Open insurance: falta ganhar tração

Alessandro Octaviano SUsep

Denise Bueno, para o Valor

O open insu­rance, um sis­tema cri­ado pela Supe­rin­ten­dên­cia de Segu­ros Pri­va­dos (Susep), que per­mite que cli­en­tes de segu­ra­do­ras com­par­ti­lhem seus dados de forma segura com outras empre­sas do setor, já saiu do campo da pro­messa. A agenda regu­la­tó­ria avan­çou, a infra­es­tru­tura foi implan­tada e o mer­cado segu­ra­dor bra­si­leiro pas­sou a con­vi­ver com um novo modelo de com­par­ti­lha­mento de dados, pen­sado para ampliar con­cor­rên­cia, esti­mu­lar ino­va­ção e dar ao con­su­mi­dor mais con­trole sobre suas infor­ma­ções. Mas, pas­sa­dos os mar­cos ini­ci­ais de imple­men­tação, o que se vê é um sis­tema ainda em cons­tru­ção, que pro­cura escala, cla­reza de valor e maior flui­dez ope­ra­ci­o­nal.

“O open insu­rance ainda enfrenta desa­fios e resis­tên­cias, mas não dá para par­tir do pres­su­posto de que esse ecos­sis­tema não dará certo”, afirma Júlia Nor­mande, dire­tora da Susep. “Ele é estra­té­gico para apro­xi­mar con­su­mi­dor e segu­ra­dora e para ampliar a oferta de ser­vi­ços no mer­cado. Hoje, mui­tas empre­sas ainda enxer­gam o open insu­rance como custo regu­la­tó­rio. O desa­fio é fazer com que ele passe a ser visto como modelo de negó­cio, de melho­ria de pro­ces­sos e de aten­di­mento ao cli­ente”, diz Nor­mande.

Se o regu­la­dor insiste na dire­ção estra­té­gica, o mer­cado chama aten­ção para as difi­cul­da­des do uso coti­di­ano. Do ponto de vista de mer­cado, há evo­lu­ção con­creta — com aumento de inte­gra­ções e tes­tes tran­sa­ci­o­nais —, mas ainda em está­gio ini­cial de matu­ri­dade. Trata-se de uma infra­es­tru­tura invi­sí­vel que já vem sendo mais bem apro­vei­tada por segu­ra­do­ras liga­das a con­glo­me­ra­dos finan­cei­ros.

A dis­cus­são passa pelo papel das Socie­da­des Pro­ces­sa­do­ras de Ordem do Cli­ente (Spocs). Até abril de 2026, ape­nas duas foram auto­ri­za­das pela Susep, a Guru Spoc e a Open Power, mas a expec­ta­tiva é de novas apro­va­ções de cor­re­to­res de segu­ros inte­res­sa­dos em atuar no open finance, a inte­gra­ção do open ban­king com o open insu­rance. Para a Susep, essas empre­sas podem fun­ci­o­nar como veto­res de ino­va­ção, jus­ta­mente por nas­ce­rem com foco inte­gral em ser­vi­ços e tec­no­lo­gia. Ao mesmo tempo, ainda enfren­tam ajus­tes regu­la­tó­rios e ope­ra­ci­o­nais para atuar com maior efi­ci­ên­cia e aju­dar a dar ao sis­tema a escala pre­ten­dida.

Um dos prin­ci­pais gar­ga­los está na pró­pria expe­ri­ên­cia do cli­ente. “Na prá­tica, o prin­ci­pal desa­fio hoje é fazer a jor­nada do cli­ente fun­ci­o­nar com flui­dez de ponta a ponta”, resume Icaro Leite, CEO da Guru Spoc. Segundo ele, o ecos­sis­tema evo­luiu em gover­nança, segu­rança e estru­tura, mas ainda car­rega fric­ções impor­tan­tes nas eta­pas de auten­ti­ca­ção e con­sen­ti­mento. “O desa­fio agora é con­so­li­dar a infra­es­tru­tura com escala, gover­nança e mode­los de dis­tri­bui­ção capa­zes de cap­tu­rar o valor dos dados”, acres­centa Manuel Matos, coor­de­na­dor do Comitê de Ino­va­ção em Segu­ros da Câmara Bra­si­leira da Eco­no­mia Digi ­tal (camara-e.net).

O pri­meiro ponto crí­tico é a ampli­a­ção do perí­me­tro de par­ti­ci­pa­ção. Per­sis­tem assi­me­trias entre ins­ti­tui­ções obri­ga­das e par­ti­ci­pan­tes volun­tá­rios, o que limita a escala e cria dis­tor­ções com­pe­ti­ti­vas — sobre­tudo em favor de gru­pos que já ope­ram inte­gra­dos ao open finance com segu­ra­do­ras liga­das a ban­cos.

Sem uma base ampla e equi­li­brada, o sis­tema tende à frag­men­ta­ção. Outro desa­fio cen­tral é a con­ver­são do con­sen­ti­mento em ativo eco­nô­mico. Embora o modelo colo­que o titu­lar no cen­tro, ainda são inci­pi­en­tes os usos estra­té­gi­cos do con­sen­ti­mento para gera­ção de pro­du­tos, ser­vi­ços e expe­ri­ên­cias dife­ren­ci­a­das.

Do lado das segu­ra­do­ras, a ava­li­a­ção é que o obs­tá­culo prin­ci­pal hoje não está na tec­no­lo­gia. Ale­xan­dre Leal, dire­tor-téc­nico, de estu­dos e de rela­ções regu­la­tó­rias da Con­fe­de­ra­ção Naci­o­nal das Segu­ra­do­ras (CNseg), afirma que o setor já fez inves­ti­men­tos rele­van­tes para cum­prir a agenda regu­la­tó­ria, mas a demanda do con­su­mi­dor ainda é limi­tada. “Do ponto de vista das segu­ra­do­ras, o prin­ci­pal entrave para o open insu­rance ganhar escala comer­cial hoje é, sobre­tudo, a baixa demanda do con­su­mi­dor”, diz.

Para ele, ao con­trá­rio do open finance, o seguro não faz parte da rotina digi­tal da maior parte das pes­soas: “O cli­ente não tem o hábito de aces­sar fre­quen­te­mente pla­ta­for­mas de segu­ra­do­ras, como faz com apli­ca­ti­vos ban­cá­rios”. Nesse con­texto, auten­ti­ca­ção e con­sen­ti­mento para com­par­ti­lhar dados aca­bam se tor­nando bar­rei­ras adi­ci­o­nais num ambi­ente com o qual o con­su­mi­dor inte­rage pouco e, mui­tas vezes, de forma medi­ada pelo cor­re­tor. Por isso, ganha força a ideia de ace­le­rar a inte­ro­pe­ra­bi­li­dade com o open finance, levando infor­ma­ções de segu­ros para canais nos quais o cli­ente já está pre­sente.

Gus­tavo Laença, da Cap­ge­mini, afirma que o ecos­sis­tema ainda não con­se­guiu demons­trar gera­ção clara de valor para as segu­ra­do­ras. Na visão dele, o debate pre­cisa sair do campo estri­ta­mente tec­no­ló­gico e migrar para estra­té­gia, pro­du­tos, dados e comer­cial.

Mas o ano de 2026 pode ser deci­sivo para o open insu­rance. “Os resul­ta­dos mais con­cre­tos em ter­mos de ser­vi­ços devem come­çar a apa­re­cera par­tir de 2027. O ano de 2026 será muito impor­tante para revi­são, ajus­tes regu­la­tó­rios e for­ta­le­ci­mento da gover­nança”, informa Nor­mande, da Susep.

O supe­rin­ten­dente da Susep, Ales­san­dro Octa­vi­ani, insere o tema numa agenda mais ampla. Para ele, a aber­tura e a por­ta­bi­li­dade de dados for­ta­le­cem o con­su­mi­dor e aju­dam a ampliar o acesso ao seguro. “A pre­o­cu­pa­ção da Susep vai além da pene­tra­ção. O cen­tro da nossa agenda é a resi­li­ên­cia da eco­no­mia bra­si­leira”, afirma. “E isso passa por ampliar a base segu­rada, tra­zer novos arran­jos para o mer­cado regu­lado e avan­çar em agen­das como seguro rural, catás­trofe e open insu­rance.”

FF Seguros acelera transformação e amplia atuação do corporativo ao médio e pequeno risco

A FF Seguros, companhia do grupo canadense Fairfax, atravessa um momento de inflexão estratégica. Tradicionalmente reconhecida pela atuação em grandes riscos corporativos, a companhia vem redesenhando sua presença no mercado para avançar sobre segmentos de médio porte e pequenas empresas, em um movimento que combina tecnologia, diversificação de canais e proximidade com corretores.

Carla Almeida, Chief Distribution Office, conta que a transformação está diretamente ligada às ambições de crescimento da companhia até o fim da década. “Temos um desafio de crescimento bastante significativo até 2030, num ambiente de extrema competição do setor, com farto capital de resseguro para apoiar novos entrantes em diferentes nichos. Isso torna nosso desafio ainda mais interessante e nos remete a explorar novos segmentos, como o de pequenas e médias empresas”, afirma.

A estratégia está estruturada em dois grandes pilares: Consumer, voltado ao massificado, e Commercial, que abrange médio e grande risco. O reposicionamento passa por alterar a percepção do mercado sobre a seguradora que vem sendo construída nos últimos anos: mantém sua especialização em grandes riscos e avança com a mesma excelência num portfólio diverso para atender diferentes tipos de clientes dos corretores de seguros e canais de distribuição diversos que vão de bancos, varejo até cooperativas. “Hoje, quando o mercado pensa em FF Seguros, pensa em grandes riscos. O que estamos fazendo nesse movimento de transformação é justamente fazer com que também nos enxerguem como uma opção para proteger do médio ao pequeno risco”, diz.

A tecnologia é um importante pilar dessa mudança, com foco na digitalização de processos e na ampliação da oferta via plataformas disponibilizadas aos corretores parceiros. “A ideia é reduzir o trabalho operacional e agilizar toda a jornada, da cotação à emissão”, explica. Com isso, os corretores ganham tempo e dinheiro com o fechamento de negócios que visam proteger boa parte das lacunas que representam riscos para seus clientes.

A principal é a FF Place, voltada aos corretores, que concentra a oferta de produtos e vem sendo ampliada para suportar lançamentos. Funciona como um ecossistema de cotação e emissão 100% digital, com uso de dados para direcionar ofertas mais personalizadas. A companhia também mantém portais de serviços para gestão de apólices e rotinas operacionais, além de iniciativas de integração tecnológica via APIs, reforçando o objetivo de simplificar processos, reduzir o tempo de subscrição e tornar a distribuição mais eficiente.

No campo da distribuição, a seguradora reorganizou sua atuação e ampliou os canais. Hoje, a executiva lidera frentes que incluem grandes corretores, bancassurance, licitações, e canais especializados. “Cada canal tem uma proposta de valor específica. O trabalho é estruturado para nos reaproximar do mercado e entregar exatamente o que o corretor precisa”, afirma.

Dentro desse redesenho, o canal de médio mercado e especialistas ganhou protagonismo, que começou a ser organizado em 2024 e ganhou escala ao longo de 2025, com expectativa de avanço ainda maior neste ano. “É um canal com grande potencial. Entramos recentemente e já vemos oportunidades relevantes de crescimento”, afirma. A proposta é atuar de forma mais consultiva, ampliando o escopo de atuação dos parceiros. “Queremos oferecer soluções mais completas e alinhadas às necessidades do negócio, independentemente do porte do cliente”, diz. 

Um dos focos está na ampliação do portfólio vendido por corretores especialistas. “Identificamos que muitos corretores têm oportunidades de oferecer produtos além do seu nicho principal. Nosso papel é apoiar isso, com ferramentas, treinamentos, visitas e eventos”, afirma Carla. A estratégia já mostra resultados. Thais Mathias, superintendente comercial do canal Médio Mercado & Especialista, conta que somente em 2025, os novos negócios geraram cerca de R$ 29 milhões trabalhando essa diversificação dentro da base de especialistas. “Um corretor de transporte, por exemplo, pode vender empresarial, responsabilidade civil ou vida. A ideia é atender o cliente de ponta a ponta”, acrescenta.

“É um mercado mais competitivo, com disputa de preços em alguns segmentos. Isso exige que as seguradoras se reinventem. Nesse contexto, tecnologia e uso de dados ganham centralidade. Precisamos fazer uma distribuição mais inteligente, entender melhor o perfil do corretor e atuar de forma mais assertiva”, diz.

O cenário macro também adiciona complexidade. Eventos como eleições, calendário com muitos feriados e aumento de empresas em recuperação judicial impactam a dinâmica de negócios e exigem ajustes na subscrição e nas condições de resseguro. “Cada produto tem suas particularidades e exige atenção redobrada e o médio mercado é um vetor relevante de crescimento para corretores e seguradoras. Estamos olhando para ‘oceanos menores’, com mais capilaridade. O médio mercado traz volume e novas oportunidades”, Thais.

Para sustentar essa estratégia, além da tecnologia, atendimento personalizado, produtos sob medida e acessíveis, a FF Seguros também investe em relacionamento. A companhia prepara o lançamento da primeira campanha de benefícios para corretores, além de intensificar treinamentos, campanhas e eventos regionais. “Queremos mostrar que estamos entrando nesse segmento para ficar”, afirma Carla. 

A atuação inclui encontros presenciais em diferentes praças, levando executivos e soluções a regiões onde a seguradora não possui estrutura física. “É uma forma de estreitar relacionamento e apresentar nossos diferenciais”, diz. A meta para 2026 reflete esse momento de transição. “Será um ano desafiador, mas de avanço. Estamos estruturando a companhia para crescer de forma sustentável, com uma proposta de valor mais ampla e aderente ao mercado”, finalizam as executivas da FF Seguros. 

Mapfre abre seleção de projetos incentivados com foco em cultura, esporte e inclusão social

A Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, abriu nesta sexta-feira (15) as inscrições para seleção de projetos incentivados que poderão receber patrocínio da companhia ao longo de 2027. O edital contempla propostas aprovadas em leis federais de incentivo e fundos públicos nas áreas de cultura, esporte, saúde, reciclagem e desenvolvimento social.
 

Podem participar projetos enquadrados na Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei de Incentivo ao Esporte, Lei de Incentivo à Reciclagem, Fundo da Infância e Adolescência (FIA), Fundo do Idoso, PRONAS e PRONON.
 

A área cultural aparece entre os principais focos do edital. Nos últimos anos, a seguradora vem direcionando parte dos investimentos para iniciativas ligadas à democratização do acesso às artes, incluindo circulação de espetáculos, exposições, festivais e ações de formação artística em diferentes regiões do país. A prioridade deste ano é apoiar projetos a preços populares e capacidade de ampliar o alcance de atividades culturais dentro e fora dos grandes centros urbanos.
 

“O acesso à cultura ainda é muito desigual no Brasil. Há projetos relevantes sendo desenvolvidos em várias regiões do país, muitas vezes com impacto direto nas comunidades onde acontecem. O edital busca identificar iniciativas com esse perfil, que consigam ampliar o acesso e criar conexão com o público local”, afirma Letícia Matuck, gerente de eventos e patrocínios da Mapfre.
 

Inscrições se encerram em setembro e dezembro
 

Na área cultural, o edital prevê apoio a projetos de artes cênicas, música e artes visuais. Entre as iniciativas elegíveis estão espetáculos de teatro e dança, exposições, apresentações instrumentais e atividades de musicalização. Os projetos também deverão apresentar ações de inclusão social e estratégias de divulgação.
 

O processo de seleção inclui ainda propostas voltadas ao esporte, reciclagem, atendimento à população idosa, infância e adolescência, pessoas com deficiência e atenção oncológica. Entre os critérios analisados estão relevância social, viabilidade orçamentária, experiência dos proponentes e aderência às diretrizes do edital.
 

Podem participar pessoas jurídicas com atuação cultural, esportiva ou social, com ou sem fins lucrativos, como associações, institutos e fundações. Para projetos de cultura, esporte, FIA, Fundo do Idoso e reciclagem, as inscrições seguem até 30 de setembro de 2026. Já as propostas ligadas ao PRONAS e ao PRONON poderão ser enviadas até 15 de dezembro de 2026. O resultado final será divulgado em janeiro de 2027. As inscrições devem ser feitas neste endereço e os projetos serão avaliados pelo Comitê de Patrocínios da Mapfre.
 

“Os projetos incentivados ajudam a Mapfre a participar de experiências que fazem parte da vida das pessoas. Cultura, esporte e iniciativas sociais criam conexões muito mais próximas e espontâneas com o público. Para uma seguradora, isso também é uma forma de ampliar relevância no cotidiano e construir relação com as comunidades para além dos momentos de contratação ou uso do seguro”, explica Letícia.

Corretora e seguros MDS contrata Adrián Larrondo como diretor global  

O Grupo MDS nomeou Adrián Larrondo como Diretor Global do Negócio Marítimo, reforçando o seu compromisso com a especialização, apoio à internacionalização e crescimento do seu negócio marítimo a nível global.  

Em Madrid, Adrián Larrondo vai liderar o desenvolvimento internacional dessa linha de negócios. O executivo vai conduzir a estratégia da área, reforçando a proposta de valor para clientes com operações complexas e transfronteiriças e consolidando a presença da MDS em mercados estratégicos na Península Ibérica e na América Latina. 

Adrián Larrondo possui mais de três décadas de experiência internacional no setor marítimo e de seguros. Ao longo da sua carreira, ocupou cargos de liderança em empresas de referência como JLT Insurance Brokers, March JLT e Grupo CSAV, onde desempenhou responsabilidades em seguros, sinistros, prevenção de perdas e aconselhamento jurídico em diferentes geografias, incluindo Europa, América Latina e Ásia-Pacífico. Antes de ingressar na MDS, liderou a sua própria empresa de consultoria especializada e atuou como agente externo para negócios marítimos na América Latina no âmbito da aliança internacional Howden RS. Seu perfil reúne uma base jurídica sólida, vasta experiência técnica em seguros marítimos e uma visão internacional de negócio. 

Sua chegada faz parte da estratégia da MDS de oferecer um serviço altamente especializado, apoiado por uma equipe internacional, robusta e multidisciplinar, com profissionais localizados na Espanha e na América Latina, preparados para atender clientes de acordo com a geografia e a complexidade de seus riscos. 

A área de Marine da MDS conta com profissionais experientes oriundos de empresas de destaque nos setores marítimo, de seguros, jurídico e financeiro, formando uma estrutura diferenciada pela expertise técnica e alcance internacional. A equipe reúne especialistas com passagens por empresas de transporte marítimo, corretoras de seguros, consultorias, áreas de gestão de riscos e assessoria jurídica especializada, além de seguradoras líderes de mercado, permitindo à MDS entregar respostas técnicas adequadas às necessidades de cada cliente e mercado. 

Além de Adrián Larrondo, integram a equipe profissionais como María Ignacia Sáez, Especialista Sênior com experiência na March-Howden, JLT e Grupo SAAM; Manuel Lezama Leguizamón, Diretor de Contas, com passagens pela Generali Global Corporate & Commercial, Lloyd’s e mercados especializados; Sergio Llopis, Especialista Sênior com experiência na March-Howden, Hapag-Lloyd e Barbuss; e Santiago Mufarech, Executivo de Contas Júnior especializado em análise financeira e consultoria operacional. 

Álvaro Mengotti, CEO da MDS Espanha, afirma que “a chegada de Adrián Larrondo representa um passo estratégico no nosso compromisso de consolidar uma operação marítima global, apoiada por uma equipe internacional de alto nível. Sua experiência, somada à força e diversidade do time que construímos entre a Península Ibérica e a América Latina, reforça nossa capacidade de acompanhar clientes que atuam em ambientes cada vez mais globais e complexos”. 

Com essa nomeação, a MDS segue avançando em sua estratégia de crescimento e especialização, ampliando sua capacidade de oferecer soluções avançadas em gestão de riscos e seguros marítimos, com forte atuação internacional. 

Seguradora AXA reforça relacionamento com corretores de seguros para seguir rota de crescimento

O mercado segurador brasileiro começou 2026 em meio a uma transformação que, desta vez, saiu do discurso e passou a impactar diretamente o dia a dia das seguradoras, resseguradoras e corretoras. A competição mais intensa entre os players do setor, somada ao avanço tecnológico, aos eventos climáticos e às novas demandas dos consumidores, vem exigindo mudanças profundas na forma de desenvolver produtos, distribuir seguros e fortalecer relacionamentos comerciais.

Foi nesse contexto que a AXA promoveu, em São Paulo, mais uma etapa do seu roadshow com corretores parceiros. O encontro reuniu executivos da companhia para apresentar estratégias, compartilhar números, ouvir demandas do mercado e reforçar o compromisso de desenvolver soluções mais aderentes à realidade brasileira.

Durante a abertura do evento, a CEO da AXA no Brasil, Erika Medici, destacou a importância estratégica do Estado de São Paulo para os negócios da companhia e para o mercado segurador brasileiro. “São Paulo faz parte do nosso roadshow, mas São Paulo é prioridade. A economia do Brasil gira em torno do Estado e os números apresentados consolidam essa relevância”, afirmou a executiva.

Erika também chamou atenção para o papel crescente do seguro diante dos desafios econômicos e climáticos enfrentados pelas empresas brasileiras. Segundo ela, o setor precisa ir além da proteção patrimonial tradicional e atuar como parceiro na continuidade dos negócios dos clientes. “Quando vemos restrição de crédito cada vez mais latente e eventos climáticos acontecendo com mais recorrência, o papel da seguradora e principalmente do corretor evolui de forma extremamente relevante. Proteger o patrimônio é apenas o primeiro passo. Precisamos construir soluções que ajudem na continuidade do negócio dos clientes”, afirmou.

Ao longo do encontro, os executivos reforçaram a disposição da companhia em desenvolver produtos diferenciados e customizados para os clientes dos corretores, com foco tanto em grandes riscos quanto em soluções massificadas. O vice-presidente comercial da AXA, Lucianlo Calheiros, apresentou a nova estrutura comercial da seguradora, organizada para ampliar a atuação junto a corretores globais, assessorias e varejo. A estratégia busca expandir a distribuição de produtos complexos, como D&O, E&O e seguro cibernético, ao mesmo tempo em que fortalece linhas massificadas e negócios de menor tíquete.

Entre os canais priorizados estão operações B2C e B2B2C, cooperativas e agronegócio, além de produtos como garantia estendida e prestamista, atualmente uma das linhas de maior crescimento da companhia. A AXA estruturou sua estratégia de crescimento em três pilares principais. O primeiro deles é o “essentiaALL”, apontado como motor de crescimento no Brasil e voltado à ampliação do acesso ao seguro por meio de soluções mais inclusivas. O segundo é o “AXA Verde”, iniciativa focada em segmentos sustentáveis, como energia renovável e novas soluções ligadas à transição energética. Já o terceiro pilar é a massificação, com produtos simplificados para pequenas empresas e consumidores que ainda possuem baixa penetração de seguros.

A companhia destacou que possui mais de 3 milhões de clientes mesmo sem atuação relevante no segmento de automóveis, reforçando a ambição de crescer em produtos massificados e ampliar sua presença em novas frentes de proteção. “Este crescimento vem de uma grande preocupação de todos com os processos, e na minha área temos investido muito em tecnologia para facilitar a vida de todos”, enfatizou o vice-presidente de Subscrição e Sinistros, Arthur Mike. O vice-presidente de Transformação, Tecnologia e Operações, Bruno Porte, afirmou que o uso da tecnologia para acelerar processos está de mãos dadas com o lado humano. Segundo ele, a seguradora prepara lançamentos, incluindo soluções para o segmento de transporte e responsabilidade civil para médicos.

Na mesma linha, o diretor comercial consultivo, Gustavo Carvalho, afirmou que a companhia vem reforçando a construção conjunta de soluções com os parceiros comerciais. “Não lançamos um único produto sem ouvir os corretores. O corretor é a melhor consultoria que existe no mercado”, afirmou.

A área de massificados também ganhou destaque no encontro. Clovis Silva, diretor de massificados, vida e parcerias, apresentou os números do seguro empresarial, que cresceu 20% em 2025, impulsionado por serviços como assistência 24 horas. Apenas nesse segmento, a companhia realizou quase 800 mil atendimentos no ano passado, sendo 71% de forma eletrônica. No seguro Auto Frota, a companhia registrou crescimento de 110%, apoiado em coberturas diferenciadas e serviços voltados à gestão de frotas corporativas. Já no seguro de vida, 88% da carteira é composta por pequenas e médias empresas, com processos totalmente digitais de cobrança e faturamento, além de serviços adicionais como telemedicina, assistência emocional e assistência voltada às mulheres.

As linhas financeiras também foram tratadas como prioridade estratégica. O superintendente de seguro garantia, Fabio Scatigno, afirmou que a companhia passou por uma transformação importante nesse segmento ao longo do último ano, apostando na digitalização e na simplificação de processos. Segundo ele, a plataforma da seguradora passou a operar com análises de crédito totalmente digitalizadas, permitindo realizar cerca de 2 mil análises mensais — ante aproximadamente 100 anteriormente. O executivo também destacou o avanço das garantias recursais automatizadas e o lançamento de soluções voltadas ao mercado de compra e venda de energia, segmento que vem crescendo em ritmo de dois dígitos ao ano.

Já nas linhas financeiras, o destaque ficou para o seguro cibernético. Fabio Lambertucci, gerente da área, ressaltou que o segmento ainda possui poucas seguradoras com produtos capazes de atender adequadamente às necessidades dos clientes, especialmente pequenas e médias empresas, o que fez deste segmento um ponto estratégico para a AXA, que desenvolveu diversas coberturas que vão além do que seus concorrentes oferecem para conquistar de vez os corretores de seguros.

A expectativa da companhia é ampliar fortemente sua atuação em riscos cibernéticos ao longo de 2026, em um cenário de aumento da demanda por proteção digital. O executivo também destacou que a queda das taxas no D&O levou o mercado a ampliar coberturas e serviços para tornar os produtos mais competitivos e diferenciados. Entre as novidades estão coberturas para penhora online e proteção da remuneração variável de executivos afetados por bloqueios judiciais.

MAG Seguros investe em educação que inclui seguro de vida como proteção financeira 

Ao longo do tempo, o seguro deixou de ser visto apenas como uma solução para os momentos difíceis e passou a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na vida dos brasileiros. Hoje, ele é diretamente relacionado às questões de planejamento financeiro, à proteção familiar e à garantia da continuidade de projetos pessoais e profissionais, mesmo quando a vida segue caminhos inesperados.
 

Celebrado em 14 de maio, o Dia Continental do Seguro reforça a importância do mercado segurador na proteção de pessoas, famílias e bens. Estabelecida em 1948, a data convida o setor a refletir sobre a evolução do seguro e sua contribuição para uma sociedade mais preparada. 
 

“O seguro de vida é uma ferramenta essencial no planejamento financeiro, seja na proteção de uma família, na construção de patrimônio, no planejamento para a aposentadoria ou na proteção de projetos futuros. Na MAG, olhamos para essa missão com o compromisso de quem está ao lado dos brasileiros, oferecendo cuidado, segurança e confiança para que mais famílias possam seguir em frente com tranquilidade”, comenta Marcio Batistuti, Diretor Comercial de Varejo da MAG Seguros.
 

Para a MAG Seguros, especialista em vida e previdência com 191 anos de atuação ininterrupta no Brasil, essa visão é parte importante de sua trajetória. A companhia atravessou gerações, reafirmando seu compromisso em ajudar os brasileiros a protegerem o que realmente importa. Nesse processo, o papel do corretor segue sendo fundamental. Com uma rede de mais de 7,2 mil corretores parceiros, a MAG entende que esse profissional, atua como um especialista em proteção financeira, diretamente ligado ao cliente, sendo capaz de compreender suas necessidades, traduzir possibilidades, orientar escolhas e ajudar a transformar preocupação em decisão final. 
 

“O corretor ocupa o lugar de um consultor, acompanhando o cliente em todas as fases da vida. Sua atuação ajuda a identificar riscos, entender prioridades e construir soluções de proteção adequadas para cada momento. Esse olhar consultivo é essencial para aproximar a proteção financeira da realidade das famílias brasileiras e ampliar a cultura do seguro no país”, encerra Batistuti.
 

Compromissada a levar a cultura da proteção cada vez mais longe, a seguradora tem investido em sua ampliação da presença física, fortalecendo a atuação dos corretores e contribuindo para que mais famílias tenham acesso à proteção, planejamento e segurança financeira. A companhia conta com cerca de 56 unidades e pretende encerrar 2026 com aproximadamente 100 filiais nacionais, em uma expansão estrutural para levar proteção financeira às diferentes regiões do país.

Allianz registra lucro operacional recorde de € 4,5 bilhões no primeiro trimestre

Oliver Bäte Swiss Re
Oliver Baete, chief executive officer of Allianz SE

Allianz iniciou 2026 com lucro operacional recorde de € 4,5 bilhões no primeiro trimestre, alta de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi sustentado principalmente pelo desempenho da operação de seguros patrimoniais e de responsabilidade civil (P&C) e pelo crescimento da área de gestão de ativos.

O volume total de negócios do grupo somou € 53 bilhões no trimestre, ligeiramente abaixo dos € 54 bilhões registrados um ano antes. Ainda assim, a companhia reportou crescimento interno de 3,5%, desconsiderando efeitos cambiais e movimentos societários.

O lucro líquido atribuível aos acionistas avançou 48,4%, para € 3,8 bilhões, beneficiado pela venda das participações da Allianz em joint ventures na Índia.

Na divisão de seguros patrimoniais e de responsabilidade civil, o volume de negócios alcançou € 28,3 bilhões, com crescimento interno de 6,8%. O lucro operacional da área subiu 11,1%, para € 2,4 bilhões, apoiado pela melhora do resultado técnico.

O índice combinado recuou para 91%, ante 91,8% no primeiro trimestre de 2025, refletindo melhora tanto na sinistralidade quanto na eficiência operacional. Segundo a seguradora, o desempenho reforça a disciplina de subscrição e os ganhos de produtividade da operação.

Na área de vida e saúde, os prêmios de novos negócios somaram € 23,7 bilhões, abaixo dos € 26,1 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A Allianz informou, porém, que a retração foi limitada quando ajustada por efeitos cambiais e pela venda de participação na UniCredit Allianz Vita. O lucro operacional da divisão permaneceu estável em € 1,4 bilhão.

A área de gestão de ativos também apresentou crescimento. As receitas operacionais avançaram para € 2,2 bilhões, impulsionadas pela expansão dos ativos sob gestão e pelo aumento das taxas de performance. O lucro operacional da divisão atingiu € 857 milhões, alta de 5,8%.

O CEO da Allianz, Oliver Bäte, afirmou que o desempenho do trimestre demonstra a força da estratégia centrada no cliente e o potencial do uso de inteligência artificial para ampliar eficiência e personalização dos serviços.

A diretora financeira do grupo, Claire-Marie Coste-Lepoutre, destacou que a companhia mantém confiança na projeção de lucro operacional para o ano, estimada em € 17,4 bilhões, com variação de até € 1 bilhão. A Allianz também segue executando seu programa de recompra de ações de até € 2,5 bilhões anunciado em fevereiro.

Queda global nas tarifas de seguros chega a 8% na América Latina no primeiro tri, mesmo com guerra

america latina

Os preços dos seguros comerciais recuaram 8% na América Latina e Caribe no primeiro trimestre de 2026, acompanhando uma tendência global de queda nas tarifas, segundo relatório da Marsh. No mundo, a redução média foi de 5% no período, marcando o sétimo trimestre consecutivo de retração nos preços.

De acordo com o estudo, o movimento é resultado da combinação entre maior concorrência entre seguradoras, ambiente favorável de sinistralidade, preços mais equilibrados no resseguro e aumento da capacidade disponível no mercado.

A América Latina registrou uma das maiores quedas globais, ao lado do Reino Unido, ambos com retração de 8%. As maiores reduções ocorreram na região do Pacífico, com queda de 12%, e na Índia, Oriente Médio e África, com recuo de 10%. Nos Estados Unidos, onde os preços haviam permanecido estáveis no fim de 2025, houve queda de 1%.

Na região latino-americana, os seguros de danos materiais lideraram a redução, com queda de 12% nas tarifas pelo sexto trimestre consecutivo. Segundo o relatório, o segmento continua beneficiado por elevada concorrência entre seguradoras e ampla oferta de capacidade local e internacional. Empresas consideradas com boa gestão de risco conseguiram condições mais favoráveis, enquanto riscos com histórico negativo ou controles frágeis seguiram sendo avaliados de forma mais rigorosa.

Nos seguros de responsabilidade civil, a redução média foi de 2%, com destaque para quedas mais expressivas em países como Brasil, Chile, México e Peru, principalmente fora da cobertura para veículos.

As linhas financeiras e profissionais também mantiveram trajetória de queda, com recuo de 6% nas tarifas pelo décimo trimestre consecutivo. O segmento segue pressionado pela concorrência entre seguradoras e pela elevada capacidade disponível, embora empresas com maior exposição regulatória ou histórico desfavorável de sinistros continuem enfrentando maior escrutínio.

Já os seguros cibernéticos tiveram redução média de 11%, após queda de 14% no trimestre anterior. O avanço de novos participantes ampliou a capacidade do mercado e levou clientes a renegociarem limites de cobertura e sublimites nas renovações.

Segundo Larissa Martins, líder de Placement para América Latina e Caribe da Marsh, o cenário cria oportunidades para os segurados ampliarem coberturas e melhorarem condições comerciais. “A oferta de capacidade abundante e a concorrência intensa entre seguradoras estão criando condições de mercado mais favoráveis. Isso se traduz em mais opções e melhorias nas coberturas para os clientes”, afirma em nota.

Silvana Speranza, diretora executiva de Placement da Marsh Risk, destaca que os resultados positivos das seguradoras, sustentados por níveis equilibrados de sinistralidade, têm favorecido as renovações no mercado brasileiro. “Nos últimos meses, isso tem se traduzido em coberturas mais amplas, franquias alinhadas ao perfil do risco e condições comerciais aprimoradas”, informa.

A executiva acrescenta que, embora a nova Lei do Contrato de Seguro tenha gerado expectativa sobre possíveis mudanças nos critérios de precificação, o principal impacto até agora ocorreu na adaptação de processos operacionais e no aumento da transparência na contratação e regulação de sinistros.

Apesar do cenário favorável, a Marsh avalia que fatores geopolíticos e eventos climáticos seguem no radar do setor e podem influenciar o comportamento das tarifas nos próximos trimestres.

Akad amplia aposta em D&O e mira expansão entre PMEs em 2026

A Akad Seguros encerrou 2025 na quarta posição no mercado brasileiro de seguros de Responsabilidade Civil para Diretores, Administradores e Conselheiros (D&O) e prepara uma estratégia de expansão para 2026 baseada na ampliação do acesso ao produto, avanço em grandes contas e aumento da penetração entre pequenas e médias empresas.

Em um ambiente de negócios mais regulado, judicializado e exposto a riscos cibernéticos e fiscais, a seguradora aposta no crescimento da demanda por soluções de proteção patrimonial e financeira para empresas e executivos. A avaliação da companhia é que o D&O deixou de ser visto apenas como uma cobertura individual para administradores e passou a integrar a estratégia de preservação financeira e de governança das empresas.

Segundo a Akad, fatores como a reforma tributária tendem a impulsionar esse movimento, ao elevar a complexidade das obrigações fiscais e ampliar o risco de autuações, disputas e questionamentos sobre atos de gestão.

“Hoje, falar em D&O é também falar em proteção financeira para a empresa. Em um ambiente de maior judicialização, aumento das responsabilidades dos administradores e mudanças regulatórias relevantes, esse seguro se torna um importante mecanismo de preservação patrimonial, estabilidade e segurança para a tomada de decisão”, afirma Yasmim Arriscado, coordenadora de D&O da Akad.

Para sustentar o crescimento, a companhia vem investindo em processos digitais para simplificar cotações e contratação, combinando tecnologia, subscrição especializada e atuação próxima aos corretores. A estratégia inclui ainda uma integração maior entre as soluções de D&O, Cyber e Responsabilidade Civil Profissional (E&O), diante da avaliação de que os riscos corporativos passaram a exigir uma abordagem mais conectada entre governança, continuidade operacional e segurança digital.

“A agenda de risco das empresas mudou. Hoje, a discussão sobre proteção patrimonial e financeira passa também por temas como cibersegurança, governança, continuidade e responsabilidade da liderança”, afirma Mariana, executiva da Akad responsável pelas áreas de D&O, Cyber, RCG e Garantias.

A seguradora também busca ampliar presença em operações de maior porte, incluindo empresas com exposição internacional e setores com demandas regulatórias mais sofisticadas. O portfólio contempla coberturas para empresas com atuação nos Estados Unidos, além de soluções voltadas para fundos de pensão, gestoras de recursos e operações de abertura de capital.

Na distribuição, a Akad intensificou investimentos em capacitação de corretores, ferramentas digitais e jornadas simplificadas de cotação, com foco em ampliar o alcance do D&O em um mercado ainda considerado pouco explorado entre médias empresas brasileiras.

ENCONSEG 2026 reúne corretores e seguradores para discutirem o futuro do mercado

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por Jorge Clapp

A edição 2026 do ENCONSEG – Encontro de Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro – foi um grande sucesso. Realizado pelo Sincor-RJ, com o apoio do SindSeg RJ/ES, no Centro de Convenções do Prodigy Hotel Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o evento reuniu Corretores de Seguros, seguradoras, lideranças e especialistas do mercado em uma tarde marcada por conteúdo estratégico, networking e fortalecimento da categoria.

“O ENCONSEG 2026 mostrou a importância da conexão entre os profissionais e entidades do setor. Tivemos casa cheia, grandes debates e um ambiente extremamente rico para networking e geração de conhecimento”, comemorou o presidente do Sincor-RJ, Ricardo Garrido, acrescentando que o resultado do encontro demonstra a força e a união do mercado de seguros no estado. “Foi um evento construído para fortalecer o mercado e valorizar o Corretor de Seguros”.

Com auditório lotado por uma plateia atenta a todos os debates, o ENCONSEG 2026 consolidou-se como o evento mais relevante do mercado de seguros do Rio de Janeiro, promovendo debates importantes sobre o presente e o futuro do setor. Logo na abertura, Ricardo Garrido e o presidente do SindSeg RJ/ES, Saint’Clair Pereira, destacaram que a programação foi organizada para permitir debates intensos e estratégicos e a ampla participação do público presente.

Garrido lembrou que o setor tem uma meta ousada: aumentar de 6% para 10% a participação do seguro no PIB Nacional, até 2030, o que significa praticamente dobrar de tamanho. “Mas, vamos trabalhar juntos para vencermos esse desafio”, conclamou.

Pereira, por sua vez, lamentou o fato de o mercado de seguros Rio de Janeiro ter apresentado, nos últimos anos, taxas de crescimento abaixo da média nacional.  “O market share do nosso mercado caiu de 11,8% para 9,3%. Precisamos trazer de volta o que perdemos, pois éramos o segundo mercado e, hoje, ocupamos apenas a quinta posição.”, frisou.

O primeiro painel abordou o tema “O Mercado de Seguros: Os Desafios da Intermediação e a Experiência do Consumidor”, reunindo nomes de destaque do mercado para discutir os desafios da relação entre Corretores, seguradoras e consumidores diante das transformações do setor.

O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, por exemplo, enfatizou a importância de o corretor entender os desejos do novo consumidor. “Hoje, o consumidor já nasce com um celular na mão. Quer tudo rápido e transparente. Mas, na hora de um sinistro, não abre mão da empatia e do atendimento humano que só o Corretor pode oferecer”, salientou.

Já o presidente do Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Roberto Santos, pontuou que o novo consumidor exige jornadas simples e respostas rápidas. “O consumidor não compara mais as companhias, mas as experiências oferecidas. Sem isso, não vamos chegar a lugar algum”, assinalou.

O presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e da Bradesco Seguros, Ney Dias, também apontou a necessidade de o mercado buscar alternativas para crescer e atingir novos públicos. “Corretores e seguradoras devem trabalhar juntos para oferecer novas soluções, usando a tecnologia para reduzir custos e chegar ao consumidor”, frisou.

Representando a Federação Nacional de Previdência e Vida (FenaPrevi), a diretora da entidade, Beatriz Herranz disse “acreditar muito” no papel exercido pelo corretor para orientar o consumidor e esclarecer dúvidas relacionadas ao “segurês” usado há anos pelo mercado. “O setor conta com o Corretor para desmistificar as letrinhas nos contratos. O segurês nos afasta do cliente”, admitiu.

Por fim, o vice-presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Robert Bittar, disse que o mercado precisa ser criativo para encontrar soluções e crescer nos próximos anos.

AUTOMAÇÃO

O segundo painel – sobre o tema “O Desenvolvimento do Corretor de Seguros no Cenário da Automação”, promoveu reflexões sobre inovação, tecnologia, automação e adaptação do profissional de seguros ao novo cenário do mercado.

O mediador foi o Presidente do Conselho do Grupo Assure de Seguros, Henrique Brandão Junior, que conduziu o debate com leveza e bom humor, mas sem deixar de ser contundente ao apontar algumas questões relevantes como a necessidade de o corretor investir na constante qualificação e no conhecimento. “O corretor continuará sendo muito importante, mas precisa buscar o aprimoramento constante, aproveitando as oportunidades oferecidas por instituições como a ENS, Fenacor e os SINCORs de todo Brasil”, afirmou Junior, que foi eleito, há poucas semanas, Vice-Presidente de Relação com o Mercado, da Fenacor.

Por sua vez, o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, defendeu a atuação diversificada do corretor, explorando oportunidades que surgem em diferentes carteiras. “O Corretor precisa estar sempre junto do segurado para oferecer múltiplos produtos e soluções de acordo com as necessidades do cliente”, recomendou Ber, acrescentando que é indispensável também ficar alerta às mudanças regulatórias, especialmente às novas exigências que obrigam o corretor a fornecer todas as informações ao segurado e detalhar cada proposta oferecida. “A IA pode ajudar bastante”, sugeriu.

Recomendação semelhante foi feita pelo vice-presidente Comercial e de Marketing da Porto Seguro, Luiz Arruda, para quem o corretor, por ser aquele que mais entende de risco e dos anseios do consumidor, deve oferecer não apenas um produto, mas a ampla proteção para as famílias. “É fundamental que o Corretor seja inovador todos os dias”, pontuou.

Nesse contexto, o CEO da MDS Brasil, Ariel Couto, foi ainda mais direto ao afirmar que “todos os corretores de seguros irão adotar a IA em algum momento da sua rotina profissional nos próximos anos”.

O debate contou ainda com a participação do fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho, para quem o corretor de seguros é, e continuará sendo, “o amigo certo para as horas incertas” dos segurados. Contudo, ressaltou que é preciso acompanhar as mudanças trazidas pela tecnologia a todo o momento.

Segundo ele, embora a IA mude quase tudo, seja nas buscas, na interação com o cliente, na solução dos problemas ou na comunicação, há situações que a tecnologia jamais conseguirá mudar. “Não há como alterar a valorização do contato humano, nem a importância do papel exercido pelo corretor”, acentuou.

Além das plenárias principais, o ENCONSEG 2026 contou com “Salas de Negócios” simultâneas, proporcionando debates segmentados e aprofundados sobre as principais carteiras do mercado, com base nas seguintes questões: “O Futuro do Seguro Automóvel”; “Desafios da Comercialização de Planos de Saúde”; “Estratégia para gerar mais negócios e fidelizar clientes” (em Vida e Previdência); e “Oceano de oportunidades em ramos elementares”.

Os painéis reuniram executivos, especialistas e lideranças de importantes seguradoras e entidades do mercado, fortalecendo o propósito do evento de promover atualização profissional, troca de experiências e geração de negócios.

O evento também contou com espaços de networking, welcome coffee, encontros entre parceiros estratégicos e momentos de integração entre os participantes, reforçando o papel do Sincor-RJ como entidade atuante no desenvolvimento do mercado de seguros.

O ENCONSEG 2026 encerrou sua edição deixando uma marca de fortalecimento, atualização e união do setor, reafirmando a importância de eventos que conectam o mercado e valorizam o Corretor de Seguros.