

Leonardo Paixão, ao ser indagado se considerava ter cumprido seu mandato e partiria para novos projetos, respondeu: “Gosto de projetos que têm começo meio e fim”, comentou, deixando claro que está pronto para abraçar o processo de preparar o IRB para o IPO. Ou seja, depois de privatizar o IRB, preparar a companhia para um IPO é um grande desafio. Com começo meio e fim.

No momento o IRB não precisa captar recursos com um IPO. Em 2012, a companhia contava com patrimônio líquido de R$ 2,5 bilhões. No entanto, com o crescimento da economia brasileira e projetos de infraestrutura previstos para os próximos anos, a expectativa é de que as empresas necessitam de mais capital para fazer frente aos riscos assumidos.

Todas essas decisões estarão na pauta da reunião de acionistas que deverá ser realizada em novembro, com representantes do novo bloco de controle composto pela BB Seguridade, Bradesco Seguros, Itaú Seguros e um fundo de participações da Caixa.

Mercado trilha trajetória de crescimento sustentável nos próximos anos

conseguro abertura rossi MATÉRIA EXTRAÍDA DO PORTAL DA CNSEG – www.cnseg.org.br)

A importância do mercado de seguros para o crescimento sustentável do Brasil e o grande potencial de negócios para o setor foram duas afirmações unânimes de todas as personalidades que compuseram a mesa de abertura da 6ª Conferência de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Conseguro), o maior evento do mercado segurador, promovida pela CNseg, que começou hoje e se estende até amanhã.

“Só depende de nós”. Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, disse que “escolhemos o tema a Visão 2025 como norte dos painéis temáticos, pois o mundo está mais ágil e as mudanças mais aceleradas. Trata-se de um período de grande transformação, se olharmos os 12 anos passados. Nossos debates visam transformar os desafios em oportunidades para os próximos 12 anos. Ter o conhecimento para lidar com os novos canais de comunicação com os consumidores. Estamos aqui decididos a construir um mercado de seguros ainda melhor do que o que construímos nos últimos anos. Afinal, só depende de nós.

Infraestrutura. Diretor de Desenvolvimento do Ministério das Cidades, Carlos Antonio Vieira Fernandes destacou que “a indústria de seguros tem muito a contribuir para o desenvolvimento das cidades, com o apoio dado por meio do seguro garantia, um instrumento que estimula os investimentos nos projetos necessários para que as cidades se modernizem e acompanhem o avanço do Brasil”.

Saúde. Representante da Agência Nacional de Saúde (ANS), Bruno Sobral assinalou que “o futuro do setor que faz seguro tem de ser discutido constantemente, ainda mais no Brasil, já que sua população envelhece. Isso nos impõe grandes responsabilidades. Uma das propostas é criar produtos financeiros que ajudem a chegar em 2025 com proteções e promoção de saúde à população de idosos. O setor de saúde deverá chegar em 2025 com um faturamento de R$ 258 bilhões, com 85% do valor retornando à sociedade em pagamentos de eventos de saúde. Por isso, o setor deve chegar em 2025 não só com ofertas de cobertura para a sociedade, mas oferecer saúde. Por isso discutir 2025 é uma obrigação de todos nós”.

Inclusão. Titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luciano Portal afirma que “, tendo em vista 2025, a autarquia tem elaborado inúmeros normativos, como a regulamentação dos microsseguros e a contratação de seguros por meios remotos. E, possivelmente na próxima semana, publicaremos o normativo que disciplina a atuação do varejo como distribuidor de seguros no Brasil, um segmento que entendemos que pode ser importante canal de venda dos microsseguros. A função da Susep está fundamentada em promover o debate de novas propostas, com transparência e discussão com todos os participantes da indústria para assim promover o acesso do seguro à população”.

Cenário benigno. Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira disse que “a mensagem mais importante que posso trazer a todos vocês está na confiança que temos na economia brasileira. Apesar de um excesso de pessimismo de alguns economistas com a economia, há números que mostram uma situação confortável do Brasil. O crescimento do PIB deve chegar a 2,5% em 2013, o que é mais do que o dobro de 2012. E a inflação está pouco abaixo do ano anterior. Com isso, pode ser descartada qualquer discussão sobre um cenário ruim para o Brasil. A economia segue um ciclo e nossa a avaliação é que estamos tendo um desempenho satisfatório. O nível de emprego se mostra benéfico. Estamos com 5,3% ao ano. Diante disso, temos um cenário que permite o crescimento do mercado de seguros, com perspectivas positivas para o futuro. O setor cresce a quase 20% neste ano. O setor continuará se desenvolvendo de maneira forte e plena, aproveitando as oportunidades que são geradas a cada dia. Essa história de sucesso dos últimos anos continuará. A visão de longo prazo desta Conferência, a meu ver, é tímida. Se olharmos o desempenho do setor na última década podemos ser mais otimista. O governo tem buscado contribuir com o setor, com normas estáveis e segurança jurídica. São mudanças relevantes que ajudarão o setor a ultrapassar suas projeções para 2025.

Papel. Para o presidente da Fenacor e deputado federal , Armando Vergílio, “o setor cumpre com seu papel de colaborar com o crescimento do Brasil, com a geração de empregos e reparação das perdas econômicas que não poderiam ser suportadas individualmente. Gostaria de reforçar que precisamos de uma maior interação entre todos os atores que estão protagonizando essa história, como o setor público e o privado, corretores e seguradoras. Se dermos as mãos em ações que visam o crescimento, construiremos um setor cada dia mais forte e saudável. E os corretores de seguros são peça fundamental nesta história, por darem capilaridade para o setor levar seus produtos aos consumidores.

Potencial. Para o senador Francisco Dorneles, representante do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, na solenidade, “o setor de seguros é o que tem o maior potencial de crescimento dentro da economia brasileira. A abertura do resseguros e a remodelagem do IRB trouxeram nova configuração para o setor dar um grande salto de qualidade. Vejo como um dos grandes desafios do setor implementar o seguro garantia, único caminho para agilizar obras públicas no Brasil”.

Discurso Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, na 6ª Conseguro

rosssiiiiiiiiiii pqNo discurso de abertura da 6ª Conseguro, o presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, disse que “o mercado segurador caminhará para a diversificação de produtos e serviços em regiões consolidadas, como a Região Sudeste, e também se expandirá em áreas em que atualmente ainda temos pouca penetração, como as regiões Norte e Nordeste, que já apresentam indicadores promissores de crescimento”.

Ele está certo de que “a indústria de seguros contribuirá de forma decisiva no atingimento dos resultados estimados, principalmente com relação ao crescimento da poupança interna do País”.

Na sua opinião, “há muito trabalho a ser feito”. “Estou certo de que a harmonia entre os agentes do mercado será fundamental para que tenhamos um futuro promissor, e que possamos alcançar e até superar as perspectivas traçadas para 2025”, assinalou ele, para quem “ devemos buscar uma indústria de seguros cada vez mais integrada e fortalecida, orientada para as novas relações de consumo, com transparência e informação”.

Leia abaixo a íntegra do discurso “O amanhã, sem dúvida, cabe a nós”

O amanhã, sem dúvida, cabe a nós.

Íntegra do discurso de Marco Antonio Rossi

“Bem-vindos à 6ª Conferência Nacional de Seguros, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. Hoje e amanhã, estaremos reunidos nesse amplo fórum de debates para fazer uma profunda reflexão a respeito dos cenários que se desenham para os próximos anos.

E como o nosso mercado está intrinsicamente ligado ao exercício da visão de futuro, escolhemos o tema Visão do Mercado Segurador em 2025 como norte para os painéis temáticos.

Mais uma vez, a Conseguro contará com a participação de importantes formadores de opinião para debater temas fundamentais do cenário socioeconômico, como o Brasil na próxima década, a transformação no perfil do consumidor, perspectivas para a saúde suplementar, integração às redes sociais e aos canais digitais, impacto das alterações climáticas na economia, além das mudanças no processo de comercialização de produtos de vida e de previdência.

Não há dúvida de que o mundo em que vivemos está cada vez mais ágil e dinâmico. Os próximos 12 anos chegarão bem depressa e com muitas transformações que certamente serão ainda mais aceleradas do que nos últimos 12 anos.

Para se ter uma ideia, há 12 anos tínhamos 500 milhões de assinantes de celulares e o aparelho mais vendido era o motorola, hoje alcançamos mais de 5 bilhões assinantes. Já a Internet era acessada por 250 milhões de pessoas. Até o final de 2013, esse número deverá atingir 2,7 bilhões de usuários em todo o mundo.

Há 12 anos também ocorreu o lançamento do iPod, que mudou a forma de armazenar e ouvir música e que antecedeu o iPhone. O iPod evoluiu bastante neste período chegando a 275 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

Além disso, naquela época, todos queriam ter aquela TV de 29 polegadas que era muito pesada e ocupava um grande espaço nas estantes, para acompanhar melhor todos os detalhes da novela das oito: “O Clone”. O carro mais vendido era o Gol, e a indústria licenciava anualmente apenas a metade da quantidade atual.

Olhando para o mercado segurador, em 2001, lembramos que o VGBL começava a se destacar no setor de Previdência tornando-se neste período um produto importante para o crescimento do segmento no país.

Este era o nosso cenário. Este era o nosso país.

Assim, prevendo que teremos nestes próximos anos transformações tão relevantes quanto tivemos neste passado recente precisamos nos preparar para aproveitar da melhor forma possível as oportunidades.

Precisamos nos preparar para transformar as informações que receberemos e as experiências que teremos em aprendizado e em conhecimento.

Conhecimento para lidar com os novos canais de diálogo com o consumidor que se apresentam. Conhecimento para reduzir a distância entre as empresas e o seu mercado. Conhecimento para estabelecer maior aproximação entre a indústria de seguros, as três esferas de Governo, órgãos reguladores e de defesa do consumidor. Conhecimento para, / acima de tudo, modelar soluções em produtos e serviços que ajudem a proteger ainda mais o patrimônio, a saúde e o futuro dos brasileiros.

As seguradoras já acompanham as novas tendências, adequando a forma de subscrever, gerar, transferir riscos e reduzir perdas.

Mas os novos tempos, sem sombra de dúvida, exigirão outra velocidade em relação à governança e no modo como nos relacionamos com o mundo. E é o próprio consumidor quem balizará o comportamento das empresas, sobretudo no que diz respeito à ampliação dos canais de comunicação, com grande destaque para o cenário trazido pelas novas mídias.

Em 2025, o Brasil se destacará ainda mais na economia mundial e a população brasileira, por sua vez, ultrapassará 218 milhões de pessoas.

Nosso setor aumentará significativamente sua participação na economia do país, tendo um papel ainda mais relevante para apoiar e dar condições ao desenvolvimento do Brasil.

O mercado segurador caminhará para a diversificação de produtos e serviços em regiões consolidadas, como a Região Sudeste, e também se expandirá em áreas em que atualmente ainda temos pouca penetração, como as regiões Norte e Nordeste, que já apresentam indicadores promissores de crescimento.

O desenvolvimento de produtos diferenciados para atender a um número cada vez maior de brasileiros será uma de nossas grandes missões.

Nesse sentido, são grandes as expectativas em torno da regulamentação do seguro popular de automóvel e do VGBL saúde, assim como na simplificação de regras e procedimentos que permitam acelerar a evolução do seguro no país.

É fato que o desempenho das empresas de seguro tem sido impactado diretamente pela evolução social, demográfica e tecnológica do país ao longo dos anos. Com base nesses indicadores históricos e, supondo a manutenção do atual cenário socioeconômico, que a CNseg estima os resultados para 2025, conforme vocês puderam acompanhar nos telões.

Neste cenário, a indústria de seguros contribuirá de forma decisiva no atingimento dos resultados estimados, principalmente com relação ao crescimento da poupança interna do país.
Há muito trabalho a ser feito. Estou certo de que a harmonia entre os agentes do mercado será fundamental para que tenhamos um futuro promissor, e que possamos alcançar e até superar as perspectivas traçadas para 2025.

Precisamos potencializar ainda mais a relação entre a indústria de seguros e o governo, que será primordial para o benefício da população, do mercado de seguros e do país.
Devemos buscar uma indústria de seguros cada vez mais integrada e fortalecida, orientada para as novas relações de consumo, com transparência e informação.

O amanhã, sem dúvida, cabe a nós.
Bom evento a todos !

Veja o que pensam alguns dos CEOs de seguradoras sobre 2025

Veja algumas visões dos executivos das seguradoras do Brasil sobre como as companhias chegarão em 2025 e o que estão fazendo hoje para que as projeções se transformem em realidade.

fabio luchettiFabio Luchetti, presidente da Porto Seguro – Acreditamos que o caminho é continuarmos atentos às múltiplas necessidades dos clientes. O consumidor que pensa em fazer um seguro pode ser o mesmo que cogite entrar em um consórcio para adquirir bens, procura benefícios associados ao cartão de crédito, busque um prestador de qua lidade para realizar serviços esporádicos. Enfim, em um futuro que se apresenta dinâmico, as necessidades também são dinâmicas e é preciso atendê-las com igual dinamismo. A rentabilidade será consequência dessa “visão conjunta” que as empresas precisam, cada vez mais, adotar. A principal estratégia em vigor hoje e que continuará a ser válida para os próximos anos ultrapassa o viés orçamentário, sempre sujeito às oscilações do mercado (o que poderia comprometer um prognóstico 100% acertado para 2025). Acreditamos que a política e prática da Porto Seguro em atender a todos com empatia, proximidade e genuÍ no interesse continuarão a ser fundamentais para consolidar a posição da empresa e impulsionar o seu crescimento no futuro, pois são valores atemporais. Tudo pode mudar – produtos, serviços, tecnologias, etc. – mas, no final das contas, o cliente sempre priorizará a qualidade aliada a um atendimento gentil e eficaz.

Edward-Lange_presidente-da-Allianz-Seguros_redEdward Lange, presidente da Allianz Seguros

A Allianz Seguros faz parte de um grupo com 122 anos de história. Tem uma trajetória de crescimento contínuo e sustentável e pretendemos continuar no mesmo caminho até muito além de 2025. O Brasil tem um potencial enorme para o setor. Uma nova classe média, com maior poder de compra e baixa penetração de produtos de seguros, além de ascensão social em todas as camadas da população. As projeções para o mercado são excelentes a longo prazo, pois um consumidor que ingressa hoje no setor de seguros vai, em 10 anos, apostar em produtos mais completos. Há toda uma recomposição estrutural acontecendo para atender este novo cliente: conectado à internet, rápido tomador de decisão e muito bem informado. Em relação à rentabilidade no futuro, o sucesso das seguradoras dependerá muito mais de resultados técnicos e eficiência operacional, já que a evolução do setor aponta para a sofisticação dos produtos, que aliado às mudanças climáticas e as ferramentas de gerenciamento de risco devem pressionar a margem de lucro per capita das companhias. Ou seja, o sucesso das seguradoras será garantido, cada vez mais, pelo gerenciamento cirúrgico das carteiras e o controle de gastos.

Todas as estratégias de expansão da Allianz Seguros, de hoje até 2025, estão baseadas no investimento em tecnologia, pessoas e processos, pois esta é a base para o aumento da produtividade e o crescimento sustentável. A AdvanZ é a nova plataforma tecnológica da Allianz, e que abrange um conjunto de infraestruturas de hardware, software, aplicações e processos. Foram investidos cerca de 50 milhões de euros no projeto, que já está sendo implementada e entra em funcionamento nos próximos meses. O principal benefício com a tecnologia será o ganho de eficiência: a alta no volume das transações da seguradora será absorvida pela plataforma, sem a necessidade de aumentar as despesas operacionais. Já em relação ao investimento em capital humano, podemos nos orgulhar de sermos umas das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, segundo o mais recente ranking do Great Place to Work (GPTW). As pessoas são a maior riqueza de uma companhia e valorizá-lo é essencial. Pensando nisto agimos e conseguimos a redução do turnover de colaboradores da Allianz no ano passado.

Swiss Re IvanIván González, Head da Swiss Re Corporate Solutions para a América Latina

Nosso objetivo é chegar em 2025 como uma companhia líder no mercado brasileiro, com uma marca forte e confiável, reconhecida por oferecer produtos inovadores e serviços de qualidade. Uma seguradora global e multilinha, experiente e preparada para atender as médias e grandes corporações em todas as suas necessidades de gestão e transferência de riscos. Nosso objetivo é desenvolver relações de longo prazo, oferecendo não só produtos padronizados, mas também desenvolvendo, em parceria com nossos clientes, soluções customizadas que possam segurar seus novos projetos. Para nós, é muito importante manter a rentabilidade e crescer de maneira sustentável e, por isso, continuaremos com a disciplina na subscrição dos riscos. Nossa solidez financeira e a grande capacidade para aceitação de riscos continuarão sendo parte integrante de nossa proposta de valor ao mercado brasileiro.

O Grupo Swiss Re investiu na compra da antiga UBF, uma companhia especializada em Garantias e Seguros Rurais. Após a fase de integração da companhia à Swiss Re Corporate Solutions global, passamos a investir na abertura de novas linhas de negócios, como Patrimonial, Responsabilidade Civil, Engenharia, Marine, dentre outras. O objetivo é tornar-se uma seguradora multilinha. Iniciamos efetivamente em 2013 a operação dessas novas linhas no país e, em 2014, continuaremos a investir na ampliação da carteira – de maneira a obter maior participação dessas novas linhas no faturamento total da companhia no Brasil -, na revisão e melhoria dos processos internos, bem como dos serviços oferecidos aos clientes. Além disso, estabelecemos metas para fortalecer nosso posicionamento como especialistas em Garantias e Seguros Rurais. Fizemos também uma parceria com o Solar Impulse, em nível global, para demonstrar que temos expertise para trabalhar com riscos complexos e que apoiamos os projetos inovadores – somos a seguradora oficial do Solar Impulse.

jose ribeiro generaliJosé Ribeiro, CEO da Generali

A Generali pretende chegar a 2025 com uma gama de produtos totalmente flexíveis e abrangentes, acessíveis a todas as classes sociais. Como exemplo, serviços de pós-venda altamente customizados e fáceis de serem acessados, além de tecnologias aproveitando ainda mais os devices móveis (celulares; tablets e etc). Esperamos que nossa rentabilidade esteja de acordo com as metas do grupo olhando sempre em uma ótica de longo prazo. Ou seja, o nosso principal objetivo é ser a seguradora da qual todas as pessoas, que tenham vocação especial para seguros, queiram trabalhar. Nosso maior ativo será sempre a qualidade e o compromisso das pessoas.

Para chegar nos objetivos traçados em 2025, investiremos, a partir de 2014, em novas plataformas tecnológicas e na introdução de novos processos. Finalizaremos nosso novo modelo de CRM e, no caso de seguro auto, por exemplo, introduziremos inúmeras inovações com a utilização de chips inteligentes, nos veículos, para melhor definir o perfil de nossos clientes, visando prestar melhores serviços e mais pro-atividade no atendimento.

helder molinaHelder Molina, Presidente da Mongeral Aegon – Nos últimos cinco anos, registramos um crescimento médio de 25% ao ano. Temos perseguido essa meta, com o objetivo de estar entre as cinco maiores seguradoras independentes do mercado. Para isso, o foco da Mongeral Aegon para os próximos anos está na entrada no segmento digital. Nenhuma companhia que não esteja voltada com o olhar para o segmento digital chegará bem em 2025. Afinal, o número de brasileiros que utilizam a internet já passou 100 milhões e, segundo relatório da E-bit, até o final de 2013, espera-se um crescimento de 25% do comércio eletrônico no Brasil. Em termos de produtos, buscamos desenvolver soluções capazes de atender, com simplicidade, às necessidades das pessoas para os três riscos sociais: morte prematura, invalidez e aposentadoria. As pessoas têm que ter consciência do que estão comprando e que suas necessidades estão cobertas. A estratégia da Mongeral Aegon para os próximos anos está focada, de um lado, na ampliação dos canais digitais para relacionamento com clientes e parceiros de negócio. E, de outro, na ampliação dos canais atuais de venda, que conta, atualmente, com 55 unidades em todo o país. Acabamos de lançar o primeiro site no Brasil para a comercialização de seguros de vida e previdência privada 100% online, com certificação digital. E temos o desenvolvimento de produtos e serviços de forma simplificada, facilitando também o entendimento das pessoas sobre o setor.

pablo barahonaPablo Barahona, CEO da Liberty Seguros

A visão da Liberty para 2025 é a de oferecer atendimento, serviços e produtos excepcionais a nossos clientes e corretores. Faremos isso através da utilização de processos e tecnologias simples e ágeis, de uma marca forte e atuação responsável frente a sociedade e de um foco grande no engajamento de nossos funcionários.
Em 2014, teremos projetos importantes que nos colocam no caminho desta visão de longo prazo, como uma ampla estratégia de relacionamento com clientes e corretores, novos processos de gestão que promovem a inovação, programas desenvolvimento de talentos e líderes, expansão do trabalho social do programa Sinal Livre e a execução do nosso plano de construção de marca como a Seguradora Oficial da Copa.

acacio queirozAcácio Queiroz, CEO da Chubb – Chegaremos com a mesma filosofia que permanece há mais de um século, atuando em segmentos específicos, dando mais ênfase à performance/resultado do que ao market share, e fazendo valer o seu espírito de criatividade e inovação, crescendo tanto quanto possível, sem sacrificar as margens de lucratividade. O único fato que pode trazer algo diferente é a expansão geográfica, a qual vem se dando continuamente nos últimos 5 anos e seguirá ocorrendo para os anos vindouros. É importante mencionar também que dentro da filosofia da Chubb, a retenção e desenvolvimento de talentos são primordiais.

6ª Conseguro: faturamento de R$ 768 bilhões em 2025

conseguro mesa aberturaCabe a nós, Esse é tom da 6ª Conferência de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Conseguro), maior evento do mercado de seguros, promovida pela CNseg, que começou hoje e se estende até amanhã. Tudo vai mudar, segundo a abertura do mundo. E depende de cada um.

O Brasil é a sétima economia do mundo e em 2025 será a quinta. Pequenas ações podem se transformar em grandes feitos. A intenção dos executivos da indústria de seguros é grande. Veja abaixo algumas projeções, que demonstram oportunidades e desafios para todos os envolvidos.

Em 2025 o Mercado Segurador pode chegar a representar 7% do PIB brasileiro, de R$ 11,1 trilhões. Atualmente, o Mercado representa 6% do PIB (2012).

Entre 2013 e 2025, o mercado poderá crescer, em média, 1,8% acima do PIB.

A arrecadação do mercado segurador pode chegar à R$ 768 bilhões em 2025, representando um crescimento anual nominal médio de 17% entre 2013 e 2025. Em 2012, o Mercado arrecadou R$ 253 bilhões.

A arrecadação anual do setor de saúde suplementar mais do que dobrará, podendo alcançar R$215,5 bilhões em 2025. Em 2012, este valor foi equivalente a R$ 95,9 bilhões.

O segmento de saúde suplementar deverá pagar em 2025 cerca de R$ 185 bilhões de indenizações. Em 2012, este valor foi equivalente a R$ 80 bilhões.

Em 2025, teremos 16 milhões de residências seguradas. Em 2012, foram 12 milhões de residências.

Estima-se que em 2025 o segmento de vida e previdência pagará cerca de 27 bilhões em indenizações. Em 2012, este segmento atingiu R$ 12 bilhões.

Os resgates em capitalização podem chegar a R$ 36 bilhões em 2025, mais do que o triplo observado em 2012. Em 2012, este valor atingiu R$11 bilhões.

Em 2025, o Brasil poderá ser a 5ª maior economia do mundo, à frente de Alemanha, Reino Unido e França. Atualmente, é o 7o maior país.

Valor Econômico destaca crescimento chinês do mercado segurador

valor arteO ritmo de crescimento chinês do mercado segurador- o setor saiu de 0,8% do PIB para 5,7% em uma década- está entre os destaques de um caderno especial publicado pelo jornal Valor Econômico nesta terça-feira. A previsão é de que o mercado, que arrecadou R$ 253 bilhões em 2012, salte para R$ 768 bilhões em 2025. O especial trata da incursão da nova classe média ao seguro, dos primeiros passos dos microsseguros, da recente volatilidade da previdência privada e da competição do resseguro.

Leia a íntegra da abertura do Caderno

O desenvolvimento de um mercado de seguros de longo prazo é fundamental para suportar o crescimento sustentado da economia. E vice-versa. Esse é o mantra que move os executivos do setor, que preparam suas companhias para chegar em 2025 capitalizadas e rentáveis. Eles investem para que a indústria saia do patamar de R$ 253 bilhões em arrecadação registrado em 2012 para R$ 768 bilhões em 2025. Isso significa um crescimento anual nominal médio de 17% no período. “Se existe algo no Brasil que cresce como a China é seguro. Saímos de uma representação de 0,8% no PIB para 5,7% em uma década”, diz Marco Antonio Rossi, presidente da Confederação das Seguradoras, a CNseg.

Esse avanço será possível com a mudança já em curso. O foco passou do produto para o cliente na maioria das companhias. “A principal estratégia hoje, e que continuará válida para os próximos anos, ultrapassa o viés orçamentário, sempre sujeito às oscilações do mercado. Tudo pode mudar – produtos, serviços, tecnologias, etc. – mas, no final das contas, o cliente sempre vai priorizar a qualidade aliada a um atendimento gentil e eficaz”, afirma Fabio Luchetti, presidente da Porto Seguro.

Isso significa uma grande mudança para um setor que até pouco tempo atrás tinha preços tabelados. A venda de seguros pessoais, para bens como carro e residência, planos de saúde e odontológico, e também proteções financeiras, como vida, previdência e responsabilidade civil serão os grandes propulsores desta indústria, com ativos superiores a R$ 300 bilhões.

Riscos corporativos são considerados na projeção para 2025. “Melhorar a infraestrutura é crucial e isso trará muitas oportunidades para o mercado de resseguros”, diz Marco Antônio de Simas Castro, presidente do escritório local do Lloyd’s of London, principal mercado de seguros do mundo. A expectativa é de que os leilões de concessões de aeroportos, ferrovias e rodovias atinjam valores segurados de R$ 47 bilhões, o que representaria vendas de seguros próximas de R$ 720 milhões, considerando-se apenas os de garantia e de engenharia. A aposta do setor de seguros é de que em 2025 o Brasil poderá ser a 5ª maior economia do mundo, à frente de Alemanha, Reino Unido e França. Atualmente, é a 7ª.

Os dados relatados fazem parte da organização do principal evento das seguradoras, que acontece dias 22 e 23 de outubro, em Brasília. A Conseguro chega à sua sexta edição com um tom bem diferente dos eventos anteriores. Nada mais de mudança de arcabouço regulatório, fusões e aquisições, abertura do resseguro ou desenvolvimento de canais alternativos de vendas. A discussão agora é: “O cliente quer comprar seguro. Descubra qual produto ele quer, em qual canal quer ser atendido, quanto pode pagar e como quer fazer o pagamento”.

“Não tenho dúvida de que os esforços das seguradoras e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que recentemente regulamentou a venda de seguro por meios remotos, irá elevar o consumo per capita de seguros do Brasil para um patamar mais condizente com o tamanho da economia, mediante a oferta de produtos e serviços inovadores, com preços acessíveis”, diz Rossi.

Os estrangeiros também mantêm firme a aposta no Brasil. Segundo projeções da maior resseguradora do mundo, a Munich Re, o Brasil galgará sete posições até 2020, deixando de ser o 15º maior mercado mundial para ser o 8º. A empresa tem interesse em vários nichos do mercado local, principalmente projetos de infraestrutura, proteção financeira para riscos climáticos e agronegócios.

O olhar de longo prazo considera que a economia apenas deu uma derrapada neste ano, o que gerou uma deterioração dos principais indicadores. A tábua de salvação tem sido a manutenção do nível de desemprego em um dos patamares mais baixos da história. Mas isso só não basta. É preciso elevar a renda. Em 2012, o PIB per capita do Brasil foi de US$ 11,8 mil e o dos Estados Unidos, de US$ 49,9 mil, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

É por acreditar na melhoria geral da conjuntura que os investimentos continuam. A Zurich aporta US$ 100 milhões no período de três anos em tecnologia e pessoas para estar entre os cinco maiores grupos em 2025. “Contamos com a premissa de que a renda média do brasileiro, que hoje representa 25% do ganho do americano, passe para 40%. Já é um bom indicador de que haverá dinheiro para comprar seguro e poupar para o futuro”, acrescenta Richard Vinhosa CEO da área de vida e previdência da Zurich.

A Liberty também aposta em tecnologia e pessoas. “O plano é chegar a 2025 com a oferta de atendimento, serviços e produtos excepcionais a nossos clientes e corretores”, diz Pablo Barahona, CEO da Liberty Seguros.

Segundo o consultor Flávio Faggion, o setor de seguros, previdência aberta e títulos de capitalização cresceu 15% em vendas, para R$ 114 bilhões, até agosto, comparado ao mesmo período de 2012, e mais R$ 50 bilhões em planos de saúde e odontológicos até junho. “No entanto, agosto é o 3º mês consecutivo em que o VGBL tem crescimento negativo.”

Saúde suplementar tem lucro maior

O ano tem sido de bons resultados para o setor de saúde suplementar. O lucro líquido das companhias chegou a R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre, o que representou 3,5% sobre o faturamento de R$ 50,1 bilhões. O retorno médio sobre o patrimônio líquido foi de 11%. As operadoras de planos odontológicos registraram o maior percentual, de 29%. Trata-se de um resultado acima do obtido no ano passado, quando o ganho anual alcançou R$ 2,9 bilhões e 3,1% dos R$ 98 bilhões desembolsados pelos beneficiários das oito modalidades de empresas envolvidas na venda de planos de saúde e odontologia. Em contrapartida, as operadoras devolveram R$ 79,4 bilhões (82% dos valores arrecadados) em eventos médicos e odontológicos, segundo estudo da consultoria Siscorp.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), há no Brasil 48,6 milhões de pessoas com planos de saúde e 18,6 milhões com planos odontológicos. “Saúde suplementar representa metade do faturamento da indústria de seguros. Enquanto se vende praticamente R$ 100 bilhões em planos de saúde, todos os seguros (carro, casa, empresariais, riscos financeiros, vida e previdência) movimentam os outros R$ 100 bilhões”, enfatiza Marcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde e da Federação Nacional das Empresas de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 das 29 operadoras de saúde.

Segundo Coriolano, as associadas foram responsáveis por 371 milhões de procedimentos em 2012. O desembolso para arcar com esses eventos somou R$ 30,1 bilhões. O fato, porém, é que saúde privada está entre as principais queixas do consumidor, assim como entre os principais anseios da população. Pesquisa realizada pelo Datafolha, contratada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em 2013, revela ser o plano de saúde o terceiro desejo da população, logo após educação e a casa própria.

Apesar das dificuldades, trata-se de uma indústria que vem chamando a atenção de investidores. A aposta é que haverá uma nova onda de consolidação do segmento, que conta com 1,5 mil operadoras responsáveis pela oferta de mais de 55 mil planos de saúde. Entre janeiro e julho, a consultoria PwC registrou dez transações na área de saúde.

A compra de 90% da Amil pela americana United Health, em uma transação de quase R$ 10 bilhões, em 2012, despertou os investidores sobre o potencial ganho que este mercado, mesmo fortemente regulado pelo governo, pode proporcionar. Semana passada a Bradesco Saúde anunciou que passou a deter 50,1% da Odontoprev, maior operadora de planos dentais da America Latina e parceira do concorrente Banco do Brasil na Brasildental. (DB)