“Estamos caminhando para a insustentabilidade do setor privado”

Solange-Beatriz-divulgaçãoO alerta foi de Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros de assistência à saúde –, nesta terça-feira (15/5), em evento promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro. Para uma plateia formada por autoridades e profissionais que atuam no mercado segurador, a presidente da FenaSaúde chamou a atenção para os altos custos com procedimentos, tecnologias, medicamentos e materiais no setor de Saúde Suplementar.

Segundo Solange, a sustentabilidade do sistema tem pautado a preocupação de todos que atuam no setor por duas principais razões: a acelerada evolução dos custos da saúde e a solidariedade intergeracional, quando os mais jovens subsidiam os mais longevos – isso porque, há 15 anos, para cada beneficiário com 60 anos ou mais, existiam outros três com idades entre zero e 19 anos; hoje, essa relação caiu para dois.

De acordo com Solange, o índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH), principal indicador utilizado pelo mercado de Saúde Suplementar como referência sobre o comportamento de custos, registrou alta de 19,3% nos 12 meses encerrados em dezembro de 2015. Já a inflação, medida pelo IPCA, ficou em 10,67% no mesmo período.

“As razões que produzem a elevação das despesas com a saúde vão desde o envelhecimento da população, uma vez que os idosos requerem maiores cuidados, até o avanço tecnológico, que frequentemente é apontado como sendo de maior impacto”, avalia a presidente da FenaSaúde. “Em muitos casos, a incorporação de novas tecnologias e procedimentos ao sistema é feita de forma acrítica e sem avaliação de seu custo-efetividade. Por isso, temos insistentemente demandado que haja avaliação sistemática e institucionalizada da tecnologia previamente à sua incorporação”, complementa a executiva. Solange também defende o desenvolvimento de diretrizes e protocolos de utilização para que se evite os casos em que não há evidências que suportem o custo de determinado procedimento.

Ao apresentar os números do segmento, a presidente da FenaSaúde ressaltou a importância de uma ação transparente junto ao consumidor: “Essa é uma das missões da Federação. Precisamos trazer os beneficiários para essa discussão para que ele possa compreender o uso racional desse serviço, que realiza três milhões de procedimentos por dia”. Em 2012, por exemplo, para cada 1 mil habitantes foram realizadas 94 ressonâncias e tomografias computadorizadas. Em 2015, este número passou para 130 – crescimento de 40%.

Outro ponto que mereceu destaque durante a explanação da presidente da FenaSaúde foi a redução do número de beneficiários em 2015 e nos primeiros três meses desse ano: 1,3 milhão de pessoas deixaram de ter planos de saúde. Desses, 887 mil são de planos coletivos empresariais. “Sem dúvida, essa retração de beneficiários se deve a queda do emprego formal. Há uma relação direta entre o seguro saúde e o nível de emprego da população”, destacou a executiva.

Raphael de Luca Junior assume a diretoria geral da rede e canais da BB e Mapfre

image004Com mais de 16 anos de atuação na área comercial da seguradora, o executivo Raphael de Luca Junior acaba de assumir o cargo de diretor geral da Rede Mapfre e Canais do grupo BB e Mapfre. A partir de agora, de Luca é responsável por toda a estratégia da área comercial da marca Mapfre em território brasileiro. Anteriormente, o executivo atuava como diretor comercial da seguradora, com foco nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste.

“Com um baixo índice de consumo de seguro, cerca de 75% das pessoas não possuem nenhum tipo de apólice, o mercado apresenta desafios e oportunidades motivadoras. Atuar em uma companhia que busca ampliar esse alcance na sociedade brasileira e que apoia a inovação, o conhecimento e a parceria entre colaboradores e corretores certamente é um grande fator propulsor para uma trajetória profissional de sucesso e superação de metas”, afirma de Luca, em comunicado enviado à imprensa. O executivo é formado em Ciências Contábeis e Atuariais, com MBA em Gestão de Seguros e especialização no IESE.

Tokio Marine cria diretoria de automóvel

luiz padialA Tokio Marine anunciou a criação da diretoria de automóvel, que será comendada por Luiz Padial, profissional com mais de 17 anos de experiência na área de seguros. O executivo já fazia parte da equipe da companhia, onde atuava como superintendente de auto. Na nova posição, Padial continuará reportando ao diretor executivo de produtos massificados, Marcelo Goldman.

O executivo foi escolhido para ocupar uma posição estratégica e terá como uma de suas missões liderar as equipes de produtos auto da seguradora, desenvolver seguros específicos para o setor e manter o crescimento da empresa no ramo. A nova diretoria será responsável também pelo departamento de Frota Auto. “Assumir a diretoria de automóvel é um grande desafio em minha carreira. A Tokio Marine tem uma presença muito forte nesse nicho e minha missão é contribuir para manter o crescimento e resultado nos próximos anos”, afirma Padial no comunicado distribuído pelo grupo à imprensa.

Em 2015, a Tokio Marine cresceu 19,4% na carteira de automóvel, enquanto o mercado evoluiu 2,8%. Com esses números, a participação de mercado da seguradora passou de 4,1% para 6,8%. De acordo com Padial, o mercado de auto é muito dinâmico e exige que os profissionais tenham conhecimento técnico, do mercado e criatividade. Seu objetivo é ampliar o portfólio dos produtos da Companhia, composto pelos seguros Auto, Auto Clássico, Auto Frota, Caminhão e Utilitário Carga, para melhor atender as necessidades dos segurados, além de disponibilizar ferramentas que gerem autonomia aos Parceiros de Negócios, facilitando os processos de compra (sistemas de cotações, emissões e comissão) e entrega dos produtos (sinistros e assistências).

Na área de Frotas, os processos serão alinhados, agregando cada vez mais ferramentas e diferenciais ao Corretor para aumentar a participação da Tokio Marine no ramo. “Como trabalho em equipe é um dos nossos diferenciais, a unificação das áreas de Automóvel em uma só diretoria trará ainda mais sinergia e espírito colaborativo”, aponta Luiz Padial. “Continuaremos na busca constante pela excelência de nossos produtos, serviços e sistemas, aprimorando a segmentação e o posicionamento dos seguros Tokio Marine. Com isso, pretendemos aumentar nossas parcerias e a participação no mercado de seguros nacional”, finaliza.

IRB Brasil RE divulga lucro 65% maior no trimestre

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O IRB Brasil RE fechou o primeiro trimestre de 2016 com lucro líquido 65% maior que o registrado em igual período do ano passado, totalizando R$ 212,4 milhões. O volume total de prêmios emitidos pela companhia avançou 37% em relação ao mesmo período no ano anterior, totalizando R$ 1,2 bilhão. Desse montante, R$ 883 milhões foram prêmios emitidos no Brasil e R$ 287 milhões no exterior. O aumento registrado neste primeiro trimestre nos prêmios emitidos decorre das contribuições positivas dos ramos de Property, Rural e Vida, tanto no Brasil quanto no Exterior.

O total de prêmios retidos no período foi de R$ 909 milhões, um crescimento de 35% em relação a 2015, praticamente em linha com o crescimento nos prêmios emitidos. Os prêmios ganhos também seguiram a tendência de crescimento e avançaram 44% sobre 2015, totalizando R$ 896 milhões neste ano. O foco da Companhia na obtenção de novos negócios e manutenção da posição de liderança no mercado de resseguros do Brasil contribuíram para manutenção do crescimento no trimestre.

O lucro líquido no primeiro trimestre deste ano apresentou uma expansão de 65% em relação ao ano passado, totalizando R$ 212 milhões. Esse resultado foi alcançado por meio da combinação do crescimento no volume de prêmios emitidos, a manutenção do resultado operacional e o crescimento do resultado financeiro, aliados a uma gestão administrativa eficiente e focada na geração de valor, mais que compensando o aumento no volume de sinistros incorridos no trimestre.

“Começamos 2016 com uma participação relevante no mercado total de resseguros no País mesmo diante de um cenário adverso. Esse resultado nos aponta que estamos no caminho certo, e que vamos continuar buscando, além do reconhecimento, um crescimento sustentável”, comemora José Carlos Cardoso, presidente da Companhia.

O balanço completo pode ser acessado no site do IRB Brasil RE por meio do link https://www.irbbrasilre.com/Documents/Balancos_PT/SITE_Consolidado_FINAL_1T16.pdf.

André Gregori está entre os indicados para assumir a Susep com proposta voltada para infraestrutura

andre gregori 2O empresário André Gregori, que já tem em sua foto de perfil no Whatapp a nova bandeira do governo Michel Temer, é um dos cotados para assumir a Superintendência de Seguros Privados (Susep), em substituição a Roberto Westenberger. Também corre nos bastidores o nome de Osvaldo do Nascimento, ex-Itaú e ex-presiente da Federação Nacional Previdência Privada (Fenaprevi). Westenberger segue sua rotina de trabalho, sem se abalar com os comentários de bastidores.

O blog Sonho Seguro teve acesso apenas a proposta apresentada pelo ex-presidente do braço de seguros e de resseguros do BTG Pactual. Segundo fontes do setor, a agenda proposta é considerada inovadora por ter metas que vão muito além do seguro popular de carro, microsseguros, VGBL Saúde, que depois anos começam a se transformar em realidade. No entanto, os tópicos constam também da gestão de Westenberger, que está no cargo desde 2014, e tenta modernizar a regulação mesmo com a falta de recursos ou de apoio do governo até então.

A expectativa é que se mantenha um profissional técnico no comando da autarquia, que sempre sofreu com a disputa de políticos, especialmente do PTB, para indicar seus pupilos, segundo comentários recorrentes entre os executivos do setor. Em 2014, quando Roberto Westenberger assumiu, a comemoração era de que o PTB perdia a presidência da Susep, com a demissão de Luciano Portal, e o setor vencia com a indicação de um técnico para comandar as mudanças urgentes no arcabouço regulatório do setor e que permitam o avanço dos atuais 4% do PIB para algo próximo de 10% no médio e longo prazos.

Em recente entrevista à Agência Estado sobre a mudança no governo, com o afastamento de Dilma Rousseff e com o vice Michel Temer assumindo interinamente o comando do país, Márcio Coriolano, presidente da CNseg, destacou a necessidade de um olhar atento para as autarquias, que têm de contar com quadros técnicos, referindo-se à Susep e à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Tanto Westenberger como Gregori têm experiência no mercado segurador. Como em política tudo é definido só na hora do anuncio, e mesmo assim pode mudar em seguida, vamos aguardar. Vale ressaltar que Henrique Meirelles, novo ministro da Fazenda, fez coletiva hoje pela manhã para anunciar nomes da equipe econômica, como Ilan Goldfajn, que estava como economista-chefe do banco Itaú, como o novo presidente do Banco Central, entre outros. A frase mais dita por Meirelles é “vamos devagar pois estou com pressa”, o que significa que analisará muito antes para não ter de voltar atrás. Os nomes que ele não anunciar é porque os técnicos ou executivos foram mantidos no cargo.

O primeiro ponto da proposta de Gregori sugere mudanças na agenda regulatória, tornando-a mais flexível no que diz respeito a produtos, assumindo o compromisso de regular mais por capital e liquidez, deixando dessa forma o mercado segurador crescer e evoluir, a exemplo dos mercados americano e londrino. De acordo com a proposta, com inovações que se fazem necessária para transformá-la em realidade, o setor que fatura anualmente mais de R$ 400 bilhões e administra reservas técnicas superiores a R$ 800 bilhões, pode ter vantagens se desenvolver produtos financeiros para apoiar projetos e investimentos do “mundo real” via estruturas adequadas e transparentes de mercado de capitais, a exemplo do modelo adotado pelo megainvestidor Warren Buffett, que entre suas controladas tem um dos maiores grupos segurador e ressegurador dos Estados Unidos.

O segundo ponto da agenda também é dedicado a atender a demanda de produtos de garantia para apoiar os projetos de infraestrutura, concessões e de mercado de capitais que devem entrar em uma agenda positiva no governo Temer. Gregori defende que é preciso permitir que haja a transferência de risco também ao mercado de capitais e não só às atividades securitárias, pois dessa forma, argumenta, aumentaria o volume de vendas de proteção e os limites de capacidade de seguro e resseguro, bem como a segurança e a transparência nos instrumentos de captação de recursos.

selo temerA tecnologia também está no resumo da agenda proposta por Gregori. Segundo a proposta, o setor de seguros ainda é um mercado bastante antiquado e caro no que diz respeito a produtos e inovação. Ele, que estuda modelos mais eficientes de se fazer negócio em seguro e resseguro há mais de quatro anos, afirma que existem vários modelos estrangeiros que com certeza trariam maior controle a esse mercado, através principalmente do uso da tecnologia.

Os corretores também fazem parte da agenda. Na proposta, ele afirma que hoje os pequenos corretores estão órfãos, por ser essa uma indústria de grande concentração na área de distribuição. Através da tecnologia, segundo ele, isso poderia ser mais facilmente acessado por esses canais e dessa forma o mercado seria ampliado e consequentemente mais pessoas se utilizariam do seguro. Hoje o profissional de seguros não conta com modelo de certificação qualificado, como o modelo CPA para mercado financeiro e outros. Para ele, implementar o CPA ajudaria o profissional a ter mais credibilidade e novas frentes de trabalho qualificado, por ser um selo de qualificação exigida em outros mercados internacionais.

E, por fim, ele sugere uma agenda de comunicação. Ele argumenta que falta ao mercado securitário um trabalho de “Relações Públicas” eficiente no que diz respeito ao papel da indústria no Brasil, que está entre os maiores investidores institucionais do país e não é vista como um segmento com alto potencial de geração de receita, a exemplo do que é fora do país.

Após sair do BTG Pactual, meses antes de o controlador do grupo, André Esteves, ser preso, Gregori saiu pelo mundo para entender mais o que poderia agregar valor ao mercado segurador brasileiro. Passou por Londres, África do Sul, Coreia, Estados Unidos e Itália. Começou a esboçar projetos que trazem inovação ao mercado segurador. Anunciou em março a criação da Thinkseg, uma seguradora dedicada exclusivamente à comercialização de seguros online.

Andre Gregori é cotado para assumir Susep, divulga Agência Estado

Andre Gregori, da Thinkseg, contará sua experiência em seguro digital

andre gregori 4O empresário André Gregori, ex-BTG Pactual, está sendo cotado para assumir a Superintendência de Seguros Privados Susep), em substituição a Roberto Westenberger, que está no cargo desde 2014. A notícia sobre perder o cargo tem sido uma rotina na vida do titular do órgão regulador do mercado segurador. Em recente evento, ele comentou que conduz o dia a dia da Susep de maneira habitual, pois um cargo público pode ser tirado a qualquer momento, ainda mais em um momento de troca de governo. Por enquanto, nada foi confirmado em relação a isso. Quem sabe amanhã, quando Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e Previdência, anunciar a sua equipe — coletiva prevista para as 8h30 –, seja comentado algo sobre a Susep.

De acordo com informações apuradas pela Agência, Gregori se destaca por defender uma agenda mais intensa do seguro na área de infraestrutura e mercado de capitais. Além disso, tem uma postura voltada para a inovação. Antes de se dedicar à nova seguradora, a Thinkseg, dedicada exclusivamente à comercialização de seguros online, Gregori teria ficado seis meses fora do BRasil, pesquisando novas tecnologias em Londres, África do Sul, Coreia, Estados Unidos e Itália.

Nos EUA, seguradoras pagam US$ 600 milhões por mordidas de cães

mordidas-de-cachorros-6Eis um mercado que cresce forte no Brasil, mas ainda está longe de exibir números como dos Estados Unidos. Há 70 milhões de cães, um cão para cada 4,5 pessoas. As seguradoras pagaram no ano passado, na apólice do seguro de responsabilidade civil contra as mordidas, quase US$ 600 milhões, com 15 mil pedidos de indenização. Cerca de 4,5 milhões de pessoas são mordidas por cães a cada ano. Desse número, 20% têm necessidade de atendimento médico, sendo a metade de crianças.

No Brasil o número ainda é insignificante pois poucos compram a apólice de responsabilidade civil de forma individual. Até mesmo as empresas compram limites sempre insuficientes para indenizar terceiros prejudicados, como vimos no caso Samarco, responsável pelo maior acidente ambiental do país. Mas a cultura do RC vem sendo difundida pouco a pouco e o seguro de Directors & Officers (D&O) tem ajudado muito nisso.

O D&O, por exemplo, garante uma verba para o executivo indenizar terceiros que tiveram danos pela má administração da empresa. Acionistas que compraram ações da Petrobras, por exemplo, alegam que tiveram perdas nos investimentos porque a empresa foi má administrada. Vale enfatizar que o seguro não paga por fraudes. Apenas por eventos aleatórios.

E o seguro tem limite de valores, uma vez que a prevenção é uma ação inerente do risco do negócio. A Samarco tem de indenizar terceiros pelos prejuízos causados pelo vazamento da lama, mas o valor contratado na apólice de RC ficou muito aquém das perdas que lhe foram imputadas. Sem ter uma apólice de RC adequada, terá de pedir dinheiro aos controladores para arcar com os prejuízos. E isso também vale para um proprietário de animal. Se o bicho morder alguém, ele pode ser processado e obrigado a pagar pelos prejuízos que causou.

Como nos EUA a Justiça é rápida e penaliza quem causa a perda, o mercado de seguros é gigante. Diante das perdas, a estratégia é apostar na prevenção. Nessa semana, ocorre nos EUA a “National Dog Bite Prevention Week®” (Semana de Prevenção Nacional contra Mordida de Cães), evento promovido pela American Veterinary Medical Foundation.

Segue o link do estudo captado pelo consultor Francisco Galiza.

https://www.avma.org/Events/pethealth/Pages/Dog-Bite-Prevention-Week.aspx

Novas regras para operadoras de plano de saúde entram em vigor neste domingo

saudeFonte: Agência Brasil

A multa em casos de descumprimento das normas varia de R$ 30 mil a R$ 250 mil
Começam a vigorar neste domingo (15) as novas regras de atendimento prestado por operadoras de planos de saúde nas solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As medidas, definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio da Resolução Normativa 395, foram anunciadas em janeiro deste ano. A multa em casos de descumprimento das normas varia de R$ 30 mil a R$ 250 mil.

Uma das principais mudanças é a implantação, por parte das operadoras, de uma unidade de atendimento presencial, em horário comercial, durante todos os dias úteis nas capitais ou regiões de maior atuação dos planos. Ficam isentas as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as autogestões.

As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico 24 horas nos sete dias da semana. As de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e as filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial durante dias úteis.

Além disso, as operadoras, quando demandadas, deverão prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado pelo beneficiário, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da ANS ou no contrato.

A resolução exige ainda que, sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço, independentemente do canal pelo qual seja feita, deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique tratar-se de demanda que envolva cobertura assistencial. Nos casos em que não for possível fornecer resposta imediata à solicitação, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários. Se a resposta apresentada negar a realização de procedimentos ou serviços, devem ser informados detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique.

Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta das operadoras é de até dez dias úteis. Para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata.

O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer a reanálise da solicitação, que será avaliada pela ouvidoria da empresa. “Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa reanálise, será configurada infração por não observância às regras sobre atendimento aos beneficiários nas solicitações de cobertura assistencial”, informou a ANS.

ARQUIVAMENTO

O texto prevê ainda que as operadoras arquivem, por 90 dias, e disponibilizem, em meio impresso ou eletrônico, os dados do atendimento ao beneficiário. O beneficiário poderá requerer que as informações prestadas sejam encaminhadas por correspondência ou meio eletrônico, no prazo máximo de 24 horas. Caso solicitem, também poderão ter acesso aos registros de seus atendimentos em até 72 horas a contar da realização do pedido.

“Em caso de descumprimento das regras previstas na resolução normativa, a operadora está sujeita a multa de R$ 30 mil. Caso a infração venha a se configurar em negativa de cobertura, a operadora também estará sujeita a multa de R$ 80 mil. O valor da multa para negativa de cobertura de urgência e emergência é de R$ 250 mil”, informou a ANS.

OPERADORAS

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representante de empresas de planos de saúde, informou, logo após o anúncio das novas regras, que suas associadas defendem o cumprimento integral da nova regulamentação e que ainda irá avaliar os impactos que elas trarão.

Em nota publicada em janeiro deste ano, a FenaSaúde afirmou que “o setor de saúde suplementar vem ampliando seus esforços para aumentar a qualidade na prestação de serviços”.

Caixa e IRB no holofote da mídia com possível volta do processo de IPO

credibilidadeUma das tentativas do governo interino para levanter capital para amenizar o deficit publico que, segundo alguns analistas ultrapassa os R$ 100 bilhões para este ano, é vender participações da União em empresas estatais, entre elas IRB Brasil RE e Caixa Seguridade, para citar companhas inseridas no mercado segurador, além, além de abertura do capital dos Correios, da Casa da Moeda, da Infraero, além de várias empresas do setor elétrico.

Na Caixa Seguridade, o pedido de IPO foi suspenso no final do ano passado, mas pode ser que agora volte a ser avaliado. Analistas estimam que o processo poderia gerar cerca de R$ 10 bilhões para os cofres públicos. O mesmo ocorreu com o IRB, líder do mercado de resseguros no Brasil, que também passa a considerar a melhora do mercado financeiro. A previsão aqui era que a venda gerasse algo entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões aos cofres do governo. Ainda é cedo para saber se os investidores estão mais otimistas com o Brasil com os recentes movimentos na política. O Ibovespa acumulou variação de 3,9% no mês de maio, enquanto no ano sobe 19,5%. Vamos aguardar. Ainda há muita coisa ainda para o Brasil retomar a credibilidade e atrair investidores.

Pedidos maiores de indenização reduz lucro de seguradoras

Fonte: Estadão Conteúdo

O início do ano das seguradoras foi marcado por um desempenho menos favorável do resultado operacional, pressionado pelo aumento da sinistralidade e vendas mais fracas, tudo reflexo da crise que assola o País. Com isso, os números das instituições no período continuaram motivados pelo resultado financeiro. Em alguns casos, porém, a queda da inflação impediu performance melhor desta linha, que daqui para frente tende a ser ainda mais impactada em um eventual corte de juros.

Pesou ainda o aumento de impostos para as seguradoras no âmbito do ajuste fiscal e que não incidiu sobre os balanços do primeiro trimestre de 2015, comprometendo a base de comparação. Essa foi uma das principais justificativas para a BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, ver seu resultado desacelerar fortemente. Ainda assim, a seguradora reiterou a meta de entregar avanço de 8,0% a 12,00% em 2016, mesmo com analistas considerando o intervalo “desafiador” após o desempenho do primeiro trimestre. Para o Credit Suisse, por exemplo, o crescimento da companhia tende a ficar em torno dos 4% neste ano.

A BB Seguridade reportou lucro líquido ajustado de R$ 957,684 milhões no primeiro trimestre, cifra 0,9% maior do que a vista em 12 meses. “O trimestre veio em linha. Vamos entregar o resultado prometido para 2016, mas o intuito não é passar a linha de chegada e entregar um patamar de resultado que, em 2017, seja difícil de manter”, destacou Werner Süffert, diretor de Gestão Corporativa e de Relações com Investidores da seguradora, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Além do impulso da rede de agências do BB, a companhia espera maior contribuição da previdência, na medida em que nos últimos meses se concentrou mais em produtos com aportes mensais que, embora tragam resultado mais recorrente, têm menos impulso para a arrecadação. Trabalha ainda para rentabilizar a carteira de automóvel, cujo resultado operacional foi negativo em mais de R$ 100 milhões no trimestre com o aumento de roubo e furto, principalmente na região Sudeste.

A maior sinistralidade, reflexo da crise no País, também afetou a Porto Seguro, líder do segmento, principalmente em sua marca Azul. Sentiu ainda o efeito da desaceleração das vendas como reflexo de um “ambiente econômico desafiador”. Na marca Porto Seguro, inclusive, viu seus prêmios encolherem 4,3% de janeiro a março em relação a um ano antes. Neste contexto, a aquisição da carteira de seguro de automóveis de luxo da Chubb, de mais de R$ 250 milhões, deve ajudar na recomposição de prêmios.

Apesar disso, o presidente da Porto Seguro, Fábio Luchetti, não espera que o setor melhore seu desempenho nos próximos trimestres, diante da forte competição e da conjuntura econômica. Não há espaço para redução de preços, segundo ele, que acredita em um certo nível de estabilidade nos sinistros daqui para frente. A Porto teve lucro líquido com business combination – que considera o valor de todo o intangível (marca, canal de distribuição) – com o Itaú Unibanco de R$ 238,5 milhões no primeiro trimestre, alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2015.

Na SulAmérica, a forte retração nas vendas de veículos novos e usados fez com que seus prêmios de automóveis encolhessem mais de 13% no primeiro trimestre ante um ano antes, enquanto a sinistralidade piorou 6,7 pontos porcentuais. Como reflexo, reduziu seu market share em 1 p.p. “Não reduzimos preços e, como o viés da sinistralidade é crescente, entendemos que não caberia fazer esse movimento. Por isso, perdemos competitividade nas receitas”, justificou o presidente da companhia, Gabriel Portella, em entrevista ao Broadcast.

Saúde

No seguro saúde, seu principal ramo de atuação, a SulAmérica manteve crescimento, ancorado na política de reajustes de preço. Enquanto a receita desta área cresceu 13,5% no primeiro trimestre ante igual trimestre de 2015, o número de beneficiários aumentou 5,4% na mesma base de comparação, reforçando a estratégia da companhia.

Estudo da Marsh obtido pelo Broadcast mostra que os preços têm subido entre 10% e 20% no seguro saúde. Em relação ao último trimestre de 2015, a SulAmérica conseguiu manter estabilidade no seu número de beneficiários, apesar do elevado índice de desemprego no País. Mesmo com o impulso, seu lucro líquido subiu apenas 2,4% no primeiro trimestre ante janeiro a março do ano passado, para R$ 105,9 milhões.

“Será um ano que não permitirá a ninguém estar desatento. Vamos manter postura de revisão constante dos negócios para mantermos crescimento sustentável”, afirmou Arthur Farme d’Amoed Neto, vice-presidente da SulAmérica.

O mesmo feito no ramo saúde não foi visto na Porto Seguro. A seguradora, além de ter emitido menos prêmios, teve retração de 10,2% na quantidade de vidas seguradas ao final de março em relação a 12 meses antes. De acordo com Luchetti, esse movimento de queda foi “estancado” e a companhia segue focada no segmento. Admitiu ainda que a Porto, assim como outras concorrentes, tem dificuldade de crescer no interior, cujo mercado é dominado pelas Unimeds. Luchetti destacou ainda que a “economia não está fácil” e que, por conta disso, as empresas têm feito downgrade nas coberturas.

Embora tenha impacto nos prêmios e na quantidade de segurados, a maior procura por ajustes nos planos de saúde tem movimentado os negócios, de acordo com Guilherme Perondi, presidente da corretora Lockton. Segundo ele, as empresas, diante de margens mais apertadas e quedas nas vendas, têm optado por planos mais baratos. Hélio Novaes, presidente da também corretora de seguros MDS Brasil, diz que é natural, diante do contexto de crise, que os clientes corporativos olhem para os custos do seguro. Assim, a demanda por reestruturação dos programas de seguro segue crescente.

Apesar do ambiente de recessão no País, a Yasuda Marítima reverteu a trajetória de encolhimento dos prêmios vista em 2015, ao emitir mais de R$ 720 milhões no primeiro trimestre, cifra 11,2% maior em um ano. “Depois de concluirmos a integração de Yasuda e Marítima em 2015, focamos na oferta, serviços e gestão de recursos, em busca de mais eficiência. Mesmo sendo este um ano difícil, esperamos crescimento acima dos 20% no faturamento”, prevê Francisco Caiuby Vidigal Filho, diretor presidente da seguradora, em entrevista ao Broadcast.