ABGR: como tentar minimizar os prejuízos em caso de acidentes de grandes proporções, ensina executivo da Tokio Marine

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Para uma plateia formada por técnicos e executivos da área de gerenciamento de riscos, o especialista internacional Nick Okabe, da Tokio Marine & Nichido Fire Insurance, abordou o tema “Business Continuity Plan – BCP” (Gestão de Continuidade de Negócios) durante o primeiro dia do X Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros, na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

Com mais de 30 anos de experiência na área, Okabe utilizou um estudo de caso sobre o terremoto ocorrido no Japão em 2011 como ponto de partida para explicar como as organizações podem seguir com as entregas de seus produtos e serviços após um incidente de grande proporção, lançando mão do Plano de Continuidade de Negócios.

A palestra foi promovida pela Tokio Marine Seguradora, que, além de trazer o especialista internacional para compartilhar seus conhecimentos com os presentes, também é patrocinadora oficial do evento da ABGR. Em sessão exclusiva, o executivo falou sobre a importância da adesão a padrões internacionais de gerenciamento de riscos, bem como a necessidade das corporações se prepararem para situações adversas.

“Os riscos existem para qualquer empresa. A diferença está no modo como os avaliamos. Nesse sentido, o foco do BCP deve ser a proteção das pessoas, dos ativos, das operações do negócio e de todos os recursos necessários para o funcionamento da empresa”, explica Nick Okabe.

De acordo com o palestrante, o objetivo do plano é preparar as companhias para recuperar danos e manter os clientes no caso de incidente de grandes proporções, mantendo os padrões ou até mesmo elevando o nível de qualidade. O BCP pode ser usado em todos os tipos de situações e segmentos de atuação, independentemente do porte da empresa. Para isso, é preciso considerar as probabilidades de enfrentar diversos tipos de riscos, avaliá-los e minimizá-los.

“Uma lição aprendida no Japão é não nos prendermos às armadilhas das probabilidades de um acidente acontecer. Devemos nos precaver sobre algo que pode ocorrer e ter um plano de continuidade das atividades. E dentro dele, é preciso planejar, fazer e checar”, afirma Okabe.

Segundo o executivo, outra recomendação importante é melhorar a capacidade de resposta rápida, exercitar-se para lidar com situações inesperadas, preparar os funcionários para colocar o plano em prática e construir relações de confiança com parceiros de negócios.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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