AXA está pronta para operar no Brasil, unidade comandada pelo português João Leandro

João LeandroMais um estrangeiro assumindo posto de comando em seguradora no Brasil. João Leandro, atual CEO da AXA Portugal, assumirá o comando da AXA Brasil, segundo comunicado. O executivo tem uma trajetória profissional de 35 anos, dos quais 11 como CEO do grupo francês em Portugal. Ele assume o posto ainda neste semestre. “João Leandro aportará a sua experiência, profundo domínio do negócio segurador e forte liderança, ativos fundamentais para a concretização da nossa ambição neste novo mercado”, afirmou Jean-Laurent Granier, Chief Executive Officer da América Latina. Outros exemplos de CEO importados para as subsidiárias brasileiras são Liberty, AIG e Allianz.

No portal da companhia francesa, que deixou o Brasil há uma década e mantém um acordo para grandes riscos com a SulAmérica, há dicas do que ela espera de sua operação brasileira. O grupo se intitula como uma seguradora mundial. E é. Segundo rakings de seguros no mundo, a AXA é a maior companhia do mundo no quesito faturamento. Voltando ao portal, o grupo afirma que desempenha um papel de destaque nos serviços de proteção financeira, de pessoas e bens a nível mundial. Atualmente, serve atende 95 milhões de clientes individuais e empresas, em mais de 60 países da Europa, América, África, Oriente Médio e Ásia.

Apesar de a Europa continuar a ser o maior mercado para as suas receitas globais, o grupo AXA está presente entre as principais seguradoras nas regiões em que atua, incluindo nos mercados emergentes. O grupo tem a ambição de alcançar a liderança em todos os mercados em que opera, com a estratégia cinco prioridades: inovação nos produtos, expertise no core-business, gestão da rede de distribuição, qualidade do serviço e produtividade.

Bradesco investe em sinalização de ciclofaixas

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As Ciclofaixas de Lazer de São Paulo e de Osasco – iniciativas das prefeituras das duas cidades que contam com o patrocínio da Bradesco Seguros – ganharam placas de sinalização com dicas de segurança. O objetivo da comunicação é conscientizar ainda mais os ciclistas sobre a necessidade de estarem atentos ao longo da via. Entre as dicas estão mensagens como “Mantenha as crianças à sua frente”, “Respeite 1,5 m de Distância” e “Desmonte da bicicleta ao trafegar nas calçadas”.

“Segurança no trânsito é um tema que vem sendo tratado com cada vez mais seriedade, principalmente nos ambientes urbanos. Carros, ônibus, motos e transportes como a bicicleta dividem o espaço das grandes cidades com os pedestres e, para que todos circulem com tranquilidade e segurança, é necessário pensar sempre no bem-estar coletivo e no respeito ao próximo”, explica Alexandre Nogueira, diretor da Bradesco Seguros.

Os ciclistas que utilizam os dois espaços de lazer também contam com o apoio dos mecânicos do “SOS Bike”, que realizam pequenos reparos e ajustes nas bicicletas, garantindo ainda mais segurança e conforto aos usuários. As Ciclofaixas de Lazer integram o movimento “Conviva”, criado pela Bradesco Seguros com o objetivo de incentivar a convivência harmoniosa entre motoristas, ciclistas e pedestres.

Importante espaço de lazer Iniciativa da Bradesco Seguros, as ciclofaixas de lazer surgiram em 2009 interligando os parques do Ibirapuera, do Povo e das Bicicletas, em São Paulo, num percurso de 5 quilômetros.

Atualmente, a capital paulista conta com 120,4 quilômetros de extensão (ida e volta). Inaugurada em outubro de 2013, a Ciclofaixa de Osasco tem 15 quilômetros de extensão, interligando os parques Chico Mendes, no Bussocaba, e Nélson Vilha Dias, no Rochdale. As Ciclofaixas de Lazer de São Paulo e de Osasco reúnem mais de 150 mil pessoas a cada edição.

Prudential do Brasil eleva capital segurado para R$ 30 milhões por vida

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A Prudential do Brasil ampliou os limites de aceitação do capital segurado, elevando sua capacidade, por vida, de R$ 15,8 milhões, no último ano, para R$ 30 milhões. Tal iniciativa visa dar maior proteção aos clientes que necessitam de uma cobertura mais ampla e com o valor de proteção mais elevado.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as classes A e B cresceram 61% no País, no período de 2005 a 2010. A Prudential do Brasil também registrou um crescimento médio anual do público de alta renda em sua carteira, acima de R$ 75 mil por ano, de 23%, de acordo com pesquisas feitas no período de 2009 a 2012. A renda do brasileiro está aumentando assim como suas necessidades, por isso a segurado busca elevar periodicamente o capital segurado visando a proteção dessas famílias.

Em outubro de 2011, a proteção máxima oferecida pela seguradora era de R$ 10,6 milhões. Com a nova capacidade, o valor segurado máximo praticamente triplicou em pouco mais de dois anos. Com isso, a Prudential do Brasil passou a oferecer um dos maiores capitais segurados disponíveis no segmento de seguro de vida individual no Brasil. “Esta é uma excelente oportunidade para conquistarmos e protegermos clientes com necessidades mais elevadas. Nosso capital segurado está se tornando um importante diferencial de mercado e ainda demonstra nossa saúde financeira. Para nós, é uma conquista e ratifica a crescente confiança do mercado na Prudential do Brasil”, comenta o presidente & CEO da Prudential do Brasil, Fabio Lins.

Equipe feminina New Zealand Women’s Sevens, patrocinada pela AIG, vem ao Brasil

aig novaApós o sucesso da visita de alguns jogadores dos All Blacks ao Brasil no fim de 2013, agora é a vez das New Zealand Women’s Sevens virem ao País para participar do Circuito Mundial Feminino de Sevens, que ocorre entre os dias 21 e 22 de Fevereiro, na Arena Barueri, no Estado de São Paulo.

A AIG é patrocinadora global e parceira oficial de seguros da New Zealand Rugby (NZR), que é formada pelos times All Blacks, Maori All Blacks, All Blacks Sevens, New Zealand Black Ferns (time feminino de quinze), New Zealand Women’s Sevens (time feminino de sete) e New Zealand Under 20 (menores de 20 anos).

“A AIG encontra no rugby muitos dos valores que celebramos na empresa, tais como o desejo de superar as dificuldades, o trabalho em equipe e a integridade. Para nós, apoiar o rugby, e isso inclui a equipe feminina, é uma honra e um compromisso de encontrar o sucesso em tudo o que fazemos”, afirma Jaime Calvo, CEO da AIG no Brasil.

A modalidade Sevens é uma versão mais rápida e reduzida do rugby tradicional. O time tem sete jogadores, disputando uma partida de 14 minutos com dois tempos de sete minutos de duração. Os Jogos Olímpicos de 2016 terão o Sevens como modalidade pela primeira vez. O Rugby foi jogado pela última vez nos Jogos Olímpicos em 1924. O time neozelandês de Rugby Sevens conquistou no ano passado a Copa do Mundo e o Primeiro Circuito Mundial Feminino de Sevens (Women’s Sevens World Series).

Para mais informações e detalhes sobre a parceria da AIG com os All Blacks, acesse: http://www.aig.com/aig-and-the-all-blacks_3171_537094.html

PMEs estão mais otimistas, segundo pesquisa da Zurich Seguros

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A pesquisa da Zurich Seguros ouviu empresas e cenários de 12 países e destaca os desafios e aspirações das PMEs que estão se adaptando para atingir novos grupos de clientes e expansão para novos mercados. O empresariado brasileiro supera a média global de investimentos no capital humano, ao mesmo tempo em que assume que os riscos com incêndios tiram o seu sono.

São Paulo/SP, 17 de fevereiro de 2014 – A forte concorrência, aliada à baixa demanda do consumidor são os dois riscos mais significativos que pequenas e médias empresas têm enfrentado na contemporaneidade, aponta a pesquisa realizada pelo Grupo Zurich, que ouviu empresas de 12 países, no segundo semestre de 2013. Para sair dessa, as PMEs estudam o mercado, focam em novos clientes e nichos, dão as mãos com a tecnologia e ainda pensam em expandir atuação para o mercado internacional.

Ao todo, a pesquisa da multinacional suíça, que tem mais de 140 anos de atuação, entrevistou 3.293 empresas da Alemanha, Austrália, Brasil, Emirados Árabes, Espanha, Indonésia, Irlanda, Itália, México, Portugal, Reino Unido e Suíça, para analisar os desafios, riscos e traçar oportunidades deste segmento de mercado.

O Brasil surpreendeu com a afirmativa de que investiu em 20% na mão-de-obra e sua qualificação, e ficou acima da média dos 12 países da pesquisa, que alcançaram 14%. Para os empresários brasileiros, investir na especialização de sua mão-de-obra é a chave para o crescimento orgânico das empresas.

A pesquisa revelou ainda que 84% das PMEs consideram ser fortemente resistentes, que aptas a enfrentar as turbulências econômicas e ainda que estão otimistas em relação ao desenvolvimento do seu próprio negócio. Além do resultado positivo da pesquisa, a Grupo Zurich, que atende a clientes em mais de 190 países do mundo, aposta em sua expertise global e a capacidade de lidar com os desafios macroeconômicos enfrentados tanto pelas PMEs, como pelas grandes empresas, para dar suporte a este mercado. “Temos um longo histórico de atuação nos mais diversificados mercados, seja para produtos mais tradicionais, como roubo, incêndio, automóveis e residenciais, como para os mais recentes para suprimento da cadeia de fornecimento, de responsabilidade civil profissional, grandes riscos, ou vulnerabilidade tecnológica, e ainda cyber-risks”, pontua Hyung Mo Sung, CEO Seguros Gerais da Zurich Seguros para o Brasil.

“Na Zurich, toda a América Latina, mas o Brasil especialmente, é reconhecido por seu potencial e vive um momento de destaque. Diante deste cenário e, aproveitando a situação econômica favorável no país, iniciamos as operações de Vida & Previdência em 2010 e, desde então, investimos na modelagem e na revisão de nossos produtos, no time de profissionais e nas ferramentas operacionais. Estes e outros fatores influenciaram o Grupo Zurich a incluir, pela primeira vez, o Brasil em seus estudos” , destaca Richard Vinhosa, CEO de Vida & Previdência da Zurich Seguros.

Expansão nos mercados interno e novos mercados – Atrair novos clientes é considerado vital para a maioria das PMEs que visaram o mercado interno (em 23% dos casos), enquanto que 13% miraram o mercado externo, nos últimos 12 meses, percentual que deve crescer em 2014 para 33% e 14%, respectivamente. As empresas se ancoram na estratégia de trazer novas soluções e diversificar os produtos e serviços como solução certeira para atingir o sucesso e crescimento.

Nos Emirados Árabes, 26% das PMEs locais conseguiram expandir negócios no exterior com a criação de operações de exportação. Já na Suíça, Espanha, Irlanda, Austrália e México, esse crescimento foi de 15%.

Abordagem variada de preços aumento dos rendimentos – No ambiente econômico atual, as espanholas, portuguesas, italianas e irlandesas foram as PMEs que mais reduziram os custos (25%, 20%, 24% e 15%, respectivamente), enquanto que, ao mesmo tempo, estiveram defasadas em relação ao aumento da remuneração de seus empregados, com 4%, 6%, 4% e 3%, um reflexo dos desafios econômicos que estes membros da Zona do Euro estão enfrentando atualmente.

Enquanto isso, PMEs de outros países europeus têm melhor desempenho quanto ao crescimento dos salários: 24% na Suíça, 14% na Alemanha e 20% no Reino Unido, enquanto lutam pela redução dos custos. A tendência de aumentar salários e arrochar os gastos também foi observada em mercados emergentes: 41% vs 15% no Brasil, 16% vs 5% na Indonésia e 17% vs 12% no México.

Concorrência, estagnação do consumo, roubos, incêndios e riscos cibernéticos ainda assustam – Mais de um terço (36%) dos líderes das PMEs entrevistadas, identificaram a concorrência e “dumping” como um grande risco para seus negócios, o que é agravado pela falta de demanda do cliente para 24% dos ouvidos. Isto foi um problema particularmente ressaltado na Espanha (43%), Itália (35%), Portugal (32%) e no Reino Unido (34%) e menos na Indonésia (11%), Alemanha e Emirados Árabes Unidos (ambos com 14%).

O risco de furto foi apontado como mais preocupante em todas as regiões (19%), enquanto que o risco de incêndio tirou o sono de 20% das PMEs brasileiras. Essa mesma preocupação atingiu apenas a 7% das demais empresas dos 12 países ouvidos pela pesquisa.

Mesmo em tempos de um mundo cada vez mais virtual, fraudes online, invasão de bancos de dados e outros crimes cibernéticos, surpreendentemente, não foram listados como os principais riscos pela maioria dos entrevistados. O Reino Unido foi o que mais ressaltou a preocupação com esse tipo de crime, com 8,5%.

Contudo, a tendência é que este cenário mude em poucos meses, uma vez que as empresas estão atentas às novas possibilidades que o mundo cibernético proporciona, como a abertura de canais de venda online, por telefones e smartphones, além de plataformas para tablets.

Mão-de-obra qualificada é a chave para o crescimento – Enquanto 26% das empresas pretendem investir em eficiência operacional, melhorando aspectos como precificação, o empresariado brasileiro surpreende e diz que investiu 20% em capital humano, frente à média de 14% dos demais países ouvidos pela pesquisa. Investir em pessoal é essencial para 27% das empresas Suíças, 22% das Mexicanas e 20% das Portuguesas.

EscolherSeguro recebe novo aporte de investidores e pretende duplicar número de clientes em 2014

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Após receber aporte série A em janeiro do ano passado do fundo nacional de venture capital Warehouse Investimentos, a corretora on-line EscolherSeguro anuncia uma nova captação no mercado, que fica entre R$ 3 e 10 milhões. Desta vez, além da Warehouse, participam da rodada alguns executivos do mercado financeiro, assim como também os próprios fundadores da startup, Pieter Lekkerkerk e Marco Kemp.

Atualmente com mais de 6.000 clientes em sua carteira, a EscolherSeguro estima crescer sua base em 100% até o fim do ano. Para atender a demanda esperada, Lekkerkerk afirma que o montante recebido será utilizado, principalmente, na capacitação da equipe e na contratação de novos colaboradores.

Além de aperfeiçoar a eficiência da operação, uma parte do investimento também será aplicada no lançamento do novo site da companhia, que contará com layout intuitivo e irá permitir aos clientes a redução do tempo no preenchimento do formulário. “Esse é um tipo de investimento que precisa ser realizado continuamente, pois queremos proporcionar aos usuários sempre uma ótima experiência de utilização”, explica o sócio da EscolherSeguro.

Ainda segundo o executivo, o aporte anterior foi fundamental para a empresa oferecer uma maior gama de produtos aos consumidores, com destaque para a inclusão no portfólio de planos de saúde e dental. “Hoje, entre as corretoras de seguros on-line, a EscolherSeguro atingiu a melhor avaliação em sites de reclamações. Com a segunda rodada, iremos agilizar o fluxo de trabalho interno e possibilitar que as pessoas interessadas em nossos serviços sejam contatados em até 30 minutos após a conclusão do formulário no site”, afirma.

Com um cenário menos favorável na conjuntura econômica, puxado pela freada da expansão do consumo e a queda de emplacamento de veículos novos, Lekkerkerk acredita que a expansão do valor total dos prêmios deve sofrer uma leve retração no Brasil em 2014, em relação ao ano passado.

No entanto, para o executivo, as corretoras on-line poderão se aproveitar desse momento para obter crescimento acima do mercado em geral. Ao trabalhar em parceria com diversas seguradoras parceiras, essas empresas tem a chance de atender a necessidade de uma maior variedade de perfis de consumidores. “Em alguns casos, a EscolherSeguro apresenta preços de apólices até 40% mais baratas em relação a concorrência”, argumenta. “Além disso, como a penetração das corretoras on-line ainda é baixa, apostamos em um expressivo crescimento do segmento até o final do ano ao passo que mais brasileiros vão descobrindo a possibilidade de fazer seguros pela web”, complementa Lekkerkerk.

Quase tudo pronto para o 3º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro

cristo rioNos dias 8 e 9 de abril, especialistas do Brasil e do mundo para mais uma edição do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, realizado pela Escola Nacional de Seguros em parceria com a CNseg, a Abecor-Re e a Fenaber, no Hotel Sofitel, em Copacabana. São aguardadas cerca de 400 pessoas durante os dois dias de debate. No dia 10 acontece a tradicional replica do salão do Lloyd’s of London, no mesmo local, com a presença de vários sindicatos, tanto daqueles que já chegaram ao Brasil como daqueles que ainda planejam a estratégia de atuação no Brasil. O evento da revista Reactions, sobre o mesmo tema e que acontecia também em abril, com patrocínio do IRB Brasil Re, foi transferido de abril para setembro, segundo recente email enviado pelo controlador da revista britânica, o grupo EuroMoney.

Nas duas primeiras edições, de 2011 e 2013, foram abordados os investimentos nos eventos esportivos de grande porte, pré-sal, catástrofes climáticas, agronegócio e Lei Geral do Seguro. Desta vez, estarão na pauta a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (Segurobras), a visão do jornalista Ricardo Amorim sobre a economia brasileira, riscos cibernéticos, o efeito de novas opções de investimento na capacidade do resseguro e outros temas correntes na prática do resseguro no Brasil.

As inscrições podem ser feitas no www.funenseg.org.br e custam R$ 750,00 até 27 de fevereiro; R$ 850,00, entre 28 de fevereiro e 21 de março; e R$ 950,00, entre 22 de março e 4 de abril. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail parcerias@esns.org.br.

Coordenadoria de Comunicação Social – Tel.: (21) 3380-1065

Programação (em andamento)

8h – Credenciamento

8h30 – Abertura

9h – Plenária Principal I – “ABGF: Perspectivas de Atuação”
Palestrantes: Luis Felipe Braga Pellon – Sócio do Escritório de Advocacia Pellon e Associados
Luis Claudio Barretto – Odebrecht

10h30 – Coffee Break

11h – Plenária Principal II
“Novas Alternativas de Investimento e o Efeito sobre Capacidade de Resseguro”
Palestrante: Harry Owen – JLT

12h30 – Almoço

TARDE TÉCNICA

14h – Painel Técnico I
Assuntos Correntes – “Riscos Declináveis”

14h – Painel Técnico II
Fraude e Corrupção no Ambiente de Negócios – “Acessos Fraudulentos via Internet”

15h – Painel Técnico III
Fraude e Corrupção no Ambiente de Negócios – Tema em definição
Palestrante: Roberto Tardelli – Procurador de Justiça, Membro do MP/SP

16h – Coffee break

16h30 – Plenária Principal III
“O Mercado de Resseguro Brasileiro Hoje”

18h – Coquetel

9/4/2014

9h – Plenária Principal IV – “A Economia Brasileira e Perspectivas”
Palestrante: Ricardo Amorim – Jornalista

10h30 – Coffee Break

11h – Plenária Principal V
“Riscos Cibernéticos – Percepção sobre Perdas Potenciais”.

12h30 – Almoço

TARDE TÉCNICA

14h – Painel Técnico IV
Aspectos Jurídicos – “Novo Seguro Garantia”
Palestrante: Roque Junior de Holanda Melo – J. Malucelli Seguradora

14h – Painel Técnico V
Óleo & Gás – Tema em definição

15h – Painel Técnico VI
Aspectos Jurídicos – “Jurisdição e Competência no Contrato e na Claus. Compromissória
Palestrante: Luis Henrique Ferreira Leite – Rosman, Penalva, Souza Leão, Franco Advogados

15h – Painel Técnico VII
Óleo & Gás – “Desafios na Exploração do Petróleo no Brasil”

16h – Coffee break

16h30 – Painel Técnico VIII
Aspectos Jurídicos – “A Cláusula de Sanções e sua Aplicabilidade no Brasil”
Palestrante: Fábio Torres – TW Law Adv. Empresarial

16h30 – Painel Técnico IX
Óleo & Gás – “Receptividade do Lloyds aos Riscos Brasileiros”

17h30 – Encerramento

Um trabalho eterno dedicado à sofisticação dos Controles Internos

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Presidente da CCI fala sobre as ações da Comissão em entrevista exclusiva ao portal da Cnseg:

Muita coisa mudou na governança corporativa das empresas. E, em boa parte, isso se deve à dedicação dos profissionais de Controles Internos e de Gestão de Riscos das companhias e das áreas técnicas da CNseg, que buscam formas de mitigar, cada dia mais, os riscos que envolvem a operação e aumentar a consciência da importância do controle. Em 2004 surgiu a primeira norma de controle interno para o mercado segurador e, a partir de 2006, os regulamentos que definem e quantificam os riscos. Para contar um pouco da trajetória dos últimos dez anos, o Portal da CNseg entrevistou Assizio Oliveira, presidente da Comissão de Controles Internos da Confederação. “Temos nos dedicado à sofisticação dos Controles Internos e da Gestão de Riscos e esse é um trabalho eterno”, diz, na entrevista, a seguir:

Quais os principais temas debatidos em 2013? O que foi concluído e o que ficou para este ano?
2013 consumiu bom tempo da comissão em estudos que também envolveram colegas de outras comissões, como a Atuarial, Administração e Finanças e a Jurídica, além do Núcleo de Estudos e Projetos da CNseg e a própria Susep, sobre a formação da base de dados de perdas, importante para a quantificação do capital adicional baseado no risco operacional. Esse tema tem sido alvo de amplas discussões, o que é natural porque nem mesmo as autoridades encarregadas das regras de Solvência II, na Europa, conseguiram chegar a um consenso. É muito difícil calcular o capital adicional com base nesse quesito e, do ponto de vista matemático, é preciso ter um histórico confiável sobre as perdas passadas.

E como ficou?

Passa por avaliação uma minuta de regulamento que estabelece os conceitos, procedimentos e prazos para que cada uma das empresas contem com uma base de perdas para viabilizar o cálculo do risco operacional. Esse tema tomou muito tempo e gerou muitas idas e vindas, o que é compreensível em face da sua complexidade, esperando-se que na primeira metade de 2014 tenhamos a sua regulamentação pela Susep, talvez ainda no formato de audiência pública, o que proporcionará discutir algum outro detalhe antes da publicação definitiva.

E o novo regulamento sobre lavagem de dinheiro?

Esse tema começou a ser tratado pela Susep em 2002, portanto quando ainda não havia a obrigatoriedade da implantação dos Controles Internos e da Gestão de Riscos. No entanto, a partir da atualização do regulamento trazida por sucessivas circulares, até os dias atuais, quando está vigente a Circular 445, o assunto vem sendo corretamente tratado sob aqueles dois enfoques conceituais. No entanto, a despeito de terem havido avanços importantes nos regulamentos que permitiram melhor operacionalizar o tratamento dos indícios de lavagem de dinheiro, outro tanto ainda precisaria ser feito para enquadrar o mercado segurador à realidade do negócio e às referências internacionais a que o Brasil, por acordo, se obriga a seguir. Com efeito, quando se analisam as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), entidade do Ministério da Fazenda criada como uma Unidade de Inteligência Financeira, o setor é indevidamente visto como um caminho em que seria menos difícil praticar a lavagem de dinheiro, na medida em que, por força do regulamento atual, ainda comunica àquele órgão cerca de dez vezes mais operações entendidas como suspeitas do que o mercado bancário, o que, por si só, e sem a necessidade de análises mais aprofundadas, indica uma grave distorção a ser tratada. Ademais, e nas palavras dos próprios representantes do COAF, geram informações irrelevantes aos propósitos daquele órgão, que se vê às voltas com excessivo número de informações de seguros, que, ao final, resultam em índices muito baixos de aproveitamento, o que também acaba por afetar, também indevidamente, a imagem do setor. Por isso, a comissão mantém-se no esforço de negociar com a Susep novos avanços nos regulamentos, o que faz mediante estudos baseados na realidade brasileira e em análises comparativas com a legislação e os regulamentos de países avançados nesse tema. Entendemos que a Susep poderia tomar a iniciativa de chamar o COAF para participar do processo de aprimoramento das regras, uma vez que como destinatário das informações e maior interessado, agregaria muitíssimo às discussões. Estamos otimistas que isso ocorrerá e que a Susep possa editar nova atualização do tema em 2014, de forma a enquadrar o mercado segurador à realidade. Por outro lado, inspirados pela Febraban e em seu relacionamento com o Banco Central, e a depender do andamento das tratativas atuais, a comissão poderia desenvolver uma auto regulamentação sobre o assunto no que toca ao negócio de seguros.

Que impacto trará o FATCA ao setor?

A Lei Americana do FATCA implica que as entidades financeiras de todo mundo têm de dar informações ao fisco americano sobre recursos financeiros de empresas e cidadãos americanos ao redor do mundo, sob pena de sanções relevantes. Trata-se de regra elaborada de forma inteligente, dado que afeta as empresas e seus interesses nos EUA, ao invés de afetar os países em que elas estão sediadas. O debate gira em torno de como agir com esse assunto, que é importante para bancos e seguradoras que têm clientes americanos que aplicam em produtos financeiros como, por exemplo, fundos de previdência. Há vários aspectos a considerar, inclusive a legislação brasileira que assegura o sigilo de tais informações, porém é relevante recomendar que cada seguradora brasileira se cadastre como empresa aderente ao programa, o que, em princípio, deve ser feito até 25 de abril deste ano. A Febraban, o Banco Central e a Receita Federal têm-se debruçado de forma mais aprofundada sobre o assunto, o que levou a CNseg a passar a acompanhar as reuniões promovidas naqueles fóruns e a consultar a Susep sobre os impactos para o setor de seguros. Por outro lado, a comissão de Controles Internos formará um grupo de trabalho para, no seu âmbito, estudar o assunto e indicar as recomendações pertinentes. Por outro lado, há gestões avançadas no sentido de que o Brasil assine com os EUA um acordo bilateral que permitirá tratar o tema de forma mais amigável; portanto, a expectativa é grande para que isso ocorra, uma vez que há enorme diferença de tratamento do trânsito das informações com e sem o acordo. Por outro lado, é tema que deve se alastrar na legislação de outros países e, até mesmo, tornar-se um programa com alcance mundial.

Em 2012, a comissão de Controles Internos elaborou o Guia de Boas Práticas em Compliance, que foi muito bem recebido pelo mercado. Há algum outro projeto em discussão no âmbito da comissão que envolva a criação de um outro guia?

Os guias de boas práticas são importante fonte de consulta e, na medida das necessidades, a comissão poderá editar outros ou atualizar os existentes. No entanto, eles têm a limitação de ter que tratar os assuntos de forma genérica, não podendo, por óbvio, entrar em detalhes operacionais específicos. Por isso, em 2013 começamos a tratar os temas de forma mais pontual, mediante a emissão de pareceres técnicos, que, após elaborados, sobem para aprovação do Conselho Diretor da CNseg e são divulgados não apenas com a função de orientar determinada prática, mas também com o objetivo de harmonizar o tratamento de determinado aspecto em todo o setor. Na primeira reunião da comissão deste ano ficou deliberada a formação de grupos especialistas de trabalho, com caráter permanente, o que permitirá o rápido tratamento de temas emergentes, como, por exemplo, o FATCA, anteriormente comentado. Outros exemplos importantes são o da intervenção da Auditoria Interna no processo de implementação e validação do banco de dados de perdas operacionais e o de prevenção dos delitos de lavagem de dinheiro, também já anteriormente comentados. Tomando esses três exemplos, que refletem necessidades já conhecidas, a comissão passará a contar com grupos de trabalho permanentes, cujas primeiras missões serão, respectivamente, a preparação de pareceres técnicos relacionados às operativas do FATCA, aos trabalhos de campo da Auditoria Interna voltados à revisão da base de dados de perdas operacionais e às esperadas alterações no regulamento sobre prevenção da lavagem de dinheiro. Como exemplo recente e bem sucedido, pode-se citar a emissão do parecer técnico sobre como a Auditoria Interna deve conduzir seus trabalhos e reportar seus resultados no tocante à revisão do relatório semestral da Ouvidoria, obrigação esta regulamentada na Resolução 279 do CNSP. Outros grupos de trabalho permanentes como os de Compliance e de Gestão de Riscos serão formados na comissão e ficarão de sobreaviso para atuar sempre que alguma nova circunstância assim o exija. Percebemos essa mudança de estratégia como um avanço, posto que sai-se do “que” dos guias para o “como” dos pareceres técnicos.

Observamos ao longo dos últimos anos o aumento da importância do controle de risco na operação de empresas do setor de seguros. Isso certamente demanda a qualificação de pessoal especializado para a realização dessa função. Como a comissão tem colaborado nesse cenário?

Investir na qualificação dos profissionais da área passou a ser a menina dos olhos da comissão, uma vez que, do ponto de vista conceitual, os quase dez anos que se passaram desde a edição da Circular 249 e as gestões realizadas permitem concluir que há uma consolidação do assunto no setor, o que nos remete à busca da sofisticação de cada um dos distintos aspectos que o formam. Neste ano organizaremos o oitavo Seminário de Controles Internos e Gestão de Riscos, evento para o qual trazemos pessoas qualificadas, dos mercados local e internacional, para apresentar e discutir os temas prioritários da agenda do segmento. Mais de 300 profissionais se inscreveram no último seminário e a cada ano cresce o número de interessados. Além disso, a comissão desenvolveu, em parceria com a Escola Nacional de Seguros, que o mantém, um curso de extensão universitária sobre Controles Internos, que se desenvolve ao longo de quatro meses, com carga horária compatível com a larga gama de assuntos a serem abordados. Nossa expectativa para este ano é que sejam formadas quatro turmas, sendo duas em cada semestre, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. Em 2013 as duas turmas que frequentaram o curso alcançou cerca de 60 alunos, o que nos faz crer na necessidade de uma maior oferta daqui por diante. Estimamos que sua boa aceitação e avaliação se deve ao fato de ter sido desenvolvido e ministrado por profissionais de Controles Internos do mercado segurador, que lidam dia a dia com o tema, aliada à reconhecida qualidade acadêmica e logística da Escola Nacional de Seguros.

Também há um livro na agenda da comissão, não?

Sim. Em 2006 a comissão apoiou a publicação do livro “Controle interno no mercado segurador brasileiro – Conceitos e práticas”. O tempo, porém, dadas as inúmeras mudanças havidas com o assunto, se encarregou de deixá-lo desatualizado. Nosso propósito é reeditar o livro, atualizando-o e agregando aspectos que não foram tratados na primeira edição ou foram tratados sem a profundidade que merecem. Em princípio, a nova edição terá como título “Controle interno e gestão de riscos no mercado segurador – Conceitos, regulamentos, práticas e auditoria”, que melhor reflete seu novo e incrementado conteúdo.

Qual a sua expectativa em relação à criação do banco de dados de perdas operacionais demandado pela Susep? O senhor acha que essa iniciativa aumentará ainda mais o comprometimento do alto escalão das empresas com a gestão dos processos das companhias?

Acredito que sim, uma vez que o assunto passará a ser tratado e expresso de forma quantitativa, melhor dizendo, financeira, que é uma linguagem mais bem compreendida pelos altos escalões das companhias. Com efeito, na medida em que, por exemplo, uma parada de sistemas, um erro funcional, uma deficiência de procedimento, uma falha de controle ou uma fraude deve ser medida e registrada sob o ponto de vista pecuniário, haverá argumentos mais consistentes para que o alto escalão fique mais comprometido em entender as razões da perda operacional e investir na sua prevenção, se não para eliminar, para mitigá-las. Com certeza a iniciativa servirá para aumentar a conscientização de todos.

Como o cliente se beneficia de processos de controle eficientes por parte de uma seguradora, entidade de previdência ou empresa de capitalização?

A missão principal do órgão regulador é proteger o consumidor de seguro e garantir a saúde do setor, o que é feito mediante a edição de regras cada vez mais focadas naqueles objetivos. Isso obriga as empresas a implementarem governança, processos e controles que, além propiciar a sustentabilidade, protegem o cliente e demais partes relacionadas. Gosto de enfatizar o título de um livro de Manoel Marcondes de Neto, que bem reflete esse enfoque e destaca o componente “ambiente de controle” do Controle Interno: “A transparência é a alma do negócio”. É uma filosofia de atuação que se contrapõe àquela que dizia que “o segredo é a alma do negócio”. Quanto mais claras as informações, os produtos, os controles, a governança, mais o cliente confiará que está entregando a proteção de seus bens e de seu futuro a uma empresa que foge do lucro fácil e imediato e prefere um crescimento sustentável e duradouro. Ao aumentar de forma consistente e veraz a imagem de segurança para o consumidor, a seguradora logra reduzir seu custo de aquisição e de manutenção de clientes. O benefício do cliente, por conseguinte, é o aumento de sua segurança.

Há estatísticas que demonstrem que o controle interno reduz o risco de fraudes e que traz ganhos para a imagem ou mesmo financeiro às empresas? Pode citar alguns exemplos?

Há aqui ou ali estatísticas e estudos que indicam que boa governança, bons controles e boa transparência redundam em rentabilidade acima da média do mercado e, no caso das empresas de capital aberto, menor volatilidade de suas ações, logros que claramente estão relacionados à boa imagem, ou seja, aquela que leva à confiança do cliente. Por outro lado, e muito embora ainda intangível, parece lógico concluir que governança, controle e transparência resultam em sustentabilidade e longevidade do negócio. Pode-se ilustrar esses ganhos olhando para a crise de 2008: fez um estrago no mundo, mas as seguradoras brasileiras passaram incólumes em razão das bases fortes de governança, de capital, de solvência, resultantes de normas de controle interno e de gestão de riscos, que a cada ano vão se tornando mais rígidas. Hoje o profissional de Controles Internos e de Gestão de Riscos tem bons argumentos para vender a sua função para a alta administração, uma vez que, no ambiente atual, não é possível sobreviver sem controles internos de forma sustentável e longeva. Outro dado interessante é que o mercado brasileiro de seguros, que cresce a uma taxa anual de dois dígitos apesar do crescimento do PIB nacional mal chegar a 2%, apresenta um índice de demandas judiciais que não chega a 0,8%. Isso demonstra que esse esforço de implementar bons controles e boa gestão de riscos leva o mercado segurador a não sofrer tanto como outros segmentos.

Itaú Seguros é condenada a indenizar o Consórcio Alumar

ernestoMatéria do portal Consultor Jurídico

A Itaú Seguros foi condenada a indenizar o Consórcio Alumar por conta dos erros de montagem que impediram o correto funcionamento de duas caldeiras contratadas pelo consórcio para aumentar a produção de alumínio em uma refinaria de São Luís, no Maranhão. O consórcio é formado pelas empresas BHP Billinton, Alcan e Alcoa World e, levando em conta juros e correção monetária, pode receber mais de R$ 80 milhões. A sentença é da juíza Daise Fajardo Nogueira Jacot, da 15ª Vara Cível de São Paulo.
A Itaú Seguros foi contratada para garantir os riscos de engenharia na compra das duas caldeiras e, segundo a sentença, o acordo previa “no tocante à cobertura de ‘danos materiais’ garantia todo o interesse do primeiro autor e demais segurados relacionados ao empreendimento”. Também foi, de acordo com o consórcio, firmado “um seguro para as obras civis e instalação e montagem”, cobrindo todos os riscos relacionados a essas ações.

Em setembro de 2009, foi constatado um problema em uma das caldeiras, por conta de um erro de montagem em alguns dutos. A constatação de que houve troca nos dutos dos dois equipamentos tornou necessária a interrupção do funcionamento de ambos. Isso motivou o acionamento da seguradora, que inicialmente reconheceu o sinistro como coberto, oferecendo R$ 12 milhões.

Posteriormente, a Itaú Seguros voltou atrás, alegando que dependia do posicionamento das resseguradoras, resistindo e evitando o pagamento do valor completo do contrato. A seguradora afirmou, em sua defesa, que “o sinistro decorreu de claro erro do fabricante, excluído da cobertura contratual”.

De acordo com a juíza, as caldeiras foram construídas na Polônia e vieram desmontadas ao Brasil, com o processo sendo feito por uma terceira companhia. Ela citou o fato de a perícia ter concluído que o erro foi na montagem, feita após uma pré-montagem ainda na Polônia.

O erro, apontou a sentença, foi a inversão de módulos, “fazendo com isso que não houvesse perfeito fluxo de vapor dentro dos Cross Over, acarretando com isso um superaquecimento”. Após a constatação do erro na primeira caldeira, a segunda foi desarmada por precaução, e a primeira foi desativada, na sequência, para a instalação dos equipamentos corretos. Segundo o perito, a comprovação de erro na montagem está relacionada ao fato de não ter sido observado o desenho incluído na carta de recomendações da fabricante.

Assim, a juíza afirmou que o sinistro estava coberto pelo seguro contratado, até porque a contratação voltava-se para a garantia dos riscos de engenharia decorrentes da operação. Ela determinou o pagamento total de quase R$ 42 milhões, incluindo os gastos com substituição dos equipamentos, com o reparo das caldeiras, mão de obra, lucros cessantes e gastos adicionais. O valor pode chegar a R$ 80 milhões porque os juros e correção monetária começam a contar da data do sinistro.

O consórcio foi defendido pelo escritório Ernesto Tzirulnik Advocacia e, segundo o advogado Ernesto Tzirulnik, a decisão “é prova da maturidade e da alta qualificação do Judiciário brasileiro para julgar contratos de seguro envolvendo valores elevados e questões complexas, como são os seguros de riscos de engenharia”. Quanto à rapidez com que o processo foi concluído, ele observa que há procedimentos arbitrais envolvendo o mesmo tipo de conflito, que estão em andamento há mais de cinco anos.

Mongeral Aegon investe para ser a preferida dos clientes que se preocupam em construir um futuro seguro

R___8738O que é esse grupo segurador e onde queremos chegar? Assim o CEO Helder Molina iniciou a conversa com cerca de 700 pessoas reunidas no auditório do hotel Mabu Resort, em Foz do Iguaçu, palco da 1a. Convenção Anual da Mongeral Aegon.

“Não é fácil subir neste palco e olhar o conjunto que temos. Sou muito emotivo”, diz, tentando em vão segurar as lágrimas ao olhar sua equipe vestida de camiseta azul. “É uma satisfação grande poder verificar o crescimento desta companhia”, segue. “Essa empresa só é o que é em função das pessoas que compõem o grupo. Em empresas de serviços como a nossa as pessoas são o ativo mais valioso. Máquinas e prédios não importam. O que importa são as pessoas agregadas em um único propósito”.

Com tamanha introdução filosófica, Molina mostra dados financeiros que comprovam que sua teoria realmente funciona na prática. A Mongeral está entre as três empresas do Brasil que não sofreu qualquer paralisação desde a sua fundação, há 179 anos. O grupo conta hoje com 58 escritórios, sendo três deles abertos nesta semana. O grupo de colaboradores se aproxima de 1 mil e o de corretores já ultrapassou 4 mil corretores. “Grande parte dessa equipe formada por nós”, ressalta o CEO. São mais de 200 gestores de vendas. “Essa é a maior força de vendas especializada em seguros de vida deste país”, afirma.

foto-19De acordo com dados apresentados em sua palestra, a Mongeral cresce a um ritmo de 20% por ano na última década. “Somos líderes no segmento de planos instituídos e de previdência pública. Em 2013, a empresa pagou mais de R$ 150 milhões em benefícios. Tem mais de 300 mil clientes individuais e mais de 1 milhão considerando-se as apólices de vida em grupo. Mais de R$ 124 bilhões em capital segurado.

Esse resultado foi conquistado em 2013, período de grandes conquistas pelo grupo.Pessoalmente, o desafio de Helder Molina é escalar um dos grandes picos do mundo. Pela trajetória profissional percorrida em 2013, já está pronto. Helder Molina comandou a reestruturação de todo o departamento comercial da companhia, deixando mais claro produtos e clientes que querem conquistar. Fizeram parcerias estratégicas, como com a Unicred, que deixou de ser regional para ser nacional, e com a Bancoob, que “após um longo e tenebroso inverno estamos finalizando toda a parte legal para constituir uma seguradora e assim atuarmos juntos”, revelou.

O CEO também citou o início da troca do sistema corporativo, o lançamento da asset e da gestora de passivo, assim como a estréia no microsseguros e a diversificação do canal de vendas. “Inclusive com investimentos nos canais digitais, pois hoje quem decide como e quando quer ser abordado é o cliente. E temos uma nova geração que só quer se relacionar virtualmente”, assegura. A seguradora também consolidou os produtos de alta renda, com elevação dos valores para seguros de vida.

BOULEVARD BELAS ARTES 1Até mesmo em benefícios diretos para a cidade do Rio de Janeiro estão na lista de ações da Mongeral em 2013. “Iniciamos o processo de mudança em torno da matriz, que está no mesmo endereço desde 1821. Conseguimos autorização da prefeitura para transformar as ruas ao redor do prédio da matriz no Boulevard Belas Artes, que com certeza se transformará em ponto turístico e em cartão postal da cidade”, afirma.

E como os acionistas vêem a empresa amanhã? “Focada no cliente. Sem ele, que é quem nos traz o lucro, não somos nada. Portanto, ele é a razão do nosso esforço. Os corretores são nossa interface com os clientes, pois levam a todos os públicos as necessidades de proteção que necessitam em diversas fases da vida”, complementa. Segundo ele, a empresa almeja estar sempre um passo a frente das necessidades dos clientes. “Temos de descobrir e saber produzir produtos, mesmo que ele ainda não saiba das suas necessidade. Isso é o que acreditamos ser inovação”, enfatiza Helder Molina.

Ele concorda que não é uma missão fácil. “O crescimento requer equilíbrio. Temos de ter ambição sem soberba. Ousadia com respeito. O propósito da companhia é ajudar as pessoas a assumir a responsabilidade por seu futuro financeiro e para atingirmos essa meta priorizamos três valore: sermos claros, trabalharmos em parceria e superarmos expectativas. Faltou a ética, podem pensar alguns de vocês, Mas a ética é algo intrínseco e por isso não precisa constar dos nossos valores”.

livro mongeralE, para finalizar, Helder Molina enfatiza que a ambição maior é a Mongeral Aegon ser a seguradora mais recomendada em seguro de vida no Brasil. “Toda vez que alguém pensar em olhar a sua vida financeira futura, que ele lembre que a Mongeral Aegon tem produtos e serviços para seu conforto”.

Dizer o que diante de uma apresentação tão emocionada de quem comanda uma equipe motivada por parceiros tão afinados como o maestro Alessandro Sangiorgi e seus músicos ou como o quinteto comandado por Luiz Fernando Veríssimo e elucidada pela equilibrada visão da economia de Eduardo Gianetti? Boa sorte e que tudo se realize Mongeral Aegon.