As cinco tendências que vão transformar o mercado segurador nos próximos anos

helio Kinoshita Mitsui sumitomo

Por Helio Kinoshita, Managing Partner da águilahub

O mercado segurador brasileiro vive um dos momentos mais relevantes de sua história recente. Ao mesmo tempo em que o setor mantém uma trajetória consistente de crescimento, novas tecnologias, mudanças regulatórias e a evolução do comportamento dos consumidores estão redefinindo a forma como seguradoras operam, distribuem produtos e geram valor.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo a CNseg, o setor segurador brasileiro movimentou mais de R$ 764 bilhões em 2025, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. Para 2026, a projeção é de arrecadação superior a R$ 808 bilhões, reforçando a relevância econômica e social da indústria.

Mais do que crescimento, porém, o setor vive uma profunda transformação estrutural. A combinação entre inteligência artificial, dados, novos modelos de distribuição e riscos emergentes está criando um novo cenário competitivo.

Nesse contexto, destaco cinco tendências que devem orientar a agenda estratégica das seguradoras nos próximos anos.

1. Inteligência Artificial deixa de ser inovação e passa a ser infraestrutura

A Inteligência Artificial está deixando de ocupar espaço apenas em laboratórios de inovação para se tornar parte essencial da operação das seguradoras.

Subscrição, prevenção a fraudes, atendimento, análise documental, gestão de sinistros e relacionamento com clientes são algumas das áreas que já estão sendo impactadas.

O avanço da IA generativa amplia ainda mais esse potencial. Ferramentas capazes de interpretar documentos, resumir informações, identificar inconsistências e apoiar decisões tendem a aumentar significativamente a produtividade das operações.

Segundo a McKinsey, a indústria de seguros está caminhando para uma transformação operacional profunda impulsionada por inteligência artificial, automação e modelos avançados de análise de dados.

O desafio não está apenas na adoção da tecnologia, mas na construção de estruturas de governança, segurança e qualidade de dados capazes de sustentar decisões cada vez mais automatizadas.

2. Open Insurance cria uma nova economia baseada em dados

O Open Insurance representa uma das maiores mudanças estruturais já vividas pelo setor.

Ao permitir o compartilhamento padronizado e seguro de dados entre participantes autorizados, o modelo cria oportunidades para produtos mais personalizados, jornadas mais fluidas e novas formas de relacionamento com clientes.

A lógica deixa de ser centrada apenas na seguradora e passa a funcionar em ecossistemas integrados.

Na prática, isso significa utilizar dados para compreender melhor o perfil de risco, oferecer produtos mais aderentes às necessidades dos clientes e criar experiências mais simples e eficientes.

Mas a captura desse valor depende de investimentos em arquitetura de dados, interoperabilidade, APIs, segurança da informação e governança.

As seguradoras que enxergarem o Open Insurance apenas como um requisito regulatório tendem a capturar apenas parte do potencial disponível. As que tratarem o tema como estratégia de negócios poderão desenvolver novas fontes de receita e diferenciação competitiva.

3. Embedded Insurance será um dos principais canais de crescimento

O modelo tradicional de distribuição de seguros está evoluindo rapidamente.

Cada vez mais, os consumidores contratam seguros dentro de jornadas digitais já existentes, seja na compra de um produto, contratação de um serviço, solicitação de crédito ou utilização de uma plataforma digital.

Esse movimento, conhecido como Embedded Insurance, está transformando a forma como o seguro chega ao consumidor.

Segundo projeções da McKinsey, o mercado global de Embedded Insurance poderá representar mais de US$ 700 bilhões em prêmios emitidos até 2030, o equivalente a cerca de 25% de determinadas linhas de seguros em mercados desenvolvidos.

O crescimento desse modelo ocorre porque ele reduz atritos, aumenta conveniência e melhora a experiência do cliente.

Para seguradoras, isso significa a necessidade de desenvolver novas capacidades de integração, trabalhar em ecossistemas e criar produtos cada vez mais adaptáveis a diferentes canais de distribuição.

4. Modernização tecnológica será uma prioridade estratégica

Muitas seguradoras ainda operam sobre plataformas desenvolvidas há décadas.

Embora essas estruturas tenham sustentado o crescimento do setor, elas frequentemente limitam a velocidade de inovação, aumentam custos operacionais e dificultam integrações com novos parceiros e tecnologias.

A transformação digital passa, necessariamente, pela modernização dessas bases.

Cloud computing, arquiteturas baseadas em APIs, microsserviços, observabilidade, automação e governança de dados estão se tornando componentes fundamentais da estratégia tecnológica das seguradoras.

O objetivo não é apenas reduzir custos.

É criar uma infraestrutura capaz de responder rapidamente a mudanças regulatórias, lançar novos produtos, integrar parceiros e suportar modelos de negócio cada vez mais digitais.

As organizações que conseguirem equilibrar estabilidade operacional e capacidade de inovação terão uma vantagem competitiva significativa nos próximos anos.

5. Riscos climáticos e cibernéticos redefinem o setor

Talvez nenhuma tendência seja tão impactante para o futuro do seguro quanto a evolução dos riscos.

As mudanças climáticas estão aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos em diversas regiões do mundo.

Segundo o Swiss Re Institute, as perdas econômicas globais decorrentes de catástrofes naturais alcançaram US$ 318 bilhões em 2024, enquanto as perdas seguradas chegaram a aproximadamente US$ 137 bilhões, uma das maiores marcas já registradas.

Ao mesmo tempo, a crescente digitalização da economia amplia a exposição das empresas a riscos cibernéticos, criando demanda por novas soluções de proteção.

Esses movimentos exigem modelos mais sofisticados de análise de riscos, precificação e gestão de exposição.

Mais do que nunca, dados, inteligência analítica e tecnologia serão elementos centrais para garantir a sustentabilidade das operações seguradoras.

O futuro já começou

A discussão no mercado segurador não é mais se a transformação acontecerá, mas em qual velocidade cada organização será capaz de se adaptar.

Inteligência artificial, Open Insurance, Embedded Insurance, modernização tecnológica e novos riscos não são tendências isoladas. Elas fazem parte de uma mudança estrutural que está redefinindo o setor.

As seguradoras que conseguirem combinar tecnologia, dados, governança e visão estratégica estarão mais preparadas para capturar crescimento, aumentar eficiência e oferecer experiências mais relevantes aos seus clientes.

No fim, a inovação não substitui a essência do seguro. Ela amplia sua capacidade de cumprir aquilo que sempre foi sua principal missão: proteger pessoas, patrimônios e negócios em um mundo cada vez mais complexo.

Resseguro absorve mais de 90% das perdas provocadas por tempestades em Portugal

Gabriel Bernardino, presidente da ASF, no
Crédito: Pedro Granadeiro/ECO

Fonte: com agências de notícias

O conjunto de tempestades que atingiu Portugal em 2026 já provocou o maior evento de perdas da história do mercado segurador do país, com mais de 210 mil sinistros e cerca de € 1,3 bilhão em indenizações. Apesar da magnitude dos danos, apenas cerca de 9% desse valor será absorvido pelas seguradoras que operam em Portugal, enquanto mais de 90% das perdas serão suportadas pelo mercado internacional de resseguros.

A avaliação é do presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), Gabriel Bernardino, durante o Fórum Nacional de Seguros 2026, realizado no Porto. Segundo ele, o episódio demonstra, na prática, a importância do resseguro para preservar a estabilidade financeira das seguradoras diante de eventos catastróficos. “É claramente o evento com o maior número de sinistros que alguma vez registramos. A última contagem já ultrapassa os 210 mil sinistros”, afirmou. “Os seguros existem precisamente para estas situações”, acrescentou.

De acordo com Bernardino, embora o valor das indenizações já alcance € 1,3 bilhão, a estrutura de resseguro permitiu que apenas uma pequena parcela das perdas permanecesse com as seguradoras locais. “Apesar de termos um custo de € 1,3 bilhão em indenizações, apenas cerca de 9% será assumido pelas seguradoras que operam em Portugal. A grande maioria será suportada pelos resseguradores”, explicou.

O regulador reconheceu que o impacto poderá comprometer os resultados financeiros de algumas companhias ao longo de 2026. “Algumas seguradoras poderão encerrar o ano com resultados próximos de zero ou mesmo negativos devido a este impacto. Mas isso não coloca o mercado de joelhos. Pelo contrário. O mercado continua a revelar-se robusto”, afirmou.

O episódio reforça o papel estratégico do resseguro na absorção de perdas decorrentes de grandes catástrofes naturais. Ao transferir a maior parte do risco para o mercado internacional, as seguradoras preservam sua capacidade de solvência, mantêm capital disponível para continuar subscrevendo novos riscos e evitam que um único evento extremo comprometa a estabilidade do sistema segurador.

Lições para futuras catástrofes

A ASF informou que deverá publicar nas próximas semanas um relatório reunindo as principais lições aprendidas durante a gestão dos sinistros provocados pelas tempestades, com recomendações para fortalecer a preparação do mercado diante de futuros eventos climáticos extremos.

Segundo Bernardino, Portugal ainda precisa desenvolver uma cultura de avaliação sistemática desses acontecimentos. “Ainda não temos o hábito de analisar o que funcionou bem e o que pode ser melhorado para nos prepararmos para situações futuras. Não sabemos quando, mas elas voltarão a acontecer.”

Baixa cobertura preocupa

O presidente da ASF chamou atenção para outro desafio evidenciado pelas tempestades: a baixa penetração do seguro contra catástrofes naturais. Segundo ele, aproximadamente metade das residências atingidas não possuía cobertura para esse tipo de evento, situação semelhante à observada entre pequenos comércios e indústrias.

Para Bernardino, ampliar a proteção securitária exige uma mobilização conjunta do governo, do setor privado e da sociedade.

“Não vale a pena responsabilizar apenas a classe política. Os decisores públicos têm responsabilidades, mas todos nós também temos uma parcela de responsabilidade enquanto cidadãos, empresas e instituições.”

Ele defendeu que o tema da proteção contra desastres passe a ocupar posição central na agenda de resiliência do país e lembrou que a ASF propôs ao governo português a criação de um sistema integrado de proteção contra catástrofes, incluindo o risco sísmico.

Segundo o regulador, atualmente apenas 19% das edificações em Portugal possuem cobertura para terremotos, apesar da exposição do país a esse tipo de risco. “O risco sísmico é importantíssimo, mas os riscos climáticos também são. Precisamos tratar essas ameaças de forma integrada e garantir que a proteção não seja acessível apenas para quem tem maior renda.”

Bernardino ressaltou ainda que o seguro deve ser encarado não apenas como um mecanismo de indenização, mas também como um instrumento de prevenção. “Os seguros não devem ser vistos apenas como mecanismos de pagamento. Devem ser vistos como instrumentos de prevenção.”

Apesar das perdas provocadas pelas tempestades, o presidente da ASF afirmou que o restante de 2026 segue positivo para o mercado segurador português, com crescimento em diferentes segmentos, especialmente no seguro de vida.

O caso português reforça uma tendência observada internacionalmente. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes e severos, o resseguro ganha protagonismo como mecanismo de absorção de perdas e de manutenção da capacidade financeira das seguradoras, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão por políticas públicas e instrumentos capazes de ampliar a cobertura securitária da população frente aos riscos climáticos.

Investimentos de US$ 750 bilhões em IA e tensões geopolíticas redesenham mercado global de seguros que deve recuar em 2026

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Os investimentos globais em inteligência artificial (IA) e a crescente fragmentação geopolítica estão transformando o perfil de riscos da economia mundial e ampliando a demanda por soluções de seguros e resseguros. É o que aponta o novo relatório sigma, do Swiss Re Institute, divulgado nesta terça-feira (8), que projeta um crescimento mais moderado do mercado segurador global em 2026, em meio a um ambiente de inflação persistente, desaceleração econômica e sucessivos choques nas cadeias de suprimentos.

Segundo o estudo World Insurance in 2026: Shock absorbers in a fragmenting world, o crescimento real dos prêmios globais deverá desacelerar para 1,3% em 2026, ante 3,9% registrados em 2025. Ainda assim, a indústria de seguros ganha relevância estratégica ao oferecer proteção para novos investimentos em infraestrutura, energia, tecnologia e cadeias produtivas mais resilientes.

A inflação global, que o instituto espera que atinja uma média de 4% este ano, e o consequente ambiente de juros mais elevados continuarão a beneficiar o seguro de vida, cujos prêmios devem crescer 2,3% em termos reais em 2026, acima da tendência de longo prazo, de acordo com o relatório.

Para o economista-chefe do Grupo Swiss Re, Jérôme Haegeli, o mais recente conflito no Oriente Médio representa mais um episódio de uma nova realidade econômica marcada pela instabilidade geopolítica.

“O conflito no Oriente Médio não é um choque isolado, mas mais um sinal de que o risco geopolítico se tornou uma característica estrutural da economia global. À medida que as economias investem em infraestrutura de IA, sistemas de energia e cadeias de suprimentos mais resilientes, surgem novos conjuntos de riscos. O seguro tem um papel fundamental não apenas na mitigação desses riscos, mas também em viabilizar essa transformação econômica”, afirma.

Economia global enfrenta novo ciclo de choques

O relatório destaca que o conflito no Oriente Médio se tornou o quarto grande choque de oferta enfrentado pela economia mundial em apenas seis anos, após a pandemia, a crise energética e as interrupções no comércio internacional.

Como consequência, o Swiss Re Institute estima que a inflação global alcance média de 4% em 2026, cerca de um ponto percentual acima das projeções anteriores ao conflito, enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial deverá desacelerar para 2,5%.

O cenário também indica juros elevados por um período mais prolongado, refletindo a maior percepção de riscos inflacionários, fiscais e geopolíticos. Na avaliação dos pesquisadores, governos e empresas estão abandonando o modelo de cadeias produtivas baseadas no conceito de just in time para priorizar estruturas mais resilientes, no modelo just in case, reduzindo dependências de fornecedores e fortalecendo a segurança das operações.

IA impulsiona novo ciclo global de investimentos

Ao mesmo tempo em que os choques de oferta pressionam a economia, os investimentos em inteligência artificial inauguram um dos maiores ciclos globais de investimentos em infraestrutura das últimas décadas. O estudo estima que os grandes grupos de tecnologia — conhecidos como hyperscalers — investirão cerca de US$ 750 bilhões em infraestrutura de IA em 2026, incluindo centros de dados, redes de energia e manufatura avançada. Segundo o levantamento, esses investimentos deverão acrescentar entre 0,2 e 0,3 ponto percentual ao crescimento da economia norte-americana.

Para o CEO da Swiss Re Corporate Solutions, Ivan Gonzalez, esse movimento cria uma nova fronteira para o mercado segurador. “À medida que a economia global e as cadeias de suprimentos se tornam mais fragmentadas, cresce a demanda por soluções especializadas para apoiar o comércio internacional, investimentos e continuidade dos negócios. Ao mesmo tempo, o boom da IA impulsiona investimentos sem precedentes em infraestrutura. Alguns dos maiores data centers dedicados à inteligência artificial já possuem ativos superiores a US$ 20 bilhões antes mesmo da instalação dos equipamentos tecnológicos, gerando riscos relevantes de construção, operação e concentração”, afirma. Segundo ele, esses riscos exigem soluções que vão além do seguro tradicional, combinando engenharia de riscos, mecanismos alternativos de transferência e financiamento.

Seguro de danos desacelera, mas mantém rentabilidade

O segmento global de seguros de danos (non-life) deverá entrar em uma fase mais moderada do ciclo de subscrição. O relatório projeta crescimento real de apenas 0,6% dos prêmios em 2026, bem abaixo da média anual de 3,6%registrada entre 2015 e 2024.

Apesar da desaceleração, o estudo ressalta que fatores como inflação de sinistros, aumento das perdas catastróficas e incertezas geopolíticas deverão impedir uma queda mais acentuada dos preços.

Mesmo em um ambiente mais competitivo, a rentabilidade permanece elevada. O retorno sobre o patrimônio (ROE) das seguradoras de danos deverá alcançar 11,4% em 2026, abaixo do pico de 14% observado em 2025, mas ainda sustentado pelos maiores rendimentos financeiros proporcionados pelas taxas de juros.

O relatório também projeta continuidade do crescimento do mercado global de seguros de vida. Os prêmios deverão avançar 2,3% em termos reais em 2026, acima da tendência histórica, impulsionados pelo ambiente de juros mais elevados, que favorece produtos de acumulação e anuidades. Nos mercados emergentes, o desempenho deverá ser ainda mais robusto, apoiado pelo envelhecimento populacional, reformas regulatórias e aumento da penetração dos seguros.

Segundo o Swiss Re Institute, o cenário reforça a perspectiva de rentabilidade para as seguradoras de vida, uma vez que os maiores retornos obtidos nos reinvestimentos continuam fortalecendo as receitas financeiras e sustentando os resultados do setor.

José Bailone, ex-Zurich, assume como VP de riscos corporativos do grupo HDI Seguros

A disputa entre as seguradoras brasileiras deixou de ocorrer apenas na conquista de clientes e passou a se intensificar também na atração de executivos especializados. Em um momento de transformação do mercado de seguros corporativos, o Grupo HDI anunciou a contratação de José Bailone para comandar sua nova Vice-Presidência de Riscos Corporativos. O executivo deixa a Zurich Seguros, onde liderava a operação de Property & Casualty (P&C) e negócios corporativos, e assume o cargo em 13 de julho.

A movimentação acontece poucos dias depois de outra mudança relevante no segmento: Igor Di Beo deixou o comando da área de riscos corporativos da HDI para assumir a presidência da operação brasileira da Starr Insurance. As duas trocas evidenciam a crescente disputa por lideranças capazes de conduzir operações cada vez mais técnicas em um ambiente marcado por mudanças regulatórias e comerciais.

O mercado de riscos corporativos atravessa um dos períodos mais competitivos da última década. A elevada oferta de capacidade por parte dos resseguradores internacionais mantém pressão sobre preços em diversas linhas de negócios, especialmente property, responsabilidade civil, transportes e riscos de engenharia. Ao mesmo tempo, as seguradoras buscam preservar rentabilidade por meio de maior disciplina técnica, investimentos em engenharia de riscos, análise de dados e especialização das equipes.

Esse cenário ganha ainda mais complexidade com a entrada em vigor do Marco Legal do Seguro, iniciada em dezembro de 2025. A nova legislação vem exigindo uma profunda revisão de processos, contratos e coberturas em todo o mercado. Seguradoras, corretoras e departamentos de gestão de riscos das empresas estão revisando clausulados, procedimentos de subscrição, comunicação com clientes e fluxos de regulação de sinistros para atender às novas exigências legais.

Para grandes riscos, a adaptação representa uma oportunidade de modernização dos contratos, mas também exige profissionais experientes capazes de interpretar as mudanças jurídicas e transformá-las em soluções técnicas para clientes corporativos. Não por acaso, executivos com forte conhecimento em subscrição, engenharia de riscos e gestão de portfólios tornaram-se ativos cada vez mais disputados pelas companhias.

É nesse contexto que o Grupo HDI cria uma vice-presidência dedicada exclusivamente aos negócios de Riscos Corporativos. A nova estrutura acompanha a evolução da companhia, responsável pelas marcas HDI Seguros, Yelum e Aliro, e amplia a especialização das operações. Com a mudança, Rafael Ramalho, que anteriormente respondia pela operação de Automóvel, passa também a liderar as áreas de Vida e Massificados.

Engenheiro mecânico, José Bailone acumula mais de 35 anos de atuação no setor segurador. Sua carreira começou na engenharia de riscos e evoluiu para posições de liderança em subscrição, governança, gestão de portfólio e desenvolvimento de operações. Antes da Zurich, também passou por seguradoras como Berkley e Mapfre, participando de processos de transformação organizacional e fortalecimento das operações de riscos corporativos.

Na nova função, Bailone comandará a estratégia, o desenvolvimento e a gestão da área de Riscos Corporativos do Grupo HDI, que reúne a estrutura da antiga HDI Global no Brasil.

“Assumo este desafio com entusiasmo e a convicção de que o Grupo HDI vive um momento importante de expansão e transformação. Minha expectativa é contribuir para uma nova etapa de crescimento sustentável dos negócios de Riscos Corporativos, ampliando nossa atuação, fortalecendo a proximidade com clientes, corretores e parceiros e criando novas oportunidades em diferentes segmentos do mercado. Tudo isso apoiado por uma gestão técnica consistente, capaz de impulsionar o desenvolvimento de longo prazo da operação”, afirma José Bailone.

A contratação ocorre em um momento de expansão da companhia. Em 2025, o Grupo HDI registrou R$ 15,8 bilhões em prêmios emitidos no Brasil, dos quais aproximadamente 19% foram gerados pela carteira de Riscos Corporativos, reforçando a importância estratégica do segmento para os planos de crescimento da seguradora.

A sucessão de movimentações entre Zurich, HDI e Starr sinaliza que a concorrência no mercado corporativo brasileiro deverá continuar intensa, não apenas pela disputa por clientes e participação de mercado, mas também pela formação de equipes capazes de combinar excelência técnica, relacionamento com corretores e adaptação ao novo ambiente regulatório inaugurado pelo Marco Legal do Seguro.

Centro Automotivo Porto Serviço lança campanha nacional com check-up gratuito para veículos até 19 de julho 

Com a chegada das férias de julho, cresce também a importância de redobrar os cuidados com o carro antes de pegar estrada. Para apoiar os motoristas nesse período, os Centros Automotivos Porto Serviço realizam, até 19 de julho, uma campanha nacional de Revisão de Férias, com check-up visual gratuito para veículos.

A iniciativa tem como objetivo incentivar a manutenção preventiva, ajudando os condutores a evitar imprevistos durante viagens e deslocamentos de rotina. Entre os principais itens avaliados e serviços em destaque estão troca de óleo e filtros, sistema de partida, teste de carga e troca de bateria, avaliação e troca de pneus, sistema motor, freios e muito mais.

“Revisar o carro antes de viajar é uma medida simples, mas essencial para evitar surpresas no caminho, proteger o orçamento familiar e garantir mais segurança para todos. Com a campanha Revisão de Férias, queremos oferecer aos motoristas um cuidado rápido, confiável e com a qualidade Porto Serviço, disponível em nossos Centros Automotivos em todo o país”, sinaliza Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço.

Alguns itens demandam atenção

Alguns componentes do veículo podem exigir atenção especial. Baterias, pneus, óleo e sistema de partida, por exemplo, tendem a ser mais demandados em períodos de frio, o que reforça a necessidade de uma avaliação técnica antes de viagens mais longas. A manutenção preventiva contribui não apenas para a segurança dos passageiros, mas também para a conservação do automóvel e para a redução de gastos inesperados.

A campanha está disponível nacionalmente nos Centros Automotivos Porto Serviço e é aberta a todos os motoristas, reforçando o posicionamento da marca em oferecer cuidado 5 estrelas “pra todos”, clientes e não clientes Porto. Além do check-up gratuito, os consumidores contam com mecânicos especializados, mão de obra qualificada e garantia nacional nos serviços realizados.

Serviço
Revisão de Férias Centros Automotivos Porto Serviço

Período: até 19 de julho

Abrangência: nacional

Onde: Centros Automotivos Porto Serviço

Destaques: check-up gratuito, troca de óleo e filtro, sistema de partida, teste de bateria, 

avaliação e troca de pneus, sistema do motor e freios.

Instituto Tokio Marine Gerações Futuras amplia impacto social por meio da educação

No dia em que celebra 67 anos de atuação no Brasil, a Tokio Marine Seguradora anuncia o lançamento do Instituto Tokio Marine Gerações Futuras, iniciativa dedicada ao desenvolvimento de crianças e jovens, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social. O objetivo é ampliar oportunidades, estimular o desenvolvimento humano e contribuir para a construção de um futuro com mais possibilidades para as próximas gerações.

Ao longo dos anos, a Seguradora vem investindo em ações voltadas ao incentivo à leitura, à formação educacional e à inclusão produtiva, ampliando seu impacto social e fortalecendo sua contribuição para o desenvolvimento sustentável no Brasil. O Instituto reunirá programas já consolidados da Companhia, como o Sementes do Brasil, iniciativa voltada à geração de oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade social, e o Tokio Millennium, programa de estágio da Seguradora. 

Ao mesmo tempo que fortalece iniciativas já consolidadas, o Instituto marca o início de uma nova frente de atuação com o lançamento do Broto da Cultura, primeira iniciativa concebida e desenvolvida integralmente em sua estrutura. O projeto nasce com o propósito de ampliar o acesso à leitura e promover a cultura como ferramenta de desenvolvimento e formação de crianças.

Como marco inaugural, o Broto da Cultura realizará a distribuição de livros infantis de autores japoneses traduzidos para o português para escolas e demais instituições, aproximando crianças do universo da leitura e fortalecendo os laços culturais entre Brasil e Japão. Ao longo dos anos, a iniciativa será ampliada com novas ações voltadas ao estímulo à leitura, à promoção da cultura e ao desenvolvimento educacional de crianças e jovens.

“O Instituto Tokio Marine Gerações Futuras representa um novo capítulo na atuação social da Tokio Marine. Ele consolida iniciativas que já fazem parte da nossa trajetória e amplia nossa capacidade de gerar impacto positivo por meio da educação, acompanhando crianças e jovens em diferentes etapas de seu desenvolvimento. Acreditamos que investir em pessoas é a forma mais efetiva de promover inclusão, criar oportunidades e contribuir para a construção de uma sociedade mais preparada para o futuro”, declara Masaaki Itakura, Diretor Executivo de Estratégia Corporativa da Tokio Marine e Presidente do Instituto.

MAG Seguros homenageia cooperativas e celebra 20 anos de atuação junto ao segmento

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Em celebração ao Mês do Cooperativismo, a MAG Seguros lançou uma homenagem especial ao setor em seus canais digitais. A iniciativa ressalta a relevância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do país, além de destacar o papel das parcerias construídas com cooperativas na ampliação do acesso à proteção financeira, sempre com base em valores como confiança, proximidade e propósito compartilhado.

A homenagem também marca a trajetória de duas décadas de atuação da MAG junto cooperativas financeiras e bancos cooperativos, para ampliar o acesso dos cooperados a soluções de seguros de vida, previdência e capitalização. A MAG atua de forma integrada ao lado das cooperativas, oferecendo suporte contínuo aos gerentes e equipes comerciais por meio de programas de capacitação, soluções tecnológicas, ferramentas de gestão e venda, relacionamento próximo e apoio comercial especializado. 

“O cooperativismo atravessa gerações, fortalece comunidades e é uma das forças mais relevantes do Brasil. Seu maior patrimônio é a confiança construída ao longo do tempo, por meio de relacionamentos duradouros e do conhecimento profundo das necessidades dos cooperados. Na MAG, compartilhamos esse DNA colaborativo e, há 20 anos, trabalhamos para fortalecer esse ecossistema por meio da proteção financeira”, afirma Gilvan Lima, Diretor de Cooperativismo do Grupo MAG.

Atualmente, a frente reúne importantes parceiros do setor, como Cresol, Ailos, Quanta, Unicred, Uniprime e CrediSIS. Em 2025, a seguradora registrou avanço de 43% na produção de vendas de seguros no segmento e crescimento de 50,7% na arrecadação em relação ao ano anterior.

Além de Gilvan, a ação também conta com a participação de Helder Molina, CEO e Chairman do Grupo MAG; Carice Weber, Diretora-Executiva Corporate e Carolina Vieira, Diretora de Parcerias Estratégicas.

Aliadas na proteção financeira

As cooperativas têm se consolidado como importantes aliadas na democratização do acesso a soluções de proteção. Com forte presença regional, relacionamento próximo aos associados e elevado nível de confiança junto às comunidades onde atuam, essas organizações representam um dos canais mais promissores para ampliar a cultura da prevenção e do planejamento financeiro no país.

Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o país conta com 4.384 cooperativas, sendo 700 dedicadas a crédito, e estão presentes em 3.586 municípios, reunindo 25,8 milhões de cooperados, o equivalente a mais de 12% da população brasileira. Juntas, essas organizações movimentaram R$ 757,9 bilhões em ingressos em 2024, acumulam R$ 1,39 trilhão em ativos e geram mais de 578 mil empregos diretos. 

Brasil volta ao radar de grandes grupos internacionais, mas entrada exige mais do que capital

O Brasil continua no radar dos grandes grupos internacionais de seguros, mas a entrada no país exige mais do que capital. O mercado é grande, promissor e passa por uma nova fase regulatória com o Marco Legal do Seguro, mas também é complexo, competitivo e demanda conhecimento local, tecnologia e capacidade de adaptação. A avaliação foi feita por Rogério Campos Henriques, CEO do Grupo Fidelidade, maior seguradora de Portugal, ao comentar os planos internacionais da companhia. O executivo negou que o Brasil seja uma prioridade imediata, mas deixou claro que o país segue no horizonte estratégico do grupo. “Devemos pensar no Brasil, mas não tem sido uma prioridade para nós. É um mercado grande, complexo e difícil. Costumamos dizer que o Brasil não é um mercado para amadores”, afirmou durante entrevista no coquetel do Fórum Brasil Portugal, realizado em Lisboa no início de junho deste ano.

A Fidelidade, que tem como principal acionista o grupo chinês Fosun, já atua em diversos países da América Latina, como Peru, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Segundo Campos Henriques, a escolha dos mercados segue uma lógica seletiva, baseada na capacidade da companhia de fazer diferença em cada país. “Somos uma empresa portuguesa que tem um acionista chinês. As decisões de expansão não são determinadas pela nacionalidade do acionista, mas pelas nossas capacidades e por aquilo que entendemos fazer sentido em cada momento. Se fosse apenas por isso, já estaríamos no Brasil”, disse. Neste momento, o grupo olha com mais atenção para oportunidades na Colômbia e no México. Ainda assim, o executivo não fechou a porta para o mercado brasileiro. “Chegará o momento”, afirmou.

A declaração ocorre em um momento em que empresas brasileiras têm mantido conversas com grupos estrangeiros em busca de parcerias, investimentos e eventuais operações societárias. A modernização regulatória, a consolidação do setor e a busca por eficiência operacional têm recolocado o Brasil no mapa de seguradoras globais.

Houve um boom de negócios no setor de seguros do Brasil em 2022, 2023 e 2024, com 28, oito e 12. Em 2025, foram realizadas dez operações, revela pesquisa da KPMG. Entre outras significativas, podemos citar a compra da carteira de seguros de automóveis da SulAmérica pela Allianz; a venda da operação de saúde da Sompo para a SulAmérica e a transferência de linhas massificadas da Sompo para a HDI. A maior delas foi aquisição das operações da Liberty Brasil e América Latina pela HDI. Vale também citar a corretora Alper Seguros. Ao completar 15 anos de atividade, já fez mais de 70 aquisições.

O Bradesco apostou em outras formas de atrair investidores. Em fevereiro deste ano, o banco anunciou a criação da BradSaúde, um novo ecossistema integrado que consolida todos os ativos de saúde do grupo. A holding reúne operadoras de planos médico-hospitalares, rede odontológica, hospitais, clínicas, centros de diagnóstico e healthtechs, com um faturamento pro-forma de R$ 52 bilhões e mais de 13 milhões de beneficiários. A BradSaúde estreou na B3 sob o ticker SAUD3 através do maior processo de IPO reverso da história do mercado financeiro brasileiro.

Com a fusão, o Bradesco ficou com 91,35% das ações, deixando as ações em livre circulação (free float) com os minoritários em apenas 8,65%. Como as regras do segmento do Novo Mercado da B3 exigem um patamar mínimo de 25% de free float, o Bradesco informou que pretende realizar uma oferta subsequente de ações (follow-on) para diluir sua participação e atrair novos investidores institucionais. Esse movimento deve ocorrer nos próximos dois anos para recompor a liquidez do papel no mercado

Neste novo cenário mundial, a forma de entrada de novos playeres tende a ser diferente daquela observada em ciclos anteriores. Segundo vídeo de David Lambert, Global Insurance Transaction Advisory Leader da EY, fusões e aquisições no setor de seguros deixaram de ser apenas uma estratégia para ganhar escala. Cada vez mais, as transações buscam acelerar o acesso a novas competências, tecnologia, dados e talentos.

Na avaliação do executivo, as seguradoras precisam definir hoje quais capacidades serão necessárias para competir nos próximos três a cinco anos. O desafio está em construir a ponte entre a estrutura atual e o modelo de negócio que será exigido no futuro. Nesse contexto, grandes aquisições podem dividir espaço com participações minoritárias, joint ventures, parcerias com insurtechs, investimentos em inteligência artificial e construção de ecossistemas. O objetivo deixa de ser apenas comprar carteira ou participação de mercado e passa a ser incorporar inovação de forma mais rápida e eficiente.

A visão da EY conversa diretamente com o momento vivido pelo mercado brasileiro. A entrada em vigor do Marco Legal do Seguro aumenta a necessidade de revisão de contratos, produtos, processos e modelos de relacionamento com clientes e corretores. Ao mesmo tempo, temas como inteligência artificial, automação da subscrição, análise de dados, eficiência operacional e adaptação climática passam a ocupar espaço central na agenda das seguradoras.

Laboratório para impulsionar a adaptação climática recebe investimentos

A própria Fidelidade oferece um exemplo concreto dessa mudança de postura. Antes de olhar para novos mercados apenas pela ótica de distribuição ou escala, o grupo tem investido na construção de competências que podem diferenciar sua atuação internacional. Um dos projetos mais emblemáticos é o Impact Center for Climate Change, laboratório climático criado pela seguradora para transformar ciência, dados e conhecimento técnico em ações práticas de prevenção e adaptação às mudanças climáticas. A iniciativa foi apresentada por Rui Esteves, Head of Technical Division for Motor and Home Insurance da Fidelidade, durante o fórum organizado pela CNseg e pela Fidelidade.

Segundo Esteves, o projeto começou a ser pensado em 2021, ganhou forma em 2023 e foi lançado oficialmente em outubro de 2024. A ideia nasceu da percepção de que as alterações climáticas estavam cada vez mais evidentes e de que as seguradoras precisariam assumir um papel mais ativo diante dos novos riscos. “Nós não queríamos apenas fazer estudos que ficassem na prateleira. Queríamos criar conhecimento com implementação prática”, afirmou.

O centro combina competências internas da seguradora — atuários, cientistas de dados, especialistas em produtos, subscrição, gestão de riscos e regulação de sinistros — com universidades, centros de investigação, cientistas, resseguradores, distribuidores, governos locais e centrais.

A atuação foi organizada em três frentes. A primeira olha para o próprio negócio segurador, com foco em melhorar subscrição, tarifação, gestão de risco e regulação de sinistros. A segunda envolve clientes, corretores e agentes, com o objetivo de ampliar a resiliência dos segurados e contribuir para a redução do déficit de proteção. A terceira está relacionada à pesquisa, aos decisores políticos e à sociedade em geral.

Entre os projetos em andamento está um estudo aprofundado sobre o risco de incêndios florestais em Portugal, considerado um dos temas mais críticos para o país. A seguradora também desenvolve bolsas de estudo, protocolos com instituições públicas e iniciativas para ampliar o uso de dados climáticos na tomada de decisão.

Um dos pontos mais relevantes para o Brasil na criação de um laboratório como este é a discussão sobre compartilhamento de dados. Questionado sobre a resistência das seguradoras brasileiras em dividir informações, Esteves afirmou que é possível colaborar sem abrir mão de dados estratégicos. A proposta não é entregar bases de dados a concorrentes, mas compartilhar conhecimento, estudos e conclusões com universidades e órgãos públicos capazes de transformar informação em políticas de prevenção.

Na prática, isso significa usar o conhecimento acumulado pela seguradora para reduzir perdas antes que elas ocorram. Uma das ferramentas em desenvolvimento cruza previsões meteorológicas com a localização dos segurados para emitir alertas personalizados de risco de incêndio. Em vez de enviar avisos genéricos por região, a companhia pretende orientar diretamente clientes expostos a situações críticas.

O Impact Center reúne atualmente 24 iniciativas em diferentes estágios de desenvolvimento, selecionadas a partir de uma carteira inicial de cerca de 80 projetos. Embora tenha nascido em Portugal, o modelo pode ser levado às demais operações internacionais da Fidelidade na América Latina, incluindo Peru, Chile, Bolívia e Paraguai. O Brasil também poderia entrar nesse mapa caso o grupo avance no país no futuro.

Mais do que um projeto climático, a iniciativa mostra como a competição entre seguradoras globais está mudando. O diferencial já não está apenas em balanço, rede de distribuição ou capacidade de subscrição. Está também na habilidade de transformar dados em prevenção, conhecimento em produto, tecnologia em eficiência e parcerias em vantagem competitiva.

Ao ser questionado se esse tipo de iniciativa não seria papel de uma associação setorial, Rui Esteves afirmou que uma empresa pode ter mais agilidade para agir, testar soluções e mobilizar recursos. A ambição, segundo ele, é também influenciar outras seguradoras a desenvolver iniciativas semelhantes.

Para o Brasil, a provocação é direta. Se o país voltou ao radar de grandes grupos internacionais, também passa a exigir outro tipo de investidor. O novo ciclo de M&A em seguros tende a premiar companhias capazes de combinar capital, tecnologia, dados, talentos e visão de longo prazo. Nesse ambiente, o Brasil segue atrativo, mas seletivo. Como resumiu Rogério Campos Henriques, não é um mercado para amadores.

Pottencial Seguradora anuncia Roberto Teixeira como superintendente comercial

A Pottencial Seguradora, empresa líder no mercado brasileiro de Seguro Garantia e vice-líder em Seguro Fiança Locatícia, anuncia a chegada de Roberto Teixeira como novo Superintendente Comercial de Contas Estratégicas. O executivo passa a integrar a equipe comercial da companhia com a missão de fortalecer o relacionamento com clientes estratégicos e impulsionar o crescimento da operação no segmento corporativo.

Com mais de uma década de experiência nos mercados de seguros e finanças, Roberto é especialista em Seguro Garantia, Linhas Financeiras e P&C. Passou por diversas seguradoras e, mais recentemente, atuou como Diretor Comercial da operação Corporate. É economista, com formação em Finanças pela Coppead/UFRJ, Executive MBA pelo Insper e extensão na UCLA Anderson School of Management.

“Assumir esse novo desafio na Pottencial representa a oportunidade de contribuir para uma companhia que vem se consolidando como uma das principais referências do mercado segurador. Estou motivado para fortalecer o relacionamento com nossos parceiros e clientes, ampliar oportunidades de negócios e contribuir para o crescimento da empresa”, afirma Roberto.

Para Carlos Ferreira Quick, vice-presidente da Pottencial Seguradora, a chegada do executivo reforça a estratégia de expansão da companhia no mercado corporativo. “O Roberto reúne profundo conhecimento técnico, experiência comercial e uma visão estratégica do mercado de seguros. Sua chegada fortalece nossa atuação junto às contas estratégicas e amplia nossa capacidade de oferecer soluções cada vez mais aderentes às necessidades dos clientes e corretores”, destaca.

Na nova posição, Roberto Teixeira será responsável pela estratégia comercial voltada às contas estratégicas, atuando na expansão dos negócios e no fortalecimento do relacionamento com grandes clientes, parceiros e corretores em todo o país.

Bradesco Saúde lança plano Efetivo Plus na Bahia

Flavio Bitter Bradesco Saúde

A Bradesco Saúde amplia sua presença na Bahia com o lançamento no estado do plano Efetivo Plus, que combina qualidade assistencial, ampla cobertura e custo-benefício competitivo. O produto, que possui abrangência nacional, é baseado na rede do Efetivo em todo Brasil e recebe um Plus na relação de hospitais, clínicas, consultórios e laboratórios com preço mais competitivo, nas praças de lançamento. Além da Bahia, o plano também já foi lançado em São Paulo Capital e região metropolitana, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Paraná.

Voltado a empresas de diferentes perfis e tamanhos – a partir de três pessoas – o Efetivo Plus oferece coberturas ambulatorial e hospitalar com obstetrícia. E, ainda, flexibilidade na contratação, com opções com ou sem coparticipação e acomodação em quarto ou em enfermaria.

A rede credenciada é um dos destaques. Na Bahia, o plano conta com prestadores que são referência de excelência na assistência médico-hospitalar para a população local. Além dos hospitais que já constam no Efetivo, como o Hospital Português e o Santo Amaro, o “plus” chega com a adição do Hospital Mater Dei Salvador, Hospital da Bahia (HBA), Hospital Professor Jorge Valente e Hospital Santa Izabel. A rede ambulatorial também é incrementada, ampliando a disponibilidade de consultórios, clínicas e laboratórios no estado. A proposta é combinar capilaridade nacional com prestadores reconhecidos regionalmente, modelo cada vez mais valorizado pelo mercado corporativo.

“Ao ampliar a oferta de produtos com olhar regional e cobertura nacional, atendemos a uma demanda do mercado por modelos mais sustentáveis, promovendo o acesso a uma assistência médico-hospitalar de qualidade, uma excelente relação custo-benefício e a credibilidade da marca Bradesco Saúde. O objetivo é oferecer às empresas uma solução eficiente para o cuidado com a saúde de seus colaboradores”, ressalta Flávio Bitter, diretor-geral da Bradesco Saúde.

Além da rede assistencial, o Efetivo Plus se diferencia pelos serviços oferecidos aos beneficiários. Entre eles, acesso facilitado a psicólogos via aplicativo Bradesco Saúde, consultas via telemedicina, por meio do aplicativo Saúde Digital, o atendimento com foco em Atenção Primária à Saúde (APS) da rede Meu Doutor Novamed e a seleção de médicos do Programa Meu Doutor, ambos presentes em Salvador. Os beneficiários contam, também, com descontos exclusivos em produtos e serviços com o Clube+Saúde.

 O investimento na Bahia acompanha o desempenho positivo da Bradesco Saúde no mercado local. No primeiro trimestre de 2026, a operadora registrou no mercado baiano crescimento de 6% na base de beneficiários, em comparação aos três primeiros meses do ano passado. Destaque para o segmento de pequenas e médias empresas, que registrou crescimento de 12% no mesmo período.