Além dos balanços financeiros da Porto Seguro e Itaú, tivemos também três importantes publicações mundiais de seguradoras presentes no Brasil. Axa, XL e Argo registraram queda no ganho, principalmente em razão da turbulência dos mercados acionários gerada pelos problemas da Grécia. Em vendas, as três registraram avanço, segundo análise do blog Sonho Seguro.
XL – O grupo divulgou lucro operacional de US$ 245,8 milhões no segundo trimestre do ano, abaixo dos US$ 279 milhões do mesmo período do ano anterior. O declinio no ganho foi justificado pela integração com o grupo Catlin. No semestre, o ganho operacional chegou a US$ 440 milhões, abaixo dos US$ 518 milhões. O lucro líquido do semestre chegou a US$ 950 milhões, comparado a um prejuízo de US$ 23,3 milhões no mesmo period de 2014. Os prêmios, considerando-se a Catlin, avançaram 42%, para US$ 3 bilhões no segundo trimestre deste ano. No semestre, o grupo registrou prêmios de US$ 5 bilhões.
AXA – O lucro líquido da francesa recuou no primeiro semestre do ano para US$ 3,3 bilhões, enquanto os prêmios avançaram 10%, para US$ 54 bilhões.
Argo – O grupo registrou avanço de 7,2% no volume de prêmios no segundo trimestre do ano, para US$ 557,8 milhões. A alta se deve a boa performance do segmento de garantia. O lucro líquido foi de US$ 27,9 milhões, ficando abaixo dos US$ 38,6 milhões do mesmo periodo do ano anterior. O índice combinado foi de 95,4% no segundo trimestre do ano.
Um tanto quanto tumultuada a saída de Leonardo Paixão do comando do IRB Brasil Re, maior resseguradora local do Brasil e também da América Latina. José Cardoso, que vinha cuidando da área de resseguro e que era tido como certo na presidência, assumiu o cargo oficialmente. Na versão contada por pessoas próximas a Paixão ao blog Sonho Seguro, a saída dele dois meses antes da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), se deu porque os acionistas privados não concordaram com as exigências feitas para se manter no cargo com responsabilidades muito maiores que são imputadas a um dirigente de uma companhia com ações em bolsa, inclusive respondendo por questionamentos de acionistas internacionais.
Diante da pressão, contam, os acionistas apostaram na saída de Paixão, mesmo com os riscos que isso pode imputar a preparação do IPO, previsto para outubro. Outra informação que circula nos bastidores cheios de meias palavras para entender a saída do executivo que vinha preparando o IRB desde 2013, é que os principais bancos que atuam como advisers, Itaú e Bradesco, ambos também acionistas do IRB, têm expectativa de que o IPO chegue a três vezes o patrimônio líquido da empresa, que gira em torno de R$ 2,8 bilhões. A referência internacional para demandas de IPO é de uma vez e meia o PL.
Mas o que conta mesmo é que o IPO do IRB, que deteve o monopólio por 69 anos e mais cinco de protecionismo, está ai e conta com o empenho do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que se esforça para arrecadar receitas e reduzir o déficit fiscal do governo. A BB Seguridade detém cerca de 20% do IRB, o Bradesco 20%, o Itaú 15% e fundos de pensão 10%.
O balanço do primeiro semestre do IRB, que será em breve publicado, sinaliza bons resultados para o período, com lucro líquido estimado em R$ 340 milhões. A expectativa está em analisar se foram feitas as provisões para sinistros avisados e também estimados, diante da incerteza que todos têm hoje sobre as provisões que devem fazer por conta da Lava Jato, que paralisou obras e tem pago custas judiciais de muitos executivos envolvidos nas investigações.
Temos aqui um tema que promete gerar muitas notícias, desde a abertura da sala de informações para os interessados no IPO até ver quem será o presidente indicado por quem levar os 40% ofertados. Estamos de olho.
A Pan Seguros e a Rede Secovi de Imóveis anunciam parceria que terá como destaque a segurança e a credibilidade exigidas pelo mercado imobiliário para atuar no segmento de seguro fiança locatícia. Em um trabalho conjunto, as instituições apresentam uma solução que, além de dar suporte completo às imobiliárias, atende a todas as demandas do mercado e traz atributos, como agilidade na aprovação, competitividade de preço, atendimento pessoal e coberturas diferenciadas.
Formada por um grupo de imobiliárias associadas ao Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a Rede Secovi de Imóveis selecionou a seguradora por ter a expertise necessária para o negócio. “A parceria une a credibilidade e respeito da marca Rede Secovi à inovação e solidez da PAN Seguros”, destaca José Carlos Macedo, CEO da Pan Seguros.
O acordo permitiu à Pan Seguros criar grupos de trabalho envolvendo a Rede Secovi e suas imobiliárias, com o objetivo de entender todas as necessidades de melhoria que o seguro fiança exige. “Com estas informações em mãos, criamos um produto que atende diretamente essas solicitações. Estamos certos de que iremos elevar o nível de satisfação das imobiliárias e de seus clientes”, explica Macedo.
Com o Pan Aluguel Garantido – nome do produto da PAN Seguros –, as imobiliárias ganham mais rapidez no momento da contratação do aluguel do imóvel e a garantia do ressarcimento pelos prejuízos que venham a sofrer em decorrência do não cumprimento do contrato de locação, desde a inadimplência do aluguel até os danos causados no imóvel. “Por diversos motivos, entre eles, mais segurança para o locador e a escassez de fiadores dispostos e habilitados, as imobiliárias estão cada vez mais optando por só trabalhar com este tipo de seguro em suas negociações”, complementa o CEO da PAN Seguros.
“As imobiliárias estão em um novo patamar de atendimento, estendendo a consultoria que prestam a seus clientes a outros serviços, indo além da intermediação entre compradores e vendedores de imóveis. Com a Pan Seguros, nossos corretores poderão oferecer mais uma solução diferenciada a quem faz negócios em nossas associadas”, diz Nelson Parisi Júnior, presidente da Rede Secovi de Imóveis.
O acordo permite ainda aos clientes das imobiliárias da Rede Secovi descontos especiais nos produtos de Incêndio, Residencial e Empresarial.
Com enfoque na educação continuada do mercado segurador e no reconhecimento da qualificação técnica dos profissionais brasileiros, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) lançará, em novembro deste ano, a Certificação Profissional CNseg (CPC). O presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, que foi o idealizador e grande incentivador do projeto, ressalta que o programa tem como objetivo acelerar o progresso profissional dos colaboradores do setor e sistematizar o conhecimento específico do mercado segurador, associando a teoria à prática. Ele destaca que a certificação não é obrigatória, mas seu reconhecimento pelo mercado será um diferencial na competitividade do profissional.
Rossi defende que a meta do CPC é validar as habilidades, reconhecer formalmente os conhecimentos dos colaboradores do setor de seguros, bem como melhorar a produtividade. “A CNseg decidiu implantar a Certificação após constatar que o Brasil tem plenas condições de se alinhar a mercados que possuem uma indústria do seguro mais desenvolvida, como os Estados Unidos e a Inglaterra; e a outros com um patamar de desenvolvimento semelhante ao nosso, como é o caso da Índia; nos quais a especialização e a certificação do mercado de seguros já são bastante sedimentadas”, enfatiza o executivo.
A CNseg será a entidade certificadora do Programa. A realização dos exames, elaboração, aplicação das provas e divulgação dos resultados ficarão a cargo da Escola Nacional de Seguros. “Rio de Janeiro e São Paulo serão as primeiras capitais a passarem pelo exame de avaliação previsto para o dia 4 de novembro”, explica a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes. “Os candidatos serão testados nos seguintes aspectos: 1) Estrutura do Sistema dos Seguros Gerais, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Saúde Suplementar; 2) Aspectos Legais e Regulamentares; 3) Ética, Ouvidoria, Aspectos Contábeis e Financeiros e Controle Interno; 4) Operações de Seguros; e 5) Canais de Distribuição de Seguros”, completa.
A diretora executiva destaca que o CPC1 tratará de uma visão geral do mercado, dos princípios técnicos que regem o seguro, previdência privada, saúde suplementar e capitalização, dos aspectos legais e regulamentares, da legislação, dos normativos da Susep e da ANS e, por fim, de como funciona o mercado.
O exame terá cem questões de múltipla escolha. Para obter o CPC1 nível pleno o candidato deverá alcançar a nota mínima final de seis (6) no total das cinco disciplinas. As inscrições devem ser realizadas entre os dias 17 de agosto e 18 de setembro, pelo site da Escola Nacional de Seguros (http://www.escolanacionaldeseguros.com.br/).
Ensino à distância
Visando o desenvolvimento das competências específicas para o mercado segurador, a Escola Nacional de Seguros e a CNseg lançarão, em 2016, o programa em formato e-learning. “A importância do programa é um marco em termos de melhorar a qualificação no mercado de seguros. A partir do momento em que você consegue avaliar o conhecimento de uma forma objetiva, você vai perceber quais são as áreas que precisam de mais treinamento”, avalia a diretora de Ensino Técnico da Escola Nacional de Seguros, Maria Helena Monteiro, acreditando que o aumento da empregabilidade será um dos impactos mais importantes para o mercado, além da qualificação. “Para exercer certas funções a pessoa precisa ser certificada. Acredito que vamos evoluir para isso, como aconteceu no mercado financeiro”, referindo-se ao que aconteceu à Anbima, há 15 anos, com a certificação dos profissionais do mercado financeiro.
A Porto Seguro divulgou lucro líquido (sem combinação de negócios) de R$ 275 milhões (+26%) e de R$ 506 milhões (+36%) no segundo trimestre e primeiro semestre de 2015. As receitas totais se expandiram em 10% no trimestre e 13% no acumulado do ano, apesar dos sinais de dificuldade da economia. O grupo destaca, em comunicado divulgado nesta terça-feira que obteve crescimento tanto no resultado operacional quanto no resultado financeiro. O ROAE foi de 20,6% no segundo trimestre e de 19% no primeiro semestre do ano.
Na operação de seguros, os prêmios auferidos cresceram 7% no trimestre e 11% no semestre, em grande parte favorecidos pelo crescimento do número de itens. O número de veículos segurados atingiu 5,2 milhões (+7%) e o número de residências aumentou em cerca de 376 mil itens (+21%), alcançando 2,3 milhões de residências seguradas, informa o comunicado obtido pelo blog Sonho Seguro.
O desempenho operacional de seguros, demonstrado pelo índice combinado, melhorou nos dois períodos, alcançando 95,3% no 2T15 e 96,2% no 1S15, fruto principalmente da queda na sinistralidade. A ações para redução do risco e uma menor frequência de sinistros contribuíram para esta redução, em especial na Azul. O índice de despesas administrativas permaneceu estável no 2T15 e decresceu 0,2 ponto percentual no acumulado do ano.
Nas empresas financeiras e de serviços, as receitas cresceram 19% e 23% no 2T15 e 1S15 respectivamente, resultado sobretudo da evolução das receitas de operações de crédito (cartão de crédito e financiamento), impulsionadas pela expansão da carteira.
O resultado financeiro apresentou um aumento de 24% no trimestre, explicado pelos investimentos em títulos indexados a inflação que apresentaram uma performance acima do índice de referência e também por um CDI médio maior no período. A rentabilidade trimestral da carteira foi de 3,05% (101% do CDI) e de 6,13% (104% do CDI) no ano, excluindo-se os recursos previdenciários.
O braço de seguridade do Itaú, com expectativa de avançar entre 9,5% e 11,5% em 2015, é um tema destacado no balanço do banco divulgado nesta terça-feira. O lucro líquido recorrente do grupo atingiu R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre de 2015, com crescimento de 5,6% em relação ao trimestre anterior e de 23,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento do resultado no segundo trimestre de 2015 em relação ao trimestre anterior deve-se principalmente aos crescimentos de 4,1% de margem financeira com clientes e de 3,8% das operações com seguros, previdência e capitalização, aliados ao menor resultado de créditos de liquidação duvidosa. Esses crescimentos foram parcialmente compensados pela redução de 16,5% de nossa margem financeira com o mercado e pelo aumento de 1% das despesas não decorrentes de juros.
No primeiro semestre de 2015, o lucro recorrente foi de R$ 11,9 bilhões, com crescimento de 25,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A evolução desse resultado deve-se, principalmente ao crescimento de 17,5% do produto bancário, compensado parcialmente pelos aumentos de 6,7% das despesas não decorrentes de juros e de 26,6% de nossas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa.
Seguridade – As atividades foco do Itaú nesse segmento consistem na oferta de produtos massificados de Pessoas, Patrimoniais, Prestamista, Previdência e Capitalização. As demais atividades de seguros correspondem aos produtos de garantia estendida, saúde, participação no IRB e outros, informa o comunicado distribuído pelo banco e analisado pelo blog Sonho Seguro.
O Itaú afirma que continua a concentrar esforços na distribuição através de canais próprios, priorizando vendas através dos canais mais eficientes, que geram impactos positivos na rentabilidade. “Nossos ca- nais prioritários passaram a representar 54% das vendas a corren- tistas. As vendas em caixas eletrônicos cresceram 17,7% em relação ao trimestre anterior e 51,2% em relação ao mesmo trimestre de 2014, e representaram 15% das vendas a correntistas”, detalha. As vendas de capitalização cresceram 21,4% no canal bankfone e 17,8% no canal bankline em relação ao trimestre anterior. Esses canais res- pondem por 9% das vendas de capitalização a correntistas.
Na Itaú Seguridade, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 782 milhões no segundo trimestre de 2015, 9,7% maior que o trimestre anterior e 4,6% maior que o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido recorrente das atividades foco foi de R$ 740 milhões no segundo trimestre de 2015, aumento de 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2015, com destaque para o aumento da margem financeira gerencial e do resultado de equivalência patrimonial decorrente da participação na Porto Seguro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 7,0%.
As demais atividades de seguros apresentaram, no trimestre, lucro líquido recorrente de R$ 42 milhões, aumento de 64,1% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pelo aumento do resultado de equivalência patrimonial decorrente da participação no IRB. Em relação ao segundo trimestre de 2014, houve redução de 24,8% em função, principalmente, da venda da carteira de grandes riscos e menor resultado de equivalência patrimonial.
O retorno recorrente anualizado de operações de seguros alcançou 90,9% no período, apresentando aumento de 9,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O índice de seguridade, que demonstra a participação do lucro líquido recorrente de Seguros, Previdência e Capitalização em relação ao lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, atingiu 12,7%, aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
A apenas dois meses de abrir o captai na Bolsa de Valores, o IRB RE (ex-Insttuto de Resseguros do Brasil) trocou o canando. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, o presidente Leonardo Paixão foi exonerado ontem na reunião do Coreelho Diretor. A pressão dos sócios prividos foi o que teria provocado a sua queda e a ascensão de José Carlos Cardoso, que assume a tarefa de gerir a empresa durante o lançamento inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
Maior resseguradora da América Latina, o IRB RE faz o “seguro do seguro”, ou seja, cobre o risco das seguradoras, mecanismo normalmente usado em operaçõei de grande porte, como a proteção para acidentes em plataformas de petróleo) ou desastres aéreos, por exemplo.
A abertura de capital do IRB RE deve proporcionar um elevado pagamento de tributos, e, por isso, a operação é encarada pela governo como uma das alternativas pan reforçar o caixa do Tesouro e tentar fechar as contas neste ano. No entanto, a troca de presidentes num momento como este faz com que a União perca influência dentro do IRB.
A ligação entre o lançamento de ações e o uso dos recursos para reforçar o caixa do governo preocupa os acionistas privados e motivou a mudança no comando. O argumento usado foi que um nome mais amigável ao mercado poderia agradar investidores. “Isso tira o dedo do governo. A ideia é dar cara de empresa puramente privada”,revelou uma fonte sob condição de anonimato.
Outra fonte a par da mudança, que tira poder da União e do Banco do Brasil, confirmou que os sócios privados fizeram pressão pela troca no comando da empresa. Com a alteração, os bancos privados – Bradesco e Itaú – ganham mais espaço no comando do IRB Brasil RE. Foram as duas instituições financeiras que indicaram Cardoso para a vice-presidência de Resseguros, cargo que ocupava até a decisão do conselho.
Cardoso ficará à frente do IRB durante o IPO, que deve arrecadar cerca de R$ 4 bilhões. A operação é esperada para a primeira semana de outubro. Além de ser uma grande injeção de capital na instituição, deve render bom dinheiro para o governo federal, que anda com dificuldades de fechar suas contas.
Se, com a venda de 40% do capital no mercado secundário (os recursos não passarão pelo caixa da empresa, mas irão direto para os acionistas), o IRB conseguir captar R$ 4 bilhões, só o pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) deve render ao governo federal a quantia de R$ 1,8 bilhão.
A mudança dos executivos foi encarada internamente como o último passo antes da formalização do pedido de IPO para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que deve ocorrer no dia 14 deste mês.
DIRETOR FINANCEIRO TERÁ MAIS FUNÇÕES
Com a nomeação de Cardoso para a presidência, o diretor financeiro, Fernando Passos, ganha mais poder dentro do IRB RE. Ele também é um dos indicados pelos sócios privados e deve ter as funções ampliadas. Assumirá parte das atribuições que eram do atual chefe. Entre elas, está o controle dos escritórios no exterior, em Londres, Nova York e Argentina. Outra nova tarefa é comandar a gestão de sinistros.
A assessoria de imprensa do IRB RE foi procurada no início da noite – por telefone e e-mail – mas não retomou os contatos até o fechamento desta edição.
A XP Investimentos divulgou análise de duas seguradoras:
BB Seguridade – Consideramos atrativo o fato de que o setor de seguros ser ainda inicial no Brasil, considerando o todo da economia. Seguimos vendo a empresa como uma excelente forma de se expor a um setor com crescimento acima da média e menos correlacionado com o desempenho agregado. A empresa é bastante lucrativa, com retorno alto, capilaridade e ampla capacidade de expansão a partir da baixa penetração na base de cliente do Banco do Brasil. Atualmente a empresa negocia a múltiplo atrativo.
SulAmérica – A seguradora atua nos ramos de seguro saúde e odontológico, automóveis e outros ramos elementares. A companhia atua ainda nos segmentos de seguros de vida e acidentes pessoais, gestão de ativos, produtos de previdência privada e capitalização. Julgamos que a exposição a ativos expostos a elevação de juros é importante no momento econômico que atravessamos. A Sulamérica negocia a múltiplos baixos, 8x P/E 2015E, e acaba crescendo fortemente sua receita, apenas com os prêmios de seguros renovados e pagos anualmente, devido ao elevado patamar de juros. Assim, julgamos que a Sulamérica é uma boa opção de investimento no cenário atual, com valuation atrativo e setor que se beneficia desse cenário.
Marco Antonio Rossi deixará a presidência da CNseg, confederação das seguradoras, com eleições agendadas para outubro próximo. Sua decisão foi tomada há cerca de um mês, por entender que já deu grande contribuição ao longo dos últimos quase três anos em que está à frente instituição. “Tenho muitos compromissos com o grupo Bradesco Seguros e a indústria de seguros conta atualmente com uma agenda movimentada demais, tornando dificil conciliar as demandas”, disse Rossi ao blog Sonho Seguro. Ele permanece até o momento da transição do cargo ao seu sucessor, que será conhecido após a votação.
Além de ser presidente da Bradesco Seguros, diretor vice-presidente do banco, presidente da CNseg, Rossi também assumiu a liderança da Fides, Federação Interamericana de Seguros, em 2013, que reúne 18 países da América Latina, mais Estados Unidos e Espanha. Sua missão, quando assumiu a entidade latina, foi promover a integração desse grupo de nações, formado por cerca de 8 mil seguradoras com diversidade cultural, econômica, política e social. “Imagina como está a minha agenda, ainda mais agora com que o banco anunciou a maior aquisição da sua história ao comprar o HSBC Brasil. Temos muitos desafios pela frente e tenho certeza de que deixo um bom legado institucional ao setor”, comentou.
Dado esse passo, as lideranças da indústria de seguros, um segmento que cresce a dois dígitos há mais de uma década e totalizou faturamento superior a R$ 322 bilhões em 2014 (considerando-se seguros, previdência, capitalização e saúde suplementar), deverão agora escolher novos nomes para compor a diretoria da CNseg, com eleições em outubro e posse no final do primeiro trimestre de 2016. “Não há nomes definidos e tudo seguirá os trâmites normais de uma nova eleição”, afirmou.
Em seu discurso de posse, em 2013, que contou com a presença de Michel Temer, vice-presidente da Presidência da República, Rossi se comprometou a ampliar ainda mais a interlocução com os poderes públicos e colocou como prioridade ações institucionais para facilitar o acesso da população aos produtos massificados, além de defender a necessidade de melhorar a qualificação técnica dos profissionais do mercado segurador, sobretudo daqueles que tratam diretamente com o público.
Fez tudo isso motivando a equipe que comanda. Ajudou a consolidar a indústria de seguros como um grande investidor institucional e conquistou o respeito do governo. Em maio deste ano, o setor viu com orgulho o ministro da Fazenda em uma reunião com investidores internacionais e representantes do mercado segurador mundial em Londres. Joaquim Levy falou sobre oportunidades na infraestrutura brasileira. “O mundo está buscando títulos de infraestrutura e os investidores instituicionais tem essa oportunidde de alocar uma quantidade enorme de recursos nessa classes de ativos para ajudar a acelerar a recuperação da economica brasleira. Projetos bem implantados, bem planejados, apoiados por uma regulamentação apropriada podem tornar esses títulos muito atrativos”, disse Levy durante a reunião, segundo informa matéria da revista da Cnseg.
Contar um epísodio desse é um marco histórico para um setor que vinha chateado com o cancelamento de última hora de governantes em eventos organizados localmente. É certo que o mercado como um todo foi responsável por melhorar as relações do setor com governos, órgãos reguladores e analistas financeiros. Tivemos a BB Seguridade, com um dos maiores IPOs do mundo. Neste ano, o IPO da Par Corretora, da Caixa Seguros, abriu a temporada de ofertas iniciais de acões no Brasil. Mais duas estão previstas, Caixa Seguridade e IRB Brasil RE. Mas é inegável que o profissionalismo de Rossi contribuiu para acelerar o ganho de imagem institucional do setor como presidente da CNseg.
Recentemente, Rossi anunciou com grande orgulho a Certificação Profissional CNseg (CPC). A diplomação foi criada pela Confederação com o objetivo de acelerar o progresso profissional dos colaboradores do setor e de sistematizar o conhecimento específico em seguros. “A CPC foi estruturada em torno de competências, em vez de funções específicas, não apenas para reconhecer as habilidades dos profissionais brasileiros, como também para elevá-los ao patamar de mercados desenvolvidos, onde a certificação profissional é utilizada para identificar competências e alavancar carreiras”, comunicou Rossi.
Que venham executivos dispostos a continuar o trabalho dos antecessores, pois esse mercado de seguros continua sendo a bola da vez para muitos investidores locais e internacionais, mesmo com o Brasil estando atualmente com a bola murcha diante da crise política e econômica que se instalou com as investigações de corrupção desencadeadas pela Lava Jato.
O que é a CNseg
A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) foi criada no dia 20 de agosto de 2008, em assembleia, pelas Federações associativas de Seguros Gerais (FenSeg), de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a de Capitalização (FenaCap).
A CNseg tem como missão congregar as principais lideranças, coordenar ações políticas, elaborar o planejamento estratégico do setor e representar o segmento perante o Governo, a sociedade e as entidades nacionais e internacionais.
Entre os objetivos e prerrogativas da CNseg, estão os de representar perante os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário os direitos e interesses dos segmentos de Seguros, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização; de exercer a representação política e institucional dos setores representados; de defender, divulgar, estimular os segmentos representados e promover o aprimoramento das suas atividades; e de representar as associadas, judicial ou extrajudicialmente, independentemente de mandato.
“Ao longo de trinta anos, houve perda de renda de metade da população mundial e tamanha concentração no topo que simplesmente chegamos ao limite. É a explosão disso que estamos vendo agora nas nossas cidades”, afirma a socióloga holandesa Saskia Sassen, eleita uma das mais influentes pensadoras mundiais na área da sociologia urbana por suas análises sobre globalização, migração urbana e impacto das tecnologias de comunicação nas formas de governo. Sassen popularizou o termo “cidades globais” – aquelas que estão no topo da hierarquia urbana e no controle da economia e da informação mundiais. Esta e outras ideias darão o tom ao debate que marca a abertura da Virada Sustentável 2015, no dia 26 de agosto, quarta, às 11h, no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, com entrada franca. A iniciativa, protagonizada pela Liberty Seguros, tem o objetivo de contribuir com o desenvolvimento social do País, discutindo assuntos relevantes em consenso com o espírito da Virada Sustentável: o de pensar melhorias na qualidade de vida e alternativas para a mobilidade urbana e outros temas da sustentabilidade. O evento conta ainda com a parceria do Fronteiras do Pensamento e do Itaú Cultural. Os ingressos gratuitos para o debate serão disponibilizados ao público com uma hora e meia de antecedência, diretamente no local do evento. Informações no fone 4020.2050.
Sobre o debate com Saskia Sassen e a pauta “Cidades”
Mediado pela economista Ana Carla Fonseca, assessora em economia criativa para a ONU, o debate com Saskia Sassen também vai contar com a participação do secretário municipal de Cultura de São Paulo, Nabil Bonduki, doutor em estruturas ambientais urbanas pela USP e relator do Plano Diretor da cidade. Na pauta do evento, o tema “Cidades”: Saskia Sassen entende que as “cidades globais” estão mudando a geografia do poder, com a intensificação das transações entre elas, sobretudo através dos mercados financeiros, de investimentos e de fluxos de serviços. E que, ao mesmo tempo, devem ser foco de estudos, pois são também o local onde minorias e vulneráveis encontram espaço para os seus projetos de vida. De acordo com ela, é preciso entender como as pessoas que são expulsas do interior, ou de pequenas cidades, encontram na cidade global o lugar que lhes resta para viver, mesmo que dormindo nas ruas.
Saskia Sassen é mestre em Ciências Sociais e Ph.D. em Economia pela Universidade de Notre Dame. Seus livros foram traduzidos para dezenas de idiomas, e sua obra mais conhecida é The global city: New York, London, Tokyo. Também é autora de As cidades na economia global e Sociologia da globalização. Atualmente, é uma das presidentes no The Committee on Global Thought na Universidade de Columbia e professora visitante na Escola de Economia e Ciência Política de Londres – além de escrever regularmente para o Open Democracy e o The Huffington Post. Foi eleita uma das 50 pensadoras globais mais influentes pela revista Prospect em 2014 e um dos 100 principais pensadores mundiais de 2011 pela revista Foreign Policy. Sua atuação foi agraciada com o Prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais em 2013.
Sobre a Virada Sustentável
A Virada Sustentável é um festival de mobilização e educação para a sustentabilidade que envolve participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades, com o objetivo de apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre o tema. Com feições de agito cultural e indo para sua quinta edição em São Paulo, a Virada Sustentável reúne centenas de atrações, atividades e conteúdos ligados a temas como biodiversidade, resíduos, consumo consciente, cidadania, mobilidade urbana, mudanças climáticas, economia verde, entre outros. Realizadas simultaneamente em parques e espaços públicos, equipamentos culturais, universidades e escolas. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.
Sobre a Liberty Seguros e a causa da mobilidade urbana
A Liberty Seguros atua no mercado brasileiro desde 1996 e está entre os dez maiores grupos seguradores do País, possui um portfólio com mais de cem soluções de seguros para pessoas físicas, empresas e grandes riscos e está presente em diversos canais de venda. Em 2012, a empresa definiu como causa social a mobilidade urbana e implementou o projeto de responsabilidade social Sinal Livre, com o objetivo de difundir as boas práticas para estimular o engajamento e a conscientização das pessoas para uma locomoção mais segura. Com a iniciativa, mais de 500 jovens já participaram diretamente do projeto, desenvolvendo e colocando em prática ações de conscientização em suas escolas e comunidades sobre a importância do tema. Já as ações de mobilização, como as intervenções artísticas nas faixas de pedestres, impactaram mais de 20 mil pessoas. O Sinal Livre atua também como uma plataforma de disseminação e discussão do tema, e, em 2014, criou o 1º Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana, promovendo estudos proprietários como “Qual a sua cidade ideal?” e debates entre especialistas e influenciadores da temática.
SERVIÇO
Debate com Saskia Sassen e convidados – abertura da Virada Sustentável 2015
Data: 26 de agosto, quarta-feira
Horário: 11h, entrada gratuita, mediante retirada de senha uma hora e meia antes do evento
Local: Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer – Parque do Ibirapuera – São Paulo
Informações: telefone 4020.2050
Iniciativa: Liberty Seguros
Parceiros culturais: Virada Sustentável, Fronteiras do Pensamento e Itaú Cultural
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