Riscos compartilhados entre fundos de pensão e seguro caminham para a reta final

nilton molinaFonte: Diário dos Fundos de Pensão | Por: Martha E. Corazza

As regras para o compartilhamento de riscos entre as Entidades Fechadas de Previdência Complementar e o mercado segurador e ressegurador caminham para uma definição final depois de realizada a audiência pública que colocou em discussão a minuta de Instrução Normativa conjunta entre a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Superintendência de Seguros Privados (Susep). A consulta pública recolheu ideias para que seja elaborada uma IN destinada a regulamentar o comando da Resolução CNPC nº 17, de março de 2015. Desde a edição da Resolução, há mais de um ano, essa alternativa não evoluiu como o esperado justamente pela ausência de detalhamento normativo que permitisse a criação e aprovação de produtos do mercado de seguros voltados aos riscos específicos das EFPC.

As sugestões enviadas por representantes de ambos os setores foram analisadas em reunião no início de maio e devem ser objeto, ainda, de uma análise conclusiva dos órgãos supervisores que possa aparar as arestas e chegar ao texto final da IN. As sugestões mostraram que não há pontos divergentes que possam dificultar a regulação, segundo analisa o presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon, Nilton Molina. Foram classificados e compatibilizados três grupos de sugestões enviadas por representantes da Mongeral Aegon e pelo Instituto de Resseguros do Brasil, da Fenaprev e pelo conjunto das EFPC representado pela Abrapp e verificou-se que todas as contribuições são idênticas em sua essência , explica Molina.

A agilização do texto final depende agora, portanto, de uma fórmula a ser definida pela Previc e que congregue todas as sugestões, assim como sua viabilidade prática também do ponto de vista da Susep. Do lado do mercado segurador, o anúncio da ida para a Susep do antigo titular da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), Carlos de Paula, poderá ser uma boa notícia para quem espera a implementação efetiva dos produtos que permitirão o compartilhamento, acredita o diretor da Mercer/Gama, Antonio Fernando Gazzoni. Com isso, a Susep passará a contar com a atuação de um profissional conhecedor dos dois mercados e será possível otimizar as alternativas para avançar mais rapidamente na direção do compartilhamento , diz o consultor.

O risco de sobrevivência nos planos de benefícios oferecidos pelos fundos de pensão brasileiro é novo e a possibilidade de compartilhamento entre o sistema aberto e o fechado de previdência é novíssima , observa Nilton Molina. O que explica uma certa dificuldade da Susep para lidar com o assunto. Ele lembra, entretanto, que embora seja uma novidade do ponto de vista regulatório, não é novo na legislação, já editada pelo CNPC: Nada mais correto do que esse esforço para compartilhar, mas a Susep ainda precisa se adequar melhor a essa modernidade e à necessidade de mudanças em suas normas .

Regulamentos Se do lado operacional não restam dúvidas e as sugestões estão todas bem alinhadas, um dos principais pontos de discussão é uma diretriz conceitual e diz respeito à previsão de inclusão do compartilhamento no regulamento do plano. A Abrapp clama pelo cuidado de não inserir o compartilhamento nos regulamentos, lembrando que esse produto deverá ser mais leve e dispensar burocracia desnecessária sem perder a segurança, ou seja, deve seguir uma certa flexibilidade , observa Gazzoni. O contrato de compartilhamento, portanto, teria apenas os comandos mínimos necessários, a exemplo do que já ocorre atualmente com os produtos de seguros destinados à cobertura dos riscos de invalidez e morte. Na prática, lembra o consultor, é preciso compreender que o regulamento já contempla todos os benefícios e eles não serão alterados pelo compartilhamento, esse tipo de produto irá apenas trazer proteção aos riscos que decorrem desses benefícios.

Renda imediata & renda diferida O principal aspecto que ainda não satisfaz totalmente a demanda das EFPC, segundo Gazzoni, é a não inclusão na norma de produtos voltados à renda vitalícia diferida. Por enquanto, a proposta para compartilhar risco de longevidade prevê apenas a renda vitalícia imediata até porque ainda não há aprovação pela Susep para os produtos de renda diferida. A renda diferida casa perfeitamente com as necessidades dos planos de Contribuição Definida e a esperança é de que haja um normativo para disciplinar isso já que houve sensibilidade da Previc em relação ao tema , argumenta o consultor. Nos planos CD, a renda do plano pode ser complementada pela renda imediata, por meio de contribuições ao fundo previdencial e com prazo certo. Já a renda vitalícia diferida é um segundo possível complemento para cobrir o risco de sobrevivência depois de terminado o prazo certo da renda imediata e, portanto, tende a ter custo mais competitivo uma vez que os recursos serão capitalizados pelas seguradoras durante 15 ou 20 anos.

Um dos pontos mais relevantes já esclarecidos, diz Gazzoni, é relativo ao fundo previdencial a ser composto para cobrir a renda imediata: As seguradoras dizem que não é problema que esse dinheiro fique capitalizado nas EFPC, que irão geri-los sob a forma de subcontas, então esse aspecto está definido de maneira satisfatória .

A reunião, afirma Molina, mostrou que todos os agentes envolvidos estão interessados na medida do ponto de vista do fomento. Essa é uma norma que olha para o futuro, para as empresas privadas de pequeno e médio porte que têm interesse em entrar nos planos de benefícios fechados mas não querem correr riscos técnicos . Ele acredita que assim que a IN estiver concluída será possível ao mercado segurador/ressegurador começar a trabalhar efetivamente no lançamento de produtos.

CNseg, Susep, Fenacor juntas em prol da educação em seguros

13235988_10208716239295847_738919419_nFonte: CNseg

Ampliar os canais de acesso ao consumidor e aperfeiçoar a comunicação com a sociedade está entre os principais requisitos da jornada do setor de seguros brasileiro, neste momento em que a nação recupera a sua confiança, a ética e a vontade de ver um novo país. A frase é do presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, durante a abertura do 1º Seminário Susep de Educação Financeira, que aconteceu ontem, no Rio de Janeiro. O evento, organizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), integra a 3ª Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF), e tem como principal objetivo tratar de temas que farão parte das diretrizes a serem divulgadas pelo setor, por meio do Programa de Educação em Seguros.

Coriolano reconhece que o mercado ainda é desconhecido por muitas camadas da população brasileira, e disse ainda que a Confederação, no âmbito institucional, vem desenvolvendo e incentivando uma série de ações para melhorar a forma de comunicação com a sociedade, sempre com o objetivo de facilitar o entendimento das operações das empresas, dos produtos e serviços contratados, além da aproximação com órgãos do governo como a Senacon e os Procons do país, mostrando à população o importante papel do setor em relação à proteção e à segurança. “Em um momento em que o consumidor perdeu renda, emprego, e precisa fazer difíceis escolhas, é necessário que todos os agentes envolvidos promovam investimentos contínuos em educação em seguros”, finalizou.

Entusiasta do tema que confere a educação e o conhecimento acredita que, “somente com o conhecimento e a educação, o homem pode ser protagonista da sua própria história”, disse em uma citação a Paulo Freire. Coriolano ainda explicou que o tema Educação em Seguros ficará sob o guarda-chuva do programa ENEF, pois o setor tem particularidades que o diferenciam das finanças em geral, como proteção e prevenção contra riscos. “Trata-se de conceitos e fundamentos muito antigos, mas que, infelizmente, não são de amplo domínio da população brasileira. O Programa de Educação em Seguros tem como objetivo garantir o empoderamento do consumidor, que ele necessita e merece”, finalizou.

Assinado durante o evento, o Protocolo de Intenções, que visa à promoção do Programa de Educação Financeira, selou o compromisso entre Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), a Escola Nacional de Seguros (Funenseg), a CNseg e a Susep. “Nós do mercado segurador vamos nos preocupar com a educação em seguros e garantir os direitos do consumidor”, disse o superintendente da Susep, Roberto Westenberger, considerando o momento importante para dar início a ações concretas que o mercado de seguros empreenderá. “Quem entende e vivenciou o Brasil sabe que o nosso maior problema é a educação. Mas, nós do mercado segurador vamos nos preocupar com a educação em seguros e garantir os direitos do consumidor”. Westenberger enfatizou que a educação em seguros deve ter uma visão holística para toda a sociedade, começando na infância e atravessando a terceira idade.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, lembrou-se dos vários programas e projetos que foram desenvolvidos pela CNseg, pela Funenseg e pela Fenacor ao longo dos anos, com o intuito de informar e educar o consumidor de seguros, como o ‘Projeto Cultura de Seguros’ e o ‘Viver Seguro’. “Essa iniciativa é de extrema importância e integra os agentes do setor em um único projeto e objetivo”, pontuou, dizendo que o papel do corretor de seguros é de vital importância, pois confere capilaridade ao mercado. “Somos mais de 80 mil corretores, importantes agentes disseminadores na ponta do mercado”, finalizou. “Queremos educar, temos a vocação”, disse o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, que considera importante a definição do público-alvo para as ações de Educação em Seguros. “Em 2015 realizamos 272 palestras abordando o tema, grande parte delas foi voltada para o consumidor”, complementou.

A maior parte da população brasileira não sabe sequer reconhecer a chegada da crise. Não sabe o que fazer quando chegar nela, muito menos encontrar caminhos para sair dela. A afirmação é da superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), Claudia Forte, durante o painel ‘Estratégia Nacional de Educação Financeira – Programas Transversais e Selo ENEF’. Ela ainda pontuou que o Brasil, mesmo com um forte potencial e oportunidade para promover a educação financeira no país, precisa enfrentar o desafio de fazer o Programa de Educação Financeira alcançar as 160 mil escolas do país, entre municipais e estaduais. “A educação não é apenas um desejo ideológico, mas uma necessidade que precisa ser encarada em todos os âmbitos: na escola, na universidade, por nós, cientistas e pesquisadores”, finalizou Claudia Forte.

FenaSaúde lança boletim com informações sobre beneficiários e mercado de trabalho

Fonte: FenaSaúde

A taxa de crescimento médio anual do número de beneficiários de planos de assistência médica foi de 3,4%, nos últimos 10 anos, enquanto, nos planos exclusivamente odontológicos, o aumento foi mais expressivo, de 13,5%. Recentemente, esses indicadores decresceram e observa-se a redução do número de consumidores de planos médicos pela primeira vez desde o início da série histórica. Em 2015, o setor perdeu 766 mil beneficiários – cerca de 400 mil relacionados diretamente com o fechamento de vagas formais de empregos –, uma redução de 1,5% na comparação com dezembro de 2014.

Esses e outros dados estão disponibilizados na edição especial do Boletim da Saúde Suplementar – Beneficiários de Planos e Seguros Privados de Saúde da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros. A publicação traz análise da distribuição geográfica e influência do mercado de trabalho no desempenho do setor de 2005 a 2015.

A deterioração no mercado de trabalho e a queda do rendimento afetaram negativamente o desempenho do mercado de saúde suplementar no último ano, especialmente com relação à contratação de planos coletivos empresariais. Esse tipo de plano registrou queda 1,2% em 12 meses, passando de 33,5 milhões, em dezembro de 2014, para 33,1 milhões, em dezembro de 2015. Esse quadro se refletiu, especialmente, na redução do número de beneficiários de planos coletivos empresariais nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste. Entre as unidades da federação, os destaques negativos foram: São Paulo (185 mil), Rio de Janeiro (117 mil) e Minas Gerais (97 mil). As análises mostram que, para cada 1.000 postos de trabalhos fechados, o mercado de saúde suplementar perdeu 708 beneficiários de planos médicos coletivos empresariais, no Sudeste.

Jovens e idosos – Segundo dados do boletim, a retração do mercado formal de trabalho se mostra mais acentuada na população mais jovem. De acordo com o IBGE, a taxa média de desemprego foi de 18,0% nessa faixa etária, enquanto a média nacional ficou em 7,4%, no último trimestre de 2015. A participação de beneficiários de planos de assistência médica com 60 anos ou mais idade passou de 11,1%, em dezembro de 2005, para 12,3%, em dezembro de 2015 – aumento de 1,2 ponto percentual. Por outro lado, a participação de consumidores com idades entre zero e 19 anos passou de 28,3% para 25,4%, na mesa base de comparação, com redução de 2,9 pontos percentuais.

O crescimento mais acelerado do número de beneficiários com 60 anos ou mais de idade nos planos de assistência médica tem alterado a proporção entre jovens e idosos no mercado de saúde suplementar. Em dezembro de 2000, para cada beneficiário com 60 anos ou mais de idade, havia 3 com idades entre 0 e 19 anos. Atualmente, essa proporção é de 2 para 1.

Confira no site da FenaSaúde – www.fenasaude.org.br

CNseg lança o 1º Concurso Cultural Minha Vida Mais Segura

cnseg minhavida_intFonte: CNseg

A CNseg, com apoio da Susep, lançou nesta quinta-feira, dia 19, o 1º Concurso Cultural Minha Vida Mais Segura, durante o 1º Seminário Susep de Educação Financeira, realizado pela Susep, com apoio da CNseg, no Rio de Janeiro.
O Concurso tem por objetivo a produção de conteúdo, em forma de vídeo ou post, que trate de “planejamento e segurança financeiros relacionados a planos de seguro”, visando estimular a reflexão e o debate a respeito da cultura da prevenção e segurança financeira consciente.

Para participar, os interessados devem enviar, entre 1º de junho e 30 de setembro, vídeos de até dois minutos ou posts em forma de texto, fotografia ou ilustração, que contenham ou representem uma história relacionada à importância de um ou mais tipos de seguros na vida de uma pessoa ou de uma família, ou outros fatos que levem à reflexão acerca do tema “Qual a importância do seguro na sua vida?”.

Todo o material recebido que se enquadrar nas regras do concurso será publicado na página da Susep no Facebook, sendo selecionados para a etapa final os cinco vídeos e cinco posts com mais curtidas e compartilhamentos.

O material finalista será avaliado por uma comissão julgadora, que considerará a adequação ao tema do concurso, a originalidade, a criatividade e a estética. Os vencedores serão conhecidos em 21 de novembro, com o autor do melhor post ganhando um iPad wi-fi, 16GB e o do melhor vídeo, uma câmera GoPro Hero 4 e um notebook com processador Intel Core i5.

O 1º Concurso Cultural Minha Vida Mais Segura é uma iniciativa que faz parte dos esforços da CNseg para a promoção da Educação em Seguro, estando também vinculado à 3ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF) para promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF).

Educação em seguros: Fenacor assina protocolo conjunto

13235988_10208716239295847_738919419_nA Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor) assinou nesta quinta-feira (19) um protocolo de intenções visando o desenvolvimento e a execução conjunta de programas relacionados à Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Escola Nacional de Seguros. O compromisso foi assinado pelos presidentes das entidades durante o I Seminário Susep de Educação Financeira, realizado na cidade do Rio de Janeiro.

As ações do protocolo ainda serão debatidas entre as entidades, mas o objetivo é trazer para o tema da educação financeira – com foco nos seguros e seus benefícios – para a vida cotidiana dos brasileiros. O setor, com seus produtos de perfis variados, possibilita o planejamento de futuro como possibilidade de renda e segurança.

Para Armando Vergilio, presidente da Fenacor, por contar com mais de 80 mil corretores e 250 mil pessoas atuando em funções de sua cadeia de trabalho, a área securitária tem papel de destaque na educação financeira do país.

“O conhecimento é fator que torna as pessoas mais críticas e conscientes. O documento que assinamos levará condições para que as pessoas possam conhecer o setor e poder se integrar aos nossos projetos que envolvem renda, qualidade de vida e um futuro melhor. Com o brasileiro mais informado, podemos ajudar a resguardar famílias e empresas de momentos difíceis, como crises econômicas, porque eles terão o poder de escolha sobre produtos e serviços que os tornem, literalmente, mais seguros contra adversidades”, explicou Vergilio ao público presente.

Será enriquecedor para o setor conversar com quem vivenciou seguros no mundo

IMG_5612Fique feliz com o conhecimento que membros da equipe do governo interino de Michel Temer têm sobre seguros no Brasil e no mundo. Com certeza a experiência adquirida pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, ex-membro do Conselho do Lloyd’s of London, da presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos, que desde 2015 faz parte do conselho da maior corretora de seguros do mundo, a Marsh McLemann, e de Tarcísio Godoy, ex-presidente da BrasilPrev e da Bradesco Seguros, que retorna ao cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Maria Silvia recebeu a notícia do novo desafio a frente de um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo quando estava participando da reunião dos membros do Conselho da MMC, grupo que conta com 53 mil colaboradores no mundo e vendas anuais superiores a US$ 10 bilhões. Meirelles já renunciou ao posto no Lloyd’s, onde teve uma visão ampla de como as coisas funcionam em seguros e resseguros no planeta, uma vez que participava das reuniões do maior e mais antigo mercado de seguros do mundo, com lucro de US$ 3 bilhões em 2015. Aquele que reúne os melhores do mundo e onde tudo acontece. O mesmo aconteceu com Maria Silva. A Marsh é uma das maiores corretoras e consultoras de seguros e de resseguros do mundo e participa dos principais contratos do mundo, seja na consultoria, no gerenciamento de risco ou em serviços ligados a prestação de atendimento às corporações.

Vamos combinar que essa vivência traz abertura para o setor dialogar com o governo em um patamar de grande investidor institucional (são mais de R$ 800 bilhões em investimentos) e dedicado a ofertar soluções de mitigação de riscos e de garantias para proteger o patrimônio — público, privado e pessoal — se a expectativa de riscos for concretizada. Há muito a ser feito pela indústria de seguros no Brasil, desde inovar na oferta de produtos para todos os públicos até o atendimento virtual nos mais modernos aplicativos a serem criados.

Para tudo isso, no entanto, é preciso olhar com atenção para o marco regulatório, que muito avançou na última década, mas que tem um longo caminho ainda a percorrer. Só tendo estabilidade e técnicos nos quadros das autarquias, como a Superintendência de Seguros Privados (Susep), Agência Nacional de Saúde (ANS) e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), citando apenas as relacionadas ao setor, é que se poderá avançar e ter o apoio dos produtos do mercado segurador para se reerguer diante dos imprevistos. Desde viver mais do que o previsto com uma reserva financeira acumulada e bem gerida ao longo do tempo, ter uma doença com cobertura do plano médico até executar as garantias caso um grande projeto de infraestrutura não seja entregue nas condições técnicas, prazo e preços acordados.

Entender um pouco da dinâmica do setor já é meio caminho andado para a implementação de medidas e idéias inovadores que circundam o setor e que precisam de um estímulo governamental para serem realmente viabilizadas em condições que atendam as premissas básicas da sustentabilidade. Ou seja, bom para todos. Contratos eficientes que tragam benefícios a todos os envolvidos na cadeia de negócios.

Uma pressão de cima para estimular a sustentabilidade, fazendo todos sairem da zona de conforto, sempre faz bem.

Swiss Re Corporate Solutions nomeia Ivan Gonzalez como CEO da América do Norte

ivan gonzalesIvan Gonzalez irá mudar de sua atual posição como CEO da América Latina para assumir a nova função em 1º de julho de 2016. Ele será realocado de São Paulo para Nova York. Gonzalez sucede a Bob Petrilli, que decidiu deixar a Swiss Re no final de 2016.

Gonzalez irá implementar a estratégia de expansão da companhia nos Estados Unidos e Canadá, mercados que conhece bem por ter trabalhado em Nova York para a divisão de Principal Investment & Acquisitions da Swiss Re entre 2000 e 2006. Ele manterá suas atuais responsabilidades como interino até que seu sucessor seja designado.

Rudolf Flunger, Chief Marketing Officer da Swiss Re Corporate Solutions, comenta: “Ivan tem uma expertise única em seguros, estratégia e finanças corporativas, ideal para nos conduzir à próxima fase de desenvolvimento na América do Norte. Em nome dos meus colegas executivos, eu agradeço a Bob Petrilli por ter construído com sucesso nossa operação na América do Norte na última décaca.”

Gonzalez está há 16 anos com a Swiss Re, tendo trabalhado na Suíça, EUA e Brasil. Em 2011 se tornou CEO da Swiss Re Corporate Solutions para a América Latina. Sob sua liderança, a companhia atingiu um crescimento exponencial e de alta qualidade na região por meio de iniciativas orgânicas e aquisições. Além disso, Sr. Gonzalez ajudou a construir uma companhia de seguros diretos competitiva com presença local no Brasil, Colômbia e México, bem como com um escritório em Miami para os negócios de wholesale.

Escola Nacional de Seguros prepara segunda edição da pesquisa sobre mulheres

pesquisa_mulheres_pqA Escola Nacional de Seguros prepar a segunda edição do Estudo sobre Mulheres no Mercado de Seguros no Brasil, que visa fazer uma avaliação a respeito de como se dá a inserção das mulheres no setor de seguros brasileiro e na sociedade, em geral.

Utilizando questionários e entrevistas, avaliações de indicadores sociais e econômicos e comparações com outros setores, a pesquisa procurará também identificar quais os fatores motivacionais e vantagens competitivas dessas profissionais em relação aos homens, além de identificar os principais produtos de seguros existentes para as mulheres no mercado brasileiro.

Com a primeira edição lançada em novembro de 2013, pôde-se identificar uma tendência de crescimento da participação feminina em números percentuais no setor. Em 2000 eram 49% e, em 2013, já eram maioria, com 57%. O valor dos salários, entretanto, não acompanhou esse crescimento. Em 2013, as mulheres ficavam com 70% dos menores salários, enquanto os homens estavam em 69% dos melhores cargos.

Para a edição de 2016, serão enviados dois modelos de questionários para as empresas seguradoras. O primeiro deverá ser respondido por profissional do departamento de Recursos Humanos e, o segundo, pelas lideranças femininas do setor. Ambos deverão ser devolvidos até 31 de maio, para tempo hábil de tabulação.

“Estamos caminhando para a insustentabilidade do setor privado”

Solange-Beatriz-divulgaçãoO alerta foi de Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros de assistência à saúde –, nesta terça-feira (15/5), em evento promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro. Para uma plateia formada por autoridades e profissionais que atuam no mercado segurador, a presidente da FenaSaúde chamou a atenção para os altos custos com procedimentos, tecnologias, medicamentos e materiais no setor de Saúde Suplementar.

Segundo Solange, a sustentabilidade do sistema tem pautado a preocupação de todos que atuam no setor por duas principais razões: a acelerada evolução dos custos da saúde e a solidariedade intergeracional, quando os mais jovens subsidiam os mais longevos – isso porque, há 15 anos, para cada beneficiário com 60 anos ou mais, existiam outros três com idades entre zero e 19 anos; hoje, essa relação caiu para dois.

De acordo com Solange, o índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH), principal indicador utilizado pelo mercado de Saúde Suplementar como referência sobre o comportamento de custos, registrou alta de 19,3% nos 12 meses encerrados em dezembro de 2015. Já a inflação, medida pelo IPCA, ficou em 10,67% no mesmo período.

“As razões que produzem a elevação das despesas com a saúde vão desde o envelhecimento da população, uma vez que os idosos requerem maiores cuidados, até o avanço tecnológico, que frequentemente é apontado como sendo de maior impacto”, avalia a presidente da FenaSaúde. “Em muitos casos, a incorporação de novas tecnologias e procedimentos ao sistema é feita de forma acrítica e sem avaliação de seu custo-efetividade. Por isso, temos insistentemente demandado que haja avaliação sistemática e institucionalizada da tecnologia previamente à sua incorporação”, complementa a executiva. Solange também defende o desenvolvimento de diretrizes e protocolos de utilização para que se evite os casos em que não há evidências que suportem o custo de determinado procedimento.

Ao apresentar os números do segmento, a presidente da FenaSaúde ressaltou a importância de uma ação transparente junto ao consumidor: “Essa é uma das missões da Federação. Precisamos trazer os beneficiários para essa discussão para que ele possa compreender o uso racional desse serviço, que realiza três milhões de procedimentos por dia”. Em 2012, por exemplo, para cada 1 mil habitantes foram realizadas 94 ressonâncias e tomografias computadorizadas. Em 2015, este número passou para 130 – crescimento de 40%.

Outro ponto que mereceu destaque durante a explanação da presidente da FenaSaúde foi a redução do número de beneficiários em 2015 e nos primeiros três meses desse ano: 1,3 milhão de pessoas deixaram de ter planos de saúde. Desses, 887 mil são de planos coletivos empresariais. “Sem dúvida, essa retração de beneficiários se deve a queda do emprego formal. Há uma relação direta entre o seguro saúde e o nível de emprego da população”, destacou a executiva.

Raphael de Luca Junior assume a diretoria geral da rede e canais da BB e Mapfre

image004Com mais de 16 anos de atuação na área comercial da seguradora, o executivo Raphael de Luca Junior acaba de assumir o cargo de diretor geral da Rede Mapfre e Canais do grupo BB e Mapfre. A partir de agora, de Luca é responsável por toda a estratégia da área comercial da marca Mapfre em território brasileiro. Anteriormente, o executivo atuava como diretor comercial da seguradora, com foco nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste.

“Com um baixo índice de consumo de seguro, cerca de 75% das pessoas não possuem nenhum tipo de apólice, o mercado apresenta desafios e oportunidades motivadoras. Atuar em uma companhia que busca ampliar esse alcance na sociedade brasileira e que apoia a inovação, o conhecimento e a parceria entre colaboradores e corretores certamente é um grande fator propulsor para uma trajetória profissional de sucesso e superação de metas”, afirma de Luca, em comunicado enviado à imprensa. O executivo é formado em Ciências Contábeis e Atuariais, com MBA em Gestão de Seguros e especialização no IESE.