Seguros de pessoas movimentam R$ 7,1 bilhões no primeiro trimestre

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Os seguros de pessoas, que incluem seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção, registraram no primeiro trimestre deste ano R$ 7,13 bilhões em prêmios (valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais), consolidando alta de 2,44% frente aos R$ 6,96 bilhões verificados nos primeiros três meses do ano anterior. “O resultado foi positivo mesmo diante da retração econômica. Mesmo com o cenário adverso, algumas modalidades tiveram resultados expressivos com expansão de dois dígitos”, avalia Edson Franco, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Os dados do balanço da FenaPrevi mostram também que, no primeiro trimestre, as seguradoras pagaram R$ 2 bilhões em indenizações aos segurados (14% superior ao mesmo período do ano anterior). “As indenizações são benefícios que proporcionam proteção e garantia para a continuidade dos projetos pessoais e da vida econômica das pessoas”, diz Edson Franco, presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Na análise de desempenho por modalidade de produto, o seguro de vida, que representa o maior volume do segmento, registrou prêmios de R$ 3 bilhões, correspondendo a aumento de 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2015. Já o seguro prestamista, segunda maior carteira do segmento, que cobre o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego, registrou recuo de 12,87% em relação ao acumulado de 2015, movimentando R$ 1,6 bilhão em prêmios.

De acordo com o levantamento da FenaPrevi, o seguro de acidentes pessoais, que oferece coberturas em caso de morte e invalidez permanente (total ou parcial) e outros riscos causados por acidentes involuntários, provocando lesões físicas ou até mesmo falecimento, obteve alta de 2,5% no primeiro trimestre de 2016 e acumulou R$ 1,2 bilhão.

O seguro viagem foi a modalidade que registrou maior crescimento relativo no período, com expansão de 110,9% e prêmios de R$ 78,9 milhões. “É um seguro que faz parte do planejamento em viagens no Brasil e para o exterior, o que explica a maior procura por esta modalidade de proteção. E com a recente mudança na regulamentação do seguro viagem, as seguradoras irão oferecer uma maior gama de proteção. A regulamentação resultou em melhorias no produto e inserção de novas coberturas, com mais benefício e segurança para o consumidor”, explica o executivo.

O seguro educacional, impulsionado pelo receio das famílias quanto à capacidade de fazer frente aos custos de educação dos filhos, também teve forte expansão: 76,8% com prêmios da ordem de R$ 7,7 milhões.

O balanço da federação mostra que o auxílio funeral também esteve entre os seguros mais contratados no período. Foram registrados R$ 112,1 milhões em prêmios, alta de 19,8% em relação aos R$ 93,6 milhões contratados no primeiro trimestre de 2015. “Auxílio funeral é um dos seguros mais difundidos e com maior penetração entre os consumidores porque está muito ligado ao conforto dos familiares nestas situações”, afirma o presidente da federação.

De acordo com o balanço da FenaPrevi, dos R$ 7,1 bilhões em prêmios pagos pelos segurados no primeiro trimestre de 2016, São Paulo é o Estado mais representativo para os negócios de seguros de pessoas, concentrando 46,5% do volume de prêmios do período.

O Rio de Janeiro, por sua vez, respondeu por 9,4% do total dos prêmios verificados no período, seguido pelo Rio Grande do Sul (7,8%), Minas Gerais (7,3%), Distrito Federal (6,1%) e Paraná (5,9%). Os demais estados têm representatividade menor, inferior a 3%.

Segundo os dados do balanço da FenaPrevi, no mês de março o valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais foi de R$ 2,61 bilhões (+2,4%), em relação aos R$ 2,55 bilhões em março de 2015.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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