Ativos do setor de R$ 886 bi, o que significa 14,5% do PIB previsto para 2016

Captura de Tela 2016-02-26 às 11.19.24Enquanto as agências de classificação de risco analisam as perspectivas de crescimento do Brasil, a consultoria Siscorp faz o mesmo com o mercado segurador local. A boa notícia é que o setor seguirá uma trilha de crescimento ao ofertar garantias de riscos para a sociedade, gerando empregos, atraindo investidores com rentabilidade diferenciada e aplicando suas reservas em ativos que tragam remuneração adequada. No final de 2016, por exemplo, se projeta que o mercado estará trabalhando com um volume de recursos financeiros da ordem de R$ 886 bilhões, o que significa 14,5% do PIB previsto para 2016, dos quais 88% estarão em aplicações financeiras, totalizando R$ 778 bilhões, significando um crescimento real de 6,8% sobre o valor no final do ano de 2015, quando a carteira de investimento totalizou R$ 728 bilhões.

As reservas crescem estimuladas pela venda. A arrecadação emitida dos segmentos de seguros, previdência privada aberta e capitalização, projetada para 2016, considera um crescimento real (medido pela IGPM médio anual) de 1,6% sobre 2015, inferior aos 3,3% contabilizados em 2015. Passado este ano, o céu volta a ficar de brigadeiro e o setor retoma o crescimento real, com estimative de 3,3% em 2017, de 5% em 2018 e de 5,6% em 2019. As projeções foram elaboradas no cenário de que o país continuará com baixo crescimento da economia no período de 2016 a 2019, com o PIB crescendo entre -3,4% em 2016 a +1,1% em 2019.

“Com a possível diminuição dos juros a partir de 2017 a ser promovida pelo Banco Central, e a inflação caindo ao longo de 2016 a 2019, é admissível considerar que o crédito, os investimentos, a geração de empregos e o consumo cresçam”, comenta Flávio Faggion, sócio da Siscorp e autor do estudo. Com isso, se prevê que o mercado de seguros apresentará tendência de aumento em moeda corrigida, mas abaixo da curva de crescimento dos últimos anos, sendo que a indexação de preços à expectativa de inflação que está em processo no país, também deverá interferir na precificação dos produtos de seguros.

As projeções dos seguros de pessoas, incluindo VGBL e seguro saúde, consideram crescimento real de 4,9% em 2016, menos do que os 9,2% em 2015. A recuperação se dará nos anos seguintes, chegando a 2019 ao indicador de 7,6%.

Em seguros gerais está previsto para 2016 uma queda real de -3,2% sobre 2015, com melhoria no triênio 2017/2019, entre -1,5% e +0,5%. A previsão é de que o automóvel que decresceu -3,4% em valores reais em 2015, deverá piorar em 2016 para -5,1%, para diminuir parcialmente a redução de crescimento nos anos seguintes (de -2,8% até -0,6%), devido à expectativa de aumento moderado do consumo no período futuro.

No conjunto dos seguros patrimoniais, riscos financeiros, responsabilidades e riscos especiais, se prevê tendência de melhora nos crescimentos reais no quadriênio, de -1,6% em 2016 a +0,7% em 2019, pelas perspectivas de diminuição das dificuldades para o desenvolvimento econômico nos próximos anos.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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