Depois de muitos comentários, que até hoje circulam nos bastidores de seguros, a IstoÉ deu uma notinha sobre as especulações sobre a venda da carteira de grandes riscos do Itaú, que no passado esteve com o grupo XL. Interessados há. O que falta é fechar o negócio. Entre outros candidatos que são citados pelos executivos o mais forte era a Zurich. Mas nada foi concretizado. Quem sabe a presença de executivos de peso da matriz da Allianz no Brasil nesta semana seja para esse fim. Aguardemos, pois as empresas afirmam não comentar rumores!
Saiu na IstoÉ: Allianz comprando carteira de grandes riscos da Itaú?
Microsseguros: potencial de US$ 40 bilhões no mundo
O principal presente para comemorar os 40 anos do microcrédito no Brasil foi aliar o microsseguros ao projeto de inclusão financeira. Essa é uma das revelações do lançamento da publicação “Microfinaças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil”, pela Câmara Temática de Finanças Sustentáveis do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
Cerca de US$ 25 bilhões são operados pelo setor de microfinanças no mundo, capazes de atender a 100 milhões de clientes, que representam apenas 10% da demanda total, por meio da ação de cerca de 10 mil instituições, com natu- reza e qualidade heterogêneas. Microcrédito é o crédito de pequeno valor fornecido por instituições financeiras ou organizações a pessoas físicas e jurídicas. Microfinanças são uma das soluções para o problema da falta de acesso das camadas mais pobres aos produtos e serviços financeiros. O termo é uma evolução do conceito de microcrédito, englobando também os demais serviços financeiros que podem ser fornecidos pelas instituições, incluindo não só o crédito, como também poupanças, microinvestimentos e o microsseguro.
No Brasil, apesar do primeiro registro de microcrédito ter quatro décadas, as operações financeiras voltadas para a população mais carente só começaram a ganhar corpo nos últimos dois anos com incentivo recente do governo. O Banco Central prevê, desde 2011, o direcionamento de no mínimo 2% dos saldos dos depósitos à vista captados pelas instituições financeiras para operações de crédito destinadas à população de menor renda.
“O nosso objetivo foi fazer um diagnóstico, mostrar o potencial de crescimento e apontar alguns gargalos que precisam ser solucionados para ampliar a viabilidade financeira desse modelo de negócios, garantindo que os benefícios sejam expandidos a todos os envolvidos no processo”, disse Marina Grossi, presidente do CEBDS. Está claro para toda a equipe que as instituições financeiras precisam de um segundo momento para focar as discussões nos gargalos detectados neste estudo e assim traçar novas estratégias. Ficou claro também que o seguro é uma forma efetiva de manter as pessoas que ascenderam para as classes C e D no patamar social conquistado nos últimos anos.
A CNseg comecou a estudar microsseguros em 2006 e a primeira constatação foi que a vulnerabilidade das pessoas das classes C e D faz o seguro um instrumento importante, pois traz proteção, conta Maria Elena Bidino, diretora da CNseg. “Nós do mercado segurador temos um olhar muito otimista para o microsseguros e esta publicação mostra que os setores estão progredindo. Há muito a fazer, mas estarmos no caminho certo. Precisamos nos aproximar para que esta troca possa ajudar o setor e à população”, comentou durante o talk show realizado nesta terça-feira para o lançamento do estudo, na nova sede da Allianz. Segundo projeções da CNSeg, o setor tem potencial para fechar o ano com R$16,49 milhões em prêmios e quintuplicar esse montante em 2016.
Ueliton Rolim, do Santander Microcrédito, que há 14 anos atua com microcrédito, afirma que o grande desafio de todos é ter uma maior interação para poder atender a uma imensa parcela da população. “Estamos falando de pessoas que sempre trabalharam atendendo famílias e empresas. Agora elas, que sabem o que é satisfazer o clientes, querem ser bem atendidas”, afirmou o agente de crédito do Santander, banco atingiu o ponto de equilíbrio da operação há apenas dois anos, após doze anos de tentativas entre acertos e erros em projetos de inclusão financeira.
Hoje o Santander conta com 300 mil clientes, com tíquete médio de crédito de R$ 2 mil, e já atingiu a marca de R$ 2 bilhões em microcrédito concedidos nos 14 anos de operação, informou Rolim. Segundo o Satnander, a adimplência é da ordem de 95% e o indicador de inadimplência para mais de 90 dias está na casa dos 2%. O Banco Central informa que a taxa média de mercado é algo em torno de 5%, o que confirma o bom direcionamento e a relação de confiança com os clientes.
De acordo com o agente de crédito, a parte mais sensível e trabalhosa é o atendimento pós crédito. “Se esse trabalho não for feito é como dar um tiro no pé. O crédito é dado a um cliente com base apenas na apresentação de CPF, RG e comprovante de endereço. Se não houver o contato com o cliente, ele pode sequer receber o boleto para pagar a dívida”, informou.
Além de ressaltar a importância do investimento na educação financeira dos agentes, Rolim destacou a contenção de custos como prioritário para ter uma operação de microcrédito no azul. “Tem de ter escala e agentes de credito preparados para ter eficiência por se tratar de uma operação marcada pelo baixo custo. “É preciso investir no agente de crédito para levar o produto ao cliente”, frisa o agente de crédito do Santander.
Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral, que conduziu o talk show, afirmou que a não interatividade entre as principais instituições e agentes envolvidos no microcrédito e microsseguros pode levar o pais ao fracasso. “Uma estrutura mais eficiente de microcrédito e microsseguro evita o vôo de galinha, ou seja, o sobe e desce da economia, um ciclo nefasto para a consolidação dos empreendedores. O grande sonho de uma instituição de ensino como a Dom Cabral é que o mercado financeiro seja o grande palco do avanço desses microempreendedores”.
Questionada sobre qual a função do microsseguro nesse cenário, Maria Elena destacou a importância das instituições financeiras se tornarem parceiras. “O seguro ajuda na mitigação de risco e também no pagamento da indenização para ajudar o cliente a repor um bem perdido com um acidente ou dar apoio à família em caso de perda de um dos membros mantenedor. Sem o seguro, a situação desse microempreendedor será ainda pior do que no início, pois ele estará devendo ao banco”, analisou.
Após se confirmar a importância da parceria entre as instituições, o estudo revela que há muitos desafios. “Sabemos que precisamos ter uma estratégia diferenciada com esse público com pouco ou nenhum conhecimento de seguro. Precisamos aperfeiçoar alguns mecanismo regulatórios e pensar em estratégias diferentes, desde a criação do produto, passando pela linguagem mais adequada para nos comunicarmos com essas classes sociais, até o treinamento de profissionais qualificados para a abordagem do cliente”, enfatiza Maria Elena.
Conforme a Caixa, para o cidadão que é excluído financeiramente, as dificuldades para lidar com dinheiro são maiores, quer seja para receber, guardar, transportar, investir ou simplesmente repassá-lo a terceiros, e os integrantes das classes econômicas D e E têm ainda maior dificuldade para sair da pobreza. O Itaú Unibanco concorda com essas dificuldades, e acredita em “uma concessão de crédito consciente e sustentável para empreendedores de baixa renda, formais ou infor- mais, bancarizados ou não”. O Bradesco reforça ainda que mudanças sociais como a elevação do poder aquisitivo da população brasileira aumentam a necessidade de acesso ao sistema financeiro. Conforme pesquisa do Ibope, são 52,8 milhões de brasileiros acima de 16 anos sem qualquer vínculo bancário em 2013, conta o estudo.
Microsseguro: potencial de US$ 40 bi no mundo – A Allianz, uma das maiores empresas de seguros do mundo, define microsseguros como a proteção contra riscos da vida especificamente para pessoas de baixa renda em países em desenvolvimento e mercados emergentes, com produtos e processos customizados para esse público. A Susep vai além dessa definição, diferenciando seguros populares, que são de pequenos valores mas podem ser adquiridos por qualquer pessoa, de microsseguros, direcionado para necessidades específicas de famílias de baixa renda, informa a publicação.
Esse grupo de pessoas de baixa renda seria representado por aqueles que vivem com mais de US$ 1,25 e menos de US$ 4,00 por dia, totalizando no mundo aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas. Aqueles com menos de US$ 1,25 por dia seriam os extremamente pobres, e devem ser auxiliados por programas sociais, e aqueles com mais de US$ 4,00 poderiam usar os produtos tradicionais de seguro. O microsseguro tem um potencial de US$ 40 bilhões em prêmios por ano.
O estudo ressalta que microsseguros devem garantir premissas: benefícios sociais e benefícios empresariais. Nos primeiros, estão a possibilidade de proteger pessoas vulneráveis por sua condição econômica, possibilidade de expandir a inclusão financeira e proteger lucros e rendas ganhas com grande esforço. O microsseguro permite que o progresso social ocorra com menos riscos. Por outro lado, para os negócios, é o direcionador de inovações, sendo sempre eficiente economicamente, melhora a marca da organização e gera lucros razoáveis, ainda que não sempre significativos. Mais importante, as pessoas beneficiadas com microsseguros que melhorarem economicamente passarão a consumir produtos tradicionais que geram importantes lucros para as organizações.
No Brasil… – Ainda que no Brasil já existissem seguros populares, ou de baixo valor, oficialmente o microsseguro passou a existir em 2012 com a publicação das circulares Susep 439 a 444. Essas normas estabeleceram regras para os produtos de microsseguros, que seriam definidos em função de seu público alvo, que deve ser mensurável e preciso. Conforme o Grupo Bradesco Seguros, os produtos antes das normas eram produtos de seguros com prêmios baixos, mas eram produtos de prateleira, ou seja, nada impedia que fossem adquiridos por pessoas não enquadráveis na categoria de baixa renda
Em 2012, a Susep iniciou a regulação de microsseguros no Brasil e apenas em 2013 os primeiros produtos foram aprovados. A legislação de microsseguro veio modificar os conceitos aplicados na medida em que as empresas passam a ofertar produtos para um público-alvo específico e de acordo com regras feitas tão somente para esse tipo de seguro. Segundo a Bradesco Seguros, “a atuação no mercado de seguros para a baixa renda é uma resposta natural ao espectro de renda que compõe a base de clientes da Organização Bradesco, como pode ser verificado a partir dos relatórios anuais da administração. Adicionalmente, é filoso- fia da Organização Bradesco priorizar o crescimento orgânico e incorporar parcelas da população ainda não formalmente inseridas dentro do mercado financeiro e securitário”.
Antes mesmo da regularização do mercado de microsseguros, alguns bancos e grupos já possuíam produtos voltados para as classes menos favorecidas, como o Primeira Proteção Bradesco, ou o PASI, do Grupo BB e Mapfre. O Primeira Proteção Bradesco, criado em 2010, foi lançado como piloto nas comunidades da Rocinha (Rio de Janeiro) e Heliópolis (São Paulo). A partir daí e até o final de 2012, o volume acumulado de vendas foi superior a 2,15 milhões de coberturas.
O Grupo BB E Mapfre foi um dos precursores com o lançamento do PASI. Desde então, foram lançados outros produtos com essas características, como o CrediAmigo, Agro Amigo, Proteção Financeira, Vida Protegida e Premiada e Conta Protegida Telefônica, entre outros. Mas somente em 2012 o Grupo recebeu autorização da Susep para operar no ramo de microsseguros no território nacional. Nesse momento, foi lançado o Mapfre Decessos Você Tranquilo, destinado inicialmente aos moradores da comunidade do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que, segundo o Censo IBGE de 2000, ocupa o último lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da capital carioca. O BB Microsseguro Proteção Pessoal. Comercializado pelo Banco do Brasil desde maio de 2013, o produto é voltado para clientes com renda até R$ 3 mil.
Segundo o estudo, o Banco do Brasil foi a primeira instituição bancária do mercado a comercializar o produto nos moldes aprovados pela Susep. O Bradesco Seguros foi igualmente pioneiro, a primeira seguradora a ter um produto de microsseguro aprovado pela Susep, o Microsseguro Bradesco Proteção em Dobro, seguro residencial e de acidentes pessoais, acrescido de assistência funeral como adicional. O produto está na fase final de seu piloto em comunidades no Rio de Janeiro e em São Paulo: Cidade de Deus, Rocinha, Rio das Pedras, Santo Cristo e Heliópolis – sendo que o primeiro bilhete foi comercializado na Rocinha em maio de 2013. A comercialização será expandida a agências do Bradesco situadas em áreas de baixa renda em todo o território nacional.
O Itaú Unibanco oferece um seguro para proteger o crédito e a família do empreendedor, semelhante ao oferecido pela Allianz. Caso algum imprevisto como morte ou invalidez permanente total por acidente impeça o microempreendedor de trabalhar, o seguro cobre o pagamento das parcelas restantes, oferece uma assistência funeral e auxílio-alimentação.
Entre os patrocinadores do estudo temos Bradesco, Bradesco Seguros, Santander, Allianz, Banco do Brasil, Mapfre, Caixa, Itaú e governo federal. O estudo completo pode ser acessado no link http://www.cebds.org.br/media/uploads/microfinaças.pdf
Brasil Assistência lança serviços para facilitar a organização da vida pessoal dos clientes e incentivar práticas saudáveis
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A Brasil Assistência, multinacional de seguros, resseguros e serviços, acaba de lançar quatro novos produtos de assistência aos clientes – a “Orientação Médica por Telefone”, o “Alerta Vencimento de Documentos”, a “Orientação Personal Organizer” e a “Orientação Personal Fitness”. Os serviços atendem a necessidades da chamada “vida moderna”, em que hábitos saudáveis, economia de tempo e dinheiro e acesso a informação de qualidade são aspectos essenciais do dia a dia das pessoas.
“O excesso de atividades leva muitas pessoas a deixarem em segundo plano os afazeres da vida pessoal e até mesmo a saúde. São quatro serviços que agregam qualidade à vida moderna, tão repleta de compromissos”, afirma João Ayres, Gerente de Marketing e Produtos da Brasil Assistência. “Além disso, ampliam e sofisticam nosso portfólio e agregam mais valor ao mercado de seguros e assistência como um todo.”
A Orientação Médica por Telefone é um serviço por meio do qual profissionais de saúde oferecem aos clientes, via telefone, aconselhamento seguro sobre questões médicas e acesso a informações sobre diagnósticos e exames, esclarecendo dúvidas e dando melhor encaminhamento à procura por hospitais e prontos-socorros, reduzindo também os atendimentos nesses locais.
O serviço oferece orientação sobre preparo para exames, esclarecimento de dúvidas sobre diagnósticos e exames e indicação dos especialistas adequados para cada caso, evitando consultas desnecessárias. Também fornece instrução objetiva sobre procedimentos em situações adversas envolvendo saúde e orientações em primeiros-socorros. O atendimento é feito por profissionais especializados, que estão preparados, inclusive, para dar orientação prática em situações críticas.
O Alerta Vencimento de Documentos funciona com um banco de dados armazenados na empresa, a partir do qual o serviço envia mensagens de SMS aos clientes ou entra em contato por telefone alertando sobre a proximidade de vencimentos de documentos. Entre os documentos estão: carteira de identidade, passaporte, título de eleitor, garantia de fábrica do veículo, vistos, licenciamento, apólices de seguros etc.
A Orientação Personal Organizer é um serviço de consultoria técnica para organização residencial e disposição de mudanças que proporciona praticidade e agilidade. Os serviços contemplados na cobertura vão desde a organização de ambientes de home office até o fornecimento de kit de etiquetas e identificadores para caixas, cabos, quadro de força e outros ambientes. A organização de cômodos como cozinha e dispensa também está considerada no pacote.
O serviço de Orientação Personal Fitness consiste no atendimento telefônico para informação sobre manutenção da saúde, para uma prática consciente de exercícios e hábitos mais saudáveis. Com a Orientação Personal Fitness, o cliente tem à sua disposição serviços como indicação de sites e bibliografias relacionados à atividade física, informação sobre o calendário das atividades físicas, indicação sobre restaurantes naturais e informações sobre alimentos que podem ser consumidos pós-atividades físicas, de acordo com o treino realizado pelo usuário. O serviço também dá dicas para um melhor condicionamento físico e sugestões diversas para sair do sedentarismo.
Sobre a Brasil Assistência
Com mais de 20 anos de atuação no país, a Brasil Assistência faz parte de um grupo multinacional de Seguros, Resseguros e Serviços com presença direta em 43 países e líder mundial na prestação de serviços de Assistência e Riscos Especiais. Desenvolve produtos personalizados em diversos segmentos como montadoras, entidades financeiras, seguradoras e companhias de turismo. Sua carteira é composta por mais de 100 clientes corporativos e 27 milhões de usuários no Brasil, com mais de um milhão de atendimentos por ano.
A empresa foi recentemente premiada no Prêmio Melhores do Seguro 2013, na Categoria Assistência 24hs, pela Excelência no Atendimento ao cliente. Com rede de assistência própria no Brasil e presença em mais cinco continentes, possui em seu portfólio a linha de Serviços de Assistência (Pessoas e Famílias, Auto, Residência), Gestão de Processos e Serviços (Gestão de Sinistros, Call Center, Gestão da Qualidade, Retenção e Endosso), Assistência Viagem (Receptivo, Nacional e Internacional) e Riscos Especiais.
A Brasil Assistência é certificada pela ABS Quality Evaluations Inc. na ISO 9001 versão 2008 e conta com uma estrutura que possibilita atender a expansão da prestação de serviços de assistência no Brasil e a operacionalização de novos contratos comerciais com um alto padrão de qualidade.
APTS discutirá o incremento de receita para o seguro gerado por grandes obras
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As grandes obras de infraestrutura já em curso e outras previstas pelo governo e iniciativa privada para os eventos esportivos mundiais – Copa do Mundo e Olimpíadas –, além do PAC e a exploração de petróleo no pré-sal, estão movimentando a economia e, consequentemente, o setor de seguros. Mas, resta saber qual será, de fato, o impacto desses grandes riscos para o mercado de seguros. Haverá incremento de receita para os principais agentes do setor (resseguradoras, seguradoras e corretores)? O mercado dispõe de coberturas de seguros adequadas para esses eventos?
Estas e outras questões serão respondidas no Debate do Meio-Dia da APTS “Incremento da receita de seguros por conta de novos Eventos”, marcado para 31 e outubro, na sede da entidade, em São Paulo. O diretor de Eventos da APTS e coordenador do debate, José Cesar Caiafa Junior, também diretor da Flex Corretora de Seguros, convidou três especialistas da área: José Marcelino Risden, da Berkley Brasil; Luiz Pestana e Paulo Hayakawa, ambos da Terra Brasis; e Carlos Barros de Moura, da Barros de Moura Corretora de Seguros.
Inscrições: pelo telefone: (11) 3227 4217, 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br. Investimento: R$ 50 (incluso lanche). Associados da APTS têm participação gratuita. Patrocinadores: participações gratuitas.
Local: Sede da APTS – Endereço: Largo do Paissandu, 72, conj. 1704. – 17º andar – Centro – São Paulo (SP). Horário: 12h às 12h30 – Serviço de lanche (Buffet) – 12h30 às 13h30 – Apresentação do debate.
Aconseg-RJ faz reunião e adia decisão da criação do SindiAconseg
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A reunião da Aconseg-RJ teve como principal tema a minuta de resolução do CNSP/SUSEP, que foi alterada. As assessorias saíram do artigo 16, onde estavam juntas com os agentes e passaram para o artigo 17 na condição de “representantes”.
O assunto é polêmico. Alguns especialistas dizem que nada mudou, outros que a distinção foi apropriada, mas que a categoria representante não consta do Código Civil, conforme constam os agentes.
A assembléia aprovou, por unanimidade, que uma nova consulta e parecer deverão ser obtidos junto ao advogado Luis Felipe Pellon, titular do escritório Pellon & Associados, considerado o mais gabaritado do País e que vem acompanhando o caso e assessorando a Aconseg-RJ.
Ao contrário da primeira minuta, a segunda ainda não foi colocada em audiência pública para apresentação de sugestões.
Com isso, a votação para a criação do SINDIACONSEG, que vem sendo proposta pelo presidente da Aconseg-RS, Celso Azevedo, com algumas adesões de outras Aconsegs, foi adiada até que a situação da Resolução CNSP/SUSEP seja resolvida. “A assembléia considera esta definição mais importante no momento e, por isso, vamos acatar a decisão dos nossos associados e aguardar”, disse o presidente Olívio Américo.
Na reunião foi anunciada a participação da diretora da Porto Seguro/Itaú/Azul, Solange Zaquem, no próximo “Café da Tarde”, programação recém inaugurada, com sucesso, pela Tokio Marine. “É uma oportunidade de nos reunirmos mais informalmente, sem discursos, apresentações, etc, dos nossos parceiros comerciais. Isso não só agrega valor às nossas operações como nos aproxima”, explicou Américo.
Foi anunciado também o almoço de final de ano da Aconseg-RJ, que será realizado no dia 11 de dezembro, no Clube Comercial. Cada um dos associados poderá convidar dois ou três gerentes parceiros e mais próximos do seu relacionamento.
“Microfinaças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil” será lançado nesta terça pela CEBDS
A Câmara Temática de Finanças Sustentáveis do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) promove lançamento da publicação “Microfinaças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil”, na próxima terça-feira (29), em São Paulo. O evento reunirá cerca de 50 profissionais dos mercados financeiro e segurador para debater os desafios e oportunidades de negócios para atender as classes C, D e E da população.
Hoje há 1 bilhão de pessoas no mundo que poderiam ser incluídas no sistema financeiro e no Brasil também existe um grande potencial, como evidencia a publicação. Segundo dados do Banco Central, um quarto da população brasileira é composta por microempreendedores, que com crédito orientado poderiam fazer crescer seus negócios. Apesar de um cenário favorável, ainda há uma série de dificuldades e peculiaridades regionais que dificultam essa inclusão.
Para discutir o assunto estarão presentes no evento Marina Grossi, presidente do CEBDS; Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral; Ueliton Rolim, do Santander Microcrédito e Maria Elena Bidino, Superintendente de Relações com o Mercado da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).
Inscrições devem ser feitas pelo e-mail cebds@cebds.org.
Serviço – Lançamento “Microfinaças: Microcrédito e Microsseguros no Brasil
Dia: 29/10/2013
Hora: 9h30 às 11h30
Local: Sede Allianz Seguros (Rua eugênio Medeiros, 303, Pinheiros, SP)
Essor Seguros terá o Seguro Garantia de Entrega de Obra, junto a Caixa Econômica Federal, para Programa MCMV
No mês de outubro, foi anunciado na abertura do 85º Enic – Encontro Nacional da Indústria da Construção, a assinatura de um termo de parceria entre a CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção e a Caixa Econômica Federal. Através desta iniciativa, é viável que as construtoras para o Programa Social Minha Casa Minha Vida (MCMV), também terão a possibilidade de contar com o Seguro Garantia de Entrega de Obra desenvolvido pela CBIC e garantida pela Essor Seguros. Permitirá o cumprimento do prazo determinado e ainda possibilita aos consumidores receberem Certificados Individuais, onde constarão as informações do seu imóvel e o prazo da entrega, respeitando todos os prazos pactuados.
A parceria formaliza o compromisso e a credibilidade dos produtos com o consumidor brasileiro. De acordo com Fabio Pinho, Diretor Executivo da Essor Seguros, esta operação foi positiva e trará novas oportunidades de explorar o nicho de mercado no que se refere ao Seguro Garantia de Entrega de Obra no Brasil. “Oferecemos o único produto que garante a entrega do empreendimento ao consumidor brasileiro. O mercado segurador precisa olhar para o consumidor, acima de tudo. Um produto desenvolvido e criado pela CBIC, quem realmente entende do mercado de construções”.
O Programa Minha Casa Minha Vida atualmente possui uma elevada demanda de empreendimentos em atraso. A partir de agora, será possível adquirir uma apólice garantindo a entrega do imóvel, dentro do prazo determinado no contrato.
Corretores de seguros estão satisfeitos com o comissionamento das companhias
A política de comissionamento é o motivo de maior satisfação dos corretores de seguros em relação às companhias seguradoras. Já a precificação dos seguros é motivo de insatisfação. Essas são as principais conclusões da Pesquisa para Melhoria Contínua do Mercado de Seguros – PMC 2013, desenvolvida pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP).
Além desses dois itens, a PMC 2013 colheu a avaliação dos corretores a respeito da eficiência na cotação; eficiência na liquidação de sinistro; padrão de atendimento comercial e, ainda, competência na emissão das apólices. Para cada item pesquisado, os corretores atribuíram graduações na seguinte escala: excelente (10), muito boa (8), boa (6), regular (4) e ruim (2). A tabela abaixo mostra as avaliações gerais.
Veja a nota média obtida em:
Política de comissionamento – 7,3
Eficiência na cotação – 7,1
Competência na emissão das apólices – 7,0
Eficiência na liquidação de sinistro – 6,9
Padrão de atendimento comercial – 6,7
Produtos oferecidos aos segurados – 6,7
Precificação dos seguros – 6,4
Média total – 6,9
De acordo com Mário Sérgio de Almeida Santos, presidente do Sincor-SP, a boa prestação de serviços ao consumidor está diretamente ligada à maneira como o corretor interage com a companhia seguradora. “Os resultados dessa pesquisa nos permitirão propor ações que visam promover o aperfeiçoamento da relação entre os corretores e as companhias seguradoras, cujos reflexos, certamente, se estenderão aos consumidores”, afirma.
Participaram da pesquisa 1.957 corretores, sendo 1.445 sócios do Sincor-SP e 512 não sindicalizados. O número total representa 6% de toda a categoria no Estado de São Paulo. As melhores avaliações foram apontadas nas regiões de Barretos, Nova Alta Paulista e São João da Boa Vista; já as regiões de Assis, Bauru e ABC registraram os maiores índices de insatisfação. “A próxima etapa desta pesquisa será interpretar esses índices, verificar o andamento das operações nos locais com os melhores resultados e, na sequência, levar soluções práticas para as regiões com os piores indicadores”, conclui o presidente do Sincor-SP.
Sai nova regra para a venda de seguros pelo varejo
Olha só o que o Valor online divulgou:
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, aprovou ontem regras para a distribuição de seguros por meio de lojas de varejo, com uma norma específica para o seguro garantia estendida. As normas visam proteger o consumidor e, para isso, colocar essa atividade no varejo sob a tutela da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Antes, a loja que vendia seguros era considerado “estipulante” da apólice, ou seja, representava o cliente perante a seguradora. Pelas novas regras, a loja varejista agora é considerada representante da seguradora, passando a cumprir as regras do setor. O varejista poderá, inclusive, sofrer as penalidades previstas em caso de infrações.
“O varejista hoje se coloca como se fosse um representante dos consumidores, quando na verdade trabalha como um distribuidor do produto, do seguro”, disse Dyogo Oliveira, secretário-executivo interino do Ministério da Fazenda.
A Susep também vai limitar a remuneração do varejo na venda de seguro quando considerar que for excessiva. Segundo o superintendente da Susep, Luciano Santanna, as normas que serão publicadas no “Diário Oficial da União” na semana que vem não trazem percentuais ou estabelecem limites. O que será feito é uma avaliação dos produtos e das remunerações. Se a Susep julga-lá exagerada pode pedir explicações e, no limite, vetar a distribuição do seguro.
Também foi limitado o tipo de seguro que poderá ser vendido no varejo. São eles: garantia estendida, seguro viagem, prestamista (garantia para o pagamento de parcelas em caso de produto financiado), seguro de desemprego ou perda de renda, além dos microsseguros de pessoas (vida), danos (seguro residencial) e previdência.
“Estamos limitando [a venda de seguros no varejo] para esses seguros mais simples ou de baixo valor, que são os microsseguros para garantir que haja informação adequada na venda”, disse Oliveira.
“É um mundo completamente novo, que todos vocês precisam entender e compartilhar”
Privacidade? Esqueça! Todos bisbilhotam tudo e todos. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é acusado de invadir e-mails da presidente Dilma Rousseff e de grampear o celular da Primeira Ministra da Alemanha, Angela Merkel, o que mostra a revolução que a tecnologia trouxe para a vida pessoal e corporativa. A revolução promovida pela tecnologia foi tema da palestra “Distribuição/Canais Digitais”, do jornalista Ethevaldo Siqueira.
Se nem personalidades das nações mais poderosas do mundo estão livres de ter sua privacidade invadida, imagina o consumidor. Este é o ambiente que as empresas precisam entender para ofertar produtos e serviços sob medida. “É um mundo completamente novo, que todos precisam entender e compartilhar”, disse o especialista em mídias digitais para cerca de 500 executivos do mercado segurador.
O grande desafio é saber captar as informações que interessam e interpretá-las diante do grande volume de dados disponíveis na rede. Em 1992, a internet tinha 1 milhão de usuários; em 2012, chegou a 2 bilhões; e a previsão para 2023 é 7 bilhões. “O impacto da internet em nossas vidas será avassalador”, garante o jornalista de 82 anos, conhecedor e adepto das mais modernas tecnologias do mundo virtual.
O Big Data, soma de todos os dados digitalizados, é importante do ponto de vista de negócios para trabalhar dados de várias origens. Em 2012, o volume de dados armazenados nas nuvens superou 3,1 zettabytes – ou o equivalente ao conteúdo de 420 quatrilhões de livros. Desse total, menos de 1% dos dados é analisado e menos de 20% são protegidos.
E os números permanecem grandiosos quando o assunto são as mídias sociais. “Há mais de 2,5 bilhões de usuários nas três principais redes: Facebook, Twitter e Linkedin. E cerca de 35% de todas as fotos feitas no mundo são postadas no Facebook”, contabilizou Ethevaldo Siqueira.
Os brasileiros têm hoje o maior número de amigos nas redes sociais, com uma média de 560 pessoas, seguidos pelos japoneses, com 377 amigos, em média. A cada segundo são expedidas 100 mil mensagens pelo Twitter. Metade da receita do Facebook provém de dispositivos móveis. A cada segundo são postadas 48 horas de vídeo no Youtube.
Para participar desse mundo virtual, os brasileiros compram smartphones. O Brasil tem hoje 259 milhões de celulares. A estimativa é chegar ao final de 2013 com 280 milhões de aparelhos em serviço e, em 2025, com 400 milhões. No mundo, são 6,4 bilhões de celulares em uso. “Há mais celulares em serviços no mundo do que usuários de escova de dente”, informou Siqueira, citando um estudo da ONU.
Telefonia celular: Brasil é o quarto mercado do mundo
(dados de junho de 2013)
1º) China 1,101 milhão
2º) Índia 930 milhões
3º) EUA 344 milhões
4º) Brasil 259 milhões
5º) Indonésia 252 milhões
6º) Rússia 228 milhões
7º) Japão 135 milhões
Internet: a rede que conecta o planeta
(Número de usuários)
2005 – 1 bilhão
2010 – 2 bilhões
2014 – 3 bilhões
2019 – 5 bilhões
2023 – 7 bilhões
Rafael Rosas, superintendente de Marketing da Mongeral AEGON:
“Não há verdade absoluta, para canais digitais somos todos aprendizes. É incontestável que precisaremos fazer um investimento pesado em mídia, assim como os países da Europa e os Estados Unidos, para atingir níveis elevados de venda de seguro por canais remotos. No Brasil, antes de investirmos na venda precisamos criar um ambiente digital para difundir a cultura de seguros. Primeiro, a pessoa precisa ter conhecimento da importância do seguro, para depois ser sensibilizar pela oferta de produtos.”
Marco Antônio Antunes da Silva, vice-presidente de Operações da SulAmérica
“Não são as empresas que são digitais, o consumidor também é digital. O Brasil usa mais o celular, 59 minutos em ligações, do que a média mundial, que é de 49 minutos. E o uso da internet é de 89 minutos, em tablets ou smartphones. Isso mostra como é importante estar onde o consumidor estiver. É vital ter produtos e preços mais direcionados a esse consumidor, a cada dia mais criterioso. E precisamos considerar essa revolução tecnologia na subscrição de riscos. Na carteira de automóveis, por exemplo, 13% das batidas acontecem quando o motorista falava ao celular. Em saúde, o melhor médico é o Dr. Google, que tem respostas para tudo. E é preciso também investir na segurança das informações. A grande estratégia da seguradora é estabelecer os limites e os canais que quer oferecer ao cliente.”
Gilberto Lourenço da Aparecida, diretor Comercial da Brasilcap
“O mundo digital tem de ser entendido pelo off-line. As vendas eletrônicas já movimentam R$ 21 bilhões e tem 8 milhões de novos entrantes. Nos bancos, 39% das transações são executadas pela Internet. Já temos um contingente de usuários muito significativo no portal da companhia. No entanto, esse canal é usado para entender o cliente, tendo como foco o negócio futuro. O desafio é entender o comportamento para alavancar negócios. Na Brasilcap, é inexpressivo o volume de vendas pelos canais digitais, mas ele é uma ferramenta de fidelizar o cliente. O usuário quer simplicidade e o desafio do setor está em transformar a complexidade dos contratos em oportunidade de vendas na Web.
Eugênio Velasques, diretor da Bradesco Seguros
“Temos um desafio inexorável, que é explorar esse mundo apresentado por Ethevaldo. Muitas vezes ignoramos que o mercado financeiro cresceu com a tecnologia e não nos lembramos de alguns detalhes importantes. É um caminho sem volta, seja pela Resolução 294 da Susep, que criou a venda remota de seguros, seja pelo barateamento da operação, ou pela defesa da sustentabilidade ao evitar que milhões de árvores sejam eliminadas com a substituição de apólices e contratos em papel para a web. Temos clientes que querem comodidade e preço. Ele precisa ter meios para acessar o canal de compra e ter produtos viáveis. Se isso vai ser usado é uma decisão do cliente. O consumidor é quem vai definir como quer ser abordado, onde e como.”
Antonio Penteado Mendonça, consultor, advogado e jornalista
“Vamos precisar cada vez mais dessas ferramentas, embora ainda não saibamos ao certo como ela será usada. Cada companhia vai ter um desenho. Mas é certo que todas vão usar. Isso vai se transformar em diferencial de custo e de preço.”




