A BR Insurance Corretora de Seguros divulgou nota na qual informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que está realizando estudos para dar início a um processo de incorporação de suas subsidiárias. A BR Insurance foi criada inicialmente para ser uma holding de corretoras de seguros, contudo esta estrutura apresentou dificuldades para a integração dos negócios e custos elevados para a manutenção de uma administração descentralizada, razão pela qual a incorporação das controladas está sendo avaliada como uma alternativa operacionalmente e financeiramente mais eficaz.
Ainda no comunicado enviado a CVM e BM&FBovespa, a corretora informa que entende que as incorporações poderão facilitar o processo de gestão e desenvolvimento de um plano estratégico de longo prazo. Após a conclusão dos estudos, caso efetivamente a administração decida propor a realização das incorporações, e defina as subsidiárias envolvidas e as condições das operações, será oportunamente convocada Assembleia Geral Extraordinária para submetê-las à deliberação de seus acionistas, com a disponibilização das informações e documentos pertinentes.
Na próxima quinta-feira (2), a partir das 8h, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) fará uma audiência pública interativa para debater a política de Seguro Rural do país. O colegiado é presidido pela senadora Ana Amélia (PP-RS).
Todas as comissões permanentes do Senado escolhem anualmente uma política pública federal para acompanhar, fiscalizar e analisar. O Seguro Rural foi o escolhido pela CRA neste ano.
Foram convidados para a audiência pública representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Banco Central (BC), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). A audiência foi requerida pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT).
Para Ana Amélia, o Seguro Rural é “um instrumento essencial para a proteção da renda do agropecuarista e para a manutenção da capacidade de investimento no campo, por meio da mitigação de riscos do setor primário. Devido à grande variação climática que afeta a atividade agrícola, a experiência internacional tem demonstrado que o desenvolvimento de um mercado de seguro rural deve contar com a participação do Poder Público”.
Qualquer cidadão pode participar da audiência com perguntas, críticas, sugestões e comentários por meio do portal e-Cidadania ou pelo Alô Senado (0800 612211).
Novas contribuições cresceram 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Planos individuais foram os que mais receberam recursos e fecharam o período com R$ 19,1 bilhões em novos investimentos. O sistema registrou no primeiro trimestre 84.298 pessoas já usufruindo benefícios pagos pelos planos. Os aportes a planos abertos de caráter previdenciário (que incluem os PGBLs e os VGBLs) somaram R$ 21,5 bilhões no primeiro trimestre, registrando expansão de 5,7% frente aos primeiros três meses do ano anterior.
A captação líquida (diferença entre depósitos e resgates) no período foi positiva em R$ 8,1 bilhões. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa 69 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. “A captação líquida de março segue positiva, o que mostra o compromisso do participante com a constituição de reservas de longo prazo”, avalia Edson Franco, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
Os dados do balanço da FenaPrevi mostram também que o sistema registrou em janeiro um total de 84.298 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário.
No período, foram contabilizados um total de 12.319.665 pessoas com planos contratados, sendo que deste total 9.273.919 são pessoas com planos individuais (já computados os planos para menores) e 3.045.746 pessoas com planos empresariais.
Os planos individuais foram os que mais receberam recursos no primeiro trimestre. No total, foram investidos R$ 19,1 bilhões. Os planos para menores receberam contribuições da ordem de R$ 466,3 milhões no trimestre. Os recursos destinados a planos empresariais, por sua vez, somaram R$ 1,9 bilhões em contribuições nos primeiros três meses do ano.
Na análise por modalidade de plano, o VGBL (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo de I.R.P.F.), recebeu contribuições de R$ 19,5 bilhões no primeiro trimestre. O PGBL (modalidade de plano indicada para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade prevista no formulário completo de I.R.P.F.) registrou R$ 1,8 bilhão. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 203,2 milhões.
Na avaliação mensal, os aportes foram de R$ 8,8 bilhões, registrando leve retração de 3,3% em relação aos aportes do mês de março de 2015, quando foram contabilizados R$ 9,1 bilhões. A captação líquida no período foi positiva em R$ 4 bilhões.
As contribuições vertidas aos planos individuais totalizaram R$ 7,9 bilhões. Os planos para menores receberam contribuições que totalizaram R$ 167,3 milhões em março de 2016. Já os recursos destinados a planos empresariais somaram R$ 695 milhões em março. Na análise por modalidade de plano, o VGBL recebeu contribuições de R$ 8 bilhões em março de 2016. O PGBL, por sua vez, registrou R$ 660 milhões. Os planos tradicionais de acumulação registraram R$ 74 milhões.
A opção por planos de caráter previdenciário deve considerar e priorizar uma visão de longo prazo, dada a tributação diferenciada para o poupador. No PGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo, o poupador pode deduzir anualmente da base de cálculo do tributo, o valor total das contribuições efetuadas a planos de previdência complementar, durante o exercício social, até o limite de 12% da sua renda bruta, reduzindo o imposto a pagar ou, até mesmo, podendo ter direito à restituição.
É o chamado diferimento fiscal, ou seja, o pagamento do IR devido sobre esses recursos, acrescidos dos rendimentos auferidos, é realizado apenas no momento do resgate total ou parcial, ou do recebimento do benefício. Para usufruir da dedução, o participante da previdência complementar aberta tem de estar contribuindo para a previdência oficial, inclusive no caso do titular, com mais de 16 anos, ser dependente de quem faz a declaração.
Já no VGBL, modalidade de plano indicada para quem declara o Imposto de Renda pelo formulário simplificado, para quem se encontra na faixa de isenção do IR, ou para quem já atingiu o limite de dedução previsto para a previdência complementar (12% da renda bruta), não é possível deduzir da base de cálculo do IR os valores dos aportes realizados ao plano. No entanto, no momento do resgate ou do recebimento do benefício, o IR incide apenas sobre o valor dos rendimentos auferidos, e não sobre o valor total do resgate ou do benefício recebido, como ocorre no PGBL.
De acordo com o presidente da FenaPrevi, é importante destacar que, para ambas as modalidades de planos (PGBL e VGBL), não há cobrança do imposto de renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em alguns tipos de aplicações. Outra característica do PGBL e do VGBL é a possiblidade do poupador optar pelo regime de alíquotas progressivas ou de alíquotas regressivas do imposto de renda, significando, neste último caso, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem aplicados, menor será a alíquota do Imposto de Renda incidente.
Reforçando sua estratégia de negócios, o Banco BMG inicia este mês as atividades da BMG Seguros e, com isso, passa a operar no mercado de seguros garantia com uma linha completa de produtos para a área corporativa. A intenção é, por meio de um time de alto conhecimento técnico, oferecer soluções diferenciadas com agilidade e qualidade.
Para Antônio Hermann, presidente do Banco BMG, o lançamento reforça a estratégia atual da instituição, de abertura de novos negócios e ampliação do portfólio de produtos oferecidos a clientes do segmento empresarial. “Temos feito um trabalho intenso de qualificação da nossa atuação junto ao segmento corporativo, acreditamos que a tradição e a solidez da nossa marca, presente há mais de 85 anos no mercado, podem contribuir para a criação de oportunidades e para o crescimento econômico do país”, afirma.
A BMG Seguros terá gestão própria e altamente qualificada, com profissionais que acumulam longa experiência no segmento de seguro garantia. No portifólio, contará com produtos de garantia judicial, financeira, imobiliária e de infraestrutura, entre outros. “Estamos falando de um mercado promissor e que passa por um momento de reinvenção. A BMG Seguros chega exatamente com esta proposta de utilizar o conhecimento técnico de seus recursos humanos em busca de soluções que sejam inovadoras para os clientes”, comenta Jorge Sant´Anna, diretor presidente da BMG Seguros.
O seguro garantia é cada vez mais demandado por empresas que desejam otimizar sua gestão de riscos sem comprometer sua liquidez ou aportar um volume de garantia que dificulte os negócios. O mercado movimentou R$ 1,6 bilhão em prêmios no Brasil em 2015 e a expectativa para 2016 é de atingir R$ 2,0 bilhão.
Com a diversificação do portifólio, o Banco BMG reforça sua política de oferecer soluções financeiras estruturadas para favorecer a realização de projetos, ao mesmo tempo em que contribui para o crescimento econômico e social do Brasil.
A BMG Seguros chega com um amplo portfólio e com a expertise de atuação a grandes negócios no segmento corporativo. A nova empresa do Grupo contará ainda com uma estrutura de crédito experiente e com capacitação comprovada, operando de maneira ágil e desburocratizada.
Os seguros de pessoas, que incluem seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção, registraram no primeiro trimestre deste ano R$ 7,13 bilhões em prêmios (valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais), consolidando alta de 2,44% frente aos R$ 6,96 bilhões verificados nos primeiros três meses do ano anterior. “O resultado foi positivo mesmo diante da retração econômica. Mesmo com o cenário adverso, algumas modalidades tiveram resultados expressivos com expansão de dois dígitos”, avalia Edson Franco, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
Os dados do balanço da FenaPrevi mostram também que, no primeiro trimestre, as seguradoras pagaram R$ 2 bilhões em indenizações aos segurados (14% superior ao mesmo período do ano anterior). “As indenizações são benefícios que proporcionam proteção e garantia para a continuidade dos projetos pessoais e da vida econômica das pessoas”, diz Edson Franco, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
Na análise de desempenho por modalidade de produto, o seguro de vida, que representa o maior volume do segmento, registrou prêmios de R$ 3 bilhões, correspondendo a aumento de 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2015. Já o seguro prestamista, segunda maior carteira do segmento, que cobre o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego, registrou recuo de 12,87% em relação ao acumulado de 2015, movimentando R$ 1,6 bilhão em prêmios.
De acordo com o levantamento da FenaPrevi, o seguro de acidentes pessoais, que oferece coberturas em caso de morte e invalidez permanente (total ou parcial) e outros riscos causados por acidentes involuntários, provocando lesões físicas ou até mesmo falecimento, obteve alta de 2,5% no primeiro trimestre de 2016 e acumulou R$ 1,2 bilhão.
O seguro viagem foi a modalidade que registrou maior crescimento relativo no período, com expansão de 110,9% e prêmios de R$ 78,9 milhões. “É um seguro que faz parte do planejamento em viagens no Brasil e para o exterior, o que explica a maior procura por esta modalidade de proteção. E com a recente mudança na regulamentação do seguro viagem, as seguradoras irão oferecer uma maior gama de proteção. A regulamentação resultou em melhorias no produto e inserção de novas coberturas, com mais benefício e segurança para o consumidor”, explica o executivo.
O seguro educacional, impulsionado pelo receio das famílias quanto à capacidade de fazer frente aos custos de educação dos filhos, também teve forte expansão: 76,8% com prêmios da ordem de R$ 7,7 milhões.
O balanço da federação mostra que o auxílio funeral também esteve entre os seguros mais contratados no período. Foram registrados R$ 112,1 milhões em prêmios, alta de 19,8% em relação aos R$ 93,6 milhões contratados no primeiro trimestre de 2015. “Auxílio funeral é um dos seguros mais difundidos e com maior penetração entre os consumidores porque está muito ligado ao conforto dos familiares nestas situações”, afirma o presidente da federação.
De acordo com o balanço da FenaPrevi, dos R$ 7,1 bilhões em prêmios pagos pelos segurados no primeiro trimestre de 2016, São Paulo é o Estado mais representativo para os negócios de seguros de pessoas, concentrando 46,5% do volume de prêmios do período.
O Rio de Janeiro, por sua vez, respondeu por 9,4% do total dos prêmios verificados no período, seguido pelo Rio Grande do Sul (7,8%), Minas Gerais (7,3%), Distrito Federal (6,1%) e Paraná (5,9%). Os demais estados têm representatividade menor, inferior a 3%.
Segundo os dados do balanço da FenaPrevi, no mês de março o valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais foi de R$ 2,61 bilhões (+2,4%), em relação aos R$ 2,55 bilhões em março de 2015.
A Sabemi, maior seguradora do Rio Grande do Sul, com mais de 40 anos de experiência na oferta de produtos a Servidores Públicos e a Militares das Forças Armadas, anunciou uma parceria com a Zurich, seguradora global com 143 anos de existência, atuação em mais de 170 países e mais de 70 anos de experiência no mercado brasileiro, para a comercialização de produtos de acidentes pessoais através da Sabemi Seguradora, com estimativa de duplicar o número de segurados deste produto já a partir do segundo ano de operação.
O acordo foi assinado em Gramado, na Serra Gaúcha, durante o III Encontro dos Maiores Produtores e Parceiros Estratégicos da Sabemi pelos CEOs Tulio Severo, da Sabemi e Márcio Benevides, da Zurich. “O modelo de negócio reúne a experiência e o foco da Sabemi em atender Servidores Públicos, ao amplo conhecimento da Zurich com seguros de pessoas” evidencia Tulio Severo, CEO Sabemi Seguros, em nota distribuída à imprensa.
Para o público-alvo, a principal vantagem se dará pelo resultado da união de duas grandes forças de mercado. Sabemi e Zurich são empresas que se caracterizam pela flexibilidade e forte tradição em soluções inovadoras, o que resulta em serviços de qualidade e maior capacidade de proteção aos seus segurados. “É muito grande nossa satisfação com esta relevante parceria, porque construir relacionamentos duradouros e vantajosos com novos clientes é um dos pilares fundamentais do trabalho da Zurich no Brasil e no mundo”, afirma Márcio Benevides, CEO interino de Vida, Previdência e Capitalização para a Zurich Brasil, no comunicado.
A exposição conjunta das duas marcas – Sabemi Seguradora e Zurich Seguros – será adotada em toda a família de produtos atuais da Sabemi e em eventuais lançamentos futuros, motivados pela sinergia e complementaridade das companhias.
O Banco Mundial anunciou no último sábado (21) a criação, antes do final do ano, de um fundo de emergência destinado aos países pobres para acelerar a ajuda em caso de pandemias. “Não existe um sistema internacional capaz de responder rapidamente a uma pandemia”, disse o presidente da instituição, Jim Yong Kim, na cidade japonesa de Sendai, onde se realiza o encontro dos ministros das Finanças do G7.
Segundo Jim Yong Kim, a epidemia do vírus Ebola, que explodiu em 2014 em três países do oeste da África, provocou uma tomada de consciência “brutal” sobre a demora da ajuda internacional. “Levaram meses para fornecer recursos substanciais e de apoio aos países, enquanto o número de óbitos continuava subindo”, recordou Kim, um médico especialista em doenças infeciosas.
A epidemia de Ebola deixou mais de 11 mil mortos na Guiné, Libéria e Serra Leoa. O novo fundo deverá permitir, principalmente graças a apólices de seguro, mobilizar US$ 500 milhões para combater epidemias como o Ebola e a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). O fundo será acessível aos 77 países mais pobres do mundo identificados pelo Banco Mundial.
O novo fundo, que será abastecido pelos membros mais ricos do Banco Mundial, servirá para pagar seguros contratados pelos países pobres para se proteger do risco de epidemias. O Japão já anunciou que contribuirá com US$ 50 milhões.
O IRB Brasil RE, maior ressegurador local do Brasil, recebe nesta segunda-feira (23) cerca de 100 convidados para um jantar especial. Eles vão apreciar um cardápio elaborado especialmente para que possam vivenciar as fases da vida do pintor Pablo Picasso, durante visitação guiada na exposição “Pablo Picasso: mão erudita, olho selvagem”, no Instituto Tomie Otake, em São Paulo.
Em uma sessão reservada à imprensa no período da tarde, Paul Conolly, vice-presidente de resseguros do IRB, contou ao blog Sonho Seguro alguns detalhes da apresentação que será feita aos clientes, prospects e parceiros. O IRB segue sua trajetória de crescimento das vendas. De janeiro a abril deste ano faturou R$ 1,5 bi, alta de 31% comparado ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido saltou de R$ 129 milhões para R$ 232 milhões no período analisado, conta Conolly. Os sinistros também avançaram, de R$ 565 milhões para R$ 716 milhões, contabilizando uma reserva a mais para o sinistro da Ultracargo, que já soma R$ 100 milhões considerando-se apenas a participação do IRB.
Quanto ao novo governo, a diretoria do IRB se mostra otimista com a retomada dos investimentos necessários para o Brasil voltar a crescer, principalmente dando vazão aos projetos de infraestrutura que contam com participação significativa de resseguro. O pé no freio que o governo interino de Michel Temer vem colocando em algumas ações tomadas pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT) não impactam o IRB. Na África, por exemplo, conta Conolly, a participação do IRB se dá por meio da Africa Re, da qual detém 8% de participação acionária. “Quando José Cardoso assumiu a presidência do IRB no ano passado o foco passou a ser a América Latina, com prioridade para México, Peru, Colômbia e Argentina”, contou, deixando o ressseguador de estimular negócios com Venezuela, Bolívia, Cuba e África.
O executivo não sabe se o IRB está no calendário de roads shows que o ministro das Relações Exteriores no Itamaraty, José Serra, pretende fazer a partir de junho para apresentar aos investidores algumas fatias acionárias que a União pretende vender para fazer caixa e reduzir o déficit fiscal. Mas a aposta é que tanto IRB como Caixa Seguridade façam parte da agenda de vendas do governo, pois já estavam em adiantado processo de IPO no ano passado, operações suspensas pela piora do mercado financeiro diante da instabilidade política e agravamento da crise econômica brasileira. Na próxima semana está agendada uma reunião do conselho, que reúne acionistas do Bradesco, Itaú e BB, entre os principais, e mais novidades devem surgir.
Fundado em 1939 e com uma equipe técnica altamente qualificada, o IRB se mantém firme na missão de agregar valor aos seus clientes, buscar resultados sólidos para os acionistas e oferecer perspectivas de crescimento para seus colaboradores. Privatizado em 1º de outubro de 2013, o IRB é hoje uma empresa muito mais ágil, atenta ao desenvolvimento sustentável e com plenas condições de oferecer cobertura para riscos em todas as linhas de negócios, nos cinco continentes.
A operação de seguros da XL Catlin anunciou a promoção de Maurício Giuntini a Gerente Regional de Marine para a América Latina. Giuntini ficará baseado em São Paulo e irá se reportar a Lee Meyrick, Chief Underwriting Officer global de Marine.
“Mauricio deu uma contribuição marcante em seu cargo de Head of Marine no Brasil e estou certo que ele levará essa mesma qualidade de trabalho à sua nova função. Seus fortes relacionamentos e sua vasta experiência atenderão bem as necessidades regionais de seguro de nossos clientes”, diz Meyrick, ao comentar sobre a nomeação.
De acordo com Anne Marie Elder, Chief Underwriting Officer de Marine para a região das Américas, “atualmente o setor de Marine opera em um ambiente internacional mais desafiador que exige de nós não só nosso melhor expertise em subscrição, mas também a melhor experiência como cliente. A promoção de Mauricio nos permite atender melhor nossos clientes e corretores em toda a região da América Latina”.
O seguro de transportes (Marine) na América Latina representa mais de 8% do mercado global e continuará a se expandir e se desenvolver nos próximos anos. A região tem interesses comerciais extensivos no transporte de mercadorias e possui uma ampla costa marítima com um pesado tráfego de contêineres.
Em sua nova função, Giuntini trabalhará em colaboração com Ruben Chanona, subscritor senior de Marine da XL Catlin, e sua equipe no México, bem como com os subscritores da XL Catlin no Brasil e com corretores de toda a região para desenvolver as soluções certas.
Giuntini tem mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros. Antes de ingressar na XL Catlin em 2014, ele trabalhou como gerente comercial de transportes internos para o Brasil na Chubb e foi Head de Marine para o Brasil na Liberty International Underwriters. Graduado em Ciências Náuticas com especialização em Admiistração e Seguros, Giuntini também prestou vários anos de serviços na Marinha Brasileira.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão | Por: Martha E. Corazza
As regras para o compartilhamento de riscos entre as Entidades Fechadas de Previdência Complementar e o mercado segurador e ressegurador caminham para uma definição final depois de realizada a audiência pública que colocou em discussão a minuta de Instrução Normativa conjunta entre a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Superintendência de Seguros Privados (Susep). A consulta pública recolheu ideias para que seja elaborada uma IN destinada a regulamentar o comando da Resolução CNPC nº 17, de março de 2015. Desde a edição da Resolução, há mais de um ano, essa alternativa não evoluiu como o esperado justamente pela ausência de detalhamento normativo que permitisse a criação e aprovação de produtos do mercado de seguros voltados aos riscos específicos das EFPC.
As sugestões enviadas por representantes de ambos os setores foram analisadas em reunião no início de maio e devem ser objeto, ainda, de uma análise conclusiva dos órgãos supervisores que possa aparar as arestas e chegar ao texto final da IN. As sugestões mostraram que não há pontos divergentes que possam dificultar a regulação, segundo analisa o presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon, Nilton Molina. Foram classificados e compatibilizados três grupos de sugestões enviadas por representantes da Mongeral Aegon e pelo Instituto de Resseguros do Brasil, da Fenaprev e pelo conjunto das EFPC representado pela Abrapp e verificou-se que todas as contribuições são idênticas em sua essência , explica Molina.
A agilização do texto final depende agora, portanto, de uma fórmula a ser definida pela Previc e que congregue todas as sugestões, assim como sua viabilidade prática também do ponto de vista da Susep. Do lado do mercado segurador, o anúncio da ida para a Susep do antigo titular da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), Carlos de Paula, poderá ser uma boa notícia para quem espera a implementação efetiva dos produtos que permitirão o compartilhamento, acredita o diretor da Mercer/Gama, Antonio Fernando Gazzoni. Com isso, a Susep passará a contar com a atuação de um profissional conhecedor dos dois mercados e será possível otimizar as alternativas para avançar mais rapidamente na direção do compartilhamento , diz o consultor.
O risco de sobrevivência nos planos de benefícios oferecidos pelos fundos de pensão brasileiro é novo e a possibilidade de compartilhamento entre o sistema aberto e o fechado de previdência é novíssima , observa Nilton Molina. O que explica uma certa dificuldade da Susep para lidar com o assunto. Ele lembra, entretanto, que embora seja uma novidade do ponto de vista regulatório, não é novo na legislação, já editada pelo CNPC: Nada mais correto do que esse esforço para compartilhar, mas a Susep ainda precisa se adequar melhor a essa modernidade e à necessidade de mudanças em suas normas .
Regulamentos Se do lado operacional não restam dúvidas e as sugestões estão todas bem alinhadas, um dos principais pontos de discussão é uma diretriz conceitual e diz respeito à previsão de inclusão do compartilhamento no regulamento do plano. A Abrapp clama pelo cuidado de não inserir o compartilhamento nos regulamentos, lembrando que esse produto deverá ser mais leve e dispensar burocracia desnecessária sem perder a segurança, ou seja, deve seguir uma certa flexibilidade , observa Gazzoni. O contrato de compartilhamento, portanto, teria apenas os comandos mínimos necessários, a exemplo do que já ocorre atualmente com os produtos de seguros destinados à cobertura dos riscos de invalidez e morte. Na prática, lembra o consultor, é preciso compreender que o regulamento já contempla todos os benefícios e eles não serão alterados pelo compartilhamento, esse tipo de produto irá apenas trazer proteção aos riscos que decorrem desses benefícios.
Renda imediata & renda diferida O principal aspecto que ainda não satisfaz totalmente a demanda das EFPC, segundo Gazzoni, é a não inclusão na norma de produtos voltados à renda vitalícia diferida. Por enquanto, a proposta para compartilhar risco de longevidade prevê apenas a renda vitalícia imediata até porque ainda não há aprovação pela Susep para os produtos de renda diferida. A renda diferida casa perfeitamente com as necessidades dos planos de Contribuição Definida e a esperança é de que haja um normativo para disciplinar isso já que houve sensibilidade da Previc em relação ao tema , argumenta o consultor. Nos planos CD, a renda do plano pode ser complementada pela renda imediata, por meio de contribuições ao fundo previdencial e com prazo certo. Já a renda vitalícia diferida é um segundo possível complemento para cobrir o risco de sobrevivência depois de terminado o prazo certo da renda imediata e, portanto, tende a ter custo mais competitivo uma vez que os recursos serão capitalizados pelas seguradoras durante 15 ou 20 anos.
Um dos pontos mais relevantes já esclarecidos, diz Gazzoni, é relativo ao fundo previdencial a ser composto para cobrir a renda imediata: As seguradoras dizem que não é problema que esse dinheiro fique capitalizado nas EFPC, que irão geri-los sob a forma de subcontas, então esse aspecto está definido de maneira satisfatória .
A reunião, afirma Molina, mostrou que todos os agentes envolvidos estão interessados na medida do ponto de vista do fomento. Essa é uma norma que olha para o futuro, para as empresas privadas de pequeno e médio porte que têm interesse em entrar nos planos de benefícios fechados mas não querem correr riscos técnicos . Ele acredita que assim que a IN estiver concluída será possível ao mercado segurador/ressegurador começar a trabalhar efetivamente no lançamento de produtos.
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