Ativos do setor de R$ 886 bi, o que significa 14,5% do PIB previsto para 2016

Captura de Tela 2016-02-26 às 11.19.24Enquanto as agências de classificação de risco analisam as perspectivas de crescimento do Brasil, a consultoria Siscorp faz o mesmo com o mercado segurador local. A boa notícia é que o setor seguirá uma trilha de crescimento ao ofertar garantias de riscos para a sociedade, gerando empregos, atraindo investidores com rentabilidade diferenciada e aplicando suas reservas em ativos que tragam remuneração adequada. No final de 2016, por exemplo, se projeta que o mercado estará trabalhando com um volume de recursos financeiros da ordem de R$ 886 bilhões, o que significa 14,5% do PIB previsto para 2016, dos quais 88% estarão em aplicações financeiras, totalizando R$ 778 bilhões, significando um crescimento real de 6,8% sobre o valor no final do ano de 2015, quando a carteira de investimento totalizou R$ 728 bilhões.

As reservas crescem estimuladas pela venda. A arrecadação emitida dos segmentos de seguros, previdência privada aberta e capitalização, projetada para 2016, considera um crescimento real (medido pela IGPM médio anual) de 1,6% sobre 2015, inferior aos 3,3% contabilizados em 2015. Passado este ano, o céu volta a ficar de brigadeiro e o setor retoma o crescimento real, com estimative de 3,3% em 2017, de 5% em 2018 e de 5,6% em 2019. As projeções foram elaboradas no cenário de que o país continuará com baixo crescimento da economia no período de 2016 a 2019, com o PIB crescendo entre -3,4% em 2016 a +1,1% em 2019.

“Com a possível diminuição dos juros a partir de 2017 a ser promovida pelo Banco Central, e a inflação caindo ao longo de 2016 a 2019, é admissível considerar que o crédito, os investimentos, a geração de empregos e o consumo cresçam”, comenta Flávio Faggion, sócio da Siscorp e autor do estudo. Com isso, se prevê que o mercado de seguros apresentará tendência de aumento em moeda corrigida, mas abaixo da curva de crescimento dos últimos anos, sendo que a indexação de preços à expectativa de inflação que está em processo no país, também deverá interferir na precificação dos produtos de seguros.

As projeções dos seguros de pessoas, incluindo VGBL e seguro saúde, consideram crescimento real de 4,9% em 2016, menos do que os 9,2% em 2015. A recuperação se dará nos anos seguintes, chegando a 2019 ao indicador de 7,6%.

Em seguros gerais está previsto para 2016 uma queda real de -3,2% sobre 2015, com melhoria no triênio 2017/2019, entre -1,5% e +0,5%. A previsão é de que o automóvel que decresceu -3,4% em valores reais em 2015, deverá piorar em 2016 para -5,1%, para diminuir parcialmente a redução de crescimento nos anos seguintes (de -2,8% até -0,6%), devido à expectativa de aumento moderado do consumo no período futuro.

No conjunto dos seguros patrimoniais, riscos financeiros, responsabilidades e riscos especiais, se prevê tendência de melhora nos crescimentos reais no quadriênio, de -1,6% em 2016 a +0,7% em 2019, pelas perspectivas de diminuição das dificuldades para o desenvolvimento econômico nos próximos anos.

Prudential do Brasil registra lucro líquido 39% superior em 2015 atingindo R$ 121 milhões seguradora

A Prudential do Brasil Seguros de Vida registrou vendas de R$ 992 milhões em prêmios no mercado brasileiro com a comercialização de seguro de vida individual. O número é 39% maior do que o verificado em 2014 de acordo com as práticas contábeis brasileiras BRGAAP (Brazilian Generally Accepted Accounting Principles). Esse resultado significou lucro líquido de R$ 121,3 milhões, ante R$ 87,6 milhões em 2014.

Segundo o vice-presidente financeiro, Marcelo Mancini Peixoto, a base de segurados continua aumentando: “A qualidade da nossa força de vendas possibilitou alcançarmos esse crescimento em 2015 chegando a mais de 284 mil apólices de seguro de vida individual em 31 de dezembro do mesmo ano. Como consequência, também registramos um aumento expressivo de 43% no capital segurado em vigor, que chegou a R$ 152 bilhões, comparado a 2014”.

A Prudential do Brasil, que está presente em oito cidades brasileiras e no Distrito Federal por meio de suas 27 agências e 2 escritórios (base 31 de dezembro de 2015), investiu em sua expansão ao inaugurar três novas agências apenas em São Paulo. Além disso, abriu uma nova filial da seguradora e transferiu a diretoria de Administração de Apólices para o Nova América Corporate, na zona norte do Rio de Janeiro.

“O resultado financeiro da seguradora foi muito positivo e derivado principalmente do crescimento significativo das vendas em comparação com ano de 2014 e do ambiente econômico da alta das taxas de juros. Além disso, outro ponto de destaque foi o constante controle de despesas gerando economia de escala”, acentua Mancini.

A comercialização do seguro de vida da seguradora via parceiros comerciais (grupo XP e ao canal private do Banco Itaú), também alcançou um bom desempenho ao conquistar mais de mil clientes que representam mais de R$ 1 bilhão de capital segurado. “Esses resultados mostram o fortalecimento do segmento no país e que a Prudential do Brasil está no caminho certo para conseguir cada vez mais despertar nos brasileiros a importância da proteção financeira pessoal e dos familiares por meio do seguro de vida”, destaca o vice-presidente Financeiro.

Compromisso social

A Prudential possui vários projetos sociais de suporte a comunidades carentes, à saúde infantil e ao voluntariado. Uma das iniciativas, o International Volunteer Day (IVD), completa 19 anos de atuação apenas no Brasil em 2016. Trata-se de um dia em comum para o trabalho voluntário que reúne Franqueados, Funcionários, Prestadores de Serviços e Segurados, anualmente, em nove operações da Prudential pelo mundo.

Em 2015, o IVD contou com mais de 2.700 voluntários nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Foram beneficiadas cerca de três mil pessoas nas 29 instituições atendidas pelo projeto.

A seguradora também realizou uma doação de material pedagógico, brinquedos e alimentos não perecíveis para a instituição Centro Social “E Aí Como é Que Fica?”, que atende 60 crianças da comunidade da Rocinha, Rio de Janeiro. Para isso, utilizou 1% de todo o valor arrecadado no mês de setembro de 2015 referente às apólices ativas do Seguro Dotal Criança com até quatro anos de vigência.

Ainda 2015, lançou o Prêmio Prudential Espírito Comunitário para incentivar ações de voluntariado entre os jovens de 15 a 19 anos matriculados nas escolas públicas e particulares da cidade do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre o Prêmio em www.premioprudential.com.br

Tokio Marine lucra R$ 169,8 milhões em 2015, alta de 28,8%

Jose A Ferrara_2014
Nem bem divulgou o resultado de 2015, com um balanço financeiro com indicadores recordes, o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara, já comemora os dados de janeiro deste ano, com crescimento de dois dígitos nas principais linhas de negócios. “Já começamos o ano bem e com gordura para alguma eventualidade e assim perseguirmos a meta de crescermos 15% em 2016”, disse ele ao blog Sonho Seguro.

A companhia fechou 2015 em linha com o desempenho que vinha registrando ao longo do ano e divulgou faturamento de R$ 3,82 bilhões, alta de 17,3% comparado a 2014, índice quase quatro vezes maior ao do mercado, que foi de 4,6% nos segmentos em que atua. O lucro líquido foi de R$ 169,8 milhões, aumento de 28,8% em relação a 2014. “Este desempenho excepcional é fruto da nossa estratégia de crescimento orgânico, sustentada pelos pilares de comprometimento e qualidade do time de Colaboradores; oferta de produtos e serviços diferenciados e qualidade na entrega aos nossos Clientes, Corretores, Assessorias e Parceiros de Negócios”, comentou Ferrara em nota divulgada à imprensa.

O executivo destaca também que a seguradora devolveu para a sociedade R$ 1,8 bilhão em pagamento de sinistros e serviços de assistência, cumprindo seu papel de garantir a continuidade da atividade econômica no País. O índice combinado ficou em 100,1%. A carteira de automóvel chegou a R$ 2,2 bilhões, alta de 19,3% no ano passado, enquanto o mercado evoluiu 2,8%, e alcançou a marca de 1,1 milhão de itens segurados, incluindo os seguros Auto, Auto Clássico, Auto Frota, Caminhão e Utilitário Carga. O produto Condomínio também teve destaque com crescimento de 53,8% em relação a 2014, índice superior aos 10,8% registrados pelo mercado. O desempenho acima da média é atribuído ao contínuo aperfeiçoamento de produtos e serviços, além da equipe altamente qualificada e do relacionamento estreito com corretores especialistas no ramo.

A carteira de Pessoas registrou vendas de R$ 343,5 milhões, crescimento de 16,2%, enquanto o mercado subiu 7,3%. Uma das estratégias da companhia para obter esse resultado foi reforçar o time de gerentes comerciais de Vida, distribuídos por todo o País, e o investimento em treinamentos para divulgar os diferenciais e serviços aos corretores e assessorias.

No segmento de Produtos Pessoa Jurídica as vendas somaram R$ 941,3 milhões, crescimento de 22,5% em relação ao ano anterior. Sem considerar o produto Habitacional, a participação de mercado evoluiu de 4,1% para 5,4%. Entre os destaques do ano, o Produto Empresarial registrou crescimento de 37,8%, enquanto o mercado reduziu 0,5%. Isso ajudou a Tokio Marine subir da sexta para a quarta posição no ranking.

Em PME, a Tokio Marine fez uma série de lançamentos de produtos especialmente desenvolvidos para escritórios, salões de beleza e estética, bares, lanchonetes, hotéis, pousadas e academias. Além desses, a empresa já oferece seguros para restaurantes, comércio e indústrias de metais, postos de combustíveis, comércio e serviços automotivos, empórios, minimercados e lojas de roupas e calçados.

Outra novidade de 2015 foi o Tokio Marine Pequeno Transportador. O seguro possui diversos diferenciais em suas coberturas, como o reembolso das reparações aos danos causados à carga transportada, de acordo com o modelo Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C). Além de atender a um público que habitualmente não possui seguro adequado para sua operação, o lançamento marcou a automatização total do sistema de cotação. Com isso, após o preenchimento da solicitação no Portal Nosso Corretor, a proposta está pronta para emissão da apólice, sem necessidade de análise do subscritor da área.

A área de Produtos Pessoa Jurídica promoveu ainda a inserção do Seguro Obrigatório Aeronáutico RETA no Kit Web de cálculo para agilizar e simplificar os processos de cotação e de emissão de certificados, boletos e apólices de seguros novos e renovações. A mudança também melhora os processos de emissão e pedidos de cancelamento e remissão de apólices, garantindo aumento da satisfação dos corretores e segurados.

“Para 2016, o objetivo é continuar evoluindo com o engajamento dos 1.700 Colaboradores e 21.000 Corretores. Manteremos nossas ações pautadas em nossos valores: respeito, ética, transparência, trabalho em equipe, excelência em produtos e serviços e compromisso com a satisfação dos 3C´s – Colaboradores, Corretores/Assessorias e Clientes”, finaliza Ferrara.

Lucro da BB Mapfre supera R$ 2 bi em 2015, com alta de 30,3%

Ferreira e Barroso: ano difícil, com resultados significativos
Ferreira e Barroso: ano difícil, com resultados  significativos
Ferreira e Barroso: ano difícil, com resultados significativos

A BB Mapfre encerrou o ano de 2015 com prêmios de R$ 16,7 bilhões, o que representa um crescimento de 2,6% sobre os resultados de 2014. Esse desempenho vem das vendas nas carteiras de agronegócios, com 14,7% de crescimento, e grandes riscos, com 17,1%. O ramo de vida encerrou o ano representando 32,9% dos negócios; automóvel, 32,7%; agronegócios, 15,8%; grandes riscos, 10,6%; e Massificados, 8%.

O patrimônio líquido totalizou R$ 6 bilhões, alta de 4,4% em relação a dezembro de 2014 e ativos totais de R$ 29 bilhões, crescimento de 12,2% em comparação a dezembro 2014. As provisões técnicas de seguros totalizaram R$ 16,4 bilhões em dezembro de 2015, o que representa uma variação de 15,2% em relação ao ano anterior, segundo informa nota distribuída à imprensa.

Apesar de 2015 ter sido um ano desafiador, impactado pelo cenário econômico, aumento das taxa de juros e baixo desempenho das indústrias, o lucro antes dos impostos e participações da BB Mapfre totalizou R$ 3,3 bilhões, um incremento de 27,9% em comparação aos R$ 2,6 bilhões do ano anterior. Segundo o grupo, esse desempenho decorre da melhoria da eficiência operacional, com redução do Índice Combinado de 88,4%, em 2014, para 87,8%, em 2015.

“A boa performance no período demonstra evolução significativa da eficiência e do resultado operacional. O processo de integração das operações e equipes foi fortalecido, potencializando as estruturas de distribuição e garantindo uma atuação cada vez mais especializada e direcionada às demandas e necessidades dos clientes”, comenta Roberto Barroso, presidente do grupo em Pessoas, Rural e Habitacional, no comunicado.

“O bom desempenho em 2015 é também reflexo de melhorias nos processos de subscrição, captura de sinergias e controle de riscos. Em 5 anos de operação, o volume de prêmios emitidos quase dobrou, passando de R$ 9,6 bilhões para R$ 16,7 bilhões, enquanto que o lucro quase triplicou, saindo de R$ 813 milhões, em 2011, para R$ 2,1 bilhões, em 2015”, afirma Marcos Ferreira, presidente responsável por auto, seguros gerais e affinities.

O grupo finalizou o ano com participação de mercado de 17,6%, liderando o segmento de produtos de riscos (sem produtos de acumulação), coroando a sua trajetória. No início da parceria, a participação de mercado era de 15,6%, ou seja, ganho de 2 pontos percentuais “de market share”, em um mercado de extrema concorrência. A companhia tem 65.975 pontos de vendas, distribuídos em Rede Mapfre (21.134 pontos de atendimento), Rede BB (7.231 pontos de atendimento próprios) e Canais Affinities (acordos comerciais que agregam mais de 37.610 pontos de distribuição em todo o país).

No balanço consolidado de 2015, o grupo encerrou o ano com 18,8% de participação, no ramo de Seguros de Pessoas. Durante o ano, os esforços no segmento de Seguros de Pessoas estiveram concentrados no desenvolvimento de ações para garantir a rentabilidade adequada em todos os produtos e canais, com foco no rigor na aplicação das políticas de subscrição e no controle dos gastos, estratégia que permitiu à seguradora registrar crescimento no resultado técnico, que melhorou 3,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. No segmento de Danos (que inclui Seguros Rurais, Grandes Riscos e Massificados), o grupo registrou prêmios da ordem de R$ 5,5 bilhões, volume 11,3% maior que em 2014.

O segmento rural é um dos destaques com planejamento e execução de ações focadas no atendimento a eventos climáticos cobertos pelos seguros rurais, apoiando quase 10 mil produtores em diversas regiões, e a redução de 44% no prazo médio de análise e liquidação de sinistros de danos patrimoniais rurais.

Em Grandes Riscos, o aumento da participação de mercado decorreu das oportunidades derivadas dos movimentos da concorrência, com consequente aumento da carteira. Durante o ano, as primeiras emissões de riscos de satélites e nuclear e a manutenção de estratégias de riscos globais contribuíram para o resultado apurado.

A expansão dos negócios também impulsionou a divisão de Automóveis, segmento em que detém a vice-liderança, com 14,8% de participação de mercado e frota de 2,8 milhões de veículos segurados. Para enfrentar a maior competitividade observada no mercado em 2015, a BB Mapfre investiu em transformação digital, ampliando a oferta de serviços digitais aos clientes e desenvolvendo esse tipo de serviço para os distribuidores, em busca de maior eficiência e fortalecimento da sustentabilidade no negócio.

Além disso, ampliou a oferta de soluções digitais, com foco nos seguros de automóveis (sinistro web e peritagem por imagem), com efetivos ganhos de acessibilidade, simplificação e agilidade para o cliente, além da redução de custos operacionais.

Clima de união para ajudar o Brasil a sair deste momento difícil marca a cerimônia de posse da CNseg

11332_1040244402683355_8527526856152182207_nÉ preciso a força da união de todos para mudar o Brasil. Esse foi o mantra da cerimônia de posse da nova diretoria da CNseg e federações, que reuniu mais de 300 pessoas, entre CEOs, diretores executivos, políticos e titulares de entidades reguladoras entre outras personalidades como Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco e que veio como representante da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNIF). “Minha satisfação de estar aqui representando as instituições financeiras é porque temos muito trabalhar para fazermos junto com a CNseg”, disse o presidente do Banco Bradesco, que construiu boa parte de sua carreira em previdência privada e seguros, segmento que contribui com cerca de 30% do resultado do banco.

Trabuco foi um dos mentores do evento Encontro de Líderes, que está em sua 21a. edição. “Começamos com um evento pequeno e hoje olhem só como crescemos”. Por acompanhar o setor tão de perto e ter clara a importância institucional dos produtos vendidos e dos recursos administrados que superam R$ 800 bilhões investidos no país, Trabuco conclamou a união de todos os presentes. “Temos o dever e a missão de contribuir para que o Brasil possa sair deste momento difícil. Aos presidentes das novas federações meus votos de sucesso no trabalho. Peço que olhem o passado com gratidão e o futuro com muita esperança. Este é um momento difícil do Brasil. Temos um grande objetivo. Ou lutamos para pararmos de piorar ou vamos piorar muito. Se nos não formos as locomotivas de nós mesmos, tudo vai piorar muito. Esse diálogo do empresariado é importante. Se cada um cuidar de si, vamos piorar o Brasil.”

A frente da confederação está agora Marcio Coriolano, que também é presidente da Bradesco Saúde. Também foram empossados os dirigentes das quarto federações que formam a CNseg. João Francisco Borges, CEO da HDI, assumiu a Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg); Edson Luís Franco, CEO Global Life America Latina, vai comandar a Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi); Solange Beatriz Palheiro Mendes a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); e Marco Antonio da Silva Barros se manteve a frente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). Todos têm mandato de três anos no comando das entidades.

O primeiro a discursar foi Jayme Garfinkel, presidente do conselho de administração da Porto Seguro, que assumiu interinamente o comando da CNseg com o falecimento do ex-presidente Marco Antonio Rossi, morto em um trágico acidente aéreo em novembro do ano passado. “Nunca será suficiente o lamento sobre a morte de Rossi. Grande profissional e amigo. Muitos foram os desafios enfrentados pelo setor no último triênio e não podemos deixar de lembrar das conquistas, frutos da crença do Rossi”, disse ele, citando inúmeras, entre elas a integração da CNseg com os mercados dos países ibero-americano por meio da Fides, a reformulação do escritório de Brasília, o que contribuiu muito para aproximar o setor do governo, os avanços nas normas dos seguros habitacional e rural, o avanço da aprovação da proposta da PrevSaúde que segue para aprovação do Senado e também a reformulação e ampliação das estatísticas do setor e a certificação professional de técnicos.

Coriolano assume o cargo com a missão de consolidar a CNseg como líder do mercado segurador, um segmento da economia dono de ativos superiores a R$ 800 bilhões, ou cerca de 14% do Produto Interno Bruto do Brasil. “Minha missão é trabalhar para que a CNseg siga produzindo importantes legados e também para consolidar as conquistas do passado recente”, disse, citando o desenvolvimento de produtos que atendam as necessidades de toda a sociedade, a simplificação dos contratos, a promoção de debates com eventos internos e externos, a transparência de informações, consolidação e divulgação de dados estatísticos que ajudem a desenvolver a atividade, melhoria de material informativo por meio das mais diversas mídias, impressas e digitais, entre outros tantos compromissos voltados ao crescimento do setor.

Márcio Coriolano afirmou que o mercado deverá crescer ainda na casa de dois dígitos este ano, apesar do quadro adverso, chegando ao indicador de 10%, com saúde e previdência como carros chefes. O Seguro Popular, o Universal Life e o PrevSaúde são três novos produtos que, para ele, podem contribuir para tornar o mercado mais resistente à desaceleração do momento e contribuir para uma expansão mais acentuada em um cenário de normalidade econômica. Esses produtos com a regulamentação estão em fase de aprovação na Superintendência de Seguros Privados (Susep) para que possam ser lançados pelas seguradoras. “Nosso mercado depende de produto, emprego e renda. Por isso necessitamos da união de todos para contribuir para que o Brasil supere esse momento difícil. Todos perdem com a recessão”, finalizou.

Tragédia em Mariana expõe grave problema do subseguro

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O Seminário “Crise no Seguro de Responsabilidade Civil: os reflexos de casos recentes no país”, realizado pela APTS, nesta quarta-feira (24), em São Paulo, debateu os impactos no seguro D &O provocados pelos casos de corrupção desvendados pela Operação Lava-Jato, que acarretou aumento de sinistralidade e também de contratação, além do desastre ambiental em Mariana (MG). Os temas serviram de pano de fundo para a discussão do subseguro.

Em sua análise, o especialista Sergio Barroso de Mello disse que embora não seja possível mensurar até o momento o valor dos prejuízos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, o governo mineiro calculou em R$ 1,2 bilhão.

A questão é que o seguro ambiental da empresa mineradora responsável, segundo divulgado pela imprensa, possui cobertura de apenas R$ 80 milhões. “É inconcebível. Como uma empresa pode contratar um seguro neste valor para cobrir prejuízos que podem ultrapassar bilhões de reais?”, questionou.

Para Sergio Mello, não se trata de falta de capacidade, já que existe a oferta de capital do resseguro. O problema, segundo ele, é a falta de dimensionamento adequado da responsabilidade. “Existe uma enorme quantidade de empresas operando com risco subdimensionado. Por isso, os profissionais da área de seguros precisam aprofundar mais seus estudos em relação ao risco concreto e apresentá-lo ao cliente”, disse.

Nesse sentido, ele orienta sobre a necessidade de sofisticação na avaliação do risco. “Precisamos de profissionais preparados para ir ao risco e examiná-lo adequadamente. Também é importante, ao longo da negociação, estabelecer uma forma de gerenciamento do risco para que não seja preciso reduzir a cobertura”, disse. A consequência desse processo será, a seu ver, a possibilidade de vender produtos de seguros para riscos que o segurado desconhecia, gerando prêmios novos para o mercado.

D&O. Se por um lado, a série de escândalos de corrupção levou à maior consciência do empresariado em relação à necessidade de contratação, por outro, revelou que ainda existe desconhecimento em relação aos riscos cobertos. “Muitos empresários não sabem o tamanho dos riscos a que estão expostos, que vão desde uma decisão trabalhista equivocada até a falta, por exemplo, do recolhimento de um tributo, que pode causar dano à empresa, à sociedade ou a terceiros”, disse. Em sua opinião, esta situação, entretanto, pode favorecer a contratação do D&O.

Sergio Mello também relacionou o vírus da zika à responsabilidade civil na área médica, tanto de estabelecimentos de saúde, como de profissionais. Ele adiantou que existe forte expectativa no setor do aumento de sinistralidade em RC, sobretudo na modalidade E&O, provocado por diagnósticos errados. “A comunidade cientifica pouco sabe sobre esse vírus. Se as doenças evoluírem, os danos por erro médico podem assumir forma catastrófica”, disse. Porém, por outro lado, esta situação também pode estimular a contratação de E&O.

Lucro líquido da Brasilprev ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão em 2015

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A Brasilprev, uma das maiores instituições de previdência privada aberta do Brasil e especialista nesse setor, apresenta seus resultados financeiros do exercício de 2015. Entre janeiro e dezembro, o lucro líquido atingiu a marca de R$ 1,2 bilhão, valor 17,0% maior que o registrado no balanço de 2014. Já o resultado ajustado (1), que exclui efeitos considerados extraordinários, foi de R$ 885,1 milhões, um crescimento de 21,8% sobre o resultado ajustado do ano anterior (R$ 726,5 milhões). Já os ativos totais sob gestão da empresa alcançaram R$ 149,7 bilhões, 32,1% a mais que o registrado no período anterior, resultando em 27,9% de participação de mercado. O grande destaque fica por conta da conquista da liderança em ativos sob gestão nos produtos PGBL e VGBL em 2015. Neste indicador, a companhia fechou o ano com 28,7% de market share, somando R$ 138,8 bilhões, uma evolução de 34,6% comparado a 2014.

Na análise dos números de arrecadação do mercado vivo – ou seja, o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício (PGBL) –, verifica-se que os primeiros continuam sendo os que mais impulsionam os resultados. Enquanto os planos da modalidade PGBL somaram R$ 2,5 bilhões e registraram alta de 3,1%, os VGBL cresceram 20,7%, totalizando R$ 34,1 bilhões. Os planos tradicionais – não mais comercializados – captaram R$ 0,5 bilhão, uma variação positiva de 1,2%. Em conjunto, esses resultados constituem a arrecadação total da companhia, que atingiu R$ 37,2 bilhões no período, um incremento de 19,0%, mantendo a liderança neste indicador com 37,7% de participação de mercado (mais detalhes no quadro abaixo).

“Os resultados demonstram o crescimento sustentável da Brasilprev, que investe na oferta de produtos flexíveis e acessíveis, na consultoria adequada no momento da venda, por meio das agências do Banco do Brasil, e no trabalho de pós-venda oferecendo o suporte e os serviços adequados para a viabilização de projetos de vida. Estas iniciativas refletem diretamente na fidelização do cliente e na liderança em captação líquida do setor, que a Brasilprev detém desde 2008, atualmente com 48,8% de participação”, comenta o diretor de Planejamento e Controle da companhia, Nelson Katz.

O executivo complementa: “Este foi mais um período de evolução para o mercado brasileiro de previdência privada, tanto na aprovação de temas que trarão oportunidades à indústria, como no seu desempenho. O grande desafio do setor, quando unimos movimentos como o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, está em despertar no brasileiro a necessidade de acumular recursos de longo prazo. E, para este objetivo, a previdência se mostra uma solução atrativa. Neste contexto, a Brasilprev continuará investindo nos trabalhos de formação de cultura previdenciária, uma das prioridades da estratégia de sustentabilidade da companhia”.

Lucro da Liberty Seguros avança 110% em 2015, para R$ 176 milhões

Carlos MagnarelliA Liberty Seguros, unidade brasileira do grupo Liberty Mutual, um dos maiores conglomerados globais do setor de seguros, registrou lucro líquido de R$ 176 milhões em 2015, crescimento de 110% em relação ao ano anterior. O faturamento chegou a R$ 2,7 bilhões em prêmios em 2015 e o resultado antes dos impostos e participações foi de R$ 198 milhões. A companhia fechou o ano com mais de 1,4 milhão de clientes em carteira.

“Em 2015 trabalhamos na melhoria do nosso mix de produtos, sempre com foco no atendimento excepcional. Os resultados de crescimento em todas as nossas linhas de negócio confirmam que fomos bem-sucedidos nesta missão”, comentou Carlos Magnarelli, CEO do grupo Liberty Seguros no Brasil, em nota divulgada à imprensa. “Além disso, investimos no empoderamento dos nossos funcionários, como parte de um modelo de gestão que busca a melhoria contínua. Este foi um dos fatores fundamentais para o sucesso do Grupo Liberty Seguros em 2015”, acrescenta.

Todas as linhas de negócios da companhia apresentaram crescimento superior ao do mercado. No caso do segmento Residência, a Liberty Seguros cresceu 22,5%, enquanto o crescimento do mercado foi de 6,3%. Na carteira de seguros para pequenos empreendedores, a companhia registrou crescimento de 15% no volume de prêmios emitidos frente ao mesmo período de 2014. Outros segmentos com crescimento expressivo foram o Seguro Auto (8,9%) e Seguro de Vida (8%).

“2016 será um ano de desafios”, afirma Carlos Magnarelli. “O foco no atendimento excepcional a clientes e corretores seguirá sendo uma das nossas principais diretrizes, juntamente com o fomento a cultura de melhoria contínua. Vamos trabalhar para oferecer produtos cada vez mais acessíveis e inovadores, além de retomar a operação na área de transporte, depois de uma revisão de carteira”, finalizou o executivo em comunicado.

Destaques:

R$ 2,7 bilhões em prêmios em 2015

Lucro líquido de R$ 176 milhões

1,4 milhão de segurados em carteira no país

10ª maior seguradora do país

6ª maior seguradora em automóveis com 1 milhão de veículos segurados no país

1,8 mil funcionários

69 filiais em todo Brasil

13 mil corretores em todo o território nacional

Atuação em vários segmentos: automóveis, residencial, transporte, seguros para pequenas empresas, riscos especais e grandes riscos

Mitsui Sumitomo Seguros fecha 2015 com um lucro líquido de R$ 17 milhões

mitsuiA Mitsui Sumitomo Seguros apresentou um lucro líquido de R$ 17,1 milhões que comparado ao prejuízo de R$ 17,2 milhões em 2014, resultou em melhora no resultado de R$ 34,3 milhões de um período para o outro. O montante de prêmios ganhos teve um crescimento significativo de 12,6% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 418 milhões. O índice de sinistro retido sobre o prêmio ganho atingiu 64,5% em 2015, reduzindo 3,4 pontos percentuais em relação a 2014. O resultado financeiro passou de R$ 21,8 milhões em 2014 para R$ 60,7 milhões em 2015, decorrente do aporte de capital de R$ 340 milhões recebido em outubro de 2014.

Em nota, a seguradora afirma que após consecutivos anos de resultados negativos, essa significativa evolução deve-se a melhora da qualidade na subscrição de seguros de grandes riscos, a sinistralidade na carteira de Automóvel que tem se mantido em torno de 64% nos últimos três anos e a consideráveis investimentos em capital humano e tecnologia que vêm sendo realizados pela companhia desde 2012.

Já o MS&AD Insurance Group, do qual a Mitsui Sumitomo Seguros faz parte, fechou o 3º trimestre de 2015, findo em Dezembro, com um prêmio total emitido de US$ 27,6 milhões, apresentando um crescimento de 20,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Destaque para as operações internacionais, que cresceram 18,8%, alinhado ao plano estratégico de médio prazo para suportar o crescimento do grupo de forma sustentável e rentável, e diversificar o risco geográfico e de produtos, com contínuo investimento em áreas de alta rentabilidade.

Rogério Vergara deixa a BB e Mapfre e parte para novos desafios

Vergara: Há muita coisa para fazer em crédito e garantia
Vergara: Há muita coisa para fazer em crédito e garantia
Vergara: Há muita coisa para fazer em crédito e garantia

Depois de 15 anos dedicados ao grupo espanhol Mapfre, um dos protagonistas do desenvolvimento dos seguros de garantia e de crédito no Brasil, Rogério Vergara, decidiu partir para novos desafios. “Algo novo”, diz ele ao blog Sonho Seguro. “Estou conversando com muitos amigos, de várias seguradoras, bem como da Escola Nacional de Seguros e das associações e federações. Tenho em mente desenvolver projetos que façam a diferença para o desenvolvimento dos seguros de crédito e de garantia. Estou finalizando uma tese no momento e tenho no meu radar colocar a minha experiência a favor do crescimento de pessoas que farão este mercado algo grande no futuro”, diz ele com disposição contagiante.

A conversa para encerrar o ciclo na Mapfre começou em novembro e foi finalizada em fevereiro. Ainda está com a cabeça nos afazeres que deixou aos cuidados da equipe. “Tenho dificuldade de me desligar, mas pretendo fazer isso em breve para descansar por um pouco antes de ficar novamente comprometido com um novo desafio”, comentou. Vergara é especialista em dois segmentos da indústria de seguros que enfrentam desafios significativos. Exatamente por isso tem em seu currículo centenas de palestras em seminários, congressos, bem como participação ativa nas discussões de pautas do mercado segurador com governos, clientes e órgãos reguladores dos setores envolvidos com os produtos.

Mapfre e Euler Hermes, controlada pela Allianz, criaram a Solunion, uma joint venture com atuação seguro de crédito e garantia presente na Espanha, México, Colômbia, Chile e Argentina. O Brasil ficou isolado neste acordo de 2012, o que não faz muito sentido aos olhos dos especialistas. Ambos seguros enfrentam um momento desafiador no Brasil.

“O seguro garantia, que envolve diferentes nichos como garantia financeiras de contratos, do setor público e do setor privado, vai passar por uma transformação. Hoje as vendas, que já foram lideradas pelo garantia financeira, estão muito concentradas em garantia judicial. A demanda por especialização em judicial é grande por ser um mercado com imenso potencial e ainda novo no Brasil”, explica Vergara. No ramo garantia de contratos de obras, já em fase de discussão do mercado com governo e órgão regulador para novas regras, como poder ser ofertado para 100% da obra, o executivo aposta no crescimento no médio prazo.

Atualmente, o seguro garantia de obras é um segmento em crise tanto pela elevada quebra de contratos por pedidos de recuperação judicial de empresas, como também pelos efeitos da investigação Lava Jato, que afastou do mercado as maiores compradoras deste seguro: as construtoras. Muitas das apólices de garantia são questionadas judicialmente. As que envolviam a Petrobrás, por exemplo, na maioria não puderam ser acionadas pois os contratos em questão não foram cumpridos exatamente por conta da suspensão de pagamentos da petrolífera (que era a segurada) aos tomadores, como empreiteiras, fornecedores, estaleiros entre outros. Como foi a falta de pagamento do segurado que gerou o a perda, isso não é considerado um sinistro, de acordo com boa parte dos seguradores envolvidos.

Há controvérsias discutidas dentro de renomados escritórios de advogados. No Brasil e no mundo, uma vez que as milionárias quantias envolvem um grande grupo de seguradoras e resseguradoras para a diluição do risco. “O governo brasileiro tem de fazer investimentos e logo que isso ocorrer o segmento será importante composição dos contratos de financiamentos dos projetos, assim como é em vários países do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, muitas obras contratam seguro garantia para 100% do valor da obra”, explica.

O seguro de crédito depende mais da volta da estabilidade da economia, com a inflação, por exemplo, controlada e na casa de um dígito. Atualmente o segmento enfrenta uma séria crise com a alta da inadimplência das empresas. Ou seja, quase metade das empresas brasileiras estão inadimplentes, o que causou um grande volume de pedidos de indenizações. “A balança precisa chegar a um equilíbrio e dai as empresas vão conseguir encontrar a equação adequada entre aceitação de risco e precificação”, acredita Vergara.

Todo esse cenário torna Vergara uma peça importante em projetos, tanto voltados para a educação, como o desenvolvimento de pessoas que possam transformar esses segmentos em negócios rentáveis, tanto voltados para negócios, implementando produtos e difundindo a cultura de garantia e crédito no Brasil.

Por enquanto, bom descanso!