Título de capitalização arrecada R$ 10,4 bi no primeiro semestre

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No primeiro semestre de 2015, o setor de capitalização atingiu uma receita de R$ 10,410 milhões. Nos seis primeiros meses do ano foram distribuídos R$ 485 milhões em prêmios a clientes que tiveram títulos sorteados em todo o país, o que equivale dizer que as empresas do setor pagaram, por dia útil, R$ 3,9 milhões a clientes contemplados, informa Marco Antonio Barros, presidente da Federação Nacional de Capitalização, ao comentar os resultados do período.

Os valores devolvidos a portadores de títulos de capitalização sob a forma de resgates finais e antecipados alcançaram R$ 8,235 milhões, registrando um aumento de 13,1% no comparativo com 2014. Já as reservas técnicas, montante relativo aos depósitos efetuados por clientes de títulos de capitalização e que são devolvidos sob forma de resgates ao fim dos planos, avançaram 8,1%, alcançando o montante de R$ 30,657 milhões. “Os clientes estão mais cautelosos e conscientes da necessidade de economizar para dispor de alguma reserva em caso de emergências financeiras. Isso favorece a capitalização como um instrumento que contribui para o desenvolvimento da disciplina de guardar dinheiro, contando com o incentivo dos sorteios”, assinala Marco Barros. Atualmente, existem 17 milhões de clientes de títulos de capitalização no país.

Além de ser uma opção para quem deseja guardar dinheiro e concorrer a prêmios, os títulos de capitalização vêm se transformando cada vez mais em soluções de negócios para pessoas e empresas. É o caso do título de garantia locatícia, que substitui o fiador nas transações de aluguéis comerciais e residenciais, livrando o cliente do constrangimento de encontrar alguém disposto a assumir a obrigação. Outra modalidade em destaque é a que se enquadra como solução de filantropia, a do título de capitalização Popular, que permite aos clientes participar de sorteios e ceder o direito de resgate para alguma entidade que desenvolva atividades de caráter social.

Os produtos de Incentivo, por sua vez, funcionam como solução promocional ou para fidelizar clientes. Esta modalidade possibilita a empresas de qualquer segmento de atuação adquirir uma série de títulos de capitalização inteira, fechada, e ceder aos seus clientes, sem qualquer ônus, o direito a partircipar dos sorteios previstos naquela série, por meio de números da sorte. “O produto de capitalização, que na sua essência é um instrumento de acumulação de recursos com sorteios, amplia o seu alcance, atendendo necessidades de consumidores que buscam soluções para seus negócios e para sua vida”, diz o presidente da FenaCap.

Bradesco compra HSBC Brasil e leva também três seguradoras

bradesco logoO Bradesco comprou neste domingo a operação brasileira do HSBC por US$ 5,186 bilhões (R$ 17,6 bilhões), diminuindo a diferença para o Itaú, maior banco privado do país. Também hoje, o HSBC divulgou queda de 4% no lucro mundial, para US$ 4,3 bilhões no segundo trimestre. No Brasil, o lucro chegou a US$ 191 milhões no primeiro semestre. O maior interesse do Bradesco está na clientela de alta renda do HSBC, sexta maior instituição financeira do país em ativos. O banco tem cerca de 10 milhões de clientes, uma rede de 853 agências, receitas da ordem de R$ 10,6 bilhões e mais de 20 mil trabalhadores em todo o país.

Segundo tem divulgado o Bradesco, a aquisição vai proporcionar benefícios para os clientes das duas instituições, como o aumento da rede de atendimento em todo o país e o acesso a produtos oferecidos pelos dois bancos, principalmente nos mercados de seguro, cartão de crédito e administração de fundos (asset management).

Três seguradoras estão incluídas no pacote. A HSBC Seguros Brasil registrou receitas (prêmio emitido) de R$ 804 milhões, lucro líquido de R$ 403 milhões e patrimônio líquido de R$ 962 milhões no ano passado. A HSBC Vida e Previdência encerrou 2014 com contribuições de R$ 1,6 bilhão, lucro liquido de R$ 104 milhões e patrimônio líquido de R$ 338 milhões. A HSBC Capitalização obteve arrecadação de R$ 607 milhões, lucro liquido de R$ 95 milhões e patrimônio liquido de R$ 147 milhões.

HDI e SulAmérica usam a rede do banco inglês para distribuir seus produtos. Segundo recente entrevista concedida por João Francisco Borges, presidente da HDI, caso o novo controlador decida romper o contrato de preferência, o impacto no faturamento da seguradora será de 5% na receita gerada pela vendas no balcão. Nos últimos tempos o esforço de venda do HSBC estava concentrado em previdência.

Analistas discutem desafios das seguradoras de carros

carros compartilhadosEnquanto o mercado segurador mundial debate novas tecnologias para manter o crescimento das vendas de seguro automóvel num mundo onde o desenho da família “George Jetson” com seus carros voadores e sem motoristas se tornam realidade, o Brasil ainda enfrenta desafios como o custo Brasil embutido no seguro. Em vez de investir tempo, dinheiro e recursos para inovar em produtos como “pay as you drive” (pague o seguro conforme o seu risco de direção), os executivos tem de driblar problemas básicos do país, como falta de cultura de deveres e responsabilidades e elevado índice de violência. “De que adianta investir em tecnologia para trazer ao Brasil para precificar o bom motorista, quando mesmo sendo bom motorista o risco de um terceiro sem seguro causar acidente e um ladrão levar o carro são muito maiores?”, questionou um dos especialistas no assunto em entrevista ao blog Sonho Seguro.

Atualmente, cerca de 70% da cobertura comprada pelos brasileiros visa repor o carro e não as perdas causadas a terceiros. Outros problemas são que apenas 30% dos carros em circulação tem seguro e o índice de roubo e furto nas principais cidades brasileiras figuram entre os maiores do mundo. Além dos problemas típicos da carteira, as seguradoras ainda têm de enfrentar o sobe e desce da economia.

Sem renúncias fiscais de IPI, taxa de juros elevada, financiamentos mais restritos, inflação muito acima da meta, o fantasma do desemprego já ronda a população. Todos esses itens afetam de forma drástica a carteira de seguros de automóveis, comenta o consultor Luiz Roberto Castiglione em sua análise sobre o segmento. “Afora esses fatos, a falta de segurança vem impingindo perdas expressivas para o seguro”, acrescenta.

Com a redução nas vendas de veículos novos e usados, e o aumento dos custos básicos de reposição com a inflação elevada, podemos começar a nos costumar a reajustes de preços. “Nesse primeiro semestre ainda temos uma influência relevante das vendas do ano passado, onde tínhamos crescimentos elevados. Do segundo semestre em diante é que a situação pode começar a se complicar se a concorrência predatória se acentuar”, pontua o consultor.

Segundo ele, 2015 e 2016 serão tempos difíceis para a carteira, ainda compensados pela boa precipitação do passado e o aumento da taxa de juros que remunera as reservas técnicas. No entanto, afirma, se as vendas declinarem, a inflação se elevar e a Economia não voltar a apresentar sinais de recuperação no médio prazo esse equilíbrio poderá ser afetado.

A carteira de seguro automóvel encerrou o primeiro semestre com uma margem equivalente a 18,6% dos prêmios ganhos contra 17,4% de 2014. Esse desempenho pode ser atribuído a sinistralidade retida que alcançou a 62,1% dos prêmios ganhos contra 63,3% do ano passado. As despesas comerciais foram idênticas para ambos os períodos (representaram 19,3% dos prêmios ganhos).

Captura de Tela 2015-08-03 às 09.49.20O volume de vendas somou R$ 16,1 bilhões no semestre, 5,6% acima dos R$ 15,3 bilhões de 2014. A liderança de mercado continua com o grupo Porto Seguros, com 26,60% das vendas totais, seguida pela BB Mapfre, Bradesco, Sul América, HDI Seguros, Liberty, Tokio Marine, Allianz e Marítima Yasuda.

Enquanto fazem a gestão da carteira para manter a rentabilidade e o interesse do acionistas na operação, as companhias de seguros acompanham as inovações sobre conectividade. Uma das notícias de hoje é que a BMW e a Apple podem reacender os cortejos colocados de lado após uma visita exploratória de executivos da maior fabricante de aparelhos eletrônicos a sede da maior vendedora de carros de luxo do mundo, segundo informou a Reuters.

Também estão de olho nos riscos que a nova tecnologia traz. Os problemas de cibersegurança que levaram a Fiat Chrysler Automobiles NV a fazer um recall de 1,4 milhão de veículos este mês podem representar um problema para carros e caminhões de outras fabricantes, disse a maior reguladora de segurança automotiva dos Estados Unidos na última sexta-feira. Mark Rosekind, chefe da Administração Nacional de Segurança no Tráfego de Rodovias, disse que sua agência reguladora está tentando determinar quantas montadoras receberam componentes wireless da mesma companhia que forneceu para a Fiat Chrysler.

jetsonOs analistas acreditam que a mudança tecnológica representa uma grande ameaça para o mercado de seguros de carro. De acordo com a analista de pesquisa do Deutsche Bank Joshua Shanker, em 20 anos, as pessoas utilizarão os carros compartilhados em vez de comprar carro. E isso muda muito o negócio das seguradoras, hoje acostumadas a tarifar o motorista, basicamente pela idade, se tem filhos jovens, se tem garagem e o ano e modelo do veículo. Como vão analisar o hábito de direção de milhões de motoristas diferentes com o compartilhamento?, indaga o analista.

Em uma análise emitida em julho sobre uma das maiores seguradoras de carro dos Estados Unidos, a Progressive, Shanker escreveu que com os carros do futuro, sem motoristas, praticamente não haverá acidentes. Assim, quem vai comprar seguro de carro?

Realmente, é um novo modo de pensar no seguro. Vamos ver onde isso vai dar. Enquanto isso, continuamos acompanhando a discussão no Brasil sobre os corretores que ainda criticam a venda online de seguro e as seguradoras brincando de roubar monte.

AMBest mantém ratings por acreditar que mudanças no resseguro não afetam perfil do mercado no curto prazo

ambestA AMBest não pervê que estas mudanças recentes terão qualquer impacto de curto prazo sobre o perfil do mercado ou desempenho operacional das empresas brasileiras atualmente classificadas. As mudanças introduzidas com esta nova resolução serão graduais. Essa é a opinião da agência de risco divulgada em relatório publicado no dia 29 de julho, que faz referência a Resolução CNSP 322, que traz alterações para o mercado local de resseguros brasileiro.

De acordo com a 322, os percentuais de resseguro que podem ser cedidos entre empresas do mesmo grupo passa dos 20% permitidos hoje para 75% em 2020, de forma paulatina. Assim como os 40% de cessão obrigatória às resseguradoras locais cai para 15% em 2020. “É importante perceber que as palavras “contratará OU ofertará” na Resolução, sendo que o mandato de “oferta” de 40% dos prêmios cedidos para o mercado local não mudou. Empresas locais de resseguros continuam tendo o direito de preferência a 40% dos prémio do mercado. O que mudou foi a percentagem de prêmios que seguradoras deve “contratar” com o mercado de resseguros local”, enfatiza no estudo.

A segunda consideração da AMBest sobre a nova resolução refere-se a empresas ligadas ou pertencentes ao mesmo conglomerado financeiro sediadas no exterior, desde que sejam registradas como resseguradoras admitidas ou eventuais. A transferência máxima do prêmios correspondente a cada cobertura contratada irá aumentar gradualmente. “Esta decisão vai permitir uma maior eficiência financeira e de capital para estas organizações multinacionais e pode levar a uma maior participação no mercado da parte destas empresas no futuro. Isto pode também levar a um aumento de competição no mercado”, comenta o estudo.

Assim a AMBest não pervê que estas mudanças recentes terão qualquer impacto de curto prazo sobre o perfil do mercado ou desempenho operacional das empresas brasileiras atualmente classificadas. As mudanças introduzidas com esta nova resolução serão graduais ao longo de um período de cinco anos e participantes do mercado acreditam que empresas continuarão disciplinadas.

Segundo a agência, o objetivo dos reguladores brasileiros continua a ser um de promover o mercado local e a AMBest acredita que os participantes do mercado local continuarão a manter uma vantagem no curto e médio prazo. “Se for necessário, os reguladores provavelmente irão interferir novamente com novas alterações, se as decisões atuais levarem a um desiquilíbrio do mercado”, opina. Assim sendo, neste momento a AMBest não vê qualquer impacto de curto prazo sobre as classificações de crédito; no entanto a agência continuará a acompanhar de perto a situação para um possivel impacto às classificações de crédito.

João Gilberto Possiede – O Homem Seguro

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Indicação de Livro:

João Gilberto Possiede – O Homem Seguro
Autor: Pedro Ribeiro
Publicação: 2015

O lançamento do livro “João Gilberto Possiede – O Homem Seguro” que aconteceu em 15 de julho foi bastante prestigiado e reuniu representantes de várias entidades do mercado segurador, imprensa nacional especializada, amigos e parentes de Possiede – presidente do Sindicato das Seguradoras do Paraná e de Mato Grosso do Sul (Sindseg – PR/MS) e da JMalucelli Seguradora. O evento aconteceu na sede do Grupo JMalucelli, que na mesma ocasião também comemorou 20 anos de operação de sua seguradora.

“Eu tenho que agradecer a Deus por me dar saúde, aos amigos e companheiros de trabalho por tudo que aconteceu na minha vida. Mais recentemente a acolhida nesta casa (JMalucelli), a possibilidade de continuar trabalhando e desenvolver o Seguro Garantia. Parabenizar ao Pedro Ribeiro, que com grande capacidade montou este livro com histórias contadas por mim e pelos meus amigos. Algumas sérias, outras bonitas, histórias engraçadas, episódios ocorridos nas viagens com o Malutrom (time de futebol). Enfim, agradeço muito e quero continuar desfrutando destas amizades e relacionamentos”, disse Possiede.

Em nome do Sindseg – PR/MS, Ramiro Fernandes Dias, parabenizou Possiede pelo lançamento do livro e pediu para que ele continue por muitos anos orientando o mercado e mostrando os caminhos. “Esse livro retrata a saga de um homem que venceu pela persistência, superou barreiras, construiu não só um nome, mas ajudou a construir muito no mercado de seguros do Paraná e do Brasil”, afirmou o diretor executivo do sindicato, lembrando que Possiede tem 85 anos de idade, 70 anos de atuação no mercado segurador, 53 anos participando do Clube da Bolinha, 23 anos no Sindseg – PR/MS e 20 anos na JMalucelli.

Entre os convidados, estiveram presentes o ex-governador do Paraná João Elísio Ferraz de Campos, o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, o presidente do Sindicato dos Corretores do Paraná (Sincor/PR), José Antônio de Castro, o presidente do Clube de Seguros de Pessoas (CVG), David Novloski e o magnífico reitor do Clube da Bolinha do Paraná, Wilson Pereira.

Discursos e homenagens
Passada a sessão de autógrafos, aconteceu uma breve solenidade em que Possiede recebeu três placas de homenagem e muitos elogios. O presidente do Grupo JMalucelli, Alexandre Malucelli, ressaltou a importância da entrada de Possiede para o comando da seguradora alçando a companhia à liderança nacional em Seguro Garantia.

“Não só Possiede montou a empresa como também forjou a cultura que nós temos lá. Criou profissionais, influenciou no caráter das pessoas com seus conselhos e atitudes. Então o livro reflete um pouco dessa história. É um livro divertido mas que transmite mensagens. Deixa um legado e eu quero que a gente continue escrevendo edições desse livro para frente”, disse Malucelli.

Funenseg
Já o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, fez referência ao título do livro. “Possiede é um profissional referência no segmento de seguros. O título de “Homem Seguro” lhe cabe muito bem e não caberia melhor a ninguém mais”, disse Bittar classificando de “louvável a iniciativa de deixar um registro histórico da vida de Possiede para as próximas gerações de seguros”.

Sincor/PR
Em nome de toda a Diretoria do Sincor/PR e de todos os corretores, o presidente, José Antônio de Castro, agradeceu por tudo que Possiede, juntamente com a JMalucelli, desenvolveu no mercado de Seguro Garantia. “Isso deu oportunidade aos corretores de seguros em desenvolver um novo caminho, um novo mercado que traz crescimento e renda. Nos ensina muito e nos inspira muito”, disse ele.

CQCS
Gustavo Dória Filho, gestor do Portal CQCS (Centro de Qualificação do Corretor de Seguros) destacou o bom humor do biografado. “Possiede é daqueles que está sempre motivando e inspirando as pessoas”, disse ele, ressaltando que as pessoas devem ser lembradas na vida não pelo que elas construíram, e sim, pelo que elas inspiraram. “Porque a inspiração não multiplica, ela frutifica. Os bens materiais ficam para trás, o que está na nossa história fica eternizado no mínimo para as próximas gerações”, finalizou.

Índia quer se tornar um pólo de resseguro para a Ásia

indiaAssim como o Brasil vem tentando há anos se tornar o polo de resseguros da América Latina, a Índia pegou firme nas ações para a construção de um centro de resseguros no país para atender às exigências do mercado indiano e impulsionar o setor de seguros, de acordo com um alto funcionário da Insurance Regulatory Authority e Desenvolvimento da Índia (IRDAI), segundo informou o portal eDaily, em matéria de Jimmy Jonh.

A pergunta que não quer calar é se ela pega carona com o banco dos BRICs e acaba sendo um polo de resseguros para os emergentes se o Brasil continuar deixando esse projeto de lado, analisa o blog Sonho Seguro. Vale lembrar que o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), a entidade financeira multinacional criada pelos cinco países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), começou a operar dia 21 de julho, em Xangai. A nova instituição, em princípio chamada de Banco de Desenvolvimento do Brics, foi concebida como uma alternativa desses países ao Banco Mundial (BM) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), “dominados pelos Estados Unidos”, explica o diretor do NBD, o indiano Kundapur Vaman Kamath. O banco terá sua sede central na China, em Xangai, um presidente indiano, um diretor brasileiro e a autoridade da entidade na Rússia, enquanto um escritório regional será estabelecido na África do Sul. O banco pretende financiar uma maior cooperação entre os cinco países, que somam 41,4% da população mundial e mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. E, ao contrário do Banco Mundial que determina os votos conforme a participação de capital de cada membro, o NBD permitirá um voto por país, sem previsão de vetos.

Discussões à parte sobre o Brasil, a notícia é que a Índia tem estudado o tema e se preparado para atrair o capital de resseguradores para o país e para a região. “Um hub de resseguros tem o potencial de atrair capital para o país”, disse Singh Randip Jagpal, diretor sênior da IRDAI, durante palestra no seminário NIA-FEIRA, em Pune, que tem como tema “A evolução do panorama de resseguros global”. Ele disse que há uma necessidade de criar um ambiente moderno e transparente para apoiar esta iniciativa. Um hub também requer uma adequada regulamentação, impostos e quadro jurídico sobre as linhas de um centro financeiro global, destacou.

Chandrasekaran, secretário-geral do Conselho Geral de Seguros, complementou a fala do colega e disse que o país tem a localização ideal no coração do sul da Ásia e a proximidade com a região do Oriente Médio, Sudeste da Ásia e os mercados chineses, a Índia pode assumir a papel de um hub de resseguros para a região”.

Segundo a reportagem do eDaily, um hub de resseguros pode ajudar o país a libertar todo o potencial do seguro como um catalisador para o crescimento econômico, permitindo que os empreendedores assumam riscos e, assim, a gerem inovação ao mercado local.

AK Roy, presidente da GIC Re, disse que “não é possível para uma empresa de resseguros atender sozinho todo o país”. Ele disse que, como o mercado de seguros se expande, ele vai precisar de mais apoio de resseguros. Atualmente, a estatal GIC Re é a única resseguradora do mercado de resseguro nacional. Muitas resseguradoras internacionais criaram escritórios de representação e estão dispostos a abrir filiais no país.

Sob a lei de seguro alterada em março, resseguradores estrangeiros podem agora criar sucursais na Índia. Segundo a IRDAI, novos regulamentos para o setor de resseguros devem ser divulgados em breve para apoiar a legislação, como aqueles que garantam uma fiscalização das companhias e dos contratos, como, por exemplo, garantir que os as provisões sejam investidas no país. “A entrada de resseguradoras globais podem apoiar ainda mais as atividades de subscrição das seguradoras indianas e também garantir que recursos dentro do país”, disse Roy.

Dominic Burke, presidente-executivo da corretora JLT, em entrevista ao The Economic Times em maio, disse que se a Índia quer se tornar um hub de resseguros, ela precisa liberar e abrir mais o seu mercado mais. “Se você quiser criar um hum,é necessário recursos financeiros com também capital intelectual, capacidades atuariais, corretores de resseguro, analistas, consultores, atuários e reguladores. Tem de criar cursos universitários para a formação desse pessoal. É preciso definir as políticas para não perder o ônibus”.

Setor avança 4,6% no primeiro semestre, para R$ 47,5 bi

© Copyright 2012 CorbisCorporationNota no portal da Cnseg informa que a receita de prêmios diretos gerados pelo mercado segurador brasileiro ultrapassou os R$ 47,5 bilhões, de janeiro a junho deste ano, representando um crescimento de 4,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com números divulgados pela Susep, junho foi, até agora, o melhor mês do ano para as seguradoras, com a receita global atingindo a cifra de R$ 8,5 bilhões, valor 7,6% maior que a apurada em maio e 9,3% superior ao montante registrado no mesmo mês, no ano passado. Já as despesas comerciais, que englobam, principalmente, as comissões pagas aos corretores, atingiram a marca de R$ 10,4 bilhões no acumulado de janeiro a junho. Em comparação ao primeiro semestre do ano passado, o crescimento foi de 12,9%.

O Jornal do Commercio acrescenta que os números não incluem o VGBL, o seguro-saúde e a previdência complementar aberta. O VGBL cresceu 30,5% em seis meses e, se incluso na conta, alavanca o avanço do mercado para 15,5%, ao acrescentar R$ 42 bilhões (46,6% mais) ao faturamento total do semestre.

Dados da Susep mostram que as vendas de importantes modalidades de seguros perderam fôlego no primeiro semestre do ano. No conjunto, houve contração de 2% nos produtos do segmento patrimonial, de R$ 6,123 bilhões, até junho de 2014, para R$ 5,999 bilhões, no acumulado até junho último. Na área empresarial da área de property, os pacotes multirriscos não conseguiram alcançar a casa de R$ 1 bilhão, situandose na faixa de R$ 970 milhões, com ligeira elevação de 0,5%. Os riscos operacionais, por sua vez, subiram magro 1,7%, acomodando-se em R$ 1,128 bilhão.

Os riscos de engenharia (construção), ao contrário, foram um dos poucos produtos que ainda conseguiu seguir à frente no primeiro semestre: 8,5%, para R$ 299,5 milhões. Na área da pessoa física, o seguro residencial evoluiu magro 1,2%, ao alcançar R$ 1,109 bilhão. Já a garantia estendida, ligada ao consumo de bens, despencou 20,6%. As vendas, aqui, retrocederam de R$ 1,701 bilhão, em junho de 2014, para R$ 1,351 bilhão, em junho deste ano, descreve o Jornal do Commercio.

A carteira de seguros voltada para esse segmento deixou a desejar, mas ainda assim cresceu 5,5% na primeira metade do ano, ante janeiro a junho de 2014.0 faturamento foi aR$ 15,673 bilhões, englobando as coberturas de casco, responsabilidade civil facultativa (RCFV), acidentes pessoais de passageiros (APP) e assistências. Nesta última, aliás, o setor tem conseguido bom reforço de receita. No período, o produto avançou 14,3%, e rompeu a barreira de R$1 bilhão.

Em transportes tímido crescimento de 3,1%, com captação de R$ 1,346 bilhão. A proteção às mercadorias em circulação no País despencou 16,1%. O resultado só não foi pior devido ao incremento de 11,7% no seguro de importação e exportação e de 11,5%, no de responsabilidade civil do transportador rodoviário.

No ramo Pessoas, apesar da renda em queda e o desemprego em alta, o segmento apresentou expansão de 9,4%, aos R$ 14,480 bilhões. O principal produto da carteira, o seguro de vida, deu salto de 12,5% e o prestamista, de 8,8%, enquanto o dotal misto pulou 22,1%. A apólice de acidentes pessoais foi a exceção, ao recuar 2,3%.

SulAmérica reporta lucro líquido no segundo trimestre de R$ 123,5 milhões

sulamericaA SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 123,5 milhões no segundo trimestre de 2015, crescimento de 130,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de prêmios chegou a R$ 3,8 bilhões no trimestre, aumento de 13,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.”A nossa estratégia comercial junto aos corretores de seguros e parceiros comerciais, vem se mostrando cada vez mais efetiva e responsável pelo alcance Se computarmos as demais receitas, atingimos a expressiva marca de R$ 4,3 bilhões no trimestre. Esta penetração tem se mostrado eficaz em todas as nossas linhas de negócio, reforçando a sinergia e o potencial do nosso modelo multilinha”, comenta o presidente Gabriel Portella em comunicado divulgado há pouco.

O segmento de seguros Saúde e Odontológico cresceu 14,1%, beneficiando-se dos bons níveis de retenção dos planos coletivos (empresarial, adesão, PME e odontológico). Apesar da redução de beneficiários nas apólices vigentes, que vem ocorrendo desde o segundo semestre do ano passado, a venda nova dos segmentos coletivos, tanto em saúde quanto em odontológico, compensaram e suplantaram, fazendo com que a combinação do aumento do número de segurados e o reposicionamento de prêmios impulsionassem o crescimento da receita e aumentassem o número geral de segurados em 2,6%, informa a nota.

Segundo Portela, o grupo segue investindo nas iniciativas de gestão de saúde e sinistros, que têm contribuído para o controle de custos do segmento, que apresentou melhora de 4,6 p.p. na sinistralidade do período.

No segmento seguro de automóveis, com crescimento de 14,6% dos prêmios e 6,7% na frota segurada no trimestre, o executivo cita a continuidade e racionalidade de política de subscrição, a forte presença da marca junto aos corretores de seguros e demais parceiros de negócios, complementados com uma gestão efetiva de sinistros, salvados e ressarcimentos, fizeram com que este segmento também apresentasse melhora de sinistralidade na comparação com o mesmo período de 2014.

“O reposicionamento das operações de Vida, Previdência e Massificados, tem se mostrado positivo e em linha com o nosso plano, contribuindo para o nosso resultado consolidado. O segmento de Capitalização, que passa por uma acomodação no mercado, influenciou negativamente nossa arrecadação”, acrescenta.

Portela destaca o desempenho operacional, refletido no aumento de 52,8% na Margem Bruta, que alcançou R$ 476,1 milhões, com relevante contribuição para o resultado do período. O resultado da gestão da carteira de ativos próprios, impulsionado pelo aumento das taxas básicas de juros e pela performance dos ativos indexados à inflação, foi de R$ 205,5 milhões, 28,4% de aumento em relação ao 2T14. O resultado financeiro consolidado atingiu R$ 190,9 milhões no período, incremento de 15,8% em relação ao 2T14.

No trimestre, a SulAmérica anunciou o acordo de venda da carteira de grandes riscos para a AXA Corporation, pelo valor de R$ 135 milhões. Logo após o encerramento do trimestre, em julho, o grupo anunciou outra venda e transferência, como a parte da carteira de Seguro Habitacional estipulada pela Caixa Econômica Federal, por R$ 60 milhões, para a PAN Seguros. “Ambas as transações estão alinhadas com os objetivos estratégicos da SulAmérica, direcionando o nosso foco para as atividades nas quais acreditamos estarmos melhor posicionados para atender nossos clientes e corretores”, ressalta Portela no comunicado. As duas transações ainda dependem de aprovações das autoridades para serem concluídas.

Segundo o grupo, o ano de 2015 segue desafiador do ponto de vista macroeconômico, “mas os resultados mostram que a SulAmérica está estruturada e posicionada para suportar períodos adversos e encontrar oportunidades de crescimento como temos feito até agora, tirando proveito do nosso modelo multilinha, estando comprometidos com a sustentabilidade financeira e subscrição focada em rentabilidade. Mais uma vez gostaria de agradecer o engajamento de nossa equipe de colaboradores e a confiança, dedicação e contribuição dos corretores de seguros, parceiros de negócios e demais stakeholders para que alcançássemos mais um excelente trimestre.”

SindSeg BA/SE/TO estreia campanha com foco na cultura do seguro

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O Sindicato das Seguradoras da Bahia, Sergipe e Tocantins (SindSeg BA/SE/TO) lança no próximo sábado dia 1º de agosto sua nova campanha de mídia, com foco na cultura do seguro. Em parceria com os programas do Automóvel e Cadê o Síndico da Rádio Metrópole FM (101.3), serão veiculados programetes semanais em cada uma das atrações, com o objetivo de informar aos ouvintes sobre as modalidades, benefícios, entre outros aspectos que envolvem o seguro.

“O SindSeg está de volta ao rádio, com uma proposta ainda mais concentrada na divulgação do seguro. Para isso criamos o Viva Seguro, onde durante um minuto falaremos da importância de proteger os bens, para um público bastante diversificado que ouve os programas”, afirmou o presidente João Giuseppe Esmeraldo.

A campanha inclui ainda citações diárias, spots institucionais e participações dos diretores do Sindicato nos programas. O Programa do Automóvel vai ao ar todos os sábados, das 07h às 10h. O Programa Cadê o Síndico tem veiculação também aos sábados, das 13h às 15h. Ambos têm apresentação do radialista Ricardo Vasconcelos.

Boletim Opinião Acadêmica aborda temas polêmicos do mercado de seguros

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A Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP lançou esta hoje a nova edição do Boletim Opinião Acadêmica. O periódico traz artigos dos Acadêmicos Lucio Antônio Marques, Acácio Queiroz e Voltaire Giavarina Marensi.

Sobre a complexa questão da sustentabilidade, Acácio Queiroz afirma que “as seguradoras estão deixando de atuar como meras pagadoras de indenização, e estão partindo para ações que promovam a conscientização e influenciem a cadeia produtiva e a atitude das pessoas”. Em sua reflexão, Queiroz constata que foco das companhias será investir muito mais em prevenção do que em reparo.

O acadêmico Lucio Antônio Marques defende em seu artigo que precisamos continuar difundindo a cultura do seguro, “atividade tão criativa, tão intrigante e desconhecida não só do grande público, mas também das camadas mais intelectualizadas do País”.

O Boletim traz ainda artigo do acadêmico Voltaire Giavarina Marensi sobre recente entendimento do Superior Tribunal de Justiça de que o mero atraso no pagamento de prestação do prêmio do seguro não importa em desfazimento automático do contrato. Uma decisão polêmica que afeta diretamente a atividade seguradora.

A newsletter com a íntegra dos artigos pode ser acessada pelo link : http://www.newsletter1.com.br/ansp/boletim/boletim35capa.html