Líderes resistem em seguros empresariais, mas rivais crescem mais rápido

por Rodrigo Amaral, da Risco Seguro

O mercado de seguros para empresas segue crescendo, abrindo espaço para novos subscritores ao mesmo tempo em que os tradicionais líderes do setor mantêm sua posição no topo do ranking. É o que mostra análise do mercado feita pela RSB com base nas estatísticas anuais do mercado disponibilizadas pela Susep. A Mapfre mais uma vez ocupa a primeira posição do ranking, seguida pela Tokio Marine. Em seguida vêm a Zurich (integrando todas suas operações no Brasil) e a Chubb – as duas empresas vêm se alternando na terceira e quarta colocações. A Sompo fechou 2024 na quinta posição, seguida pela HDI; no caso desta, também somando os dados de todas suas unidades.

HDI e Zurich despontaram como as empresas que mais cresceram nos ramos de seguros empresariais entre as cinco líderes: os prêmios aumentaram 25% e 17%, respectivamente, em termos absolutos. A Austral é outra seguradora que se destacou pelo crescimento entre as top 15 no ano passado, também com um incremento de 17%. 

O levantamento mostra ainda que o mercado de seguros para empresas segue bastante concentrado: os dez maiores players possuem 55,4% dos prêmios. 

Un ranking para a gerência de riscos

Conforme sua vocação de informar os gerentes de riscos e compradores de seguros empresariais, a análise da RSB se foca nas linhas de seguros normalmente adquiridos pelas companhias brasileiras. O ranking é baseado nas estatísticas de prêmios de seguros compiladas pela Susep para 42 linhas de seguros. Seguros massificados, como vida e automóvel, e direcionados ao público consumidor, como garantia estendida ou fiança locatícia, não fazem parte do levantamento.

A análise dos dados mostra um mercado que cresce solidamente, mas cujas posições estão bastante consolidadas. 

Com a economia crescendo mais do que o esperado e as empresas gradualmente mais conscientes dos custos de não investir na prevenção e mitigação de riscos, os seguros para empresas devem continuar oferecendo oportunidades de crescimento – e quem sabe para a entrada de novos atores. 

Cabe às empresas investir em produtos inovadores e mais adequados às necessidades das empresas brasileiras. Esse processo, ainda lento, está começando a pegar ritmo desde 2021, quando o Conselho Nacional de Seguros Privados liberou a negociação dos clausulados de grandes riscos. A alta concentração tampouco colabora para melhorar o acesso a produtos inovadores por parte das empresas. 

Resta ver se o novo Marco do Seguros, que começa a valer em dezembro, vai permitir que o mercado conclua esta jornada. Se for este o caso, ganham os compradores de seguros – e  ganha a economia brasileira.

Leia a matéria completa do Rodrigo Amaral no portal Risco Seguro. Está realmente muito boa.

Lojacorr lança programa de Youtube “Papo Seguro”, voltado a corretores de seguros 

Com o slogan “Seu bate-papo mensal sobre seguros”, o novo programa de vídeo para o canal de Youtube da Lojacorr, maior rede de corretoras de seguros do país, será lançado na próxima semana, dia 27, às 15h. E terão novos episódios, sempre na última quinta-feira de cada mês.

De acordo com Marina Petrocelli, coordenadora de Conteúdo e Imprensa e roteirista do programa, a ideia do “Papo Seguro” é abordar conhecimentos, dicas e temas atuais e pertinentes ao setor e ao importante papel do corretor de seguros. 

“Queremos trazer temas que tem tudo a ver com a atualidade dos produtos, com as atividades do corretor e as novidades das seguradoras. Iremos abordar estratégias, dicas, ensinamentos e informações em torno de temas como o consórcio, jovens no mercado de seguros, marketing digital, CRM, gestão de negócios, as principais mudanças do mercado e a visão do futuro do setor”, explica. 

Essa primeira temporada, que terá início dia 27, se estenderá até o fim de novembro e contará com a apresentação de Priscilla Langowski, gerente de marketing da Lojacorr. 

“As apresentações terão um perfil de bate-papo, para que flua e seja um conteúdo que estabeleça uma conexão com o público. Abordaremos de uma forma que o corretor ou qualquer pessoa que tenha interesse nos temas se identifique com o que estamos falando e consiga absorver o conteúdo de forma didática e leve”, fala ela. 

WeCare Auto agrega inteligência artificial ao “Seu Mecânico Virtual”

A WeCare Auto, referência no setor de seguros, acaba de aprimorar o “Seu Mecânico Virtual”, plataforma já existente, com a implementação de Inteligência Artificial (IA) para responder dúvidas técnicas sobre veículos e acionar serviços de manutenção. A novidade visa transformar a experiência dos segurados, reduzir custos operacionais das seguradoras e aumentar a satisfação dos clientes.

Desenvolvido para fornecer respostas rápidas e precisas sobre manutenção preventiva, o serviço agora conta com IA, que utiliza uma base de dados integrada com informações extraídas das montadoras, aliada a processos de machine learning. Essa combinação garante que as orientações fornecidas estejam alinhadas com as recomendações dos fabricantes, o que aumenta a confiabilidade e a assertividade das respostas.

Além de responder perguntas sobre intervalos de revisão, itens de substituição e recalls, o “Seu Mecânico Virtual” conta com uma curadoria especializada, atualizada diariamente por profissionais do setor automotivo. O sistema, com a utilização de IA, evolui continuamente com base no feedback dos especialistas, proporcionando uma experiência cada vez mais personalizada para os segurados.

Disponível 24 horas por dia, o serviço reduz significativamente a necessidade de assistências emergenciais e sinistros, otimizando os custos operacionais das seguradoras e melhorando o relacionamento com os clientes. Segundo Marcelo Ferreira, head de Inovação e Processos da WeCare Auto, a manutenção preventiva é essencial para minimizar sinistros e otimizar custos. “Com a IA, damos um passo importante para transformar essa realidade”, afirmou.

Além de esclarecer dúvidas, a plataforma gera dados valiosos que ajudam as seguradoras a entender melhor as necessidades dos clientes, personalizar serviços, reduzir riscos e planejar campanhas de marketing mais assertivas.

Com o lançamento da versão aprimorada do “Seu Mecânico Virtual”, a WeCare Auto reforça seu compromisso com a inovação e com o futuro do seguro automotivo, provando que a transformação digital é fundamental para fidelizar clientes e melhorar a experiência no setor.

Nuno David traz transformação e inovação em seguros e previdência com a nova empresa Syntropia

Nuno David, da Syntropia_

O mercado brasileiro de previdência e seguros de vida está vivendo um momento de transformação acelerada. O avanço da tecnologia, aliado a mudanças regulatórias e a uma crescente demanda por proteção financeira, cria um cenário de grandes oportunidades – mas também de desafios inéditos. É dentro desse contexto que nasce a Syntropia, empresa fundada por Nuno David e seus sócios, com a missão de ser uma habilitadora de novos modelos de negócios no setor. Para ele, a inovação exige mais do que boas ideias; é preciso estruturar ecossistemas que permitam testar e operacionalizar soluções de forma ágil e eficiente.

Com mais de uma década de experiência no mercado de seguros, tendo atuado na liderança comercial da MAG Seguros, Nuno David observou de perto as dificuldades enfrentadas pelas grandes corporações ao tentarem inovar. Segundo ele, muitas empresas dispõem de metodologias e ferramentas para planejar novos projetos, mas poucas conseguem levá-los até a fase de execução e operação. “A Syntropia surge justamente para preencher essa lacuna, oferecendo tecnologia, conhecimento estratégico e um modelo de colaboração que visa acelerar a implementação de novos produtos e serviços”, conta em entrevista ao Sonho Seguro. Leia abaixo os principais trechos desta conversa.

Depois de anos à frente da MAG Seguros, o que motivou você a fundar a Syntropia?

Está se formando uma “tempestade perfeita” no mercado brasileiro de previdência e de seguros de vida: à inovação tecnológica que marcou fortemente a última década, se juntaram recentemente uma série de evoluções legislativas e regulatórias e uma demanda inédita e crescente da população brasileira por produtos e serviços de proteção financeira, sejam eles de previdência ou de risco de vida e invalidez. Se juntarmos à implantação da economia OPEN (Open BankingOpen InsuranceOpen Prev, Open Health, etc), a crescente demanda dos brasileiros por este tipo de produtos e a automação de processos que a IA está proporcionando, o resultado é um mercado onde o cliente fica ainda mais central e em que os distribuidores ganham uma importância inédita. São estas as novas regras do mercado e é com elas que teremos sucesso em aumentar a proteção securitária da população brasileira, que segue sendo muito baixa e cujo aumento tem que ser o maior Propósito de todos os que trabalham neste mercado. Mas, para ter sucesso neste novo cenário, vai ser necessário refazer modelos de negócio existentes e desenvolver novos. Essa enorme oportunidade foi a minha maior motivação. Discutindo informalmente, há alguns meses atrás, esta tempestade perfeita com os meus sócios na Syntropia, percebi que transformações idênticas estão acontecendo em outros mercados. Isso reforçou a motivação de todos e nos levou à criação da empresa, que nasce com o principal propósito de ser uma habilitadora de novos modelos de negócio para os seus clientes.

⁠Como a sua experiência no mercado de seguros influenciou a concepção da nova empresa?

Um dos maiores desafios da minha vida profissional trabalhando em corporações foi a dificuldade de testar novas oportunidades de negócio por falta de tempo e/ou de recursos. Há no mercado brasileiro excelentes fornecedores que oferecem muitas metodologias e ferramentas para ajudar as empresas a organizar os seus planejamentos, aproveitando todo o conhecimento dos seus colaboradores. Mas nenhum desses fornecedores é efetivamente capaz de passar dessa fase para a da execução e operação de novos modelos de negócio. A Syntropia nasce com um ecossistema próprio de ativos tecnológicos (SynXCore) com mais de 300 funcionalidades ativas (e aumentando), desde a cobrança ao faturamento, passando pela geração sistémica de conteúdos, de jornadas de SDR, emissão de apólices, gestão de pós-venda, pagamento de benefícios, etc. Este ecossistema pode se conectar total ou parcialmente com elementos dos ecossistemas dos clientes ou de terceiros, que eventualmente possam ser necessários no desenho de novas jornadas (o SynXCore já conta com mais de 1500 APIs e Agentes de IA ativos). E pode operar essas jornadas a partir de uma camada de motores de regras que configuram cada nova modelagem de negócio. Isto encurta o time-to-market e reduz significativamente o custo e a necessidade de impactar os recursos internos dos clientes. Portanto a Syntropia se propõe ser um parceiro eminentemente tático e operacional na testagem e operação desses novos modelos de negócio, sempre em estreita colaboração com as equipes dos clientes, que são quem conhece de fato o dia-a-dia e os processos da própria organização. Para além, obviamente, de também contribuir na fase mais estratégica de concepção e estruturação de um novo modelo de negócio.

O que aprendeu no setor de seguros que acredita ser essencial para qualquer mercado que deseja melhorar a gestão e a experiência do cliente?

A importância de ouvir o cliente “na fonte”, sem intérpretes ou lendo relatórios. De entender bem quem é de fato “o” ou “os” clientes. De granularizar os assuntos para poder isolar as suas variáveis e assim chegar em entendimentos simples (e não simplistas), que possam ser testados de forma rápida e eficaz. De dar mais valor ao erro do que ao sucesso imediato. De “olhar para o lado”, muito para além dos concorrentes diretos, acompanhando outros segmentos e mercados que compitam comigo em “share of pocket” e ofereçam melhores experiências para os seus clientes. Muitas vezes esses são os nossos maiores concorrentes.

A Syntropia se baseia no conceito de ordem, harmonia e organização. Como essa filosofia se traduz na prática para os negócios?

O contrário de sintropia é entropia. Que, numa definição ultra simplificada, mede o grau de desorganização de um sistema e das suas variáveis. Se não houver nenhuma intervenção, o grau de entropia tende a aumentar e o sistema vai ficando disfuncional à medida que vai ficando mais complexo, podendo estagnar ou colapsar. Nas empresas processos assim são frequentes, em que é cada vez mais difícil gerir harmoniosamente e a um custo competitivo todas as variáveis de um sistema, à medida que ele cresce. O que sintropia preconiza é que os sistemas podem nascer e evoluir para níveis de maior complexidade de uma forma harmoniosa. Para que isso aconteça é necessário colaborar muito mais com outros participantes do sistema e partilhar esforços e conhecimento de uma maneira equilibrada, assim participando e contribuindo para um ecossistema maior. Um exemplo concreto de um ecossistema sintrópico é o Airbnb: ele consolidou de forma harmoniosa e eficiente os interesses, ativos e contribuições de diferentes atores interessados num mesmo objetivo: locar imóveis residenciais. É um sistema altamente complexo, com múltiplos atores, tem oportunidades de melhoria, mas o Airbnb trouxe ordem, harmonia e organização para esse processo. O que defendemos na Syntropia é que isso é replicável em outros mercados, promovendo uma maior colaboração entre os seus atores. A nossa plataforma de ativos tecnológicos, compartilhável de forma 100% customizada e conectável a outros parceiros e fornecedores, faz parte dessa filosofia.

O que significa, na visão da empresa, a convergência para um mundo phygital?

A convergência de mundos físicos e digitais será crucial para o futuro das vendas, especialmente em mercados como o de seguros de vida. A transição para um mundo phygital envolve a integração de jornadas digitais automatizadas com o toque humano. Em um setor onde confiança e empatia são fundamentais, a presença de um agente humano será sempre necessária para garantir que o cliente entenda a importância de um produto como o seguro de vida.

⁠Como a Syntropia pretende se diferenciar no mercado em relação a outras empresas que atuam na inovação e transformação digital?

Por atuar como parceira de negócio e não apenas como uma consultoria ou fornecedora de tecnologia. Nosso compromisso vai além de sugerir ideias ou implementar ferramentas – estamos ao lado do cliente para conceber, testar e operar novos modelos de negócio, compartilhando riscos e resultados. Só encontramos o nosso verdadeiro retorno quando o cliente alcança sucesso. Esse modelo nos obriga a ser extremamente analíticos na escolha dos projetos em que atuamos, garantindo que cada iniciativa tenha alto potencial de impacto. Outro diferencial está no próprio time da Syntropia. Nossos sócios fundadores têm uma experiência sólida e complementar em setores como bens duráveis, serviços e tecnologia, além de conhecimento profundo em marketing, vendas, planejamento e operações. Essa combinação nos permite ter uma visão holística dos desafios dos clientes e acelerar processos de inovação com eficiência. Por fim, nosso foco não é apenas contribuir para evoluir ou transformar modelos de negócio, mas ajudar as empresas nossas clientes a estruturar e operar ecossistemas colaborativos que impulsionem o crescimento sustentável. Atuamos como parceiros reais nesse processo, assumindo riscos, celebrando conquistas e construindo soluções em conjunto.

⁠Quais setores e tipos de empresas podem se beneficiar das soluções da Syntropia?

Concebemos e organizámos a Syntropia para poder atuar em todos os setores que precisem de inovar seus modelos de negócio através das jornadas que oferecem aos seus prospects e clientes. Mas, naturalmente, iniciámos a nossa prospecção nos setores em que os sócios fundadores concentraram a sua experiência profissional: financeiro, agro e automotivo.

Além de tecnologia e modelos comerciais, que outros aspectos da experiência do cliente vocês pretendem transformar?

Buscamos transformar a experiência do cliente em uma jornada contínua de adaptação. O conceito de “aleatoriedade programada” permite flexibilidade dentro das jornadas para testar novos insights e abordagens criativas. Além disso, implementamos uma estratégia de feedback constante, em que cada interação com o cliente alimenta a evolução do sistema, garantindo que as experiências se ajustem em tempo real às suas necessidades.

⁠A Syntropia já tem projetos em andamento? Se sim, pode compartilhar alguns exemplos?

Atualmente, temos três propostas aprovadas e dois projetos de SyncMap em fase de elaboração. Além disso, estamos finalizando outras duas propostas e conduzindo oito processos de prospecção, abrangendo os três setores mencionados anteriormente.

⁠Há uma metodologia específica que vocês seguem para acelerar e inovar em novos modelos comerciais?

Para além de frameworks consagrados como Design Thinking, Lean Startup e metodologias de diagnóstico e vendas como ABM, Solution Selling e Challenger Sale, percebemos a necessidade de desenvolver três metodologias proprietárias para resolver desafios mais complexos de mapeamento, design e otimização de jornadas comerciais e ecossistemas colaborativos, coerentes com o nosso posicionamento. A primeira delas é o SyncMap, que funciona como base de todo o processo. Ele é essencial para o alinhamento estratégico inicial, onde mapeamos o contexto do cliente, identificamos desafios, lacunas e oportunidades de melhoria. O SyncMap permite diagnosticar o momento atual do negócio, alinhar metas e expectativas, identificar oportunidades de integração e colaboração e fornecer os insumos necessários para as próximas etapas. É como construir um alicerce sólido para que tudo o que vem depois faça sentido e esteja alinhado aos objetivos concordados com o cliente.

E o que vem a seguir?

A partir desse alinhamento inicial, entramos na fase do SynX360, que é o coração da nossa abordagem. Essa metodologia é focada no design e na gestão de jornadas transacionais e de relacionamento, combinando nossas competências em comunicação, vendas, tecnologia e design de serviços. O SynX360 permite criar jornadas personalizadas e eficientes, tanto para aquisição de novos clientes, quanto para a sua fidelização. Ele trabalha em sinergia com o SynXCore, nossa plataforma tecnológica proprietária, que simula, testa e otimiza essas jornadas em tempo real, com base em dados concretos. O resultado são experiências omnichannel coesas, alinhadas às estratégias do negócio e centradas no cliente. Por fim, estamos finalizando o desenvolvimento do SynXBGE, nossa metodologia mais recente, que criámos para enfrentar um dos maiores desafios atuais das empresas: a construção e gestão de ecossistemas de negócios colaborativos e sustentáveis. O SynXBGE ajuda as empresas a mapear e orquestrar ecossistemas complexos, conectando parceiros, clientes, fornecedores e plataformas em um ambiente coeso. Ele não só identifica os pontos de conexão e fluxos de valor, como aplica métricas para avaliar e otimizar o desempenho do ecossistema, impulsionando crescimento coletivo.

O que torna essas metodologias únicas?

É a forma como elas se integram. O SyncMap prepara o terreno, o SynX360 desenha e otimiza as jornadas e o SynXBGE expande o alcance para ecossistemas colaborativos. Tudo isso é apoiado pelo SynXCore, nossa plataforma tecnológica. Trabalhando em conjunto, estas metodologias permitem que as empresas inovem com risco e custo controlados, testando e validando novas ideias de forma rápida e segura. Essa combinação de metodologias e tecnologia nos permite ajudar nossos clientes a explorar novos modelos de negócio, validar jornadas de aquisição e relacionamento e estruturar ecossistemas que promovem crescimento sustentável. É uma abordagem que equilibra inovação e pragmatismo, sempre com foco em resultados tangíveis.

⁠Como funciona a abordagem para testar projetos com risco e custo controlados?

Começar por apresentar a Syntropia em mercados que os sócios fundadores conhecem bem, permite uma análise com maior qualidade dos projetos ou desafios que os prospects escolhem partilhar connosco. E permite também ser propositivo e provocativo com alguns desses prospects com quem temos mais intimidade. O ponto chave é colocarmos os nossos recursos em projetos que sejam inovadores, mas em que acreditamos também. No final tudo se resume a 50% de conversas francas e abertas, 20% de um BP detalhado e discutido exaustivamente com a equipe do cliente e a uns 30% de coragem compartilhada…Apesar da frase ser originariamente do artista plástico uruguaio Carlos Paez Villaró, aprendi com um chefe meu que “Sin loucura no hai grandeza”… No final teremos sempre que aceitar um percentual de risco e desconforto, isso faz parte da nossa proposição de valor.

⁠Como você enxerga o papel da Syntropia no mercado nos próximos cinco anos?

Conforme escrevi no meu primeiro post do Linkedin em que falei da Syntropia, queremos ser reconhecidos como o parceiro das noites investidas a trabalhar e das noites gastas a celebrar! Se conseguirmos isso, teremos alcançado a nossa visão de empresa. Em termos de negócio, o objetivo é termos 20 parceiros ativos e estarmos operando até 60 novos modelos de negócio nos próximos dois anos.

⁠Como surgiu o nome Syntropia e a ideia desta empresa tao inovadora?

Numa das tantas reuniões de preparação que fizemos, um dos sócios fundadores explicou o conceito de sintropia aplicado à agricultura (onde é mais comum). Foi amor à primeira vista! Todos vimos nesse conceito a síntese perfeita de como entendíamos dever ser a proposta de valor e a forma de operar da Syntropia. O “Y” foi para fazer graça…

⁠Qual a principal mensagem que você gostaria de deixar para empresas que buscam inovação, mas ainda têm receio de mudar?

Inovar carrega consigo o peso do desconhecido. O medo de errar, desperdiçar recursos ou perder o controle é natural. Mas a verdadeira transformação não nasce no conforto da previsibilidade, ela surge da coragem de explorar, testar e evoluir. Comece pequeno. Valide hipóteses. Construa modelos escaláveis e invista em soluções que possam ser amplamente automatizadas, especialmente em áreas de back-office. Mas, acima de tudo, construa redes: de parceiros, clientes e stakeholders alinhados ao mesmo Propósito. O futuro das organizações não será definido por quem tem mais recursos, mas por quem consegue construir ecossistemas colaborativos mais eficientes, onde diferentes atores contribuem para um bem maior. O diferencial competitivo virá da capacidade de fomentar harmonia, cooperação e cocriação, criando redes resilientes que crescem juntas. Redes que sejam sintrópicas. Cerque-se de parceiros sinceros e transparentes, que desafiem suas ideias e ajudem a lapidá-las. Apaixone-se por suas visões, mas submeta-as ao teste rigoroso dos “porquês”, até que você tenha confiança para investir seu tempo, talento e recursos. E, quando decidir avançar, siga o ritmo natural do crescimento: primeiro engatinhe, depois caminhe e só então corra.

Brasesul 2025 reúne líderes do mercado segurador em Porto Alegre

Praticamente 100% do PIB de seguros está reunido em Porto Alegre no Brasesul 2025, evento que ocorre nos dias 20 e 21 de março, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. O congresso, promovido pelos sindicatos dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, reúne executivos das principais seguradoras, autoridades, especialistas e líderes do setor e mais de 3.500 corretores de seguros são esperados.

Após o sucesso das edições anteriores em Florianópolis (2018) e Foz do Iguaçu (2022), o evento chega em um momento crucial de reconstrução e inovação, especialmente após o setor ter sido fundamental ao pagar mais de R$ 6 bilhões em indenizações devido às tragédias climáticas no Rio Grande do Sul em 2024.

Destaques da programação incluem o “Painel dos Presidentes”, com lideranças como Eduardo Dal Ri (CEO da HDI), Ivan Gontijo (presidente da Bradesco Seguros), José Adalberto Ferrara (presidente da Tokio Marine) e Edward Lange (CEO da Sancor Seguros), no dia 21, às 9h. Também haverá o espaço dedicado às mulheres operadoras do mercado, mediado pelo apresentador Zeca Camargo, na manhã do dia 21.

Quem for ao Congresso terá a oportunidade de conhecer a incrível história do seguro no mundo e o desenvolvimento do setor no Brasil, impulsionado pelo associativismo. “Seguro através do tempo” é a maior e mais completa exposição sobre seguros já produzida no Brasil. Foi montada por uma equipe de historiadores contratada pelo Sindseg PR/MS como parte das comemorações dos 100 anos de história do sindicato, comemorados em 2024.

Entre as seguradoras presentes:

Allianz: O presidente, Eduard Folch participará de um painel no dia 21 de março, às 9h. Ele trará reflexões importantes sobre temas como inovação e a adaptação às diferentes gerações de consumidores em um cenário de constantes avanços tecnológicos. Regional Sul da Allianz, no painel “Comunicar e Agir”, que também acontecerá no dia 21, às 15h45. Este será o primeiro evento oficial de Cleide como executiva na Allianz. No Congresso, a Allianz terá, ainda, um estande exclusivo, onde os diretores e gerentes da companhia irão receber os visitantes.

AXA no Brasil: Danielle Fagaraz, diretora de Gestão Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil, conta que a participação no Brasesul 2025 reafirma o compromisso com os corretores e com o desenvolvimento do mercado na Região Sul. AXA terá a participação de seus executivos em importantes painéis do evento: 20 às 14h30 – Clóvis Silva, diretor de Massificados, Auto Frota, Parcerias e Vida, participa de um painel na Arena 2 para apresentar os diferenciais de alguns produtos da seguradora; 21 às 9h – Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, estará no Painel 1 – Presidentes, na Plenária do Teatro; às 15h45 – Gustavo Carvalho, diretor Comercial Consultivo, participa do painel “Comunicar e Agir”, também na Plenária do Teatro.

Bradesco Seguros: Contará com estande exclusivo e presença de executivos como Ney Dias, Carlos Marinelli, Valdirene Soares, José Pires, Leonardo Freitas e Flavio Bitter.

Essor Seguros: Também patrocinadora e expositora, destacará soluções inovadoras com Márcio Feital, diretor da empresa.

HDI Seguros: Apresentará o Espaço Zen em seu estande. Além do CEO, participam Igor Di Beo (painel “Participar e Humanizar”), Omar Assolari, Rubens Oliboni e Marta Miranda (Programa Cresça Corretor) e Marcos Machini (painel “Comunicar e Agir”).

Icatu Seguros: A Assistente Virtual Icatu (A.V.I) será atração na Arena 2 da feira, na sexta-feira (21), às 15h45. O superintendente de experiência digital da Icatu Seguros, Humberto Sardenberg, abordará a “Transformação Digital no Mercado de Seguros: A.V.I. como Pilar da Inovação”. O objetivo é mostrar que a tecnologia é uma importante aliada dos corretores e como eles estão utilizando essa ferramenta do futuro para ofertar uma venda mais personalizada e inovadora. Também estarão presentes no evento o vice-presidente corporativo da Icatu Seguros e presidente da Rio Grande Seguros e Previdência, César Saut, e o diretor executivo da Icatu, Leonardo Neustadt.

MAG Seguros: Apresentará seu programa de especialização MAG Expert com os diretores Waldemir Fiorio e Márcio Batistuti.

Mapfre Seguros:  O CEO adjunto de negócios da MAPFRE, Oscar Celada, será um dos participantes do ‘Painel dos Presidentes’, que acontecerá no dia 21, às 9h, e abordará o tema central do evento: ‘Momento de participar, humanizar, comunicar e agir’. No mesmo dia, às 14h30, Karine Brandão, diretora executiva do Canal Corretor, integrará o painel ‘Participar e Humanizar’, ao lado de outros representantes do setor segurador. Ainda no dia 21, às 14h30, Guilherme Bini, diretor territorial da MAPFRE para a região sul, estará presente em um painel específico sobre o programa “MAPFRE + Corretor”.

Porto Seguro: A Porto terá um estande exclusivo e participará ativamente das discussões, com Paulo Kakinoff, CEO do Grupo, Luiz Arruda, Vice-Presidente Comercial e de Marketing, Emerson Valentim, Diretor Executivo Comercial Brasil, Marcos Loução, CEO do Porto Bank e Patrícia Chacon, COO da Porto Seguro, integrando painéis de destaque no congresso. Como patrocinadora, a Porto contará com um espaço planejado para oferecer aos corretores um ambiente que reflete o cuidado e a parceria da companhia. No estande, os visitantes poderão trocar experiências e fortalecer conexões com executivos presentes. 

Sancor Seguros: Terá estande com equipe comercial completa, incluindo os executivos Edward Lange, Paulo Dawibida, João Levandowski, Milene Azzolini, Vanessa Fruehauf, Martin Villafane, Vivian Carvalho e Rodrigo Theodoro.

Tokio Marine: Patrocinadora Diamante com estande e intensa participação em painéis, com Rogério Spezia (Diretor Regional Sul), Rosangela Spak (Superintendente Comercial Vida), Andreia Padovani (Diretora Regional MG) e Marcos Kobayashi (Diretor Comercial Nacional).

Zurich Seguros: Patrocinadora oficial com estande próprio. João Amato, diretor comercial da Regional Sul, destacará as estratégias de expansão comercial, digitalização e soluções sustentáveis.

Zurich Seguros cresce 10,8% na Regional São Paulo Interior e reforça sua parceria com os corretores locais 

A Zurich Seguros segue conquistando bons resultados na Regional São Paulo Interior e, em 2024, registrou crescimento de 10,8% nas vendas intermediadas por corretores. Esse desempenho reforça a estratégia da companhia de estar cada vez mais próxima dos parceiros de negócios e expandir sua presença na região. 

Nos Seguros Corporativos, os produtos que mais cresceram foram Garantia, com um expressivo aumento de 47%, e Engenharia, que registrou um crescimento de 13,1%. No segmento de Seguros Pessoais, o Seguro Residencial se destacou com uma evolução de 56,6%, seguido pelos Seguros de Vida que cresceu 14,6% e Auto Individual, 10,6%. 

A região de Campinas/Piracicaba teve um crescimento de 16,7%, com destaque especial para a Filial Campinas, que alcançou um aumento de 17,7%. 

Para Marcia Radavelli, Diretora Comercial Regional São Paulo Interior, o sucesso da Zurich está diretamente ligado à parceria com os corretores de seguros: “A nossa estratégia de crescimento no varejo passa, necessariamente, pela parceria com os corretores, que são essenciais para impulsionar as vendas de todo o portfólio de produtos da Zurich, uma vez que são eles que acompanham a constante evolução dos mercados regionais.” 

A Zurich segue apostando no interior paulista como um mercado estratégico para sua expansão. Com uma economia diversificada, a região proporciona oportunidades para os corretores em diferentes segmentos. A companhia está fortalecendo sua equipe comercial e levando soluções diferenciadas para ampliar a proteção securitária na região. 

“O seguro para automóveis ainda é a principal carteira para os corretores de seguros focados no varejo. Com o nosso DNA multiproduto, incentivamos fortemente que os corretores diversifiquem seu portfólio a partir do carro-chefe de suas carteiras, oferecendo outras proteções, como os seguros residencial e de vida individual”, explica Radavelli. 

A Zurich também está atenta às novas tendências e ao desenvolvimento de soluções sustentáveis que agreguem valor aos corretores e tornem suas ofertas ainda mais competitivas. 

“A Zurich está sempre atenta às tendências e ao desenvolvimento de produtos para agregar valor aos corretores para que se tornem mais competitivos e melhorem suas ofertas no mercado. Em um cenário de riscos cada vez mais complexos, queremos estar junto aos corretores para que possam fortalecer seus negócios e oferecer soluções sustentáveis, que estejam em total sintonia com a sociedade”, finaliza Radavelli. 

Com uma visão de futuro e compromisso com seus parceiros, a Zurich Seguros reafirma seu posicionamento estratégico no interior paulista, ampliando sua presença e investindo no relacionamento com os corretores para um crescimento sustentável e duradouro. 

Allianz Partners contrata Rodrigo Mattar como diretor comercial

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A Allianz Partners Brasil, braço de assistência 24h do grupo, anuncia Rodrigo Mattar como diretor comercial. Anteriormente Superintendente Comercial, Mattar agora integrará o Comitê Executivo, responsável por definir os principais direcionamentos de mercado e estratégias da companhia.

No novo cargo, seu principal desafio será impulsionar o crescimento recente da empresa e expandir a atuação da Allianz Partners no setor de assistência 24h para novos mercados. Além disso, continuará à frente do time responsável pelo relacionamento com seguradoras e instituições financeiras parceiras.

“Allianz Partners é referência e líder em assistência 24h, e minha missão é fortalecer ainda mais sua presença no mercado, ampliando nossas soluções, consolidando parcerias estratégicas e, acima de tudo, garantindo a máxima qualidade em nossos serviços”, afirma Mattar.

Com mais de sete anos na Allianz Partners Brasil, Rodrigo Mattar é economista formado pela Fundação Álvares Penteado (FAAP) e possui mais de 25 anos de experiência nas áreas de finanças, produtos e planejamento. Ao longo de sua trajetória, atuou em grandes multinacionais como American Express, General Electric, Honda e Banco Citi.

Thiago Tristão assume diretoria comercial em Riscos Corporativos e Resseguros na Lockton

A Lockton anuncia a chegada de Thiago Tristão à diretoria de Special Accounts, com o objetivo de fortalecer a atuação da companhia em Riscos Corporativos e no atendimento a clientes de grandes contas que demandam um suporte mais consultivo e próximo.

Com mais de 27 anos de experiência, Thiago liderou operações em grandes seguradoras globais e nacionais. Nos últimos anos, teve um papel fundamental na expansão das operações de Retail e Resseguro de um dos maiores brokers do Brasil. Sua trajetória inclui a coordenação de apólices de Property para setores estratégicos, como Papel e Celulose, Armazenamento, Alimentos & Bebidas e Energia. Além disso, possui ampla expertise em planejamento estratégico, relacionamento com clientes e desenvolvimento de parcerias.

“Thiago é um executivo de renome no mercado, e sua chegada fortalece ainda mais nossa capacidade de entregar soluções sob medida para os clientes. Seu conhecimento agrega um valor significativo ao nosso propósito de oferecer excelência em gestão de riscos e seguros”, afirma Eduardo Lucena, Deputy CEO da Lockton Brasil.

“A chegada de Tristão reforça o compromisso da Lockton em buscar soluções consultivas para contas complexas. Nossa ideia é ir além do modelo transacional e nos tornarmos um parceiro estratégico para os grandes clientes”, destaca Felipe Leão de Moura, CRI & Head de Risk Solutions da Lockton.

José Otávio, CEO da Lockton Brasil, também ressalta a importância dessa nova parceria: “A Lockton segue investindo no crescimento sustentável e na ampliação de suas soluções. Contar com a experiência e o olhar estratégico de Thiago é um passo essencial para reforçarmos nosso compromisso com a inovação e o atendimento de excelência aos nossos clientes.”

Com mais esse importante movimento, a Lockton reafirma seu compromisso em oferecer soluções inovadoras e personalizadas para empresas de diversos setores, consolidando ainda mais sua posição no mercado de seguros e resseguros.

CNseg entra com ADIN contra obrigatoriedade imposta para compra de crédito de carbono

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o artigo 56 da Lei nº 15.042/2024, que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O dispositivo em questão impõe às seguradoras, entidades de previdência complementar aberta, sociedades de capitalização e resseguradores a obrigatoriedade de destinar 0,5% de suas reservas técnicas e provisões para investimentos em créditos de carbono, o que corresponde a aproximadamente R$ 9 bilhões.

A CNseg argumenta que o mercado de carbono no Brasil é incipiente e de baixa liquidez, com movimentação. Segundo análise mais recente, elaborada pelo BTG Pactual (Voluntary Carbon Market – Monthly Report – novembro de 2024), o total de créditos de carbono emitidos permaneceu na casa dos US$ 220 milhões. Mesmo considerando o mercado global, a consultoria McKinsey estima que ele seja hoje de aproximadamente US$ 1,5 bilhão.

Diante disso, a entidade afirma que não há volume suficiente de créditos de carbono disponíveis para atender à demanda criada pela lei, tornando impossível o cumprimento da obrigação estabelecida. Além disso, o setor destaca preocupações com a integridade e a padronização das metodologias de certificação de créditos de carbono, uma vez que projetos cancelados e falhas de monitoramento têm sido frequentes, o que poderia impactar negativamente os balanços das seguradoras e prejudicar os segurados.

Outro ponto levantado pela CNseg é a falta de um mercado estruturado e transparente para a negociação desses ativos. Atualmente, os créditos de carbono não são negociados em bolsas ou mercados organizados, o que dificulta a verificação de preços e condições, além de comprometer o planejamento das seguradoras. A Resolução CVM nº 223/2024 reconhece que os créditos de carbono não constituem ativos financeiros, reforçando a fragilidade do mercado.

Em nota, a CNseg também alerta para o risco de especulação no mercado de carbono, já que a demanda criada pela lei supera amplamente a oferta existente. Isso poderia inflacionar artificialmente os preços dos créditos, prejudicando tanto os obrigados a adquiri-los quanto aqueles que desejam fazê-lo voluntariamente. Além disso, a entidade ressalta que as reservas técnicas e provisões não pertencem às seguradoras, mas aos segurados e participantes da previdência, sendo destinadas ao pagamento de indenizações e benefícios. A destinação compulsória desses recursos para créditos de carbono coloca em risco a estabilidade financeira do setor e a segurança dos consumidores.

A ADIN proposta pela CNseg alega que o artigo 56 apresenta vícios de inconstitucionalidade formal e material. A Constituição Federal estabelece que a regulação do setor de seguros deve ser feita por lei complementar, e não por lei ordinária, como foi o caso. Além disso, o dispositivo foi inserido na lei de última hora, sem debate prévio com o setor, ferindo princípios constitucionais como a isonomia, a livre iniciativa, a segurança jurídica e a liberdade econômica. A CNseg também critica o caráter discriminatório do artigo, que beneficia apenas os emissores de créditos de carbono, excluindo outros tipos de projetos sustentáveis.

A entidade reforça que o setor de seguros tem atuado de forma proativa na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, com 70% das seguradoras já incluindo critérios ASG (Ambientais, Sociais e de Governança) em suas políticas de investimento. A CNseg defende soluções mais abrangentes, como a emissão de green bonds, que permitem a aplicação de recursos em diversos tipos de projetos sustentáveis, sem comprometer a segurança das reservas técnicas.

Ernesto Tzirulnik, advogado da CNseg, destacou que sua cliente apresentará seus argumentos ao STF, ressaltando que o CMN já autoriza legalmente as seguradoras a investirem até 5% de suas reservas em ativos relacionados a créditos de carbono. No entanto, Tzirulnik alerta para o precedente perigoso de uma norma possivelmente inconstitucional desviar recursos para políticas específicas, mesmo que não comprometa individualmente a solvência das companhias.

Tzirulnik também enfatizou que o legislador entendeu ser lícito e não danoso à solvabilidade impor a obrigação de investimento de 0,5% das reservas técnicas em créditos de carbono, como uma política de Estado para impulsionar o mercado desses ativos. No entanto, ele questiona a constitucionalidade da medida, que pode abrir precedentes para outras obrigações semelhantes no futuro. “A CNSeg certamente se preocupa com o precedente de uma norma possivelmente inconstitucional desviar a políticas outras os ativos garantidores, ainda que sem comprometer individualmente a solvência das companhias. E é isso que cabe ao STF avaliar se está acorde ou não com a Constituição”, afirmou.

Cassio do Amaral, sócio do escritório Machado Meyer e especialista em seguros, afirmou que “qualquer tipo de lei que imponha obrigações de investimento em áreas, indústrias e setores para regulados é inconstitucional”. Ele destacou que a medida fere princípios constitucionais como a livre iniciativa e o direito de propriedade. “O Estado pode, e assim o faz, por meio do CMN, indicar quais ativos e o teto de investimentos das seguradoras, por meio da Resolução CMN 4993. Isso é feito para fins prudenciais, mas exigir que uma empresa ou cidadão aplique recursos em ativos específicos é uma invasão descabida do princípio basilar da liberdade”, explicou. “

Todos concordam que a regulação do setor de seguros deve ser feita com base em critérios técnicos e prudenciais, sem interferir na alocação de recursos de forma compulsória. Ele também criticou a falta de debate prévio com o setor antes da inclusão do artigo 56 na lei, o que, segundo ele, compromete a segurança jurídica e a estabilidade do mercado segurador.

Corretora de seguros Alper faz novas mudanças em sua estrutura organizacional

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Alper Seguros anunciou novas mudanças em sua estrutura organizacional. As alterações buscam otimizar as operações da empresa, ganhar eficiência nas unidades de negócios e sustentar a estratégia de crescimento.
 

Entre as principais mudanças está a promoção de Denis Teixeira a Sênior Vice-Presidente de Transportes, Logística, além de assumir o comando da Alper Network, divisão de parcerias estratégicas da Alper. Na companhia desde a incorporação da Transbroker, Teixeira passa a liderar toda a estrutura de negócios de logística da empresa, incluindo as áreas de Frota e RC Logístico.
 

Alexandre Boccia, que ingressou na Alper em 2023, foi promovido a Sênior Vice-Presidente de Seguros Individuais, Massificados e Filiais, assumindo também a liderança da BU de Auto Individual e Consórcio. Sob sua direção, Antônio Azevedo, que mantém o cargo de Vice-Presidente de Auto, Frota e Consórcio, passará a ter duplo reporte. E Carolina Lima, executiva com oito anos de casa, foi promovida a Vice-Presidente de Gente & Gestão, Compras e Facilities, expandindo sua atuação para além da gestão de pessoas.
 

A companhia também anuncia a criação de uma nova Sênior Vice-Presidência unindo as estruturas de Riscos e Resseguros, que será liderada por Fábio Ursaia, executivo com mais de 20 anos de experiência no setor de seguros. Ele iniciará suas atividades em 17 de abril e terá sob sua liderança as áreas de Riscos Corporativos, Agro, Resseguros, Specialty, Cativas, GR e Sinistros.
 

Outras mudanças importantes incluem a nova atribuição de André de Barros Martins, Sênior Vice-Presidente de Benefícios, que assume também o papel de Client Advocate, aproximando-se das maiores contas da Alper. Guilherme Netto, atual Sênior Vice-Presidente de Finanças, M&A e Jurídico, passa a liderar também a Alper Tech, em conjunto com Patricia Fumagalli, Vice-Presidente de Digital e Tech.
 

Marcelo Elias, anteriormente Vice-Presidente de Cativas, GR e Sinistros e interino em Riscos Corporativos, assumirá de forma definitiva a gestão da área de Riscos Corporativos.
 

Para Marcos Couto, CEO da Alper Seguros, a reestruturação na liderança da companhia está alinhada aos planos de crescimento orgânico e de expansão por consolidação de mercado, assumidos pela empresa.

“Estas mudanças em nossa estrutura nos possibilitarão continuar crescendo cada vez mais e atingir resultados ainda melhores”, afirmou o executivo. “Todos esses profissionais citados em nosso comunicado são grandes referências no mercado em suas respectivas áreas, e dividem com a Alper a responsabilidade de elevar o nível de negócios no mercado segurador brasileiro e internacional”, completa Couto.