Ministro, cientista político e economistas refletem saídas para a crise econômica e política em evento da CNseg

Da esquerda para a direita: o cientista político Fernando Schuler, o economista Gustavo Loyola, o jornalista Dony de Nuccio, o presidente da FenaPrevi, Edson Franco e, no púlpito, o ministro do STF, Luiz Roberto Barroso
 Da esquerda para a direita: o cientista político Fernando Schuler, o economista Gustavo Loyola, o jornalista Dony de Nuccio, o presidente da FenaPrevi, Edson Franco e, no púlpito, o ministro do STF,  Luiz Roberto Barroso

Da esquerda para a direita: o cientista político Fernando Schuler, o economista Gustavo Loyola, o jornalista Dony de Nuccio, o presidente da FenaPrevi, Edson Franco e, no púlpito, o ministro do STF, Luiz Roberto Barroso

Fonte: CNseg

O último painel do 21º Encontro de Líderes consolidou o cenário político e econômico atual do Brasil, que veio de encontro com o resultado da pesquisa realizada com os participantes. Para 63% dos presentes, 2016 será um ano pior para o setor; outros 38% acham que será equivalente a 2015; e apenas 7% vislumbram um 2016 melhor do que foi 2015.

Para debater esse cenário, a CNseg chamou o economista Gustavo Loyola, o cientista político Fernando Schuler, o presidente da FenaPrevi, Edson Franco, e o ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, com mediação do jornalista Dony de Nuccio.

O cenário internacional é desafiador para o Brasil, principalmente pelas incertezas com Estados Unidos e com China. “Essas questões irão definir alguns aspectos cruciais, como o ritmo de crescimento da economia mundial, preços de commodities e taxas globais de juros e de câmbio”. Podem se agravar e, com isso, piorar ainda mais o cenário dos países emergentes, principalmente do Brasil, que é um grande exportador de commodities.

Há desequilíbrios em outras regiões do mundo, como Europa, tendo em vista estímulos do Banco Central europeu, com taxas de juros negativas, uma situação esdrúxula do ponto de vista econômico. A situação europeia também traz dúvidas sobre o sistema bancário europeu, que ainda não se recuperou da crise de 2008. Não que haja um risco de quebra, mas sim sobre como eles vão se comportar em um ambiente de economia que não cresce com taxas de juros negativas.

É um cenário ruim para o Brasil, ainda que já tenha enfrentado crises piores. No entanto, o País já perdeu o cobertor que tinha e enfrenta problemas estruturais que precisam ser resolvidas. A curto prazo, o quadro negativo da economia tende a seguir em razão da ausência de instrumentos na área fiscal que gerem mudanças imediatas. Por outro lado, o pessimismo deve se agravar pelos próximos meses, principalmente pela alta do desemprego. “Esse movimento de desemprego está apenas começando”, alertou Loyola. Além da projeção de o desemprego chegar a 12%, a tendência mostra forte queda de ganhos dos salários.

A médio e a longo prazos, a crise coloca em evidência limitações estruturais sérias do País. “Temos de enfrentar a baixa produtividade, gargalos na infraestrutura e custo de previdência”, enumerou o economista. A agenda econômica deverá mudar a partir de 2019, diante da crise politica que se desenrola atualmente com tamanha falta de governabilidade. “Vale dizer que, na história do País, só tivemos um período forte de recessão na crise de 1929”, ressaltou.

O agropecuário é um dos setores que devem seguir fortemente incentivados, enquanto indústria e serviços apresentam indicadores negativos. Importações melhoram e exportações caem. Em câmbio, Loyola acredita que o Banco Central deve manter o dólar estável e a taxa de juros em alta, numa tentativa de manter a inflação controlada. Aliado a isso, o cenário fiscal se mostra cada vez mais crítico, com déficit primário elevado. Em resposta, as agências de avaliação de risco deverão divulgar mais cortes nas notas brasileiras”. “Concluindo, as políticas dos últimos anos criaram vários desequilíbrios, não há reversão e deveremos continuar sofrendo até 2018”, finalizou.

Do ponto de vista político, a situação é ainda pior, pois não há consenso de uma única agenda para o País, disse Fernando Schuler, cientista político do Insper. Ele apresentou as questões que definem a conjuntura, como o risco institucional, a agenda de reforma estrutural, se há uma oposição e qual a possibilidade de um pacto de convivência. E qual o cenário para 2018.

Em parte, segundo ele, a crise hoje mostra o esgotamento de um modelo de coalizão presidencial. “O Brasil vive uma fratura política, que não tem solução a curto prazo. Nem sei se em 2018 terá saída. Pode ser eleita a oposição e o quadro político pode continuar. Temos um País tolerante com a corrupção. Há uma parcela de acadêmicos, políticos, juízes e trabalhadores que é mais apaixonada pelo seu partido do que pela ética”, comenta o cientista político. Uma das saídas é renovar a geração de lideres. Atrair novos talentos. E, para isso, é preciso uma reforma política”, enfatizou.

O ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concorda com o cientista político, lembrando que nunca, nas turmas acadêmicas para as quais leciona, vê um aluno talentoso dizendo que pretende seguir uma carreira política. “Estamos vivendo um momento difícil. Temos crises política, econômica e de ética relevantes. Esse conjunto leva a uma sensação devastadora de que não vamos sair do lugar”, disse o ministro.

Barroso enfatizou que o foco de seu trabalho no STF é a proteção das instituições. “As crises política e econômica passam e mudam rapidamente”. O que nos mantém como País, e não uma republiqueta, é a preservação das instituições.

Para ele, o desalento não terá sido em vão se estivermos construindo um País melhor. “Essa cultura de tolerância com a corrupção está acabando. Precisamos mudar a ética pública e a ética privada. Há os que cobram moral pública e não seguem a ética em suas próprias vidas. Acredito que estamos fazendo um País melhor. Na minha vida, adoto dois princípios. Enquanto não vier a bonança, faço o melhor que posso dentro do que me cabe, cumprindo o meu papel e senso bom e correto, mesmo quando ninguém estiver olhando”.

Protector realiza primeiro webinar do ano sobre seguros para bikes

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O Protector, plataforma digital de seguros da Argo Seguros Brasil, subsidiária do Argo Group Internacional, promoverá no próximo dia 09 de março, às 10h, o I Protector Webinar de 2016. O treinamento online será voltado para os corretores de seguros e abordará as características gerais, oportunidades dos seguros de bikes e como o Protector pode ser um alavancador de vendas para os corretores nesta categoria.

O Webinar será apresentado por Roberto Uhl, Gerente de Canais Digitais da Argo Seguros e Janete Tani, Gerente de Riscos Patrimoniais da Argo Seguros, e terá duração de 1h hora. Janete apresentará as principais características do seguro, demonstrando seus diferenciais do mercado. Por outro lado, Roberto irá mostrar as principais características do serviço e também potenciais oportunidades neste setor pela plataforma Protector.

“O seguro de bikes vem apresentando oportunidades e desafios para o mercado, principalmente porque notamos um crescimento na procura por esse produto. Nosso objetivo é apresentar o seguro como oportunidade de negócio para os nossos parceiros de maneira geral neste primeiro Webinar. Queremos que o corretor de seguros vislumbre o potencial deste mercado e se motive a prospectar novos clientes”, explica Roberto Uhl.

Os corretores ainda poderão interagir durante o webinar, tirando dúvidas e ao mesmo tempo ter a oportunidade de obter feedbacks importantes dos especialistas da Argo Seguros. O Webinar Protector tem como grande objetivo informar e atualizar o corretor sobre os produtos que a seguradora oferece aos ao mercado de seguros, além de apresentar a estrutura e as funcionalidades da plataforma Protector para os corretores e o seu diferencial dentro do mercado.

Prudential do Brasil apoia ONG da Rocinha

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Mais de 60 crianças atendidas pelo Centro Social “E Aí Como é Que Fica?”, localizado na Rocinha, foram beneficiadas pela Prudential do Brasil. A seguradora doou para a instituição kits escolares individuais, itens de papelaria para uso coletivo e latas de alimentos não perecíveis, além de outros auxílios.

Para fazer essas doações, a Prudential do Brasil utiliza 1% de todo o valor arrecadado no mês de setembro referente às apólices ativas do seguro Dotal Criança com até quatro anos de vigência. Essa é a segunda vez que a seguradora apoia a ONG, a primeira foi em 2013 com a entrega de brinquedos de Natal.

Nos últimos anos, a Prudential do Brasil beneficiou mais de 600 crianças das comunidades do Cerro Corá, Santa Marta e Rocinha com doações de materiais escolares e iniciativas em prol da saúde infantil como ações de higiene bucal e vacinação.

“A seguradora tem se preocupado, cada vez mais, em ações de responsabilidade social. Em 2015, inclusive, trouxemos para o Brasil um prêmio que reconhece o trabalho voluntariado realizado por jovens estudantes, chamado de Prêmio Prudential Espírito Comunitário. Acreditamos que o apoio à educação de crianças e adolescentes é fundamental para o desenvolvimento deles e para o futuro do país”, explica o vice-presidente de Operações da Prudential do Brasil, Fernando Pinto.

Planos de previdência complementar aberta somaram R$ 95,6 bi em aportes em 2015, crescimento de 18,7%

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Os planos individuais foram os que mais receberam aplicações e acumularam R$ 84,6 bilhões em novos aportes no período. Atualmente, 12.501.390 pessoas possuem planos de previdência complementar aberta no país e 86.802 já usufruem benefícios

As contribuições feitas por titulares dos planos de previdência complementar aberta somaram R$ 95,6 bilhões no acumulado de janeiro a dezembro de 2015. O volume é 18,7% maior que registrado em 2014, quando foram aplicados R$ 80,6 bilhões, de acordo com dados informados pelas 71 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar, representadas pela FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). Os indicadores consolidados mostram que a captação líquida dos planos (diferença entre captação e resgates) registrou saldo positivo de R$ 48,9 bilhões, volume 22% superior aos R$ 40,1 bilhões registrados no ano anterior.

“Mesmo diante de um cenário econômico adverso em 2015, o investidor manteve a estratégia de buscar formação de poupança de longo prazo para garantir renda complementar na aposentadoria”, diz Edson Franco, eleito novo presidente da FenaPrevi que tomou posse na semana passada com mandato até o início de 2019. De acordo com o executivo, que também é CEO de Vida e Previdência da Zurich para América Latina, este é um sinal que a sociedade percebe com clareza os benefícios da previdência complementar aberta.

De acordo com o balanço da FenaPrevi, atualmente 12.501.390 indivíduos possuem planos de previdência complementar aberta, sendo que deste total 9.293.887 são participantes de planos individuais (já computados os planos para menores) e 3.207.503 de planos empresariais. Ainda de acordo com a Federação, um total de 86.802 pessoas já usufruem dos benefícios (aposentadorias; pecúlios, por morte e por invalidez; e pensões, por morte e por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário.

Os planos individuais foram os que mais receberam recursos dos titulares dos planos em 2015. No total, foram investidos R$ 88,5 bilhões na modalidade, enquanto que no ano anterior foram registrados R$ 73,1 bilhões. Os recursos destinados a planos empresariais também avançaram e somaram R$ 9,56 bilhões em contribuições. No acumulado de 2014, foram R$ 8,4 bilhões. Os planos para menores, por sua vez, acumularam R$ 1,9 bilhão, o mesmo montante aplicado no ano anterior.

Na análise por modalidade de plano, o VGBL (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo de I.R.P.F.), recebeu contribuições de R$ 85,8 bilhões de janeiro a dezembro de 2015. O PGBL (modalidade de plano indicada para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade prevista no formulário completo de I.R.P.F.) registrou R$ 9 bilhões. Os planos tradicionais, por sua vez, registraram R$ 841,7 milhões.

As interferências das inovações no mercado

As-interferencias-das-inovacoes-no-mercadoFonte: CNseg

Quem diria que um dia o Google iria produzir carros? Quem diria que em apenas três anos o WhatsApp alteraria de forma tão significativa a maneira das pessoas se comunicarem pelos celulares, a ponto de reduzir fortemente as receitas das grandes empresas de telefonia oriundas da utilização do celular via voz?

Essas foram algumas das perguntas feitas pela vice-presidente da empresa de pesquisas Gartner, Belkis Toledo, e pelo advogado e jornalista Ronaldo Lemos- também apresentador do programa Navegador da GloboNews, no painel “Inovação – Uma perspectiva para o Mercado”, mediado pelo presidente da FenaCap, Marco Barros, durante o “21º Encontro de Líderes do Mercado Segurador”, na Bahia.
E entre as muitas perguntas e poucas respostas a respeito do futuro, uma certeza é que ele será muito mais transformador do que nosso presente foi para o passado recente, afetando de forma significativa, além da maneira das pessoas se relacionarem, todos os ramos de negócio existentes, inclusive o segurador.

E para continuarem relevantes, afirma Belkis, as seguradoras precisam “quebrar os modelos tradicionais de negócio”, contando com líderes que enxerguem a necessidade de mudança e estejam preparados e dispostos a isso. Mesmo porque, se não o fizerem, outros o farão, como se evidencia ao se observar os US$ 2,1 bilhões já investidos em startups de tecnologia da área de seguro.

Quando a internet surgiu, ela servia para conectar computadores. Posteriormente, passou a conectar pessoas, como nas redes sociais. Agora, entramos na era da internet das coisas, ou seja, da conexão de todo e qualquer objeto utilizado pelo homem. “Vamos imaginar uma cadeira”, disse Ronaldo. “Qual a vantagem dela ser conectada à internet?”. Colocada em uma recepção, pode identificar quantas pessoas sentaram nela ao longo de um período, medindo o fluxo de pessoas. Com uma balança embutida, poderia identificar, pelo peso e postura, quem a sentou, podendo substituir, por exemplo, a chamada em sala de aula.

Reafirmando o impacto que essas inovações trarão à indústria de seguros, Ronaldo deu mais um exemplo: o da empresa Drive Like a Girl, que instala um dispositivo de monitoramento em seu carro, avaliando o modo de dirigir e oferecendo descontos aos bons motoristas no preço do seguro.

Para quem pensa que essas mudanças ainda estão longe no horizonte, Ronaldo lembra do Uber, que em pouco mais de um ano consolidou-se no Brasil como um forte concorrente aos táxis e serviços de transporte em geral. E, aproveitando-se do modelo de avaliação dos motoristas do Uber, feito pelos passageiros, Ronaldo citou a cidade de Washington, que tem todos os seus serviços públicos abertos à avaliação da população. Essa, inclusive, é outra grande tendência, que ele chamou de “sistemas de reputação objetivos”, ou seja, o mapeamento de informações sobre a maneira com que as pessoas utilizam os sistemas e das avaliações dadas a estes por terceiros.

Outra forte tendência apresentada é a do “eu quantitativo”, ou seja, a utilização de dispositivos que monitorem uma infinidade de informações pessoais, tais como a frequência cardíaca, a quantidade diária de atividade física, o tempo de sono, o consumo de calorias, etc. Tendência que pode ser muito útil, por exemplo, para a Saúde Suplementar, que pode oferecer descontos a quem melhor se cuida.

Quando o debate foi aberto ao público, o superintendente da Susep, Roberto Westenberger, presente na plateia, afirmou que o órgão estuda a utilização de novas tecnologias, mas ainda enfrenta muitas resistências, tanto pela incredulidade como pelo receio de se tornar muito invasivo na vida das empresas e segurados. Em resposta à questão, Ronaldo afirmou que o Brasil está mais de 30 anos atrasado na definição de uma lei de proteção de dados pessoais, que poderia, além de proteger os cidadãos, permitir que os reguladores atuassem com tranquilidade dentro das definições da lei.

Outro ponto importante levantado pela plateia- no caso, pela nova presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz- foi o do impacto das novas tecnologias médicas nos custos assistenciais da saúde, um dos mais significativos atualmente. Em resposta, Ronaldo utilizou o exemplo do Obamacare, o plano do presidente americano para ampliar a assistência à saúde no seu país. “Inicialmente, o Obamacare foi um desastre”, tendo sido contratada uma empresa caríssima para cuidar de todos os dados, mas que logo nos primeiros dias mostrou-se cheia de falhas no sistema. Preocupado com o fracasso de um dos projetos que pretendia deixar como legado, Obama contratou uma equipe de seis profissionais que utilizaram uma série de códigos abertos já existentes, bem como outras tecnologias já existentes e baratas, que foram aproveitadas, em vez de se reinventar a roda. “Muitas vezes a solução mais cara não é a mais adequada. Mais importante é trabalhar com uma equipe motivada”, finalizou.

Crise: Miriam Leitão destaca saída sempre democrática

Nota Miriam - 0R0A9791Fonte: Cnseg

“Diante de tanta imprevisibilidade das rápidas mudanças do século 21, o momento é adequado para falarmos do futuro”, disse a jornalista Miriam Leitão aos participantes do 21º Encontro de Líderes, promovido pela CNseg, na Praia do Forte, na Bahia, em sua palestra “O horizonte do Brasil no Século XXI”. “Esta é a hora de pensar no futuro. Quanto mais rápido soubermos para onde vamos, mais rápido chegaremos lá. Pensar no futuro nos faz avaliar riscos e isso reduz as chances de fracasso e aumenta as chances de permanecer no sucesso.”

A jornalista destacou que o Brasil está prisioneiro do imediato. O presente virou um redomoinho que suga e o impede de crescer, avaliou. Entre as mudanças do século 21, Miriam destaca o perfil demográfico, o clima que traz muitas catástrofes e a tecnologia. “São temas que todos devem pensar, principalmente vocês que fazem parte do mercado segurador”, sugeriu.

A palestrante destacou que toda e qualquer crise terá uma saída democrática, em razão de tudo que já foi construído. O Brasil acertou muito ao longo das décadas, sempre construindo consensos. Uma luta de duas décadas que a democracia, com a estabilização do real, em 1994, e em 2004 com a inclusão social.”, diz. “Democracia, estabilidade e inclusão. Foi isso que escolhemos e construímos. Agora estamos em busca do quarto consenso, mesmo no meio desta confusão que nos machuca e dói, mas que são parte da reconstrução”, comenta.

Ela explica que o quarto consenso é o começo de construção de um novo padrão de relação público-privada, redução da impunidade e novas maneiras de fazer campanhas eleitorais. Somos todos iguais. Quem desrespeitar a lei terá de responder por isso. Se tivermos sucesso, a economia será mais forte, as relações mais transparentes, e a democracia será mais saudável. “Ou seja, o quarto consenso aperfeiçoa o que já foi feito e tornamos as bases de uma sociedade mais forte.”

Os efeitos maléficos da corrupção são seríssimos, ressalta. A população tem pouca tolerância com a corrupção e está dentro do cardápio da sociedade o combate a desigualdade. “A corrupção gera sobrepreço, inflação, falta de controle, ineficiência. O efeito dentro das empresas é grande e ela entra em crise quando o sistema muda. Para o País, há perda de credibilidade e investimentos. A corrupção atrapalha todo mundo. Assim como aconteceu com a inflação. Foi boa para alguns porque concentrava renda. Mas conseguimos mudar por um tempo”, acrescenta.

Segundo ela, que muito estudou para escrever o livro “História do Futuro, o horizonte do Brasil no século XXI”, o Brasil passa por um presidencialismo por coalizão, a população vai envelhecer e é preciso saber usar os talentos maduros. Os eventos climáticos castigam o mundo, e o Brasil é o primeiro do ranking de diversidade. Há tecnologia disponível para gerenciar e mitigar riscos como inibir a destruição da Amazônia. “A maior das tarefas é a educação. Podemos fazer escolhas bem-sucedidas. O século 21 não vai exigir força bruta. Ele pede cérebros. E é disso que temos de cuidar”, disse, finalizando uma palestra apreciada pelos presentes.

Rebaixamento do Brasil afeta rating de três seguradoras e uma resseguradora

moodysA Moody’s Investors Service rebaixou o rating global em moeda local (GLC) e de seguros de força financeira (IFS) ratings de quatro companhias do setor. A escala nacional Aaa.br (NS) ratings IFS das quatro empresas foram confirmados. Todos os ratings atualmente carregam perspectivas negativas. O downgrade segue o rebaixamento dos ratings em moeda local e títulos soberanos em moeda estrangeira do Brasil, para Ba2 de Baa3 de 24 de Fevereiro de 2016.

Segundo comunicado da Moody’s, os rebaixamentos refletem, principalmente, a avaliação da agência da correlação entre perfis de crédito das empresas, tendo principalmente em conta as suas exposições diretas e indiretas aos ativos soberanos. O rebaixamento e a perspectiva negativa do vínculo do governo brasileiro levou ao rebaixamento e perspectiva negativa das quatro seguradoras e resseguradoras dadas as suas concentrações de ativos em tais investimentos e o consequente impacto de crédito negativo nas entidades, “a qualidade dos ativos, a adequação de capital ajustado ao risco e a flexibilidade financeira. Além disso, os rebaixamentos consideraram o impacto adverso indireto de uma redução sustentada do crescimento econômico do Brasil, que afeta crédito e também seguros.

Os ratings GLC IFS nos seguintes seguradoras e resseguradoras foram rebaixados, com perspectivas negativas:

– ACE Seguradora: rating GLC IFS rebaixado para Baa3 de Baa2.

– Chubb do Brasil: Avaliação do GLC IFS rebaixado para Baa3 de Baa2.

– Munich Re do Brasil: Avaliação do GLC IFS rebaixado para Baa3 de Baa1.

– Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros: rating GLC IFS rebaixado para Baa3 de Baa2.

Setor de seguros é resiliente à crise, diz novo presidente da CNseg

Marcio Coriolano: mercado deverá ter alta nominal ainda na casa de dois dígitos este ano

Fonte: CNseg

Marcio Coriolano:  mercado deverá ter alta nominal ainda na casa de dois dígitos este ano
Marcio Coriolano: mercado deverá ter alta nominal ainda na casa de dois dígitos este ano

O novo presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, tomou posse ontem durante o 21º. Encontro Nacional de Líderes do Mercado de Seguros, na Bahia. Diante de uma plateia formada por autoridades do mercado, do Governo, parlamentares e executivos do setor, ele afirmou que, apesar de algumas carteiras sentirem os impactos diretos do ambiente macroeconômico do país, historicamente, o setor vem demonstrando resiliência aos ciclos econômicos, mantendo uma trajetória de crescimento sustentado. “O setor de seguros vem mantendo uma trajetória de crescimento consistente na casa de dois dígitos, acima, inclusive, do nível da economia brasileira em geral. Essa resiliência é reflexo do comportamento do brasileiro de priorizar a proteção de sua saúde e de seu patrimônio”, afirmou o executivo.

Coriolano destacou que, em 2015, o setor de seguros movimentou recursos da ordem de R$ 364 bilhões em prêmios e contribuições, com um crescimento nominal de 11,4%. Esse número, segundo ele, é duas vezes maior do que a indústria automobilística gera para a economia brasileira. “Mas tão importante quanto indicar o crescimento da movimentação de recursos, é mostrar a expressiva prestação de serviços à sociedade sob a forma de indenizações, pagamento de benefícios, resgates e sorteios de capitalização“, enfatizou, complementando que somente o segmento de saúde suplementar, que atende a mais de 72 milhões de beneficiários, indenizou cerca de 1 bilhão de procedimentos médicos de todas as naturezas.

Para o presidente da CNseg, diante de cenário atual da economia brasileira, é importante retomar a crença na retomada do desenvolvimento do país e na crescente evolução do setor de seguros como mola propulsora desse movimento. Nesse sentido, disse, é tempo de apresentar as contribuições e propostas de nosso mercado para ajudar a mitigar os efeitos da crise. “Sabemos e reconhecemos que viveremos, nos próximos anos, um período de dificuldades no cenário econômico brasileiro. Para nós, a crença no país significa, acima de tudo, atuar em parceria com os demais agentes do setor e do próprio Governo para buscar, com ações propositivas e pragmáticas, o fortalecimento que ajudará o Brasil a retomar o seu ciclo de prosperidade”, afirmou. Nessa linha, Coriolano anunciou que, entre as frentes de trabalho de sua gestão, no próximo triênio, serão priorizados temas como o esforço para a regulamentação de produtos como o seguro popular de automóvel e os híbridos PrevSaúde, o qual combina previdência privada com saúde suplementar, e o “Universal Life”, produto flexível que conjuga seguro de vida com acumulação. Marcio Coriolano, enfatizou ainda a importância da implementação do polo de resseguro no Rio de Janeiro, o qual se destina a trazer para o país novos negócios importantes desta atividade.

Em sua fala, o superintendente da Superintendência de Seguros Privados, Roberto Westenberger, ressaltou o cresceu de 1,24% do setor de seguros, em termos reais, no ano de 2015. Esse desempenho, segundo ele, confirma o movimento de resiliência do mercado. “O setor demora mais para sentir a profundidade da crise econômica que já se manifestou em outras áreas da economia”, frisou. Mas, a seu ver, esse comportamento não deve ser motivo de ufanismo nem de acomodação. O momento, segundo Westenberger, é de arregaçar as mangas. “O Brasil tem território, população, recursos naturais, democracia e o setor de seguros tem que fazer a sua parte. Vamos fazer mais esse ano. Temos toda uma conjuntura de produtos que estão a ponto de municiarem a nossa economia, como o seguro de longevidade dos fundos de pensão, acoplado ao resseguro, que pode trazer para o setor um faturamento estimado de R$ 20 bilhões de uma tacada só”, anunciou.

Roberto Westenberger destacou ainda o conjunto de ativos de R$ 800 bilhões gerados pelo setor de seguros, os quais superaram o do mercado previdência fechada. Nunca o setor de setor de seguros havia superado os ativos desse segmento. Há recursos que estarão à disposição e esse será um grande desafio para este ano e os que vierem a seguir: fazer com que essa indústria se transforme um investidor institucional ainda mais pronunciado.

Em sua fala, José Carlos Abrahão, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), afirmou que desempenho do setor de seguros mostra o crescimento da nossa sociedade. “O seguro saúde é um braço e uma liderança dentro da saúde suplementar e exemplo dentro das demais representações da saúde. O órgão regulador tem procurado transmitir transparência e previsibilidade nesse momento em que todos os brasileiros têm que fazer o seu dever de casa. Tenho pautado as nossas ações em um tripé: melhorar o acesso à saúde pela população, que esse acesso tenha qualidade e que venha com sustentabilidade não só econômico e financeira, mas com sustentabilidade social, que é o que a nossa sociedade deseja”, enfatizou.

Juliana Pereira, secretária da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), a qual representou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na cerimônia, associou a imagem do seguro à confiança que os consumidores depositam nos produtos e serviços que o mercado oferece. “O nosso país hoje precisa, urgentemente, de compromissos e pactos. Os consumidores sofrem muito os impactos das situações adversas da economia. Nada mais correto neste momento do que estarmos juntos. Precisamos estabelecer uma agenda de confiança, de respeito e de compromissos para que tenhamos uma sociedade e relações econômicas e sociais mais equilibradas. Não tenho dúvida de que as lideranças do setor de seguros tem esse compromisso. Temos sempre mantido um diálogo aberto com o mercado. E, aqui, renovo esse compromisso”, destacou Juliana.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeira (CNIF) e do Grupo Bradesco, Luiz Carlos Trabucco Capi, que também compôs a mesa de abertura da cerimônia de posse, foi enfático ao abordar a atual situação econômica do país: “Independentemente do momento difícil em que vive o Brasil, temos um grande objetivo. Ou nós paramos de piorar ou vamos piorar muito. O Brasil precisa ser a locomotiva de si mesmo, pois não pode mais esperar a locomotiva da China, que desacelera, ou mesmo europeia, claudicante, ou por outras locomotivas”, afirmou, acentuando que o seguro está nos eixos das preocupações. Quando nada sobra, sobra o seguro”, ressaltou.

Além de Marcio Coriolano, as federações ligadas à CNseg também empossaram novos presidentes. João Francisco Borges assumiu a Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg); Edson Luís Franco vai comandará a Federação Nacional de Previdência Privada (FenaPrevi); Solange Beatriz Palheiro Mendes, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); e Marco Antonio da Silva Barros se manteve à frente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap).

AMBest mantém rating A- do IRB

IRB logoA agência internacional de classificação de risco A.M. Best concedeu ao IRB Brasil RE o rating Excelente (A-), com perspectiva de estabilidade, na contramão do pessimismo que assola o mercado. O comunicado oficial divulgado pela instituição nesta quinta-feira, destaca como pontos relevantes que justificaram a manutenção da nota “o forte perfil de negócios do IRB no mercado de resseguros brasileiro, o sólido desempenho financeiro e o excelente nível de capital ajustado a risco”.

A notícia veio ao encontro do recém divulgado balanço da companhia, que apresentou aos seus acionistas e ao mercado números que superaram qualquer expectativa, batendo uma marca histórica do líder em resseguros no Brasil.

Para o presidente do IRB, José Carlos Cardoso, é extremamente gratificante verificar que as medidas implementadas há pouco mais de um ano trouxeram um resultado tão positivo: “Uma perfeita combinação do que a empresa tem de melhor, que é sua experiencia e conhecimento do mercado brasileiro, aliado ao que existe de mais moderno no mercado de resseguros global”, enfatiza.

Apesar das turbulencias, o IRB se mantém blindado em sua trajetória de expansão no mercado nacional e, recentemente, no internacional, firme na nova estratégia de atuação, com foco bem definido em resultados.

Na visão da Vice-Presidente de Riscos e Compliance da companhia, Lucia Valle, “o crescimento consistente, uma gestão operacional e financeira eficiente, aliada a uma estrutura adequada de gestão integrada de riscos, nos permitiram a manutenção do rating, mesmo neste cenário adverso”, complementa.

No comunicado oficial, a A.M. Best ainda destaca que “a reestruturação proporcionou ao IRB uma estrutura de gestão de risco mais eficaz, bem como melhorou a agilidade e a eficiência operacional. Em geral, o IRB continua a ter uma posição ímpar e forte no crescente mercado de (res)seguros brasileiro, juntamente com uma estratégia bem definida e um experiente quadro de funcionários para executar a sua expansão internacional”.

Link para o comunicado da Agência:

http://www3.ambest.com/ambv/bestnews/presscontent.aspx?refnum=23672&altsrc=23

S&P reafirma ratings da SulAmerica em BB’ na escala global e ‘brAA

A Standard & Poor’s Ratings Services reafirmou hoje seus ratings ‘BB’ na escala global e ‘brAA-‘ na Escala Nacional Brasil atribuídos à Sul América Companhia Nacional de Seguros (“SulAmérica”). Também reafirmamos os ratings ‘B+’ na escala global e ‘brBBB+’ na Escala Nacional Brasil da Sul América S.A. (“SASA”). A perspectiva permanece negativa.

Os ratings da SulAmérica refletem nossa visão do perfil de risco de negócios satisfatório da empresa e do seu perfil de risco financeiro menos que adequado, com base em uma sólida posição de mercado, bom reconhecimento da marca e mix de negócios saudável. A significativa exposição da empresa aos títulos do governo brasileiro limita nosso perfil de risco financeiro em menos que adequado. Além disso, a posição de liquidez da SulAmérica deteriorou-se em decorrência do rebaixamento dos ratings soberanos do Brasil, visto que aumentamos os cortes (haircuts) para esses títulos com base na nossa análise de liquidez.

Revisamos nossa avaliação do perfil de risco financeiro da SulAmérica de adequado inferior para menos que adequado como consequência da significativa exposição da empresa aos títulos soberanos brasileiros e depois do rebaixamento dos ratings do país. Atualmente, a qualidade de crédito dos ativos médios ponderados do portfólio da empresa fica na categoria ‘BB’; portanto limitamos nossa avaliação do perfil de risco financeiro na categoria menos que adequada, a qual reflete nossa preocupação sobre o fato de a empresa investir principalmente em títulos que não são grau de investimento.

Certos termos utilizados neste reporte, particularmente certos adjetivos